Um inferno ao lado da catedral - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Um inferno ao lado da catedral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Trânsito

11 de Fevereiro de 2015

Quarta feira nunca foi lá um dia da semana de registrar grandes problemas para a vida do fortalezense. Mas, hoje, está sendo. A começar pela greve do pessoal das vans. Categoria com dificuldades de entendimento nas relações trabalhistas com a ala patronal, resolveu parar e em consequência disso, haja passageiro perdido no meio do tempo, na dependência dos ônibus. Superlotados, digas-se de passagem. Infernizou a vida de quem precisou sair para seus compromissos.

No meio do caminho, outra manifestação. A dos vendedores ambulantes que não são cadastrados, mas que reclamam o direito de vender seus produtos ali na feira da José Avelino. A Prefeitura, acomodada, por algum tempo deixou os feirantes tomarem de conta do entorno da Catedral e, por ser época eleitoral, não se posicionou como devia. Passadas as eleições, botou atrás deles a guarda civil, os agentes de trânsito e a Polícia Militar. Criou-se um drama.

Os ambulantes resolveram fincar pé e lançaram o desafio no estilo daquela musiquinha de carnaval: daqui não saio, daqui ninguém me tira. Sobrou pra quem? Para quem circula ou trabalha nas imediações.

Hoje, eles fizeram um enorme fuzuê em busca de uma decisão do prefeito. Com isso, perderam tempo e paciência, todos aqueles que inventaram de cruzar aquele caminho. Gritos, palavras de ordem, queima de material – tudo se viu. Aí chegaram os ‘zome’, como se diz no popular, e os manifestantes se dispersaram. Levantaram as ‘barricadas’, abandonando o espaço – provavelmente, sem nenhuma resposta que lhes possa dar uma efetiva ideia de como vai ficar a situação deles. E se nada foi resolvido é sinal, também, de que eles voltarão à carga, a qualquer instante.

Querem uma decisão da administração que, a exemplo de outras, fechou os olhos à desordem no local e quando precisou agir para colocar ordem no local, deu de cara com mais um abacaxi, ali debaixo das vistas do prefeito instalado nas proximidades do antigo palácio do bispo. Resta às duas partes, negociarem. Essa velha e batida fórmula, ainda tem validade – principalmente entre pessoas que se dizerem civilizadas.

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Um inferno ao lado da catedral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Trânsito

11 de Fevereiro de 2015

Quarta feira nunca foi lá um dia da semana de registrar grandes problemas para a vida do fortalezense. Mas, hoje, está sendo. A começar pela greve do pessoal das vans. Categoria com dificuldades de entendimento nas relações trabalhistas com a ala patronal, resolveu parar e em consequência disso, haja passageiro perdido no meio do tempo, na dependência dos ônibus. Superlotados, digas-se de passagem. Infernizou a vida de quem precisou sair para seus compromissos.

No meio do caminho, outra manifestação. A dos vendedores ambulantes que não são cadastrados, mas que reclamam o direito de vender seus produtos ali na feira da José Avelino. A Prefeitura, acomodada, por algum tempo deixou os feirantes tomarem de conta do entorno da Catedral e, por ser época eleitoral, não se posicionou como devia. Passadas as eleições, botou atrás deles a guarda civil, os agentes de trânsito e a Polícia Militar. Criou-se um drama.

Os ambulantes resolveram fincar pé e lançaram o desafio no estilo daquela musiquinha de carnaval: daqui não saio, daqui ninguém me tira. Sobrou pra quem? Para quem circula ou trabalha nas imediações.

Hoje, eles fizeram um enorme fuzuê em busca de uma decisão do prefeito. Com isso, perderam tempo e paciência, todos aqueles que inventaram de cruzar aquele caminho. Gritos, palavras de ordem, queima de material – tudo se viu. Aí chegaram os ‘zome’, como se diz no popular, e os manifestantes se dispersaram. Levantaram as ‘barricadas’, abandonando o espaço – provavelmente, sem nenhuma resposta que lhes possa dar uma efetiva ideia de como vai ficar a situação deles. E se nada foi resolvido é sinal, também, de que eles voltarão à carga, a qualquer instante.

Querem uma decisão da administração que, a exemplo de outras, fechou os olhos à desordem no local e quando precisou agir para colocar ordem no local, deu de cara com mais um abacaxi, ali debaixo das vistas do prefeito instalado nas proximidades do antigo palácio do bispo. Resta às duas partes, negociarem. Essa velha e batida fórmula, ainda tem validade – principalmente entre pessoas que se dizerem civilizadas.