Sem categoria Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Sem categoria

O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”

 

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No novo governo Camilo, para onde vai a Segurança?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

09 de outubro de 2018

Em tempos de violência, tudo o que se fizer em favor de minimizar o problema é bemvindo. Como essa proposta da Federação das Indústrias do Ceará- a FIEC que vai realizar este mês uma discussão em torno de como enfrentar a violência.

É que ninguém consegue mais conviver com um ambiente de insegurança como o que o Ceará assiste. A cada mês aumenta o número de mortes por homicídio. O descontrole das autoridades com relação aos furtos e roubos é bastante visível. E o que é mais terrível é que não há sinais, por parte dos gestores da segurança pública, de um plano que, pelo menos, ofereça alternativas de diminuir o problema.

Comerciantes da noite, acabei de ler num dos jornais da cidade, estão preocupados com a queda do movimento de fregueses e, por isso, estão encerrando o expediente mais cedo com receio de serem, eles também, vítimas da violência.

Diante de tudo isso, a FIEC convidou o ex-prefeito de Medelin, na Colombia, cidade que conseguiu enfrentar o tráfico e sua violência, a partir de programas sociais, implementados na cidade que era a mais violenta da América Latina, e que hoje respira mais aliviada a questão da insegurança.

Que ele venha e derrame luz sobre as mentes que têm a responsabilidade de dirigir essa área que, provavelmente, a partir de janeiro ganhe um novo reordenamento com as mudanças que se espera no secretariado do governo Camilo Santana. É o mínimo que se pretende da política de governo para a continuidade do Ceará Pacífico.

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O “big brother” da Fortaleza apavorada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

27 de agosto de 2018

Não sei se vocês já notaram como as guerras no mundo têm diminuído. Eu falo  de conflitos armados, sejam de origem religiosa ou política. Em relação a outros tempos, essas escaramuças até saíram das manchetes. Enquanto isso, cresce no Brasil uma guerra não oficial, patrocinada pelo mercado do tráfico, colocando em confronto facções criminosas que passaram a dominar territórios, principalmente em áreas de maior carência.

Fortaleza, infelizmente, está no rol dessa triste realidade. E se, um dia, questionava-se a terrível situação do Rio, tomado pela criminalidade, hoje em dia, a capital cearense parece ter seguido fielmente o enredo dramático da cidade maravilhosa.

Nunca se ouviu falar tanto de famílias sendo desalojadas de suas residências por ordem dos traficantes. De execuções a torto e a direito.
Quem diria que o perigo hoje mora em qualquer rua, de qualquer bairro, tomado pelos assaltantes, muito embora tenhamos uma porção de câmeras registrando esses fatos.

Vivemos a era do “grande irmão”, expressão cunhada em 1948 por um escritor americano, George Orwell, e que se popularizou na TV via programas da série “Big Brother”.

Se no cenário do ‘Big Brother’ televisivo, tudo faz parte de um jogo onde figuras anônimos buscam grana e fama, no lado real da coisa, os criminosos flagrados pelas câmeras das ruas buscam também dinheiro, enquanto fomentam a desgraça e a dor com suas ações.
Infelizmente, nessa guerra não oficial de Fortaleza, só tem como perdedor, a população. E ninguém lucra nada com isso.

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O bronze indesejável por todos os cearenses

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2018

Aconteceu o que ninguém desejava. Fortaleza disparou no número de homicídio doloso. Somos a 3ª. capital nesse tipo de mortes, posição indesejável que nos campeonatos conquista a medalha de bronze. O dia-a-dia do Barra já suspeitava isso. Agora veio o reconhecimento nacional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um órgão que contabiliza as mortes violentas desde 2009.

Os números que colocam a capital cearense nessa posição têm uma carga explosiva. Funcionam como um chega pra lá no projeto Ceará Pacífico, que nasceu com um bom propósito. O Ceará teve aumento de 98 por cento – 1.931 contra 965 casos pegando o período de um ano.

E quando se pensava ser o Rio de Janeiro o detentor dessa marca, ficamos sabendo que a violência carioca vem depois da cearense, com uma boa folga em relação às mortes em Fortaleza. Aqui subimos 98 por cento; lá, o crescimento de foi de 12 por cento.

Fortaleza, por si só, extrapolou em número de assassinatos, mais da metade das capitais brasileiras que apresentaram redução. Pra ser bem exato: foram 16 cidades onde a violência diminuiu.

A que se pode atribuir tudo isso? A uma falha na gestão de Segurança? Mas se investiu tanto? O que é que não está dando certo? É preciso se debruçar sobre esses números e buscar soluções.

O projeto do governo para barrar a criminalidade não tem conseguido minimizar o problema. E a essa altura pergunta-se se existe um plano B. Enquanto não se tem essa resposta, Fortaleza morre a cada crime que eleva o nome da cidade como uma das mais violentas do País. E morremos juntos com a intranquilidade que tudo isso move.

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Os bons tempos que a gente reclamava

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de agosto de 2018

Você se lembra do tempo em que a população reclamava dos chamados trombadinhas, que nas ruas e praças, batiam as bolsas de senhora? Das reclamações de moradores que tiveram roupas furtadas do varal de seus quintais? E quem se recorda dos golpes do baludo, aplicados por descuidistas interessados em levar alguma vantagem? Das bolsas cortadas discretamente por giletes? Claro, nessa lista não se pode esquecer os famosos ‘ladrões de galinha”. Que saudade desses bons tempos, onde a preocupação não tinha a proporção das ocorrências atuais.

Gente, os pequenos crimes ganharam uma dimensão tão incrivel que, até mesmo, sumiram dos Boletins de Ocorrência denúncias de ladras que arranjavam vagas como domésticas para furtar as residências.
uem diria que chegaria um tempo em que sentiríamos saudades do passado, à época considerado um ‘fim de mundo’ entre os muitos crimes que se aplicavam.

Tudo muda. Tudo evolui. E nesse passo, devíamos ter acompanhado a evolução do crime. Criando formas de combate, onde a inteligência do serviço público conseguisse mostrar a mesma eficiência.

Bons tempos em que haviam as duplas de Cosme e Damião, dirão alguns saudosistas na praça do Ferreira

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Guia para os dias de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

13 de junho de 2018

Os dias são de violência, muito embora não tenhamos afastado a esperança de que esse quadro desolador de tantos homicídios em Fortaleza, possa mudar. Mas para se chegar a isso é necessário a colaboração de cada um.

Quando eu me irrito com alguém no trânsito e perco a paciência a ponto de ir tomar satisfação, eu colaboro com a violência. Quando qualquer um entra no mesmo nível de negatividade de outrem, eu estimulo a violência. Quando sou intolerante com quem quer que seja, porque não pensa igual a mim, estou dando asas a que o clima de violência se estabeleça. Se eu saio para me divertir e encho a cara a ponto de me alterar com os outros ou de sair dirigindo pondo em risco a vida de qualquer um, eu sou violento e ajudo a ampliar a insegurança.

Se cobramos da autoridade, a aplicação das normas de segurança, é preciso que se dê o exemplo individual a fim de que, em termos de coletividade, prevaleça a convivência pacífica entre todos.

Os dias são de violência, sim; mas vamos perder a esperança de que somos parte importante na mudança desse jogo.
Pense nisso e dê a sua contribuição para mudarmos esse quadro.

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As cruzes do cirineu

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

30 de Março de 2018

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Ele fazia cruzes.
E as vendia aos invasores.
Com elas, condenados purgavam suas faltas
e o povo, a tudo assistia constrangido.

Um dia,
ao cruzar o caminho de casa para o mercado,
deu de cara com uma multidão
achacando um homem dos seus 30 e poucos anos,
a caminho do calvário.

Extenuado pelo cansaço, banhado em sangue,
o “criminoso” carregava ao patíbulo uma de suas criações.

A soldadesca pretoriana exibindo sua descortesia,
obrigou-o a carregar a trave que ele moldara
para servir de peça de justiça a condenados.
E ele o fez, por algumas ruas,
enquanto o condenado era insultado
de forma pelo povo para quem ele pregara amor

Soube depois, que esse condenado
era o filho de José, um carpinteiro de quem,
muitas vezes, comprara madeira para os seus serviços.

Muitas vezes, o pequeno Jesus, ele próprio,
lhe fizera a entrega do material para que ele,
desse conta de seu ofício.

Simão, o cirineu de quem falamos,
e de quem os evangelhos celebram
a obsequiedade de ajuda, jamais se contentaria
com seu feito. Afinal, das suas mãos
saíra o patíbulo que levara à morte
o filho do carpinteiro e de Maria de Nazaré.

Que cruzes são as que, hoje em dia,
construímos com nossos atos deploráveis
e que desafortunam outros cristos
pelo mundo afora?

Que sejamos os cirineus desses desamparados
pela Justiça, mas no sentido de auxílio,,
e que não saiam de nossas mãos
a tormentosa ferramenta do martírio.

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O homem do madeiro

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

30 de Março de 2018

O homem do madeiro
Nonato Albuquerque

O homem do madeiro, de quem se dizia
ser o profeta que o povo aguardara tanto,
Era um homem bom, um homem santo.
O homem do madeiro, o aguardado Messias

O homem do madeiro andou por essas vias.
Deixou rastro de luz. Sua voz era um canto
De amor, que a todos denotava encanto.
O homem do madeiro, ele era o bom Messias

Ele curou feridas, fez cegos enxergarem;

Andou sobre as águas, como santo milagreiro;

Ressuscitou alguém, já morto há vários dias.

Ouvi dizer que doentes com ele se curaram
Ao falar de um reino a nós alvissareiro.
O homem do madeiro era sim, nosso Messias

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Filme velho: o ataque dos vândalos do futebol

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

05 de Março de 2018

Um jogo de futebol, convencionalmente, tem 90 minutos, caso não haja algum prorrogação. Mas em alguns estádios como o nosso, o futebol e suas discussões, acabam saindo do controle nas ruas, antes ou depois das partidas.
Ontem, os vândalos – me permitam não chamar essa corja de torcedores (e vou mais além, os perturbadores da ordem, por isso nivelados a qualquer desordeiro) – protagonizaram, uma vez mais, um degradante espetáculo de violência.

Já está na hora de algum setor competente da área de Segurança Pública começar um trabalho mais completo de identificação desses marginais e afastá-los dos estádios em dias de jogos para que a população da cidade não tenha que assistir a essa selvageria.

Quando os ingleses impuseram iniciativas de investigação sobre os ”hooligans” – desordeiros que viviam prejudicando a imagem do esporte bretão -, aos poucos, eles foram identificados; levados às barras da Justiça e impedidos de ingressarem nos estádios em dias de jogos. Nessas ocasiões, eles são recolhidos a hospitais ou postos de serviços públicos onde prestam serviços como voluntários, onde possam ser úteis, ao invés de transformar as ruas em praças de guerra.

Enquanto não se tomar uma medidas dessas por aqui, iremos sempre reprisar esse indigesto filme com ingredientes de intolerância, ódio, ira, raiva, destempero e, principalmente, falta de educação. E é bom relacionar aí, também, o papel dos clubes. Eles têm uma parcela iportante de responsabilidade, quando se sabe que, por conta desses vândalos, os verdadeiros torcedores de futebol estão se afastando dos estádios, com medo do avanço dessa corja integrante das facções denominadas torcidas uniformizadas. Ou se faz isso ou se decreta já já, o fim da família nos estádios.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.