MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

As outras bem-aventuranças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de outubro de 2018

 

as outras bem-aventuranças

Nonato Albuquerque
Bem aventurados, os homens de poucas letras e de muito saber em quem a Natureza expõe toda a sua maestria.
Bem aventurados, os sem esperança mas que acham motivos para derramar nos outros as chances de um tempo melhor.
Bem aventurados, os que navegam pela Terra sem bússola, sem rumo e conseguem auxiliar numa rua, a travessia dos sem memória.
Bem aventurados, os profetas que anunciam chuva e inverno e mesmo que lhe dêem as costas, sua ciência é verdade exata.
Bem aventurados, os que se acham solitários por sobre o planeta, mas abrigam em si o conhecimento de que somos uma só família.
Bem aventurados os homens e mulheres de idéias luminosas cujo facho de luz se projeta em favor não de si mas dos outros.
Bem aventurados, os que amam e embora não haja reciprocidade, magnificam a Vida com sua luminosa presença de paz…
Bem aventurados, os que auxiliam os deserdados do bem ainda que nem considerem ser possuidores dessa sagrada virtude.
Bem aventurados, sejam todos e todas!

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Para os que têm olhos de ver

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para chamá-la de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência do macho?

Uma antiga prática – absurda, diga-se de passagem -, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma lei que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres em coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções se voltam para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora, repito, existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Acontece que a Natureza não dá saltos. Tudo nela obedece à lei de equilíbrio e de bom senso.

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Há luz em meio a todo esse sombrio caos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas. A certeza de que há luz em meio a esse ambiente sombrio de caos.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para lhes chamar de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência dos macho?

Uma prática absurda, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma norma que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres nos coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções são voltadas para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Mas a Natureza não dá saltos. Tudo obedece à leis de equilíbrio e bom senso.

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O tempo de hoje quando for lembrado no futuro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de setembro de 2018

Houve um tempo em que as pessoas viviam emburradas umas com as outras. Por qualquer motivo ficavam enraivecidas. Brigavam por nadinha, além de cometer roubos enormes.

Houve um tempo em que a bondade chegou a virar peça rara no cotidiano das pessoas. Poucas pessoas eram bondosas. Ninguém ajudava a ninguém, a não ser que fosse para garantir algum benefício em troca. Falava-se muito de Deus, mas quase ninguém se aplicava a obedecer as regras de seus mandamentos. Amar o próximo. Não matar, não roubar…

Houve um tempo no mundo em que se roubava sonhos e ideais e que as pessoas brigavam por causa de religiões. Nesse tempo, os homens do Poder faziam tudo para se tornarem mais ricos, enquanto a grande massa se empobrecia ainda mais. Com isso, a miséria imperava; o crime se organizava; o combate ao mal era inócuo e a Justiça era morosa demais para resolver os casos.

Houve um tempo em que a palavra empenhada já não valia tanto e, por isso, as pessoas desconfiavam até das suas sombras.

Houve um tempo em que a falta de segurança era tanta, que as pessoas não podiam mais sair de casa com medo de serem vítimas de assalto na esquina ou no próximo sinal. Roubava-se a granel. Matava-se a três por quatro. Sem motivo nenhum. Nesse tempo, até as igrejas perderam o sentido de formação moral da alma para se transformar em empresas de lucros e dividendos.

Houve um tempo em que as pessoas viviam infelizes, por não terem tudo o que queriam e nem serem tudo o que podiam. Por mais incrível que pareça, houve um tempo em que tudo isso aconteceu. E esse tempo, senhores e senhoras, é hoje.

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Campanha de ódio contra violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de setembro de 2018

De uma campanha política, geralmente, espera-se o relato da vida do candidato, seus feitos e suas promessas caso venha ser eleito. Pelo menos é isso que o eleitor aguarda. Nessa versão 2018, um fenômeno curioso vem acontecendo: o discurso da violência acaba gerando mais violência entre os partidários de candidaturas que passaram a travar bate-boca nas redes sociais, inflamando ainda mais o que já é intolerável.

Nunca se viu tanto arroubos por parte de candidatos, na tentativa de explicar até mesmo os projetos para combater a violência. São formulações de ódio, traduzidas por ideias que vão de encontro a mais violência. Nenhuma delas mostra-se compatível com o nível de enfrentamento que se deseja.

Tudo isso vem gerando nas redes sociais um debate de intolerância, ódio, com agressões entre internautas-partidários, ao mesmo tempo que muitas amizades estão sendo desfeitas por conta desse radicalismo inaceitável que, no fundo no fundo, só revela a alma doentia de uma Nação.

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A violência no discurso político eleitoral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de setembro de 2018

Enquanto os políticos brigam pelo pódio da vitória, em suas andanças propagandísticas, a vida de todo mundo vai correndo como manda o figurino.

O trabalhador comum se vê cercado de insegurança, no caminho de casa para o trabalho, ou até quando nas horas de folga pretende relaxar. Violência absurda que não pára de contabilizar números da indústria da morte.

E quando se esperava ver e ouvir os candidatos discutindo formas que aplicarão para diminuir essa tragédia do nosso cotidiano, eles próprios se engalfinham na disputa, usando um discurso de violência para atacar os seus rivais.

Não se alcança paz e tranquilidade em casa onde todos se indispõem.

Passado o pleito, eleito quem quer que seja, o que o cidadão espera é que essa gente tome vergonha na cara. E vá trabalhar. Cumpra com as promessas de campanha, que o eleitor já anda cansado de tanta falação, tudo em favor de garantir o emprego de cada um deles, claro.

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As dores do mundo são as nossas dores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de setembro de 2018

As dores do mundo são intensamente marcadas por episódios que, muitas vezes, não precisam acontecer em nosso meio. Quem não se comove com o drama de uma mãe que, no momento em que amamentava a filha com paralisia cerebral, sofre um acidente no ônibus que trafegava, mas teve o impulso de pedir a alguém para segurar a filha? O gesto dela evitou a morte da criança, muito embora tenha provocado o sacrifício da sua existência. Gesto heroico que, provavelmente, só as mães são capazes.

A dor de um drama desses ultrapassa todos os limites e atinge a cada um daqueles que não conseguem entender os mistérios da Vida, por trás do que nominamos como fatalidade.

As dores da alma humana são as que sofrem família e amigos de um pastor evangélico, vítima de assalto e que por reagir aos agressores para não ceder o carro que lhe pertencia, acaba sendo assassinado brutalmente. Nessas ocasiões, esquecemos o velho ditado de que “vão se os anéis e ficam os dedos”.

São dores de alguns que atinge a muitos. E que parece não atender aos freios de toda um projeto de segurança que tanto se deseja para a cidade. As dores dos que se vão em casos assim, são as dores dos que ficam em total perplexidade.

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A alma doentia de uma Nação

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de setembro de 2018

A violência, que tanto tem deixado os cearenses preocupados, repercute hoje em dia, além das divisas do nosso Estado. Ontem, num debate com presidenciáveis, o Ceará foi lembrado mais uma vez pelos altos índices de homicídios que o levam a ser um dos estados mais violentos do País.

Alguns dos candidatos se reportaram como causa, a questão das facções do Rio e São Paulo, fator que certamente tem prevalecido bastante para o aumento da criminalidade entre nós. Porém, uma análise mais detida do problema, aponta para um detalhe que passa ao largo de toda a discussão: eu falo da degeneração da alma humana.

O país tem assistido a uma quebra de valores morais, por parte de pessoas de quem se esperava exemplos positivos. O mal, nos moldes mais diversos, tem dominado as atitudes de comportamento, tanto de pessoas simples quanto as de posse, que poderiam ser exemplos e modelos de dignidade.

Hoje é grande a facilidade com que uma pessoa comete um ato nocivo, o que dá a impressão de que todos só estão interessados em se dar bem, haja o que houver, custe o que custar. Disso tudo, uma coisa é certa: respeito e vergonha, praticamente, deixaram de ser práticas da maioria. E isso só mostra a alma doentia de uma nação.

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Radicalismos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de setembro de 2018

Todos nós sabemos o que leva uma pessoa a atitudes extremistas: o radicalismo. Os radicais estão nas igrejas, nas arquibancadas dos estádios. Nas lutas políticas. Em tudo. Dormem, almoçam e jantam ideias contraditórias que inserem elementos de raiva, ódio, inveja, ciúme e, principalmente, ideias radicais.

Os números da violência no mundo se devem muito a atitudes assim. Fulano não concorda com o pensamento de cicrano e, no frigir dos ovos, parte para a briga.

O radical é a pessoa que só acredita naquilo que ele pensa. Se alguém tentar lhe convencer o contrário, ele parte para a briga com quatro pedras na mão.

Todo radical é tão fanático que só a religião dele é a correta. Só o deus dele é o melhor. No terreno político, então, só a ideologia dele é a que convence. Quem pensar diferente, saia da frente porque com radicais não há diálogo. A tal da liberdade de expressão, entre os radicais, não existe. E, por isso mesmo, o mundo anda cheio de violentos e de violência. Os que matam e os que morrem. Os que vão para a cadeia sentenciados como fanáticos. Doentes. E os cujos que, um dia, os túmulos deveriam dispor como epitáfio: aqui jaz um radical. Viveu muito; mas viveu mal.

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Eu gostaria de escrever sobre o quê mesmo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de setembro de 2018

Todo mundo esperando eu escrever sobre os números da violência que, no Ceará, só este ano, já ultrapassam a casa dos 3 mil. Não estou com vontade de falar disso não; muito embora isso revele que o controle da violência no Estado é uma luta difícil de ser vencida.

Eu gostaria de estar falando de tantas coisas boas que estão acontecendo por aí, mas saber que em 2018, a criminalidade em oito meses, já beira todo o balanço de 2017 é algo muito grave.

Eu gostaria de estar elogiando o trabalho eficiente que os agentes de segurança empreendem, num esforço enorme para evitar que o nosso Estado apareça lá fora com tanta violência; mas não tem jeito.

Enquanto não partir de cada um de nós, a firme decisão de melhorar a nossa relação com os outros, nós iremos a cada início de mês lamentar tanta gente matando, tanta morrendo, quando o ideal de tudo e de todos seria vencer toda essa tragédia. Mas eu não vou falar disso não. Confesso que eu gostaria era de escrever de quê mesmo? Ah! deixa pra lá…

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Eu gostaria de escrever sobre o quê mesmo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de setembro de 2018

Todo mundo esperando eu escrever sobre os números da violência que, no Ceará, só este ano, já ultrapassam a casa dos 3 mil. Não estou com vontade de falar disso não; muito embora isso revele que o controle da violência no Estado é uma luta difícil de ser vencida.

Eu gostaria de estar falando de tantas coisas boas que estão acontecendo por aí, mas saber que em 2018, a criminalidade em oito meses, já beira todo o balanço de 2017 é algo muito grave.

Eu gostaria de estar elogiando o trabalho eficiente que os agentes de segurança empreendem, num esforço enorme para evitar que o nosso Estado apareça lá fora com tanta violência; mas não tem jeito.

Enquanto não partir de cada um de nós, a firme decisão de melhorar a nossa relação com os outros, nós iremos a cada início de mês lamentar tanta gente matando, tanta morrendo, quando o ideal de tudo e de todos seria vencer toda essa tragédia. Mas eu não vou falar disso não. Confesso que eu gostaria era de escrever de quê mesmo? Ah! deixa pra lá…