SEGURANÇA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

SEGURANÇA

Como nos tempos dos ‘rabos-de-burro’ da Parangaba

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

07 de agosto de 2018

Nos últimos tempos, a violência urbana tomou um impulso tão grande, que a maioria dos noticiosos das tvs – e não falo de programas policiais, mas dos grandes jornais -, passa a maior parte do tempo só com matérias da violência. O aumento da criminalidade fez com que os telejornais do se tornassem uma espécie de ‘barra pesada do horário nobre”, com tantos registros violentos. Claro, a criminalidade aumentou. Em contrapartida, o potencial repressivo que se esperava para conter isso, parece ter encalacrado no tempo. Como se não tivesse avançado. Como se estivessemos combatendo criminosos nos tempos dos rabos-de-burro da Parangaba – como foi o famoso Ivan Paiva.

E aí dá pra se pensar: essa disparidade para enfrentar a bandidagem, seria falta de estrutura, planejamento? Não, porque o que o governo cearense gasta com equipamento, aumento do efetivo e uso de modernas tecnologias, é bem considerável. Então, por que tanto roubo, tanto furto, tanto assalto, tanta morte?

A resposta está na linha inversa do que se pensa e pratica em nossos dias. Os maiores especialistas em criminologia têm alertado de que a repressão não é suficiente; é preciso prevenir. Prevenção é tudo.

Projetos que envolvam jovens e os afastem da possibilidade serem cooptados pelo tráfico. A bandidagem cresceu sim – e é terrível dizer isso -, porque o crime organizado consegue atrair mais adeptos para as suas hostes. do que o governo com seus projetos sociais. Sem ver futuro na vida, o jovem desinformado cai facilmente na tentação de lucrar mais rápido com as ofertas do mercado do tráfico. Ainda que criminoso e arriscado.

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Puro veneno

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2018

Uma das desgraças do mundo são as drogas. Elas são capazes de mudar a vida de qualquer um, para pior. Eram os homens os seus maiores usuários. O tempo mostrou que a facilidade de acesso à maconha, ao crack e à própria cocaína, levou mulheres a esse submundo de miséria.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra duas jovens fazendo uso de maconha, ao lado de uma criança de braço. No vídeo, elas demonstram uma espécie de satisfação, que uma pessoa de bom senso sabe ser pura ilusão.

O consumo de drogas vai aos poucos dinamitando as células e fragilizando a força do pensamento, a ponto de seus dependentes se tornarem uma espécie de robôs ao comando do mal.

Pois acreditem, essas mesmas jovens que se prestaram a isso, são exatamente as que foram vítimas da violência, após fazerem uso de um carro de aplicativo. Alguém, que as aliciou à familiaridade com as drogas, provavelmente, deva ter sido lesado em algum ponto – seja dívida monetária, descumprimento de alguma promessa – e elas acabaram pagando com a vida por terem entrado nessa de horror.

Uma das desgraças do mundo são as drogas, repito. Mais desgraçado é quem delas se alimentam. É veneno puro.

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Marco da fundação de Fortaleza, a Barra é território de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de julho de 2018

Uma das regiões mais críticas em termos de violência é a que abrange ali a Barra do Ceará. Costuma-se elencar Bom Jardim, Granja Portugal, Pirambu e outros bairros, como as áreas de risco; mas quem mora naquela região vem sofrendo na pele o processo crescente de violência. Senão vejamos: onde se firmaram as primeiras gangues da capital? Na Barra e no Vila Velha. Onde mais ocorreram confrontos de jovens antes que a insegurança desandasse em toda a Fortaleza? Exatamente ali.

Nem as políticas públicas implementadas naquela região foram de inibir essa escalada e, com isso, as sementes da violência continuam a fomentar os frutos do mal. As mortes de mulheres, provavelmente, estejam ligadas a esse inferno movido pelo veneno das drogas, pela peçonha do ódio e a facilidade com que as armas transitam em mãos inabilitadas.

A Barra, que foi o marco de fundação da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, se transformou hoje num território livre onde se mata um hoje e se deixa outro marcado para a vez seguinte.

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Inscrição para o vestibular de acesso ao inferno

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de junho de 2018

Diga, honesta e sinceramente, se não dá pena ver esse bocado de jovens se entregando ao vício, assinando o nome para o listão da morte, já que o mundo do tráfico não dá futuro pra ninguém?

Dados do Atlas da Violência 2018 apontam que o número de homicídios no Ceará dobrou em um período de 10 anos. Aumento de 103 por cento.

Vamos pegar 2016, o último ano da pesquisa, e veremos que foram 3 mil 642 crimes do tipo, envolvendo jovens. Se levarmos em conta apenas homens jovens de 15 a 29 anos, a taxa vai a 280,6 por cento. Mas dito assim, esse tipo de avaliação parece fria; pois vamos direto aos números: em dez anos, de 2006 a 2016, 324.967 jovens foram assassinados no Brasil.

E diante de uma carnificina dessas, custa crer que existam jovens que são capazes de fazer festa, como a que circula num vídeo nas redes sociais, para celebrar o quê? A sua inscrição para o inferno do crime.

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Uma ferida aberta na cidade de 292 anos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, SEGURANÇA

13 de Abril de 2018

Eu poderia estar amando e falando das belezas desta cidade, por quem há 292 anos, movemos nossa paixão por ela. Mas Fortaleza, nesse momento, tem uma enorme ferida aberta que faz sangrar dor e sofrimento entre os que aqui vivem. É o drama da violência.

Eu poderia estar apenas sublimando o encanto da festa da cidade, mas eu vou aproveitar e pedir a Deus que proteja essa Fortaleza-cidade tão atribulada por essa onda de insegurança e medo.

Se até aqui, as tentativas humanas têm falhado na contenção desse rio de lágrimas e sangue vertido pelas famílias e vítimas da violência, é hora então de se apegar com os santos e pedir aos céus proteção. Se as autoridades insistem em fechar os olhos e não reconhecer que a situação está fora de controle, que Deus ilumine aos que são responsáveis pela execução de projetos de contenção da violência, para que eles encontrem uma saída, uma solução.

Todo santo dia, a cidade se ressente de mais vítimas dessa onda louca. E, por mais que choremos os mortos – muitos deles, jovens em começo de vida útil, como essa universitária que foi a mais recente vítima dessa impactante violência – por mais que choremos esses mortos, não vislumbramos sinais de que a coisa possa melhorar. Não é ser pessimista; mas diante da realidade que nos cerca, só resta rogar aos céus a sua divina proteção. Sabemos que aquilo que é de responsabilidade do homem, cabe ao homem resolver; mas, diante de tanta insegurança, o melhor que se faz é depositar em Deus a nossa fé de que isso vá mudar. Para melhor. Que assim seja!

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Marielle Franco: Quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, MEMÓRIA, SEGURANÇA

16 de Março de 2018

A morte da vereadora Marielle Franco expõe para o mundo mais um desses martírios, cuja vítima acaba se transformando num símbolo mítico. Claro que não é a sua morte em si que leva a isso, mas a natureza de sua luta; o teor do seu discurso e a vocação de guerreira que sobressai das criaturas nascidas com a marca de grandeza.

Nas redes sociais há quem, por ignorância, não entenda a importância dessa mulher, mas cujo sacrifício consegue comover multidões em torno de sua tragédia, e tende a minimizar sua importância, considerando que tantas mortes já ocorreram e que se partidarizou a dela.

É preciso ressaltar que, no mundo, existem criaturas símbolos cujas mortes as tornam ainda mais visíveis. Muita gente morreu na India, mas foi Gandhi o símbolo da luta pela libertação do seu povo. Negros morreram nos EUA por conta do racismo, mas foi preciso o sacrifício do pastor Martin Luther King para que o mundo atentasse para a questão dessa chaga do preconceito. Marielle é o símbolo de um Rio, onde as mortes se acumulam e não se tem noção do valor de todas essas vidas.

Que seu sacrifício possa significar o basta que tanto se deseja. Sua morte repercute no mundo todo, devido a bestialidade como ela se deu. E é preciso dizer, a todos os que não dignificam os ativistas de todas as grandes bandeiras: quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta. Basta ter essa consciência para se ter ideia da ausência que essa mulher irá fazer entre nós

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Ode aos mortos do Benfica

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

11 de Março de 2018

O medo
tem sido freguês quase constante
da noite dessa cidade,
que de fortaleza tem apenas o nome,
mas se revela tíbia nas manchetes
diante da carnificina que a invade.

A dor
arde no peito dos desesperados,
vibra na mente dos estarrecidos
e se liquidifica nos olhos de nós todos
ao vermos o perigo
sentado ao lado dos comensais
nos bares,
nas praças e em lugares muitos.

A coragem,
que devia ser mestra no contraponto
desses episódios
finge ser cavalaria americana
e chega sempre atrasada,
depois que tudo já está consumado. .

Até quando
vamos reprisar as dores dessa provação,
desesperar-se com os vídeos das meninas do mangue
se inquietar com as vítimas das cajazeiras
impactar-se com os mortos de pentecoste
e, agora,
chorar a perda dos que se encontravam no Benfica?

esses mortos-vivos
esperam respostas, claras, lúcidas,
da inteligência investigativa dos homens,
e não palavras ao vento
de que tudo está sob controle
e de que isso é apenas mais um caso isolado.

O medo, a dor
e todos os sentimentos dessa enorme sofrência
merecem ocupar o lugar dos mortos
e, conosco, vivenciarem a habilidade da coragem,
a crença da esperança
e a certeza de que tudo isso,
um dia,
será passado.

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Criminalidade na terra, no céu e agora no mar cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

28 de Fevereiro de 2018

Resultado de imagem para piratas silhuetasAos tempos da colônia, o Brasil viveu muitos episódios de violência envolvendo piratas e bucaneiros. Eles aportavam por aqui em busca de roubar nossas riquezas. Na orla marítima grassavam os assaltos as embarcações, onde se saqueava de tudo.

Pois o tempo passou e a História ainda vive a repetir os mesmos fatos do passado, guardadas as diferentes conotações.. Os piratas de hoje estão agindo em veleiros de turistas que tentam conviver com as delícias da nossa terra. Ao contrário de armas e mantimentos do passado, hoje eles levam objetos modernos como celulares e notebooks.

Se no passado o nosso litoral não tinha as condições de segurança que hoje detém, é preciso que a inteligência investigativa dê resposta efetiva para frear toda e qualquer iniciativa de que a pirataria do passado volte a prevalecer e ameace, inclusive, o setor do turismo do nosso Estado, já tão debilitado com as ações criminosas em terra.

Polícia investigativa, neles!

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A rotina alterada dos telejornais por conta da violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

15 de Fevereiro de 2018

Não tem jeito não; quanto mais se combate a violência e se propaga a necessidade de uma convivência de paz entre as pessoas, mais e mais essa chaga terrível da alma humana se amplia na sociedade. Falo da violência. Seja aqui em Fortaleza ou em qualquer parte do mundo, ela domina as manchetes; deixa a população sobressaltada. Altera a rotina dos noticiosos da tv – e não apenas em programas específicos, mas todo o noticiário espelha um momento terrível do ser humano.

Pra vocês terem uma ideia, na mesma tarde em que aqui em Fortaleza, o músico Waldonys e seus dois filhos sofriam um assalto ao retornar para a cidade, lá nos Estados Unidos, também dois filhos do ex-presidente do Fortaleza esporte Clube passavam pelo tormento da tragédia numa escola americana, onde um atirador acabou matando mais de uma dezena de pessoas e ferindo outras tantas.

Curioso é que Luis Eduardo Girão, o empresário, ao se mudar para a Flórida, além de visar a educação dos filhos, buscava protegê-los da violência que, em Fortaleza, chegou a proporções terríveis.

Por isso, a campanha da Fraternidade, que a Igreja Católica prioriza este ano, busca avaliar a necessidade de se refletir sobre esse momento da civilização. Onde todos estamos no mesmo barco. E que se para vencer esse momento, é preciso cada um empenhar-se em primar por uma convivência pacífica, evitando os confrontos, as discussões, para chegarmos a um tempo menos terrível como os dias em que vivemos. Pense nisso.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.