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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

automutilação emocional

Automutilação emocional: quando fico preso na dor de um relacionamento instável.

Por andreflavionb em automutilação emocional

06 de Fevereiro de 2018

 

 

Automutilação emocional: quando fico preso na dor de um relacionamento instável.

Automutilação emocional: quando fico preso na dor de uma relacionamento instável. 

Hoje quero falar com vocês de um conceito novo que estou nomeando de: automutilação emocional.

Esse conceito surgiu em observações clínicas e estudos de casos onde tenho notado, cada vez mais, pessoas mergulhando (ou afundando) em relacionamentos nocivos. De muita dor, angústia e sofrimento. Essa pessoas se sentem como se estivessem presas a eles. Existem também pessoas que, embora consigam terminar um relacionamento instável, sempre acabam se envolvendo em outros relacionamentos corrosivos. Como se fosse um ciclo vicioso.

De uma forma consciente a pessoa sabe que está sofrendo muito por causa do relacionamento. São relacionamentos, geralmente, pautados por agressões emocionais, instabilidade, insegurança, ciúmes patológico. Tudo de forma exacerbada.

O discurso quase sempre é o mesmo: “Todo dia é dia. É como se estivesse em uma montanha russa. Estamos bem, mas ai, do nada, a ficamos mal.”, “Quando eu vejo ele, meu coração dispara e não é de amor, é de medo dele estar de mau humor e a gente acabar brigando”, “não consigo mais me concentrar em nada quando a gente briga. É horrível porque só consigo pensar nisso, fico com medo dele me ligar terminando, ou ficar com outra… e quando o telefone toca, meu coração dispara de nervoso”.

Essas pessoas, mesmo não possuindo vínculos que as “prendam” em um relacionamento, não conseguem sair desse tipo de relacionamento. Sentem-se presas a eles. Elas sabem que vão sofrer se continuar, mas elas continuam.

 

Onde entra o conceito de automutilação emocional?

Primeiro, para entender esse novo conceito, vamos falar da automutilação física. Ao contrário do que muitos pensam, a automutilação física, geralmente, não tem uma função de ameaçar tirar a própria vida, de sentir apenas dor, embora tais sintomas comportamentais quase sempre são acompanhados de pensamentos de ideações suicidas, mas eles coexistem. Não possuem o mesmo significado, pelo contrário, a automutilação é uma forma (equivocada) que o sujeito encontrou de suportar a vida.

Acontece que essas pessoas possuem pensamentos tão terríveis, problemas internos tão profundos, que não querem enfrenta-los e a única maneira (equivocada e arriscada) que encontraram para abafar tais pensamentos foi se automutilando. Funciona como se fosse uma distração da mente. Essas pessoas acabam associando a dor ao “prazer” de abafar os pensamentos, o mundo interno.

É ai que entro com o conceito de automutilação emocional. O funcionamento psíquico é o mesmo; são pessoas que, conscientemente, sabem que estão em um relacionamento que as provocam sofrimento, dor, mas não conseguem se livrar. Argumentam que ficar sozinhas é pior. A impressão que se tem é “essa daí já gosta de sofrer, viu?”. Se formos analisar mais profundamente, iremos descobrir que essas pessoas preferem distrair a mente com os problemas do relacionamento, do que encarar seus próprios “demônios” internos. E esse relacionamento acaba sendo mantido, geralmente, pelo prazer de não encarar a si mesmo, e não pelo amor.

Lembrando que estamos falando de relacionamentos instaveis na vida afetiva mas podemos extrapolar para relacionamentos instáveis na vida social, familiar, profissional.

Em ambos os casos (automutilação física e emocional)  a psicoterapia vai dar ferramentas ao paciente de enfrentamento desses “demônios” internos para que ele acabe com o ciclo de fuga, além é claro, de na fase inicial, ensinar o paciente outras estratégias psicoterápicas de distrações da mente que não causam danos (nem físicos e nem emocionais) com exercícios que irão fortalecer o controle emocional do paciente, como por exemplo; trazer a mente para o presente.

O psicoterapeuta também deverá ajudar o paciente a fortalecer autoestima, segurança e confiança, que são ferramentas que ajudarão, a curto e longo prazo, como prevenções de recaídas.

Agora o primeiro passo rumo a mudança é entender: estou nesse tipo de relacionamento? Estou me automutilando emocionalmente?

André Barbosa | 85 98813 9593                                                                                                                                                                                  Psicólogo Clínico | CRP 11/11089                                                                                                                                                                  Terapeuta Cognitivo-Comportamental

Instagram: @opsicologo   | Facebook: opsicologooficial

 

 

 

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Automutilação emocional: quando fico preso na dor de um relacionamento instável.

Por andreflavionb em automutilação emocional

06 de Fevereiro de 2018

 

 

Automutilação emocional: quando fico preso na dor de um relacionamento instável.

Automutilação emocional: quando fico preso na dor de uma relacionamento instável. 

Hoje quero falar com vocês de um conceito novo que estou nomeando de: automutilação emocional.

Esse conceito surgiu em observações clínicas e estudos de casos onde tenho notado, cada vez mais, pessoas mergulhando (ou afundando) em relacionamentos nocivos. De muita dor, angústia e sofrimento. Essa pessoas se sentem como se estivessem presas a eles. Existem também pessoas que, embora consigam terminar um relacionamento instável, sempre acabam se envolvendo em outros relacionamentos corrosivos. Como se fosse um ciclo vicioso.

De uma forma consciente a pessoa sabe que está sofrendo muito por causa do relacionamento. São relacionamentos, geralmente, pautados por agressões emocionais, instabilidade, insegurança, ciúmes patológico. Tudo de forma exacerbada.

O discurso quase sempre é o mesmo: “Todo dia é dia. É como se estivesse em uma montanha russa. Estamos bem, mas ai, do nada, a ficamos mal.”, “Quando eu vejo ele, meu coração dispara e não é de amor, é de medo dele estar de mau humor e a gente acabar brigando”, “não consigo mais me concentrar em nada quando a gente briga. É horrível porque só consigo pensar nisso, fico com medo dele me ligar terminando, ou ficar com outra… e quando o telefone toca, meu coração dispara de nervoso”.

Essas pessoas, mesmo não possuindo vínculos que as “prendam” em um relacionamento, não conseguem sair desse tipo de relacionamento. Sentem-se presas a eles. Elas sabem que vão sofrer se continuar, mas elas continuam.

 

Onde entra o conceito de automutilação emocional?

Primeiro, para entender esse novo conceito, vamos falar da automutilação física. Ao contrário do que muitos pensam, a automutilação física, geralmente, não tem uma função de ameaçar tirar a própria vida, de sentir apenas dor, embora tais sintomas comportamentais quase sempre são acompanhados de pensamentos de ideações suicidas, mas eles coexistem. Não possuem o mesmo significado, pelo contrário, a automutilação é uma forma (equivocada) que o sujeito encontrou de suportar a vida.

Acontece que essas pessoas possuem pensamentos tão terríveis, problemas internos tão profundos, que não querem enfrenta-los e a única maneira (equivocada e arriscada) que encontraram para abafar tais pensamentos foi se automutilando. Funciona como se fosse uma distração da mente. Essas pessoas acabam associando a dor ao “prazer” de abafar os pensamentos, o mundo interno.

É ai que entro com o conceito de automutilação emocional. O funcionamento psíquico é o mesmo; são pessoas que, conscientemente, sabem que estão em um relacionamento que as provocam sofrimento, dor, mas não conseguem se livrar. Argumentam que ficar sozinhas é pior. A impressão que se tem é “essa daí já gosta de sofrer, viu?”. Se formos analisar mais profundamente, iremos descobrir que essas pessoas preferem distrair a mente com os problemas do relacionamento, do que encarar seus próprios “demônios” internos. E esse relacionamento acaba sendo mantido, geralmente, pelo prazer de não encarar a si mesmo, e não pelo amor.

Lembrando que estamos falando de relacionamentos instaveis na vida afetiva mas podemos extrapolar para relacionamentos instáveis na vida social, familiar, profissional.

Em ambos os casos (automutilação física e emocional)  a psicoterapia vai dar ferramentas ao paciente de enfrentamento desses “demônios” internos para que ele acabe com o ciclo de fuga, além é claro, de na fase inicial, ensinar o paciente outras estratégias psicoterápicas de distrações da mente que não causam danos (nem físicos e nem emocionais) com exercícios que irão fortalecer o controle emocional do paciente, como por exemplo; trazer a mente para o presente.

O psicoterapeuta também deverá ajudar o paciente a fortalecer autoestima, segurança e confiança, que são ferramentas que ajudarão, a curto e longo prazo, como prevenções de recaídas.

Agora o primeiro passo rumo a mudança é entender: estou nesse tipo de relacionamento? Estou me automutilando emocionalmente?

André Barbosa | 85 98813 9593                                                                                                                                                                                  Psicólogo Clínico | CRP 11/11089                                                                                                                                                                  Terapeuta Cognitivo-Comportamental

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