MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Pequenos gestos, grandes virtudes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Abril de 2018

Um pequeno e fortuito gesto, o de ajudar uma pessoa idosa a atravessar uma rua. A gentileza de alguém que evita fechar o cruzamento no trânsito. A boa atenção dada pelo servidor ao cliente. O ato de heroísmo de um bombeiro, como aconteceu ontem, salvando a vida de uma pessoa que surtou e tentou contra a própria vida. Tudo isso são importantes demonstrações da natureza humana. E num mundo cercado por ódio, raiva, inveja, egoísmo, intolerância e falta de consideração, esses pequenos gestos se tornam tão importantes que é preciso ressaltá-los, criando-se um ambiente saudável de apreço e consideração. Isso acontece. Todo dia. Mas é que a humanidade tem a tendência de enxergar mais o abismo do que as estrelas. O alto é o destino de todos nós; mas a resistência ao bem e às virtudes celestiais, ainda nos prende ao chão de nossa imaturidade. Por isso, a selvageria ainda domina os nossos gestos. Enquanto a Luz espera que apaguemos esse lado sombrio que ainda nos domina.

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O câncer moral atinge servidores do sistema penitenciário do Ceará

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de Abril de 2018

A crise moral em nosso País assemelha-se a um câncer que se alastra por todo o corpo social e criou metástase incapaz de ser controlado com paliativos. Esse câncer tem nome: corrupção. E ele agride desde a mais expressiva da República ao servidor mais humilde.

Que o diga essas prisões feitas pela Operação Masmorra, onde sete servidores públicos da Secretaria de Justiça foram flagrados em ações criminosas dentro do sistema penitenciário. Um deles, agente penitenciário, chegou a entrar no presídio com 80 celulares que seria negociados com os presos ao preço de 1 mil reais, cada um. Outros facilitavam o crime entre os criminosos, numa demonstração de que a convivência do agente da lei com o infrator é capaz de gerar uma relação promíscua e criminosa.

Para deter esse avanço da doença moral o remédio tem que ser na proporção da mazela. O sistema penitenciário, com esses servidores corruptos, está contaminado e precisa ser recuperado. Que bom médico é capaz de restaurar essa podridão?

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Uma ferida aberta na cidade de 292 anos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, SEGURANÇA

13 de Abril de 2018

Eu poderia estar amando e falando das belezas desta cidade, por quem há 292 anos, movemos nossa paixão por ela. Mas Fortaleza, nesse momento, tem uma enorme ferida aberta que faz sangrar dor e sofrimento entre os que aqui vivem. É o drama da violência.

Eu poderia estar apenas sublimando o encanto da festa da cidade, mas eu vou aproveitar e pedir a Deus que proteja essa Fortaleza-cidade tão atribulada por essa onda de insegurança e medo.

Se até aqui, as tentativas humanas têm falhado na contenção desse rio de lágrimas e sangue vertido pelas famílias e vítimas da violência, é hora então de se apegar com os santos e pedir aos céus proteção. Se as autoridades insistem em fechar os olhos e não reconhecer que a situação está fora de controle, que Deus ilumine aos que são responsáveis pela execução de projetos de contenção da violência, para que eles encontrem uma saída, uma solução.

Todo santo dia, a cidade se ressente de mais vítimas dessa onda louca. E, por mais que choremos os mortos – muitos deles, jovens em começo de vida útil, como essa universitária que foi a mais recente vítima dessa impactante violência – por mais que choremos esses mortos, não vislumbramos sinais de que a coisa possa melhorar. Não é ser pessimista; mas diante da realidade que nos cerca, só resta rogar aos céus a sua divina proteção. Sabemos que aquilo que é de responsabilidade do homem, cabe ao homem resolver; mas, diante de tanta insegurança, o melhor que se faz é depositar em Deus a nossa fé de que isso vá mudar. Para melhor. Que assim seja!

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O difícil aprendizado da perda

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Abril de 2018

O crime de ontem, ali nas proximidades da Arena Castelão, quando alguém tomado pelo ciúme resolveu vingar-se da pessoa amada que o trocou por outro e depois suicidou-se, resume uma das faces mais comuns das grandes tragédias humanas: o desespero de se ver rejeitado por quem, provavelmente, construiu uma expectativa de vida a dois.

A alma humana é um abismo sombrio de onde se projetam as consequências mais temíveis quando não se tem um auto-controle de uma situação dessas.

É que desde pequeno, todos nós somos educados ao espírito competitivo. O da vitória. Custe o que custar. Haja o que houver. Dificilmente nos orientam a saber perder.

O pai quer ver o filho vencendo na escola – quando o correto é aprender para saber fazer bom uso do conhecimento. No trabalho, deve-se disputar os melhores espaços de trabalho, ainda que isso signifique em derrotar o outro. Há disputas em tudo. No esporte. Na política. Na religião. E, principalmente, quando se trata das conquistas que dizem respeito ao coração. Nesse ponto, perder pode significar o fim de mundo.

Mas não deve ser essa a forma correta de se portar. Na verdade, ninguém pertence a ninguém. A convivência é lição de aprendizado para que um e outro, cresçam. Progridam. Mas quando não existir mais sequer o mínimo respeito nessa relação, é importante buscar soluções adultas. Condignas. Isso de se achar que “se você não for minha, não será de ninguém” é um traço herdado do homíneo das cavernas, etapa que se esperava banida do cidadão que aprendeu a pensar e a agir com razão. E não apenas com a emoção.

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De presidente a presidiário

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Abril de 2018

Um ex-presidente, motivo de esperança de muitos brasileiros que confiaram em seu governo, transforma-se hoje no preso mais importante do País. Mitificado no mundo todo, como o exemplo de operário, pobre, nordestino e que chegou ao cargo mais importante da Nação, a partir desta sexta feira, Lula se nivela a qualquer cidadão alcançado pelo braço da Justiça.

Alheio às convicções ideológicas que o fato possa motivar, esse pode ser um sinal de mudanças num País onde o crime por corrupção tem se alastrado e dominado tanto na área da política quanto no mundo empresarial.

Está na hora de se tomar consciência da necessidade de mudar esse tipo de postura. Há quem assegure que, a prisão do ex-presidente, seja apenas o passo inicial para que outros nomes acusados desse câncer da sociedade, que é a corrupção, venham a integrar a lista da responsabilidade pelos crimes cometidos. Oxalá, que prevaleça o império da Justiça.

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As cruzes do cirineu

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

30 de Março de 2018

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Ele fazia cruzes.
E as vendia aos invasores.
Com elas, condenados purgavam suas faltas
e o povo, a tudo assistia constrangido.

Um dia,
ao cruzar o caminho de casa para o mercado,
deu de cara com uma multidão
achacando um homem dos seus 30 e poucos anos,
a caminho do calvário.

Extenuado pelo cansaço, banhado em sangue,
o “criminoso” carregava ao patíbulo uma de suas criações.

A soldadesca pretoriana exibindo sua descortesia,
obrigou-o a carregar a trave que ele moldara
para servir de peça de justiça a condenados.
E ele o fez, por algumas ruas,
enquanto o condenado era insultado
de forma pelo povo para quem ele pregara amor

Soube depois, que esse condenado
era o filho de José, um carpinteiro de quem,
muitas vezes, comprara madeira para os seus serviços.

Muitas vezes, o pequeno Jesus, ele próprio,
lhe fizera a entrega do material para que ele,
desse conta de seu ofício.

Simão, o cirineu de quem falamos,
e de quem os evangelhos celebram
a obsequiedade de ajuda, jamais se contentaria
com seu feito. Afinal, das suas mãos
saíra o patíbulo que levara à morte
o filho do carpinteiro e de Maria de Nazaré.

Que cruzes são as que, hoje em dia,
construímos com nossos atos deploráveis
e que desafortunam outros cristos
pelo mundo afora?

Que sejamos os cirineus desses desamparados
pela Justiça, mas no sentido de auxílio,,
e que não saiam de nossas mãos
a tormentosa ferramenta do martírio.

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O homem do madeiro

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

30 de Março de 2018

O homem do madeiro
Nonato Albuquerque

O homem do madeiro, de quem se dizia
ser o profeta que o povo aguardara tanto,
Era um homem bom, um homem santo.
O homem do madeiro, o aguardado Messias

O homem do madeiro andou por essas vias.
Deixou rastro de luz. Sua voz era um canto
De amor, que a todos denotava encanto.
O homem do madeiro, ele era o bom Messias

Ele curou feridas, fez cegos enxergarem;

Andou sobre as águas, como santo milagreiro;

Ressuscitou alguém, já morto há vários dias.

Ouvi dizer que doentes com ele se curaram
Ao falar de um reino a nós alvissareiro.
O homem do madeiro era sim, nosso Messias

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O verdadeiro jejum que se deseja na Páscoa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, RELIGIÃO

30 de Março de 2018

Mais do que o simbolismo de presentear chocolates nesta época; consumir peixe e pão de coco nas refeições ou conseguir cumprir o ritual de jejuar na quaresma para atender a liturgia da doutrina cristã, a Páscoa tem um simbolismo que vai muito além dessas aparentes demonstrações. Ela antecede a era cristã, quando os judeus celebravam a libertação do povo do Egito, através do que eles chamam de “pessach”, isto é ‘a passagem’. A morte do Cristo se deu nessa época de celebrações. Por isso, os cristãos adotaram a data como significativa para revelar o sacrifício de seu líder maior e a passagem dele pelas portas da morte, ressurgindo ao terceiro dia.

O tempo ajudou a transformar o comportamento adotado pelos católicos nessa época. Para alguns, antes havia um sentido de recolhimento maior. Evitava-se o consumo de carne na quaresma. Nas casas, cobriam-se as imagens dos santos. Na sexta-feira havia o que, muitos consideravam, um certo respeito à data e se tinha uma atitude mais reflexiva nas atitudes de católicos mais conservadores.

Hoje, para muitos, os dias santos servem apenas para o descanso, viagens, festas que não estão associadas ao divino, além do consumo de bebida em excesso, numa mudança que altera o sentido dessa celebração.

Não se quer com isso, reivindicar o passado como referência mais correta. Pois, na verdade, o jejum que se pede nessa época é mais o jejum das atitudes equivocadas, nas quais se formalizam os vícios do ódio, da raiva, da inveja, da mentira e da violência. Essa degradação moral dos homens e mulheres em todos os dias do ano, revela ausência do verdadeiro espírito dignificado pelo sacrificado no madeiro. O de que todos tenhamos uma vida honesta, ética, responsável e da prática dos valores morais que, na sociedade atual, parece em completo desuso.

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A irada polarização de ideias

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de Março de 2018

Qual é o melhor recurso para se evitar a violência? Uma atitude ordeira diante de qualquer situação de conflito. Quando um não quer, dois não brigam – não é verdade?

Toda forma de violência é algo condenável. Parta de onde partir. Qualquer gesto ou atitude que contrarie as regras de boa convivência, só deve merecer o repúdio da sociedade. Por isso, esses atos de violência que o brasileiro tem assistido – já não falo só da violência urbana que, em Fortaleza, chega ao desespero – mas da que parte até mesmo da polarização de ideias em torno da realidade nacional. Ela só revela um momento instável e inquietante que o País convive.

Nas redes sociais, o que a gente mais vê? Troca de ofensas entre irados internautas, descompondo os opositores que não comungam de suas ideias.

O espírito democrático, que deve ser partilhado por todos, parece ter ido pra cucuia, diante da guerra de palavras expondo o lado mais terrível do ser humano, que é o da intolerância. Isso no campo ideológico da política ou da religião. Todos parecem digladiar sobre ideias.

É por isso há tanta violência nas cidades. É preciso um freio. Um auto-controle. Afinal, todo mundo tem direito à expor suas convicções. Liberdade de expressão é um direito inalienável – ainda que as idéias de outrem possam contrariar as nossas convicções pessoais. Prudência é o melhor remédio. Assim, evitaríamos essa violência toda que nos assusta. E que nos desencaminha.

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Religiosos também pecam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de Março de 2018

O mundo anda cheio de notícias pouco agradáveis. Não é de hoje que isso acontece. Desde Adão e Eva que o mal está inserido na pauta dos registros inconsequentes. Por isso, não devemos nos surpreender com nada do que é humano. Todos, sem exceção, somos capazes de atos notáveis ou reprováveis. Veja o caso do bispo e dos sacerdotes lá de Goiás. Eles são acusados de desviarem 1 milhão da Igreja e de comprar fazendas e casas de jogos.

Diante de uma notícia dessas, religiosos de outra denominação poderiam tirar proveito para criticar a fé alheia. É comum isso acontecer por conta do fanatismo. Pois em outra denominação religiosa, um pastor é flagrado gravando vídeos abusando sexualmente de seis crianças, aqui no Ceará. Alguém vai lamentar a atitude e, possivelmente, desviar a crítica para a religião – por uma falha de comportamento.

O que se quer enfatizar aqui, é que o bem e o mal independem de credo, raça, padrão econômico ou formação cultural. Na escola Terra, todos somos analfabetos das virtudes maiores do amor, da bondade, da caridade, do respeito e da tolerância – e, por sermos ignorantes a essas grandezas superiores, ainda transitamos nas salas de aula do curso de alfabetização moral. Vivemos num “vale de lágrimas”. Num planeta de provas e expiações, em busca de aprimoramento. E é aprendendo com os nossos erros e os erros alheios, a sermos melhores do que somos. Não fazendo disso juízo de valor, mas crescendo com essa aprendizagem.

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Religiosos também pecam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de Março de 2018

O mundo anda cheio de notícias pouco agradáveis. Não é de hoje que isso acontece. Desde Adão e Eva que o mal está inserido na pauta dos registros inconsequentes. Por isso, não devemos nos surpreender com nada do que é humano. Todos, sem exceção, somos capazes de atos notáveis ou reprováveis. Veja o caso do bispo e dos sacerdotes lá de Goiás. Eles são acusados de desviarem 1 milhão da Igreja e de comprar fazendas e casas de jogos.

Diante de uma notícia dessas, religiosos de outra denominação poderiam tirar proveito para criticar a fé alheia. É comum isso acontecer por conta do fanatismo. Pois em outra denominação religiosa, um pastor é flagrado gravando vídeos abusando sexualmente de seis crianças, aqui no Ceará. Alguém vai lamentar a atitude e, possivelmente, desviar a crítica para a religião – por uma falha de comportamento.

O que se quer enfatizar aqui, é que o bem e o mal independem de credo, raça, padrão econômico ou formação cultural. Na escola Terra, todos somos analfabetos das virtudes maiores do amor, da bondade, da caridade, do respeito e da tolerância – e, por sermos ignorantes a essas grandezas superiores, ainda transitamos nas salas de aula do curso de alfabetização moral. Vivemos num “vale de lágrimas”. Num planeta de provas e expiações, em busca de aprimoramento. E é aprendendo com os nossos erros e os erros alheios, a sermos melhores do que somos. Não fazendo disso juízo de valor, mas crescendo com essa aprendizagem.