MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Dia de reza por chuvas de bênçãos nos corações estéreis

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Março de 2018

O dia é de São José. O Ceará reza por chuvas. É imprescendível. Estamos fartos de tantos anos de seca e a fé do sertanejo é de que São José intervenha para que o inverno se concretize. Ao dobrar os joelhos em petição de chuvas, muitos de nós invocamos o alto para que tenhamos também uma chuva de bênçãos sobre um outro drama que o Estado vem sofrendo: o da insegurança.
Evidente que esse é um departamento que depende muito da ação do homem. Mas não custa nada colocar o sentimento de fé e rogar aos céus, sua intervenção.

A alma humana tem demonstrado estar vivendo uma estação árida de bons sentimentos. Por qualquer motivo estamos perdendo a paciência. E, ao invés da conversa, do diálogo, a maioria age por impulso. Descontrole. Se a lei edificante orienta a que nos amemos uns aos outros, a realidade tem mostrado que muitos alteraram o mandamento para que nos armemos uns aos outros.

Mais incrível: diante da dor, causada pela violência de uns, outros agem de forma ainda mais pueril: passam a agredir a vítima, sem o menor respeito à condição humana, como no caso dessa vereadora lá do Rio.

Nossa alma anda seca de sentimentos como compaixão. perdão, respeito e misericórdia. Por isso, neste dia de São José, que além das águas do céu, chova bênçãos de compreensão maior para a humanidade, cujo coração anda seco, estéril. Sem produzir bons frutos.

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Marielle Franco: Quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, MEMÓRIA, SEGURANÇA

16 de Março de 2018

A morte da vereadora Marielle Franco expõe para o mundo mais um desses martírios, cuja vítima acaba se transformando num símbolo mítico. Claro que não é a sua morte em si que leva a isso, mas a natureza de sua luta; o teor do seu discurso e a vocação de guerreira que sobressai das criaturas nascidas com a marca de grandeza.

Nas redes sociais há quem, por ignorância, não entenda a importância dessa mulher, mas cujo sacrifício consegue comover multidões em torno de sua tragédia, e tende a minimizar sua importância, considerando que tantas mortes já ocorreram e que se partidarizou a dela.

É preciso ressaltar que, no mundo, existem criaturas símbolos cujas mortes as tornam ainda mais visíveis. Muita gente morreu na India, mas foi Gandhi o símbolo da luta pela libertação do seu povo. Negros morreram nos EUA por conta do racismo, mas foi preciso o sacrifício do pastor Martin Luther King para que o mundo atentasse para a questão dessa chaga do preconceito. Marielle é o símbolo de um Rio, onde as mortes se acumulam e não se tem noção do valor de todas essas vidas.

Que seu sacrifício possa significar o basta que tanto se deseja. Sua morte repercute no mundo todo, devido a bestialidade como ela se deu. E é preciso dizer, a todos os que não dignificam os ativistas de todas as grandes bandeiras: quem por ódio consegue esmagar uma só semente que seja, ameaça o futuro dos frutos e da floresta. Basta ter essa consciência para se ter ideia da ausência que essa mulher irá fazer entre nós

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Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS

Por Nonato Albuquerque em POESIA

16 de Março de 2018

Ó iluminado Senhor, de todos os astros,
a quem ouso falar com tal intimidade,
não esqueçais de prover nossa humanidade
com o sinal de vossos luminosos rastros

acesa está em nós, essa santa verdade;
vossa flama içada em nossos tantos mastros
merece ser lembrada em cada um dos claustros
onde em orações tecemos a espiritualidade.

Mas se, porventura, de vós nos ausentarmos
não morra nunca em nós, essa bendita crença,
Preciso é pois se ater a tão sagrada obra

Para no amor com todos reencontrarmos,
a ciência da paz, paciência, na presença
de Pai, que amor nos dá e só amor nos cobra

Ò ILUMINADO SENHOR DE TODOS OS ASTROS
de Nonato Albuquerque
dedicado a Santa Teresa D´Avila

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Para vencer a violência, eduquemos a família

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Março de 2018

É preciso educar as famílias. Isso equivale a dizer, precisamos nos educar. Sermos mais generosos, porque na ansiedade do lucro e da riqueza, fomos perdendo a capacidade de sermos gentis. Diante da situação aflitiva da sociedade, que mergulhou num abismo de violência, esquecemos de ser tolerantes com os outros, mesmo aqueles infelizes que, por ignorância, não se conhecem. Como entender uma cidade violenta, se no ambiente familiar ou no trabalho, estamos quase sempre de cara amarrada, sem tirar um nabo de conversa com aqueles com que dividimos experiência.

É preciso educar a família, com os pais sendo modelos, exemplos de dignidade, para que os filhos herdem essa característica e não saiam por aí, dinamitando com ódio e raiva, os sentimentos puros que ainda existem. É preciso educar o homem, para que esse mundo violento que a gente traça todos os dias aqui, se desfaça. Não adianta o dedo acusador, nem a pecha de que fulano e cicrano são os responsáveis pela desordem da casa, da rua, da cidade ou do País, se não oferecermos também a nossa resposta a um mundo melhor.

Precisamos educar as famílias. Com isso, queremos dizer que precisamos nos educar.

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Ode aos mortos do Benfica

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

11 de Março de 2018

O medo
tem sido freguês quase constante
da noite dessa cidade,
que de fortaleza tem apenas o nome,
mas se revela tíbia nas manchetes
diante da carnificina que a invade.

A dor
arde no peito dos desesperados,
vibra na mente dos estarrecidos
e se liquidifica nos olhos de nós todos
ao vermos o perigo
sentado ao lado dos comensais
nos bares,
nas praças e em lugares muitos.

A coragem,
que devia ser mestra no contraponto
desses episódios
finge ser cavalaria americana
e chega sempre atrasada,
depois que tudo já está consumado. .

Até quando
vamos reprisar as dores dessa provação,
desesperar-se com os vídeos das meninas do mangue
se inquietar com as vítimas das cajazeiras
impactar-se com os mortos de pentecoste
e, agora,
chorar a perda dos que se encontravam no Benfica?

esses mortos-vivos
esperam respostas, claras, lúcidas,
da inteligência investigativa dos homens,
e não palavras ao vento
de que tudo está sob controle
e de que isso é apenas mais um caso isolado.

O medo, a dor
e todos os sentimentos dessa enorme sofrência
merecem ocupar o lugar dos mortos
e, conosco, vivenciarem a habilidade da coragem,
a crença da esperança
e a certeza de que tudo isso,
um dia,
será passado.

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Filme velho: o ataque dos vândalos do futebol

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

05 de Março de 2018

Um jogo de futebol, convencionalmente, tem 90 minutos, caso não haja algum prorrogação. Mas em alguns estádios como o nosso, o futebol e suas discussões, acabam saindo do controle nas ruas, antes ou depois das partidas.
Ontem, os vândalos – me permitam não chamar essa corja de torcedores (e vou mais além, os perturbadores da ordem, por isso nivelados a qualquer desordeiro) – protagonizaram, uma vez mais, um degradante espetáculo de violência.

Já está na hora de algum setor competente da área de Segurança Pública começar um trabalho mais completo de identificação desses marginais e afastá-los dos estádios em dias de jogos para que a população da cidade não tenha que assistir a essa selvageria.

Quando os ingleses impuseram iniciativas de investigação sobre os ”hooligans” – desordeiros que viviam prejudicando a imagem do esporte bretão -, aos poucos, eles foram identificados; levados às barras da Justiça e impedidos de ingressarem nos estádios em dias de jogos. Nessas ocasiões, eles são recolhidos a hospitais ou postos de serviços públicos onde prestam serviços como voluntários, onde possam ser úteis, ao invés de transformar as ruas em praças de guerra.

Enquanto não se tomar uma medidas dessas por aqui, iremos sempre reprisar esse indigesto filme com ingredientes de intolerância, ódio, ira, raiva, destempero e, principalmente, falta de educação. E é bom relacionar aí, também, o papel dos clubes. Eles têm uma parcela iportante de responsabilidade, quando se sabe que, por conta desses vândalos, os verdadeiros torcedores de futebol estão se afastando dos estádios, com medo do avanço dessa corja integrante das facções denominadas torcidas uniformizadas. Ou se faz isso ou se decreta já já, o fim da família nos estádios.

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Ministério Público ataca corrupção no sistema penitenciário cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Março de 2018

Está tudo dominado – é uma expressão que se usa para explicar o domínio de uma parte sobre todo um conjunto. Por exemplo: quando se refere ao mal, dizer que hoje está tudo dominado, reforço a tese de que o crime domina quase tudo. No sistema penitenciário, por exemplo. Uma operação denominada Mecenas, do Ministério Público do Ceará, cumpriu ontem mandado de busca e apreensão na antiga CPPL 5, em Itaitinga. Havia denúncia de corrupção, praticada por servidores – o que não é nenhuma novidade.

Agentes pagos com o dinheiro da população para cuidar de presos estão operando na contra-mão da lei e favorecendo os criminosos e o crime.

Foram apreendidas drogas: 450 gramas de maconha e 220 gramas de crack, além de aparelhos celulares, documentos e medicamentos de uso controlado com efeito psicotrópico – que estariam chegando ao interior do presídio com o beneplácito dos agentes penitenciário. Um deles, Antônio Braga de Lima, foi afastado imediatamente e o Ministério Público vai apurar a possibilidade da conivência de outros servidores.

Pois horas depois dessa ação, um policial militar do Batalhão de Policiamento penitenciário, foi fuzilado na porta de casa, por indivíduos encapuzados.

Perguntar não ofende: essa morte não seria uma queima de arquivo relacionada ao trabalho do Ministério Público? Uma boa dica para quem está investigando a banda podre de servidores corruptos que estão trabalhando no lado d crime. Pois como comecei esse comentário, tudo está dominado.

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Criminalidade na terra, no céu e agora no mar cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

28 de Fevereiro de 2018

Resultado de imagem para piratas silhuetasAos tempos da colônia, o Brasil viveu muitos episódios de violência envolvendo piratas e bucaneiros. Eles aportavam por aqui em busca de roubar nossas riquezas. Na orla marítima grassavam os assaltos as embarcações, onde se saqueava de tudo.

Pois o tempo passou e a História ainda vive a repetir os mesmos fatos do passado, guardadas as diferentes conotações.. Os piratas de hoje estão agindo em veleiros de turistas que tentam conviver com as delícias da nossa terra. Ao contrário de armas e mantimentos do passado, hoje eles levam objetos modernos como celulares e notebooks.

Se no passado o nosso litoral não tinha as condições de segurança que hoje detém, é preciso que a inteligência investigativa dê resposta efetiva para frear toda e qualquer iniciativa de que a pirataria do passado volte a prevalecer e ameace, inclusive, o setor do turismo do nosso Estado, já tão debilitado com as ações criminosas em terra.

Polícia investigativa, neles!

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Fortaleza entre as 11 cidades de ruas mais perigosas do mundo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Fevereiro de 2018

A semana termina com alguns resultados positivos em termos de combate à criminalidade. Os números refletem isso, embora Fortaleza esteja sendo citada mundo afora como uma cidade terrivelmente violenta. Um dos maiores sites de aconselhamento para turistas do mundo, o Culture Trip, publicou artigo no qual coloca as ruas da capital cearense entre as 11 mais perigosas do mundo.

Esse site tem uma visibilidade no mundo todo já que possui mais de 4 milhões e 200 mil seguidores no Facebook e outros 154 mil no Instagram.

Segundo a publicação, divulgada em inglês, Fortaleza tem sofrido com a violência oriunda das facções criminosas, que tem deixado vários bairros inseguros. O texto menciona, inclusive, a ‘Chacina das Cajazeiras’, que deixou 14 pessoas mortas em janeiro, como grande exemplo da falta de segurança vivida pelos habitantes da cidade.

No entanto, ao mesmo tempo em que se reforça o apelo para que as autoridades façam todo o esforço possível para conter essa onda criminosa, é preciso dizer que nem tudo está perdido. Se há violência, há também gente voltada para o exercício de atividades importantes, que trabalha, que se relaciona com outros e não o caos que se pretende desenhar aos visitantes. Vai depender do governo modificar essa imagem manchada da “loira desposada do sol”. E, principalmente, do trabalho de toda a população buscando fazer a sua parte em favor de uma cidade tranquila em busca do seu destino.

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Toque de recolher em Fortaleza!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de Fevereiro de 2018

A violência em nosso País tem suscitado diversas iniciativas. A intervenção federal no Rio. A força-tarefa aqui no Ceará. E agora surge uma medida que, no mínimo, vai causar uma grande polêmica. A de se aplicar o “toque de recolher” depois das 23 horas em Fortaleza. Essa é uma ideia de uma parlamentar do MDB, doutora Silvana, dizendo-se preocupada com a escalada da violência em nossa capital. Ela promete apresentar nos próximos dias um projeto de lei para auxiliar na prevenção ao consumo de drogas por adolescentes, utilizando o esse artifício do “toque de recolher”. A deputada toma como parâmetro, o modelo de sucesso adotado na Islândia, que para ela, é um exemplo para o resto do mundo.

Embora as realidades sejam bastante díspares,diferentes, entre Islândia e Brasil, mas a deputada considera que é possível se reverter o quadro desolador de mortande entre jovens, proibindo crianças de três a 16 anos de circular após as 23 horas.

Numa época em que especialistas defendem a ocupação dos espaços, com qualificação de serviços e equipamentos, a ideia da senhora deputada parece ir na contramão do desejável. Não é restringindo a liberdade do ir e vir dos jovens que iremos solucionar esse problema, mas criando serviços que evitem que a cidade seja tomada pelos bandidos.

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Toque de recolher em Fortaleza!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de Fevereiro de 2018

A violência em nosso País tem suscitado diversas iniciativas. A intervenção federal no Rio. A força-tarefa aqui no Ceará. E agora surge uma medida que, no mínimo, vai causar uma grande polêmica. A de se aplicar o “toque de recolher” depois das 23 horas em Fortaleza. Essa é uma ideia de uma parlamentar do MDB, doutora Silvana, dizendo-se preocupada com a escalada da violência em nossa capital. Ela promete apresentar nos próximos dias um projeto de lei para auxiliar na prevenção ao consumo de drogas por adolescentes, utilizando o esse artifício do “toque de recolher”. A deputada toma como parâmetro, o modelo de sucesso adotado na Islândia, que para ela, é um exemplo para o resto do mundo.

Embora as realidades sejam bastante díspares,diferentes, entre Islândia e Brasil, mas a deputada considera que é possível se reverter o quadro desolador de mortande entre jovens, proibindo crianças de três a 16 anos de circular após as 23 horas.

Numa época em que especialistas defendem a ocupação dos espaços, com qualificação de serviços e equipamentos, a ideia da senhora deputada parece ir na contramão do desejável. Não é restringindo a liberdade do ir e vir dos jovens que iremos solucionar esse problema, mas criando serviços que evitem que a cidade seja tomada pelos bandidos.