Sem categoria Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Sem categoria

O roubo da arma na mostra de segurança

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

03 de Abril de 2019

O Brasil não é um país sério, já teorizava o então presidente francês DeGaulle. E na prática tem demonstrado isso. Onde já se viu, um país realizar a maior feira de segurança das Américas, com a amostra dos melhores armamentos do mundo e, no momento da inauguração, com a presença do presidente em exercício, general Mourão, do ministro da Justiça, Sérgio Moro e do alto comando das forças armadas, de repente acontece o roubo de uma arma que estava na exposição. Gente, parece piada.

Durante as investigações, a Polícia descobriu que não havia no Riocentro, o local da mostra, nenhum câmera instalada e ficou impossível ter alguma imagem de auxílio. Vale lembrar que esse é mesmo local onde há pouco tempo um medalhista iraniano, participante da Olimpiada de Matemática teve surrupiada a medalha que acabara de receber.

Isso só mostra a que ponto chega a ousadia dos bandidos, num país onde se rouba objetos dos mortos – aqui em Fortaleza, levaram o relógio do ex-presidente Castelo Branco que vivia no memorial do palácio da Abolição – a sede do governo cearense.

Outros furtos incríveis também ocorreram por aqui. Carregaram objetos pessoais do Frei Tito; os óculos da estátua de Rachel de Queiroz; a batuta do maestro Alberto Nepomuceno; a perna da estátua de Capistrano de Abreu; o arco do índio do Parque da Criança. Levaram até o motor da fonte da estátua de Iracema (Messejana).

Esse, realmente, não é um país sério.

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O homem que dignificou a figura feminina

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de Março de 2019

Para que não se perca da memória a importância da mulher na experiência terrena do Cristo, necessário é lembrar que ela se faz presente e de forma incomum nas narrativas do Novo Testamento, ainda que a humanidade nem sempre ressalte esse rico detalhe.

É de Maria, a santíssima genitora desse avatar supremo, a primeira citação dos evangelistas, notabilizando-a desde o instante em que ela se humilda ao anúncio do anjo Gabriel, antecipando-lhe a origem luminosa do próximo nascituro. “Seja feita a vossa vontade”.

É da sogra de Simão, verdadeiramente, o primeiro milagre compartilhado por Cristo a uma pessoa. Beneficiada com a efusão de novas energias que dele recebe, ela recupera a saúde e, de bom-grado, passa a dispensar ao seu curador e visitantes o tratamento sempre cordato e hospitaleiro de seu povo.É da atenciosa pecadora de quem os evangelistas guardam o anonimato, por um respeitoso gesto de caridade, que o livro registra a sua aparição repentina no caminho do mestre, a dedicar-lhe mais atenção do que o fariseu petulante que desavergonhadamente a destratara.

É de mulheres que legitimam o interesse no bem, o grupo que acompanha o roteiro luminoso do mestre na caminhada de ensinamentos que ele dispensa a todos. Entre elas, destacam-se Madalena, Joana de Cuza e Susana.É da filha do príncipe Jairo que, aos 12 anos de nascida experimenta o trâmite da dolorosa provação, de que fala o episódio da cura depois que o amoroso pai se lança aos pés do Cristo, implorando sua prestimosa ajuda.

E o que dizer da mulher hemorroíssa que, padecente 12 anos desses sofreres, se destaca da multidão ao tocar a orla das vestes de Jesus, a ponto de extrair-lhe uma grande emanação energética? “De mim saía uma virtude”.

Das irmãs Marta e de Maria, recolhe ele a oportuna chance de orientar o ensino sobre a importância de cada um informar-se sobre a vida espiritual e de não apenas dedicar-se às coisas da matéria.São mulheres, as personagens eleitas por ele para transmitir as significativas parábolas da dracma perdida e da viúva reclamante junto ao juiz opressor.

E quem ele destaca como mais importante entre os ricos que lançavam suas oferendas no gazofilácio? É exatamente a figura simples da mulher viúva que, mesmo na indigência mais acentuada, dava tudo o que lhe restava para o seu sustento.

É de Verônica, que se guarda o registro de sua face banhada em sangue quando a caminho do calvário.

E, já posto fora do corpo pela truculência dos homens, é de Maria, de Madalena e de Joana de Cuza aos pés da cruz, que falam os apóstolos, no instante em que ao lado do varão José de Arimatéia recolhem o corpo do homem santo para o sepultamento.

E foi a uma mulher, Maria de Magdala, que ao terceiro dia de sua passagem, ele ressurge, irradiando o consolo e a certeza de que a morte é tão somente uma mudança de planos. E que a Vida, ressurgente no ventre de toda mulher que se dispõe ao papel de mãe, se distingue pela anterioridade e posterioridade de cada indivíduo na Terra.

Embora convivesse com o mundo masculino no seu apostolado, Jesus consagrou respeito e admiração à mulher por onde transitou, ao longo dos anos em que dispensou ao mundo a sua tão marcante presença.

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Ano novo e você aí não fez nada para mudar

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

01 de Janeiro de 2019

O ano é novo, mas será que a gente vai continuar com as velhas práticas do passado? Errar os mesmos erros. Cometer as mesmas tolices. Trocar os pés, pelas mãos? Se não houver decisão de cada um assumir as mudanças, não é a passagem da folhinha do calendário que vai fazer melhorar a coisa não.

Quem leva um vida desordenada, quem vive a promover desordens – não tem esperança de mudança não. Pode entrar ano e sair ano, que as coisas não mudam.

Tem gente que passa a vida toda cometendo deslizes; provocando atritos; brigando com Deus e o mundo e, quando chega o final do ano, começa a fazer promessas de “ano novo, vida nova”… Mas se não mudar o comportamento, nada muda.

Muda sim, aqueles que se propõem a evitar cometer mesmos erros. Cair na esparrela de que a mudança de ano vai mudar a vida. Quem se viciou, quem buscou só fazer o mal e não deu um passo em favor da melhoria de vida – não tem ano novo que dê jeito; vai continuar atrelado ao seu passado de erros, guardando rancor, ódio, inveja, ciúme e todo esse lixo que a gente teima em guardar na mente e no coração.

O ano é novo, sim. Mas se as suas promessas ficarem apenas no terreno das promessas, as melhorias só acontecem se houver disponibilidade de colocá-las em prática. Quem vive a prometer melhorar e não age em favor disso, parece com aquele agricultor que reza para chover, vem a chuva e ele fica de braços cruzados só olhando e dizendo: ô chuva boa! Vamos ter um bom inverno”. Mas como não planta, não vai colher nada.

Ajuda-te que o céu te ajudará – é a máxima cristã, querendo dizer que Deus ajuda a quem faz a sua parte. Do contrário, não há ano novo para quem envelhece com os meus erros e com as mesmas tolices de anos que já se foram. Só é feliz, quem busca fazer por onde sê-lo.

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Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

31 de dezembro de 2018

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O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”

 

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No novo governo Camilo, para onde vai a Segurança?

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

09 de outubro de 2018

Em tempos de violência, tudo o que se fizer em favor de minimizar o problema é bemvindo. Como essa proposta da Federação das Indústrias do Ceará- a FIEC que vai realizar este mês uma discussão em torno de como enfrentar a violência.

É que ninguém consegue mais conviver com um ambiente de insegurança como o que o Ceará assiste. A cada mês aumenta o número de mortes por homicídio. O descontrole das autoridades com relação aos furtos e roubos é bastante visível. E o que é mais terrível é que não há sinais, por parte dos gestores da segurança pública, de um plano que, pelo menos, ofereça alternativas de diminuir o problema.

Comerciantes da noite, acabei de ler num dos jornais da cidade, estão preocupados com a queda do movimento de fregueses e, por isso, estão encerrando o expediente mais cedo com receio de serem, eles também, vítimas da violência.

Diante de tudo isso, a FIEC convidou o ex-prefeito de Medelin, na Colombia, cidade que conseguiu enfrentar o tráfico e sua violência, a partir de programas sociais, implementados na cidade que era a mais violenta da América Latina, e que hoje respira mais aliviada a questão da insegurança.

Que ele venha e derrame luz sobre as mentes que têm a responsabilidade de dirigir essa área que, provavelmente, a partir de janeiro ganhe um novo reordenamento com as mudanças que se espera no secretariado do governo Camilo Santana. É o mínimo que se pretende da política de governo para a continuidade do Ceará Pacífico.

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O “big brother” da Fortaleza apavorada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

27 de agosto de 2018

Não sei se vocês já notaram como as guerras no mundo têm diminuído. Eu falo  de conflitos armados, sejam de origem religiosa ou política. Em relação a outros tempos, essas escaramuças até saíram das manchetes. Enquanto isso, cresce no Brasil uma guerra não oficial, patrocinada pelo mercado do tráfico, colocando em confronto facções criminosas que passaram a dominar territórios, principalmente em áreas de maior carência.

Fortaleza, infelizmente, está no rol dessa triste realidade. E se, um dia, questionava-se a terrível situação do Rio, tomado pela criminalidade, hoje em dia, a capital cearense parece ter seguido fielmente o enredo dramático da cidade maravilhosa.

Nunca se ouviu falar tanto de famílias sendo desalojadas de suas residências por ordem dos traficantes. De execuções a torto e a direito.
Quem diria que o perigo hoje mora em qualquer rua, de qualquer bairro, tomado pelos assaltantes, muito embora tenhamos uma porção de câmeras registrando esses fatos.

Vivemos a era do “grande irmão”, expressão cunhada em 1948 por um escritor americano, George Orwell, e que se popularizou na TV via programas da série “Big Brother”.

Se no cenário do ‘Big Brother’ televisivo, tudo faz parte de um jogo onde figuras anônimos buscam grana e fama, no lado real da coisa, os criminosos flagrados pelas câmeras das ruas buscam também dinheiro, enquanto fomentam a desgraça e a dor com suas ações.
Infelizmente, nessa guerra não oficial de Fortaleza, só tem como perdedor, a população. E ninguém lucra nada com isso.

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O bronze indesejável por todos os cearenses

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2018

Aconteceu o que ninguém desejava. Fortaleza disparou no número de homicídio doloso. Somos a 3ª. capital nesse tipo de mortes, posição indesejável que nos campeonatos conquista a medalha de bronze. O dia-a-dia do Barra já suspeitava isso. Agora veio o reconhecimento nacional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um órgão que contabiliza as mortes violentas desde 2009.

Os números que colocam a capital cearense nessa posição têm uma carga explosiva. Funcionam como um chega pra lá no projeto Ceará Pacífico, que nasceu com um bom propósito. O Ceará teve aumento de 98 por cento – 1.931 contra 965 casos pegando o período de um ano.

E quando se pensava ser o Rio de Janeiro o detentor dessa marca, ficamos sabendo que a violência carioca vem depois da cearense, com uma boa folga em relação às mortes em Fortaleza. Aqui subimos 98 por cento; lá, o crescimento de foi de 12 por cento.

Fortaleza, por si só, extrapolou em número de assassinatos, mais da metade das capitais brasileiras que apresentaram redução. Pra ser bem exato: foram 16 cidades onde a violência diminuiu.

A que se pode atribuir tudo isso? A uma falha na gestão de Segurança? Mas se investiu tanto? O que é que não está dando certo? É preciso se debruçar sobre esses números e buscar soluções.

O projeto do governo para barrar a criminalidade não tem conseguido minimizar o problema. E a essa altura pergunta-se se existe um plano B. Enquanto não se tem essa resposta, Fortaleza morre a cada crime que eleva o nome da cidade como uma das mais violentas do País. E morremos juntos com a intranquilidade que tudo isso move.

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Os bons tempos que a gente reclamava

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de agosto de 2018

Você se lembra do tempo em que a população reclamava dos chamados trombadinhas, que nas ruas e praças, batiam as bolsas de senhora? Das reclamações de moradores que tiveram roupas furtadas do varal de seus quintais? E quem se recorda dos golpes do baludo, aplicados por descuidistas interessados em levar alguma vantagem? Das bolsas cortadas discretamente por giletes? Claro, nessa lista não se pode esquecer os famosos ‘ladrões de galinha”. Que saudade desses bons tempos, onde a preocupação não tinha a proporção das ocorrências atuais.

Gente, os pequenos crimes ganharam uma dimensão tão incrivel que, até mesmo, sumiram dos Boletins de Ocorrência denúncias de ladras que arranjavam vagas como domésticas para furtar as residências.
uem diria que chegaria um tempo em que sentiríamos saudades do passado, à época considerado um ‘fim de mundo’ entre os muitos crimes que se aplicavam.

Tudo muda. Tudo evolui. E nesse passo, devíamos ter acompanhado a evolução do crime. Criando formas de combate, onde a inteligência do serviço público conseguisse mostrar a mesma eficiência.

Bons tempos em que haviam as duplas de Cosme e Damião, dirão alguns saudosistas na praça do Ferreira

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Guia para os dias de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

13 de junho de 2018

Os dias são de violência, muito embora não tenhamos afastado a esperança de que esse quadro desolador de tantos homicídios em Fortaleza, possa mudar. Mas para se chegar a isso é necessário a colaboração de cada um.

Quando eu me irrito com alguém no trânsito e perco a paciência a ponto de ir tomar satisfação, eu colaboro com a violência. Quando qualquer um entra no mesmo nível de negatividade de outrem, eu estimulo a violência. Quando sou intolerante com quem quer que seja, porque não pensa igual a mim, estou dando asas a que o clima de violência se estabeleça. Se eu saio para me divertir e encho a cara a ponto de me alterar com os outros ou de sair dirigindo pondo em risco a vida de qualquer um, eu sou violento e ajudo a ampliar a insegurança.

Se cobramos da autoridade, a aplicação das normas de segurança, é preciso que se dê o exemplo individual a fim de que, em termos de coletividade, prevaleça a convivência pacífica entre todos.

Os dias são de violência, sim; mas vamos perder a esperança de que somos parte importante na mudança desse jogo.
Pense nisso e dê a sua contribuição para mudarmos esse quadro.

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Guia para os dias de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

13 de junho de 2018

Os dias são de violência, muito embora não tenhamos afastado a esperança de que esse quadro desolador de tantos homicídios em Fortaleza, possa mudar. Mas para se chegar a isso é necessário a colaboração de cada um.

Quando eu me irrito com alguém no trânsito e perco a paciência a ponto de ir tomar satisfação, eu colaboro com a violência. Quando qualquer um entra no mesmo nível de negatividade de outrem, eu estimulo a violência. Quando sou intolerante com quem quer que seja, porque não pensa igual a mim, estou dando asas a que o clima de violência se estabeleça. Se eu saio para me divertir e encho a cara a ponto de me alterar com os outros ou de sair dirigindo pondo em risco a vida de qualquer um, eu sou violento e ajudo a ampliar a insegurança.

Se cobramos da autoridade, a aplicação das normas de segurança, é preciso que se dê o exemplo individual a fim de que, em termos de coletividade, prevaleça a convivência pacífica entre todos.

Os dias são de violência, sim; mas vamos perder a esperança de que somos parte importante na mudança desse jogo.
Pense nisso e dê a sua contribuição para mudarmos esse quadro.