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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

relação ruir

4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

Por andreflavionb em paixão, psicólogo, relação ruir

27 de novembro de 2017

 

4 grandes erros que podem destruir uma relação. *imagem retirada facebook/oposicologooficial

4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

A pergunta dessa semana representa uma série de seguidores que me perguntam quase diariamente sobre a “fórmula” de um relacionamento feliz e blindado.

Jéssica: “Olá, estou iniciando uma relação agora com alguém muito especial, estou muito empolgada e vejo você comentar bastante sobre relacionamentos, queria saber quais as dicas para ter uma relação saudável e duradoura? Detalhe: sou muito ciumenta.

Primeiramente, quero deixar muito claro que não acredito em soluções mágicas, daquelas “pré-fabricadas” para vender em todos os tamanhos e todos gostos nas prateleiras das livrarias. Isso porque cada caso é um caso. Não existem soluções gerais, que servem para todos. É como achar que uma dieta para ganho de massa muscular de uma amiga pode servir para mim.

Então é preciso analisar o comportamento de cada um detalhadamente: quais os pontos fortes, pontos fracos da relação, o que está incomodando… E isso livro algum, ou texto algum poderá fazer. Apenas um bom psicólogo poderá te ajudar.

Agora o que posso adiantar são alguns comportamentos que tenho observado em minha clínica que podem fazer uma relação ruir ou acabar. Poderia iniciar falando sobre deslealdade, desrespeito, traições, mas isso seria quase um senso comum, pois são erros que todos sabemos que podem destruir uma relação.

Portanto, Listarei 4 grandes erros que podem destruir uma relação e que não são tão claros assim (lembrando que não se trata também de regras gerais) ;

1 – Afastar-se dos amigos;

Tenho ressaltado em vários textos e artigos sobre a importância do meio social. Viver em sociedade não é uma escolha, é uma necessidade. Assim como você não escolhe ter fome, sede, também não escolhemos a necessidade de ter uma vida social… Somos um produto de uma evolução genética, certo? Então tudo que você precisa saber é que somente os homo sapiens que viviam em grupos sobreviveram para contar a história, dai vários estudiosos afirmarem que o homem é um animal social.

Portanto, quando afasto-me dos meus amigos, eu acrescento um peso dessa necessidade nas costas do meu namorado. Mesmo de forma inconsciente, é como se eu dissesse pra mim “se eu perder meu namorado, ficarei sozinha no mundo”, daí a cobrança passa triplicar, afinal de contas “eu troquei meus amigos por você!”.

2 – Liberar senhas de redes sociais para acalmar o ciúmes do outro;

O ciúmes é natural (já falei disso outras vezes nesta coluna (vide coluna sobre ciúmes patológico), não escolhemos sentir ciúmes. Até um cachorro sente ciúmes de seu dono. Uma criança sente ciúmes dos brinquedos ou da mãe… O problema ocorre quando um começa a questionar as redes sociais do outro, querendo saber detalhes “quem foi essa que curtiu sua foto?”, “de onde você a conhece?”, “ainda se falam?”… Como se o outro não tivesse uma história de vida antes de me conhecer, e para acalmar todos esses questionamentos o namorado cai na bobagem de liberar as senhas. Ocorre que, fazendo isso, o namorado acaba premiando o ciúmes da namorada (e vice-versa).

O ciumento se acalmará momentaneamente pela satisfação (temporária) de controle sobre a vida do outro, porém, depois que essa satisfação perder a força no cérebro, o ciumento irá querer aumentar o leque do controle. Isso significa mais invasão de privacidade.

Isso também significa “Na realidade eu não confio em você de forma alguma, mas consigo manter nosso relacionamento se você me provar todos os dias que não vai me trair”. Como um relacionamento desses pode dar certo?

3 – Perder o romantismo.

Parar de elogiar o namorado (a). Parar de fazer coisinhas bonitinhas é um bom caminho para ou um término de namoro, ou uma relação onde os dois se dizem juntos, mas na realidade mais parecem parceiros de solidão. “Não termino o namoro porque não quero ficar sozinho.”.

É muito importante continuar elogiando. Isso mantém vivo no seu cérebro a chama da admiração pelo outro. Lembre-se que o nosso cérebro tem uma tendência natural a reduzir a força dos estímulos prazeroso quando esses estímulos são adquiridos rotineiramente. Justamente por isso alguns dependentes químicos acabam morrendo ou pondo suas vidas em risco, pois, por quererem sentir o mesmo nível de prazer inicial de uma determinada droga (ex: heroína), acabam tendo que aumentar as doses cada vez mais e mais…

“O que isso tem a ver com uma relação amorosa?”.

O efeito que seu namorado tem em seu cérebro (principalmente quando ainda está na fase de paixão), é muito parecido com o efeito que uma droga provoca no cérebro. A tendência desse efeito ir diminuindo com o tempo também é a mesma. Por isso ficar sempre elogiando, fazendo coisas diferentes, é importante, pois passa um recado de reativação da admiração e amor para o hipocampo (parte do cérebro responsável pela memoria afetiva, entre outros… ).

Mas cuidado com o exagero, pois isso pode cair em um erro que afeta negativamente a relação, como por exemplo; transformar sua rede social em um book do namoro. Sair feito uma metralhadora de “te amos” uma semana depois de começar a relação, e “você é o homem da minha vida”. Fazendo isso, o casal acaba vivendo sobre o risco das impulsividades, tomando decisões e atitudes precipitadas, pulando as fases de um relacionamento de uma forma rápida demais.

4 – Sentir que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo.

O principal de todos esses erros listados acima é quando o outro sente que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo. Isso é um forte indício de algum problema associado a um transtorno psíquico. Geralmente essas pessoas (que possuem essa necessidade de estar sempre em um relacionamento para se sentir completas), não sabem ficar muito tempo sozinhas, e quando estão sozinhas ficam se sentindo vazias, ansiosas, tristes e se consideram impulsivas.

Também, geralmente, essas pessoas possuem um histórico de relações instáveis e intensas. Envolvendo bastante sofrimento. Nesse caso, a maior dica é buscar ajuda de um bom psicólogo e não jogar a conta (e responsabilidade) da nossa felicidade (e estabilidade emocional) na mão do outro.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

Cognitivo-Comportamental

CRP 11/11089

Contato: 85 98813-9593

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4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

Por andreflavionb em paixão, psicólogo, relação ruir

27 de novembro de 2017

 

4 grandes erros que podem destruir uma relação. *imagem retirada facebook/oposicologooficial

4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

A pergunta dessa semana representa uma série de seguidores que me perguntam quase diariamente sobre a “fórmula” de um relacionamento feliz e blindado.

Jéssica: “Olá, estou iniciando uma relação agora com alguém muito especial, estou muito empolgada e vejo você comentar bastante sobre relacionamentos, queria saber quais as dicas para ter uma relação saudável e duradoura? Detalhe: sou muito ciumenta.

Primeiramente, quero deixar muito claro que não acredito em soluções mágicas, daquelas “pré-fabricadas” para vender em todos os tamanhos e todos gostos nas prateleiras das livrarias. Isso porque cada caso é um caso. Não existem soluções gerais, que servem para todos. É como achar que uma dieta para ganho de massa muscular de uma amiga pode servir para mim.

Então é preciso analisar o comportamento de cada um detalhadamente: quais os pontos fortes, pontos fracos da relação, o que está incomodando… E isso livro algum, ou texto algum poderá fazer. Apenas um bom psicólogo poderá te ajudar.

Agora o que posso adiantar são alguns comportamentos que tenho observado em minha clínica que podem fazer uma relação ruir ou acabar. Poderia iniciar falando sobre deslealdade, desrespeito, traições, mas isso seria quase um senso comum, pois são erros que todos sabemos que podem destruir uma relação.

Portanto, Listarei 4 grandes erros que podem destruir uma relação e que não são tão claros assim (lembrando que não se trata também de regras gerais) ;

1 – Afastar-se dos amigos;

Tenho ressaltado em vários textos e artigos sobre a importância do meio social. Viver em sociedade não é uma escolha, é uma necessidade. Assim como você não escolhe ter fome, sede, também não escolhemos a necessidade de ter uma vida social… Somos um produto de uma evolução genética, certo? Então tudo que você precisa saber é que somente os homo sapiens que viviam em grupos sobreviveram para contar a história, dai vários estudiosos afirmarem que o homem é um animal social.

Portanto, quando afasto-me dos meus amigos, eu acrescento um peso dessa necessidade nas costas do meu namorado. Mesmo de forma inconsciente, é como se eu dissesse pra mim “se eu perder meu namorado, ficarei sozinha no mundo”, daí a cobrança passa triplicar, afinal de contas “eu troquei meus amigos por você!”.

2 – Liberar senhas de redes sociais para acalmar o ciúmes do outro;

O ciúmes é natural (já falei disso outras vezes nesta coluna (vide coluna sobre ciúmes patológico), não escolhemos sentir ciúmes. Até um cachorro sente ciúmes de seu dono. Uma criança sente ciúmes dos brinquedos ou da mãe… O problema ocorre quando um começa a questionar as redes sociais do outro, querendo saber detalhes “quem foi essa que curtiu sua foto?”, “de onde você a conhece?”, “ainda se falam?”… Como se o outro não tivesse uma história de vida antes de me conhecer, e para acalmar todos esses questionamentos o namorado cai na bobagem de liberar as senhas. Ocorre que, fazendo isso, o namorado acaba premiando o ciúmes da namorada (e vice-versa).

O ciumento se acalmará momentaneamente pela satisfação (temporária) de controle sobre a vida do outro, porém, depois que essa satisfação perder a força no cérebro, o ciumento irá querer aumentar o leque do controle. Isso significa mais invasão de privacidade.

Isso também significa “Na realidade eu não confio em você de forma alguma, mas consigo manter nosso relacionamento se você me provar todos os dias que não vai me trair”. Como um relacionamento desses pode dar certo?

3 – Perder o romantismo.

Parar de elogiar o namorado (a). Parar de fazer coisinhas bonitinhas é um bom caminho para ou um término de namoro, ou uma relação onde os dois se dizem juntos, mas na realidade mais parecem parceiros de solidão. “Não termino o namoro porque não quero ficar sozinho.”.

É muito importante continuar elogiando. Isso mantém vivo no seu cérebro a chama da admiração pelo outro. Lembre-se que o nosso cérebro tem uma tendência natural a reduzir a força dos estímulos prazeroso quando esses estímulos são adquiridos rotineiramente. Justamente por isso alguns dependentes químicos acabam morrendo ou pondo suas vidas em risco, pois, por quererem sentir o mesmo nível de prazer inicial de uma determinada droga (ex: heroína), acabam tendo que aumentar as doses cada vez mais e mais…

“O que isso tem a ver com uma relação amorosa?”.

O efeito que seu namorado tem em seu cérebro (principalmente quando ainda está na fase de paixão), é muito parecido com o efeito que uma droga provoca no cérebro. A tendência desse efeito ir diminuindo com o tempo também é a mesma. Por isso ficar sempre elogiando, fazendo coisas diferentes, é importante, pois passa um recado de reativação da admiração e amor para o hipocampo (parte do cérebro responsável pela memoria afetiva, entre outros… ).

Mas cuidado com o exagero, pois isso pode cair em um erro que afeta negativamente a relação, como por exemplo; transformar sua rede social em um book do namoro. Sair feito uma metralhadora de “te amos” uma semana depois de começar a relação, e “você é o homem da minha vida”. Fazendo isso, o casal acaba vivendo sobre o risco das impulsividades, tomando decisões e atitudes precipitadas, pulando as fases de um relacionamento de uma forma rápida demais.

4 – Sentir que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo.

O principal de todos esses erros listados acima é quando o outro sente que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo. Isso é um forte indício de algum problema associado a um transtorno psíquico. Geralmente essas pessoas (que possuem essa necessidade de estar sempre em um relacionamento para se sentir completas), não sabem ficar muito tempo sozinhas, e quando estão sozinhas ficam se sentindo vazias, ansiosas, tristes e se consideram impulsivas.

Também, geralmente, essas pessoas possuem um histórico de relações instáveis e intensas. Envolvendo bastante sofrimento. Nesse caso, a maior dica é buscar ajuda de um bom psicólogo e não jogar a conta (e responsabilidade) da nossa felicidade (e estabilidade emocional) na mão do outro.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

Cognitivo-Comportamental

CRP 11/11089

Contato: 85 98813-9593