POESIA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

POESIA

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS

Por Nonato Albuquerque em POESIA

16 de Março de 2018

Ó iluminado Senhor, de todos os astros,
a quem ouso falar com tal intimidade,
não esqueçais de prover nossa humanidade
com o sinal de vossos luminosos rastros

acesa está em nós, essa santa verdade;
vossa flama içada em nossos tantos mastros
merece ser lembrada em cada um dos claustros
onde em orações tecemos a espiritualidade.

Mas se, porventura, de vós nos ausentarmos
não morra nunca em nós, essa bendita crença,
Preciso é pois se ater a tão sagrada obra

Para no amor com todos reencontrarmos,
a ciência da paz, paciência, na presença
de Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS
de Nonato Albuquerque
dedicado a Santa Teresa D´Avila

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Pena de morte, não; pena de Vida sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA

31 de Janeiro de 2018

pena de morte, gritam nas ruas as vozes,

ante a avalanche da violência que salta

aos olhos de quem vive o estupor da malta

e se obriga a viver com a fúria dos algozes.

 

por toda a parte, só lamentos atrozes

medo do crime que a todos sobressalta

já que o poder de vencê-lo parece em falta

diante das ações que imprimem esses algozes.

 

no silêncio das igrejas, mães desfiam rosários

pelos filhos que as facções silenciaram

e que foram viver no lado oposto da luz

 

pena de vida a todos, advogam os emissários

do alto, que dos humanos nunca se separam

e repetem as lições do bom mestre Jesus.

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Supremas delícias

Por Nonato Albuquerque em POESIA

09 de Janeiro de 2018

Supremas delícias
Nonato Albuquerque

De que forma você vê o mundo lá fora?
Se o seu olho é magicalizado pelo verde
que a esperança sempre amabiliza,
então é de futuro o seu olhar o mundo…

Se, ao invés de flertar com o abismo,
você alteia seu olhar para as nuvens,
grandiosa é sua mente que abriga
as criações maiores da fonte Natureza.

Mas, se porém, o teu olhar é pérfido,
bloqueia o sonho e admite a dor,
renegas a tua própria essencialidade…

A vida é um poema que, em segredo,
a divindade compôs para que o olhar
(ab)sorva as suas supremas delícias.

 

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P de poesia

Por Nonato Albuquerque em POESIA

17 de setembro de 2017

Ó iluminado Senhor, de todos os astros,
a quem ouso falar com tal intimidade,
não esqueçais de prover nossa humanidade
com o sinal de vossos luminosos rastros

acesa está em nós, essa santa verdade;
vossa flama içada em nossos tantos mastros
merece ser lembrada em cada um dos claustros
onde em orações tecemos a espiritualidade.

Mas se, porventura, de vós nos ausentarmos
não morra nunca em nós, essa bendita crença,
Preciso é pois se ater a tão sagrada obra

Para no amor com todos reencontrarmos,
a ciência da paz, paciência, na presença
de Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS
de Nonato Albuquerque
dedicado a Santa Teresa D´Avila

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EU CARREGUEI A CRUZ DO CRISTO

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POESIA

26 de agosto de 2017

Eu estive no morro da Caveira.

Fui um dos apedrejadores do condenado.

Eu o via andar pelas ruas da Samaria,

ora cruzando as margens do Tiberíades,

ora em direção ao reduto dos galileus,

quase sempre sob a escolta de alguns homens,

que pareciam lhes ser útil,

mas que na hora nona sumiram da vista dele.

Como ele sofreu!

 

Eu o acompanhei nas vielas tortuosas da Jerusalém,

desde a noite de seu aprisionamento

no monte ornado por oliveiras,

próximo ao jardim do Getsemâni.

 

Eu vi quando a soldadesca o fez prisioneiro,

atendendo a ordens do sacerdote Kaifas,

o que se vendera aos invasores romanos

à custa de nenhuma serventia.

Em momento algum ele reagiu à prisão,

ainda que um dos três homens que o acompanhavam chegasse a puxar a espada

e ferir com um golpe a orelha de um pretoriano.

 

Posso até dizer que busquei ouvir aquele moço,

de estatura considerável e de beleza inaudita,

de tez da cor do fruto da amendoeira madura,

cabelos repartidos à maneira nazarena,

e que tinha no olhar uma ardência

de quem enxergava o infinito das coisas.

Fitá-lo de frente, era sentir as nuances

de sua alma falando ainda que em doce silêncio.

 

Quantas vezes sai do campo,

para ouvir seus discursos revolucionários,

conclamando a todos a ignorar o opressor

e a pagar o devido tributo à Roma dos césares.

Como entender alguém dizer que viera anunciar

um reino de libertação do povo da Judéia,

se a sua corte era formada por um punhado de miseráveis que mal tinham onde curvar a cabeça.

 

Cheguei até a me comover, durante a caminhada,

vê-lo tropeçar ao local de sua pena de morte.

Em seu corpo, dava para se ver claramente,

as marcas do látego de impetuosas mãos romanas,

cravadas em suas costas. Marcas de maldade!

O que fizera esse indivíduo para merecer

o castigo de tiras de couro, sobre as quais fixadas estavam bolinhas de chumbo e pequenos ossos?!

 

Eu vi a turba ignara acompanhar o cortejo,

aos gritos de vingança e ódio, como se ali estivesse

o mais condenado dos condenados.

Uns lançavam pedras e objetos contra ele.

Outros, o maldiziam, cuspindo em sua direção.

Uma mulher chorosa, acercou-se dele,

estendeu os braços em atitude de piedade.

Disseram alguns presentes, tratar-se da mãe dele.

 

Eu estive tão próximo a esse homem,

que um dos soldados que o atormentavam,

ao vê-lo fraquejar, caído, ensanguentado

e sem forças para continuar, puxou-me pelo braço

e obrigou-me a carregar a haste do seu martírio.

 

Em casa de Joana de Cusa, quantas vezes,

tive oportunidade de ouvi-lo falar

sobre um mundo melhor a quantos O seguiam

e de promessas de libertação do povo.

Vi ensinar lições de bonomia, como nunca antes alguém ousou dizer – e o mais incrível,

esse condenado viveu a prática de seus ensinos

com a intensidade de quem previa ser curta

a transitoriedade de seu tempo entre os homens.

Meus ouvidos estiveram tão próximos do mártir,

que ainda hoje tenho a impressão de ouvir

as marteladas dos romanos cravando os pregos

nas mãos e nos pés do quase moribundo.

 

Quando na nona hora, daquela tarde angustiante,

o sol desapareceu antes do fim do dia

e uma tormenta varreu todo o lugar

afastando os curiosos dos pés do crucificado,

eu vi aquela que seria a mãe acercar-se do filho

e notei o esforço dele em querer dizer alguma coisa

à senhora aflita que não consegui ouvir.

Ela abraçou os pés ensanguentados do filho,

em dolorosa atitude e um jovem moço,

que estava ao seu lado, conseguiu arrastá-la dali.

 

Como eu já disse, eu estive no morro da caveira.

E vi quando o homem chamado Jesus,

pendeu a cabeça para o lado num suspiro final.

Tive vontade de chorar

diante da enorme solidão daquele homem,

– ali, largado, abandonado, à sua triste sorte -,

mas meus filhos Alexandre e Rufus,

intercederam que já era tarde

e precisávamos fazer a viagem de volta à Cirene.

 

Eu estive no calvário e carreguei a cruz do Cristo.

 

®nonatoalbuquerque- 02.04.2015

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Dos invisíveis seres

Por Nonato Albuquerque em POESIA

24 de junho de 2017

O verso da manhã que eu não compus
está escrito no olhar de quem se ousou ser.

O som da canção que não ouvi,
ecoa na imensidão do mar que existe em mim 
e que ouvido nenhum ouvirá.

Eu vi a luz de que falam os místicos
e bebi do néctar no qual se embriagam aqueles que são invisíveis.

Hoje, sou um deles, amargando a saudade que dizia ser azul.
‘Carne por fora; espinho por dentro’.

Caio do Afetuoso Afeto
Junho, 2017

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Todo mundo gostaria de ser…

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

13 de Março de 2017

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Nem é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

(Texto de Nonato Albuquerque)

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Nada é mais fora de moda que um soneto

Por Nonato Albuquerque em POESIA

07 de Janeiro de 2017

Nada é mais fora de moda que um soneto.
Eu, de teimoso, insisto sempre em tê-lo.
É que de tudo o que na vida eu prometo
acabo por descumprir a esse meu apelo.

Um soneto é algo antiquado, como amuleto
do ontem que o hoje quer prescrevê-lo,
Mas convive em mim como se fosse um dueto
que imagino apenas só eu consiga lê-lo.

Nessa disputa entre eu e não sei quantos
vou ganhando tempo e sonetos carregando
até que um dia a modernidade me reclame.

Eu sou de eras outras onde poemas e cantos
eram arte de uma arte que irá durar até quando
houver alguém que a faça e alguém que a ame.

®nonato albuquerque

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Ano novo

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

29 de dezembro de 2016

Para preparar o ano novo que se deseja

preciso é que se tenha bons ingredientes.

Um pouco de esperança para que nela esteja

acertadas as bases dos frutos, nas sementes

Há que se utilizar da paciência. E quem almeja

viver bem, a paz deve ser um dos presentes

mais importantes para que ela nos proteja

e dê sentido aos dias de nervos mais ardentes.

O ano pode ter um tanto de muita alegria

para equilibrar quando a tristeza der as caras

e tenhamos que vencer algumas das barreiras

Se a gente se resguardar bem, verá a cena

do tempo nos trazer as forças mais raras

a cimentar de coisas boas nossas fileiras.

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ÀQUELE QUE SE FOI E QUE AINDA O É

Por Nonato Albuquerque em POESIA

18 de dezembro de 2016

Tinha um lírio no meio das rosas

que ornavam o féretro do menino

uma faixa de adeus, versos e prosas

todos lamentando ali seu destino

 

Lágrimas, lenços em mãos carinhosas

Que se apertavam enquanto um sino

Dolente, tangia as pessoas chorosas

Buscando na dor entender esse ensino

„ 

Do lado de lá, onde a farsa não conta

E a vida é constante em sua dimensão

Tem risos e alegrias por essa chegada

„ 

É que a pátria das almas ali se desponta

Cada vez que um corpo se oculta no chão

E a luz do que somos reinicia a jornada. 

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ÀQUELE QUE SE FOI E QUE AINDA O É

Por Nonato Albuquerque em POESIA

18 de dezembro de 2016

Tinha um lírio no meio das rosas

que ornavam o féretro do menino

uma faixa de adeus, versos e prosas

todos lamentando ali seu destino

 

Lágrimas, lenços em mãos carinhosas

Que se apertavam enquanto um sino

Dolente, tangia as pessoas chorosas

Buscando na dor entender esse ensino

„ 

Do lado de lá, onde a farsa não conta

E a vida é constante em sua dimensão

Tem risos e alegrias por essa chegada

„ 

É que a pátria das almas ali se desponta

Cada vez que um corpo se oculta no chão

E a luz do que somos reinicia a jornada.