MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

No dia da saudade, um mês pra não deixar nenhuma

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de Janeiro de 2019

Janeiro está já chegando ao fim. Como se diz no popular, “ô mezim” pra não deixar saudades. E a gente diz isso, exatamente no dia da saudade.

Porque, na verdade, janeiro tem sido um mês recheado de coisas ruins. Quer ver? Como se fosse pouco, ser o mês de muitas contas a pagar – IPVA, IPTU, matrícula de alunos, compra de material escolar, pagamento das dívidas que a gente fez em dezembro -, este janeiro de 2019 trouxe os ataques criminosos. Além da violência que eles espalharam, criou-se um clima de medo, de terror. O comércio chegou a deixar de funcionar. Turistas apressaram o voo de volta. Outros desmarcaram viagem aqui pro Ceará. 2019 partiu prejuízo foi a marca do mês.

Para completar essa enxurrada de violência, vieram os aumentos das passagens de ônibus, de algumas mensalidades e, hoje mesmo quando o mês está já com o pé na cova, tomamos conhecimento do reajuste da conta de água que vai ser de 15,86 por cento, bem acima da inflação que já nos torra o bolso.

Eita que, assim, a gente num vai ter muita saudade deste janeiro, com suas tragédias que acabaram ampliando ainda mais a lista de indesejáveis lembranças do mês que era ser da folga, das férias, da folia (do pré-carnaval), mas que acabou sendo um verdadeiro inferno na vida de quem aguarda a volta da tranquilidade pro nosso Estado.

Até parece que o ano passado ainda não passou.

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Os anjos sem asas na tragédia de Brumadinho

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de Janeiro de 2019

Em meio à consternação que a tragédia de Minas provoca em todos nós, sobressai-se o exemplo meritório dos bombeiros, do pessoal da defesa civil e de voluntários que buscam ajudar de alguma forma, nessa hora difícil. Eles se revelam verdadeiros anjos sem asas em meio à tragédia.

Não sei quem falou uma vez, que o brasileiro costuma ser mais solidário nas ocasiões de tragédia do que em momentos felizes; mas isso, por si só já revela um sinal positivo do traço humano de nossa gente.

Podemos discordar em vários aspectos – religioso, político, econômico e cultural -, mas na hora de prestar ajuda, somos um povo generosamente solidário.

Ao ver aqueles homens do corpo de bombeiros se arrastando no espelho de lama que a barragem de Brumadinho acumulou, trabalhando em meio aos destroços varridos pela fúria dos rejeitos liberados pela barragem e o choro desesperado dos amigos e parentes, dá pra se sentir o quanto precisamos estar mais unidos, não apenas nessas ocasiões trágicas.

O exemplo de solidariedade é ainda mais compreensível quando se tem informação de que esses soldados do fogo, da chuva e da lama de Minas, caso se confirmem, convivem com problemas financeiros. Por conta da crise administrativa do Estado, muitos deles ainda não receberam sequer o décimo terceiro salário de dezembro passado.

Mesmo assim, vestem a farda da corporação. Colocam-se à serviço da população. Enfrentam perigos em meio a todo aquele crime ambiental que, a cada hora que passa, se tem a noção de quão grave se constitui.

Até quando iremos chorar os mortos de empresas movidas por ganância e desrespeito às normas de segurança?

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CHARGES. A ampulheta da morte

Por Nonato Albuquerque em artes

28 de Janeiro de 2019

O chargista e cordelista Klévisson Viana demonstra nesse trabalho gráfico a crítica à falta de respeito à lei praticadas por empresas mineradoras, como a Vale. A tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, levou artistas como ele a se manifestarem de forma magnífica.

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O inferno astral da cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de Janeiro de 2019

Um ano depois da chacina das Cajazeiras, que causou enorme comoção na cidade, com a impactante soma de 14 pessoas mortas em uma festa, Fortaleza parece estar passando, como se diz popularmente, o seu inferno astral dos janeiros violentos. Mês destinado às férias escolares, em que o setor do turismo atrai mais visitantes na alta estação, janeiro de 2019 alcança exatos 24 dias de uma onda nefasta de terror que não tem dado descanso, nem às autoridades que travam guerra com as facções, tampouco ao cidadão comum que trabalha, paga impostos e se sente fragilizado no ítem segurança.

Essa violência tem um preço, que se sobrepõe ao enorme prejuízo material que se estabelece com a queima de veículos, depredações a imóveis públicos e privados, atentados com vistas a implodir pontes e viadutos. Eu falo do trauma que essa situação tem causado à população, temerosa até de sair às ruas ante a possibilidade de se ver envolvida na teia de violência que cerca as todos.

Nós sabemos que a violência é uma doença da alma. Procede de longínquas eras. Estende-se a todos os ramos da sociedade humana, desde quando herdamos de Caim a síndrome do ódio, esquecendo de nos alimentarmos da bonomia de Abel, da figura bíblica.

Estamos caminhando para um mundo materialista, consumista e cada vez mais individualista. As noções de fraternidade e bondade estão sendo permutadas por uma vivência feita em acumular bens, que tudo se torna acessório diante da importância da Vida.

O resultado disso tudo é que, cada vez mais, nos aprofundarmos no abismo dessa miséria, porque apesar de todo o progresso alcançado pelo homem, há muito do selvagem ainda rolando em nossas veias.

Não é esse, certamente, o plano de Deus para nós, interessado em que façamos por onde agir dentro dos preceitos da dignidade, da honradez e dos sentimentos maiores.

Toda essa provação, acreditem, tem raízes em nossas escolhas equivocadas; quando trocamos o essencial do SER, daquilo que é permanente, por uma vida de ilusões, que nos leva à toda essa miséria social. É quando optamos por essa tendência materialista que abrigamos os vícios, as drogas, os crimes, esquecendo-nos que tudo isso é passageiro; que fugir às leis é cumprir um roteiro de dor e sofrimento – e que só teremos paz quando nos acercarmos do bem, da caridade e, principalmente, do amor. Essa, uma verdade inquestionável.

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A constância dos ataques inquieta a população

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

23 de Janeiro de 2019

Além dos prejuízos que têm causado ao Estado, as ações criminosas iniciadas no dia 2 de janeiro inquietam as pessoas diante da constância com que elas vêm acontecendo.

Imaginava-se que a presença da Força Nacional já seria um motivo inibidor suficiente para arrefecer o ânimo dos criminosos, mas que nada! Os atos de terrorismo vêm se prolongando pelo seu vigésimo segundo dia e, pelo visto, não encontraram da parte do sistema de segurança a mesma força como resposta.

Hoje num comentário na Tribuna Band News, o âncora de SP, Ricardo Boechat, revelou sua inquietação por conta de que, junto ao trabalho de investigação, as autoridades não conseguiram, até aqui, identificar a autoria pelo comando desses atentados.

Se há mais de 400 presos, alguns feitos em flagrante, como é que a Polícia ainda não conseguiu descobrir até aqui, quem são os mandantes desses atos. A quem eles atendem? De onde partem as ordens para os ataques? Quem está financiando isso, se realmente for verdade a estória de que as facções estão pagando pelos ataques?

Mesmo pensamento do juiz federal Nagibe de Melo Neto, considerando importante todo o aparato policial nas ruas, Força Nacional, convocação de reservas, etc e tal, mas que “precisamos de muita investigação e inteligência”. Para ele, esse é o investimento que ninguém vê, o trabalho silencioso e demorado que não dá votos, mas é fundamental. E é isso que vai permitir identificar os líderes das organizações criminosas, saber de onde partem os ataques e congelar o dinheiro. Sem dinheiro, o poder do crime diminui drasticamente.

E ele lembra que para cooptar comparsas, queimar ônibus, destruir viadutos, torres de energia e implantar o terror, há uma demanda de oferta: seja pagando em dinheiro ou em drogas como se chegou a anunciar.

Uma coisa é certa: a Polícia trabalha e deve ter, a essa altura do campeonato, conhecimento dos líderes dessas facções, que podem estar alimentando os arruaceiros e aproveitadores, mesmo que impedidos pela apreensão dos celulares de dentro do presídio.

Como em toda guerra, o inimigo não vai dar descanso e, certamente, vai continuar jogando duro, enquanto as forças contrárias (as da segurança) não destruírem o ímpeto da cidadela inimiga.

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O ANTÍDOTO PARA VENCER O MAL DAS DROGAS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de Janeiro de 2019

Nada é mais inconsequente e temerário do que alguém se envolver com o mundo das drogas. E o número de jovens que passam a integrar esse segmento, tem crescido muito no Ceará. É que é grande a facilidade com que as drogas chegam aos usuários.

Há alguns anos, muitos dos que hoje estão largados nesse vício, eram apenas cheiradores de cola de sapateiro. Ou aqueles que se lombravam com um baseado de maconha. Daí passaram a vender tudo em casa por uma pedra de crack, que é a droga que hoje faz a cabeça dos que não usam a cabeça para pensar. Cocaína, vixe, era algo restrito a um pequeno grupo. Só os que tinham condições financeiras de bancar esse vício podiam adquiri-la. Mas tudo mudou.

A expansão do tráfico fez com que aumentasse o consumo da cocaína, do haxixe e de outras drogas sintéticas. Mas isso não quer dizer que a maioria dos seus consumidores tenha melhorado de vida, tenha tido progresso financeiro, não. Quem não tinha como pagar pelo vício, passou a roubar e a matar para continuar se drogando. Entraram no mercado do tráfico e passaram a competir com os grandes traficantes.

Por isso, o tráfico cresceu tanto. Avançou sobre áreas de IDH baixo – áreas de índices de desenvolvimento baixo – onde os traficantes de outros Estados tomaram o controle de tudo. Envolveu até famílias que passaram a bancar o tráfico doméstico, como forma de aumentar a renda familiar.

A concorrência desse comércio gerou as facções. As facções viraram espécies de seitas do mal, onde novos filiados são batizados com facilidade para que dêem suporte ao mercado da morte. E, com isso, o País perdeu a tranquilidade, à espera de que políticas sociais revertam esse quadro desolador, que tem deixado cidades como Fortaleza contaminadas pela fúria dos que preferiram o inferno do tráfico, ao invés de eleger o bem como forma de alcançar na Terra o paraíso. Existem saídas, sim. Basta que seja aplicada a força milagrosa da Educação, como melhor antídoto para vencer esse mal. Só ela, consegue vencer essa guerra não declarada.

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Ceará era Saara

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

15 de Janeiro de 2019

CEARÁ ERA SAARA
No dia que decidiram que eu teria que nascer na Terra, o anjo Xico, meu guia de guarda, me estendeu um grande mapa e disse: 
– Onde o senhor quer nascer? 
Sem pestanejar, respondi:

– Numa terra do Oriente, de clima tórrido, sem chuva. Chão esturricado, mas que tem uma riqueza debaixo dele, que será o futuro do Planeta: óleo de pedra. 

Xico, ao que parece, não tinha lá muita ciência das coisas e foi preciso explicá-lo que era petróleo, o óleo do qual eu falava 
– Quero nascer aqui – disse apontando no mapa – e ser um dos herdeiros de todo o califado, pra viver uma vida de paxá: enriquecer e viver de ar (de brisa, devia ter dito pra ser mais compreensível). 
Pra evitar alguma dúvida, peguei o mapa, botei o dedo indicador na região onde pretendia nascer. No Sahara. 
E como ele tivera uma vida pretérita num reino croata, indagou-me: 
– Sahará? E eu, displicente confirmei. 
Pois num é que o desgramado do anjo trocou as bolas. Mandou-me pruma terra seca, que nem água tem pro gasto. Quando tomei juízo das coisas e que fui olhar direito, vi que o anjo Xico, meu guia, ao invés de Sahara me mandou com armas e bagagens pro Ceará. E só assim pude ver que ele trocou a acentuação tônica da palavra para a última sílaba do Sahara. E ficou Saará.
Mesmo que hoje ame demais essa terra, mas não esqueci. Ando fulo da vida com o anjo que me jogou onde ‘óleo de pedra’ tem. Mas refinado. Nos postos de gasolina. E caro pra caramba! E num herdei nem uma bombinha. E pra num dizer que ele errou de todo, vivo de ar. No ar. Nos meios de comunicação.
Tem nada não! Descubro assim que num é só humano que erra. Anjo, também. Só tenho pena sim, é de quem pediu a ele pra nascer em Boston. Ou Chicago. 
 
—-

Confira a pronúncia do Xico em croata: Listen to Sahara pronunciation by Forvo Sahara

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Caçadores de recompensas: do velho oeste ao novo Nordeste

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

15 de Janeiro de 2019

No século 19, os Estados Unidos viveram um período de extrema violência por conta de bandoleiros que atacavam o transporte da época no velho oeste, as diligências, explodiam e assaltavam bancos, além de incendiar as cabanas dos índios, perseguidos que eram pelos confederados. Para conter esses ataques, era chamada a Cavalaria Americana, mas mesmo assim os resultados não eram suficientes. Foi então que o governo começou a oferecer recompensas para quem denunciasse, prendesse e entregasse vivos os responsáveis pelos crimes. Surgiu então a figura dos ‘caçadores de recompensa’. Essas são cenas do “western” americano.

Século 21, um estado brasileiro, o Ceará, convive com uma série de ataques impostos por integrantes de facções que passaram a atacar o transporte público, incendiando coletivos, explodindo viadutos e causando o terror. Para conter
essas ações, chamaram a Força Nacional de Segurança, em seus motores de muitos cavalos de força e que passaram a suprir as carências do efetivo local. Como os resultados não foram suficientes, o governo começou a oferecer recompensas para quem denunciar os responsáveis com prêmios que vão de 1 mil a 30 mil reais. Essas são cenas do nordestern brasileiro.

Embora as estórias se assemelhem no geral, há uma grande diferença em relação à versão americana que os filmes de “caubói” tanto exploraram. Aqui, o denunciante não vai ter as prerrogativas dadas pela Suprema Cote de Justiça aos “caçadores” de lá. Só pra vocês terem uma ideia, lá eles tinham autoridade para usar arma e, mesmo sem nenhum treinamento, podiam invadir uma casa, prender o denunciado – já que a recompensa – a grana – só poderia ser recebida caso o bandido fosse entregue vivo. Até isso acontecer, dá pra se imaginar as relações violentas que isso gerou, fazendo com que houvesse perdas dos dois lados, dos caçados e dos caçadores.

Se bem que os tempos sejam outros, a comparação que estamos fazendo só quer demonstrar uma coisa: o tempo rolou um bocado de lá pra cá; mas as más atitudes humanas continuam a provocar medidas extremas, impondo regras que, sinceramente, imaginávamos fossem imagens de um passado que, teimosamente, parece não querer morrer.

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No Ceará, o crime não como pensam (os bandidos)

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Janeiro de 2019

Uma semana depois do início desses ataques criminosos, orientados por integrantes de facções, em represália às medidas anunciadas de que esses criminosos não terão nenhum tipo de privilégio no sistema penitenciário, tem-se a impressão de que ainda não é possível se prever quando tudo isso será controlado. Aos poucos, a situação vai sendo contornada, disse agora há pouco o governador Camilo Santana, na Rede Band News.
Como em toda crise, esse episódio fornece oportunidades de crescimento. De que é possível se tirar lições práticas e importantes. Essa situação anômala está servindo para despertar uma discussão mais ampla, sobre a questão da criminalidade no País.

É bom lembrar que, desde o avanço da Polícia nos morros cariocas, fazendo com que criminosos se debandassem, Estados onde se evidenciava o crescimento econômico e o desenvolvimento social, passaram atrair esses fugitivos, que utilizando cidades próximas da capital, criaram suas bases de ação, passando a operar criminosamente.

Com o aumento da criminalidade e o registro de chacinas e as mortes de jovens que se atrelaram ao tráfico de drogas, o governo cearense começou a potencializar suas forças de segurança, equipando-as com material e capital humano, num investimento que, hoje, o governador Camilo Santana considera a forma que recorreu para se prevenir contra a expansão dessa criminalidiade.

A crise chegou ao ponto que chegou, mas ela está servindo de laboratório para que se tomem iniciativas mais arrojadas, como a mudança do sistema penitenciário, atualmente sob controle dos criminosos e o endurecimento de normas que revelem a quem comete qualquer ato delituoso de que prisão não é estação de férias, nem hotel onde se possa descansar, após trabalhar a serviço do crime.

O Ceará pode muito bem dá o exemplo: ao invés de apenas dizermos que “o crime não compensa” e que parece não funcionar em mentes tomadas pelo mal, a atitude do governo cearense para com os bandidos, neste momento, é de que para eles, no Ceará, “o crime é tratado não como pensam”.

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Depois da tempestade, vem mesmo o quê?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Janeiro de 2019

Em meio a qualquer situação difícil a primeira orientação é de que se tenha calma. E evite-se, acima de tudo, entrar em pânico. Essa é uma medida que consegue repor em ordem o nosso equilíbrio, até mesmo para enfrentar qualquer tipo de problema.

Diante de situações adversas, como essa de violência que a cidade enfrenta, sabemos ser comum as pessoas se impacientarem com as ocorrências que surgem e que, sabemos, afetam de alguma maneira a nossa tranquilidade. Mas é preciso lembrar que nada perdura; tudo isso é momentâneo, por mais que o tempo passe e as ações continuem a se repetir.

E no meio dos fatos que realmente vêm acontecendo, é muito comum surgirem os aproveitadores. Aqueles que exercem a sua vocação de perturbar para ver o circo pegar fogo, movidos pelo combustível do quanto pior, melhor. É aí que entra a convicção de cada um de nós, de que não nos deixemos levar por ameaças que desejam impedir até mesmo nossa liberdade de ir e vir, como as que orientam o fechamento do comércio – se bem que, para isso, as autoridades deviam nos dá a real segurança de que vão nos proteger -, evitando assim que esse tipio de coisa atinja a nossa fragilidade.

Um escritor, Lourival Lopes, costumava dizer que “nós temos uma força interior. Ela aparece conforme seja chamada. Se você chamar e exigir alegria, inteligência, resistência, coragem e fé, elas se mostrarão por inteiro”.

Peça a Deus – ou seja lá o nome que dê a essa força superior – para ampliar sua capacidade de extrair as forças e a ajuda necessárias. Todos nós as temos. É preciso só que elas sejam despertadas, a fim de auxiliar a vencer essas tribulações.

Cuidados são necessários, mas nada que leve você ou qualquer um ao medo. Deus é maior que tudo isso. E se você fortalecer a sua fé de que tudo muda, de que o mal jamais há de prevalecer sobre o bem, então você estará contribuindo para que as potências de luz – que estão em nós – trabalhem racional e favoravelmente para vencer toda e qualquer provação. Você nunca ouviu falar de que depois da tempestade vem o quê?…  Então, reflita sobre isso.

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Depois da tempestade, vem mesmo o quê?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Janeiro de 2019

Em meio a qualquer situação difícil a primeira orientação é de que se tenha calma. E evite-se, acima de tudo, entrar em pânico. Essa é uma medida que consegue repor em ordem o nosso equilíbrio, até mesmo para enfrentar qualquer tipo de problema.

Diante de situações adversas, como essa de violência que a cidade enfrenta, sabemos ser comum as pessoas se impacientarem com as ocorrências que surgem e que, sabemos, afetam de alguma maneira a nossa tranquilidade. Mas é preciso lembrar que nada perdura; tudo isso é momentâneo, por mais que o tempo passe e as ações continuem a se repetir.

E no meio dos fatos que realmente vêm acontecendo, é muito comum surgirem os aproveitadores. Aqueles que exercem a sua vocação de perturbar para ver o circo pegar fogo, movidos pelo combustível do quanto pior, melhor. É aí que entra a convicção de cada um de nós, de que não nos deixemos levar por ameaças que desejam impedir até mesmo nossa liberdade de ir e vir, como as que orientam o fechamento do comércio – se bem que, para isso, as autoridades deviam nos dá a real segurança de que vão nos proteger -, evitando assim que esse tipio de coisa atinja a nossa fragilidade.

Um escritor, Lourival Lopes, costumava dizer que “nós temos uma força interior. Ela aparece conforme seja chamada. Se você chamar e exigir alegria, inteligência, resistência, coragem e fé, elas se mostrarão por inteiro”.

Peça a Deus – ou seja lá o nome que dê a essa força superior – para ampliar sua capacidade de extrair as forças e a ajuda necessárias. Todos nós as temos. É preciso só que elas sejam despertadas, a fim de auxiliar a vencer essas tribulações.

Cuidados são necessários, mas nada que leve você ou qualquer um ao medo. Deus é maior que tudo isso. E se você fortalecer a sua fé de que tudo muda, de que o mal jamais há de prevalecer sobre o bem, então você estará contribuindo para que as potências de luz – que estão em nós – trabalhem racional e favoravelmente para vencer toda e qualquer provação. Você nunca ouviu falar de que depois da tempestade vem o quê?…  Então, reflita sobre isso.