MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Quem se preocupa com a morte de adolescentes?

Por Nonato Albuquerque em MORTES, SEGURANÇA

24 de Fevereiro de 2016

komitVocê se sente ameaçado por essa onda de violência que grassa em Fortaleza? Todos nós, certamente. Ninguém se diz tranquilo diante das perdas de vidas – vidas jovens – que são destruídas pela criminalidade. Aqui no Barra estamos sempre indagando até quando as autoridades vão suportar essa indesejável marca de cidade mais violenta, sem iniciativas consistentes, que não fiquem apenas no ensaio, como se fossem meras peças de propaganda do governo. Agora foi instalado o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, uma parceria do Fundo das Nações Unidas-Unicef com o governo. É uma das respostas que consideramos de efetiva importância na discussão da violência que vitima nas ruas, jovens entre 15 e 18 anos. Principalmente, porque vai avaliar as causas da violência.

Em seu anúncio de lançamento, o comitê faz referência ao número de homicídios em nosso Estado. São muitos, a gente sabe. E faz uma indagação importante: quem se importa com a morte de adolescentes no Ceará? “Nosso estado é o terceiro do Brasil em número de adolescentes assassinados. Em alguns casos por outros adolescentes. Foram 974 em 2014. /// 817 em 2015. Fortaleza lidera o índice entre adolescentes entre as capitais brasileiras e isso já bastaria para envergonhar qualquer um. Outras 7 cidades cearenses aparecem nas pesquisas com números alarmantes: Caucaia, Crato, Itapipoca, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape e Sobral.

O comitê foi lançado ontem com uma pergunta que consideramos irrefutável: por que cada vez mais parece natural MATAR ou MORRER tão jovem? Aos 18. Aos 17. Aos 16. Aos 15 anos. Essa é a idade em que desabrocham sonhos, ideais, vontade de conquistar o mundo. De idealizar afeições, namorar, viver os primórdios do amor e, sim, pensar em relacionamentos que configurem a formação da família. É nessa idade que o indivíduo busca se informar para o seu futuro. Estudar. Mas, pelo contrário, esses jovens estão se matando e morrendo gratuitamente.

É possível evitar esse massacre? O Unicef, que está lançando o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios entre Adolescentes, responde que, sim, é possível. Antes de tudo é preciso descobrir quem são esses meninos e meninas? Que histórias existem por trás dessa violência? Por que eles matam? Por que morrem?
Cada vida é importante, lembra o institucional, abrindo nossas mentes e corações para uma consciência maior de que essa guerra não declarada não é normal. Que se desesperar porque eles agem assim, não resolve o problema. É preciso acreditar que não são apenas as autoridades as responsáveis; mas todos nós somos responsáveis por cada criança e por cada adolescente, ainda que não tenhamos nenhuma ligação consanguínea. Somos uma grande família, a família humana, a vivenciar uma experiência evolutiva em favor de si e do mundo. Afinal, você se importa com isso? Dê sua resposta, agindo em favor de uma cultura de paz.

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Preso dá trabalho; mas quem dá trabalho ao preso?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

19 de Fevereiro de 2016

Que preso dá trabalho, todo mundo sabe. Basta ver as rebeliões em unidades de menores. Mas que trabalho dão para os presos? É preciso mudar a lógica de que presídio é para engordar quem tem dívidas para com a Justiça. É preciso dar estudo e trabalho.

Estava lendo um artigo na mídia lembrando que a grande maioria das prisões brasileiras segue a máxima da “cabeça vazia, oficina do diabo”: no país, só dois a cada dez presos trabalham. E isso só revela preguiça das autoridades em sair dessa zona de conforto, em que apenas vigiam presos sem pensar no futuro, com a volta dele quando findar o prazo da pena. Cerca de 80% das penitenciárias não contam com marcenarias, padarias ou fábricas.

O Instituto Penal Paulo Sarasate, há alguns anos, tinha uma fábrica de redes, gerida por um interno que chegou a fazer vestibular para Direito e sequenciou sua vida depois que ganhou a liberdade. Hoje, o que se sabe é que dos 58 mil 414 presos que trabalham -16% do total no país-, 34% exercem tarefas nos presídios como limpeza, cozinha ou biblioteca, funções que, segundo especialistas, têm baixo potencial de capacitação para um ofício.

Por que os centros de capacitação profissional, como os do SESC, não se interessam em promover cursos no interior dos presídios, ocupando o tempo ocioso do preso e dando-lhe chances a que aprenda uma atividade profissional – até para pagar ao Estado, as despesas de permanência no presídio?

Geralmente, presos que trabalham fazem objetos artesanais que, dificilmente, serão absorvidos no mercado depois. Por que empresas privadas não são atraídas para o interior dos presídios? Santa Catarina é o Estado com o maior número de empresas privadas que montaram fábricas nas prisões. A Lei de Execução Penal garante o direito ao trabalho. O preso ganha, no mínimo, 3/4 do salário mínimo e tem descontado um dia de pena a cada três trabalhados. Há necessidade se firmar mais parcerias com o setor privado.

As fábricas de empresas dentro das cadeias ainda são poucas, respondendo por 19% dos detentos empregados. E há vantagens para o uso dessa mão-de-obra: não há encargos trabalhistas para a empresa, como FGTS. E nos presídios onde os presos trabalham, tem-se notado a melhoria da auto-estima dos internos; a melhor ocupação do tempo; a convivência menos apreensiva do que nos locais onde “cabeça vazia, oficina do diabo”, os habitua a rebeliões e brigas. Numa sociedade onde a criminalidade preocupa, educação e trabalho são recursos para mudar a alma doentia dos que cometeram equívocos na vida.

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A Polícia nos colégios na luta contra as drogas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

17 de Fevereiro de 2016

Qual é a maior responsável pelio aumento da violência? O consumo de drogas. A facilidade com que se adquire hoje a maconha, o crack, a cocaína e a liberdade com que os traficantes agem, mostram que o Brasil tem perdido a batalha para conter a expansão do tráfico. Mesmo assim, há pontos positivos a serem ressaltados. A nossa Polícia, por exemplo, tem atuado de forma ostensiva em busca de pulverizar as bocas de fumo, reprimir a rede de distribuição dessas drogas e prender viciados que geram novos grupos do tráfico.

Teve essa Operação ‘Subsolo’, que,entre os dias 27 de janeiro e 7 de fevereiro, resultou na apreensão de cerca de 199 quilos de maconha, um de cocaína, 65 munições de calibres 12, 38 e 45, além de 13 balanças de precisão, dois celulares e apetrechos para embalagem de entorpecentes. Isss só já revela as tentativas de consolidar uma luta para desarticular os grupos que usam as rotas de tráfico para abastecer não só a capital mas o interior.

Além dessa trabalho de campo, a Polícia Militar desenvolve um outro tipo de atuação – e que eu consiero por demais importante. Trata-se do PROERD, Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Monitores visitam escolas da rede pública e privada, realizando palestras, promovendo vivências com os alunos, buscando melhorar a sua auto-estima e os vinculando a uma série de ações positivas, não só na escola, mas em casa com seus familiares; nas comunidades com seus vizinhos, além de orientá-los no sentido de evitar serem cooptados pelo tráfico.

Ontem, eu conversei com um desses facilitadores do PROERD, o policial Moura, e ele demonstrava a sua satisfação pelos resultados obtidos até aqui. Isso é notável e precisa ser estimulado. Porque, na maioria das vezes, pensamos que para vencer as drogas é necessário a repressão; quando, na verdade, orientar os jovens para evitar o vício e a necessidade uma convivência sadia são pontos de honra no processo educativo de uma Pátria que se diz educadora. Em tudo isso, informação é importante. E fora dela, não há salvação para se vencer a guerra contra o tráfico.

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O dia em que Obama chorou

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ATUALIDADE, SEGURANÇA

06 de Janeiro de 2016

U.S. President Barack Obama wipes away tears while talking about Newtown and other mass killings during an event held to announce new gun control measures, at the White House in Washington January 5, 2016. The White House unveiled gun control measures on Monday that require more gun sellers to get licenses and more gun buyers to undergo background checks, moves President Barack Obama said were well within his authority to implement without congressional approval. REUTERS/Kevin Lamarque

Diante dos números da criminalidade, há quem defenda a liberação da venda de armas para todo cidadão, como se fosse essa a saída para o controle da violência. Ledo engano. O mundo precisa é desarmar-se dessa infelicitada ideia. Vide o exemplo dos EUA, país onde o comércio de armas é facilitado, mas cuja população carrega um estigma de massacres cometidos em colégios, shoppings e cinemas, exatamente por aqueles que advogam a liberação do porte de armas.

Ontem, o presidente Barack Obama chegou a chorar ao lembrar os atentados cometidos no ano passado e que ensanguentaram a vida dos americanos. Interessado em mudar a legislação, o presidente norte-americano desafiou o Congresso do seu País a tomar uma iniciativa corajosa. A de alterar a lei que permite uma pessoa se armar com facilidade. Principalmente, porque não se tem o controle do uso dessas armas. Isso, lá nos EUA com toda a estrutura de segurança que detém.

No Brasil, há uma corrente que transita exatamente na contramão dessa iniciativa. Tem gente defendo é se armar. Quanto mais, melhor. Diante dos nossos índices de violência, há quem reivindique colocar arma na mão de qualquer cidadão, achando que, se os bandidos têm acesso a elas, é direito então, das pessoas se defenderem. Quanta ingenuidade!

O progresso humano não é um caminho de volta ao passado, quando não se tinha lei, nem se obedecia a nada e a ninguém. A humanidade evoluiu mas, infelizmente, ainda não consegue adotar iniciativas capazes de reverter esse cenário sanguinolento. Medidas existem que podem capacitar a população a evitar tantos danos à Vida. E elas passam sim, pelo controle de armas, pela melhoria da estrutura de segurança do Estado; pela capacitação de seus jovens, via Educação e Trabalho, além da visão social que possa garantir às novas gerações, o devido respeito à cidadania e às normas legais de convivência.

Se um presidente como Obama têm consciência dessa falácia, de que andar armado auxilia na segurança, esse é um sinal dos tempos. De que é preciso mudar esse conceito errôneo e buscar no aprimoramento do homem, a solução ideal para conter a animalidade que ainda nos domina.

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ELEGIA AO NOVO ANO

Por Nonato Albuquerque em POESIA

01 de Janeiro de 2016

Nonato Albuquerque

Que o ano novo me traga
nada que me possa surpreender demais.
Saúde para o meu físico.
Energia para a minha alma.
Que os chackras de meu veículo carnal
possam estar interligados ao canto do universo.

Respirem meus sonhos, os ideais do Todo,
sublimando a fonte serena de meus atos
em ações que não destoem da grande Verdade.

Inspire-me a Luz do Eterno
a ser conciliador em todos os instantes
em que se fizer necessário o meu respiro.
E possa abraçar todos os que forem bemvindos
ao meu encontro. E a todos os que não sejam.

Que eu concilie o amor durante todo o tempo
em que meus pés firmarem-se sobre o Planeta.
E quando, um dia chegada for a hora de me ir
que as mãos de amparo dos nossos guias de ajuda,
anjos de guarda de nossa misteriosa passagem,
nos acolham em campos de Luz onde pacificaremos.
uma vez seguinte, esse outro Tempo.

Que a bondade do supremo Senhor do Universo
recolha-me ao seu ministério e, quando preciso for,
reponha-me de volta, uma vez mais,
nos caminhos da vestimenta carne.
onde a experiência Vida me faz eleger essa gratidão
no primeiro dia do novo ano gregoriano.

(Nonato Albuquerque – 1.1.2016)

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Um ano 2 mil e 16 vezes melhor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de dezembro de 2015

Na cabeça de muita gente, 31 de dezembro sugere tão somente uma data que marca o fim de um ano, um limite de tempo. Para outros, é um ponto de mutação do calendário gregoriano para um novo começo. E isso é verdade. O ano que termina é tão somente o tempo de virada da folhinha, a exigir de nós todos uma repassada no que fizemos e no que deixamos de fazer. Por isso, em toda retrospectiva que se fizer, o balanço vai eleger alegrias e lamentar as tristezas. Balanço de ganhos e perdas. No entanto, para quem sabe ler nas entrelinhas dos fatos, esse é um tempo de muita esperança.

Por uma questão atávica, muitos de nós ainda nos preocupamos como iremos passar o ‘reveillon’; que tipo de roupa usar; a cor mais indicada para entrar o ano, além de outras superstições ingênuas, que só revelam como ainda convivemos no território das simpatias de nossos ancestrais.

O ano que termina é significativo por marcar uma etapa de vida da História dos homens e das mulheres. Mas nunca é demais lembrar que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta. Nada muda se não houver uma decisão firme e pessoal de cada um de mudar sua postura pessoal.

O ano somente será novo quando houver mudanças nas nossas práticas errôneas do dia-a-dia. Quando decidirmos melhorar o perfil de trato com os nossos semelhantes.

É comum, nessa época, gente dizer que vai fazer dieta para o ano novo e depois esquecer. Pois que cumpra esses propósitos. Aliás, faça dieta dos miasmas morais que infestam a nossa alma: o ciúme, o orgulho, a vaidade; o egoísmo, a falta de humildade. Que se aplique no ano novo, o propósito de deletar tudo isso da nossa mente e do nosso coração. Isso é lixo e precisa ser retirado de nosso interior.

E, para se viver realmente um feliz ano novo, reajuste e reequilibre suas ações em benefício do Planeta. Pois só mudando o homem, mudaremos o mundo.

Que o novo ano seja 2 mil e 16 vezes melhor do que fomos em 2015. Basta cumprir as promessas.

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Ano novo só tem vida nova se houver mudança individual

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de dezembro de 2015

Às vésperas de uma mudança de ano, a expectativa de todos nós se volta para o significado da data. O ano termina e com ele ficam as lembranças, boas ou desagradáveis, com as quais partilhamos. Perdas são assinaladas com tristezas. Vidas que marcaram outras vidas, acabaram quebrando os laços de amizade construídos à custa de afeto e de carinho. Por isso, na mudança do calendário para um ano seguinte, é comum se deparar com pessoas contabilizando as lágrimas dessas perdas. É bom que se diga que nada morre, tudo se transforma. E o bem que se adquiriu em uma relação, tem contínua propagação na dimensão da luz.

Por outro lado, há exemplos de superação, em meio a essas crises, que nos impulsionam à crença de que estamos de pé, ralando por expectativas boas em 2016. Aliás, é sempre proveitoso lembrar que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos. Tudo isso faz parte de uma convenção.

Mudança mesmo compete a cada um de nós; no exercício diário de nosso trabalho. No cumprimento honroso dos nossos deveres. Na mudança de uma atitude benéfica, de saber respeitar o outro, sem vaidades, ímpetos de orgulho, quando na verdade todos somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém. E só podemos dizer “ano novo, vida nova”, se houver uma decisão íntima de cada indivíduo em buscar ser melhor do que foi.

Na nossa lista de propósitos, desejamos que o novo ano seja 2.016 vezes melhor do que foi 2015. A esperança é de que a paz atenue as feridas deixadas no ano que está passando. E que o Bem seja o ideal marcante durante todos os dias que estão por vir.

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Um desafio para o ano novo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de dezembro de 2015

Existe uma doença no mundo com a qual poucos se preocupam, apesar de muitos conviverem com ela. Eu falo desse mal chamado violência. A maioria das pessoas teme contrair câncer, a AIDS. Corre de uma gripe ou de uma enxaqueca qualquer. Toma qualquer tipo de remédio para combater uma simples dor de cabeça; mas poucos são as que cuidam de conter os surtos causados pela doença da violência. Ela é tão ou mais destrutiva do que os ataques do cólera ou a tragédia causada por um metástase, que é quando o câncer se dissemina por todo o organismo.

Os doentes de violência, algumas vezes, nem sempre revelam os sintomas de seu mal. Transparecem ser pessoas tranquilas. Algumas são quietas, até mesmo tímidas. Mas quando provocadas, sai da frente! O germe da doença lhes dão o impulso da intolerância, da raiva e da ira. São capazes de cometer atos inimagináveis. Nessas ocasiões, não há quem as segure. Diálogo algum consegue dominá-las.

Muitas vezes, os violentos não resistem a uma pequena provocação. Basta um olhar, um simples olhar, ou uma palavra dita fora de hora, para provocá-los, acendendo neles o estopim da vindita.

Os que sofrem de violência, pode ver, são aqueles que não costumam levar desaforo pra casa – aliás, muitas vezes nem conseguem voltar para casa, porque acabam levados para a cadeia, quando não são carregados ao cemitério.

Há os violentos que se comprazem em se mostrar durões. Se estão em um local e sofrem ameaças, a maioria não tem coragem de relevar a ofensa ou de se retirar do lugar e deixar ao ofensor que fique latindo sozinho. Quando provocados, reagem usando as mesmas táticas do agressor. Vomitam de volta a mesma carga de violência recebida. Na verdade, poucos têm a coragem de seguir o sábio conselho do médico de almas; para evitar tragédias, ele receitava que os ofendidos oferecessem a outra face quando agredidos. “Se alguém lhes bater numa face, ofereça-lhe a outra”, dizia o mestre que acabamos de lembrá-lo na última semana.

É que para muitos, isso sugere atitude de covardia, de tibieza. Na verdade não há de fraqueza nessa recomendação. É um gesto de grandeza que guarda essa lição do mestre. Qual é a outra face da violência? Claro, é a da não violência. É a de não reagir quando se é provocado. A de relevar.

Há mais compreensão em homenagear um covarde vivo, do que celebrar um herói morto.

Em Fortaleza, há um surto epidêmico desse mal chamado violência. Todo santo dia uma leva de pessoas mata e, outra maior ainda, morre por conta da violência. Até quando vamos tolerar isso? Somos capazes de investir somas de recursos e esforços humanos em planos contra a infestação do mosquito da dengue, o que é bastante elogiável, mas esquecemos de tratar a violência que todos carregamos. A vacina contra esse mal é a mudança de postura. Dominar a fera interior que nos domina. “Bem aventurados os mansos e os pacíficos porque eles herdarão a Terra”.

Que tal colocar isso como um dos desafios para o ano novo?

 

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O verdadeiro Natal cujo sentido perdemos de vista

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de dezembro de 2015

Estamos a poucos dias da celebração do Natal. Embora o espírito natalino predomine na decoração das ruas e das vitrines, há uma sombra de tristeza na violência da cidade. Ainda que se escutem corais entoando louvação ao menino Deus, há vozes lamentando o pranto dos aflitos, tombados por mãos anestesiadas de qualquer gesto de compaixão. Embora Papai Noel se multiplique pelos shoppings, há desconforto nas atitudes impensadas de quem nutre ódio pelos seus desafetos; de quem busca pagar com a mesma moeda, o mal de que se viu portador.

Fala-se de Natal, uma vez seguinte, mas entre os meninos das unidades socio-educativas, só há tempo para rebeliões. Entre moradores de uma cidade do interior, o presente que a população mais deseja no Natal, é resgatar da oficina a única viatura policial que dá segurança à localidade Barreira. Ela está quebrada há oito meses e, sem outra alternativa, o que a população fez? Organizou um bingo para levantar o dinheiro, que deveria ser resposta do Estado ao que pagamos em impostos,  porque simplesmente não se deu ouvidos aos pedidos dos moradores.

Fala-se de Natal, mas há quem sofra as dificuldades de achar um atendimento na rede de saúde pública e, viva o desconforto, de buscar remédios em macas espalhadas pelos corredores, à falta de leitos.

No Natal, a exemplo de outros dias, há quem não consiga fazer que um simples B.O. possa recuperar a credibililidade perdida desse documento.

Em muitas empresas, colegas trocam presentes na tradição do ‘amigo secreto’, o que é incentivador, mas poucos são os que, realmente, conseguem afirmar-se verdadeiramente amigos.

É incrível falar de Natal e saber que foram registrados 31 acidentes, apenas na contagem de um domingo segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, confirmando a tese de que, pouco ou quase nada, aprendemos no sentido de preservar vidas. De se evitar a loucura de dirigir como l0ouco – cheirando a álcool ou até mesmo mesmo ocom reflexos de noites mal dormidas.

E é Natal! Mas tudo isso é compreensível: se até o aniversariante dessa festa anda esquecido, em termos de sua mensagem, já que ele próprio foi trocado pela figura consumista do Papai Noel, esse sim, transformado erroneamente no grande protagonista do dezembro, num evidente e claro sinal de que estamos longe de verdadeiramente celebrar o verdadeiro sentido da festa do Cristo. Ele, o ideal desejado por Deus para cada um de nós.

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Tempo de mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de dezembro de 2015

A compreensão de que vivemos dias de mudança é algo tão forte e que nos permite a ter esperança de que todos esses acontecimentos, movidos a sangue e dor, vão ter que diminuir. Se me perguntarem o que me leva a essa crença, diria que é algo que faz parte da própria natureza das coisas. Tudo muda. Tudo passa. Tudo tem um limite.

Basta olhar para si mesmo e descobrir as mudanças que, naturalmente, ocorrem com o tempo. Por ele, passamos da infância à vida adulta. E mudamos muito. Alteramos os nossos pensamentos quando éramos mais jovens e ganhamos mais consciência das coisas. Mudamos, como tudo no mundo. E tudo na vida se encaminha para a evolução, para a melhoria. Então, se a lógica e a razão nos dão essa certeza, por que não imaginar que esse tempo de violência não vá passar. Passará. Acreditamos nisso. Não há nada que exista debaixo do sol que não enfrente mudanças.

Então, esse viver desastrado dessa geração que, ainda adolescente, acha de viver na marginalidade, que se entrega ao vício, que não respeita família e nenhum superior, um dia isso passa. Seja por uma contingência pessoal de amadurecimento ou até pelo determinismo da vida, que sai excluindo aqueles que não acompanham o comum de tudo que é progredir.

É preciso largar as amarras do ‘homem velho’ que ainda nos sustenta, pela necessidade de ser melhor. É o comum de todos. Por isso, acreditamos que esses jovens rebeldes de hoje, que se entregam à mentira e a vida bandida, que não dão nada pela vida, pelo respeito às leis e que sabem pouco ou nada das virtudes do bem, um dia eles amadureção. Terão mentes e corações divisados às sagradas virtudes da vida. O tempo, que é senhor da razão, dirá o quanto estamos corretos ao pensarmos assim.

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Tempo de mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de dezembro de 2015

A compreensão de que vivemos dias de mudança é algo tão forte e que nos permite a ter esperança de que todos esses acontecimentos, movidos a sangue e dor, vão ter que diminuir. Se me perguntarem o que me leva a essa crença, diria que é algo que faz parte da própria natureza das coisas. Tudo muda. Tudo passa. Tudo tem um limite.

Basta olhar para si mesmo e descobrir as mudanças que, naturalmente, ocorrem com o tempo. Por ele, passamos da infância à vida adulta. E mudamos muito. Alteramos os nossos pensamentos quando éramos mais jovens e ganhamos mais consciência das coisas. Mudamos, como tudo no mundo. E tudo na vida se encaminha para a evolução, para a melhoria. Então, se a lógica e a razão nos dão essa certeza, por que não imaginar que esse tempo de violência não vá passar. Passará. Acreditamos nisso. Não há nada que exista debaixo do sol que não enfrente mudanças.

Então, esse viver desastrado dessa geração que, ainda adolescente, acha de viver na marginalidade, que se entrega ao vício, que não respeita família e nenhum superior, um dia isso passa. Seja por uma contingência pessoal de amadurecimento ou até pelo determinismo da vida, que sai excluindo aqueles que não acompanham o comum de tudo que é progredir.

É preciso largar as amarras do ‘homem velho’ que ainda nos sustenta, pela necessidade de ser melhor. É o comum de todos. Por isso, acreditamos que esses jovens rebeldes de hoje, que se entregam à mentira e a vida bandida, que não dão nada pela vida, pelo respeito às leis e que sabem pouco ou nada das virtudes do bem, um dia eles amadureção. Terão mentes e corações divisados às sagradas virtudes da vida. O tempo, que é senhor da razão, dirá o quanto estamos corretos ao pensarmos assim.