MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Até que ponto você colabora com a segurança de Fortaleza?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de Janeiro de 2018

Se você, assim como a grande maioria dos fortalezenses, considera que a cidade já não oferece as condições de segurança para conter a violência urbana, saiba que essa é uma tarefa não apenas daqueles que integram o sistema; mas de todos nós.

Os agentes de segurança, constituídos pelas forças das Polícias civil e militar, eles têm a sua importância para conter essa inflacionária onda de violência; mas segurança é algo que depende de cada um de nós.

Quando na minha comunidade, eu sou alguém que não tenho boa convivência com a vizinhança; quando vivo brigando em casa, agredindo a mulher; 0quando eu me indisponho no trânsito sem atender as mínimas regras de segurança e por qualquer coisinha eu armo um pé de briga; eu estou colaborando com a insegurança.

Quando, diante de qualquer confusão entre pessoas, ao invés de eu buscar evitar o pior, e ajo atiçando ainda mais as partes; eu estou estimulando a que a violência se amplia, se expanda.

Quando eu faço demonstrações de poder, usando da força ou do cargo que exerça para obter vantagens pessoais; eu sou um violento e estou contribuindo para o aumento do caos a que se estabelece na cidade.

Quem reclama de violência, tem que dá sua resposta efetiva: trabalhando, servindo, convivendo em paz com tudo e com todos. Fora disso, não adianta reclamar da ineficácia da polícia, se você consome drogas e colabora com todo esse mercado da morte que o tráfico abastece. Segurança é algo que começa dentro de cada um.Por isso é que os gregos diziam: conhece-te a ti mesmo. E a partir daí, é possível mudar a pessoa. A cidade. E o mundo.

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O que lhe dá segurança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Janeiro de 2018

O que lhe dá segurança? Essa é uma pergunta que, provavelmente, vá encontrar uma diversidade de respostas. Para alguns, a segurança depende muito do esforço das organizações policiais na tentativa de minimizar os crimes comuns que acontecem a três por quatro. Para outros, polícia nas ruas – e não apenas em períodos de alta estação, como se fosse apenas para atender a quem vem de fora. É necessário polícia para todos.

O que nos dá segurança é um serviço policial que funcione a partir do simples registro de boletim de ocorrência, até a rapidez com que uma viatura atenda ao chamado de alguém.

O que nos dá segurança é poder contar com a inteligência policial no desvendamento de um furto, de roubo – diante dos muitos assaltos que acontecem na cidade. Mas, também e principalmente, o que nos dá segurança é saber-se protegido por aqueles que, a serviço do cidadão, buscam corresponder a todas iniciativas que se fizer em favor da boa convivência com uma polícia cidadã.

O Brasil tem como colocar em prática, o que falamos aqui em teoria. A Polícia sabe disso. E ao cidadão compete fazer a sua parte: não infringindo as normas de segurança para que se tenha esse dispositivo.

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Segurança no Ceará: a quem muito foi dado, muito será cobrado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Janeiro de 2018

Uma reunião do governador Camilo Santana com seus secretários, que acontece hoje, pode ser a grande oportunidade que se tem de avaliar a trajetória de cada pasta do governo, estabelecendo metas para este ano. Evidente que todas merecem atenção, mas a da Segurança, pelo aumento do número de crimes, acaba se tornando a mais visada pelo olhar crítico da população, atormentada pela escalada da violência.

Nos últimos tempos, o Ceará tem sido o Estado que se ombreou a outros do NE em números de crimes. Nunca tanta gente foi executada por conta das ações do tráfico. A capital cearense é citada em balanços da violência no mundo. Agora mesmo, um levantamento aponta o nosso Estado como o quarto colocado em crimes de mortes por homofobia.

São números que surpreendem já que o Estado tem-se prontificado a investir pesadamente com recursos nesse setor segurança, enquanto se tem um retorno muito aquém do se espera. É bíblica a citação de que “a quem muito foi dado, muito será cobrado”. O governador confia no seu secretário, evidentemente; mas o peso de um ano eleitoral, possivelmente, deve cobrar mais, muito mais respostas de quem chegou para resolver um problema. Que a cada dia se avulta mais e mais.

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Escravos de um prazer momentâneo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Janeiro de 2018

Como tem crescido o número de jovens envolvidos não apenas com o vício das drogas, mas com a venda delas. A gente sabe que, muitos desses jovens, vivem a ilusão de que podem lucrar com esse mercado criminoso. Pura ilusão.
Droga nunca deu pano pra manga de seu ninguém. O dinheiro que entra hoje da venda de maconha, crack ou cocaína, exige retorno pesado. O troco da prisão ou da morte.

Dinheiro do vício não faz ninguém viver tranquilo. Pode olhar pelos relatos dos crimes de jovens que todo dia são manchetes. As consequências desse comércio desgraçado são aterradoras. Além dos riscos à saúde, como perda de peso, transtornos para a mente e para o organismo, quem usa e vende drogas passa a ser responsável por toda essa violência que assombra a cidade.

Você perde a sua liberdade, já que passa a ser dependente não apenas do vício, mas de alguém, que passa a vigiar seus passos, suas amizades, suas andanças. Qualquer vacilo, eles lhe mudam dessa pra uma outra pior.

Você gosta de ser mandado por alguém como se fosse escravo? Os chefes de tráfico fazem isso com seus clientes. Eles ditam o que você deve fazer ou não. Por onde deve andar. E, qualquer passo em falso, a temporada na cadeia é terrível, porque lá você vai se deparar com seus inimigos mortais, além do estigma de todo viciado que é ter sua vida pautada para matar ou morrer.

Só os abestados é que se deixam passar por esse tipo de situação, ao provarem a si e aos outros que não têm direito a liberdade e a viver em paz. Pense nisso, se você anda metido com esse tipo de coisa.

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P DE PENSAMENTO

Por Nonato Albuquerque em curiosidade

17 de Janeiro de 2018

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Como pode o Estado de direito se render à pressão de criminosos?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de Janeiro de 2018

A violência no Ceará chegou a um ponto tão insuportável que até os magistrados estão sendo ameaçados pelos grupos criminosos. Em Senador Pompeu, uma facção criminosa ameaçou autoridades, caso elas não acatassem exigência de transferir um dos integrantes do grupo que estava preso na cadeia pública da cidade para outra casa de detenção. A organização promoveu dois atentados contra o fórum da comarca na última segunda-feira. Deixaram uma carta endereçada ao juiz, ao promotor e ao delegado prometendo novas ações caso as ordens não fossem atendidas. As autoridades se renderam às ameaças, transferiram o bandido e reforçaram a proteção aos agentes públicos.

Eu conversei hoje em nosso programa de rádio, na Tribuna Band News FM, com o o presidente da Associação Cearense de Magistrados, juiz Ricardo Alexandre Costa, e ele confirmou que essa rendição do Estado de direito a um apelo de criminosos, abre um perigoso precedente, caso outras facções desejem implantar no Estado esse tipo de coação. O Estado de Direito não pode se dobrar ao estado marginal.

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Ajude a diminuir a violência dessa cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de Janeiro de 2018

Você quer contribuir para diminuir a violência dessa cidade? De verdade? Pois saiba que depende de cada um de nós, essa atitude. Por exemplo, se você no trânsito é uma pessoa impaciente, que não se contém diante de um engarrafamento e aciona a buzina intermitente, você é, também, capaz de perder as estribeiras e agir violentamente diante de qualquer discussão em que sua ideias não sejam prevalecidas.

Se você, em casa ou no trabalho, não trata de forma respeitosa os seus colegas e, por qualquer motivo, se enerva e responde com palavras ríspidas alguém que se equivocou – todos somos imperfeitos -, você é violento.

Se você acha que só a sua religião é a certa e se indispõe com os fiéis de outra, porque deseja prevalecer a sua verdade, você é violento.

Se você sai num fim de semana com amigos e acha de promover tumulto num restaurante, só porque alguém pegou uma das suas batatinhas fritas e comeu sem licença, você é violento.

Se você menospreza os mais simples por achá-los pé-rachado e pobretões, só porque você usa roupa de grife. você é preconceituoso. Aliás, se você diferencia gente por cor, credo e status social, você está fora dos padrões de boa convivência. E isso resulta em violência.

Ajude a diminuir a violência da cidade, começando a agir diferentemente da forma como vem agindo. A paz do mundo começa em nós.

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A saída para escapar da violência em Fortaleza

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de Janeiro de 2018

Tá difícil viver numa Fortaleza cercada de violência por todos os lados. Pra onde a gente se vira, dá de cara com alguém reclamando que foi vítima de assalto; que levaram seu carro; que perdeu celular pros marginais; que caiu no golpe de algum estelionatário – além dos números da morte que inflacionam as manchetes e aterrorizam a população.

Como entender que uma comunidade viva subjuda pelos bandidos, sob ameaça de serem mortos caso não abandonem as residências em que vivem? Como suportar essa rotina de gente tomando moto, levando carro, explodindo caixas eletrônicos de bancos e até mesmo destruindo imagens sagradas nas igrejas?

As coisas andam tão reviradas que o capeta baixou entre alguns integrantes do Exército, que criminosamente passaram a negociar as munições da armada para as facções criminosas.

Deus do céu, vade retro, mangalô 3 vezes – até parece que o fim do mundo está marcando ponto em Fortaleza e uma reca de seguidores do demo anda infestando as ruas e avenidas.

Como Polícia não pode dar trato de tudo e a Justiça – ah! Justiça… -, além de ter os olhos vendados, parece andar cochilando, o jeito é rezar. Pedir a Deus por segurança. Botar travas nas portas e janelas, gradear os imóveis; arame farpado nos muros; eletrificar tudo ao redor e aguardar tempo bom, porque o ano mudou, mas a cabeça de muita gente ruim continua… pior!

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A guerra da batatinha frita

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de Janeiro de 2018

Vivemos uma época em que até pessoas – digamos assim de ‘fino trato’ – perdem a noção de vergonha e, por um motivo banal qualquer, se descontrolam e aprontam o maior barraco em público.

O exemplo: a baixaria envolvendo mulheres que se agrediram em hamburgueria. A briga envolveu cerca de 14 pessoas e acabou respingando nas redes sociais, transformada em caixa de ressonância de toda falta de discrição pessoal.

Tudo porque uma garota havia pedido batatas fritas e enquanto aguardava amigos em uma mesa, cinco moças sentaram e começaram a comer as batatas, sem pedir licença. Foi o bastante para que se travasse um bate-boca, que chegou a luta corporal, com vergonhosas cenas de puxão de cabelos e destrato de uma das patricinhas ao referir-se a uma bolsa Gucci que ela portava, que segundo ela daria para pagar não só as batatas mas a vida de todas ali.

Pobres meninas ricas, que não têm sequer a dignidade de se (com)portar num local público e são capazes de descer do salto para se transformar em barraqueiras de plantão quando feridas no seu amor-próprio. Isso só revela a que ponto chegamos, onde ninguém mais releva situações como essa e são capazes de aprontar um barraco desses por uma simples batatinha frita.

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Supremas delícias

Por Nonato Albuquerque em POESIA

09 de Janeiro de 2018

Supremas delícias
Nonato Albuquerque

De que forma você vê o mundo lá fora?
Se o seu olho é magicalizado pelo verde
que a esperança sempre amabiliza,
então é de futuro o seu olhar o mundo…

Se, ao invés de flertar com o abismo,
você alteia seu olhar para as nuvens,
grandiosa é sua mente que abriga
as criações maiores da fonte Natureza.

Mas, se porém, o teu olhar é pérfido,
bloqueia o sonho e admite a dor,
renegas a tua própria essencialidade…

A vida é um poema que, em segredo,
a divindade compôs para que o olhar
(ab)sorva as suas supremas delícias.

 

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Supremas delícias

Por Nonato Albuquerque em POESIA

09 de Janeiro de 2018

Supremas delícias
Nonato Albuquerque

De que forma você vê o mundo lá fora?
Se o seu olho é magicalizado pelo verde
que a esperança sempre amabiliza,
então é de futuro o seu olhar o mundo…

Se, ao invés de flertar com o abismo,
você alteia seu olhar para as nuvens,
grandiosa é sua mente que abriga
as criações maiores da fonte Natureza.

Mas, se porém, o teu olhar é pérfido,
bloqueia o sonho e admite a dor,
renegas a tua própria essencialidade…

A vida é um poema que, em segredo,
a divindade compôs para que o olhar
(ab)sorva as suas supremas delícias.