MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Um dia para lembrar o quanto ainda somos intolerantes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de novembro de 2015

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No registro do calendário hoje é o dia mundial da tolerância. Algo que, provavelmente, não chame tanto atenção, mas que serve para reflexões. Vivemos uma época de muitas intolerâncias. Aquele ato terrorista da França, se for atrás tem indício de intolerância, já que praticado pelo grupo radical sunita chamado Estado Islâmico, que não tolera conviver com cristãos e semelhantes. O massacre das 11 vítimas do Curió, na semana passada, é fruto da intolerância, seja lá quem o tenha praticado.

É a mesma intolerância que leva bandidos a matarem policiais. A que faz com que judeus e palestinos se antagonizem. A mesma intolerância que fanatiza fiéis religiosos a não se respeitarem – católicos contra evangélicos, evangélicos contra as denominações afro-brasileiras. As guerras de torcidas na volta dos estádios é a intolerância que não deixa conviver em paz seus antagonistas.

Os que discriminam o negro são intolerantes. Os que abandonam os velhos, também. Quem bate em mulher, nada mais é que intolerante. Hoje em dia, há casais que vivem juntos, mas não se toleram.

É intolerante, alguém fechar o cruzamento na rua, sem dar passagem a outros veículos. É intolerante quem culpa o sistema pela demora na coleta do lixo no seu bairro, mas joga lixo na rua como se isso fosse correto.

Somos intolerantes sim, quando usamos redes sociais para ofender grupos ou difundir boatos, como os que foram feitos no final de semana, deixando a população aterrorizada.

Toda essa violência inominável nasce de algum tipo de intolerância. Quando julgamos as pessoas pela aparência. Quando humilhamos quem é pobre ou achamos que todos os ricos estão destinados ao inferno.

Os intolerantes, não se surpreendam, tanto são capazes de matar 11 pessoas no Curió, como ensanguentar uma cidade como Paris, aos gritos de que cumprem ordens do profeta Maomé. Isso é barbárie. Isso é intolerância. Por isso, hoje é o dia mundial da tolerância. Claro que todos os dias devem ser de tolerância; mas diante da nossa irresponsável forma de agir, é até explicável eleger uma data assim para lembrar daquilo que temos conhecimento em tese, mas sempre esquecemos de aplicá-lo na prática.

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A morte de mais um policial é mais um desafio

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

12 de novembro de 2015

A morte é um processo natural a que todos estamos sujeitos. Não exclui ninguém. Mas quando ela se dá de forma violenta, criminosa, ultraja. Deprime. Mesmo quando se trata de pessoas que convivem diariamente com o perigo. Um soldado, por exemplo. Faz parte da função dele correr riscos; conviver com esses desafios. Mas ninguém deseja que ele seja retirado de cena por conta da violência brutalizante.

A morte do soldado Charles Serpa, ocorrida em defesa da própria esposa que se viu ameaçada por bandidos, deve ser encarada com mais um desafio de que precisamos lutar contra a onda indiscriminada de violência que se abate sobre Fortaleza. Isso é missão de todos. E compete, principalmente, aos governantes tomar iniciativas que possam aperfeiçoar o setor da segurança – área bastante vulnerável do sistema e que está a merecer toda atenção das autoridades.

Segurança Pública se faz com pessoas que conseguem aliar boas ideias, planejamento e ação. Evidente que o governador Camilo Santana tem boas intenções. Abraça ideias importantes. Tem pessoal para esse tipo de competência. Mas não dependem só das forças de segurança, da Polícia. Há que se rever todo um programa de inclusão social que promova a melhoria das comunidades, hoje absorvidas pelos traficantes e que usam do poder das drogas para convencer pessoas a buscarem nelas o lucro.

A preocupação não é mais nem só com o consumo do baseado, mas o engajamento de pessoas de bem com o mercado das drogas, sob a promessa ilusória de que esse é um ramo de ganho fácil, mesmo sendo altamente perigoso. Há que se impor medidas outras. É preciso mudar a pedagogia nas escolas para que jovens se sintam interessados em se capacitar para o mercado de trabalho honesto e não serem cooptados pelos traficantes que, infelizmente, operam hoje em dia com mais presteza do que os próprios serviços públicos.

Estamos diante de um grande desafio. E ele só será vencido, com a união de forças da Educação, Saúde e Planejamento. Com o auxílio principalmente da família que se preservar no caminho do bem e da honestidade. Já dizia o profeta maior: “Haverá um tempo em que muitos serão escandalizados e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim, esse estará a salvo”.

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Crimes contra a mulher, como o da dançarina, tendem a cair no esquecimento

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de novembro de 2015

Nada é mais absurdo do que homem bater em mulher. Pior ainda tirar a vida dela. E quando isso se cerca de premeditação, conjugados com ingredientes venenosos do ódio, ciúme e destempero, é que se pode mensurar o tamanho da loucura que leva alguém a cometer um crime como o da dançarina Ana Carolina. O comum, todavia, é que eles logo vão cair no esquecimento.

O crime da dançarina situa-se entre os casos mais escabrosos. Aos poucos, começam a surgir os detalhes desse inominável assassinato, cometido por uma pessoa que já tinha antecedentes aqui mesmo em Fortaleza – antigas namoradas confessam ser ele um ‘habitué’ em espancar mulheres ou destratá-las – além de outros crimes, que respondia em liberdade. Depois da tragédia, tem-se conhecimento de que, por onde ele passou deixou rastro de uma personalidade insana e brutal.

Mulheres com as quais ele se relacionou dão testemunho pelas redes sociais de seu trato desumano e doentio. Um cultuador do físico que, provavelmente, levava ao extremo esse detalhe de malhar o corpo, esquecendo de amadurecer a mente e de exercitar as virtudes maiores do indivíduo, que estão ligadas ao bem. Ele contou que passou três dias ao lado do cadáver – o que já demonstra o grau de insanidade desse rapaz. E que chegou a fazer a maquiagem da vítima, para deixá-la bonita depois de morta. Tudo isso só revela um comportamento anormal.

O pior de tudo, muito mais absurdo vocês haverão de concordar conosco, é saber que daqui a pouco, todos nós iremos acabar esquecendo esse crime, como já esmaecem em nossa memória os casos do subtenente Francilewdo, cuja mulher atentou contra a vida do militar e matou o filho de nove anos; o crime do empresário Rivadávio, morto pela mulher para ficar com seguro; o caso de Paracuru, onde um gaúcho matou a mulher e a filha de oito meses; e o mais recente do pretenso pastor do Conjunto Ceará que, também, logo logo, estará vinculado aos casos terríveis de violência que, inicialmente, nos causam nojo e indignação e que, aos poucos, vão sendo esquecidos.

É preciso que se aprenda com as tragédias passionais para que elas sejam evitadas. É necessário lembrar que, todo aquele que tira a vida de alguém – que chegue a levantar a voz ou bater numa mulher – não passa de alguém que desconhece o verdadeiro sentido do amor, esse sentimento, do qual eles se servem para justificar o injustificável. Quem ama não mata!

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Fazer por onde tudo melhore, amém

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de novembro de 2015

É como diz a música do Chico: ‘Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu’. É tanta coisa estranha acontecendo. E quando se olha para o noticiário da área de segurança, é um vexame só. O balanço do trânsito nas estradas atropela nossa esperança de que, um dia, as pessoas se cuidem mais. O noticiário das cidades revela como o crime está banalizado. Não tem um só dia que não nos surpreendamos com a ousadia dos bandidos e a gravidade das ações criminosas. Cada crime, supera o outro em maldade. E em meio a eles, a insanidade dos que se movem pelas drogas; a teimosia dos que agem em busca de proveito pessoal, o destempero de quem não consegue tolerar a impaciência do outro.

Como entender uma cidade que tem vocação para crescer, progredirm, mas que se vê refém da marginalidade? Os fatores, todo mundo está cansado de saber, são muitos. Dizer que seja fruto da pobreza é até um acinte, como se todo pobre fosse marginal. Os ricos cometem crimes – e, muitos deles, ainda piores, principalmente, quando mexem com dinheiro público, atingem a população. Certo é dizer que isso tudo é por causa da deturpação moral dos indivíduos.

Como mudar isso tudo é a questão maior. A maioria dos especialistas aponta Educação como forma de aperfeiçoamento daqueles que têm tendências criminosas. Sem ela, não há recuperação. Aliás, o homem educado, seja pela escola ou pela família, consegue erguer-se acima dessas indesejáveis performances de maldade. Ele se nutre de ideais sublimados. Foge à esse bando de loucos que avermelham as manchetes. Por isso, depois de um feriado prolongado como o que vivenciamos, voltar à roda viva do dia-a-dia na cidade é deparar-se com trânsito louco, pessoas nervosas, criminalidade exacerbada e, tudo isso, deixa a gente se sentindo como quem partiu ou morreu. Que cada um de nós faça por onde tudo isso melhore, amém!

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O dia dos mortos deve ser o dia da saudade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2015

A tradição religiosa elege o 2 de novembro como dia de finados. Seria melhor considerar o dia da saudade, já que a crença na imortalidade da alma é uma realidade nas diversas crenças. A morte no caso está relacionada à vida da matéria. E todos sabemos que somos parte de uma dualidade corpo – alma, que muitas vezes de forma errônea falamos que temos uma alma, quando na verdade temos um corpo. É ele que reveste o ser que somos.

Viemos a esse ‘vale de lágrimas’ dos católicos e ao ‘planeta de provas e expiações’ dos espíritas, para complementar uma jornada de aprendizado. A existência humana é uma caminhada em busca da evolução. Quando terminada a missão, retornamos à pátria espiritual, à vida eterna como se caracterizou chamar.

A morte física, ainda ontem lembrava o bispo emérito Newton Gurgel em celebração na cidade do Crato, é única certeza de todos os viventes e, embora seja tão natural o ato de morrer, ele ainda é cercado de mistérios.

Uma pesquisadora da UFC, que atua num grupo terapêutico de apoio ao luto, costuma lembrar que as perdas precisam ser trabalhadas individualmente. Para que não nos sujeitemos ao desespero, culpando-nos diante da passagem de um parente ou de um amigo, como se fosse castigo.

A morte, quando se dá de forma natural, é o coroamento da trajetória de alguém que veio à escola da Terra, em busca de iluminação e conhecimento. Essa escola nos confere a sabedoria de que somos imortais; ainda que não tenhamos a visão daqueles que se anteciparam na grande viagem, mas eles sentem nossas preces; ouvem nossos apelos; choram conosco as saudades.

Por isso, devemos respeito aos chamados mortos, pois consoladoras são as boas lembranças quando lembradas de forma saudosa mas compreensiva. Afinal, o mestre maior da humanidade, certificou-nos de que morrer não é o fim. Os que acreditam na sua mensagem, ainda que esteja morto, viverá.

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O quebra-pau nas unidades sócio-educativas

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

27 de outubro de 2015

Embora as autoridades teimem em dizer que a situação das unidades sócio-educativas esteja sob controle, ninguém é criança para engolir certas inverdades. Ali, nada está em seu lugar. Todo santo dia tem quebra-quebra nas casas de recolhimento de menores infratores. Queimam-se colchões, destroem-se pavilhões; até um carro foi incendiado ontem, numa iniciativa de arrasa quarteirão, só controlável quando os ‘homens’ chegam. E fico a imaginar de que forma se consegue controlar uma multidão de adolescentes que não obedecem às mínimas regras de conduta.

Há algo de podre e não é apenas no reino da Dinamarca, como dizia o personagem famoso de Shakespeare. Com as últimas rebeliões, deve estar tudo destroçado nas unidades do Passaré, São Francisco, Dom Bosco, Patativa do Assaré e Aloísio Lorscheider. Afinal, é só caso de Polícia ou é falta de estratégia administrativa?

Por que os dirigentes nunca vêm a público para contar o que, realmente, anda acontecendo? O Ministério Público deixou no ar uma suspeita de que haveria tortura. Servidores dizem que os meninos se ferem em brigas entre si. Afinal o que está acontecendo? E o que fazem para evitar o pior? Estão à espera de quê? Que aconteça um carandiru e vire manchete internacional?

Agentes que atuam nas unidades falam em abandonar o emprego, porque ninguém quer correr risco de vida. E quem dá proteção à eles? E quem garante que as fugas vão ser controladas? E o que faz a Secretaria de Ação Social que não move uma palha para explicar à população de que as unidades vive, uma situação de emergência. O barril de pólvora é aceso quase todo dia. Um descontrole absoluto da situação. Até quando vão conseguir tapar o sol com a peneira da dissimulação?

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Incêndios preocupam no Ceará

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de outubro de 2015

Tem causado surpresa e preocupação uma série de incêndios que vem ocorrendo em nosso Estado nos últimos dias. Além de preocupantes, eles deixam entrever que há necessidade de se cobrar maiores cuidados por parte de todos nós,  já que a vegetação, ressequida pelos anos de estiagem, facilmente entra em combustão nessa época do ano. A chapada do Araripe tem sido alvo desse tipo de coisa. Flora e fauna prejudicadas.

Afora isso, há indícios de incêndio criminoso como o que ocorreu em um terreno ao lado do abrigo São Lázaro, no Siqueira, aqui em Fortaleza. O abrigo cuida de pelo menos 300 animais e onze cães morreram sufocados pela fumaça. Fico imaginar como pode existir alguém de índole tão má, capaz de provocar um incêndio para matar os animais.

Há poucos dias, o fogo provocado por uma explosão em uma fábrica de fogos matou duas pessoas no Cariri. No mês passado, um incêndio atingiu a Delegacia Metropolitana de Maranguape e o fogo destruiu móveis e motos que estavam sob a guarda da distrital. Em setembro, também, uma fábrica de confecções na Maraponga teve destruído boa parte de seus equipamentos. Ontem em Messejana uma fábrica que explorava dióxido de magnésio foi destruída e foi preciso o esforço dos bombeiros para conter as chamas. Isso tudo, sem contar os princípios de incêndio que acontecem em prédios residenciais e comerciais e que deviam merecer preocupação maior das autoridades. Vale até uma indagação: até que ponto a segurança contra incêndio dos prédios de Fortaleza funciona? Condomínios estão em dia com essa questão? Moradores cobram dos síndicos a devida fiscalização dos extintores? São questões que passam desapercebidas e só avaliamos com atenção depois de alguma ocorrência desastrosa.

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Cadê o frentista João Paulo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, JUSTIÇA, SEGURANÇA

21 de outubro de 2015

Você se lembra do caso de Elisa Samújoãopaulodio, a carioca que namorou o goleiro Bruno do Flamengo e que sumiu de forma misteriosa? E do pedreiro Amarildo, que foi levado por PMs do Rio e nunca mais foi visto? Pois o Estado do Ceará já tem um caso que se situa nessa mesma linha de pensamento. O nome dele é João Paulo Souza Rodrigues, de 20 anos, um frentista, cuja última imagem que se tem notícia foi mostrada por uma câmera de rua, registrando a abordagem feita por policiais militares.

O jovem sumiu no dia 30 de setembro passado quando ia de casa para o trabalho. Era um rapaz de bem, no dizer da família e dos amigos. Trabalhador, honesto, sem vícios, nunca se meteu em coisas que pudessem comprometê-lo e que, de repente, saiu do anonimato para as manchetes da dor cotidiana. Sumiu. Não caberia aqui dizer que o sumiço foi de forma misteriosa, porque ao determinar a prisão dos três PMs que conduziram a operação, o comando denota a preocupação da corporação em investigar o fato, ao considerar que deva ter ocorrido um ato falho dos policiais, acabando por transformar o frentista numa vítima semelhante aos casos de Elisa e do pedreiro Amarildo.

O frentista, segundo se supõe, pode ter sido alvo de latrocínio, já que a moto, na qual ele se encaminhava para o trabalho, também, nunca mais apareceu – ainda que a imagem do vídeo mostre ela sendo pilotada por um militar, depois que o frentista é jogado na viatura. Isso é outro ponto crucial nessa história, por deixar no ar a dúvida de que alguém da segurança possa estar implicado em um ato errado.

Mas o que busca a família é alguma resposta sobre João Paulo. A população começa a dividir esse vazio que a família vem sofrendo, com todos querendo um esclarecimento sobre o fato. Que fim levou o João Paulo? Onde está o frentista? Afinal, para onde os policiais o levaram que ele não chegou a lugar nenhum? Por que esse silêncio absurdo a dilacerar ainda mais a dor da família e a inquietar a todos nós, que pagamos impostos para termos serviços e não desserviços públicos. O Barra Pesada se associa às centenas de pessoas que estão se perguntando sobre o paradeiro do frentista, em busca de esclarecimento. Se foi ato falho praticado de forma errônea e criminosa por alguns de seus integrantes, que se esclareça a fim de que não pairem dúvidas sobre a instituição Polícia e que se puna exemplarmente aqueles que tentam desqualificar o trabalho da corporação. Uma resposta, ainda que dolorosa para a família, poderá dissipar a dúvida sobre o paradeiro do frentista. Afinal de contas: cadê o João Paulo?

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A lei de causa e efeito em seu sentido verdadeiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

16 de outubro de 2015

A lei de causa e efeito, a que todos estamos afetos, é simples: aqui se faz, aqui se paga. Mas é mal entendida. Pois há quem julgue que aquele que cometeu uma falha deva ser punido com o mesmo tipo de ação por ele cometida. Isso é pena de talião, que no passado levava sociedades humanas a cobrarem a sua prática entre aqueles que cometessem qualquer erro.

Uma mulher cometia adultério, o marido, a família e os vizinhos tinham direito a execrá-la em plena rua e matá-la a pedradas. Incrível é que a lei só funcionava para as mulheres; homens que traíssem a esposa, passavam incólumes. O próprio Cristo veio provar que era atraso e reformou a lei ao prescrever que “atirasse a primeira pedra, aquele que não tivesse uma falta”.

Em outro episódio, quando o evangelho registra a agressão de Pedro a um soldado no Monte das Oliveiras, o mestre pede que o discípulo guarde a arma pois quem com o ferro fere, com ele será ferido. Isso motivou ignorantes à prática da pena de Talião. Na verdade, além de responder à Justiça dos homens com a prisão e o julgamento de cada culpa, a lei de ação e reação se processa pela própria Natureza. Somos nós mesmos que iremos pagar a dívida contraída junto à espiritualidade, pois mesmo aquele que tenha tirado a vida de alguém e pago seu crime na justiça dos homens, haverá de ater-se com a Justiça mais justa que é a do arquiteto do Universo

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A utopia de deixar o carro em casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de setembro de 2015

Alguém aí lembrou-se de deixar hoje o carro em casa e pegar um ônibus ou o metrô para vir ao trabalho? É que hoje é o dia mundial sem carro. Se você torceu o nariz e achou que isso é impossível de ser atendido, saiba que a data existe para uma reflexão sobre a necessidade de diminuir a dependência do transporte particular e construir novas relações com o espaço urbano.

As cidades cresceram muito. O número de carros de forma surpreendente. Só para se ter uma ideia, Fortaleza inteira já cabe dentro da frota de carros que temos. São mais de 500 mil veículos, numa cidade que só mais recentemente despertou a atenção para o drama criado por eles nos espaços de mobilidade. Objeto de desejo de onze entre dez pessoas, o carro ainda não teve dessa massa interessada por ele, a devida atenção em termos de convivência.

A maioria dos guiadores não evoluiu na mesma proporção que a frota de veículos. Matricula-se em auto-escola, tira-se carteira, mas pouca gente tem habilidadfe suficiente para dirigir num trânsito caótico como o nosso. Falta, principalmente, educação. No trânsito, cometemos pecados que ferem as regras estabelecidas no código, como ultrapassagens perigosas, andar acima da velocidade permitida, usar a buzina sem necessidade, fechar cruzamentos dificultando o tráfego, além de dirigir de forma perigosa depois de ingerir bebida alcoólica.

O dia mundial sem carro, certamente, não consegue (ainda) mobilizar a multidão de proprietários de veículos para uma identificação com a data, talvez por não termos transporte público de qualidade e por questões de tempo, muito embora, nos dias atuais, as faixas exclusivas coloquem mais rapidez no uso deles do que saindo de casa em um carro. Por dirigirmos sem a devida atenção, o número de acidentes de trânsito ainda é grande. A esperança é de que, num futuro bem próximo, com adequação do transporte de massa às exigências dos dias atuais, possamos todos ter a chance de, num dia assim, deixarmos o carro em casa e sair para os compromissos sem a dependência dele. Pode parecer utopia, mas ai daquele que não continuar sonhando com um tempo e um mundo cada vez melhores.

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A utopia de deixar o carro em casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de setembro de 2015

Alguém aí lembrou-se de deixar hoje o carro em casa e pegar um ônibus ou o metrô para vir ao trabalho? É que hoje é o dia mundial sem carro. Se você torceu o nariz e achou que isso é impossível de ser atendido, saiba que a data existe para uma reflexão sobre a necessidade de diminuir a dependência do transporte particular e construir novas relações com o espaço urbano.

As cidades cresceram muito. O número de carros de forma surpreendente. Só para se ter uma ideia, Fortaleza inteira já cabe dentro da frota de carros que temos. São mais de 500 mil veículos, numa cidade que só mais recentemente despertou a atenção para o drama criado por eles nos espaços de mobilidade. Objeto de desejo de onze entre dez pessoas, o carro ainda não teve dessa massa interessada por ele, a devida atenção em termos de convivência.

A maioria dos guiadores não evoluiu na mesma proporção que a frota de veículos. Matricula-se em auto-escola, tira-se carteira, mas pouca gente tem habilidadfe suficiente para dirigir num trânsito caótico como o nosso. Falta, principalmente, educação. No trânsito, cometemos pecados que ferem as regras estabelecidas no código, como ultrapassagens perigosas, andar acima da velocidade permitida, usar a buzina sem necessidade, fechar cruzamentos dificultando o tráfego, além de dirigir de forma perigosa depois de ingerir bebida alcoólica.

O dia mundial sem carro, certamente, não consegue (ainda) mobilizar a multidão de proprietários de veículos para uma identificação com a data, talvez por não termos transporte público de qualidade e por questões de tempo, muito embora, nos dias atuais, as faixas exclusivas coloquem mais rapidez no uso deles do que saindo de casa em um carro. Por dirigirmos sem a devida atenção, o número de acidentes de trânsito ainda é grande. A esperança é de que, num futuro bem próximo, com adequação do transporte de massa às exigências dos dias atuais, possamos todos ter a chance de, num dia assim, deixarmos o carro em casa e sair para os compromissos sem a dependência dele. Pode parecer utopia, mas ai daquele que não continuar sonhando com um tempo e um mundo cada vez melhores.