MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Aqui SEFAZ, aqui se paga

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de novembro de 2018

A criminalidade no Ceará tem deixado mais o território das ações consideradas de pequena monta – ou coisa que o valha – para integrar-se aos crimes de grande porte. Onde se fraudam e roubam milhões. Que o digam apreensões feitas pela Polícia, como essa da Operação Dissimulare. Não se trata de qualquer ‘ladrãozim’ pé-de-chinelo, mas sim de notáveis empresários envolvidos em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e a formação de organização criminosa.

Um deles, Jovilson Coutinho Carvalho, de 55 anos foi preso em uma fazenda no sertão de São José da Laje, lá nas Alagoas. A ação dele era aqui no Estado. Com a prisão dele, sobe para 15 o número de pessoas investigadas nessa área de sonegação fiscal, crime que me faz lembrar uma entrevista que tive no rádio com o ex-secretário Mauro Filho, quando ele nos dizia que essa ação ilegal no Ceará era tão séria, que ele chegou a sofrer ameaça de morte.

O esclarecimento desses crimes, aponta para um sinal de alerta a indivíduos que se acham acima do bem e do mal e se passam por pessoas de bem, convivendo na sociedade acima de qualquer suspeita.

A atuação da Polícia cearense em casos assim, serve de alerta aos criminosos de colarinho branco e àqueles que insistem em fugir ao cumprimento da lei nas questões relacionadas a área fiscal. Quem pensa lesar o fisco, esquece que o órgão responsável pelo recolhimento de impostos é a Secretaria da Fazenda-SEFAZ. E quem aqui SEFAZ, o que é que diz o ditado: aqui se paga.

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Do erro que se constitui burrice

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

13 de novembro de 2018

Errar é humano. Permanecer no erro é sintomático: é burrice pura. Esse dito popular não tem prazo de validade, não. Serviu pros nossos pais, como cai como uma luva para os dias de hoje, onde alguns acham normal repetir os atos equivocados de outros, porque os outros fazem. Mesmo que os outros tenham quebrado a cara. Num parece uma idiotice?

Falamos disso em relação à teimosia com que alguns jovens vivem repetindo os vícios cometidos por indivíduos descompromissados de qualquer bom senso, como os que usam as drogas, por exemplo.

Quanta gente jovem passou por experiências lamentáveis de usar drogas e quando tentou largá-las, se viu de repente, aprisionado a exigência de criminosos que bancam a venda de drogas em suas comunidades? Quantos não perderam a vida, porque entraram nessa por curiosidade – pra sentir a experiência da lombra – e quando viu que não era a praia dele, quando tentou largar – descobriu que para voltar à vida normal, de cara limpa e sem amarras nenhuma com o traficante, deu de cara até com ameaça de morte.

Então, a questão toda do viciado não é apenas se livrar do mal, mas não entrar nele de jeito nenhum. Porque é via de mão única. Só vai; não volta. Quem entra não sai. Quem deseja se limpar depois, não tem como.

Por isso, consideramos que errar uma vez, por capricho, curiosidade ou coisas da juventude, seja compreensível. Mas permanecer nesse caminho errado é, simplesmente, desprezar a razão, dar às costas à consciência que se tem da Vida e, principalmente, fugi ao destino comum de todos nós, que nascemos, crescemos e nos destinamos às conquistas maiores do mundo. Que pena, que alguns ainda não se aperceberam disso.

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Como a vida mudou na rua onde você mora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA, TEXTO

08 de novembro de 2018

A rua onde você mora é parte da história da sua vida. É nela que você convive com amigos e pode sedimentar a política da boa vizinhança. Mas, na maioria das vezes, as ruas onde vivemos têm-se se transformado em palco de cenas indesejáveis pelo avanço da criminalidade.
Em muitas delas, as pessoas temem o velho hábito de sentar-se na calçada, tirar papo com vizinhos próximos, discutir os assuntos comuns como futebol, política e vida alheia.

A rua em que a gente vive se tornou um inferno por conta do trânsito neurotizante e pela falta de respeito à lei do silêncio que, muitos pensam, deva ser obedecida só depois das 10 da noite. É engano: ninguém pode perturbar com poluição sonora em tempo nenhum.

O progresso mudou muito a cara da rua de nossa convivência. Sumiram as bodegas de esquina que nos vendiam fiado, dando-nos o crédito com a caderneta. Como se confiava nas pessoas! Os tipos característicos de ontem, como o galego, o doceiro, o pipoqueiro, todos sumiram

Hoje, dominam os bairros os integrantes de facções disputando território. E ao cidadão comum resta se safa em meio às trocas de tiros para não ser vítima das balas perdidas.

Antes era mais fácil contatar com prestadores de serviços úteis o da oficina mecânica; o encanador, o pedreiro que auxiliava rapidinho num problema. Até a bendita rezadeira que nos livrava dos males da alma, sumiu.

A rua em que você mora é parte da história de sua vida. Uma história que já teve melhores dias.

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Profecia para quando houver a regeneração dos povos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de novembro de 2018

Tem uma passagem do evangelho, onde o mestre do cristianismo ressalta que os mansos e pacíficos é que vão herdar a Terra, quando for a época de regeneração dos povos. Mas pela predominância do mal que a gente assiste no mundo, a impressão que se tem é de que essa profecia ainda vai demandar um bom tempo. É que o mundo anda tão conturbado; as pessoas tão intolerantes, que se imagina que isso nunca vá se concretizar. Ledo engano.

Para pessoas como esse caso do cidadão que encontrou um animalzinho e o conduziu para cuidados pessoais já é uma demonstração de que é possível se fazer um mundo melhor, a partir das boas ações que a gente fizer.

Quando cada um tomar para si a responsabilidade de se tornar melhor, agir com bom senso e mais humanidade, associando à teoria do bem, a prática do servir, iremos lograr um tempo de bonança, onde cada um buscará fazer o melhor para mudar esse nível mental que nos degrada tanto.

As religiões estão fartas de ensinar que precisamos estar lincados às virtudes do céu; ensejando um mundo menos inseguro, buscando ser mais amável com tudo e todos – mas, a teoria na prática é outra.

Vivemos como se fôssemos brutamontes. Agimos como selvagens. Disputamos espaço e tempo como se estivessemos num outro tempo de horror, onde até a lembrança disso já impedisse a realização do plano de Deus para conosco. Nosso destino é a paz. E os que não se comprometem a isso, serão tragados pelo próprio Tempo que é o senhor da razão.

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Os dísticos da cidade que tem fortaleza em seu nome

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de novembro de 2018

A cidade beleza de todos nós, Fortaleza, tem acrescentado à fama de loura desposada do sol, que lhe cantou Paula Ney, outros dísticos não muito consideráveis. Somos uma das mais violentas do País, título que envergonha a cada um dos cearenses, considerados um povo acolhedor e ordeiro.
É que a cidade cresceu. Com ela, seus problemas. O inchaço populacional trouxe comprometimentos muitos. O problema da moradia. O aumento das áreas faveladas e de risco. A desestruturação familiar gerando cânceres sociais causados pelo desemprego, pelo abandono dos jovens ao ensino e pela falta de uma melhor estrutura. A marginalidade cresceu a olhos vistos.

A convivência de duas cidades diferentes na mesma metrópole, levou alguns a dividirem Fortaleza como aldeia/aldeota, mostrando o contraponto entre o lado rico da cidade – que se expande, se internacionaliza – mas vê, lamentavelmente, crescer uma parte convivendo com carências muitas.
Quando as autoridades deram conta da situação, o ‘apartheid’ social já havia avançado, com o grosso de sua juventude se comprometendo com a desgraça das drogas, com o convívio da violência e o destemor de inserir-se na criminalidade mais absurda.

Ainda há tempo de reverter essa realidade. De mudar o placar desse jogo da morte, para que Fortaleza recupere a sua supremacia e ser a capital da Terra da Luz, como tão significativamente chegou-se a denominar o Ceará, estado libertário. É preciso o esforço de cada um, para que isso mude. E o cearense, a exemplo do sertanejo de Euclides da Cunha, é antes de tudo um forte. Que tem Fortaleza até no nome de sua capítal.

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AO FORTALEZA, COM AMOR

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de novembro de 2018

 Uma bola é um globo. Uma bola é um mundo.
Nela cabem todos os mistérios e todos os encantos.
Mundo de sonho que, nas tardes de domingo, vira realidade.
Campo verde… grama amada, gramado-esperança.

Nesse mundo onde todos se unem,
gente de todas as partes, na arte do futebol que encanta.
A bola que dança nos pés de quem joga, agita a torcida.
Abafa as tristezas. Dá ânimo à vida;
cria novo ânimo, no povo que vibra
por um momento de sonho, pra não ser só fantasia.

É a torcida com garra, afogando na marra suas mágoas,
suas queixas;
despertando no peito um só grito: um grito de guerra
que une toda uma família… a torcida tricolor.

É grito de gol, é grito de glória.
Salve a história do tricolor de aço…
Traço de união de toda sua torcida, essa conquista nova,
– é nova, é nova vida
que o time arregimenta… e arrebenta
para provar que o coração do Pici é vermelho, azul e branco.
Vermelho sangue
azul, amor
branco da paz
Como faz o time da garotada a cada nova partida.

Por isso, hoje, quando o nosso tricolor consegue esse feito importante,
cante com a gente e encante outras gentes mais distantes,
mostrando que os homens conseguem se unir melhor pelos pés
– já que as mãos, muitas vezes, não se dão em união –
que haja a profissão de paz dos pés,
a procissão que faz dos pés dos jogadores
o caminhar de toda essa torcida em busca do oratório: o gol.

O estádio é como uma igreja enorme, onde todos se confessam
apaixonadamente apaixonados / pelo tricolor de aço mais respeitado,
agora mais do que nunca…
A missa de nossos domingos é quando o Fortaleza celebra vitórias
e entoamos hinos de amor à camisa suada de nossos jogadores.
Ou mesmo quando tropeça, a peça que nos prega, faz parte desse jogo –
Fiel que é sua torcida – fiéis que somos – rezamos pra que noutras vezes
não percamos e possamos reencontrar os nossos melhores dias.

Dias de glória, como esse que a história do Fortaleza hoje registra:
subindo degraus maiores, sem jamais perder de vista
a pureza de todas as crianças – por ser time de toda a garotada.
E a humildade dos sábios – que atingem a maior/melhor idade,
sem esquecer de todos os que contribuíram para esse instante.

Parabéns tricolor de aço – o passo tricotado em aço
te põe hoje ao lado dos grandes times nossos.
Aqui vai a saudação de toda a tua torcida amiga
A torcida tricolor que é toda tua companheira
que vibra com mais essa conquista de primeira
pedindo aos deuses do futebol, as bençãos todas.

Seja abençoado agora Fortaleza amigo
e para todo o sempre, AMEM o tricolor de aço… AMÉM.

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INTERNET: O QUE ACONTECE COM SUAS CONTAS DIGITAIS QUANDO VOCÊ MORRER

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2018

Um dia você vai morrer, claro, mas saberia dizer o que acontecerá com seu perfil ‘online’ quando você se for?

Porque tudo o que você escreve na sua caixa de e-mails e o que escrevem remetentes, além das pessoas que você adicionou em suas redes sociais, tudo está vinculado a termos e condições do cada provedor. Claro, há uma política que dita o que acontece à sua conta quando você morrer.
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Twitter – família ou amigos podem baixar uma cópia de seus ‘tweets’ públicos e fechar a conta.
Facebook – Há três anos, alterações em sua política de privacidade, fez com que o Facebook firmasse algo a respeito. Enquanto você estiver vivo e capaz de decidir sobre si mesmo, você é o dono da página. Após a sua morte, você não tem que se preocupar pois ficará a cargo de sua família – se ela desejar memorizar ou não seu perfil e senha.
MySpace – cancela as contas de um usuário falecido, tão logo toma conhecimento da morte..
Linkedin – fecha sua conta se receber confirmação de sua morte.
YouTube- permite que seu herdeiro ou advogado tenha o poder de controle de sua conta e conteúdo.
Yahoo e Flickr – têm uma política estrita sobre morte digital, onde depois de receber cópia de certidão de óbito, apagará todas suas contas – significando que ninguém poderá acessá-los.
Google+ e Gmail – deixa ao critério de membros da família o destino de sua conta.
Hotmail – envia cópia de todas mensagens do e-mail e uma lista de contatos para sua família antes de fechar a conta. Sua família, no caso, terá chances de ler todos os seus e-mails privados.
eBay – fechará sua conta e excluirá todos os dados do cliente do banco do provedor.
eHarmony – a conta permanecerá aberta até que um membro de sua família ou adovgado solicitem o fechamento.

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MORRER, ESSE INEVITÁVEL FENÔMENO

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2018

Nada é mais inevitável na vida do que o fenômeno da morte. Ela está presente na sociedade animal, racional ou não. Por ela passam os da espécie vegetal e até mesmo do reino mineral. Mas é algo que ainda é tabu, falar de morte – mesmo numa sociedade onde ‘matar e morrer’, não é apenas o título de um filme de Hollywood, mas um ato que se banaliza diária e continuamente

É que a sociedade humana toma a morte como um fenômeno de finitude. “Morreu, acabou”, pronto. Isso não é verdade. O que acaba é a parte material do que somos: o corpo. Somos mais do que o pó em que se transforma o físico. Somos anima, essência, alma. Circulamos em uma voltagem energética que se expande em luz e que o sentido da visão não permite visualizar.

Como a energia que precisa de uma lâmpada para se materializar, a alma humana precisa do corpo para se estabelecer visível. Mas quando a lâmpada se quebra, a energia continua – embora não percebamos. Assim são as almas que se despediram da vida física, pelo fenômeno chamado morte. Elas passam a atuar numa dimensão que é a origem de onde procedemos. Por isso, costumo dizer que hoje, 2 de novembro, é dia de lembrar os que se foram, não nos túmulos onde ficou apenas o pó de suas vestes; mas no consagrado altar dos corações saudosos. Como uma vez falou o padre Marcelo Rossi: hoje devíamos chamar Dia da Saudade e não de Finados já que a morte não existe. Ela é passagem. Mudança. Quiçá, para uma vida melhor.
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O PAÍS QUE SURPREENDE

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de outubro de 2018

Apesar de todos os problemas que se vê por aqui, este é um País interessante. Interessante demais! Capaz de mostrar ao mundo como é possível mobilizar seu povo para eleger um presidente e conseguir dar o resultado pouco mais de uma hora do final do pleito. O mundo todo se surpreende com a velocidade com que funciona a estrutura da Justiça Eleitoral. E olha que, territorialmente, somos um país continente. A maioria das nações leva um tempo enorme para oficializar o resultado de um pleito.

Esse é um ponto que se destaca da eleição de ontem. Um outro, o de se vencer as diferenças. Quantas vezes, ao longo da campanha, se pôs em evidência o discuso da intolerância, do medo e da volta aos dias de chumbo. Só o tempo vai dizer se essas previsões andaram corretas ou na contramão da história.

Por enquanto, importa reconhecer a vocação do País para seguir o seu destino democrático. Restaurar as feridas abertas diante da pressão da campanha. Cumprir o destino de um País marcado na consolidação de seu fuituro no seio das grandes Nações. As discussões vazias e efêmeras devem ceder lugar ao exercício do trabalho prático. da vigilância dos novos representantes no Legislativo e Executivo e cumprir o roteiro que compete, não a uma só pessoa, mas a cada um de nós.

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Campanha política restringiu espaço para temas importantes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de outubro de 2018

Estamos chegando ao final da campanha política que deve eleger o novo presidente e governadores em estados onde a decisão ficou para o segundo turno, e o balanço que se faz é de que perdemos uma boa oportunidade para se discutir as questões mais sérias do País. A polarização entre esquerda e direita, acabou restringindo o espaço de temas tão importantes como o da segurança, por exemplo. Nenhuma das duas candidaturas deu visibilidade a um plano de governo que, realmente, configure um combate efetivo à violência estabelecida no Brasil.

Ficou-se na guerra intestina de fulano é isso, beltrano é aquilo – dando-se margem a um ambiente de ódio e intolerância que permeou todo o tempo de campanha. A impressão que fica é que, quem quer que vá ocupar a cadeira do Planalto, vá reproduzir a política ineficaz que se arrasta ao longo dos últimos anos, enquanto a sociedade como um todo vive à mercê de uma República genérica dominada por facções que, infelizmente, mandam mais no País do que aqueles que nos representam.

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Campanha política restringiu espaço para temas importantes

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25 de outubro de 2018

Estamos chegando ao final da campanha política que deve eleger o novo presidente e governadores em estados onde a decisão ficou para o segundo turno, e o balanço que se faz é de que perdemos uma boa oportunidade para se discutir as questões mais sérias do País. A polarização entre esquerda e direita, acabou restringindo o espaço de temas tão importantes como o da segurança, por exemplo. Nenhuma das duas candidaturas deu visibilidade a um plano de governo que, realmente, configure um combate efetivo à violência estabelecida no Brasil.

Ficou-se na guerra intestina de fulano é isso, beltrano é aquilo – dando-se margem a um ambiente de ódio e intolerância que permeou todo o tempo de campanha. A impressão que fica é que, quem quer que vá ocupar a cadeira do Planalto, vá reproduzir a política ineficaz que se arrasta ao longo dos últimos anos, enquanto a sociedade como um todo vive à mercê de uma República genérica dominada por facções que, infelizmente, mandam mais no País do que aqueles que nos representam.