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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Pena de Talião: um atraso de 4 mil anos como forma de justiça

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

06 de dezembro de 2016

justiça2A população do Brasil parece ter perdido a confiança no Judiciário que temos. Essa é uma afirmação forte. E não é minha. É da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, ao referir-se que a sociedade brasileira vive um momento de crise de credibilidade, mas que precisa acreditar no Judiciário para que não faça “justiça com as próprias mãos”. A avaliação da ministra não foi feita atoa. Tem elementos que confirmam essa impressão.

Diante do aumento da criminalidade e, mais do que isso, da impunidade vigente no País, o cidadão comum passa a desconfiar dos membros da Justiça e achar que a única saída é partir para o uso da lei de talião. No antigo código de Hamurábi, lá da Babilônia, o criminoso era punido ‘táliter’, ou seja, talmente, de maneira igual ao dano causado ao outro. Mas isso há quase 2 mil anos, antes da era cristã, portanto há quase 4 mil anos atrás. De lá para cá, o mundo mudou. A sociedade humana evoluiu em leis, buscando aprimorar o certificado de Justiça na cobrança aos que erram, embora indiferente às iniciativas de ressocialização.

É quando a Justiça se torna inoperante, quando há relutância na aplicação das penas, que essa ideia do “olho por olho” sempre ressurge em meio aos mais desavisados. Desacreditados da Justiça, há os que acham que a única saída é justiçar com as próprias mãos. A opção pela vingança é algo desastroso, como lembrou bem a ministra ao participar do 10º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília.

Ela evocou para si e para os demais participantes, a chance de contribuir para que se altere na população esse tipo de pensamento. É preciso eficiência por parte dos que atuam na área do Judiciário. Ele precisa se recriar institucionalmente para que tenha, outra vez, a confiança da sociedade.
Mas é verdade: quando as demandas da sociedade não são atendidas, a “não resposta da Justiça” gera sentimento de vingança, afirmou Cármen acrescentando: “Não esperamos, servidores, que a sociedade precise desacreditar a tal ponto que resolva fazer justiça com as próprias mãos, que é a vingança, que é a negativa da própria civilização”.

A ministra, a bem da verdade, demonstra ter o olhar para a sociedade, ao contrário da maioria dos membros do sistema que, se julgam acima do bem e do mal, e que, em ocasiões em proferem a sentença punitiva, pouco se preocupam em reivindicar do Estado, métodos de recuperação dos que cometeram falhas. A falta de um acompanhamento ressocializante, faz com que os presídios se tornem escolas de marginais, fábricas de delinquentes, que no retorno às ruas voltam ao erro. E à falta de um Estado recuperador, alguns entendem que se deva instituir a pena de Talião como saída – o que, na verdade, revela uma sociedade atrasada e, pior, adotando o crime pelo crime.

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Frases ‘mouse ou menos’ filosóficas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de dezembro de 2016

A borboleta ensinava à lagarta:
se não mudares, nunca voarás

O diamante só rutila
após passar pelo flagelo do burilamento.
Assim, também, somos

Ainda discutem quem matou Jesus:

judeus ou romanos?
A gente O crucifixa é todo dia

Um dia, tudo isso vai ficar
Do que eu gostaria de levar?
Uma fatia do teu coração

Há pouco de Deus em nossas práticas.

Na teoria, sim; mas na hora H,

onde O perdemos?

Pise no freio da impaciência.
Há um vermelho aceso

nos alertando do iminente perigo

O céu não é um lugar distante;
desde que você não esteja, 
diga-se de passagem

O livro ‘Fernão Capelo Gaivota’
é a fábula do que é preciso 
para se alcançar o céu

Nada é perfeito no mundo das coisas
O David de Michelangelo
era só um bloco de pedra

Se eu te der os frutos
eles te alimentarão uma vez somente.
As sementes, não…

Deus criou o homem. 
E este inventou de desinventa-Lo.
Agora quer alcançá-lo

Antes de escalar qualquer alta montanha,

desça os degraus de sua vil arrogância.

Ninguém achegou-se a Gandhi

e madre Teresa, por beleza;

mas pela luz interior

A partir do que somos, 
devemos continuar a obra divina
Isso é o que é coLABORação.

Nem caminhos de voltar, 
nem veredas p´ra fugir.
A bússola do céu é para o alto.

Estou pagando meus erros
para apagar em mim 
a escuridão que impede a Luz de ser

Amar é ato de jardinagem
desvencilhe-se dos espinhos
e semeará o que cultivado for

A quem interessar possa: 
estou há N milhas de meu destino
mas seguro é meu porto

Estou abrigado em mim 
esse tempo todo
esperando a guerra
terminar lá fora…

Das pedras do meu caminho 
nem as da vesícula 
limitaram meus passos.
Extirpei-as

As pessoas falam por Clarice 
pensam por Quintana
mas agem como se Hitler fossem

Resolvi usar o FB

para mostrar minha cara interior 
Não é ele o livro da nossa face?

Alguém que me lê, surpreende-se.
Mal sabe ele

que nem de si mesmo tudo sabe

Se um fio de cabelo

consegue revelar nosso DNA 
o que todo o corpo não será capaz

Quem precisa de afeto e se acha só
é que não buscou no outro

a parte que lhe convém

Há uma fonte em nós 
jorrando luz
pena desligarmos o interruptor 
de quando em vez

Se algum dia fui senhor, não me lembro
Escravo dos meus caprichos, ainda sou.

O lado poeta de todos nós 
alimenta-se na meditação.
Mas medita na ação do verbo

Escrevo para que olhos me leiam e aprendam
E os mais próximos de mim,

são os meus.

há uma enorme fome de Deus 
e esquecemos que Ele mora

no condomínio do nosso coração

Um dia seremos anjos, diz a música;
que bom seria se até lá
fossemos mais humanos

Desejar bom dia é bom; 
mas fazê-lo acontecer, melhor ainda…

O primeiro mandamento é amar a Deus
e não armar-se a (para) Deus.

Nenhuma religião salva; 
só o ‘religare’ do homem 
à sua potência divina

Tem gente que pede milagres ao Céu,

mas não investe nada de si

para obter os resultados

Estamos sempre esperando

um Simão Cirineu

para carregar a cruz que nos compete.

Todo começo é doloroso;

mas, como um parto,

o fruto desse instante beneficia a vida

Quando inventei de Ser 
O mundo já tinha girado tanto
Que me entonteceu de Ter

Quando unidos, os corações 
conseguem bater em uníssono 
na busca de conforto

Nada é por acaso.

Karma e Darma

definem a escrita da Lei

Toda sombra é tão somente

o reverso da Luz

que foi ofuscada por alguma barreira

Todo passageiro da Terra

está convicto que um dia

há de desembarcar do trem da vida

Há rios que não chegam ao mar. 
Suas águas, porém, evaporadas

chegam ao céu primeiro

O amor tem dessas coisas: 
tritura o corpo
que é pra dar (bom) gosto a alma

Se apagas a tua luz
como enxergar o brilho 
que tua alma traz? 
Usina de força somos

Quando aceitarmos a gentileza 
como rotina comum,
destruiremos as amarras da dor

Um menino libertou a Excalibur da pedra
Mas o reino prometido

ainda adormece em nós

Os bons não disputam o céu.
eles já o vivem na Terra.
Nós, os imperfeitos, sim.

Em tudo sê grato à Vida. 
Ela é uma só. 
As existências, muitas…

Quando vi
o verso era o reverso do que penso
e, tenso, 
confesso apenas: sobrevivi

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Da alma brasileira engrandecida em um momento de lágrimas e dor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de dezembro de 2016

Estamos chegando ao fim-de-semana movidos por uma carga de sentimentos diferentes. Falo, principalmente, em relação à tragédia com a equipe da Chapecoense. No primeiro instante, a perplexidade. A notícia deixou o País impactado. Toda uma geração de jogadores e profissionais da mídia tragada por um acidente que teria, entre suas causas, a falha humana de quem não soube calcular a programação de voo. Na verdade, uma daquelas  desculpas esfarrapadas que a gente costuma achar, diante da inexplicabilidade do fenômeno da morte.

Depois, a informação de sobreviventes. Especialistas consideram um milagre diante dos destroços. A dor do povo de Chapecó tomou o tamanho do Brasil. Que nada, ganhou as proporções do mundo, já que a notícia foi a mais veiculada da semana em todo o Planeta. Entre os destaques, informes de pessoas que estavam para embarcar e, por um motivo ou outro, acabaram não viajando. Uma delas, só não o fez por ter esquecido o passaporte. Ou esquecimento bendito!

Nas redes sociais, as mensagens de conforto e solidariedade foram uma espécie de bálsamo, tentando aplacar a dor das feridas que o desastre abriu na alma brasileira. Principalmente de quem é fã do futebol brasileiro e tinha encanto por uma equipe de uma cidade pequena que, pelo talento e pelo trabalho desenvolvido, chegou a desbancar grandes times.

Ao mesmo tempo em que se discutia a questão da segurança dos vôos aéreos e avaliava-se as questões ligadas a finitude humana, enquanto matéria. Mas o que mais chamou a atenção foi a tocante solidariedade que essa perda despertou em muitos. Gente que nunca conheceu nenhuma das vítimas, tomou para si essa dor como se fosse um membro da família. A demonstração do povo colombiano, indo a campo no dia em que estava marcada a partida, e promovendo uma verdadeira demonstração de afeto, só revela o quanto a humanidade ainda consegue revelar da grandeza que somos em momentos assim. Essa semana termina com uma grande descoberta: é a de que nem tudo está perdido. A humanidade ainda em jeito. Ela é solidária por natureza. Quem sabe, um dia, ela aprenda a não ser apenas em dias de lágrimas e dor.

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O lixo que nos incomoda tanto

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de dezembro de 2016

Nunca vi Fortaleza com tantos pontos de lixo como agora. A impressão é de que isso fosse em consequência de uma paralisação dos caçambeiros que recolhem os entulhos. Mas a greve não acabou? Ou seriam outros, os motivos?

Quem se der ao trabalho de circular pela Eduardo Girão, no sentido leste-oeste, vai se deparar com restos de corte de árvore e o que resultou da limpeza do canal. Em toda a extensão do canteiro que separa os lados da avenida, o lixo se amontoa. Menos, na área fronteiriça ao 23 BC, como se o trabalho de limpeza tivesse sido promovido por integrantes do quartel.

Afora a teimosia de cada um de nós em jogar lixo nas ruas e a falta de educação em não priorizar o horário de passagem do carro de coleta, é preciso cobrar das autoridades municipais, um mínimo de esforço para evitar que, acumulado, o lixo tome o espaço dos pedestres. Atraia insetos. E realimente a cadeia do mosquito Aedes Egypti, responsável pela mazela instaurada desde 1994 em nossa capital.

Aliás, outros pontos da cidade estão mergulhados de lixo. O leitor pode identificá-los. 

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‘Herodes de toga’ decretam a descriminalização do aborto

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de novembro de 2016

O Brasil, praticamente, sentenciou à morte milhares e milhares de inocentes que deveriam nascer e que, a partir de agora, suas mães podem muito bem tomar a decisão de abortá-los, sem que isso se constitua mais em nenhum crime. A medida aprovada ontem por 3 dos cinco membros da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, simplesmente reabre a discussão em torno desse tema tão polêmico. Evidentemente que foi uma decisão proferida sobre um caso específico, em um habeas corpus que revogou a prisão preventiva de cinco pessoas que trabalhavam numa clínica clandestina de aborto lá no Rio, mas pode ser considerada um passo à frente na descriminalização do ato, desde que no início da gravidez. Isso equivale a dizer que outros magistrados, até de primeira instância, poderão, a seu critério, adotar o entendimento da primeira turma do STF e favorecer o que consideramos ‘o mercado da morte’. Os ministros do Supremo vêm sendo chamados de ‘Herodes de toga’. por todos aqueles que defendem o direito à vida do nascituro.

Houve até um ministro, o relator Marco Aurélio, que chegou a considerar que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto no primeiro trimestre de gestação violam direitos fundamentais da mulher. E é o caso de se perguntar: mas que direitos? Os de que a mulher tem todo direito sobre seu corpo, o que é a mais pura verdade. Porém, é bom deixar bem claro, que ela tem direito sobre o corpo dela; não sobre o corpo que ela deseja abortar. Esse pertence a uma outra criatura e que deve ser protegida desde os primeiros dias da concepção.
Esse tipo de argumento falacioso tenta impor ideias de grupos interessados em oficializar o que consideramos um mercado da morte, tirando lucro de um sistema criminoso que expele do ventre materno aqueles que têm a mesma oportunidade que eu e você, de nascer e estabelecer uma experiência de vida. Há aqueles que reclamam de fetos em má formação; crianças que podem nascer com algum problema físico – esquecidos de que, quaisquer que sejam essas dificuldades, esses indivíduos podem superar-se como são os casos de cegos como Steve Wonder; de cadeirantes como o físico Stephen Hawkins; de deficientes físicos como o escultor mineiro Aleijadinho e de centenas de outras pessoas que nasceram com problemas mas que viveram para provar como é possível superar essas barreiras. A decisão dos juízes do Supremo, descriminalizando o aborto é algo lamentável. Principalmente, quando fazem numa época próxima à celebração do nascimento de um líder que sempre pautou seu discurso pela defesa da Vida. Vida plena, como Jesus costumava dizer. Aliás, já imaginaram se as mães de sábios e mestres como ele, tivessem decidido por cometer esse tipo de crime, como estaríamos órfãos de suas presenças?

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Que lições se deve tirar da tragédia com a Chapecoense?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2016

As tragédias, como essa que vitimou o time da Chapecoense, nos deixam embasbacados; impotentes. Sem uma explicação mais convincente diante do que consideramos ser a imponderabilidade da Vida. Imponderável é tudo aquilo que não pode ser avaliado e, que por isso mesmo, causa enorme surpresa. Quem para compreender o que rege o destino das coisas e das pessoas? Como entender que, de uma hora para outra, gente cheia de vida, convivendo com o que consideram ser um dos melhores momentos de suas existências, num segundo se defrontem com o fenômeno da morte, impactando o mundo todo com extrema consternação?

As tragédias parecem nos suscitar lições. Lições no aprendizado da vida. Parecem falar da nossa pequenez humana diante de fatos que fogem ao nosso conhecimento. Enquanto alguns indivíduos se mostram indiferentes ao drama dos seus semelhantes, carregando uma carga de orgulho por terem fama ou dinheiro, agindo como se fizessem parte de uma casta especial dos homens, esquecem que todos temos um destino comum: o do fenômeno da morte.

Ricos e pobres, brancos e pretos, letrados e analfabetos, desde que nascemos só temos uma certeza. De que a qualquer instante nossas existências ganharão um outro rumo. E quando isso acontece, a natureza humana se ressente de não termos sido mais afetuosos uns para com os outros. De termos perdido um tempo enorme em discussões sem vantagem alguma. De não termos agido em busca de contribruir para um mundo melhor – já que essa é a função, o motivo de cada um de nós na Terra.

As tragédias nos vêm alertar sobre a finitude de cada ser humano, enquanto matéria. Se apenas vivenciarmos essa dimensão do TER e não levarmos em conta a experiência do bem, dos valores morais, da vida do espírito, a qualquer hora vem a ceifadora e nos tira da Vida física, deixando entre nós esse assombro que a morte dos jogadores da Chapecoense nos faz. Que posamos tirar lições do que é inexplicável. Afinal, nada acontece por acaso. Não cai uma folha de uma árvore se não houver a permissão divina.

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A tragédia das estradas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2016

Uma das tragédias humanas mais comuns, a dos acidentes nas estradas, tem aumentado muito em nosso Estado. Em menos de 48 horas, várias dessas ocorrências ganharam as manchetes; deixaram famílias enlutadas e estão a exigir reações imediatas. É bem verdade que a maioria dos acidentes em estradas ocorre por imprudência de guiadores, acostumados a empurrar o pé no acelerador, desrespeitando normas de trânsito e sem levar em conta as consequências. Outras vezes, esses casos ocorrem por falhas na sinalização e que precisam ser levadas em conta como preocupante.

Quem deixa Fortaleza em demanda ao interior, por exemplo, vai notar que há uma enorme preocupação das autoridades em criar novas fontes de arrecadação, com a instalação de fotossensores, muito mais para multar os motoristas transgressores do que para coibir o abuso da velocidade. É que, também, ainda somos um povo que se educa mais pelo bolso do que pelo bom exemplo. Evidentemente que esses fotossensores são equipamentos necessários para frear a imprudência de alguns motoristas; mas não se tem conhecimento dos resultados que essas multas provocam em termos de mudança de cultura. Reincidentes em transgredir as normas de trânsito, além da punição pecuniária, são obrigados a um período de reaprendizado?

O número de acidentes causados ou por essa ou outra forma cresceu muito. Se você contabilizar as vítimas recentes vai descobrir que só num intervalo de cinco horas, ontem no Ceará, tivemos sete pessoas mortas e cinco feridas. Isso, entre a tarde e o começo da noite de ontem. Todos os acidentes ocorreram em estradas que cortam os municípios de Caucaia, Sobral,Tamboril e Mucambo. Entre essas vítimas, jovens universitários entre 23 e 24 anos.

É preciso urgentemente que se promovam campanhas de educação de trânsito para que os “donos de ruas” e de “estradas” – como se imaginam alguns guiadores – tomem consciência de que a Vida é um bem precioso. Se eles não pensam assim em relação à deles, existem vidas outras que dão o maior valor a continuar vivendo. E que são, muitas vezes, suprimidas da companhia de seus familiares e amigos por causa da imprudência de terceiros.

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O que a sociedade e o governo precisam fazer para vencer as drogas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de novembro de 2016

Se existe uma parcela da população que vive sob intenso e constante risco é a dos jovens. Deus do céu! Diariamente a gente lê notícias de dezenas de adolescentes que se viciaram e vivem sob a absoluta dependência de drogas, roubando-lhes a própria força de vida que essa idade propicia.

Entorpecidos, eles mais parecem zumbis, vagando por aí com seus olhares vítreos, como se fossem marionetes manipulados por algozes invisíveis, que parecem lhes ditar as normas de procedimento para poder manter o seu comércio do mal. A maioria acaba se convertendo em vítimas da violência – se é que viver dessa forma já não se constitui uma violência.

É comum de todo jovem viver ali no limite; aceitar desafios, correr risco – por se considerar que jovem deve tentar tudo. É nessa forçação de barra que eles acabam quebrando a cara. Virando a mesa. Entornando o caldo.

Por conta desse “viver arriscado”, eles se tornam dependentes mais dos traficantes do que das próprias drogas – e acabam vítimas de si próprios, quando perdem o afeto da família, a confiança dos amigos, culminando com o abandono da escola, a fuga do trabalho e, principalmente até das amizades mais fortuitas. Isso sempre existiu, dirão alguns; mas desde a chegada de drogas como o crack, a miséria social desses jovens se agravou bastante. A facilidade de acesso à pedra, levou muitos deles à consequências terríveis.

Hoje, o que tem de jovem superlotando cadeia é incrível. Os hospitais de doidos, como se dizia no passado, estão abarrotados. Pior é saber que outro número maior acabou no cemitério.

Se alguém me perguntar, “mas não tem cura para o drama deles com o vício”, eu lhe responderia que sim. Mas, infelizmente, muitos têm dificuldades para se tratar, por não dispor de recursos e da falta de vagas nas unidades hospitalares.

Para contornar o problema, o governo precisa ter um olhar mais conciencioso, abrindo oportunidades que atraiam os jovens à escola e ao mercado do primeiro emprego. A sociedade – estamos falando de cada um de nós – precisa ser mais tolerante; a partir da própria família que, ao primeiro sinal de descoberta de que o jovem tem um vício, simplesmente o abandona ao seu destino. Enquanto agirmos assim, indiferentes a esse drama social, iremos sofrer as consequências que a doença deles vai provocar. Ou melhor, que já vem provocando. Assaltos, furtos, violência, mortes. Pense nisso.

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Uma campanha em defesa da vida… humana!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de novembro de 2016

A gente vive avaliando o preço disso, daquilo outro – e, quase nunca, despertamos atenção para o real valor da Vida. Você sabe quanto custa a existência de alguém que teve o seu caminho interrompido pela crueza da violência? Quanto um seguro pagaria à família de alguém tragado pelo trânsito de uma cidade onde, alguns imaginam, serem os carros mais importantes do que uma pessoa? E há quem assegure sermos nada mais do que um número, catalogado na identidade, no CPF, no cartão de crédito, na conta do banco, na habilitação, na carteira de trabalho e até na sepultura.

Não, não somos apenas números; somos bem mais do que isso. Somos criaturas valiosas, de passagem pela escola da Terra, na busca anciosa de cumprir um estimado dever, o dever da Vida para alcançar etapas de progresso. Todos nós nos destinamos à evolução, seja lá em que área for. A maioria das pessoas, no entanto, relaciona progresso unicamente à fama e a fortuna. Poder. Esquecem de que o projeto humano é para melhoria do ‘eu’. Do ser. Melhorar a convivência com seus pares, sua família, seus vizinhos, seus colegas de trabalho. Evitar o destempero que sempre acontece nas horas em que somos testados por situações adversas. De não reagir da mesma forma daquele que nos agride com a palavra ofensiva ou o gesto de quem revela comportamento doentio.

A vida, que não tem preço, pede de cada um de nós tolerância e paciência com aqueles que ainda não aprenderam o valor de cada existência; mas que estão no mundo para alcançar essa consciência. A vida não tem preço. Ela é o bem maior que temos. E quando uma só se perde por causa de nossa indigência moral, através da violência, – como a vida do policial rodoviário vítima de assalto, ou a do cidadão idoso que morreu quando circulava de bicicleta – quando isso acontece, a gente lamenta essas perdas, mas é preciso ir mais longe: evitar que caiamos no mesmo lugar comum dos que ofendem; dos que agridem.

Se já temos consciência de encampar lutas em defesa da vida animal – como a de evitar a caça pedratória; a violência dos rodeios e vaquejadas; a cruzada dos voluntários do Greenpeace para evitar a matança de baleias – é preciso constituir uma campanha em defesa da vida humana, diariamente vítima da loucura de sua próp´ria raça. Até quando iremos reclamar da violência, mas na hora de agir, nos armamos do mesmo espírito violento que os agressores?

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Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de novembro de 2016

Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento? Essa deve ser a pergunta que você deva estar fazendo diante da violência que “parece” prosperar na sociedade humana. Vamos tomar algumas explicações oriundas de fontes diferentes e que buscam esclarecer esse questionamento.
Um pensador famoso indagou em obra edificante, “por que no mundo, o mal supera o bem”. E a resposta obtida é de que os maus são intrigantes e audaciosos. Eles ousam. Fazem e acontecem. Já os bons, ah! os bons são tímidos; muitas vezes, acomodados. Mas quando os bons quiserem tomar a iniciativa, o bem prosperará na Terra.
Mais adiante, ele explica que somos criados simples e ignorantes. Todos temos o chamado livre arbítrio, isto é, a capacidade de escolher entre o que é bom e o que não nos convém. A tendência normal é buscar-se o melhor. Crescer. Evoluir. Progredir. Todos somos destinados ao aperfeiçoamento. Mas uma parcela das pessoas é influenciada a seguir caminhos reprováveis. A ter iniciativas condenáveis. São os que se viciam; os que deturpam; os que roubam; os que matam; os que corrompem.
Mas queiram ou não, um dia o bem vai chegar até eles. Por mais tempo que isso demore.
Todos estamos fadados à melhoria. Os que demorarem a ter esse entendimento, podem até continuar cometendo desatinos, loucuras. Vão se atrasar na caminhada do progresso humano. Ficarão à margem do curso da Vida, que é de progresso. Mas um dia, tudo muda.
Veja o caso do fumante inveterado. Quando ele não toma consciência do mal que faz a sua saúde, vem um enfizema, um câncer, reclamar de uma mudança de atitude. Acontece com aquele bebedor inveterado. Chega um instante em que uma cirrose vem mudar o seu raciocínio. É o que se diz popularmente: “quando não se aprende com amor, aprende-se com a dor”.
Há quem duvide que pessoas erradas, consigam mudar. Que, um dia, o crime não mais prevaleça. Para evitar isso, basta que as pessoas boas comecem a tomar iniciativas e saiam da acomodação. Comecem a se revelar em atitudes solidárias – dando exemplos de cortesia; pregando a paz; ocupando os espaços onde o Mal acontece, porque os responsáveis pelo Bem simplesmente não se compromissaram a exercê-lo.
E é preciso lembrar que todos temos uma parcela de luz (o bem) e de sombra (tendência para o mal). Mas quando em cada um a luz conseguir ser mais e afastar as sombras do erro, da ignorância, das atitudes nocivas, o Bem se fortalecerá da ajuda de cada um; mostrando que é impossível deter a marcha da Vida. Que encaminha tudo para a frente. Para o alto. Para o melhor.

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Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de novembro de 2016

Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento? Essa deve ser a pergunta que você deva estar fazendo diante da violência que “parece” prosperar na sociedade humana. Vamos tomar algumas explicações oriundas de fontes diferentes e que buscam esclarecer esse questionamento.
Um pensador famoso indagou em obra edificante, “por que no mundo, o mal supera o bem”. E a resposta obtida é de que os maus são intrigantes e audaciosos. Eles ousam. Fazem e acontecem. Já os bons, ah! os bons são tímidos; muitas vezes, acomodados. Mas quando os bons quiserem tomar a iniciativa, o bem prosperará na Terra.
Mais adiante, ele explica que somos criados simples e ignorantes. Todos temos o chamado livre arbítrio, isto é, a capacidade de escolher entre o que é bom e o que não nos convém. A tendência normal é buscar-se o melhor. Crescer. Evoluir. Progredir. Todos somos destinados ao aperfeiçoamento. Mas uma parcela das pessoas é influenciada a seguir caminhos reprováveis. A ter iniciativas condenáveis. São os que se viciam; os que deturpam; os que roubam; os que matam; os que corrompem.
Mas queiram ou não, um dia o bem vai chegar até eles. Por mais tempo que isso demore.
Todos estamos fadados à melhoria. Os que demorarem a ter esse entendimento, podem até continuar cometendo desatinos, loucuras. Vão se atrasar na caminhada do progresso humano. Ficarão à margem do curso da Vida, que é de progresso. Mas um dia, tudo muda.
Veja o caso do fumante inveterado. Quando ele não toma consciência do mal que faz a sua saúde, vem um enfizema, um câncer, reclamar de uma mudança de atitude. Acontece com aquele bebedor inveterado. Chega um instante em que uma cirrose vem mudar o seu raciocínio. É o que se diz popularmente: “quando não se aprende com amor, aprende-se com a dor”.
Há quem duvide que pessoas erradas, consigam mudar. Que, um dia, o crime não mais prevaleça. Para evitar isso, basta que as pessoas boas comecem a tomar iniciativas e saiam da acomodação. Comecem a se revelar em atitudes solidárias – dando exemplos de cortesia; pregando a paz; ocupando os espaços onde o Mal acontece, porque os responsáveis pelo Bem simplesmente não se compromissaram a exercê-lo.
E é preciso lembrar que todos temos uma parcela de luz (o bem) e de sombra (tendência para o mal). Mas quando em cada um a luz conseguir ser mais e afastar as sombras do erro, da ignorância, das atitudes nocivas, o Bem se fortalecerá da ajuda de cada um; mostrando que é impossível deter a marcha da Vida. Que encaminha tudo para a frente. Para o alto. Para o melhor.