SEGURANÇA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

SEGURANÇA

Fortaleza, a Medelin do Atlântico

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

30 de Abril de 2019

Ilustração Hélio Rola

Fortaleza é uma cidade praticamente dominada pelos traficantes. Parece a Medelin de outros tempos, quando o cartel mandava e desmandava. Por aqui, o tráfico ainda manda. E não se restringe à capital. Está aí a Polícia que não me deixa mentir.

Esta manhã, a Civil revelou duas ações que resultaram na apreensão de R$ 230 mil em espécie e na desativação de um laboratório de drogas. Isso na cidade de Crateús. Em Paracuru, a Polícia fechou uma verdadeira fortaleza usada para tráfico, equipada com sistema de videomonitoramento, saídas de fuga e cães de guarda.

Voltando pra capital, a realidade é a mesma. Pra onde quer que você vá, tem gente negociando drogas. No centro da cidade tem uma cracolândia ali nas proximidades da Santa Casa de Misericórdia, há poucos metros da Décima Região Militar.

No outro lado da cidade, a Polícia descobre tráfico de cocaína e loló no entorno do Castelão. No Aeroporto, a Federal prende venezuelano que ia embarcar com mais droga.

Comunidades periféricas convivem com esse drama. Escolas se tornam reféns da ordem de traficantes. Em alguns sinais luminosos, travestidos de limpadores de carros, a gente se depara verdadeiros zumbis ambulantes esmolam uma moedinha para fazer a cabeça.

Enquanto isso, a população é que sofre a dor-de-cabeça com todo esse poderio do tráfico. E não tem farmácia nenhuma, das muitas que a cidade abriga para o comércio de outras drogas, que vá conseguir nos salvar desse inferno.

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A constância dos ataques inquieta a população

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2019

Além dos prejuízos que têm causado ao Estado, as ações criminosas iniciadas no dia 2 de janeiro inquietam as pessoas diante da constância com que elas vêm acontecendo.

Imaginava-se que a presença da Força Nacional já seria um motivo inibidor suficiente para arrefecer o ânimo dos criminosos, mas que nada! Os atos de terrorismo vêm se prolongando pelo seu vigésimo segundo dia e, pelo visto, não encontraram da parte do sistema de segurança a mesma força como resposta.

Hoje num comentário na Tribuna Band News, o âncora de SP, Ricardo Boechat, revelou sua inquietação por conta de que, junto ao trabalho de investigação, as autoridades não conseguiram, até aqui, identificar a autoria pelo comando desses atentados.

Se há mais de 400 presos, alguns feitos em flagrante, como é que a Polícia ainda não conseguiu descobrir até aqui, quem são os mandantes desses atos. A quem eles atendem? De onde partem as ordens para os ataques? Quem está financiando isso, se realmente for verdade a estória de que as facções estão pagando pelos ataques?

Mesmo pensamento do juiz federal Nagibe de Melo Neto, considerando importante todo o aparato policial nas ruas, Força Nacional, convocação de reservas, etc e tal, mas que “precisamos de muita investigação e inteligência”. Para ele, esse é o investimento que ninguém vê, o trabalho silencioso e demorado que não dá votos, mas é fundamental. E é isso que vai permitir identificar os líderes das organizações criminosas, saber de onde partem os ataques e congelar o dinheiro. Sem dinheiro, o poder do crime diminui drasticamente.

E ele lembra que para cooptar comparsas, queimar ônibus, destruir viadutos, torres de energia e implantar o terror, há uma demanda de oferta: seja pagando em dinheiro ou em drogas como se chegou a anunciar.

Uma coisa é certa: a Polícia trabalha e deve ter, a essa altura do campeonato, conhecimento dos líderes dessas facções, que podem estar alimentando os arruaceiros e aproveitadores, mesmo que impedidos pela apreensão dos celulares de dentro do presídio.

Como em toda guerra, o inimigo não vai dar descanso e, certamente, vai continuar jogando duro, enquanto as forças contrárias (as da segurança) não destruírem o ímpeto da cidadela inimiga.

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A rotina histórica dos acidentes com romeiros no Nordeste

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

14 de dezembro de 2018

Os acidentes envolvendo romeiros têm sido algo rotineiro no histórico rodoviário do Nordeste. Eles já foram muitos, é verdade; mas continuam enlutando famílias que se deslocam para cumprir seus compromissos de fé.

Em outros tempos, eram com caminhões fretados sem nenhuma segurança. Os típicos paus-de-arara trafegavam pelas estradas empoeiradas, com passageiros acima da capacidade, viajando sem as mínimas condições. Um projeto de lei estadual proibiu a circulação desse tipo de transporte. E os romeiros passaram a viajar em ônibus com um mínimo de conforto para enfrentar as romarias tradicionais como a de Canindé ou a de Juazeiro.

Mesmo com essa preocupação, os acidentes continuaram. Continuam, digo melhor. Como esse, ocorrido ontem próximo a Campos Sales. O ônibus que os conduzia bateu de frente com um caminhão que transportava gesso e, pelo menos, seis pessoas morreram, enquanto 25 ficaram feridas.

Há que lembrar que, durante muito tempo, a romaria não foi vista como um atrativo turístico para as cidades, já que agrega, além do fator primordial que é a demonstração de fé, setores que dão oportunidade de ampliar a economia das cidades, oportunizando trabalho e renda para as pessoas em diversos setores.

Se, por um lado, há necessidade de requalificar o setor do turismo religioso com o intuito de oferecer-lhe opções aos participantes das romarias, por outro é preciso alertar os guiadores que transportam os fiéis, a ficarem atentos às condições de segurança dos veículos; à maneira de como eles estão dirigindo – se há tempo para permuta e descanso dos motoristas -, já que fatores causadores de acidentes assim, se originam do cansaço e da imperícia de quem se responsabiliza por conduzir pessoas interessadas em cumprir um roteiro de fé em favor da vida. E não de serem transportadas para a morte.

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Como a vida mudou na rua onde você mora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA, TEXTO

08 de novembro de 2018

A rua onde você mora é parte da história da sua vida. É nela que você convive com amigos e pode sedimentar a política da boa vizinhança. Mas, na maioria das vezes, as ruas onde vivemos têm-se se transformado em palco de cenas indesejáveis pelo avanço da criminalidade.
Em muitas delas, as pessoas temem o velho hábito de sentar-se na calçada, tirar papo com vizinhos próximos, discutir os assuntos comuns como futebol, política e vida alheia.

A rua em que a gente vive se tornou um inferno por conta do trânsito neurotizante e pela falta de respeito à lei do silêncio que, muitos pensam, deva ser obedecida só depois das 10 da noite. É engano: ninguém pode perturbar com poluição sonora em tempo nenhum.

O progresso mudou muito a cara da rua de nossa convivência. Sumiram as bodegas de esquina que nos vendiam fiado, dando-nos o crédito com a caderneta. Como se confiava nas pessoas! Os tipos característicos de ontem, como o galego, o doceiro, o pipoqueiro, todos sumiram

Hoje, dominam os bairros os integrantes de facções disputando território. E ao cidadão comum resta se safa em meio às trocas de tiros para não ser vítima das balas perdidas.

Antes era mais fácil contatar com prestadores de serviços úteis o da oficina mecânica; o encanador, o pedreiro que auxiliava rapidinho num problema. Até a bendita rezadeira que nos livrava dos males da alma, sumiu.

A rua em que você mora é parte da história de sua vida. Uma história que já teve melhores dias.

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Como nos tempos dos ‘rabos-de-burro’ da Parangaba

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

07 de agosto de 2018

Nos últimos tempos, a violência urbana tomou um impulso tão grande, que a maioria dos noticiosos das tvs – e não falo de programas policiais, mas dos grandes jornais -, passa a maior parte do tempo só com matérias da violência. O aumento da criminalidade fez com que os telejornais do se tornassem uma espécie de ‘barra pesada do horário nobre”, com tantos registros violentos. Claro, a criminalidade aumentou. Em contrapartida, o potencial repressivo que se esperava para conter isso, parece ter encalacrado no tempo. Como se não tivesse avançado. Como se estivessemos combatendo criminosos nos tempos dos rabos-de-burro da Parangaba – como foi o famoso Ivan Paiva.

E aí dá pra se pensar: essa disparidade para enfrentar a bandidagem, seria falta de estrutura, planejamento? Não, porque o que o governo cearense gasta com equipamento, aumento do efetivo e uso de modernas tecnologias, é bem considerável. Então, por que tanto roubo, tanto furto, tanto assalto, tanta morte?

A resposta está na linha inversa do que se pensa e pratica em nossos dias. Os maiores especialistas em criminologia têm alertado de que a repressão não é suficiente; é preciso prevenir. Prevenção é tudo.

Projetos que envolvam jovens e os afastem da possibilidade serem cooptados pelo tráfico. A bandidagem cresceu sim – e é terrível dizer isso -, porque o crime organizado consegue atrair mais adeptos para as suas hostes. do que o governo com seus projetos sociais. Sem ver futuro na vida, o jovem desinformado cai facilmente na tentação de lucrar mais rápido com as ofertas do mercado do tráfico. Ainda que criminoso e arriscado.

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Puro veneno

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2018

Uma das desgraças do mundo são as drogas. Elas são capazes de mudar a vida de qualquer um, para pior. Eram os homens os seus maiores usuários. O tempo mostrou que a facilidade de acesso à maconha, ao crack e à própria cocaína, levou mulheres a esse submundo de miséria.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra duas jovens fazendo uso de maconha, ao lado de uma criança de braço. No vídeo, elas demonstram uma espécie de satisfação, que uma pessoa de bom senso sabe ser pura ilusão.

O consumo de drogas vai aos poucos dinamitando as células e fragilizando a força do pensamento, a ponto de seus dependentes se tornarem uma espécie de robôs ao comando do mal.

Pois acreditem, essas mesmas jovens que se prestaram a isso, são exatamente as que foram vítimas da violência, após fazerem uso de um carro de aplicativo. Alguém, que as aliciou à familiaridade com as drogas, provavelmente, deva ter sido lesado em algum ponto – seja dívida monetária, descumprimento de alguma promessa – e elas acabaram pagando com a vida por terem entrado nessa de horror.

Uma das desgraças do mundo são as drogas, repito. Mais desgraçado é quem delas se alimentam. É veneno puro.

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Marco da fundação de Fortaleza, a Barra é território de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de julho de 2018

Uma das regiões mais críticas em termos de violência é a que abrange ali a Barra do Ceará. Costuma-se elencar Bom Jardim, Granja Portugal, Pirambu e outros bairros, como as áreas de risco; mas quem mora naquela região vem sofrendo na pele o processo crescente de violência. Senão vejamos: onde se firmaram as primeiras gangues da capital? Na Barra e no Vila Velha. Onde mais ocorreram confrontos de jovens antes que a insegurança desandasse em toda a Fortaleza? Exatamente ali.

Nem as políticas públicas implementadas naquela região foram de inibir essa escalada e, com isso, as sementes da violência continuam a fomentar os frutos do mal. As mortes de mulheres, provavelmente, estejam ligadas a esse inferno movido pelo veneno das drogas, pela peçonha do ódio e a facilidade com que as armas transitam em mãos inabilitadas.

A Barra, que foi o marco de fundação da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, se transformou hoje num território livre onde se mata um hoje e se deixa outro marcado para a vez seguinte.

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Inscrição para o vestibular de acesso ao inferno

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de junho de 2018

Diga, honesta e sinceramente, se não dá pena ver esse bocado de jovens se entregando ao vício, assinando o nome para o listão da morte, já que o mundo do tráfico não dá futuro pra ninguém?

Dados do Atlas da Violência 2018 apontam que o número de homicídios no Ceará dobrou em um período de 10 anos. Aumento de 103 por cento.

Vamos pegar 2016, o último ano da pesquisa, e veremos que foram 3 mil 642 crimes do tipo, envolvendo jovens. Se levarmos em conta apenas homens jovens de 15 a 29 anos, a taxa vai a 280,6 por cento. Mas dito assim, esse tipo de avaliação parece fria; pois vamos direto aos números: em dez anos, de 2006 a 2016, 324.967 jovens foram assassinados no Brasil.

E diante de uma carnificina dessas, custa crer que existam jovens que são capazes de fazer festa, como a que circula num vídeo nas redes sociais, para celebrar o quê? A sua inscrição para o inferno do crime.

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Uma ferida aberta na cidade de 292 anos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, SEGURANÇA

13 de Abril de 2018

Eu poderia estar amando e falando das belezas desta cidade, por quem há 292 anos, movemos nossa paixão por ela. Mas Fortaleza, nesse momento, tem uma enorme ferida aberta que faz sangrar dor e sofrimento entre os que aqui vivem. É o drama da violência.

Eu poderia estar apenas sublimando o encanto da festa da cidade, mas eu vou aproveitar e pedir a Deus que proteja essa Fortaleza-cidade tão atribulada por essa onda de insegurança e medo.

Se até aqui, as tentativas humanas têm falhado na contenção desse rio de lágrimas e sangue vertido pelas famílias e vítimas da violência, é hora então de se apegar com os santos e pedir aos céus proteção. Se as autoridades insistem em fechar os olhos e não reconhecer que a situação está fora de controle, que Deus ilumine aos que são responsáveis pela execução de projetos de contenção da violência, para que eles encontrem uma saída, uma solução.

Todo santo dia, a cidade se ressente de mais vítimas dessa onda louca. E, por mais que choremos os mortos – muitos deles, jovens em começo de vida útil, como essa universitária que foi a mais recente vítima dessa impactante violência – por mais que choremos esses mortos, não vislumbramos sinais de que a coisa possa melhorar. Não é ser pessimista; mas diante da realidade que nos cerca, só resta rogar aos céus a sua divina proteção. Sabemos que aquilo que é de responsabilidade do homem, cabe ao homem resolver; mas, diante de tanta insegurança, o melhor que se faz é depositar em Deus a nossa fé de que isso vá mudar. Para melhor. Que assim seja!

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Marielle Franco: Quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, MEMÓRIA, SEGURANÇA

16 de Março de 2018

A morte da vereadora Marielle Franco expõe para o mundo mais um desses martírios, cuja vítima acaba se transformando num símbolo mítico. Claro que não é a sua morte em si que leva a isso, mas a natureza de sua luta; o teor do seu discurso e a vocação de guerreira que sobressai das criaturas nascidas com a marca de grandeza.

Nas redes sociais há quem, por ignorância, não entenda a importância dessa mulher, mas cujo sacrifício consegue comover multidões em torno de sua tragédia, e tende a minimizar sua importância, considerando que tantas mortes já ocorreram e que se partidarizou a dela.

É preciso ressaltar que, no mundo, existem criaturas símbolos cujas mortes as tornam ainda mais visíveis. Muita gente morreu na India, mas foi Gandhi o símbolo da luta pela libertação do seu povo. Negros morreram nos EUA por conta do racismo, mas foi preciso o sacrifício do pastor Martin Luther King para que o mundo atentasse para a questão dessa chaga do preconceito. Marielle é o símbolo de um Rio, onde as mortes se acumulam e não se tem noção do valor de todas essas vidas.

Que seu sacrifício possa significar o basta que tanto se deseja. Sua morte repercute no mundo todo, devido a bestialidade como ela se deu. E é preciso dizer, a todos os que não dignificam os ativistas de todas as grandes bandeiras: quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta. Basta ter essa consciência para se ter ideia da ausência que essa mulher irá fazer entre nós

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Marielle Franco: Quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, MEMÓRIA, SEGURANÇA

16 de Março de 2018

A morte da vereadora Marielle Franco expõe para o mundo mais um desses martírios, cuja vítima acaba se transformando num símbolo mítico. Claro que não é a sua morte em si que leva a isso, mas a natureza de sua luta; o teor do seu discurso e a vocação de guerreira que sobressai das criaturas nascidas com a marca de grandeza.

Nas redes sociais há quem, por ignorância, não entenda a importância dessa mulher, mas cujo sacrifício consegue comover multidões em torno de sua tragédia, e tende a minimizar sua importância, considerando que tantas mortes já ocorreram e que se partidarizou a dela.

É preciso ressaltar que, no mundo, existem criaturas símbolos cujas mortes as tornam ainda mais visíveis. Muita gente morreu na India, mas foi Gandhi o símbolo da luta pela libertação do seu povo. Negros morreram nos EUA por conta do racismo, mas foi preciso o sacrifício do pastor Martin Luther King para que o mundo atentasse para a questão dessa chaga do preconceito. Marielle é o símbolo de um Rio, onde as mortes se acumulam e não se tem noção do valor de todas essas vidas.

Que seu sacrifício possa significar o basta que tanto se deseja. Sua morte repercute no mundo todo, devido a bestialidade como ela se deu. E é preciso dizer, a todos os que não dignificam os ativistas de todas as grandes bandeiras: quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta. Basta ter essa consciência para se ter ideia da ausência que essa mulher irá fazer entre nós