SEGURANÇA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

SEGURANÇA

Inscrição para o vestibular de acesso ao inferno

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de junho de 2018

Diga, honesta e sinceramente, se não dá pena ver esse bocado de jovens se entregando ao vício, assinando o nome para o listão da morte, já que o mundo do tráfico não dá futuro pra ninguém?

Dados do Atlas da Violência 2018 apontam que o número de homicídios no Ceará dobrou em um período de 10 anos. Aumento de 103 por cento.

Vamos pegar 2016, o último ano da pesquisa, e veremos que foram 3 mil 642 crimes do tipo, envolvendo jovens. Se levarmos em conta apenas homens jovens de 15 a 29 anos, a taxa vai a 280,6 por cento. Mas dito assim, esse tipo de avaliação parece fria; pois vamos direto aos números: em dez anos, de 2006 a 2016, 324.967 jovens foram assassinados no Brasil.

E diante de uma carnificina dessas, custa crer que existam jovens que são capazes de fazer festa, como a que circula num vídeo nas redes sociais, para celebrar o quê? A sua inscrição para o inferno do crime.

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Uma ferida aberta na cidade de 292 anos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, SEGURANÇA

13 de Abril de 2018

Eu poderia estar amando e falando das belezas desta cidade, por quem há 292 anos, movemos nossa paixão por ela. Mas Fortaleza, nesse momento, tem uma enorme ferida aberta que faz sangrar dor e sofrimento entre os que aqui vivem. É o drama da violência.

Eu poderia estar apenas sublimando o encanto da festa da cidade, mas eu vou aproveitar e pedir a Deus que proteja essa Fortaleza-cidade tão atribulada por essa onda de insegurança e medo.

Se até aqui, as tentativas humanas têm falhado na contenção desse rio de lágrimas e sangue vertido pelas famílias e vítimas da violência, é hora então de se apegar com os santos e pedir aos céus proteção. Se as autoridades insistem em fechar os olhos e não reconhecer que a situação está fora de controle, que Deus ilumine aos que são responsáveis pela execução de projetos de contenção da violência, para que eles encontrem uma saída, uma solução.

Todo santo dia, a cidade se ressente de mais vítimas dessa onda louca. E, por mais que choremos os mortos – muitos deles, jovens em começo de vida útil, como essa universitária que foi a mais recente vítima dessa impactante violência – por mais que choremos esses mortos, não vislumbramos sinais de que a coisa possa melhorar. Não é ser pessimista; mas diante da realidade que nos cerca, só resta rogar aos céus a sua divina proteção. Sabemos que aquilo que é de responsabilidade do homem, cabe ao homem resolver; mas, diante de tanta insegurança, o melhor que se faz é depositar em Deus a nossa fé de que isso vá mudar. Para melhor. Que assim seja!

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Marielle Franco: Quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, MEMÓRIA, SEGURANÇA

16 de Março de 2018

A morte da vereadora Marielle Franco expõe para o mundo mais um desses martírios, cuja vítima acaba se transformando num símbolo mítico. Claro que não é a sua morte em si que leva a isso, mas a natureza de sua luta; o teor do seu discurso e a vocação de guerreira que sobressai das criaturas nascidas com a marca de grandeza.

Nas redes sociais há quem, por ignorância, não entenda a importância dessa mulher, mas cujo sacrifício consegue comover multidões em torno de sua tragédia, e tende a minimizar sua importância, considerando que tantas mortes já ocorreram e que se partidarizou a dela.

É preciso ressaltar que, no mundo, existem criaturas símbolos cujas mortes as tornam ainda mais visíveis. Muita gente morreu na India, mas foi Gandhi o símbolo da luta pela libertação do seu povo. Negros morreram nos EUA por conta do racismo, mas foi preciso o sacrifício do pastor Martin Luther King para que o mundo atentasse para a questão dessa chaga do preconceito. Marielle é o símbolo de um Rio, onde as mortes se acumulam e não se tem noção do valor de todas essas vidas.

Que seu sacrifício possa significar o basta que tanto se deseja. Sua morte repercute no mundo todo, devido a bestialidade como ela se deu. E é preciso dizer, a todos os que não dignificam os ativistas de todas as grandes bandeiras: quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta. Basta ter essa consciência para se ter ideia da ausência que essa mulher irá fazer entre nós

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Ode aos mortos do Benfica

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

11 de Março de 2018

O medo
tem sido freguês quase constante
da noite dessa cidade,
que de fortaleza tem apenas o nome,
mas se revela tíbia nas manchetes
diante da carnificina que a invade.

A dor
arde no peito dos desesperados,
vibra na mente dos estarrecidos
e se liquidifica nos olhos de nós todos
ao vermos o perigo
sentado ao lado dos comensais
nos bares,
nas praças e em lugares muitos.

A coragem,
que devia ser mestra no contraponto
desses episódios
finge ser cavalaria americana
e chega sempre atrasada,
depois que tudo já está consumado. .

Até quando
vamos reprisar as dores dessa provação,
desesperar-se com os vídeos das meninas do mangue
se inquietar com as vítimas das cajazeiras
impactar-se com os mortos de pentecoste
e, agora,
chorar a perda dos que se encontravam no Benfica?

esses mortos-vivos
esperam respostas, claras, lúcidas,
da inteligência investigativa dos homens,
e não palavras ao vento
de que tudo está sob controle
e de que isso é apenas mais um caso isolado.

O medo, a dor
e todos os sentimentos dessa enorme sofrência
merecem ocupar o lugar dos mortos
e, conosco, vivenciarem a habilidade da coragem,
a crença da esperança
e a certeza de que tudo isso,
um dia,
será passado.

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Criminalidade na terra, no céu e agora no mar cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

28 de Fevereiro de 2018

Resultado de imagem para piratas silhuetasAos tempos da colônia, o Brasil viveu muitos episódios de violência envolvendo piratas e bucaneiros. Eles aportavam por aqui em busca de roubar nossas riquezas. Na orla marítima grassavam os assaltos as embarcações, onde se saqueava de tudo.

Pois o tempo passou e a História ainda vive a repetir os mesmos fatos do passado, guardadas as diferentes conotações.. Os piratas de hoje estão agindo em veleiros de turistas que tentam conviver com as delícias da nossa terra. Ao contrário de armas e mantimentos do passado, hoje eles levam objetos modernos como celulares e notebooks.

Se no passado o nosso litoral não tinha as condições de segurança que hoje detém, é preciso que a inteligência investigativa dê resposta efetiva para frear toda e qualquer iniciativa de que a pirataria do passado volte a prevalecer e ameace, inclusive, o setor do turismo do nosso Estado, já tão debilitado com as ações criminosas em terra.

Polícia investigativa, neles!

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A rotina alterada dos telejornais por conta da violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

15 de Fevereiro de 2018

Não tem jeito não; quanto mais se combate a violência e se propaga a necessidade de uma convivência de paz entre as pessoas, mais e mais essa chaga terrível da alma humana se amplia na sociedade. Falo da violência. Seja aqui em Fortaleza ou em qualquer parte do mundo, ela domina as manchetes; deixa a população sobressaltada. Altera a rotina dos noticiosos da tv – e não apenas em programas específicos, mas todo o noticiário espelha um momento terrível do ser humano.

Pra vocês terem uma ideia, na mesma tarde em que aqui em Fortaleza, o músico Waldonys e seus dois filhos sofriam um assalto ao retornar para a cidade, lá nos Estados Unidos, também dois filhos do ex-presidente do Fortaleza esporte Clube passavam pelo tormento da tragédia numa escola americana, onde um atirador acabou matando mais de uma dezena de pessoas e ferindo outras tantas.

Curioso é que Luis Eduardo Girão, o empresário, ao se mudar para a Flórida, além de visar a educação dos filhos, buscava protegê-los da violência que, em Fortaleza, chegou a proporções terríveis.

Por isso, a campanha da Fraternidade, que a Igreja Católica prioriza este ano, busca avaliar a necessidade de se refletir sobre esse momento da civilização. Onde todos estamos no mesmo barco. E que se para vencer esse momento, é preciso cada um empenhar-se em primar por uma convivência pacífica, evitando os confrontos, as discussões, para chegarmos a um tempo menos terrível como os dias em que vivemos. Pense nisso.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.

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Sou otimista, e daí?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA

08 de Fevereiro de 2018

Dizem que eu sou otimista, por entender que, apesar de tudo o que acontece de ruim, há sobras de esperanças aguardando o instante de estabilizarem o equilíbrio das coisas. Sou sim. Basta ver, por exemplo, na vida de todos nós. Quando uma dor ou uma doença nos causa aflições, ninguém pensa em se matar por causa disso. O bom sendo recomenda recorrer-se a formas medicamentosas de combate. Um analségico consegue estancar uma dor de cabeça. Um simples chá é possível melhorar um mal estar do estômago. Algumas gotas de qualquer remédio aliviam o sofrimento que estejam se produzindo em nosso organismo.

A mesma coisa acontece com o mundo. Se lá fora a tempestade da violência arrasa ambientes e vidas, há incalculáveis recursos de se alterar esse padrão mental que leva ao medo e a insegurança. Um deles é a cultura de paz. É preciso criar uma mentalidade de pacificação coletiva, num esforço que deve reunir desde os setores públicos – governo, instituições e pessoas – quanto a atitude de cada um, em procurar preservar-se no bem comum de todos.

Um especialista em cultura da paz disse que se a sociedade se mobilizasse verdadeiramente em busca da paz, do mesmo modo que se mobiliza para os embates de guerra, seria facílimo acabar com a violência humana. Acontece que, diante do mal, a maioria das pessoas acha que a única saída é usar os mesmos recursos: Combater o mal com o mal. A violência com a violência. E aí, o velho ditado de que “só brigam dois quando um quer”, perde o seu verdadeiro sentido. Somos otimistas, porque acreditamos na inteligência humana. E a inteligência de alguns sempre tem sobrepujado a ignorância de muitos. Inclusive, a que formata toda essa violência.

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Em Fortaleza, um dia é de guerra. O outro é para enterrar os mortos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

29 de Janeiro de 2018

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro, também. As facções criminosas dominam as ‘quebradas’ – os bairros pobres -, onde investimentos de lazer não batem ponto, restringindo-se a áreas nobres da cidade. Os manos, se associam ao tráfico e se dividem em bandos. O CV e o GDE ou 745 que é a numeração das iniciais do grupo são dois da meia dúzia que já se bandeia por aí.
Nas redes sociais eles se tratam e se destratam. Publicam fotos de quem é da facção oponente e que precisa ser eliminado. Os inimigos são tratados como pilantras, sebosos e com o indicativo de que precisam ser mortos. Cenas de execução são mostradas sem que as imagens ganhem nenhuma maquiagem.

O perfil dos integrantes dessas facções é facilmente identificado: jovens, de linguajar chulo, ausência de qualquer conceitos de moral, além da visível ostentação de poder, via cordões, relógio e anéis banhados a ouro, sem falar armas nas mãos. Sabe-se que alguém é do CV – pelo indicador e maior de todos – apontados para as câmeras. Quem é do 745 se torna visível nas redes sociais pela indicação de 3 dedos da mão. Quem imaginaria o símbolo de Paz e Amor virar propriedade de criminosos?

Há algum tempo atrás, porta-vozes do governo negavam a existência de facções criminosas. Hoje, essas facções parecem não acreditar é que exista governo capaz de freia-las, quando assumem táticas de terrorismo, matando inocentes como no forró do Gago, forçando moradores a se picarem da comunidade, buscando matricular novos sócios como faz o PCC ou invadindo fóruns na tentativa de limpar as fichas de cada um. Mas, segundo a autoridade da Segurança, tudo isso não é motivo para pânico. Até quando as autoridades irão fechar os olhos para essa realidade triste da periferia, que só reflete a falta de oportundiades, emprego e educação? Isso, provavelmente, porque não dá visibilidade política nenhuma.

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro é para se enterrar os mortos, pois a guerra continua.

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O Ceará no mapa da morte de adolescentes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

13 de novembro de 2017

Ser jovem e pobre no Ceará parece tarefa bastante arriscada. Não só pelos desafios que a idade e a posição social revelam, mas pelo envolvimento de muitos deles com a criminalidade. Os números do mapa da morte revelados hoje pelo Comitê Cearense de Prevenção a Homicídios na Adolescência mostram isso. Sugerem mais: que o Ceará, ao lado do progresso onde se valoriza os grandes investimentos econômicos que vão expandir o turismo, é um Estado que dá as costas à grande parte de sua juventude e, por isso, ela se torna vítima principal do comércio da morte, movido por facções interessadas em lucrar com a vida deles.

Os números apresentados indicam que de janeiro a julho deste ano foram 522 adolescentes que tombaram ao peso de armas, um aumento da ordem de 71 por cento, em relação ao ano passado.

Hoje mesmo, esse roteiro abominável de execuções da juventude cearense, foi ampliado com a chacina de quatro menores, que foram arrancados de dentro de uma unidade no bairro Sapiranga e acabaram sendo mortas por um grupo de assassino.

É a capital cearense quem puxa esse ranking indesejável de mortes, enquanto Maracanaú e Caucaia são comboiadas nessa lista. O perfil dessas vítimas revela outro ponto interessante: elas são de origem pobre, de cor negra, com baixa frequência escolar, com envolvimento com drogas, filhos de pais separados e sem maiores expectativas de vida.

Sem políticas de inclusão e com esse olhar dos governantes voltado para áreas mais nobres da cidade, o que resta a esses meninos senão abraçarem a estúpida ilusão de que, no tráfico, eles vão se dar bem? É por isso que eles morrem. Porque a vida deles não vale nada. Nem para os traficantes, nem para os governantes, tampouco para os pais – e, acreditem! – nem mesmo para eles que servem apenas de bucha de canhão a essa guerra não oficial, onde lucram os traficantes, ainda que os maiores sacrificados sejam clientes de seu espúrio mercado.

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O Ceará no mapa da morte de adolescentes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

13 de novembro de 2017

Ser jovem e pobre no Ceará parece tarefa bastante arriscada. Não só pelos desafios que a idade e a posição social revelam, mas pelo envolvimento de muitos deles com a criminalidade. Os números do mapa da morte revelados hoje pelo Comitê Cearense de Prevenção a Homicídios na Adolescência mostram isso. Sugerem mais: que o Ceará, ao lado do progresso onde se valoriza os grandes investimentos econômicos que vão expandir o turismo, é um Estado que dá as costas à grande parte de sua juventude e, por isso, ela se torna vítima principal do comércio da morte, movido por facções interessadas em lucrar com a vida deles.

Os números apresentados indicam que de janeiro a julho deste ano foram 522 adolescentes que tombaram ao peso de armas, um aumento da ordem de 71 por cento, em relação ao ano passado.

Hoje mesmo, esse roteiro abominável de execuções da juventude cearense, foi ampliado com a chacina de quatro menores, que foram arrancados de dentro de uma unidade no bairro Sapiranga e acabaram sendo mortas por um grupo de assassino.

É a capital cearense quem puxa esse ranking indesejável de mortes, enquanto Maracanaú e Caucaia são comboiadas nessa lista. O perfil dessas vítimas revela outro ponto interessante: elas são de origem pobre, de cor negra, com baixa frequência escolar, com envolvimento com drogas, filhos de pais separados e sem maiores expectativas de vida.

Sem políticas de inclusão e com esse olhar dos governantes voltado para áreas mais nobres da cidade, o que resta a esses meninos senão abraçarem a estúpida ilusão de que, no tráfico, eles vão se dar bem? É por isso que eles morrem. Porque a vida deles não vale nada. Nem para os traficantes, nem para os governantes, tampouco para os pais – e, acreditem! – nem mesmo para eles que servem apenas de bucha de canhão a essa guerra não oficial, onde lucram os traficantes, ainda que os maiores sacrificados sejam clientes de seu espúrio mercado.