MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A violência no discurso político eleitoral

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de setembro de 2018

Enquanto os políticos brigam pelo pódio da vitória, em suas andanças propagandísticas, a vida de todo mundo vai correndo como manda o figurino.

O trabalhador comum se vê cercado de insegurança, no caminho de casa para o trabalho, ou até quando nas horas de folga pretende relaxar. Violência absurda que não pára de contabilizar números da indústria da morte.

E quando se esperava ver e ouvir os candidatos discutindo formas que aplicarão para diminuir essa tragédia do nosso cotidiano, eles próprios se engalfinham na disputa, usando um discurso de violência para atacar os seus rivais.

Não se alcança paz e tranquilidade em casa onde todos se indispõem.

Passado o pleito, eleito quem quer que seja, o que o cidadão espera é que essa gente tome vergonha na cara. E vá trabalhar. Cumpra com as promessas de campanha, que o eleitor já anda cansado de tanta falação, tudo em favor de garantir o emprego de cada um deles, claro.

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As dores do mundo são as nossas dores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de setembro de 2018

As dores do mundo são intensamente marcadas por episódios que, muitas vezes, não precisam acontecer em nosso meio. Quem não se comove com o drama de uma mãe que, no momento em que amamentava a filha com paralisia cerebral, sofre um acidente no ônibus que trafegava, mas teve o impulso de pedir a alguém para segurar a filha? O gesto dela evitou a morte da criança, muito embora tenha provocado o sacrifício da sua existência. Gesto heroico que, provavelmente, só as mães são capazes.

A dor de um drama desses ultrapassa todos os limites e atinge a cada um daqueles que não conseguem entender os mistérios da Vida, por trás do que nominamos como fatalidade.

As dores da alma humana são as que sofrem família e amigos de um pastor evangélico, vítima de assalto e que por reagir aos agressores para não ceder o carro que lhe pertencia, acaba sendo assassinado brutalmente. Nessas ocasiões, esquecemos o velho ditado de que “vão se os anéis e ficam os dedos”.

São dores de alguns que atinge a muitos. E que parece não atender aos freios de toda um projeto de segurança que tanto se deseja para a cidade. As dores dos que se vão em casos assim, são as dores dos que ficam em total perplexidade.

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A alma doentia de uma Nação

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de setembro de 2018

A violência, que tanto tem deixado os cearenses preocupados, repercute hoje em dia, além das divisas do nosso Estado. Ontem, num debate com presidenciáveis, o Ceará foi lembrado mais uma vez pelos altos índices de homicídios que o levam a ser um dos estados mais violentos do País.

Alguns dos candidatos se reportaram como causa, a questão das facções do Rio e São Paulo, fator que certamente tem prevalecido bastante para o aumento da criminalidade entre nós. Porém, uma análise mais detida do problema, aponta para um detalhe que passa ao largo de toda a discussão: eu falo da degeneração da alma humana.

O país tem assistido a uma quebra de valores morais, por parte de pessoas de quem se esperava exemplos positivos. O mal, nos moldes mais diversos, tem dominado as atitudes de comportamento, tanto de pessoas simples quanto as de posse, que poderiam ser exemplos e modelos de dignidade.

Hoje é grande a facilidade com que uma pessoa comete um ato nocivo, o que dá a impressão de que todos só estão interessados em se dar bem, haja o que houver, custe o que custar. Disso tudo, uma coisa é certa: respeito e vergonha, praticamente, deixaram de ser práticas da maioria. E isso só mostra a alma doentia de uma nação.

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Radicalismos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de setembro de 2018

Todos nós sabemos o que leva uma pessoa a atitudes extremistas: o radicalismo. Os radicais estão nas igrejas, nas arquibancadas dos estádios. Nas lutas políticas. Em tudo. Dormem, almoçam e jantam ideias contraditórias que inserem elementos de raiva, ódio, inveja, ciúme e, principalmente, ideias radicais.

Os números da violência no mundo se devem muito a atitudes assim. Fulano não concorda com o pensamento de cicrano e, no frigir dos ovos, parte para a briga.

O radical é a pessoa que só acredita naquilo que ele pensa. Se alguém tentar lhe convencer o contrário, ele parte para a briga com quatro pedras na mão.

Todo radical é tão fanático que só a religião dele é a correta. Só o deus dele é o melhor. No terreno político, então, só a ideologia dele é a que convence. Quem pensar diferente, saia da frente porque com radicais não há diálogo. A tal da liberdade de expressão, entre os radicais, não existe. E, por isso mesmo, o mundo anda cheio de violentos e de violência. Os que matam e os que morrem. Os que vão para a cadeia sentenciados como fanáticos. Doentes. E os cujos que, um dia, os túmulos deveriam dispor como epitáfio: aqui jaz um radical. Viveu muito; mas viveu mal.

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Eu gostaria de escrever sobre o quê mesmo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de setembro de 2018

Todo mundo esperando eu escrever sobre os números da violência que, no Ceará, só este ano, já ultrapassam a casa dos 3 mil. Não estou com vontade de falar disso não; muito embora isso revele que o controle da violência no Estado é uma luta difícil de ser vencida.

Eu gostaria de estar falando de tantas coisas boas que estão acontecendo por aí, mas saber que em 2018, a criminalidade em oito meses, já beira todo o balanço de 2017 é algo muito grave.

Eu gostaria de estar elogiando o trabalho eficiente que os agentes de segurança empreendem, num esforço enorme para evitar que o nosso Estado apareça lá fora com tanta violência; mas não tem jeito.

Enquanto não partir de cada um de nós, a firme decisão de melhorar a nossa relação com os outros, nós iremos a cada início de mês lamentar tanta gente matando, tanta morrendo, quando o ideal de tudo e de todos seria vencer toda essa tragédia. Mas eu não vou falar disso não. Confesso que eu gostaria era de escrever de quê mesmo? Ah! deixa pra lá…

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As outras bem-aventuranças

Por Nonato Albuquerque em ESPIRITUALIDADE

05 de setembro de 2018

Nonato Albuquerque

Bem aventurados, os homens de poucas letras e de muito saber em quem a Natureza expõe toda a sua maestria.

Bem aventurados, os sem esperança mas que acham motivos para derramar nos outros as chances de um tempo melhor.

Bem aventurados, os que navegam pela Terra sem bússola, sem rumo e conseguem auxiliar numa rua, a travessia dos sem memória.

Bem aventurados, os profetas que anunciam chuva e inverno e mesmo que lhe deem as costas, sua ciência é verdade exata.

Bem aventurados, os que se acham solitários por sobre o planeta, mas abrigam em si o conhecimento de que somos uma só família.

Bem aventurados os homens e mulheres de idéias luminosas cujo facho de luz se projeta em favor não de si mas dos outros.

Bem aventurados, os que amam e embora não haja reciprocidade, magnificam a Vida com sua luminosa presença de paz…

Bem aventurados, os que auxiliam os deserdados do bem ainda que nem considerem ser possuidores dessa sagrada virtude.

Bem aventurados, sejam todos e todas!

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O tempo desperdiçado pelos que agem no lado sombrio

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de setembro de 2018

Em meio a tantos registros dramáticos que se verificam no mundo e que revelam o quanto a humanidade ainda se distancia da superioridade moral desejada para os homens, é possível avaliar quanto tempo algumas pessoas desperdiçam agindo no lado sombrio de suas almas.

Todos nós fazemos parte de uma dualidade onde predominam o bem e o mal, a luz e a sombra, a alegria e a tristeza, o amor e ódio. Já notaram como grande parcela dos homens e mulheres prefere atuar mais no lado da sombra do que o da luz? Quantos agem na violência, esquecidos que somos destinados à Paz?

É que a escola Terra é aporte de almas analfabetas das grandes conquistas do ser. Enquanto temos exemplos de grandes virtuosos apontando o caminho do alto, teimosamente insistimos em ambicionar o abismo. Pensem nisso.

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Lei de Murphy nos anais da PM cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de agosto de 2018

A famosa Lei de Murphy, aquela que acredita na tese de que “tudo o que puder dar errado, dará”, parece vigorar em alguns órgãos públicos do Estado.
Em plena crise da segurança em que estamos atolados, uma ação atabalhoada de alguns policiais acabou por vitimar um colega de farda.

O soldado Paulo Marques Albuquerque, estava à paisana trocando tiros com bandidos que tentaram assaltá-lo e ao avistar uma viatura correu em direção ao veículo na tentativa de pedir socorro, ajuda. Os policiais da viatura, ao ver aquele indivíduo com arma na mão, atiraram em sua direção, ocasionando ferimentos e consequente morte. Provavelmente, os policiais imaginavam tratar-se de um criminoso em fuga e não pensaram duas vezes.

O que poderia se caracterizar como uma terrível fatalidade, pode muito bem constar no rol dos atos em que a pressa é a verdadeira inimiga da perfeição.

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O “big brother” da Fortaleza apavorada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

27 de agosto de 2018

Não sei se vocês já notaram como as guerras no mundo têm diminuído. Eu falo  de conflitos armados, sejam de origem religiosa ou política. Em relação a outros tempos, essas escaramuças até saíram das manchetes. Enquanto isso, cresce no Brasil uma guerra não oficial, patrocinada pelo mercado do tráfico, colocando em confronto facções criminosas que passaram a dominar territórios, principalmente em áreas de maior carência.

Fortaleza, infelizmente, está no rol dessa triste realidade. E se, um dia, questionava-se a terrível situação do Rio, tomado pela criminalidade, hoje em dia, a capital cearense parece ter seguido fielmente o enredo dramático da cidade maravilhosa.

Nunca se ouviu falar tanto de famílias sendo desalojadas de suas residências por ordem dos traficantes. De execuções a torto e a direito.
Quem diria que o perigo hoje mora em qualquer rua, de qualquer bairro, tomado pelos assaltantes, muito embora tenhamos uma porção de câmeras registrando esses fatos.

Vivemos a era do “grande irmão”, expressão cunhada em 1948 por um escritor americano, George Orwell, e que se popularizou na TV via programas da série “Big Brother”.

Se no cenário do ‘Big Brother’ televisivo, tudo faz parte de um jogo onde figuras anônimos buscam grana e fama, no lado real da coisa, os criminosos flagrados pelas câmeras das ruas buscam também dinheiro, enquanto fomentam a desgraça e a dor com suas ações.
Infelizmente, nessa guerra não oficial de Fortaleza, só tem como perdedor, a população. E ninguém lucra nada com isso.

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A selvageria que nos une ao homem das cavernas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de agosto de 2018

As novas descobertas da tecnologia não significam que o homem tenha evoluído em igual proporção. Em alguns casos, continuamos com as mesmas tendências comportamentais de séculos passados. Veja, por exemplo, que em plena era digital, onde temos acesso fácil a tudo e a todos pela Internet, a mentalidade humana ainda beira à dos nossos antepassados que viviam em cavernas. Vivemos um tipo de selvageria que, em nada, diferencia a dos indivíduos que desconheciam leis e normas de convivência.

Há indivíduos que se aproveitam da facilidade das redes sociais para aplicar golpes. Cometer crimes, como o desse técnico de radiologia que se utilizava do trabalho como motorista de um aplicativo para estuprar as mulheres que ele conduzia no seu veículo.

A mesma inteligência humana, que permite apressar o futuro aos nossos dias, também opera nas maquinações do mal na mesma intensidade.

Por isso, a preocupação da sociedade em buscar modos de evitar que, um meio tão importante como o da internet, seja utilizado por mentes inábeis com a era nova em que vivemos.

Tem gente publicando mentiras. Perdendo amizades. Confundindo objetivos e, principalmente, usando as redes sociais como forma de revelar suas verdadeiras faces, que ocultam intolerância, ódio, inveja, ignorância e predisposição para o mal. Em termos de desenvolvimento tecnológico demos um grande passo; infelizmente, em comportamento, retrocedemos dez.

 

 

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A selvageria que nos une ao homem das cavernas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de agosto de 2018

As novas descobertas da tecnologia não significam que o homem tenha evoluído em igual proporção. Em alguns casos, continuamos com as mesmas tendências comportamentais de séculos passados. Veja, por exemplo, que em plena era digital, onde temos acesso fácil a tudo e a todos pela Internet, a mentalidade humana ainda beira à dos nossos antepassados que viviam em cavernas. Vivemos um tipo de selvageria que, em nada, diferencia a dos indivíduos que desconheciam leis e normas de convivência.

Há indivíduos que se aproveitam da facilidade das redes sociais para aplicar golpes. Cometer crimes, como o desse técnico de radiologia que se utilizava do trabalho como motorista de um aplicativo para estuprar as mulheres que ele conduzia no seu veículo.

A mesma inteligência humana, que permite apressar o futuro aos nossos dias, também opera nas maquinações do mal na mesma intensidade.

Por isso, a preocupação da sociedade em buscar modos de evitar que, um meio tão importante como o da internet, seja utilizado por mentes inábeis com a era nova em que vivemos.

Tem gente publicando mentiras. Perdendo amizades. Confundindo objetivos e, principalmente, usando as redes sociais como forma de revelar suas verdadeiras faces, que ocultam intolerância, ódio, inveja, ignorância e predisposição para o mal. Em termos de desenvolvimento tecnológico demos um grande passo; infelizmente, em comportamento, retrocedemos dez.