MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

PARA SE PENSAR E FAZER… PRINCIPALMENTE

Por Nonato Albuquerque em Pensamento

17 de Abril de 2012

Estava aqui pensando com os meus teclados e resolví falar sobre a necessidade do ser:

É preciso aprender a ser feliz. E não o sendo, reivindicar do procon de nosso coração, energias suficientes para reorganizar a usina de força que propulsiona a Vida.

É preciso ter coragem sempre. E, de vez em quando, sentir-se medroso. Com medo de causar algum dano a quem quer que seja. Infelizes, causam sempre males a outrem sem se importar com o que outros sintam.

É preciso cercar-se de idéias. Novas e, se possíveis, brilhantes. Mas se não as forem, não tem problema; nenhuma idéia será rejeitada por falta de brilho. Basta um apuro na graduação da chama e, logo logo, acertaremos o ponto da luminescência.

É preciso acreditar no futuro. Quem vive o presente, retido tão somente ao passado, esquece que viver incide em ser ágil, atual e super ativo.

É preciso sempre correr riscos. Marinheiro que aprende as técnicas do navegar e não sai do porto, não pode falar dos tombos do navio.

É preciso confiar em todos. Ainda que se desconfie de alguém ou de alguma coisa, necessário é mudar a estratégia do pensar, pois a semeadura do bem estabelece um contato direto com a colheita da paz.

É preciso, finalmente, mostrar-se generoso. Com tudo e com todos. Quem só vê o negativo nas coisas e pessoas, acaba se esquecendo que faz parte do conjunto de coisas e pessoas de que é feito o mundo material. E que a vida da matéria, apenas está em trânsito para a felicidade suprema do ser.

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PAPO E POESIA

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

17 de Abril de 2012

eu, peça inacabada

Eu teço o texto de meus textos com paixão…
São linhas filtradas no meu próprio sangue,
que as palavras têm essa propriedade incomum
de injetar líquido na solidez das conversas.

Arremato as pregas de cada frase com fino trato,
e vou alinhavando as sobras com meu jeito de ser:
sou operário de quem pensa seja eu poeta.
Mais vítima do poema que seu próprio executor

Ah! meus tempos de diálogos travados em outras eras
onde o corte deixado pela minha lâmina-língua
fazia calar realmente os que não sabiam falar.

Hoje, distante de tudo rebusco na memória do tempo,
alguma lembrança que me dê tão somente
A certeza de ser eu, essa antiga peça inacabada

por Nonato Albuquerque

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Comerciante cria regras para ladrões lhe assaltarem

Por Nonato Albuquerque em Crônica

12 de Abril de 2012

A que ponto chegamos: cansado de ser assaltado, um comerciante em SP criou ‘regras’ para os ladrões. Ele baixou um “decreto” dirigido aos ladrões e o fixou na porta do estabelecimento, dizendo que ‘fica proibido roubar esta loja aos sábados e domingos”. E mais: que os ladrões só terão direito a levar o equivalente a um salário mínimo.

Não é Brincadeira não. O que  mais parece uma irreverência em torno de um problema sério,  na verdade reflete o sentimento sério de angústia e medo que envolve toda a população.

O comerciante é dono de uma joalheria há mais de dez anos. Explicou que o cartaz é uma forma bem humorada de protesto contra a falta de segurança.

Tem comerciante pela periferia de Fortaleza que já perdeu a conta dos assaltos que sofreu. Pequenas mercearias, mercadinhos e as saudáveis bodegas de bairro vivem hoje gradeadas. O cliente é atendido da Porta.

Câmeras de segurança, hoje em dia estão espalhadas em locais mais humildes. Esforço inútil que o cidadão faz para evitar que os seus bens, sejam tomados pela bandidagem.

Ruas de bairros pobres, onde a miséria impera e a presença de políticos só ocorre em épocas eleitoreiras, são esvaziadas a cada início de noite e tomadas de bandidos. Andar por elas é um risco que se corre.

Há casos de gangues que chegam a cobrar pedágio do cidadão para passar de um lado para o outro da comunidade… Tudo isso é resultado da omissão dos governantes que, por muito tempo, deixaram ao léu a segurança do povo, abrindo espaço para a invasão dos traficantes que passaram a dominar áreas da cidade.

Mesmo com a melhoria do aparato policial – através da criação do Ronda, por exemplo – ainda estamos longe de oferecer respostas
eficazes ao povo.

O melhor exemplo de como as coisas não funcionam é ver que, depois de roubado, assaltado – se a vítima for registrar um B.O. ( boletim de ocorrência), tem a nítida impressão de que foi tempo perdido ir até à delegacia. a polícia não tem pessoal suficiente para atender a demanda de investigação de cada caso. E as vítimas da violência só tem uma saída: rezar para que os céus nos protejam; já que na Terra, as soluções andam a passos de tartaruga.

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A NOVELA ‘POLÍCIA x GOVERNO’ TEM NOVO CAPÍTULO

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

11 de Abril de 2012

Quando se pensava que as relações entre governo e forças de segurança – PM, Polícia Civil e agentes penitenciários – haviam se consolidado, após aquela tormentosa greve de janeiro, têm-se conhecimento de que as coisas não andam tão bem assim não. O presidente da associação que defende a categoria policial militar já acena com a possibilidade de uma nova paralisação.

A categoria agora reinvidica o auxílio alimentação no valor de R$ 220,00, a carga horária de 48 horas semanais, os planos de promoção, um novo Código de Ética e o reajuste salarial referente aos anos de 2013 e 2014.

A impressão que se tinha é que, finalizado o movimento grevista que deixou a cidade num caos, as negociações haviam sido respeitadas. Qual o quê, como diz a música popular do Chico Buarque: o governo simplesmente tergiversou – a palavra é feia, mas quer dizer ‘hesitou em cumprir’, fugiu da raia – e os policiais militares ficaram a ver navios em termos do que havia sido pactuado.

Após adiarem duas vezes as negociações, representantes do governo anunciam para o próximo dia 18 um encontro para debater o problema. Problema que poderá ser bem maior para a população se não chegarem a um acordo. O capitão Wagner Souza já admite a possibilidade de um novo movimento, caso não resolvam o que há devia estar sendo cumprido.

No dia 26 de maio, no colégio Sistema, membros da PM, Polícia Civil e agentes penitenciários vão se reunir em assembleia geral para definir os caminhos dessa novela. Novela, que todos pensávamos, já tivesse tido um final feliz. Pelo visto, vamos para mais um estressante capítulo. Deus nos livre que, em maio, tenhamos a reprise do que desejamos esquecer.

Uma greve. Uma cidade parada. O caos implantado…

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O TRÊS NA VIDA DO CRUCIFICADO

Por Nonato Albuquerque em Crônica

09 de Abril de 2012

Diante das últimas 12 (1 + 2) horas da vida do Messias,
Olhos, boca e ouvidos meus – os 3 – se postam atentos,
e, durante quase 3 horas de um impactante realismo,
meus sentimentos giram em torno de 3 perguntas somente.

Quem era ele? De onde viera? E para onde se destinava?

Às 3 da madrugada, ao lado de 3 apóstolos, e aos 33 anos,
espreita a hora 9a.(3+3+3) anunciada aos 12 na santa ceia
enquanto recordava-lhes a objetividade de sua missão:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, resumira tudo em 3.

Mas quem era ele? De onde viera? E para onde estaria indo?

Nascera sob a égide marcante da visita de 3 magos do Oriente.
Crescera na convicta devoção aos sagrados ritos judaicos:
da apresentação aos 9 na sinagoga. Sumira dos 12 aos 30,
reservando ao direito de pregar aos homens, 3 anos somente.

Quem era ele? De onde viera? E para onde mesmo se destinava?

Aos 30 reaparece e se acerca de 12 homens escolhidos dentre o povo.
e ao lado de 3 deles transfigura-se no Monte Tabor, a ponto
de materializar ao seu lado os dois maiores profetas do evangelho.
Levanta Lázaro morto há 3 dias. Cura uma menina de apenas 9 anos.

Quem era ele? De onde viera? E para onde mesmo se destinava?

Traído por 30 dinheiros, negado 3 vezes pelo apóstolo Pedro,
Ele chega à 6a. feira abominado pela multidão a quem ensinara
“Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”,
a tríplice forma de se resumir os dez mandamentos de Moisés.

Quem era ele? De onde viera? E para onde mesmo se destinava?

A caminho do calvário, onde 3 cruzes estão erguidas, sofre 3 quedas;
Vê sua mãe Maria ao lado de Madalena e João – os 3 juntos à cruz
E na hora nona – 3 da tarde – dá o último suspiro, para 3 dias depois
Levantar-se do túmulo vencendo a morte aos 33 anos de idade.

Quem era ele mesmo? De onde veio? Para onde mesmo se destinou?

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FELIZ PÁSCOA

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de Abril de 2012

A Páscoa, como a vemos atualmente, assemelha-se a qualquer um feriado, onde a maioria das pessoas alimenta o ócio e o consumo de bebidas. Foge-se dos centros urbanos em busca de tranqüilidade e, muitos, nem sequer chegam ao seu destin. Nela, assim como no Natal, trocamos o verdadeiro símbolo do Amor, pela identidade consumista do coelho.

Época de jejum, nos dias atuais a Semana Santa acaba se constituindo num pantagruélico banquete onde se come além da conta e se enche a cara sem o menor respeito.

No sábado de Aleluia, como hoje, busca-se animadamente a malhação do Judas, numa tradição violenta que em nada contribui para a afirmação dos conceitos de amor difundidos pelo mestre Jesus.

Poucos sabem que os apóstolos de Cristo representam, também, arquétipos da alma humana enclausurada em sua missão terrena. Carregamos os mesmos defeitos de um Pedro, de um Judas ou de um Tomé, respectivamente humanos seres que se debilitaram na hora da prática do bem.

Por isso, preferível à queimar Judas, que deletemos em nós os miasmas da traição com que conjungamos o verbo ao longo do ano. Que abonominemos a tibieza de Pedro, identificando-se com os valores éticos e morais do Cristo, sem temor de anunciar-se seus seguidores. Muito menos, de revelarmos céticos às forças do invisível, que ressurrecto, Jesus quis provar que a porta do túmulo não é o fim da história humana que começa no berço.

É a Páscoa, significativa promessa de passagem de um mundo em transição para a dimensão da Luz, onde imperam as celestiais virtudes que se deseja promover na alma humana.

 

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FÁBULAS. Para domesticar o bicho-homem

Por Nonato Albuquerque em Conto, Crônica

07 de Abril de 2012

Texto de Nonato Albuquerque

No reino dos bichos, um passarinho me contou que os animais realizaram uma grande assembléia. Todos foram convocados para esse encontro no centro da grande floresta. Do mosquito ao elefante, da jararaca mais rasteira ao bicho de pena mais veloz dos ares, todos acorreram ao grande chamamento.

Depois que a sábia coruja pôs ordem na ensurdecedora algazarra dos presentes, soube-se o real motivo daquele encontro. Os animais estão preocupados demasiadamente com o futuro do bicho-homem. E ao contrário do que se possa imaginar, não é com a ação humana em relação aos que, insuspeitavelmente, chamamos de irracionais. Os bichos temem que o homem se destrua por si só.

Depois de anos e anos empenhados em caçar os animais em suas reservas naturais e expulsá-los para mais distante de seu ‘habitat’, parecia que o homem mudara mais os conceitos em relação ao trato de seus irmãos na escala animal. É bem verdade que ainda os agredia, torturava, escravizava e, claro, dizimava-os para continuar sendo. “O homem ainda sobrevive dos nossos mortos”, argumentava a dirigente da assembléia.

Nenhum dos presentes, esquecera que o homem ainda os buscavam para o enjaulamento e para a morte, mas nos últimos tempos, eles desviaram o alvo da caça aos bichos, contentando-se em abater o seu próprio semelhante. “O homem, afinal, se tornou o verdadeiro lobo do homem como já prenunciara um membro deles”.

Ele já não importunava as manadas de elefantes nas savanas africanas. Perdera o interesse por engaiolar passarinhos só para ter o canto deles. Desistira, através de decretos, de criar os da espécie em extinção e, entre os seres humanos, tornara-se politicamente incorreta a atitude fuzilar animais nas pradarias pelo simples gosto de praticar tiro ao alvo. “Até deixaram de caçar as nossas irmãs baleias para azeitar as suas lanternas”, lembrou bem um presente.

– Claro, o homem amadureceu, gente! – piou, ainda mais convencida, a coruja no alto de um carvalho centenário, preservado a partir da conscientização humana de que as árvores fazem parte do ecosistema vital à sobrevivência de todos no planeta.

Foi o bastante para que a assembléia se dividisse. Uns em apoio a essa tese, embora a representante das pulgas, escondidinha atrás de uma orelha animal, desconfiasse da manobra dos ditos racionais. Por sua vez, haviam os que se mostravam contrários, receiosos de que estaria ocorrendo apenas uma trégua. Poucos, certificavam-se de que a matança dos homens entre si, resultaria de alguma forma em prejuízo para o planeta e, por tabela, ao reino animal.

“É preciso fazer alguma coisa, em benefício… do homem”, ladrou o representante dos cães. “Se os homens se matam, como é que a gente vai ter casa, comida e veterinária de graça?”, completou.

– Protesto! Numa assembléia como essa não se deve votar em causa deses bípedes assassinos – repeliu o leopardo, uma eterna vítima da sanha humana.

– Concordo com o companheiro leopardo – baliu timidamente uma gazela, esquecendo as rivalidades animais.

– Desde o início dos tempos, que eles têm se utilizado de nosso trabalho, de nossa pele, de nossa própria carne…”, mugiu o representante do gado-vacum.

– Apoiado! relinchou o jumento, argumentando a questão da escravidão a que muitos foram submetidos pelo homem desde que o Criador de todos os bichos o expulsara do paraiso. “Por causa do homem”, sibilou a serpente, esquecendo-se de que ela própria fora personagem nessa estória mal interpretada.

Ao final de muitas discussões, chegou-se a um consenso. Fora colocada em votação, a proposta inusitada de que os bichos deveriam urgentemente começar um trabalho de humanização do bicho-homem. Uma conscientização para que eles pudessem compartilhar realmente das maravilhas da Terra que pouquíssimos humanos conseguem entrevê-las.

Em outras palavras, foi aprovada a proposta para que os bichos domesticassem os homens. Quem sabe, assim, possam eles excluir do seu comportamento, o lado que dizem ser ‘animal” quando provocam qualquer ação que contrarie as regras do ser humano.

Moral da história: bicho que é bicho, não tem capricho; ajuda a qualquer bicho.

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O FIM DE MUNDO E A CAIXA DE PANDORA

Por Nonato Albuquerque em Pensamento

06 de Abril de 2012

Num mundo contaminado pela esperteza dos gananciosos e a dissoluta epidemia da violência, tem-se a impressão que a maioria da sociedade perdeu a noção do senso e bandeou-se para os escaninhos do mal.

Multiplicam-se os crimes de toda ordem. Fragiliza-se a confiança nas instituições mais sérias. O cidadão comum sente-se ameaçado sem a devida proteção e segurança, direitos que a própria constituição lhe estabelece e, surpreendentemente, os que deviam ser padrões de comportamento e moralidade agem em completo desacordo com a lei.

O que realmente está acontecendo com a humanidade? Que  tempo é esse, que promove tanta desídia e deixa todos atônitos diante da facilidade com que muitos se aliam ao erro, contrapondo-se ao desiderato de que fomos criados à semelhança de Deus e nos destinamos às estrelas?

As discussões em busca de respostas vão desde o problema da impunidade, passando pela desagregação familiar, até à mudança de gradação do nível de inteligência dos indivíduos que jornadeiam na Terra a atual experiência humana.

De tempos em tempos, o Planeta recebe uma legião de criaturas destinadas a projetarem – e se projetarem – em favor do progresso social. Na Idade Média, a contrapor-se com o obscurantismo da época, uma leva de gênios aportou na dimensão terrena e promoveu o desenvolvimento de todas as artes pelo Renascimento.

Mais recentemente, após períodos de visível selvageria traçados pelas guerras mundiais, o mundo despertou para as descobertas da Tecnologia como a Internet e seus conseqüentes benefícios.

Mas em meio a esses avanços surge, no final do milênio, uma geração completamente dissociada de todo sentido ético e da prática do bem. Entregam-se ao vício com uma facilidade inimaginável. E ficam dependentes delas.

Alguns líderes espirituais como Divaldo Franco, do movimento espírita brasileiro, dizem que estamos no limiar da grande transição em que o Planeta passará de mundo de provas e expiações para um novo modelo onde o mal, gradativamente, irá desaparecer.  Benza Deus!

Entre os esotéricos e seguidores do budismo, há interpretações de que tudo isso é parte de um programa ascensional da engenharia sideral para que se cumpra etapas de evolução terrena. Assim pensa a monja Coen Sensei, com quem conversamos recentemente. Seria, numa visão cristã, o cumprimento das promessas citadas no livro Apocalipse.

Fora dessa seara, discute-se o papel da Justiça. O que ela  faz, neste momento, em favor da recuperação daqueles que cometem delitos e são lançados dentro de um sistema penitenciário que não oferece nenhuma resposta convincente de recuperação. O sistema faliu.

Basta ver que o número de presos triplicou nos últimos 16 anos. Hoje, de cada  262 brasileiros adultos , um está na cadeia. Em 1995 a proporção era de um prisioneiro para cada 627 adultos. Temos a terceira maior taxa de presos entre os 10 países mais populosos.  98 por cento desses presos são oriundos de famílias pobres. E a maioria jovens.

Qual é a saída para evitar que a situação se agrave ainda mais? O projeto de recuperação passa por uma reavalição crítica da própria Nação. Compete elegermos homens vocacionados ao que é certo. Alterar a postura de vida de todos nós. Sermos exemplos. Evitarmos à associação com atitudes que geram vícios e tormentos. Buscar reiteradamente a prática do bem. Educar as novas gerações a não serem individualistas, escravas do consumo e buscar incrementar idéias plurais, para que não insistamos em denegrir o meio ambiente, desvalorizando as pessoas à custa da arrogância, do fanatismo religioso e dos preconceitos de toda ordem.

Esse é o princípio. O meio será dado por cada um que se dispuser a engrossar essa campanha para a sobrevivência do próprio Planeta. Se cada um de nós cumprir com a sua parte, evitar-se-á o indesejável fim. Evidentemente que, na caixa de Pandora da humanidade, a Esperança floresce.

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RETRATO FALADO DE UM HOMEM CHAMADO JESUS

Por Nonato Albuquerque em Crônica

06 de Abril de 2012

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido.
 
Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.
 
Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.
 
Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.
 
Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação -, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.
 
Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.
 
Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.
 
Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.
 
Seu nome: Jesus.
 
Seu crime: ter amado a humanidade.
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RETRATO FALADO DE UM HOMEM CHAMADO JESUS

Por Nonato Albuquerque em Crônica

06 de Abril de 2012

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido.
 
Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.
 
Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.
 
Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.
 
Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação -, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.
 
Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.
 
Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.
 
Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.
 
Seu nome: Jesus.
 
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