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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

Janeiro 2017

Combater a Dor ou a Causa dela? (Baseado em Fatos reais).

Por andreflavionb em Psicologia

26 de Janeiro de 2017

 

Para inaugurar esse importante espaço precisaremos falar de Emanuel. Um caso baseado em fatos reais.

Essa foi uma semana complicada para Emanuel, 22 anos. Perdeu bolsa de estudos da faculdade, perdeu emprego, viciou-se em drogas à base de morfina… E acaba de ser diagnosticado com uma lesão grave no fígado. Tudo isso por causa de uma dor de dente. Exatamente isto: uma dor de dente.  Antes dessa dor, Emanuel era um aluno exemplar na faculdade. Era um dos melhores analistas de T.I da sua empresa, tinha a saúde perfeita e planos ambiciosos para o futuro.

Para entender essa reviravolta, precisamos retroceder uns 6 meses. Foi quando Emanuel sentiu uma pequena dor no dente. O dia estava tão corrido que até se esqueceu da dor. Só se lembrou dela na semana seguinte, quando foi dormir, pois o dente voltou a doer “de leve”. Amanhã eu vejo isso. Dor boba.

No dia seguinte, listou todos os sintomas que estava sentido, jogou no Google, e o resultado que mais lhe interessou foi: “analgésicos simples para acabar com a dor de dente leve”. O conselho posterior, “procure um dentista”, obviamente foi descartado. Vou bem gastar dinheiro e sofrer mais?

Naquele mês, a dor de dente foi calada com doses diárias de analgésicos (fez isso depois de perceber que quando não os tomava a dor voltava). De preferência, tomava o remédio à noite, para não atrapalhar o sono. No mês seguinte, mesmo com a habitual dose diária de analgésico, a dor voltou. Dessa vez um pouco mais forte.  Emanuel não perdeu tempo, dobrou a dose do medicamento. A dor calou-se novamente.

No terceiro mês, a dor voltou querendo máxima atenção. E o que Emanuel fez? Exatamente! Triplicou a dose de analgésicos diários… E para o desespero de Emanuel, a dor não passou. Então ele quadriplicou, quintuplicou… Até que teve uma intoxicação forte e foi bater em uma emergência.

Lá o clínico geral fez a pergunta que todos faziam: “por que você não vai ao dentista ver isso?”. A resposta foi a mentira que contava para os outros e para si: “doutor,  já agendei, mas somente para a próxima semana”. E acrescentou: “será que o senhor pode prescrever algum medicamento que possa acalmar essa dor? Estou em semana de prova na faculdade, tenho uma importante reunião no trabalho, não posso parar minha vida por causa dessa dor de dente”. O médico respondeu… “Olha, vou te passar uma medicação forte, da família da morfina. Talvez isso ajude, mas seria bom você realmente ver isso com seu dentista… o quanto antes! Pois pode piorar e esses remédios apenas mascarão o problema”. “Ok, Pode deixar”. Nova mentira.

Foi correndo à farmácia e comprou a tal da medicação milagrosa. Tomou nervosamente sem verificar a bula. Só queria se ver livre daquela dor e voltar a sua vida. Ele não sabia, mas a medicação prejudicava sua atenção. Deixava-o lento e sonolento. Começou a dormir nas aulas, a chegar atrasado ao trabalho… Sua produtividade foi despencando “ladeira abaixo”. Mesmo assim manteve a medicação. Para acabar com o sono, basta tomar cafeína, concluiu. De cafeína partiu para taurina, e, em um mês, estava tomando anfetamina (ouviu essa “dica” de um “amigo” da academia). Meus problemas acabaram! Voltarei ao normal, ainda mais produtivo, pensou feliz.

Recebeu ainda naquele mês as notas das provas. A maior nota que tirou foi um 6 (a média era 8).  Recebeu também uma péssima avaliação de resultados de seu chefe. Mas disse para si: bobagem, eu recupero! Isso foi resultado dessa dor e da medicação que estava me deixando com sono. Agora com as anfetaminas está tudo resolvido!

No quarto mês, a dor voltou a assombrar sua vida. Mas… Pra que ir ao dentista examinar o problema, se eu posso dobrar a medicação? Ouviu ainda de um amigo médico: “olha,  essa medicação não pode ser usada de forma crônica por mais de um mês, pois pode viciar,  lesionar seu fígado…  O correto seria usar essa medicação para aliviar sua dor até você procurar um dentista para verificar, de forma mais profunda, o que está acontecendo com seu dente, que está te causando essa dor tão forte, entendeu?”… E era isso que o seu próprio médico deveria ter dito. Em vez disso, apenas prescreveu novamente a medicação que Emanuel já tomava, agora em doses dobradas.  Também teve a brilhante ideia de aumentar a dose de anfetamina.

No quinto mês, a mesma novela. A dor voltou, Emanuel triplicou a dose… Quadriplicou… Até que os remédios não fizeram mais efeito. Teve nova intoxicação. Perdeu inúmeras aulas, faltou trabalho, foi aconselhado a procurar um dentista. Disse as mesmas mentiras, mas, para sua infelicidade, aquela era a medicação mais forte que o médico poderia prescrever.

Emanuel ficou desesperado. Voltou correndo para casa e digitou: “dor absurda + droga à base de morfina”… Encontrou várias drogas ilegais. Anotou alguns números, fez algumas ligações e “bingo”! Estava com a droga. Dessa vez vai! Descobriu alguns contatos posteriores e, no sexto mês, já estava injetando morfina. Não queria mais ir à faculdade e nem ao trabalho. Tinha medo de sentir aquela dor absurda novamente e não ter a droga por perto.

Levou “bomba” nos estudos, perdeu sua bolsa e foi demitido. Sem dinheiro e desesperado por mais drogas, Emanuel passou a comprar as mais baratas. Teve nova intoxicação e foi hoje diagnosticado com inúmeros problemas de saúde, entre os quais uma lesão grave no fígado, que pode até evoluir para uma cirrose. Ele ainda disse que não bebia, mas o médico explicou que problemas no fígado podem ser adquiridos também por excesso de medicações.

O que era uma dor pequena, sem o devido cuidado, foi se tornando cada vez maior. Foi sendo mascarada por analgésicos e, posteriormente, por drogas mais pesadas. Isso prejudicou gravemente a sua saúde, a sua vida pessoal e a sua vida profissional. Emanuel é apenas mais um caso de uma pessoa que queria apenas tratar sua dor, sem tratar a causa dela.

Essa história parece um absurdo, não é?

Concordo que é exagerada realmente, mas, infelizmente, é isso que acontece diariamente na saúde mental. Para que você possa entender melhor o que quero dizer, basta substituir os sintomas da dor de dente pelo que os filósofos gregos chamavam de “a dor da alma” (estresse crônico, ansiedade, fobia, depressão…).

As pessoas, assim como Emanuel, preferem tratar a dor, e não a sua causa. A curto prazo, isso pode “funcionar”, mascarando a real causa do problema… Mas a médio/longo prazo, sem o devido tratamento, a tendência é piorar.

Medicamentos que deveriam ser utilizados apenas como emergência estão sendo administrados diariamente, quase como suplementos alimentares. Daí, assim como aconteceu com Emanuel, a medicação vai perdendo o efeito no organismo, e o corpo vai exigindo algo cada vez mais forte. Ou aumentam as doses, ou já partem para uma nova droga (mais potente).

Assim como Emanuel deveria ter procurado um dentista logo no início de sua dor de dente, quem sofre com transtornos emocionais/mentais deve procurar um psicólogo para, em terapia, tratar da causa do problema.

Esse não é um texto para condenar medicamentos psicoativos, mas para mostrar o quanto é absurdo achar que APENAS as medicações resolvem os problemas de saúde mental. Aliás, em muitos casos (assim como vimos com Emanuel), o tratamento apenas medicamentoso pode até piorar o problema.

Uma vez que muitos seguem a mesma linha de raciocínio de Emanuel, o uso de psicoativos, como os antidepressivos, só aumentam… E já estão entre os medicamentos mais usados no mundo. Estima-se que entre 1 e 3% de toda a população ocidental já os tenha consumido regularmente por mais de um ano (Baldessarini, 1995; Huf, Lopes, Rosenfeld, 2000).

Teoricamente, quanto mais antidepressivo é consumido no mundo, menos gente sofre com depressão, certo? Errado! De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo (Nascimento, 1999; Lafer & Amaral, 2000).

É importante informar que a associação entre suicídio e transtornos mentais é de mais de 90%. Entre os transtornos mentais associados ao suicídio, a “Depressão Maior” se destaca (McGirr, A. et al, 2007).  Vale ressaltar que hoje o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte no mundo.

Isso ocorre porque, assim como Emanuel, estamos mais preocupados em tratar a dor do que a causa dela. “Para depressão, antidepressivos. Para ansiedade, ansiolíticos. Para insônia, soníferos…”.

Contra essa onda simplista, a Inglaterra investiu cerca de 600 milhões de dólares em programas para formar e capacitar psicólogos em terapia cognitiva-comportamental. Isso para que o povo britânico tivesse acesso à terapia (ao invés de simplesmente propor apenas medicações), uma vez que foram verificados seus resultados positivos na saúde pública mental. O governo da Austrália seguiu o mesmo modelo.

E você? Qual modelo está adotando? “Acabar com a dor de dente com o uso de analgésicos” ou “ir ao dentista tratar o problema”?

André Flávio N. Barbosa

Psicólogo Clínico – CRP 11/11089

Administrador do Instagram/Facebook  “O Psicólogo”

 

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Combater a Dor ou a Causa dela? (Baseado em Fatos reais).

Por andreflavionb em Psicologia

26 de Janeiro de 2017

 

Para inaugurar esse importante espaço precisaremos falar de Emanuel. Um caso baseado em fatos reais.

Essa foi uma semana complicada para Emanuel, 22 anos. Perdeu bolsa de estudos da faculdade, perdeu emprego, viciou-se em drogas à base de morfina… E acaba de ser diagnosticado com uma lesão grave no fígado. Tudo isso por causa de uma dor de dente. Exatamente isto: uma dor de dente.  Antes dessa dor, Emanuel era um aluno exemplar na faculdade. Era um dos melhores analistas de T.I da sua empresa, tinha a saúde perfeita e planos ambiciosos para o futuro.

Para entender essa reviravolta, precisamos retroceder uns 6 meses. Foi quando Emanuel sentiu uma pequena dor no dente. O dia estava tão corrido que até se esqueceu da dor. Só se lembrou dela na semana seguinte, quando foi dormir, pois o dente voltou a doer “de leve”. Amanhã eu vejo isso. Dor boba.

No dia seguinte, listou todos os sintomas que estava sentido, jogou no Google, e o resultado que mais lhe interessou foi: “analgésicos simples para acabar com a dor de dente leve”. O conselho posterior, “procure um dentista”, obviamente foi descartado. Vou bem gastar dinheiro e sofrer mais?

Naquele mês, a dor de dente foi calada com doses diárias de analgésicos (fez isso depois de perceber que quando não os tomava a dor voltava). De preferência, tomava o remédio à noite, para não atrapalhar o sono. No mês seguinte, mesmo com a habitual dose diária de analgésico, a dor voltou. Dessa vez um pouco mais forte.  Emanuel não perdeu tempo, dobrou a dose do medicamento. A dor calou-se novamente.

No terceiro mês, a dor voltou querendo máxima atenção. E o que Emanuel fez? Exatamente! Triplicou a dose de analgésicos diários… E para o desespero de Emanuel, a dor não passou. Então ele quadriplicou, quintuplicou… Até que teve uma intoxicação forte e foi bater em uma emergência.

Lá o clínico geral fez a pergunta que todos faziam: “por que você não vai ao dentista ver isso?”. A resposta foi a mentira que contava para os outros e para si: “doutor,  já agendei, mas somente para a próxima semana”. E acrescentou: “será que o senhor pode prescrever algum medicamento que possa acalmar essa dor? Estou em semana de prova na faculdade, tenho uma importante reunião no trabalho, não posso parar minha vida por causa dessa dor de dente”. O médico respondeu… “Olha, vou te passar uma medicação forte, da família da morfina. Talvez isso ajude, mas seria bom você realmente ver isso com seu dentista… o quanto antes! Pois pode piorar e esses remédios apenas mascarão o problema”. “Ok, Pode deixar”. Nova mentira.

Foi correndo à farmácia e comprou a tal da medicação milagrosa. Tomou nervosamente sem verificar a bula. Só queria se ver livre daquela dor e voltar a sua vida. Ele não sabia, mas a medicação prejudicava sua atenção. Deixava-o lento e sonolento. Começou a dormir nas aulas, a chegar atrasado ao trabalho… Sua produtividade foi despencando “ladeira abaixo”. Mesmo assim manteve a medicação. Para acabar com o sono, basta tomar cafeína, concluiu. De cafeína partiu para taurina, e, em um mês, estava tomando anfetamina (ouviu essa “dica” de um “amigo” da academia). Meus problemas acabaram! Voltarei ao normal, ainda mais produtivo, pensou feliz.

Recebeu ainda naquele mês as notas das provas. A maior nota que tirou foi um 6 (a média era 8).  Recebeu também uma péssima avaliação de resultados de seu chefe. Mas disse para si: bobagem, eu recupero! Isso foi resultado dessa dor e da medicação que estava me deixando com sono. Agora com as anfetaminas está tudo resolvido!

No quarto mês, a dor voltou a assombrar sua vida. Mas… Pra que ir ao dentista examinar o problema, se eu posso dobrar a medicação? Ouviu ainda de um amigo médico: “olha,  essa medicação não pode ser usada de forma crônica por mais de um mês, pois pode viciar,  lesionar seu fígado…  O correto seria usar essa medicação para aliviar sua dor até você procurar um dentista para verificar, de forma mais profunda, o que está acontecendo com seu dente, que está te causando essa dor tão forte, entendeu?”… E era isso que o seu próprio médico deveria ter dito. Em vez disso, apenas prescreveu novamente a medicação que Emanuel já tomava, agora em doses dobradas.  Também teve a brilhante ideia de aumentar a dose de anfetamina.

No quinto mês, a mesma novela. A dor voltou, Emanuel triplicou a dose… Quadriplicou… Até que os remédios não fizeram mais efeito. Teve nova intoxicação. Perdeu inúmeras aulas, faltou trabalho, foi aconselhado a procurar um dentista. Disse as mesmas mentiras, mas, para sua infelicidade, aquela era a medicação mais forte que o médico poderia prescrever.

Emanuel ficou desesperado. Voltou correndo para casa e digitou: “dor absurda + droga à base de morfina”… Encontrou várias drogas ilegais. Anotou alguns números, fez algumas ligações e “bingo”! Estava com a droga. Dessa vez vai! Descobriu alguns contatos posteriores e, no sexto mês, já estava injetando morfina. Não queria mais ir à faculdade e nem ao trabalho. Tinha medo de sentir aquela dor absurda novamente e não ter a droga por perto.

Levou “bomba” nos estudos, perdeu sua bolsa e foi demitido. Sem dinheiro e desesperado por mais drogas, Emanuel passou a comprar as mais baratas. Teve nova intoxicação e foi hoje diagnosticado com inúmeros problemas de saúde, entre os quais uma lesão grave no fígado, que pode até evoluir para uma cirrose. Ele ainda disse que não bebia, mas o médico explicou que problemas no fígado podem ser adquiridos também por excesso de medicações.

O que era uma dor pequena, sem o devido cuidado, foi se tornando cada vez maior. Foi sendo mascarada por analgésicos e, posteriormente, por drogas mais pesadas. Isso prejudicou gravemente a sua saúde, a sua vida pessoal e a sua vida profissional. Emanuel é apenas mais um caso de uma pessoa que queria apenas tratar sua dor, sem tratar a causa dela.

Essa história parece um absurdo, não é?

Concordo que é exagerada realmente, mas, infelizmente, é isso que acontece diariamente na saúde mental. Para que você possa entender melhor o que quero dizer, basta substituir os sintomas da dor de dente pelo que os filósofos gregos chamavam de “a dor da alma” (estresse crônico, ansiedade, fobia, depressão…).

As pessoas, assim como Emanuel, preferem tratar a dor, e não a sua causa. A curto prazo, isso pode “funcionar”, mascarando a real causa do problema… Mas a médio/longo prazo, sem o devido tratamento, a tendência é piorar.

Medicamentos que deveriam ser utilizados apenas como emergência estão sendo administrados diariamente, quase como suplementos alimentares. Daí, assim como aconteceu com Emanuel, a medicação vai perdendo o efeito no organismo, e o corpo vai exigindo algo cada vez mais forte. Ou aumentam as doses, ou já partem para uma nova droga (mais potente).

Assim como Emanuel deveria ter procurado um dentista logo no início de sua dor de dente, quem sofre com transtornos emocionais/mentais deve procurar um psicólogo para, em terapia, tratar da causa do problema.

Esse não é um texto para condenar medicamentos psicoativos, mas para mostrar o quanto é absurdo achar que APENAS as medicações resolvem os problemas de saúde mental. Aliás, em muitos casos (assim como vimos com Emanuel), o tratamento apenas medicamentoso pode até piorar o problema.

Uma vez que muitos seguem a mesma linha de raciocínio de Emanuel, o uso de psicoativos, como os antidepressivos, só aumentam… E já estão entre os medicamentos mais usados no mundo. Estima-se que entre 1 e 3% de toda a população ocidental já os tenha consumido regularmente por mais de um ano (Baldessarini, 1995; Huf, Lopes, Rosenfeld, 2000).

Teoricamente, quanto mais antidepressivo é consumido no mundo, menos gente sofre com depressão, certo? Errado! De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo (Nascimento, 1999; Lafer & Amaral, 2000).

É importante informar que a associação entre suicídio e transtornos mentais é de mais de 90%. Entre os transtornos mentais associados ao suicídio, a “Depressão Maior” se destaca (McGirr, A. et al, 2007).  Vale ressaltar que hoje o suicídio está entre as cinco maiores causas de morte no mundo.

Isso ocorre porque, assim como Emanuel, estamos mais preocupados em tratar a dor do que a causa dela. “Para depressão, antidepressivos. Para ansiedade, ansiolíticos. Para insônia, soníferos…”.

Contra essa onda simplista, a Inglaterra investiu cerca de 600 milhões de dólares em programas para formar e capacitar psicólogos em terapia cognitiva-comportamental. Isso para que o povo britânico tivesse acesso à terapia (ao invés de simplesmente propor apenas medicações), uma vez que foram verificados seus resultados positivos na saúde pública mental. O governo da Austrália seguiu o mesmo modelo.

E você? Qual modelo está adotando? “Acabar com a dor de dente com o uso de analgésicos” ou “ir ao dentista tratar o problema”?

André Flávio N. Barbosa

Psicólogo Clínico – CRP 11/11089

Administrador do Instagram/Facebook  “O Psicólogo”