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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

novembro 2017

BORDERLINE: QUANDO É AMOR OU DEPENDÊNCIA?

Por andreflavionb em Psicologia, suicidio, Transtorno de personalidade boderline

30 de novembro de 2017

 

 

Instabilidade emocional, sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e relações sociais prejudicadas. Imagem retirada: http://images1.minhavida.com.br/imagensconteudo/17514/mediabox%20luto%20relacionamentos_17514_242_427.jpg

 

 

BORDERLINE: QUANDO É AMOR OU DEPENDÊNCIA?

Mesmo depois de 4 meses solteira, Luanne continua questionando-se o que fez de errado para que seu namoro de 2 anos chegasse ao fim? Fez tudo que o namorado pediu: Afastou-se dos amigos, deu todas as senhas de suas redes sociais, só saía se fosse com o ele e excluiu alguns amigos de suas redes para evitar confusão.

Comenta com a família, geralmente chorando, que nunca mais vai encontrar alguém, que tem medo de morrer sozinha, apesar de nunca ter ficado solteira por mais de 4 meses. Sempre quando achava que um namoro estava para acabar, ela ja tratava de garantir um paquera que fosse um forte candidato a futuro namorado. 

O mais estranho, comentário geral, era a facilidade de se envolver. Namora fulano por 1 mês e já esta se declarando na redes sociais. “O amor de minha vida!”

Criou uma conta fake no instagram e facebook para seguir o ex e saber de sua vida. Para seu desespero, descobriu que ele está saindo com outra. Comenta com as amigas que sente uma dor profunda, na alma… Uma dor insuportável… que está perdendo a alegria de viver.

Hoje os pais de Luanne comentam que ela piorou a instabilidade de humor, está comendo demais, bebendo demais, trancou a faculdade e irrita-se facilmente por qualquer coisa. Fala aos pais que sente um vazio, como se precisasse de alguém para se sentir completa, mas sempre sentiu isso a vida inteira.

 

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Lícia sempre foi uma pessoa intensa. Daquelas que ou ama ou odeia. Uma pessoa que se entrega de corpo e alma quando gosta de alguém, mas que vive a mesma intensidade de dor quando se decepciona com essas pessoas. É como se parte dela morresse ao ver-se traída, seja por amigas ou namorado.

Costuma achar (e ter quase certeza) que as pessoas ficam falando dela quando chega em algum canto e vê alguém cochichando ou olhando de lado. Inclusive ja pegou várias brigas por isso. Quando questionada sobre o motivo, apenas fala “Eu tenho certeza que ela não gosta de mim! Ou que estava falando mal de mim!”.

Lícia foi miss, mas se considera feia e desinteressante. É uma pessoa extremamente carente e hoje está sofrendo violentamente por um relacionamento de 4 meses que terminou. Perdoou a traição do namorado com outra menina a fim de manter o relacionamento, mas foi Roberto que quis o fim, alegando querer “curtir mais a vida com os amigos”.

Sentir-se trocada, abandonada, rejeitada, está sendo pesado demais para Licia, que confessa ter pensado se matar já algumas vezes.

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O que Luanne e Lícia tem em comum é que as duas sofrem do transtorno de personalidade boderline.

Um transtorno extremamente complicado e que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa (profissional, familiar, afetivo… ).

Um dos traços característicos do transtorno de personalidade Borderline (que refere-se viver na borda, no limite) é instabilidade no humor,  no comportamento e e nos relacionamentos.

Geralmente são pessoas que precisam da aprovação dos outros para se sentir bem consigo. Submetem-se aos desejos e ao controle ( incluindo tolerar invasão de privacidade) dos outros para sentirem-se aceitos. Podem apresentar um ciúmes excessivo dos parceiros por medo de abandono.

Alguns tem a necessidade de estar sempre em um relacionamento (São pessoas que você nunca viu solteiro por muito tempo) e que, em um espaço curtíssimo de tempo, já está se declarando apaixonado.

Borders sentem-se inferiores (baixa autoestima). Às vezes, evitam contato com as outras pessoas por  medo de não se sentir aceito. Não reagem bem a criticas. Aliás, são pessoas que geralmente temos que “pisar em ovos” para realizar qualquer crítica por menor que seja. 

Outro traço característico é impulsividade (ou compra demais, ou/e come demais, ou/e promiscuidade nas relações….) , tomam decisões e atitudes impulsivas (e geralmente se arrependem na sequencia). São pessoas que confiam demais nas emoções.

Relatam sentir uma angústia/sensação de vazio.

É difícil também saber o que um border sente pelo outro; Se é amor ou se é simplesmente um traço da doença; a dependência de ter um relacionamento para se sentir completo… Custe o que custar.

Não existe medicação que cure o transtorno, embora seja necessário, em casos graves, alguma medicação que ajude no controle da depressão e impulsividade juntamente com a terapia.

Hoje o tratamento mais efetivo no controle da doença é a psicoterapia. Vários estudos apontam a Terapia Cognitivo-Comportamental como a terapia de maior eficiência no tratamento, especificamente: a terapia dialética.

 

O ponta pé inicial é buscar ajuda.

 

Procure um psicólogo

André Barbosa

Psicólogo Clínico/ CRP 11/11089

Terapeuta Cognitivo-Comportamental

85 988139593

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4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

Por andreflavionb em paixão, psicólogo, relação ruir

27 de novembro de 2017

 

4 grandes erros que podem destruir uma relação. *imagem retirada facebook/oposicologooficial

4 grandes erros que podem destruir um relacionamento.

A pergunta dessa semana representa uma série de seguidores que me perguntam quase diariamente sobre a “fórmula” de um relacionamento feliz e blindado.

Jéssica: “Olá, estou iniciando uma relação agora com alguém muito especial, estou muito empolgada e vejo você comentar bastante sobre relacionamentos, queria saber quais as dicas para ter uma relação saudável e duradoura? Detalhe: sou muito ciumenta.

Primeiramente, quero deixar muito claro que não acredito em soluções mágicas, daquelas “pré-fabricadas” para vender em todos os tamanhos e todos gostos nas prateleiras das livrarias. Isso porque cada caso é um caso. Não existem soluções gerais, que servem para todos. É como achar que uma dieta para ganho de massa muscular de uma amiga pode servir para mim.

Então é preciso analisar o comportamento de cada um detalhadamente: quais os pontos fortes, pontos fracos da relação, o que está incomodando… E isso livro algum, ou texto algum poderá fazer. Apenas um bom psicólogo poderá te ajudar.

Agora o que posso adiantar são alguns comportamentos que tenho observado em minha clínica que podem fazer uma relação ruir ou acabar. Poderia iniciar falando sobre deslealdade, desrespeito, traições, mas isso seria quase um senso comum, pois são erros que todos sabemos que podem destruir uma relação.

Portanto, Listarei 4 grandes erros que podem destruir uma relação e que não são tão claros assim (lembrando que não se trata também de regras gerais) ;

1 – Afastar-se dos amigos;

Tenho ressaltado em vários textos e artigos sobre a importância do meio social. Viver em sociedade não é uma escolha, é uma necessidade. Assim como você não escolhe ter fome, sede, também não escolhemos a necessidade de ter uma vida social… Somos um produto de uma evolução genética, certo? Então tudo que você precisa saber é que somente os homo sapiens que viviam em grupos sobreviveram para contar a história, dai vários estudiosos afirmarem que o homem é um animal social.

Portanto, quando afasto-me dos meus amigos, eu acrescento um peso dessa necessidade nas costas do meu namorado. Mesmo de forma inconsciente, é como se eu dissesse pra mim “se eu perder meu namorado, ficarei sozinha no mundo”, daí a cobrança passa triplicar, afinal de contas “eu troquei meus amigos por você!”.

2 – Liberar senhas de redes sociais para acalmar o ciúmes do outro;

O ciúmes é natural (já falei disso outras vezes nesta coluna (vide coluna sobre ciúmes patológico), não escolhemos sentir ciúmes. Até um cachorro sente ciúmes de seu dono. Uma criança sente ciúmes dos brinquedos ou da mãe… O problema ocorre quando um começa a questionar as redes sociais do outro, querendo saber detalhes “quem foi essa que curtiu sua foto?”, “de onde você a conhece?”, “ainda se falam?”… Como se o outro não tivesse uma história de vida antes de me conhecer, e para acalmar todos esses questionamentos o namorado cai na bobagem de liberar as senhas. Ocorre que, fazendo isso, o namorado acaba premiando o ciúmes da namorada (e vice-versa).

O ciumento se acalmará momentaneamente pela satisfação (temporária) de controle sobre a vida do outro, porém, depois que essa satisfação perder a força no cérebro, o ciumento irá querer aumentar o leque do controle. Isso significa mais invasão de privacidade.

Isso também significa “Na realidade eu não confio em você de forma alguma, mas consigo manter nosso relacionamento se você me provar todos os dias que não vai me trair”. Como um relacionamento desses pode dar certo?

3 – Perder o romantismo.

Parar de elogiar o namorado (a). Parar de fazer coisinhas bonitinhas é um bom caminho para ou um término de namoro, ou uma relação onde os dois se dizem juntos, mas na realidade mais parecem parceiros de solidão. “Não termino o namoro porque não quero ficar sozinho.”.

É muito importante continuar elogiando. Isso mantém vivo no seu cérebro a chama da admiração pelo outro. Lembre-se que o nosso cérebro tem uma tendência natural a reduzir a força dos estímulos prazeroso quando esses estímulos são adquiridos rotineiramente. Justamente por isso alguns dependentes químicos acabam morrendo ou pondo suas vidas em risco, pois, por quererem sentir o mesmo nível de prazer inicial de uma determinada droga (ex: heroína), acabam tendo que aumentar as doses cada vez mais e mais…

“O que isso tem a ver com uma relação amorosa?”.

O efeito que seu namorado tem em seu cérebro (principalmente quando ainda está na fase de paixão), é muito parecido com o efeito que uma droga provoca no cérebro. A tendência desse efeito ir diminuindo com o tempo também é a mesma. Por isso ficar sempre elogiando, fazendo coisas diferentes, é importante, pois passa um recado de reativação da admiração e amor para o hipocampo (parte do cérebro responsável pela memoria afetiva, entre outros… ).

Mas cuidado com o exagero, pois isso pode cair em um erro que afeta negativamente a relação, como por exemplo; transformar sua rede social em um book do namoro. Sair feito uma metralhadora de “te amos” uma semana depois de começar a relação, e “você é o homem da minha vida”. Fazendo isso, o casal acaba vivendo sobre o risco das impulsividades, tomando decisões e atitudes precipitadas, pulando as fases de um relacionamento de uma forma rápida demais.

4 – Sentir que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo.

O principal de todos esses erros listados acima é quando o outro sente que precisa estar em um relacionamento para se sentir completo. Isso é um forte indício de algum problema associado a um transtorno psíquico. Geralmente essas pessoas (que possuem essa necessidade de estar sempre em um relacionamento para se sentir completas), não sabem ficar muito tempo sozinhas, e quando estão sozinhas ficam se sentindo vazias, ansiosas, tristes e se consideram impulsivas.

Também, geralmente, essas pessoas possuem um histórico de relações instáveis e intensas. Envolvendo bastante sofrimento. Nesse caso, a maior dica é buscar ajuda de um bom psicólogo e não jogar a conta (e responsabilidade) da nossa felicidade (e estabilidade emocional) na mão do outro.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

Cognitivo-Comportamental

CRP 11/11089

Contato: 85 98813-9593

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Atendimento online: Por que sim?

Por andreflavionb em atendimento online, psicologia online, terapia online

14 de novembro de 2017

ATENDIMENTO ONLINE: POR QUE SIM?
*imagem retirada de www.amenteemaravilhosa.com.br

 

Atendimento online: Por que sim?

Recebi uma pergunta por direct de uma seguidora, estudante de psicologia, sobre o atendimento online. Segue.

“Olá, sou estudante de psicologia e estamos discutindo bastante em sala sobre atendimentos online. É eficiente? Antiético? O que você acha disso?”.

Primeiramente, obrigado por sua pergunta. Faz um bom tempo que estava querendo falar sobre essa questão. Vamos lá então…

Certamente não posso falar por todos profissionais da psicologia de diferentes abordagens, mas falando especificamente da terapia cognitivo-comportamental (atendimento clínico individual), não consigo visualizar perdas entre atendimentos online e presencial. Digo isso até porque um dos principais nomes da cognitivo-comportamento no mundo, Jesse H. Wright, tem inclusive visto ganhos na terapia online que a presencial não tem, como por exemplo; tratamento inicial para transtornos graves como síndrome do pânico, agorafobia, depressão maior… são alguns transtornos que, na fase aguda da doença, o paciente não consegue sequer sair de casa. Se estes pacientes recebem terapia online em casa, podem reduzir os sintomas através de técnicas e protocolos cognitivos-comportamentais e adquirirem força para sair de casa e participar da terapia presencial posteriormente. Portanto, ponto para o atendimento online.

Sem contar as pessoas que buscam terapia e que não encontram atendimento em sua cidade ou pessoas que estão fazendo terapia, mas que, por algum motivo, precisam viajar ou se mudar de cidade e querem continuar a terapia com o seu terapeuta, ou pessoas que simplesmente ouviram falar do trabalho de um determinando psicólogo e querem fazer terapia com o mesmo, mas moram distante. Outro ponto para o atendimento online.

Vale lembrar que a cognitivo-comportamental é uma abordagem da psicologia que trabalha reestruturando crenças, pensamentos, regulando emoções e modificando comportamentos. Por ser uma ciência baseada no funcionamento cerebral teve uma boa influencia da tecnologia e avanços científicos (ex: neurociência, neuropsicologia, mindfulness… ).

*imagem retirada de facebook.com/opsicologooficial.

Portanto, esse casamento com a tecnologia já era previsível, usamos desde monitoramento de estruturações cognitivas dos pacientes por aplicativos, além de controle da ansiedade e foco/atenção (também através de aplicativos), até monitoramento de qualidade do sono (todas essas ferramentas mencionadas uso em meu consultório e ajuda muito na estratégia terapêutica do paciente).

Nos EUA e boa parte da Europa, as sessões de terapia cognitivo-comportamental já são permitidos atendimento online praticamente desde a invenção da internet. Para um mundo cada vez mais conectado e que até procedimentos cirúrgicos estão sendo realizados online (uma pessoa em outro país controla/supervisiona e até realiza procedimentos cirúrgicos através da robótica) , o atendimento online é um movimento até normal de acontecer.

 

Quanto a eficiência da terapia online, isso vai depender de profissional para profissional. Alguns se adaptam. Outros não. Isso é normal. Porém, desde que a conexão de internet seja boa e o local de atendimento (tanto do psicólogo quanto do paciente) sejam adequados, posso até arriscar dizer que não fará diferença sendo presencial ou online. Veja bem, o que quero dizer é que se você ficar feliz com o atendimento presencial do seu terapeuta, provavelmente você ficará feliz com o atendimento online do mesmo. Agora se você não gostou do atendimento online, provavelmente poderá não gostar ao vivo. Tudo é uma questão de adaptação e empatia com o psicólogo e da sua própria adaptação como paciente com essa tecnologia.

 

Na cognitivo-comportamental trabalhamos com muitas técnicas que são acompanhadas por material psicoeduticativo, formulários, protocolos, aplicativos… E o atendimento online até facilita essa troca de informação e acompanhamento. Todo material de acompanhamento, por exemplo, pode ser enviado por email ou por Skype na mesma hora do atendimento online.

*imagem retirada de facebook.com/opsicologooficial

Talvez para psicólogos que possuem como abordagem a psicanalise, o atendimento online seja um pouco complicado. Falo da psicanalise tradicional; aquela em que paciente se posiciona deitado no divã. Porém, mesmo assim, existe um aplicativo disponível que se propõe atender pacientes apenas por profissionais da abordagem psicanalítica.

Fora isso não consigo verificar desvantagens. E acho que foi até um grande avanço do conselho federal de psicologia acompanhar esse avanço tecnológico, pois certamente, caso fosse proibido, seria uma espaço ocupado por pessoas sem capacitação nenhuma, podendo causar mais danos do que beneficio a saúde mental do paciente.

Referente a ética, todo o procedimento de atendimento online é respaldado pelo conselho federal de psicologia (ao final disponho o texto do conselho que regula esse tipo de atendimento).

Agora tenho uma critica pessoal nessa regulação: os atendimentos assíncronos foram permitidos pelo conselho. Assíncronos são atendimentos onde existe uma troca de dados, mas não precisa ser online. Em outras palavras, foi aberto uma brecha para atendimentos realizados por mensagem automática (whatsapp) ou email. Entendo que o conselho deva ter pensando em pessoas que perderam a voz e não podem falar (conheço muitos casos), mas o que impede desse atendimento ser feito por Skype utilizando o chat? Por que digo isso? Justamente porque não existe nenhuma garantia de que quem está te respondendo é realmente o psicólogo contratado, além de questões de sigilo. Essa é uma critica minha.

Fora isso vejo com bons olhos esse avanço da psicologia e parabenizo os psicólogos que estão expandindo nossa linda ciência para ajudar pessoas em todos os cantos do país e do mundo através do atendimento online.

Portanto, espero ter esclarecido sobre o tema. Segue abaixo o texto do conselho federal de psicologia que regula esse serviço.

André Flávio Nepomuceno Barbosa

CRP 11/11089

Psicólogo Clínico

Terapeuta Cognitivo-Comportamental.

 

“CAPÍTULO I- DOS SERVIÇOS PSICOLÓGICOS REALIZADOS POR MEIOS TECNOLÓGICOS DE COMUNICAÇÃO A DISTÂNCIA

Artigo. 1. São reconhecidos os seguinte serviços psicológicos realizados por meios tecnológicos de comunicação a distância desde que pontuais, informativos, focados no tema proposto e que não firam o disposto no Código de Ética Profissional da(o) psicóloga(o) e esta Resolução:

  1. As Orientações Psicológicas de diferentes tipos, entendendo-se por orientação o atendimento realizado em até 20 encontros ou contatos virtuais, síncronos ou assíncronos;
  2. Os processos prévios de Seleção de Pessoal;
  • A Aplicação de Testes devidamente regulamentados por resolução pertinente;
  1. A Supervisão do trabalho de psicólogos, realizada de forma eventual ou complementar ao processo de sua formação profissional presencial;
  2. O Atendimento Eventual de clientes em trânsito e/ou de clientes que momentaneamente se encontrem impossibilitados de comparecer ao atendimento presencial.

Parágrafo Único: Em quaisquer modalidades destes serviços a(o) psicóloga(o) está obrigada(o) a especificar quais são os recursos tecnológicos utilizados para garantir o sigilo das informações e esclarecer o cliente sobre isso.”

 

 

 

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Sobrevivendo ao luto de relacionamento

Por andreflavionb em Depressão, Luto de relacionamento

01 de novembro de 2017

LUTO DE RELACIONAMENTO.
Imagem retirada: http://images1.minhavida.com.br

 

Sobrevivendo ao luto de um relacionamento.

Recebi uma pergunta recentemente de uma seguidora de meu instagram (@Opsicologo) que trata de um tema que é bastante discutido hoje: estou com depressão ou apenas triste por ter rompido um relacionamento? E como superar?

Vamos chama-la de Silvia. Segue a sua pergunta:

“Terminei uma relação altamente instável, mas que durou cerca de 4 anos. Na verdade ele terminou comigo. Isso já tem cerca de 2 meses. Estou em depressão desde então. Fico depressiva na maioria dos dias. Choro por qualquer coisa. Está atrapalhando até meu sono. O que me deixa ainda mais angustiada (e até revoltada) é ficar na deprê desse jeito por alguém que nunca me valorizou de verdade. Mentia, saia escondido e tenho certeza que fui traída. E pior de tudo, ainda gosto dele, e muito. Sinto-me uma idiota por está sofrendo por alguém assim, mas não tenho como controlar. O que posso fazer?”

Silvia, antes de mais nada, vamos substituir o nome “depressão” por tristeza, ou, mais especificamente, um luto pelo fim de um relacionamento, ok? Digo isso porque não vi você mencionando que foi diagnosticada por um psiquiatra/psicólogo com algum transtorno depressivo anteriormente (que é uma doença grave, séria e que não pode ser diagnosticado agora porque pode-se confundir a dor desse rompimento com os sintomas da depressão. Então dificilmente um psiquiatra/psicólogo, sabendo disso, dirá que você está com depressão)

Dito isso, vamos ao que interessa: como lidar com a dor de um rompimento amoroso?

Primeiramente, precisamos normalizar essa sua emoção. O que quero dizer com isso? Quero dizer que é normal você se sentir triste, chorosa, pelo rompimento de um relacionamento de longa duração (apesar de todas as instabilidades citadas). Anormal seria você, ainda gostando dele, pular de alegria após esse rompimento. Entende?

Estamos vivendo em tempos que não toleramos mais sofrer. Isso é muito preocupante, uma vez que a vida é composta de altos e baixos e, acredite em mim, graças a esses “baixos” evoluímos na maioria das vezes.

Portanto, para começar a dar volta por cima, é preciso que você entenda a naturalidade dessa emoção. Você não precisa se sentir uma idiota. Aliás, o que deve estar piorando seu quadro de tristeza/luto é seu julgamento dessa emoção. “Estou triste, logo sou uma idiota.”. Toda vida que não aceitamos determinada emoção, a tendência é ela aumentar a intensidade. Para explicar isso de uma forma resumida (e didática),  basta entender que isso ocorre porque simplesmente mantemos a emoção viva em nosso cérebro, toda vez que lutamos contra. É como se eu dissesse pra mim, repetidamente; “eu não quero ficar ansioso antes de me apresentar”. Pode ter certeza que ficarei ansioso. Isso porque o cérebro não “capta” o comando “não”. Quer fazer uma teste de como isso funciona? Vamos lá: pense em um elefante rosa com manchinhas pretas! Pensou? Pronto, agora tente não pensar no elefante rosa com manchinha pretas? Conseguiu? Se você fez o exercício da forma correta, certamente não conseguiu.

Aceitar a emoção, entendendo que é normal se sentir triste após esse luto de relacionamento, é a maneira mais inteligente de dar a volta por cima. Detalhe: aceitar não é alimentar, tá?

Aceitar é simplesmente entender :”bem, estou me sentindo triste, mas é normal, afinal, terminei um relacionamento recentemente de longa data”.

Alimentar é você, sentindo-se triste, começar a procurar evidências de que seu ex está com outra, ou que está curtindo a vida, ou que está mais feliz sem você… (detalhe: todas essas “evidências” serão contaminadas pela minha emoção e atenção seletiva. Meu cérebro sai buscando no ambiente algo que comprove a sua teoria. Entendeu? Ou seja, se eu mostrar uma foto do seu ex em  algum lugar para alguém, a pessoa pode simplesmente dizer que ele está normal ou até mesmo triste, mas você pode dizer, vendo essa mesma foto; olha como ele está feliz! Isso é normal de acontecer.)

Portanto, repito: aceite a emoção sem julgamentos. Até porque desse julgamento “sou uma idiota por estar me sentindo triste”, brotam consequências: aumenta mais ainda a tristeza, pode vir raiva, revolta, diminuir sua autoestima… E não vai ajudar em nada a sua situação, percebe?

Essa virada de página não vai ocorrer do nada. Você precisa se engajar em uma mudança comportamental, por exemplo; não deixe de resgatar e praticar coisas que você gosta de fazer. De preferência, faça uma lista de coisas que você gosta de fazer e faça um planejamento de quando você pode fazer (executar) todas essas coisas.

Resgate o contato social, cuide da alimentação, regule seu sono (tente dormir pelo menos 8 horas por dia), faça alguma atividade física, faça (e execute) planos profissionais… Se você notar que fotos dele em seu feed de suas redes sociais estão lhe desestabilizando, bloquei. Oriente também seus amigos em comum não ficar levando ou trazendo assuntos do seu ex.

Se você notar também que ver ele no whatsapp online aumenta sua ansiedade ou tristeza, bloquei. Nesse tempo de recuperação é preciso você saber o que lhe tira do eixo (que lhe deixa triste e instável emocionalmente) e sair eliminando cada um desses itens (estímulos) que te deixa pra baixo.

Acredito que essas ações já se constituem um ótimo começo para virar essa página. Agora se essa condição de tristeza persistir de forma crônica por mais dois meses, mesmo você fazendo tudo isso, aconselho você buscar uma ajuda psiquiátrica e psicológica para examinar mais a fundo isso.

 

Espero ter ajudado,

 

André Barbosa

Psicólogo Clínico

CRP – 11/11089

Terapeuta Cognitivo- Comportamental

85 98813 9593

 

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Sobrevivendo ao luto de relacionamento

Por andreflavionb em Depressão, Luto de relacionamento

01 de novembro de 2017

LUTO DE RELACIONAMENTO.
Imagem retirada: http://images1.minhavida.com.br

 

Sobrevivendo ao luto de um relacionamento.

Recebi uma pergunta recentemente de uma seguidora de meu instagram (@Opsicologo) que trata de um tema que é bastante discutido hoje: estou com depressão ou apenas triste por ter rompido um relacionamento? E como superar?

Vamos chama-la de Silvia. Segue a sua pergunta:

“Terminei uma relação altamente instável, mas que durou cerca de 4 anos. Na verdade ele terminou comigo. Isso já tem cerca de 2 meses. Estou em depressão desde então. Fico depressiva na maioria dos dias. Choro por qualquer coisa. Está atrapalhando até meu sono. O que me deixa ainda mais angustiada (e até revoltada) é ficar na deprê desse jeito por alguém que nunca me valorizou de verdade. Mentia, saia escondido e tenho certeza que fui traída. E pior de tudo, ainda gosto dele, e muito. Sinto-me uma idiota por está sofrendo por alguém assim, mas não tenho como controlar. O que posso fazer?”

Silvia, antes de mais nada, vamos substituir o nome “depressão” por tristeza, ou, mais especificamente, um luto pelo fim de um relacionamento, ok? Digo isso porque não vi você mencionando que foi diagnosticada por um psiquiatra/psicólogo com algum transtorno depressivo anteriormente (que é uma doença grave, séria e que não pode ser diagnosticado agora porque pode-se confundir a dor desse rompimento com os sintomas da depressão. Então dificilmente um psiquiatra/psicólogo, sabendo disso, dirá que você está com depressão)

Dito isso, vamos ao que interessa: como lidar com a dor de um rompimento amoroso?

Primeiramente, precisamos normalizar essa sua emoção. O que quero dizer com isso? Quero dizer que é normal você se sentir triste, chorosa, pelo rompimento de um relacionamento de longa duração (apesar de todas as instabilidades citadas). Anormal seria você, ainda gostando dele, pular de alegria após esse rompimento. Entende?

Estamos vivendo em tempos que não toleramos mais sofrer. Isso é muito preocupante, uma vez que a vida é composta de altos e baixos e, acredite em mim, graças a esses “baixos” evoluímos na maioria das vezes.

Portanto, para começar a dar volta por cima, é preciso que você entenda a naturalidade dessa emoção. Você não precisa se sentir uma idiota. Aliás, o que deve estar piorando seu quadro de tristeza/luto é seu julgamento dessa emoção. “Estou triste, logo sou uma idiota.”. Toda vida que não aceitamos determinada emoção, a tendência é ela aumentar a intensidade. Para explicar isso de uma forma resumida (e didática),  basta entender que isso ocorre porque simplesmente mantemos a emoção viva em nosso cérebro, toda vez que lutamos contra. É como se eu dissesse pra mim, repetidamente; “eu não quero ficar ansioso antes de me apresentar”. Pode ter certeza que ficarei ansioso. Isso porque o cérebro não “capta” o comando “não”. Quer fazer uma teste de como isso funciona? Vamos lá: pense em um elefante rosa com manchinhas pretas! Pensou? Pronto, agora tente não pensar no elefante rosa com manchinha pretas? Conseguiu? Se você fez o exercício da forma correta, certamente não conseguiu.

Aceitar a emoção, entendendo que é normal se sentir triste após esse luto de relacionamento, é a maneira mais inteligente de dar a volta por cima. Detalhe: aceitar não é alimentar, tá?

Aceitar é simplesmente entender :”bem, estou me sentindo triste, mas é normal, afinal, terminei um relacionamento recentemente de longa data”.

Alimentar é você, sentindo-se triste, começar a procurar evidências de que seu ex está com outra, ou que está curtindo a vida, ou que está mais feliz sem você… (detalhe: todas essas “evidências” serão contaminadas pela minha emoção e atenção seletiva. Meu cérebro sai buscando no ambiente algo que comprove a sua teoria. Entendeu? Ou seja, se eu mostrar uma foto do seu ex em  algum lugar para alguém, a pessoa pode simplesmente dizer que ele está normal ou até mesmo triste, mas você pode dizer, vendo essa mesma foto; olha como ele está feliz! Isso é normal de acontecer.)

Portanto, repito: aceite a emoção sem julgamentos. Até porque desse julgamento “sou uma idiota por estar me sentindo triste”, brotam consequências: aumenta mais ainda a tristeza, pode vir raiva, revolta, diminuir sua autoestima… E não vai ajudar em nada a sua situação, percebe?

Essa virada de página não vai ocorrer do nada. Você precisa se engajar em uma mudança comportamental, por exemplo; não deixe de resgatar e praticar coisas que você gosta de fazer. De preferência, faça uma lista de coisas que você gosta de fazer e faça um planejamento de quando você pode fazer (executar) todas essas coisas.

Resgate o contato social, cuide da alimentação, regule seu sono (tente dormir pelo menos 8 horas por dia), faça alguma atividade física, faça (e execute) planos profissionais… Se você notar que fotos dele em seu feed de suas redes sociais estão lhe desestabilizando, bloquei. Oriente também seus amigos em comum não ficar levando ou trazendo assuntos do seu ex.

Se você notar também que ver ele no whatsapp online aumenta sua ansiedade ou tristeza, bloquei. Nesse tempo de recuperação é preciso você saber o que lhe tira do eixo (que lhe deixa triste e instável emocionalmente) e sair eliminando cada um desses itens (estímulos) que te deixa pra baixo.

Acredito que essas ações já se constituem um ótimo começo para virar essa página. Agora se essa condição de tristeza persistir de forma crônica por mais dois meses, mesmo você fazendo tudo isso, aconselho você buscar uma ajuda psiquiátrica e psicológica para examinar mais a fundo isso.

 

Espero ter ajudado,

 

André Barbosa

Psicólogo Clínico

CRP – 11/11089

Terapeuta Cognitivo- Comportamental

85 98813 9593