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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

Manual do paciente

Manual do paciente: Dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.

Por andreflavionb em Manual do paciente, Psicologia, terapia cognitivo-comportamental

01 de Fevereiro de 2018

Manual do paciente: como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.
*imagem retirada facebook/opsicologooficial.

 

Manual do paciente: Dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.

Hoje decidi escrever pequenas e valiosas dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na terapia, usando essa oportunidade como uma verdadeira fase transformadora em sua vida.

Escrevo não só pelo ponto de vista de um psicólogo, mas no papel de quem já fez psicoterapia, que esteve do outro lado da mesa.

Primeiro, muitos perguntam-me: “por que devo fazer terapia?”. Minha resposta sempre é: Por que não? Se você tem condições/oportunidade, não pense duas vezes, faça! Terapia além de ser um momento impar na vida (você poderá não lembrar em 20 anos se tomou determinada vacina, se fez determinado checkup, ou se fez ou não fez determinados procedimentos médicos, mas lhe garanto que você jamais esquecerá que fez terapia), irá te proporcionar um ótimo canal autoconhecimento, amadurecimento e evolução em várias esferas da vida: pessoal, social, afetiva, profissional…

Portanto,  terapia é para todos e o melhor de tudo; não possui efeito colateral.

Agora, uma vez que você já está decidido fazer terapia, vamos algumas dicas para você aproveitar ao máximo esse lindo momento de transformação:

DICAS:

1 – Verifique qual abordagem clínica do psicólogo em questão.

Para quem não sabe, existem várias abordagens (especializações/método de atendimento clínico) dentro da psicologia. As principais: Análise do comportamento, terapia cognitivo-comportamental, humanismo, sistêmico, psicodrama, psicanálise.

Cada abordagem tem um método e uma forma de tratamento. Em algumas abordagens o paciente é levado a falar na maior parte do tempo. Outras o tempo já é mais dividido. Algumas psicoterapias são mais objetivas, o paciente realiza atividades terapêuticas fora da terapia, realiza experiências comportamentais, recebe orientações diretas e objetivas, aprende técnicas de como amenizar um determinado sofrimento ou problema, outras são mais subjetivas…

Algumas psicoterapias o paciente é informado de uma previsão de fim da terapia (duração/prazo) logo nas sessões iniciais, outras não existe esse tipo de previsão.

Todas as abordagens clínicas da psicologia são interessantes, mas algumas você adapta mais, outras não, procure uma que você se identifica mais.

Posso falar, com algum propriedade, apenas da minha abordagem que é a terapia cognitivo-comportamental, onde transcrevo abaixo um trecho do que se trata a terapia cognitivo-comportamental, retirado de um dos fundadores dessa abordagem, Aroon Beck .

“A cognitivo-comportamental é uma terapia breve, prazo limitado, estruturada, orientada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais e modificar pensamentos e comportamentos… indicada atualmente por sua eficácia cientificamente comprovada.”( BECK, 1997, p. 1).

2 – Não economize nas palavras.

Imagine você ir para uma consulta médica:

“ – Doutor, estou aqui apenas porque tenho sentido umas coisas ruins…

  • Como assim? O que são essas coisas ruins?
  • Não sei. Apenas um mal estar.
  • Consegue descrever esse mal estar?
  • Não. Apenas umas coisas ruins…”

Pergunta: qual a probabilidade do médico ajudar nesse caso? Caso ele não seja advinha, a probabilidade dele ajudar é muito remota.

Da mesma forma acontece na terapia; quanto maior quantidade de dados sobre sua história de vida, problemas do cotidiano, reações comportamentais diante de determinadas situações, medos, anseios, pensamentos que te deixam mal, emoções que andam te tirando a paz, seus relacionamentos afetivos, profissionais, sociais, maior será a probabilidade do psicoterapeuta realizar uma boa analise do seu caso e te ajudar de uma forma mais efetiva.

3 – Seja sincero.

Já fui paciente e sei que muitas vezes somos tentados a omitir certas informações ou simplesmente mentir. Isso ocorre principalmente porque temos uma falsa impressão de que temos que agradar o psicoterapeuta ou de que o terapeuta poderá realizar julgamentos morais da gente.

O psicoterapeuta não está ali para te julgar. Não está ali para te dar uma lição de moral. Pelo contrário, ele está ali para entender a realidade dos seus problemas, olhar para seu mundo através do seu olhar.

Se determinada técnica não estiver surtindo efeito, por exemplo, Fale! Assim ele poderá verificar outras estratégias mais efetivas para seu caso. Se você teve algum tipo de recaída, exponha. Isso vai ajudar em uma estratégia de recaídas, uma previsão comportamental.

4 – Avise antecipadamente das faltas.

Existem faltas que são acasos do destino. Doença, passar mal, acidente…

Porém, na maioria das vezes, a gente tem um controle sim de nossa agenda. É importante informar ao psicoterapeuta de possíveis faltas para que ele possa preparar uma estratégia clinica adaptada para essa falta.

Por exemplo; se eu aviso ao meu psicoterapeuta que faltarei na próxima semana, ele poderá se preparar estrategicamente e me passar algumas atividades na semana para que continue no ritmo da terapia.

Psicoterapia é como se fosse uma malhação. Quanto maior a quantidade de faltas, menor o rendimento. Dai eu acabo associando essa falta de resultados (evolução) a própria psicoterapia e/ou a mim mesmo; “Essa terapia não está me adiantando de nada.”, ou “eu não tenho jeito!”.

Lembrando: o psicoterapeuta, antes de cada sessão, dedica bastante tempo estudando seu caso, traçando protocolos clínicos, técnicas e objetivos para cada sessão. A hora que você passa na terapia é apenas a execução desse planejamento antecipado. Quando ocorrem faltas não-programadas, toda essa preparação corre risco de ir para o “lixo”, pois a quantidade de problemas pontuais do dia-a-dia vão se acumulando e o psicoterapeuta acaba ficando “cego” desse acompanhamento e quando o paciente retorna ele acaba, geralmente, relatando muitos fatos que não estavam no “radar” terapêutico, levando o psicoterapeuta a focar em “apagar incêndio” com os problemas pontuais do cotidianos e não tendo chances de ir na causa, se aprofundar.

Em breve seguirei com mais dicas,

sds

André Barbosa                                                                                                                                                                                                85 98813 9593                                                                                                                                                                                      Psicólogo Clínico                                                                                                                                                                                          CRP 11/11089                                                                                                                                                                                        Terapeuta Cognitivo-Comportamental

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Manual do paciente: Dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.

Por andreflavionb em Manual do paciente, Psicologia, terapia cognitivo-comportamental

01 de Fevereiro de 2018

Manual do paciente: como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.
*imagem retirada facebook/opsicologooficial.

 

Manual do paciente: Dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na psicoterapia.

Hoje decidi escrever pequenas e valiosas dicas de como aproveitar, ao máximo, seu tempo na terapia, usando essa oportunidade como uma verdadeira fase transformadora em sua vida.

Escrevo não só pelo ponto de vista de um psicólogo, mas no papel de quem já fez psicoterapia, que esteve do outro lado da mesa.

Primeiro, muitos perguntam-me: “por que devo fazer terapia?”. Minha resposta sempre é: Por que não? Se você tem condições/oportunidade, não pense duas vezes, faça! Terapia além de ser um momento impar na vida (você poderá não lembrar em 20 anos se tomou determinada vacina, se fez determinado checkup, ou se fez ou não fez determinados procedimentos médicos, mas lhe garanto que você jamais esquecerá que fez terapia), irá te proporcionar um ótimo canal autoconhecimento, amadurecimento e evolução em várias esferas da vida: pessoal, social, afetiva, profissional…

Portanto,  terapia é para todos e o melhor de tudo; não possui efeito colateral.

Agora, uma vez que você já está decidido fazer terapia, vamos algumas dicas para você aproveitar ao máximo esse lindo momento de transformação:

DICAS:

1 – Verifique qual abordagem clínica do psicólogo em questão.

Para quem não sabe, existem várias abordagens (especializações/método de atendimento clínico) dentro da psicologia. As principais: Análise do comportamento, terapia cognitivo-comportamental, humanismo, sistêmico, psicodrama, psicanálise.

Cada abordagem tem um método e uma forma de tratamento. Em algumas abordagens o paciente é levado a falar na maior parte do tempo. Outras o tempo já é mais dividido. Algumas psicoterapias são mais objetivas, o paciente realiza atividades terapêuticas fora da terapia, realiza experiências comportamentais, recebe orientações diretas e objetivas, aprende técnicas de como amenizar um determinado sofrimento ou problema, outras são mais subjetivas…

Algumas psicoterapias o paciente é informado de uma previsão de fim da terapia (duração/prazo) logo nas sessões iniciais, outras não existe esse tipo de previsão.

Todas as abordagens clínicas da psicologia são interessantes, mas algumas você adapta mais, outras não, procure uma que você se identifica mais.

Posso falar, com algum propriedade, apenas da minha abordagem que é a terapia cognitivo-comportamental, onde transcrevo abaixo um trecho do que se trata a terapia cognitivo-comportamental, retirado de um dos fundadores dessa abordagem, Aroon Beck .

“A cognitivo-comportamental é uma terapia breve, prazo limitado, estruturada, orientada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais e modificar pensamentos e comportamentos… indicada atualmente por sua eficácia cientificamente comprovada.”( BECK, 1997, p. 1).

2 – Não economize nas palavras.

Imagine você ir para uma consulta médica:

“ – Doutor, estou aqui apenas porque tenho sentido umas coisas ruins…

  • Como assim? O que são essas coisas ruins?
  • Não sei. Apenas um mal estar.
  • Consegue descrever esse mal estar?
  • Não. Apenas umas coisas ruins…”

Pergunta: qual a probabilidade do médico ajudar nesse caso? Caso ele não seja advinha, a probabilidade dele ajudar é muito remota.

Da mesma forma acontece na terapia; quanto maior quantidade de dados sobre sua história de vida, problemas do cotidiano, reações comportamentais diante de determinadas situações, medos, anseios, pensamentos que te deixam mal, emoções que andam te tirando a paz, seus relacionamentos afetivos, profissionais, sociais, maior será a probabilidade do psicoterapeuta realizar uma boa analise do seu caso e te ajudar de uma forma mais efetiva.

3 – Seja sincero.

Já fui paciente e sei que muitas vezes somos tentados a omitir certas informações ou simplesmente mentir. Isso ocorre principalmente porque temos uma falsa impressão de que temos que agradar o psicoterapeuta ou de que o terapeuta poderá realizar julgamentos morais da gente.

O psicoterapeuta não está ali para te julgar. Não está ali para te dar uma lição de moral. Pelo contrário, ele está ali para entender a realidade dos seus problemas, olhar para seu mundo através do seu olhar.

Se determinada técnica não estiver surtindo efeito, por exemplo, Fale! Assim ele poderá verificar outras estratégias mais efetivas para seu caso. Se você teve algum tipo de recaída, exponha. Isso vai ajudar em uma estratégia de recaídas, uma previsão comportamental.

4 – Avise antecipadamente das faltas.

Existem faltas que são acasos do destino. Doença, passar mal, acidente…

Porém, na maioria das vezes, a gente tem um controle sim de nossa agenda. É importante informar ao psicoterapeuta de possíveis faltas para que ele possa preparar uma estratégia clinica adaptada para essa falta.

Por exemplo; se eu aviso ao meu psicoterapeuta que faltarei na próxima semana, ele poderá se preparar estrategicamente e me passar algumas atividades na semana para que continue no ritmo da terapia.

Psicoterapia é como se fosse uma malhação. Quanto maior a quantidade de faltas, menor o rendimento. Dai eu acabo associando essa falta de resultados (evolução) a própria psicoterapia e/ou a mim mesmo; “Essa terapia não está me adiantando de nada.”, ou “eu não tenho jeito!”.

Lembrando: o psicoterapeuta, antes de cada sessão, dedica bastante tempo estudando seu caso, traçando protocolos clínicos, técnicas e objetivos para cada sessão. A hora que você passa na terapia é apenas a execução desse planejamento antecipado. Quando ocorrem faltas não-programadas, toda essa preparação corre risco de ir para o “lixo”, pois a quantidade de problemas pontuais do dia-a-dia vão se acumulando e o psicoterapeuta acaba ficando “cego” desse acompanhamento e quando o paciente retorna ele acaba, geralmente, relatando muitos fatos que não estavam no “radar” terapêutico, levando o psicoterapeuta a focar em “apagar incêndio” com os problemas pontuais do cotidianos e não tendo chances de ir na causa, se aprofundar.

Em breve seguirei com mais dicas,

sds

André Barbosa                                                                                                                                                                                                85 98813 9593                                                                                                                                                                                      Psicólogo Clínico                                                                                                                                                                                          CRP 11/11089                                                                                                                                                                                        Terapeuta Cognitivo-Comportamental

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