MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Nada é mais fora de moda que um soneto

Por Nonato Albuquerque em POESIA

07 de Janeiro de 2017

Nada é mais fora de moda que um soneto.
Eu, de teimoso, insisto sempre em tê-lo.
É que de tudo o que na vida eu prometo
acabo por descumprir a esse meu apelo.

Um soneto é algo antiquado, como amuleto
do ontem que o hoje quer prescrevê-lo,
Mas convive em mim como se fosse um dueto
que imagino apenas só eu consiga lê-lo.

Nessa disputa entre eu e não sei quantos
vou ganhando tempo e sonetos carregando
até que um dia a modernidade me reclame.

Eu sou de eras outras onde poemas e cantos
eram arte de uma arte que irá durar até quando
houver alguém que a faça e alguém que a ame.

®nonato albuquerque

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O fim do mundo parece fazer ensaio nos presídios brasileiros

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

06 de Janeiro de 2017

Uma semana para ser esquecida, essa primeira do ano. Falo em relação à segurança dos presídios brasileiros. Está uma loucura. Como se não bastasse a barbárie de Manaus, onde 56 presos foram decapitados e que um presidente considera um “acidente”, agora foi em Roraima, onde 33 internos foram mortos em mais um episódio que expõe ao mundo as vísceras de um sistema penitenciário completamente degradado. Com receio de que aconteça um efeito dominó, dirigentes de outras unidades estão removendo presos considerados líderes de facções para evitar tragédia ainda maior.

Uma coisa é certa: quando forem buscar os culpados de todas essas ações, que se aproveite para deixar bem claro a omissão quase completa das autoridades a uma setor que há muito, vinha se constituindo num problema. E que problema! Os presídios brasileiros são contumazes em repetir cenas de rebeliões, fugas – tendo em vista o abandono a que esses lugares convivem, em termos de atenção das autoridades.

O Judiciário, responsável pelo envio de indivíduos em cumprimento de pena, poderia ser mais rigoroso em cobrar dos governantes ações que possam levar a uma melhoria de boa parte dessa gente. Os presos, um dia, voltarão ao meio social. E o sistema penitenciário – em nada tem contribuído para melhorar o comportamento desses mais de 600 mil devedores da Justiça, distantes do convívio físico mas interagindo com tudo através do acesso de aparelhos celulares que os levam a cometer novos delitos. Aqui mesmo no Ceará, os governantes fizeram algumas tentativas de eliminar o problema da superlotação. Construiu-se unidades prisionais que, em pouco tempo, também passaram a repetir o mesmo agravante de outras, com o número excessivo de infratores. Todo mundo sabe que, em um lugar onde muitos se reúnem, sem opções de trabalho e estudo, a mente vazia acaba se transformando em oficina de trabalho para as forças do mal. “Mente vazia é oficina do diabo”.

Os trabalhos de reeducação evoluíram muito e, hoje em dia, dispomos de técnicas de ajuda através da Psicologia, capazes de alterar o padrão doentio daqueles  que se prestam às coisas ruins. Que se busque esses recursos. Que se reoriente a metodologia de trabalho com o preso. O Estado tem responsabilidade sobre eles; afinal de contas, o Estado tem a custódia deles. É o tutor de todos. E se não conseguem recuperar um só dessa leva enorme de equivocados que adentram aos presídios, é sinal de que está fazendo investimento perdido. O resultado é a degradação ainda maior desses locais e dos indivíduos, com a repetição das tragédias que, nesse momento, passamos a assistir como o fim do mundo fizesse ensaios nesses antros de miséria.

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Um gesto animal comove o País

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de Janeiro de 2017

Pessoas costumam se afeiçoar a animais. E vice-versa. Eles têm ganho amplo espaço na vida de muita gente. Eu mesmo costumo postar nas redes sociais tudo o que for interessante em relação a eles com apenas uma frase: “abençoai as feras e as crianças”. A frase foi pinçada de um filme antigo que trata da importância de se valorizar os gestos dos bichos e das crianças, principalmente quando denotam atitudes positivas. Uma dessas manifestações está nos jornais do País e ganhou muitos compartilhamentos nas redes sociais. É o caso de um cavalo lá de Cajazeiras, na Paraíba, que comoveu a família de seu dono, vítima de um acidente de moto, no domingo último durante as comemorações da virada do ano.

O animal foi levado para se despedir do dono e, ao se aproximar do veículo usado no cortejo, deitando sua cabeça sobre o caixão, fato que foi flagrado por câmeras de pessoas que acompanhavam o enterro de Wagner Figueiredo de Lima, que tinha 34 anos. Era o animal de afeição do rapaz, o que levou a família a conduzi-lo durante o enterro. Em certo momento, o animal chega a revolver o chão com a pata, numa atitude muito curiosa que surpreendeu a todos, como se estivesse inconsolável diante do ocorrido.

Uma coisa é certa: os animais, apesar de não terem alma, têm princípios inteligentes e estão em evolução. Basta ver o cãozinho de estimação dos dias atuais; bem diferente dos animais do passado. Hoje, eles fazem companhias a pessoas idosas, até por recomendação médica. Auxiliam na cura de indivíduos com processos depressivos. Disputam a preferência da família, além de ganharem tratos de primeira linha no mercado pet de consumo.

Há casos de cavalos, por exemplo, que complementam o desenvolvimento de crianças autistas. Baleias são treinadas para conviver com humanos de uma forma inteligente. Há quem nos lembre que “os animais nos servem de alimento, vestimenta, calçado. São amigos fiéis e nada cobram por tantos serviços. Mas apesar disso tudo, eles são as vítimas preferenciais de nossa crueldade”.

O nosso padre Vieira, o do “Jumento Nosso Irmão”, ficou famoso no mundo ao denunciar os maus tratos que se faz esse animal. A chegada de veículos movidos a tantos cavalos, desabilitou o jumento nas suas atividades na área rural e eles passaram a ser caçados pelo Nordeste para serem sacrificados em abatedouros clandestinos.

Vale lembrar que nós humanos matamos, retiramos peles e ossos, aprisionamos, cozinhamos, sem nos deter para refletir sobre essas criaturas que, mergulhadas na inconsciência, nos sustentam o corpo físico.

O exemplo desse animal de Cajazeiras não é para ser visto como um misterioso fenômeno. É algo comum. Quando você exprime afeição, seja por alguém ou um animal, você injeta no outro uma carga de energia que o faz ser grato para sempre. Trate-o mal e ele irá responder da mesma forma. Que o diga os que maltratam os elefantes, por exemplo. Eles nunca esquecem.

Não é mais possível se calar diante dos excessos que se comete contra os animais. Felizmente, a evolução moral já começa a se impor. Por isso, cada vez mais vemos pessoas e organizações que se preocupam com o tratamento dado aos animais. É a era da compaixão universal que inicia. E os animais saberão ser gratos àqueles a quem se afeiçoaram.

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Manaus expôs ao mundo o câncer do sistema penitenciário brasileiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de Janeiro de 2017

Presos sendo transferidos de um presídio para outro é sinal de que há algo de podre e não é no reino da Dinamarca. Aliás, o Brasil desse início de 2017 parece repetir cenas de um filme que a gente já se cansou de ver. Falo da violência e dessa barbárie de Manaus, onde 56 internos foram decapitados. Isso expôs ao resto do mundo o câncer que atinge o sistema penitenciário, fruto do destrato que os governos dão ao setor, fazendo com que, nele, os germes da vingança e do ódio encontrem terreno fértil para sua proliferação.

O que aconteceu em Manaus não é nada mais, nada menos que o reflexo de uma realidade de todo o sistema penitenciário do País. Uma realidade, diga-se de passagem, grave. A começar pela superlotação.  Só para se ter uma ideia, o Brasil tem mais de 600 mil presos – o que equivale a dizer que é igual a soma da população de três cidades cearenses: Sobral, Juazeiro e Iguatu.

Nos igualamos à Rússia, com seus 637.800 detentos; menos que a China e Estados Unidos. São Paulo é quem detém o maior número de pessoas em regime de carceragem: uns 200 mil. O Rio, 30 mil. Trinta por cento desses, são presos por tráfico de drogas. 20 por cento por roubo.
Se no Ceará, os números dos homicídios encontrou uma certa redução, mas há outros problemas a empanar esses avanços. O da superlotação é o que agiganta a crise.

No interior dos presídios prevalece o domínio das facções. São elas que mandam, porque o Estado perdeu a sua força de controle e de determinação. Com isso, as rebeliões, as fugas, as mortes acontecem, a ponto de 60 detentos serem decapitados numa ação que não tem comparação na história recente da criminalidade.

Diante desse crime, o Papa Francisco demonstra sua dor e preocupação. Em sua homilia desta quarta-feira, o papa fez orações pelas vítimas da rebelião no presídio de Manaus, ao mesmo tempo em que renovou seu apelo para que os institutos penitenciários sejam locais de reeducação e de reinserção social. E que as condições de vida dos presidiários sejam dignas de pessoas humanas.

Evidente que o mundo sabe que esses locais fogem aos objetivos maiores a que são destinados, que são os de recuperar os internos para que eles possam voltar ao convívio social. Por não colocar em prática isso, o Brasil faz crescer entre a população desinformada a impressão de que “preso bom é preso morto” e que nenhum merece a menor consideração. A não ser as famílias dos presos, não se ouve mais nenhuma voz nas câmaras e assembleias cobrarem que os presídios sejam reformatórios de pessoas e não apenas locais de exclusão e abandono.

Esse tipo de pensamento está na contramão de quem busca reedificar o ser humano que errou; se não forem dadas condições de educação a eles, um dia eles retornarão à sociedade. E piores do que entraram; porque afinal de contas não há interesse do Estado em recuperar ninguém – lógica de um mercado consumista que exclui tudo aquilo que não lhe satisfaz. Inclusive, pessoas. Pois creiam que a própria omissão da sociedade para com seus equivocados, atrai consequências danosas – mesmo com eles estando segregados do meio social. Porque o inferno vivido nesses presídios vai acabar respigando o seu fogo entre toda a sociedade. Pense nisso.

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O que leva alguém a consumir sem pagar produtos em supermercados e dar descaminho nas embalagens

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de Janeiro de 2017

O ano passado foi marcado por atitudes comprometedoras por parte de pessoas que lesaram o bem público, seja corrompendo ou sendo corrompido. Esse traço malsã da personalidade humana é visível, muitas vezes, até mesmo entre aqueles que mais condenam os políticos corruptos e suas ações delituosas.

Outro dia, deparei-me num supermercado com uma senhora, de boa aparência – se é que isso define a moral de alguém – mas, a título de referência, era uma senhora bem vestida e que havia descido de um carro de luxo, que ela mesma chegara dirigindo. O que me chamou atenção foi vê-la cometendo um dos pequenos pecados que se pratica comumente por achar algo normal. Aproveitando-se da ausência de um fiscal ou de algum promotor de vendas, essa senhora começou a provar alguns produtos que estavam nas gôndolas da loja, descartando de forma sorrateira as embalagens. Eram potinhos de iogurtes que ela os retirava da prateleira, olhava para um lado e outro, e os consumia de forma rápida, jogando a embalagem por detrás dos outros produtos. Ao notar que eu havia testemunhado seu indevido gesto, ela deu o que a gente costuma chamar de rabissaca e retirou-se empurrando um carrinho para um outro canto do supermercado.

O fato aconteceu numa área considerada nobre. Não foi em nenhum comércio de periferia carente, onde mesmo se tivesse acontecido merecia a mesma reprovação de qualquer um.

Mas o que me leva a falar disso aqui é, exatamente, a compreensão de que a maioria das pessoas, fala uma coisa e na prática faz outra. Condena-se os políticos que roubam os cofres do governo e comete-se atos de menor soma, mas que avaliados pelo crivo da moral têm o mesmo peso de quem pratica algo de maior volume.

Não é o tamanho do furto que elimina a constatação da alma doentia que temos e que, dependendo da ocasião, somos capazes de contrariar todas as regras de postura para tirarmos algum proveito. A ocasião faz o ladrão, diz o velho dito popular; mas isso só acontece com quem ainda não formou efetivamente a sua personalidade em torno dos valores éticos e morais e que, ao primeiro sinal da tentação, esquece até mesmo do que diz a oração cristã do Pai Nosso – para acabar sendo traída por ela.

É por conta de ações assim que, hoje em dia, somos vigiados por olhares eletrônicos de câmeras a nos policiar em tudo quanto é canto. Porque, infelizmente, o nosso melhor juiz interior – que é a nossa consciência – vive dendo constantemente ultrajada pelas nossas tendências inferiores.

E eu pergunto: o que leva uma pessoa de boa aparência – desculpem de novo a citação ingrata – a cometer aquilo que a sua consciência diz ser errado?

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Políticos tomam posse. E as promessas, também?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA, SEGURANÇA

02 de Janeiro de 2017

De todo falatório dos que tomaram posse ontem, choveu promessas de que esforços serão envidados para a área de segurança. Esse foi o quesito mais citado entre os desejos de ano novo feito pela população em Fortaleza. Também pudera: apesar da redução nos números de homicídios, a insegurança anda à solta pelas ruas de uma cidade que conquista o coração dos turistas do mundo todo, que por aqui vêm se gratificar com a beleza das praias, mas acaba se deparando com uma onda nada agradável de ações violentas.

O prefeito Roberto Cláudio juntou às vozes das ruas, a sua promessa de que a Guarda Municipal vai ser fortalecida para atuar junto com as forças de segurança do Estado. Um vice com cara de xerife – e não apenas a cara, mas a profissão dele – promete arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, já que vice (quase sempre) nunca apitou nada. Na maioria das vezes, vice tem sido uma figura decorativa que, no caso da Prefeitura, nunca se entendeu com o prefeito de plantão.

Juraci brigou com Márlon Cambraia; depois cortou relações com a vice Isabel Lopes, no segundo mandato. O Cambraia andou ser atritando com Marcelo Teixeira. A ‘lôra’ Luiziane Lins nunca deixou o Carlos Veneranda assumir durante suas viagens e nem deu muita bola pra Tin Gomes. Roberto Cláudio bateu de frente com Gaudêncio Lucena. Quase todos por conta de relacionamento político.

Esse estigma de prefeito não se dar bem com seus vices tem que ser revisto. A cidade acaba perdendo chances de ter uma vice prefeitura montada com um ‘staff’ de pessoas que, na realidade, não tem representatividade nem para substituir o prefeito quando esse viaja. Com o xerife Moroni, espera-se que a ‘politicagem’ de outras administrações seja banida tanto quanto se deseja acabar com a bandidagem.

Uma cidade não pode viver refém das diatribes de políticos que não sabem relevar essas questiúnculas e acabam dando mau exemplo a população. É preciso dar corpo e forma a uma política de segurança, onde Estado e município, atuem juntos em favor de dias melhores. Estamos cansados de ser relacionados, lá fora, como ”cidade bonita, mas é aquela que aparece no ranking das mais violentas do mundo?”, como ouviu durante viagem que fez à China, o governador Camilo Santana. Se querem acabar com a insegurança de Fortaleza, que se acabe com as brigas entre dirigentes e que as promessas de campanha e as feitas ontem na posse, tomem posse também junto com seus dirigentes.

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Ano novo

Por Nonato Albuquerque em POESIA, Sem categoria

29 de dezembro de 2016

Para preparar o ano novo que se deseja

preciso é que se tenha bons ingredientes.

Um pouco de esperança para que nela esteja

acertadas as bases dos frutos, nas sementes

Há que se utilizar da paciência. E quem almeja

viver bem, a paz deve ser um dos presentes

mais importantes para que ela nos proteja

e dê sentido aos dias de nervos mais ardentes.

O ano pode ter um tanto de muita alegria

para equilibrar quando a tristeza der as caras

e tenhamos que vencer algumas das barreiras

Se a gente se resguardar bem, verá a cena

do tempo nos trazer as forças mais raras

a cimentar de coisas boas nossas fileiras.

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O que é preciso para se ter um ano bom

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de dezembro de 2016

Que balanço você faz do ano que está terminando? A maioria das pessoas, provavelmente, relacionará dificuldades de toda ordem pelas quais passaram. Lembrarão os problemas que foram muitos. A incerteza com relação à situação do País, mergulhado numa crise político-econômica. Uma boa parte do público, certamente, vai lembrar que foi ano difícil, problemático por causa dessas contingências. Teve gente que perdeu emprego. Outros que perderam amores. As perdas de entes queridos deixam marcas. O saldo para esses será de lembranças desafortunadas. A carestia, o dinheiro curto, a falta de sorte para ganhar um prêmio de loteria – tudo é levantado nesse balanço. Mas nem tudo foi assim tão ruim para considerarmos o ano como negativo.

Há saldo positivo em tudo, principalmente quando levadas em conta as pequenas conquistas. Cada um, pode avaliar bem isso. Se você conseguiu chegar até aqui é um sinal de que superou barreiras. Ultrapassou limites. Venceu etapas importantes e está de pé – pro que der e vier. E isso, é bom quando funciona como objeto de pressão para que continuemos dando partida à nossa vida. Quando se coloca em mente essa possibilidade de continuar em frente, é sinal fortuito de que estamos na luta. Não entregamos os pontos.

Na verdade, o indivíduo tem uma mania danada de sempre valorizar mais o lado negativo das coisas, do que aquilo que é positivo e acrescenta muito ao nosso progresso. Cada ano é recheado de promessas. Se a maioria delas não pode ser realizada, isso não significa que deixemos de lado a possibilidade de realizá-las.

Um ano novo se aproxima. Não é a mudança da folhinha que vai significar que tudo mudará, não. É a nossa maneira de ser; de comportar-se no mundo. De fazer valer os valores morais que estão em cada um de nós, precisando ser trabalhados. A grande riqueza humana está depositada dentro de nós. São tesouros da alma. Como o amor, perdão, solidariedade e a mais importante: a esperança, sem a qual não estaríamos, hoje, renovando os votos de que, apesar de tudo, um novo tempo surge dando oportunidade para que algo novo se realize entre nós. Pensar assim, já é algo bastante positivo. Porque dá margem à fé; a fé que nos move em direção ao futuro. E o futuro está adormecido dentro de nós, aguardando a hora de nossa mudança. A mudança interior e não apenas a da folhinha.

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Receita para se aproveitar bem, o bem que nos fez o Natal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de dezembro de 2016

End-of-Year-CalendarPassado o Natal, há uma sobra de esperança no ar. A de que a cortesia e a solidariedade, estabelecidas durante o período da festa, não se pulverizem e acabem sendo contaminadas pelo azedume da intolerância e pelas desavenças de sempre. É costume de toda casa, aproveitar no dia de hoje o que sobrou da ceia natalina e requentar num prato novo tudo para servir aos comensais. Pois que não se perca o que sobrou das atitudes de bondade e da caridade, que foram espalhadas nas manifestações interpessoais; nas caminhadas dos grupos de ação social. Nos congraçamentos de famílias e de colegas em ambientes de trabalho, permutando sentimentos de natural cortesia em simbólicas troca de presentes dos amigos secretos.

O Natal passou, sim; mas que não se perca de vista a chance de sermos mais solidários para com aqueles que o evangelho significam como nosso próximo. Seja convivendo em ambiente harmônico com ele. Seja diminuindo as diferenças que, maioria das vezes, nos afastam por conta de nossas imperfeições. Nesse ambiente de melhor compreensão, que aqueles que detém cargos de mando, busquem ser mais cientes de seus deveres e obrigações, não se permitindo que o fel da recriminação injuriosa deteriore a boa convivência no ambiente de trabalho. Que chefes não se permitam a tratar indiferentemente os seus comandados, nem tampouco os  outros possam indiferenciar os que comandam.

O Natal se foi, mas não se pode desvirtuar o instante mágico que a festa propôs, para que se possa conviver em paz os dias que estão por vir. Esse é o grande legado de toda festa natalina. Que a gente saiba aproveitar bem o espírito do Natal para que ele se estabeleça como real, ensejando melhoria no relacionamento de todos. Mas que não seja apenas como algo transitório; na época da festa. É preciso que seja aplicado durante o exercício diário de nossa convivência com as pessoas. Quem só é bom na época do Natal é porque ainda não conjuga, no dia a dia, o verbo crístico de santificar suas ações para transformar o mundo em algo melhor.

O Natal passou mas, por favor, não vamos deixar esfriar, nem tampouco azedar, o saboroso prato da esperança que o mundo viveu por instantes nesse final de semana, e que deve estar no cardápio de nossas atitudes, para ser servido todo dia. Do ano todo. Pense nisso.

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Quem dera fosse Natal o ano todo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de dezembro de 2016

natalSe o Natal fosse uma festa permanente, como muitos auguram nos votos de fim-de-ano, quem sabe prevalecesse esse espírito de concórdia que, nesse período, anima a alma da gente. Se o ano inteiro vivêssemos essa harmonia das cores e luzes em que as cidades se ambientam, quem sabe não se iluminariam ainda mais os corações e mentes a agirem de forma tão festiva. Mas, infelizmente, Natal é um dia só; embora antes do 25 de dezembro, prevaleça entre as pessoas uma característica notável dos humanos: a de mais demonstração de bondade no coração dos adultos. A de alegria no olhar de toda criança à espreita de um presente.

Sabemos, porém, que, embora tudo respire harmomia, ao redor desse evento persistem as ilhas de infelicitude. Não há mágica capaz de fazer desaparecer a ingratidão dos filhos; o desrespeito à mulher, vítima de violência do ano todo; o dissabor de quem convive com o desemprego elencado pela crise; o desespero de mães diante da morte antecipada dos filhos pelo mercado das drogas; a falta de recursos para pagar um tratamento de saúde; e muitas outras pequenas grandes causas que acabam sendo responsáveis pelos males do mundo.

Sim, esses problemas continuam, infelizmente. Mas, ao lado disso há exercícios de solidariedade. Profusão de atos de fé e de renovação na Vida, pois afinal, a humanidade precisa ir em frente. Seguir o caminho. Construir as bases de uma sociedade melhor.

Ninguém esquece que atos violentos quebram esse momento de paz e tranquilidade, quando bem poderiam dar trégua – especialmente, por ser Natal. O protagonista dessa festa é quem? É a referência de Paz para o mundo e, por isso mesmo, o melhor presente que Ele deseja a todos nós, é de que possamos conciliar as nossas desavenças. Diminuir as diferenças. Reconciliar com os nossos adversários. Ter mais compaixão com aqueles que não pensam da nossa maneira., fazendo com que o lado sombrio que nos divide, possa ser iluminado através de pequenos gestos. Mas de grande realce.

Quem dera que o Natal fosse apenas época de demonstrações de bondade real. De afeto mesmo. De solidariedade, muita. De treino para que a gente ampliasse esse espírito natalino para os dias do ano que vão nascer. Se não dá pra ser Natal infinitamente, que aproveitemos as sementes desse tempo para que a colheita do ano novo, seja farta de tudo aquilo que o mundo mais precisa. De paz. De amor. Do amor que, um dia, esteve em pessoa na Terra e deixou um rastro de luz para seguirmos. Cristo. Ele sim, é o ideal ansiado por Deus para cada um nós.

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Quem dera fosse Natal o ano todo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de dezembro de 2016

natalSe o Natal fosse uma festa permanente, como muitos auguram nos votos de fim-de-ano, quem sabe prevalecesse esse espírito de concórdia que, nesse período, anima a alma da gente. Se o ano inteiro vivêssemos essa harmonia das cores e luzes em que as cidades se ambientam, quem sabe não se iluminariam ainda mais os corações e mentes a agirem de forma tão festiva. Mas, infelizmente, Natal é um dia só; embora antes do 25 de dezembro, prevaleça entre as pessoas uma característica notável dos humanos: a de mais demonstração de bondade no coração dos adultos. A de alegria no olhar de toda criança à espreita de um presente.

Sabemos, porém, que, embora tudo respire harmomia, ao redor desse evento persistem as ilhas de infelicitude. Não há mágica capaz de fazer desaparecer a ingratidão dos filhos; o desrespeito à mulher, vítima de violência do ano todo; o dissabor de quem convive com o desemprego elencado pela crise; o desespero de mães diante da morte antecipada dos filhos pelo mercado das drogas; a falta de recursos para pagar um tratamento de saúde; e muitas outras pequenas grandes causas que acabam sendo responsáveis pelos males do mundo.

Sim, esses problemas continuam, infelizmente. Mas, ao lado disso há exercícios de solidariedade. Profusão de atos de fé e de renovação na Vida, pois afinal, a humanidade precisa ir em frente. Seguir o caminho. Construir as bases de uma sociedade melhor.

Ninguém esquece que atos violentos quebram esse momento de paz e tranquilidade, quando bem poderiam dar trégua – especialmente, por ser Natal. O protagonista dessa festa é quem? É a referência de Paz para o mundo e, por isso mesmo, o melhor presente que Ele deseja a todos nós, é de que possamos conciliar as nossas desavenças. Diminuir as diferenças. Reconciliar com os nossos adversários. Ter mais compaixão com aqueles que não pensam da nossa maneira., fazendo com que o lado sombrio que nos divide, possa ser iluminado através de pequenos gestos. Mas de grande realce.

Quem dera que o Natal fosse apenas época de demonstrações de bondade real. De afeto mesmo. De solidariedade, muita. De treino para que a gente ampliasse esse espírito natalino para os dias do ano que vão nascer. Se não dá pra ser Natal infinitamente, que aproveitemos as sementes desse tempo para que a colheita do ano novo, seja farta de tudo aquilo que o mundo mais precisa. De paz. De amor. Do amor que, um dia, esteve em pessoa na Terra e deixou um rastro de luz para seguirmos. Cristo. Ele sim, é o ideal ansiado por Deus para cada um nós.