MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Ode aos mortos do Benfica

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

11 de Março de 2018

O medo
tem sido freguês quase constante
da noite dessa cidade,
que de fortaleza tem apenas o nome,
mas se revela tíbia nas manchetes
diante da carnificina que a invade.

A dor
arde no peito dos desesperados,
vibra na mente dos estarrecidos
e se liquidifica nos olhos de nós todos
ao vermos o perigo
sentado ao lado dos comensais
nos bares,
nas praças e em lugares muitos.

A coragem,
que devia ser mestra no contraponto
desses episódios
finge ser cavalaria americana
e chega sempre atrasada,
depois que tudo já está consumado. .

Até quando
vamos reprisar as dores dessa provação,
desesperar-se com os vídeos das meninas do mangue
se inquietar com as vítimas das cajazeiras
impactar-se com os mortos de pentecoste
e, agora,
chorar a perda dos que se encontravam no Benfica?

esses mortos-vivos
esperam respostas, claras, lúcidas,
da inteligência investigativa dos homens,
e não palavras ao vento
de que tudo está sob controle
e de que isso é apenas mais um caso isolado.

O medo, a dor
e todos os sentimentos dessa enorme sofrência
merecem ocupar o lugar dos mortos
e, conosco, vivenciarem a habilidade da coragem,
a crença da esperança
e a certeza de que tudo isso,
um dia,
será passado.

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Filme velho: o ataque dos vândalos do futebol

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

05 de Março de 2018

Um jogo de futebol, convencionalmente, tem 90 minutos, caso não haja algum prorrogação. Mas em alguns estádios como o nosso, o futebol e suas discussões, acabam saindo do controle nas ruas, antes ou depois das partidas.
Ontem, os vândalos – me permitam não chamar essa corja de torcedores (e vou mais além, os perturbadores da ordem, por isso nivelados a qualquer desordeiro) – protagonizaram, uma vez mais, um degradante espetáculo de violência.

Já está na hora de algum setor competente da área de Segurança Pública começar um trabalho mais completo de identificação desses marginais e afastá-los dos estádios em dias de jogos para que a população da cidade não tenha que assistir a essa selvageria.

Quando os ingleses impuseram iniciativas de investigação sobre os ”hooligans” – desordeiros que viviam prejudicando a imagem do esporte bretão -, aos poucos, eles foram identificados; levados às barras da Justiça e impedidos de ingressarem nos estádios em dias de jogos. Nessas ocasiões, eles são recolhidos a hospitais ou postos de serviços públicos onde prestam serviços como voluntários, onde possam ser úteis, ao invés de transformar as ruas em praças de guerra.

Enquanto não se tomar uma medidas dessas por aqui, iremos sempre reprisar esse indigesto filme com ingredientes de intolerância, ódio, ira, raiva, destempero e, principalmente, falta de educação. E é bom relacionar aí, também, o papel dos clubes. Eles têm uma parcela iportante de responsabilidade, quando se sabe que, por conta desses vândalos, os verdadeiros torcedores de futebol estão se afastando dos estádios, com medo do avanço dessa corja integrante das facções denominadas torcidas uniformizadas. Ou se faz isso ou se decreta já já, o fim da família nos estádios.

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Ministério Público ataca corrupção no sistema penitenciário cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Março de 2018

Está tudo dominado – é uma expressão que se usa para explicar o domínio de uma parte sobre todo um conjunto. Por exemplo: quando se refere ao mal, dizer que hoje está tudo dominado, reforço a tese de que o crime domina quase tudo. No sistema penitenciário, por exemplo. Uma operação denominada Mecenas, do Ministério Público do Ceará, cumpriu ontem mandado de busca e apreensão na antiga CPPL 5, em Itaitinga. Havia denúncia de corrupção, praticada por servidores – o que não é nenhuma novidade.

Agentes pagos com o dinheiro da população para cuidar de presos estão operando na contra-mão da lei e favorecendo os criminosos e o crime.

Foram apreendidas drogas: 450 gramas de maconha e 220 gramas de crack, além de aparelhos celulares, documentos e medicamentos de uso controlado com efeito psicotrópico – que estariam chegando ao interior do presídio com o beneplácito dos agentes penitenciário. Um deles, Antônio Braga de Lima, foi afastado imediatamente e o Ministério Público vai apurar a possibilidade da conivência de outros servidores.

Pois horas depois dessa ação, um policial militar do Batalhão de Policiamento penitenciário, foi fuzilado na porta de casa, por indivíduos encapuzados.

Perguntar não ofende: essa morte não seria uma queima de arquivo relacionada ao trabalho do Ministério Público? Uma boa dica para quem está investigando a banda podre de servidores corruptos que estão trabalhando no lado d crime. Pois como comecei esse comentário, tudo está dominado.

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Criminalidade na terra, no céu e agora no mar cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

28 de Fevereiro de 2018

Resultado de imagem para piratas silhuetasAos tempos da colônia, o Brasil viveu muitos episódios de violência envolvendo piratas e bucaneiros. Eles aportavam por aqui em busca de roubar nossas riquezas. Na orla marítima grassavam os assaltos as embarcações, onde se saqueava de tudo.

Pois o tempo passou e a História ainda vive a repetir os mesmos fatos do passado, guardadas as diferentes conotações.. Os piratas de hoje estão agindo em veleiros de turistas que tentam conviver com as delícias da nossa terra. Ao contrário de armas e mantimentos do passado, hoje eles levam objetos modernos como celulares e notebooks.

Se no passado o nosso litoral não tinha as condições de segurança que hoje detém, é preciso que a inteligência investigativa dê resposta efetiva para frear toda e qualquer iniciativa de que a pirataria do passado volte a prevalecer e ameace, inclusive, o setor do turismo do nosso Estado, já tão debilitado com as ações criminosas em terra.

Polícia investigativa, neles!

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Fortaleza entre as 11 cidades de ruas mais perigosas do mundo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Fevereiro de 2018

A semana termina com alguns resultados positivos em termos de combate à criminalidade. Os números refletem isso, embora Fortaleza esteja sendo citada mundo afora como uma cidade terrivelmente violenta. Um dos maiores sites de aconselhamento para turistas do mundo, o Culture Trip, publicou artigo no qual coloca as ruas da capital cearense entre as 11 mais perigosas do mundo.

Esse site tem uma visibilidade no mundo todo já que possui mais de 4 milhões e 200 mil seguidores no Facebook e outros 154 mil no Instagram.

Segundo a publicação, divulgada em inglês, Fortaleza tem sofrido com a violência oriunda das facções criminosas, que tem deixado vários bairros inseguros. O texto menciona, inclusive, a ‘Chacina das Cajazeiras’, que deixou 14 pessoas mortas em janeiro, como grande exemplo da falta de segurança vivida pelos habitantes da cidade.

No entanto, ao mesmo tempo em que se reforça o apelo para que as autoridades façam todo o esforço possível para conter essa onda criminosa, é preciso dizer que nem tudo está perdido. Se há violência, há também gente voltada para o exercício de atividades importantes, que trabalha, que se relaciona com outros e não o caos que se pretende desenhar aos visitantes. Vai depender do governo modificar essa imagem manchada da “loira desposada do sol”. E, principalmente, do trabalho de toda a população buscando fazer a sua parte em favor de uma cidade tranquila em busca do seu destino.

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Toque de recolher em Fortaleza!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de Fevereiro de 2018

A violência em nosso País tem suscitado diversas iniciativas. A intervenção federal no Rio. A força-tarefa aqui no Ceará. E agora surge uma medida que, no mínimo, vai causar uma grande polêmica. A de se aplicar o “toque de recolher” depois das 23 horas em Fortaleza. Essa é uma ideia de uma parlamentar do MDB, doutora Silvana, dizendo-se preocupada com a escalada da violência em nossa capital. Ela promete apresentar nos próximos dias um projeto de lei para auxiliar na prevenção ao consumo de drogas por adolescentes, utilizando o esse artifício do “toque de recolher”. A deputada toma como parâmetro, o modelo de sucesso adotado na Islândia, que para ela, é um exemplo para o resto do mundo.

Embora as realidades sejam bastante díspares,diferentes, entre Islândia e Brasil, mas a deputada considera que é possível se reverter o quadro desolador de mortande entre jovens, proibindo crianças de três a 16 anos de circular após as 23 horas.

Numa época em que especialistas defendem a ocupação dos espaços, com qualificação de serviços e equipamentos, a ideia da senhora deputada parece ir na contramão do desejável. Não é restringindo a liberdade do ir e vir dos jovens que iremos solucionar esse problema, mas criando serviços que evitem que a cidade seja tomada pelos bandidos.

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Do lixo do poder ao poder de quem trabalha o lixo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de Fevereiro de 2018

Duas escolas de samba do carnaval do Rio, a Paraíso da Tuiutí e a Beija Flor, levaram para a avenida, este ano, o drama dos que ainda convivem com a miséria social de um País, reconhecidamente rico mas de uma aviltante pobreza da maior parte de sua população.
Do tempo da escravidão aos dias de hoje, muitos brasileiros sofrem na pele a injunções de uma política que privilegia uma pequena parcela, enquanto a maioria de sua gente está entregue à sorte e ao seu destino. Entre esses, estão os operários que atuam nos lixões e todos aqueles que, de alguma maneira dependem do ciclo do que é descartado pela sociedade.

Gente simples, obrigada a viver no meio do lixo como se dele fosse, sem obter dos eleitos por eles nenhum benefício que amenize o drama de amanhecer e anoitecer recolhendo material que lhes dê a própria sobrevivência.
Se a gente se colocar no lugar de um deles vai se surpreender com a enorme dificuldade de conviver em um ambiente inóspito, contaminado – e que, muitas vezes, os catraeiros (como eles são frequentemente chamados) acabam por contrair doenças que lhes retiram a força e os remetem às filas do SUS.

Entre eles e o poder vigente há uma distância enorme; um fosso profundo a dividi-los. Porque poucas são as ações em favor de melhorar o padrão de qualidade desse trabalho. E, a maioria dos que ali atuam, o fazem por falta de condições pessoais para ocupar outros postos de trabalho. Pois é exatamente aí que os dirigentes deviam demonstrar a importância de governar, melhorando essas condições dos mais simples, dos mais necessitados, a fim de minimizar o drama de quem precisa depender do lixo.

O olhar denunciador, revelado pelas lentes de uma matéria especial do Barra, é uma provocação e um desafio a que se melhore a vida de quem ajuda na assepsia da cidade, evitando que nós venhamos a contrair mais doenças caso não houvesse o importante trabalho desses homens e mulheres que merecem toda a nossa consideração.

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A rotina alterada dos telejornais por conta da violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

15 de Fevereiro de 2018

Não tem jeito não; quanto mais se combate a violência e se propaga a necessidade de uma convivência de paz entre as pessoas, mais e mais essa chaga terrível da alma humana se amplia na sociedade. Falo da violência. Seja aqui em Fortaleza ou em qualquer parte do mundo, ela domina as manchetes; deixa a população sobressaltada. Altera a rotina dos noticiosos da tv – e não apenas em programas específicos, mas todo o noticiário espelha um momento terrível do ser humano.

Pra vocês terem uma ideia, na mesma tarde em que aqui em Fortaleza, o músico Waldonys e seus dois filhos sofriam um assalto ao retornar para a cidade, lá nos Estados Unidos, também dois filhos do ex-presidente do Fortaleza esporte Clube passavam pelo tormento da tragédia numa escola americana, onde um atirador acabou matando mais de uma dezena de pessoas e ferindo outras tantas.

Curioso é que Luis Eduardo Girão, o empresário, ao se mudar para a Flórida, além de visar a educação dos filhos, buscava protegê-los da violência que, em Fortaleza, chegou a proporções terríveis.

Por isso, a campanha da Fraternidade, que a Igreja Católica prioriza este ano, busca avaliar a necessidade de se refletir sobre esse momento da civilização. Onde todos estamos no mesmo barco. E que se para vencer esse momento, é preciso cada um empenhar-se em primar por uma convivência pacífica, evitando os confrontos, as discussões, para chegarmos a um tempo menos terrível como os dias em que vivemos. Pense nisso.

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Fortaleza x Rio: a insegurança que nos separa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA, Sem categoria

14 de Fevereiro de 2018

Ouvi um turista carioca dizer que veio à Fortaleza passar o carnaval, para fugir da intranquilidade do Rio de Janeiro. E aquilo me deu uma certeza de que, apesar de tudo o que a capital cearense tem vivido em termos de insegurança, ainda estamos bem distantes de sermos comparados aos caos institucionalizado pela bandidagem na cidade maravilhosa. O turista acentuou que buscou o Ceará porque aqui há tranquilidade e, por isso mesmo, resolveu buscar usufruir desse benefício.

Alguém poderá achar que esse visitante desconhece a nossa realidade; mas, apesar de sermos uma cidade violenta, não tem comparação com a loucura que chegou o Rio. Lá, bandidos controlam quem deve entrar e sair das comunidades dominadas por eles. Não há um só dia em que trocas de tiros constantes, façam com que balas perdidas encontrem sempre alguém para preencher os números do obituário. Bandidos armados circulando em plena luz do dia, desafiando o que ainda resta de ‘autoridade’, mesmo com as forças de Segurança Nacional auxiliando esse trabalho.

Por aqui, a gente se sente insegura, sim. Mas bem longe de qualquer comparação com o absurdo a que chegou o Rio de Janeiro, a ponto de o turismo internacional ter registrado queda no número de visitantes famosos que, habitualmente, acorriam ao carnaval carioca.

Queira Deus que a nossa violência seja controlada, evitando que esses números indesejáveis continuem a nos deixar intranquilos; torcendo para que jamais cheguemos ao patamar a que as autoridades deixaram se transformar a antiga cidade maravilhosa.

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Para encarnar o carnaval numa real

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Fevereiro de 2018

O roteiro deste fim de semana da maioria do povo brasileiro passa por alguma avenida iluminada, se diverte em um baile de fantasia ou no simples fato de se deixar cair na folia, seja onde for, com quem for e haja o que houver. Reina absoluto entre nós, esse fenômeno chamado carnaval.

Nele, o comum de todos é dar asas à fantasia, viver a festa com uma identidade fora do contexto diário, esquecer as preocupações e ser mais um folião adepto do que a expressão ‘folia’ tem de mais original: folia vem do francês ‘follie’ e significa loucura. E é aí que reside a preocupação.

Achando que o carnaval é época de liberação total, de fazer o que bem quer, muitos se deixam levar pelos excessos e acabam amargando na quarta-feira as consequências de seus atos.
Carnaval sim, mas com os cuidados que tudo na vida exige; para que a alegria possa superar os problemas do dia a dia, mas sem jamais perder o foco de que é preciso muito bom senso e cuidado.

No trânsito, no consumo de bebida, na forma de brincar, evitando os excessos que, muitas vezes, transformam em tragédia o que era para ser alegria e brincadeira.

Feliz carnaval para todos.

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Para encarnar o carnaval numa real

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Fevereiro de 2018

O roteiro deste fim de semana da maioria do povo brasileiro passa por alguma avenida iluminada, se diverte em um baile de fantasia ou no simples fato de se deixar cair na folia, seja onde for, com quem for e haja o que houver. Reina absoluto entre nós, esse fenômeno chamado carnaval.

Nele, o comum de todos é dar asas à fantasia, viver a festa com uma identidade fora do contexto diário, esquecer as preocupações e ser mais um folião adepto do que a expressão ‘folia’ tem de mais original: folia vem do francês ‘follie’ e significa loucura. E é aí que reside a preocupação.

Achando que o carnaval é época de liberação total, de fazer o que bem quer, muitos se deixam levar pelos excessos e acabam amargando na quarta-feira as consequências de seus atos.
Carnaval sim, mas com os cuidados que tudo na vida exige; para que a alegria possa superar os problemas do dia a dia, mas sem jamais perder o foco de que é preciso muito bom senso e cuidado.

No trânsito, no consumo de bebida, na forma de brincar, evitando os excessos que, muitas vezes, transformam em tragédia o que era para ser alegria e brincadeira.

Feliz carnaval para todos.