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O Psicólogo

por André Flávio Nepomuceno Barbosa

Desconfiança; o maior sabotador das relações.

Por andreflavionb em Psicologia

15 de junho de 2017

 

DESCONFIANÇA: O MAIOR SABOTADOR DAS RELAÇÕES. 

Hoje vamos conversar um pouco sobre um tema que está presente em quase todos os rompimentos/discórdias nas relações (sejam elas; amorosa, familiar, profissional): a desconfiança.

A desconfiança é uma estratégia cerebral (cognitiva) que todos nós temos que tem como principal objetivo nos proteger de frustrações futuras. A pegadinha cerebral disso é que acabamos vivendo essa frustração em nossos pensamentos e sentindo todas as dores emocionais como se o pior já estivesse ocorrido (ou ocorrendo).

O que muitos não sabem é que existe a desconfiança positiva. É aquela que nos move a detectar falhas e nos aprimorar. Evoluir. A própria ciência, como estudamos hoje, é resultado de anos e anos de desconfianças. Devemos isso, principalmente, a René Descartes, um dos mais importantes filósofos do mundo, que ajudou a ciência a dar um salto enorme com seu método: a dúvida, que é a busca incansável pela verdade das coisas que nos são apresentadas (não aceitar dogmas).

A desconfiança positiva ajudou o homem a descobrir que a terra é redonda e que gira em torno do sol, e não ao contrário (incluindo achar que a terra era quadrada). Nos permite a reler um relatório antes de entregar para o chefe, nos faz solicitar uma nova correção quando desconfiamos que o professor corrigiu errado.

O problema é o excesso de desconfiança. Quando Fátima desconfia de seu namorado, no fundo, ela quer evitar sofrer futuramente. Quer evitar perde-lo. Portanto, usa como estratégia cercar Antônio de todas as formas. Saber por onde anda, o que está fazendo, quem são seus amigos… E pior: para quem desconfia, tudo é um indicio de que o outro realmente pode quebrar (ou já quebrou) sua confiança. Porque temos uma grande tendência a selecionar fatos que confirmam nossas teorias e eliminar os que não confirmam.

Por excesso de medo de perder, portanto, acabamos perdendo. Afinal, do outro lado dessa relação, existe alguém que sente-se constantemente vigiado, em sinal de alerta máximo, pisando em ovos, em tensão máxima. E sabe o que mais pode acontecer? A vítima da sua desconfiança pode começar a achar que você desconfia porque faz coisa pior. Iai começa um relacionamento instável.

Questionar várias vezes sobre um determinado assunto, que envolve o tema desconfiança, faz com que o outro sinta-se em um júri popular, a espera de algum erro em sua versão dos fatos. O que precisamos saber é que nossa memória (uma das funções principais do hipocampo) é altamente flexível e a toda hora pode adicionar ou omitir algum fato que ocorreu (e as vezes até criar, sem intenção alguma de enganar. Vide teoria da sedução de Freud que fala das falsas memórias.).  Portanto, esses lapsos de memória, são naturais, mas para quem desconfia, isso é a prova cabal de uma traição.

Quando a desconfiança não destrói uma relação, acaba transformando um relacionamento em uma ilha deserta. Aqueles relacionamentos que os dois se afastam de tudo e todos, que é uma estratégia para manter a salvo o relacionamento. A má noticia é que relacionamentos “ilha deserta” não costumam durar muito. Isso porque geneticamente fomos programados para viver em sociedade e, ao mesmo tempo, ter nossa individualidade (que é afirmar nossa própria essência a essa sociedade). Fugir disso é colocar nossa própria saúde mental em risco.

Uma das histórias de traição mais famosa é do século I A.C., que fala do imperador romano Júlio César o qual foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre eles estava o seu filho adotivo Marcus Brutus.

O complô resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes e proferiu a famosa frase. “Até tu, Brutus, filho meu?”.

Essa história nos ensina uma coisa, um tanto quanto cruel, mas verdadeira; quem quer trair, trai. Não adianta tentar cercar o outro, ele vai dar o seu jeito (se ele quiser trair). Portanto, perceba que desconfiar é uma estratégia que não garante nenhuma segurança. Pelo contrário, se o seu parceiro estiver realmente te traindo e souber de seu excesso de desconfiança, ele vai se armar de estratégias fantásticas para acobertar sua traição.

O contrário também é verdade: quanto menos eu desconfio, mais eu deixo o parceiro relapso em cobrir o “rastro do crime”e, portanto, mais fácil pega-lo no erro.

Quando eu sofro por desconfiança eu acabo vivendo essa traição (mesmo que não seja real) todos os dias em minha cabeça. É torturante. Além do mais, eu acabo despertando no outro, como falei anteriormente, uma desconfiança de sua desconfiança. Existem casos, e não são poucos, de pessoas que cometem algo errado pelo simples fato de sentirem “incriminados” por algo que não cometeram. “Já que me acusa de ter feito algo errado, vou fazer!”.

Nas relações de amizade a desconfiança age da mesma maneira. Desgasta o relacionamento. Transforma o carinho em algo aversivo. Principalmente quando isso é reincidente. A pessoa que desconfia de todos e tudo, acaba, infelizmente, tornando-se uma pessoa solitária no mundo.

Existe  também a desconfiança de si mesmo, que nos causa sofrimento e insegurança quanto a nossa capacidade de enfrentar problemas, alcançar objetivos, melhorar relacionamentos.

A desconfiança tem cura? Claro que tem! Mas é um processo complicado que requer terapia, comprometimento e aceitar mudanças. Minha dica para iniciar essa mudança: procure um psicólogo.

 

André Barbosa

85 996513394

Psicólogo Clínico

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Uma manipulação milenar: a invenção do inimigo maior.

Por andreflavionb em paixão política, Psicologia, Sem categoria

07 de junho de 2017

A manipulação milenar: a invenção de um inimigo maior.
*Foto tirada em campanha a qual Lula pedia votos para FHC.
A polarização política foi usada para ganhar votos e militantes para ambos os lados.

 

Uma manipulação milenar: a invenção do inimigo maior.

Criar um inimigo exterior é a tática mais antiga (e ainda hoje usada) para unir pessoas, apesar de suas diferenças e insatisfações.

De acordo com Yuval Noah Harari, em seu livro “uma breve história da humanidade”, para que nossos primeiros ancestrais conseguissem manter as primeiras tribos unidas, foi preciso “criar” inimigos exteriores comuns. Alguns inimigos de carne e osso, como por exemplo: predadores, tribos rivais… .Alguns inimigos da ordem espiritual/ideológica, como por exemplo: Os deuses que despertavam a “fúria” da natureza; “vulcão, terremoto, seca… “.

Mas como esse inimigo consegue unir as pessoas?

Nossos primeiros ancestrais perceberam que criando um inimigo poderoso os membros da tribo jogavam suas diferenças de lado em prol de proteger o bem comum e suas crenças/ideologias de serem devastadas. Manter e proteger a estabilidade da tribo era o mais importante.

As principais religiões do mundo usaram desse artificio para expandir, dominar e se manter ativas. Para todo bem, existe o mal a ser combatido.

De acordo com Freud, em sua obra “O mal estar da civilização”, o homem tem dois objetivos de vida: A busca da felicidade e fuga do desprazer. Inclua nessa “fuga do desprazer” ter suas crenças e familiares postos em risco. Acreditar que existe um inimigo maior a ser derrotado, para Freud, é um motor motivador para que o homem, inclusive, entre em guerra. Coloque sua vida em risco. Tanto que sua obra foi escrita um pouco antes da segunda-guerra mundial.

Um dos sociólogos mais influentes do mundo, Bauman, aponta que o homem está disposto inclusive de abrir mão de sua liberdade para viver em sociedade apenas para se proteger. Para se sentir seguro. Seguro de que/quem? Resposta: o inimigo exterior que vai promover a instabilidade de sua vida e objetivos.

Trazendo essa teoria para uma experiência mais pessoal, quantos casais você já viu que aumentaram o nível de união a partir do momento que os outros se colocaram contra aquele relacionamento? Um exemplo clássico disso é o romance de Shakespeare, Romeu e Julieta.

Um dos casais mais famosos da história, John Lennon e Yoko, foram contra todos e tudo. Incluindo os próprios membros de sua banda, The Beatles, que até antes de conhecer Yoko, era o maior tesouro de sua vida.

Quer a solução para unir muçulmanos extremistas e católicos, e promover a “paz” mundial? Um inimigo comum. Uma pena que, como não compartilhamos da mesma teologia, não dá para criar um inimigo exterior da ordem espiritual. Agora imagine uma invasão alienígena ou uma catástrofe natural de ordem planetária? Sim, estou exagerando para que você consiga entender de uma forma didática a influencia de um inimigo exterior para promover a união das pessoas.

Sabe quem se utiliza desse artificio diariamente? Partidos políticos. Sim, diariamente somos bombardeados de manipulações de todos os lados, a fim de promover a união contra um mal maior. Em troca dessa união e dessa luta contra o inimigo maior, esquecemos tudo (crimes e mais crimes contra os cofres públicos) e aceitamos as desculpas mais esfarrapadas do mundo dos nossos políticos.

A esquerda brasileira articula com sua base eleitoral que existe um inimigo maior a ser derrotado: Os tucanos coxinhas. Acusam Sergio Moro de ser um perseguidor partidarista (alguns inclusive falam que o juiz federal é um filiado do PSDB).

A direita do Brasil articula que o inimigo comum é o PT. Os mortadelas. Que querem tomar o Brasil e implantar o comunismo. Acusam Sergio Moro TAMBÉM de ser um perseguidor político. Exatamente! Os dois lados acusam a operação lava-jato e o juiz Sérgio Moro da mesma forma, com praticamente os mesmos termos.

Por mais que todas as provas nos mostrem que quando o assunto é corrupção não existe bandeiras partidárias, ou ideologias políticas. Por mais que todas as provas nos mostrem que os políticos de “supostos partidos rivais” estão atuando juntos para combater a lava-jato, pode ter certeza que a narrativa do inimigo em comum é poderosa. E pode ter certeza: muitas pessoas caem nesse golpe milenar.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

85 996513394

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Estudos neurocientíficos comprovam: A paixão política nos cega.

Por andreflavionb em paixão, paixão política, Psicologia

30 de maio de 2017

O Cerebro apaixonado (por seu partido) libera o mesmo sistema de recompensa cerebral de um viciado

Estudos neurocientíficos comprovam: A paixão política nos cega.

“A paixão é cega”. “Quando estamos apaixonados, ficamos encantados pelo outro”. Essas são frases que provavelmente você já deve ter ouvido falar, e é a mais pura verdade. Ficamos REALMENTE ENCANTADOS (no sentido literal da palavra). Quando estamos apaixonados, nosso cérebro libera neurotransmissores relacionados ao prazer. São exatamente os mesmos liberados no cérebro de um viciado ao consumir uma droga. Pergunta: você acha que um viciado, que acaba de consumir sua droga, está apto a ter uma conversa sincera, critica e racional sobre a sua droga? O mesmo ocorre em qualquer campo de nossa vida que envolve a paixão.

Um desses neurotransmissores envolvidos no sistema de recompensa cerebral é a dopamina. Ao olharmos a pessoa, mesmo que seja só uma foto, temos uma sensação agradável, parecida com a de comer um doce, uma comida predileta ou mesmo uma droga. A serotonina é o hormônio que nos torna obcecados. Essas substâncias produzidas em nosso corpo são muito parecidas com drogas do tipo anfetaminas.

Isso significa que nossa capacidade realizar uma crítica realista da pessoa amada, é prejudicada devido a toda essa química cerebral. Daí as empresas geralmente proibir, por exemplo, relacionamento entre um líder e um liderado diretamente. Porque a capacidade de julgamento do líder do desempenho do liderado está afetada. Acontece que essa paixão ocorre não só por pessoas, mas por qualquer coisa: Ideias, projetos, esporte, religião… e política.

Uma pessoa apaixonada pelo seu partido ou ídolo político não é diferentes de uma pessoa apaixonada pelo namorado (a). Estudos de neuroimagem comprovam isso, e nos mostra inclusive que as mesmas conexões cerebrais que envolve a paixão de relacionamentos afetivos, são as mesmas que envolvem a paixão política, religiosa, esporte…

No mundo da política podemos encontrar  pessoas apaixonadas pelos partidos em um grupo de militantes políticos. É nesse grupo que você vê pessoas que são capazes de dar a própria vida pelo seu líder.

Um estudo realizado por um psicólogo norte-americano, Drew Westen (Universidade de Emory, autor do livro “Cérebro Político”), com 30 eleitores americanos (15 democratas e 15 republicanos), exibiu a cada um a imagem de seus candidatos favoritos, George W. Bush e John Kerry, contrapondo um ao outro. Os voluntários se mostravam capazes de identificar as contradições do candidato rival, mas não reconheciam quando seu candidato mentia ou manipulava os fatos. Exames de ressonância magnética mostraram que seus cérebros entravam numa espécie de curto-circuito.

Partes do cérebro mais associadas à razão, na face dorsolateral do córtex pré-frontal, ficaram quietas, mas o córtex orbital frontal, envolvido no processo das emoções, ficou agitado. Também havia confusão no cingulado anterior, associado com a resolução de conflitos, e no cingulado posterior, preocupado com os julgamentos morais. Uma vez que as contradições eram ignoradas, foi ativado o estriato ventral, a região relacionada com recompensa e prazer, uma indicação de que cada participante, a despeito dos fatos, só ficou satisfeito com uma conclusão confortável. Drew Westen defende a tese, portanto, que o eleitor vota mais acreditando em suas emoções (paixão) do que com sua razão.

Portanto a nossa capacidade de racionalizar uma decisão ou apoio político, se estamos apaixonados (militantes), é altamente prejudicada. Quando os dois extremos políticos estão discutindo, ambos falam a verdade quando acham que estão certos. No fundo, não estão mentindo. Estão simplesmente acreditando na pegadinha cerebral da paixão: Ficamos cegos. Ou seja, nossa capacidade de julgamento é altamente prejudicada, e acabamos acreditando em tudo que nosso líder nos falar, independente de qualquer fato que prove o contrário do que ele nos diz.

André Barbosa

Psicólogo Clínico

CRP 11/11089

Contato: 85 996513394

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Entrevista Dr. Samuel Cavalcante : ODONTOLOGIA COMPORTAMENTAL.

Por andreflavionb em odontologia comportamental, Psicologia

16 de abril de 2017

Cada tipo de personalidade se enquadra em um formato de rosto específico. E consequentemente possui características da forma do dente diferentes.

 

Essa semana bati um papo rápido e muitíssimo interessante com o Dr. Samuel Cavalcante, um dentista que está aliando odontológica + tecnologia + Psicologia: Odontologia Comportamental.

1 ) Doutor Samuel, primeiramente gostaria de saber um pouco de como chegou até aqui.

Bem , eu me formei em 2001 pela UFC , já na faculdade eu me interessei muito pela área de Periodontia, que é a especialidade, num termo bem coloquial (informal), que cuida das gengivas. Sempre via como muito interesse essa parte da relação dos problemas bucais com outras doenças do corpo. Foi partir dai que fiz minha primeira especialização e passei dois anos sendo professor da Faculdade de odontologia, na cadeira de Periodontia. Foi uma época muito gratificante e enriquecedora, aprendi muita coisa, apresentei trabalhos em congressos e orientei alunos, confesso que tenho saudades daquela época. Logo que me formei montei um consultório com minha esposa, na época namorávamos e tentei conciliar o consultório com a faculdade. A partir dai, essa bagagem me fez despertar para a Implantodontia, por devolver a capacidade dos pacientes de ter uma boa mastigação e principalmente de sorrir. A ortodontia veio como uma necessidade natural. Na ortodontia você estuda muito as relações faciais, perfil do paciente, sorriso. Já tinha feito vários cursos e aperfeiçoamentos na área de estética, mas quando apareceu o DSD ( digital simile design – planejamento digital do sorriso) e o visagismo que é a arte de criar uma imagem que demonstre as qualidades interiores de uma pessoa de acordo com as formas do rosto, então tudo se encaixou. Trabalhamos juntos, eu e minha esposa numa odontologia integrada e amamos fazer o que fazemos.

 

2) O que chamou-me muito atenção foi saber dessa junção entre psicologia + odontologia, como funciona a odontologia Comportamental?

 

Vou começar com uma pergunta. O que é beleza? Difícil entrar num consenso, mas podemos dizer que beleza é, por definição, simetria, equilíbrio, harmonia e proporção. Quando fiz o curso de DSD (digital smile design – Planejamento digital do sorriso), que é um planejamento digital do sorriso, vi que não somente os dentes teriam que ser proporcionais como teriam que combinar com a personalidade ou com a imagem que o paciente quer passar. Vou ser mais claro, imagine uma pessoa que exerce um cargo de chefia em uma empresa, mas quando sorri os dentes são pequenos e infantis, não combina nem um pouco. Hipócrates em seus estudos, identificou quatro tipos de personalidades diferentes: Colérico, Melancólico, Sanguíneo e Fleumático.

. E consequentemente possui características da forma do dente diferentes. E esse é o segredo! É buscar adequar o visual da pessoa para que a sua personalidade seja refletida na sua imagem da melhor maneira possível! Claro que todo esse processo é discutido e revisado com o paciente de acordo com seus desejos e objetivos.

 

3) E os resultados? Você nota que houve realmente uma mudança comportamental?

 

O legal de trabalhar na área de estética e reabilitação oral é que você vibra junto com os pacientes. Os resultados são muito mais satisfatórios, porque busca sempre um sorriso cada vez mais personalizado e com precisão. Por isso a busca cada vez maior por essa união do DSD e visagismo. Não é a busca de dentes brancos e perfeitos, é a busca pela harmonia e isso tem influência direta nos relacionamentos das pessoas. As pessoas que antes tinham vergonha de falar em público agora se sentem muito mais seguras. Um paciente já me relatou uma vez que ele foi promovido na empresa, por agora ele não tinha mais vergonha de dar uma opinião nas reuniões. Imagina como me senti na hora…

 

4) A odontologia afeta a carreira e comportamento das pessoas?

 

Um sorriso bonito tem forte apelo atrativo, sendo uma das principais regiões observadas no primeiro contato. Em um estudo realizado no King´s College London, o pesquisador Tim Newton conseguiu chegar à conclusão de que o bom estado dentário é capaz de transmitir a sensação de confiança, de bom relacionamento interpessoal e até de mais inteligência, influenciando diretamente em sua carreira. Uma outra realizada pela Kelton Research e divulgada pela Procter & Gamble mostrou que dentes esteticamente mais bonitos causam uma excelente primeira impressão servindo como cartão de visitas, atribuindo traços positivos para a sua personalidade. Nessa pesquisa, foi feita uma simulação de entrevistas de emprego apresentando duas fotos de cada possível candidato a vagas de emprego. Em uma das fotos as pessoas estavam com os dentes desalinhados, e/ou amarelados, e em outra com dentes mais brancos e um sorriso mais harmônico. O resultado foi surpreendente: Os candidatos com mais chances de serem contratados foram os que estavam com o sorriso mais bonito esteticamente para 53% dos avaliadores; e 53% deles ainda ofereceram propostas de salários mais altas quando a mesma pessoa aparecia com os dentes mais brancos. Outros dados levantados por essa pesquisa indicam que, para os participantes do estudo, a aparência é muito importante ao avaliar candidatos para emprego. Para eles uma boa aparência indica: Sucesso profissional (68%);Sucesso financeiro (64%);Integridade (52%).

 

5) Muito interessante. Talvez melhore até relacionamentos amorosos…

 

Mas é claro. Aí eu vou ter que citar mais um estudo (risos). Um estudo da Universidade de Queensland (UQ), na Austrália, examinou as possíveis associações entre uma vida amorosa feliz e dentes saudáveis. O objetivo desse estudo foi examinar as ligações entre qualidade de vida relacionada à saúde bucal. A pesquisa concluiu que aqueles que tendem a se distanciar em relações amorosas fazem menos visitas ao dentista, por outro lado, pessoas com mais confiança, com uma vida amorosa ativa, vão mais vezes ao dentista. Esse estudo foi composto por 265 pessoas e descobriu que a principal motivação para visita ao consultório veio de fatores como aparência estética. E você sabe quais são os procedimentos mais procurados? As lentes de contato e clareamento dental. Exatamente porque esses procedimentos passam a impressão dentes saudáveis. As lentes de contato dental são hoje um dos procedimentos mais procurados nos consultórios exatamente porque com um sorriso harmônico as pessoas se sentem mais confiantes em seus relacionamentos pessoais e esse procedimento associado ao DSD e visagismo tornam os sorrisos mais harmoniosos e consequentemente mais belos.

 

6) Para finalizar, como você imagina a odontologia no futuro? Quais evoluções e soluções?

A odontologia é muito dinâmica, está sempre se modernizando , seja através de novos materiais , seja de diagnóstico e planejamento. A atualização e estudo são muitos importantes. O uso do computador na parte do planejamento tem se tornado frequente, principalmente em casos onde a estética está presente, é uma tendência que não tem volta. Não só nos casos das lentes de contato, mas também em tratamentos envolvendo implantes dentários , como no caso das cirurgias guiadas por computador em que o planejamento é feito pelo cirurgião-dentista num programa de computador e a partir daí é gerado um guia para a colocação dos implantes. Sabe o que é bacana nesses casos, a cirurgia não tem cortes ,nem pontos, a cirurgia se torna mais rápida e a recuperação do paciente é fantástica.

 

Contatos e dúvidas: Samuel Cavalcante: (85) 40112774 ou WhatsApp (85) 9 86762774.

 

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“A série é inspiradora – no mau sentido – para que jovens depressivos e angustiados não percebam outra saída que não a própria morte.” André Trigueiro

Por andreflavionb em Depressão, Psicologia, suicidio

11 de abril de 2017

Além do "Efeito Werther" (a constatação de que o suicídio é inspirador para pessoas fragilizadas psíquica ou emocionalmente) a série da Netflix promove também a vitimização do suicida, justificando o autoextermínio de Hannah por tudo o que lhe aconteceu.

“A série é inspiradora – no mau sentido – para que jovens depressivos e angustiados não percebam outra saída que não a própria morte.” André Trigueiro

“Como se os outros – quando não fazem exatamente aquilo que esperamos deles – pudessem ser responsabilizados pelo suicídio de alguém.” André Trigueiro

Essa semana, publico o texto critico do jornalista André Trigueiro sobre a série 13 reasons why (os 13 porquês) que está fazendo sucesso no Netflix (principalmente entre os jovens) . O texto está de forma integral. O jornalista André Trigueiro estuda desde 1999  o fenômeno do suicídio, inclusive publicando livros sobre o assunto “Viver é a melhor opção: a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo” (Ed. Correio Fraterno, 2015). Segue o texto disponível no facebook do Jornalista.

“Foram tantas pessoas – próximas ou desconhecidas – que fizeram contato pelo face ou por e-mail pedindo que eu escrevesse algo sobre a série da Netflix “13 reasons why” (“Os 13 porquês”, baseado no best-seller homônimo lançado em 2007 sobre o suicídio de uma adolescente nos Estados Unidos) que reservei o dia de hoje para uma maratona cansativa assistindo aos filmes na telinha do computador.

Antes de compartilhar minha opinião sobre a série, segue um breve resumo do enredo (se você tem aversão a spoilers, pule os próximos dois parágrafos).

A série começa com um fato consumado: o suicídio da jovem Hannah Baker, e o cuidado que ela teve – antes de se matar – de registrar em 13 diferentes gravações as situações e os personagens que teriam de alguma forma contribuído para a decisão de se matar.

Bullying, drogas, depressão, assédio, homofobia, violência sexual e outros problemas recorrentes na escola onde Hanna estuda – e em tantas outras escolas pelo mundo – tornam a vida da protagonista uma experiência cada vez mais angustiante. Castigada por sucessivas decepções e frustrações, sem ter com quem compartilhar sua dor, ela se percebe subitamente sem saída. É quando resolve se matar.

Sou contra qualquer censura e não tenho competência para fazer crítica de cinema. Mas desde 1999 venho estudando o fenômeno do suicídio e um resumo desse trabalho encontra-se disponível no livro “Viver é a melhor opção: a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo” (Ed. Correio Fraterno, 2015).

É assustadora a forma como a série da Netflix atropela várias recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre como se deve abordar o problema do suicídio em obras de ficção. A ótima ideia de expor o problema do suicídio entre jovens – um tema relevante que deveria inspirar mais roteiristas – ignorou alguns cuidados básicos indicados pelos profissionais de saúde especializados no assunto (“suicidólogos”).

Poucas vezes no cinema uma cena de suicídio foi mostrada com tamanho realismo e brutalidade. É uma aula mórbida sobre como promover o autoextermínio numa banheira. Violência desnecessária, tragicamente didática e infortunadamente sugestiva.

Antevendo as críticas, a Netflix abre o capítulo com um texto onde se lê a seguinte mensagem: “este episódio contém cenas que alguns espectadores podem considerar perturbadoras e/ou podem não ser adequadas para públicos mais jovens”. Será que funciona como álibi? Não para a OMS.

Após encerrar a maioria das gravações – em que aponta nominalmente os “culpados” por seu mal estar existencial – Hannah se sente melhor por ter “despejado tudo”. Diz ela no filme: “senti que talvez pudesse vencer isso. Eu decidi dar mais uma chance à vida. Desta vez eu ia pedir ajuda. Por que sei que não podia fazer isso sozinha”. É quando ela procura o profissional que oferece os serviços de “conselheiro” na escola onde estuda. Cria-se a expectativa de que finalmente Hannah terá a ajuda e o apoio necessários para sair do buraco em que se encontra.

A conversa com o conselheiro da escola é difícil, dolorida, e decepcionante. Hannah hesita em seguir em frente – principalmente quando o assunto é o estupro sofrido por um colega de escola – e deixa abruptamente a sala onde o atendimento acontecia, apesar dos apelos feitos pelo conselheiro para que continuasse a conversa. Ela fecha a porta, pára do lado de fora e fica na expectativa de que o profissional saia da sala e a procure. Mas isso não acontece. É a derradeira frustração antes de cometer suicídio. Não sem antes deixar gravado o relato sobre seu desapontamento com o profissional da escola que não agiu exatamente como ela esperava.

A série é inspiradora – no mau sentido – para que jovens depressivos e angustiados não percebam outra saída que não a própria morte. Pior: sugere que suicidas em potencial registrem em gravações ou anotações os “culpados” pelos seus infortúnios, e punam através do suicídio aqueles que lhe faltaram quando mais precisavam. O suicídio como pretexto para se vingar de alguém, aliás, é um comportamento patológico. Mas a personagem principal da série não parece alguém que possua algum distúrbio. Pelo contrário. O relato sereno e lúcido de Hannah nas gravações sugere que o suicídio possa ser a resposta esperada, previsível, diante de tantas desilusões e sofrimentos. Será? Segundo a Organização Mundial de Saúde, em pelo menos 90% dos casos, os suicídios estão relacionados a patologias de ordem mental, diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão.

Além do “Efeito Werther” (a constatação de que o suicídio é inspirador para pessoas fragilizadas psíquica ou emocionalmente) a série da Netflix promove também a vitimização do suicida, justificando o autoextermínio de Hannah por tudo o que lhe aconteceu. Como se diante de tantas experiências dolorosas, não houvesse mesmo outra saída. Como se os outros – quando não fazem exatamente aquilo que esperamos deles – pudessem ser responsabilizados pelo suicídio de alguém.

Num mundo onde o suicídio é caso de saúde pública, e o autoextermínio de jovens vem aumentando de forma preocupante, espera-se que outras séries possam ser mais cuidadosas e responsáveis na abordagem do tema.”

André Trigueiro

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Entrevista com o promotor de Justiça Rafhael Nepomuceno “uma das principais causas da reprovação em concurso público é a falta de equilíbrio emocional”

Por andreflavionb em concursos, Psicologia

31 de março de 2017

“uma das principais causas da reprovação em concurso público é a falta de equilíbrio emocional”

Essa semana entrevisto o promotor de justiça do MP/CE, Rafhael Nepomuceno. Conversamos um pouco sobre os desafios dos concurseiros e sobre a importância de um bom equilíbrio emocional.

Boa tarde, para iniciarmos, conta pra gente um pouco da sua carreira e os caminhos que o trouxeram até aqui. 

Cursei faculdade de Ciências da Computação, e, durante o curso, resolvi prestar alguns concursos públicos de nível médio. Foi quando tive meu primeiro contato com o Direito e me apaixonei. Resolvi fazer vestibular pra Direito, passei, e decidi abandonar Computação. Quando me formei, logo decidi estudar para concursos públicos, tendo como foco principal a carreira do Ministério Público. Advoguei por muito pouco tempo na área cível até passar no concurso de Analista Judiciário da Justiça Federal do Maranhão, onde fiquei por dois anos e meio. Depois, passei no concurso do Ministério Público de Alagoas e, logo após, passei e tomei posse no meu cargo atual cargo, Promotor de Justiça do MP/CE, em que logrei a 2a posição no certame. Pouco tempo depois, fui convidado para lecionar no curso MEGE preparatório para carreiras jurídicas, onde hoje, além de ensinar, coordeno turmas de alunos que desejam aprender a se preparar para concursos do Ministério Público. Sou pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil pela UNISEB, pós-graduando em Corrupção, controle e repressão a desvio de recursos públicos pela Estácio de Sá. Além disso, sou Coach Profissional com formação pela Sociedade Latino Americana de Coaching.

Pode-se dizer que você alcançou seu objetivo de vida?

Meu objetivo profissional, certamente. Desde o colégio tive um grande encanto com a arte de ensinar, e decidi que um dia na minha vida faria isso também. Quando me formei em Direito, decidi que não sossegaria enquanto não passasse num concurso para membro do Ministério Público. Hoje sou Promotor de Justiça e leciono num dos maiores cursos preparatórios do país para concursos públicos. Sou muito grato a Deus pelas bênçãos que recebi e à minha família por terem me fornecido todo suporte para eu realizar os meus sonhos.

Na sua opinião o que não pode faltar na personalidade de um concurseiro?  E por que?

Há tempos atrás eu diria que para passar em concurso público basta ter muita determinação, mas hoje não basta só isso. Com certeza esse é um elemento essencial que não pode faltar na personalidade de um concurseiro. Porém, o estudo para concursos públicos está cada vez mais profissional. Por isso, de nada adianta o árduo suor se não houver um planejamento específico pro concurso que você almeja, uma estratégia de estudos bem definida, uma organização didática e que tudo isso esteja aliado a uma boa carga de disciplina e equilíbrio emocional.

Quais os maiores desafios nessa caminhada? E como enfrenta-los?

As renúncias e abdicações. O concurseiro, no momento em que toma a decisão de estudar para certames, sabe que está abrindo mão de muita coisa. O tempo se torna cada vez mais exíguo, os amigos cobram sua presença em eventos sociais que você não pode comparecer, e até muitas vezes a convivência familiar fica de certa forma sacrificada. Isso, em menor ou maior grau, acontece com a maioria dos concurseiros, e não é fácil manter-se sempre focado e motivado quando você vê um mundo circulando ao seu redor – e você não está nele. Pode parecer clichê, mas a melhor forma de enfrentar isso é buscar enxergar que, no final, tudo vai valer à pena. Tudo. Não me arrependo um só segundo de ter entrado nessa luta, e nem conheço alguém que se arrependa.

É possível se dedicar aos estudos sem motivação (sem vontade de estudar)?

Jamais. É muito simples você dizer que, para passar em concurso, você deve se manter sempre determinado, focado e motivado. Mas colocar isso em prática é um exercício diário, e, se não houve uma boa base psicológica por trás, seu equilíbrio acaba sendo afetado. Ouso dizer, sem base estatística nenhuma, mas com uma grande experiência de campo, que uma das principais causas da reprovação em concurso público é a falta de equilíbrio emocional. Já vi (e continuo vendo) muitas pessoas capacitadíssimas que ficam no meio do caminho porque não suportaram a pressão. Não quero, com isso, assustar quem deseja iniciar uma trajetória de estudo para concursos públicos. É possível sim conviver de forma saudável com essa rotina. Mas o exercício de motivação tem que ser diário, e você deve se preparar físico e psicologicamente pra uma vida um pouco diferente.

A ansiedade e estresse está presente na vida do concurseiro. Na sua opinião, isso afeta a qualidade de estudo, memória e aprendizagem? E quais suas táticas para enfrentar essas adversidades?

Afeta sim. Quanto maior for a ansiedade, o estresse e a carga emocional abalada, pior é, consequentemente, a qualidade do estudo. Concurseiros não são máquinas, todos têm suas ansiedades, inseguranças e incertezas. A principal é a mais óbvia: “Será que um dia eu vou mesmo conseguir passar?”. Além de professor, sou mentor de turmas de concurseiros que buscam um norte para a sua preparação, e, com isso, acabo compartilhando toda essa ansiedade e estresse. A principal tática é a boa e velha paciência. Existe um lema que diz: “não é você que escolhe o concurso, é o concurso que lhe escolhe. O concurseiro tem que ter a paciência de aguardar a sua hora. Podemos plantar a melhor semente, no solo mais fértil, com adubo de primeira qualidade e ter todas as condições climática favoráveis. Mas se não tivermos paciência para aguardar o fator tempo, essa planta não brotará. Com concurseiro é a mesma coisa. Você pode estudar com determinação, disciplinar, foco, organização, estratégia, planejamento, mas se não tiver paciência de esperar o seu momento, de nada vai adiantar. Conhece a história do bambu chinês, que, durante anos, o crescimento é subterrâneo. Quem vê de fora não enxerga o resultado. Porém, quando ele desabrota, atinge uma altura e uma firmeza que nenhum outro é capaz de superar. Assim é o concurseiro: existem um período de maturação, mas, quando os resultados chegam, ninguém mais segura.

Você pensou em desistir em algum momento? Caso sim, o que fez você se manter na caminhada?

Sim, mas nunca levei esse pensamento a sério por mais de um minuto. Costumo dizer que concurso foi feito pra dar porrada, e o concurseiro foi feito para apanhar. A reprovação é a grande regra geral. A aprovação é a exceção. Assim, é natural que depois de tanta porrada, você pense em jogar a toalha. O que me fazia pensar em não desistir era simplesmente pensar em todo o caminho que eu já havia percorrido. Então eu me perguntava: “Isso tudo foi pra nada?”. Institivamente eu me respondia: “Claro que não! Só posso parar quando eu atingir meu objetivo.”.

Por que muitos concurseiros preferem estudar fora de casa, mesmo tendo espaço apropriado para estudo dentro de casa?

É como sair para trabalhar: é um local de estudo profissional. Eu digo que, certamente, estudar em uma sala de estudos foi determinante para atingir meus resultados. Talvez eu até tivesse atingido sem, mas foi nas salas de estudos que eu conheci pessoas que estavam passando pelo mesmo momento que o meu. As mesmas angústias, aflições, renúncias e abdicações. Você sente que não está sozinho nessa luta, e a solidariedade mútua é um oxigênio pra seguir a caminhada. Além disso, é um reduto de trocas de materiais, experiências, estratégias. É um ambiente em que sua família não irá lhe interromper, em que você não terá a distração de uma cama afável do lado, o barulho da faxineira ou a sedução de passear pela cozinha até chegar na geladeira. Porém, apesar e recomendável, é uma questão pessoal, pois existem pessoas que têm um bom ambiente de estudos dentro de casa e também rendem bem.

Para finalizar, é preciso ter muitas horas de estudo por dia para passar em concurso público? Existe alguma dica que você possa nos passar para o dia que antecede as provas?

Mais que muitas horas de estudo, é preciso haver disciplina. Quanto menos tempo, maior deve ser a disciplina. Percebo uma grande preocupação das pessoas que tentam conciliar estudo e trabalho com os “concurseiros profissionais”, ou seja, aqueles que possuem a disponibilidade de um dia inteiro pra estudar. A experiência prática me mostrou que, sem sombra de dúvidas, o fator “horas de estudo por dia” não é o determinante. Logicamente, deve haver um bom te

mpo por dia separado exclusivamente aos estudos. Nunca vi ninguém que estudava uma horinha por dia – quando dava tempo – e passou.  Porém, se houver uma disciplina aliada com uma estratégia e planejamento corretos, é possível chegar lá. E, não raras vezes, vejo pessoas com menos tempo para estudar conseguirem mais rapidamente resultados porque costumam ser mais focadas e disciplinas que concurseiros profissionais que não se utilizam do seu tempo da forma mais dedicada e inteligente.

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Depressão: Ninguém escolhe ficar depressivo.

Por andreflavionb em Depressão, Psicologia

14 de março de 2017

Depressão: Um dos primeiros sinais clássicos é Anedonia ( perda da capacidade de sentir prazer por coisas que geralmente sentia)

De repente um dia…

Você acorda sem motivação para fazer nada. Aliás, você não consegue ver sentido para fazer nada. Não consegue ver boas expectativas. O futuro e o presente são apenas uma mancha cinza na sua vida.

Sabe aquele lugar que você gostava de ir? Sabe aquele seu passatempo favorito? Aquela comida que você amava? Sua série favorita? Aquela ida ao cinema? De repente tudo isso que te alegrava, animava seu dia, te dava prazer, não existe mais.
Se essas coisas tivessem evaporado do mapa ou deixado de existir, talvez você sentisse até um reconforto: ” Eu sei o que me animaria agora, mas infelizmente não tem mais”. O problema é que todas essas coisas estão presente e você nota, para seu desespero, que não te animam mais, não te traz mais nenhum prazer.
A sua memória e atenção começam a te deixar na mão. Você esquece coisas e atividades que jamais achava que iria esquecer.
Você começa a adoecer com qualquer coisa. Um pequeno resfriado chega até você como uma fortíssima gripe.
Tudo vai perdendo a graça e o brilho aos poucos, até a comida perde o sabor e se transforma em apenas mais uma obrigação que você tem que cumprir.
Você sente que está preso dentro de si, dentro de algo escuro, sem perspectiva de melhoria alguma.
Pensamentos questionando sua utilidade no mundo começam a invadir sua mente. Você começa a se achar a pior de todas as criaturas. Começa a se achar um fardo na vida das pessoas.
O choro vem do nada, é como algo que você precisa botar pra fora.
Para piorar, você não sabe dizer exatamente o motivo de estar se sentido assim e isso te desespera ainda mais. Simplesmente aconteceu.
Imagine sentir tudo isso um único dia. Não é uma tortura? Agora imagine sentir isso de forma crônica, dia após dia?
Essa é a vida de uma pessoa que sofre com os sintomas da doença que é a segunda maior causa de morte no mundo: A Depressão.
Tratar alguém que está com depressão como “isso é frescura! Reage menino!! Se levanta da cama!” É o mesmo que pedir para alguém que está com hemorragia causada por dengue que “para de sangrar menino!! Deixa de frescura!”. É simplesmente ridículo e ofensivo, pois, assim como qualquer outra doença, ninguém escolhe ficar depressivo.
E como qualquer doença grave, deve ser tratada com máxima seriedade . Só medicação apenas NÃO RESOLVE e, em casos graves, só terapia também NÃO RESOLVE.
Depressão deve ser encarada como uma doença grave SIM e que precisa de tratamento (como em qualquer doença) logo no começo dos primeiros sintomas. Quanto mais tempo passa-se sem o devido tratamento, mais perdas (sociais, pessoais, profissionais e até risco de vida) e mais difícil é o tratamento.



A pergunta é: Você vai deixar seu quadro se agravar ?

Contato:
André Barbosa
Psicólogo Clínico
CRP 11/11089
85 9 96513394

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Deseje FELIZ DIA DAS MULHERES sim! Porque a maldade está apenas nos olhos de quem vê.

Por andreflavionb em Psicologia

08 de março de 2017

 

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Não tenha medo, deseje FELIZ DIA DAS MULHERES sim! Porque a maldade está apenas nos olhos de quem vê.

Hoje deparo-me com vários comentários e posts nas redes sociais debatendo a melhor maneira de desejar “Feliz dia das mulheres”. Falo da corrente que ainda acha necessário não deixar essa data passar em branco, pois existe uma outra corrente que acha desrespeitoso desejar “feliz dia das mulheres”. Pois é, de alguma forma, estão transformando o “Feliz dia das mulheres” em algo machista e depreciativo. Não quero discutir “como?”, pois, assim como Lacan disse; “ Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.”.

 

Toda importante data remete-nos um passado de lutas para nos lembrar como chegamos até aqui. Incluindo não repetir os trágicos erros do passado. Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno (1903 – 1969), um brilhante sociólogo alemão, fez vários artigos sobre a importância de nos lembrar CONSTANTEMENTE de como a humanidade permitiu que Auschwitz ocorresse para que jamais voltássemos a repetir tais atrocidades. Talvez por isso o dia 27 de janeiro é o dia Internacional da Lembrança do Holocausto.

 

Dessa forma, sim, precisamos celebrar o dia internacional das mulheres como uma conquista da humanidade e que esse dia nos lembre de como chegamos até aqui.

 

 

* História do 8 de março

 

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

 

No dia 8 de março de 1857, trabalhadores de uma indústria têxtil de Nova Iorque fizerem greve por melhores condições de trabalho e igualdades de direitos trabalhistas para as mulheres. O movimento foi reprimido com violência pela polícia. Em 8 de março de 1908, trabalhadoras do comércio de agulhas de Nova Iorque, fizeram uma manifestação para lembrar o movimento de 1857 e exigir o voto feminino e fim do trabalho infantil. Este movimento também foi reprimido pela polícia.

 

No dia 25 de março de 1911, cerca de 145 trabalhadores (maioria mulheres) morreram queimados num incêndio numa fábrica de tecidos em Nova Iorque. As mortes ocorreram em função das precárias condições de segurança no local. Como reação, o fato trágico provocou várias mudanças nas leis trabalhistas e de segurança de trabalho, gerando melhores condições para os trabalhadores norte-americanos.

 

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

 

 

Objetivo da Data 

 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

 

Conquistas das Mulheres Brasileiras

 

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

 

 

Por isso deseje SIM “FELIZ DIA DAS MULHERES!” A TODOS NÓS (INCLUINDO HOMENS)

 

 

ANDRÉ BARBOSA

85 9 9651 3394

PSICÓLOGO CLÍNICO

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BORDERLINE: QUANDO É AMOR OU DEPENDÊNCIA?

Por andreflavionb em Psicologia, Transtorno de personalidade boderline

04 de março de 2017

 

Instabilidade emocional, sensação de inutilidade, insegurança, impulsividade e relações sociais prejudicadas.

QUANDO O AMOR DOI. 

Mesmo depois de 4 meses solteira, Helena continua questionando-se o que fez de errado para que seu namoro de 2 anos chegasse ao fim? Fez tudo que o namorado pediu: Afastou-se dos amigos, deu todas as senhas de suas redes sociais, só saía se fosse com o namorado e excluiu alguns amigos de suas redes para evitar confusão.

Comenta com a família, geralmente chorando, que nunca mais vai encontrar alguém, que tem medo de morrer sozinha, apesar de nunca ter ficado solteira por mais de 4 meses. Sempre quando achava que um namoro estava para acabar, ela ja tratava de garantir um paquera que fosse forte candidato a futuro namorado.

O mais estranho, comentário geral, era a facilidade de se envolver. Namora fulano por 1 mês e já esta se declarando na redes sociais. “O amor de minha vida!”

Criou uma conta fake no instagram e facebook para seguir o ex e saber de sua vida. Para seu desespero, descobriu que ele está saindo com outra. Comenta com as amigas que sente uma dor profunda, na alma… Uma dor insuportável… que está perdendo a alegria de viver.

Hoje os pais de Helena comentam que ela piorou a instabilidade de humor, está comendo demais, bebendo demais, trancou a faculdade e irrita-se facilmente por qualquer coisa. Fala aos pais que sente um vazio, como se precisasse de alguém para se sentir completa, mas sempre sentiu isso a vida inteira.

 

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Rebeca aparentemente é uma pessoa feliz, daquelas que topa tudo.

Mas dentro de casa não raro sentir-se triste. Vez por outra se pega chorando sozinha sem um “motivo aparente”. Como se estivesse faltando algo. Reclama que tem poucos amigos. É reconhecida por ser uma pessoa exagerada, daquelas que ama ou odeia as coisas/pessoas (Amo sorvete de coco, odeia de creme), mas em relação as pessoas esse padrão de ama/odeia é um pouco instável, por exemplo; Ao falar de sua melhor amiga, Cinthia, diz que ao longo da amizade (de mais de 10 anos) já odiou e amou amiga várias vezes e que a mesma já se acostumou com esse jeito hipersensível dela.

Apesar dos amigos (as) a considerarem uma mulher linda, não se acha atraente e se considera uma pessoa extremamente insegura.

O paradoxo de Rebeca é: Apesar de se sentir só, não quer viver um relacionamento sério, pois, nas palavras dela, “eu sei que vou acabar sofrendo”, “acho que também não suportaria a dor do abandono”.

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Matheus sabe que seu ciúmes está destruindo seu relacionamento. Já viu isso antes; Pessoas que amava se afastar dele, queixando-se de seu ciúmes e desconfiança sufocante. Mas quem mais se incomoda com esse ciúmes é o próprio Matheus. Ele realmente sofre com isso, mas é algo “incontrolável”.

Nunca está satisfeito com sua aparência e acha que a qualquer momento a namorada pode encontrar alguém melhor que ele. “Quem é esse cara que falou com você?” “Quem foi que te mandou mensagem?” “Quem é esse menino que você acabou de adicionar no facebook?” “Quem é esse menino que você curtiu a foto?” “Por que não atendeu minha ligação” ??

Considera-se um cara de “pavio curto” e exatamente por isso “explode” com facilidade. Isso o torna uma pessoa extremamente instável nos relacionamento com amigos e amorosos.

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Renata sempre foi uma pessoa intensa. Uma pessoa que se entrega de corpo e alma quando gosta de alguém, mas que vive a mesma intensidade de dor quando se decepciona com essas pessoas. É como se parte dela morresse ao ver-se traída, seja por amigas ou namorado.

Renata foi miss, mas se considera feia e desinteressante. É uma pessoa extremamente carente e hoje está sofrendo violentamente por um relacionamento de 4 meses que terminou. Perdoou a traição do namorado com outra menina a fim de manter o relacionamento, mas foi Roberto que quis o fim, alegando querer “curtir mais a vida com os amigos”.

Sentir-se trocada, abandonada, rejeitada, está sendo pesado demais para Renata, que confessa ter pensado se matar já algumas vezes.

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O que Helena, Rebeca, Matheus e Renata tem em comum é que todos sofrem do transtorno de personalidade boderline.

Um transtorno extremamente complicado e que afeta todas as áreas da vida de uma pessoa (profissional, familiar, afetivo… ).

Um dos traços característicos do transtorno de personalidade Borderline (que refere-se viver na borda, no limite) é instabilidade no humor, comportamento e relacionamentos.

Geralmente são pessoas que precisam da aprovação dos outros para se sentir bem consigo. Submetem-se aos desejos e ao controle ( incluindo tolerar invasão de privacidade) dos outros para sentirem-se aceitos. Podem apresentar um ciúmes excessivo dos parceiros, por medo de abandono.

Alguns tem a necessidade de estar sempre em um relacionamento (São pessoas que você nunca viu solteiro por muito tempo), e que, em um espaço curtíssimo de tempo, já está se declarando apaixonado pelo recem-namorado aos 4 ventos. “O amor de minha vida”.

Borders sentem-se inferiores (baixa autoestima). As vezes, evitam contato com as outras pessoas por não se sentir aceito. Não reagem bem a criticas.

Outro traço característico é Impulsividade (ou compra demais, ou/e come demais, ou/e promiscuidade nas relações sexuais….) , tomam decisões e atitudes impulsivas (e geralmente se arrependem na sequencia).

Relatam sentir uma angústia/sensação de vazio.

É difícil também saber o que um border sente pelo outro; Se é amor ou se é simplesmente um traço da doença; A dependência de ter um relacionamento para se sentir completo… Custe o que custar.

 

Não existe medicação que cure o transtorno, embora seja necessário em casos graves no controle da depressão e impulsividade. Hoje o tratamento mais efetivo no controle da doença é a psicoterapia. Vários estudos apontam a Terapia Cognitivo-Comportamental como a terapia de maior eficiência no tratamento, especificamente: A Terapia Dialética.

 

O ponta pé inicial é buscar ajuda.

 

Procure um psicólogo

André Barbosa

Psicólogo Clínico/ CRP 11/11089

Terapeuta Cognitivo-Comportamental

85 99651 3394

 

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Entrevista com o terapeuta sexual, Enilson Junior. “Sexo fortalece as defesa imunológicas”

Por andreflavionb em Psicologia, terapia sexual

22 de fevereiro de 2017

Além de fatores psicológicos, alterações hormonais, uso de medicamentos, abuso de drogas, doenças clínicas ou distúrbios psiquiátricos podem predispor ou manter a Disfunção.

 

Essa semana decidi entrevistar o terapeuta sexual, Enilson Junior, trazendo algumas questões básicas sobre as patologias sexuais e como funciona a terapia sexual.

 

Como você avalia sua vida sexual? A Terapia Sexual pode lhe ajudar a melhorar a qualidade das suas relações sexuais.

 

O que é a sexualidade?

A sexualidade está situada numa dimensão muito íntima do ser humano e não se reduz ao sexo genital, mas engloba elementos somáticos, emocionais, intelectuais e sociais do ser sexual. É no exercício da sexualidade que se estabelece vínculos, firma-se parceria, encontra-se apoio, e uma agradável sensação de completude. Além de ter um papel socializador, o sexo melhora a qualidade de vida, reforça as defesas imunológicas do organismo, queima calorias, fortalece músculos, melhora o sono e combate o estresse.

Quando a sexualidade deixa de ser uma atividade prazerosa e torna-se uma patologia?

Quando certas circunstâncias físicas e emocionais atrapalham e limitam o desempenho da sexualidade por um período de tempo prolongado e recorrente, causando vergonha, culpa e crise no relacionamento. Disfunção sexual refere-se à dificuldade sentida por uma pessoa ou casal durante qualquer estágio da atividade sexual, incluindo desejo, excitação ou orgasmo. As desordens sexuais mais comuns nos homens é a disfunção erétil, conhecida popularmente como “impotência sexual”, ejaculação precoce, retardo ejaculatório e falta de desejo sexual. Nas mulheres os transtornos mais comuns é a falta de desejo sexual, anorgasmia, dores genitais durante as relações sexuais e dificuldades de excitação. O distúrbio sexual pode ser primário ou secundário, cabe ao terapeuta sexual um diagnóstico diferencial do transtorno. Ansiedade de desempenho, baixa auto-estima, dificuldade de comunicação entre os parceiros, tabus, educação sexual repressiva na infância, estresse, traumas e histórico de abuso sexual podem estar relacionados com os transtornos sexuais.

Para complementar a avaliação diagnóstica, deve-se fazer encaminhamento para outros profissionais como endocrinologista, ginecologista, urologista ou psiquiatra.

O que é a Terapia Sexual?

Quando se estabelece um diagnóstico de transtorno sexual o paciente é convidado a fazer terapia sexual. A Terapia Sexual é a psicoterapia focada na sexualidade, costuma ser breve, focal, diretiva e contempla o momento vivencial presente do paciente, o aqui e agora. Costumamos dizer em terapia sexual que o transtorno é do casal, e não apenas do paciente queixoso, a responsabilidade pela qualidade da relação é de ambos, então o casal participa ativamente do processo terapêutico. Utiliza-se técnicas e exercícios para se melhorar a função sexual, esses exercícios são ensinados pelo terapeuta no consultório e praticados pelo casal na sua própria casa em um momento de intimidade, além dos procedimentos de mudanças comportamentais, utiliza-se técnicas de flexibilização de pensamentos e crenças que estejam atrapalhando a vida sexual do casal. O objetivo da Terapia Sexual é proporcionar uma maior assertividade na área da sexualidade e uma melhora significativa na qualidade do relacionamento. Para isso o terapeuta deverá se pautar na ética, bom profissionalismo, domínio teórico, experiência profissional, ser empático, compreensivo e saber lidar bem com sua própria sexualidade.

Uma pessoa solteira também pode fazer Terapia Sexual?

Sim, uma pessoa solteira pode buscar tratamento para sua disfunção sexual e pode se beneficiar muito do terapia sexual, porém as técnicas precisarão ser adaptadas ao paciente solteiro. No caso do paciente ser casado e seu cônjuge não participar das sessões de terapia, o paciente será treinado a praticar com seu parceiro as técnicas aprendidas.

Quais os benefícios da Terapia Sexual?

 

Estudos clínicos vem provando a efetividade do tratamento da Terapia Sexual para os distúrbios de origem psicológica e de combinação mista de fatores emocionais e orgânicos. Muitas pessoas se sentem satisfeitas após realizar terapia sexual, pois experimentam uma mudança duradoura na esfera intima e relacional. Investir em Terapia Sexual é investir na qualidade de vida, eu particularmente acredito que nunca é tarde para procurar ajuda e cuidar da própria saúde sexual.

 

Para contatos:

Enilson Ferreira da Silva Júnior

Psicólogo e Terapeuta Sexual

CRP – 11/11013

(85) 998057378 / (85)981253510

 

 

 

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Desconfiança; o maior sabotador das relações.

Por andreflavionb em Psicologia

15 de junho de 2017

 

DESCONFIANÇA: O MAIOR SABOTADOR DAS RELAÇÕES. 

Hoje vamos conversar um pouco sobre um tema que está presente em quase todos os rompimentos/discórdias nas relações (sejam elas; amorosa, familiar, profissional): a desconfiança.

A desconfiança é uma estratégia cerebral (cognitiva) que todos nós temos que tem como principal objetivo nos proteger de frustrações futuras. A pegadinha cerebral disso é que acabamos vivendo essa frustração em nossos pensamentos e sentindo todas as dores emocionais como se o pior já estivesse ocorrido (ou ocorrendo).

O que muitos não sabem é que existe a desconfiança positiva. É aquela que nos move a detectar falhas e nos aprimorar. Evoluir. A própria ciência, como estudamos hoje, é resultado de anos e anos de desconfianças. Devemos isso, principalmente, a René Descartes, um dos mais importantes filósofos do mundo, que ajudou a ciência a dar um salto enorme com seu método: a dúvida, que é a busca incansável pela verdade das coisas que nos são apresentadas (não aceitar dogmas).

A desconfiança positiva ajudou o homem a descobrir que a terra é redonda e que gira em torno do sol, e não ao contrário (incluindo achar que a terra era quadrada). Nos permite a reler um relatório antes de entregar para o chefe, nos faz solicitar uma nova correção quando desconfiamos que o professor corrigiu errado.

O problema é o excesso de desconfiança. Quando Fátima desconfia de seu namorado, no fundo, ela quer evitar sofrer futuramente. Quer evitar perde-lo. Portanto, usa como estratégia cercar Antônio de todas as formas. Saber por onde anda, o que está fazendo, quem são seus amigos… E pior: para quem desconfia, tudo é um indicio de que o outro realmente pode quebrar (ou já quebrou) sua confiança. Porque temos uma grande tendência a selecionar fatos que confirmam nossas teorias e eliminar os que não confirmam.

Por excesso de medo de perder, portanto, acabamos perdendo. Afinal, do outro lado dessa relação, existe alguém que sente-se constantemente vigiado, em sinal de alerta máximo, pisando em ovos, em tensão máxima. E sabe o que mais pode acontecer? A vítima da sua desconfiança pode começar a achar que você desconfia porque faz coisa pior. Iai começa um relacionamento instável.

Questionar várias vezes sobre um determinado assunto, que envolve o tema desconfiança, faz com que o outro sinta-se em um júri popular, a espera de algum erro em sua versão dos fatos. O que precisamos saber é que nossa memória (uma das funções principais do hipocampo) é altamente flexível e a toda hora pode adicionar ou omitir algum fato que ocorreu (e as vezes até criar, sem intenção alguma de enganar. Vide teoria da sedução de Freud que fala das falsas memórias.).  Portanto, esses lapsos de memória, são naturais, mas para quem desconfia, isso é a prova cabal de uma traição.

Quando a desconfiança não destrói uma relação, acaba transformando um relacionamento em uma ilha deserta. Aqueles relacionamentos que os dois se afastam de tudo e todos, que é uma estratégia para manter a salvo o relacionamento. A má noticia é que relacionamentos “ilha deserta” não costumam durar muito. Isso porque geneticamente fomos programados para viver em sociedade e, ao mesmo tempo, ter nossa individualidade (que é afirmar nossa própria essência a essa sociedade). Fugir disso é colocar nossa própria saúde mental em risco.

Uma das histórias de traição mais famosa é do século I A.C., que fala do imperador romano Júlio César o qual foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre eles estava o seu filho adotivo Marcus Brutus.

O complô resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores. Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes e proferiu a famosa frase. “Até tu, Brutus, filho meu?”.

Essa história nos ensina uma coisa, um tanto quanto cruel, mas verdadeira; quem quer trair, trai. Não adianta tentar cercar o outro, ele vai dar o seu jeito (se ele quiser trair). Portanto, perceba que desconfiar é uma estratégia que não garante nenhuma segurança. Pelo contrário, se o seu parceiro estiver realmente te traindo e souber de seu excesso de desconfiança, ele vai se armar de estratégias fantásticas para acobertar sua traição.

O contrário também é verdade: quanto menos eu desconfio, mais eu deixo o parceiro relapso em cobrir o “rastro do crime”e, portanto, mais fácil pega-lo no erro.

Quando eu sofro por desconfiança eu acabo vivendo essa traição (mesmo que não seja real) todos os dias em minha cabeça. É torturante. Além do mais, eu acabo despertando no outro, como falei anteriormente, uma desconfiança de sua desconfiança. Existem casos, e não são poucos, de pessoas que cometem algo errado pelo simples fato de sentirem “incriminados” por algo que não cometeram. “Já que me acusa de ter feito algo errado, vou fazer!”.

Nas relações de amizade a desconfiança age da mesma maneira. Desgasta o relacionamento. Transforma o carinho em algo aversivo. Principalmente quando isso é reincidente. A pessoa que desconfia de todos e tudo, acaba, infelizmente, tornando-se uma pessoa solitária no mundo.

Existe  também a desconfiança de si mesmo, que nos causa sofrimento e insegurança quanto a nossa capacidade de enfrentar problemas, alcançar objetivos, melhorar relacionamentos.

A desconfiança tem cura? Claro que tem! Mas é um processo complicado que requer terapia, comprometimento e aceitar mudanças. Minha dica para iniciar essa mudança: procure um psicólogo.

 

André Barbosa

85 996513394

Psicólogo Clínico