MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Um texto avalia a importância do amigo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2018

No dia internacional do amigo, que transcorreu ontem, nada melhor do que pescar um antigo texto sobre essa figura tão indispensável que eu li há muito tempo atrás. É de alguém que procura um amigo.

O texto diz:

“Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração. Precisa saber falar e saber calar no momento certo. Sobretudo, saber ouvir.
Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.
Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.
Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo. Se for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa.
Precisa ter qualidades humanas. Sua principal meta deve ser a de ser amigo. Deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.
Que goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver.
Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.”

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A solidária lição do resgate da Tailândia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de julho de 2018

A grande lição que se tira do episódio com os meninos da Tailândia, entre outras, é a da solidariedade. Num mundo marcado por atitudes individualistas, onde predomina o egoísmo, como é bom a gente respirar exemplos de solidária ajuda. Poucas vezes, tantas pessoas se uniram em uma causa que significava a defesa da Vida. De vidas, diga-se de passagem.

Médicos, mergulhadores, engenheiros, empresários, bombeiros e gente de toda profissão estava reunida sem levar em conta raça, credo e cor. Buscavam de forma voluntária, auxiliar o trabalho de resgate. Conseguiram reunir mais de 90 mergulhadores de vários países, sem que nenhum cobrasse um centavo por esse gesto de grandiosidade humana para salvar a vida dos meninos do time Javali Selvagens.

Enquanto na Rússia alguns profissionais do esporte defendem as cores de seu país, mirando o lucro e a fama, um time de voluntários jogava para salvar o time dos meninos do Javali Selvagens. Um trabalho marcado pela boa coordenação de equipes. Pela integral segurança de todos. Salvar vidas é algo meritório, num mundo onde matar e morrer se tornou algo tão banal, é exemplo para todos, principalmente aqueles individuos que nunca se tocaram pelo valor da Vida.

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Reflexões para um dia de chuva

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de julho de 2018

Um dia de chuva, realimenta em cada um aquela sensação de quietude e a vontade de estar debaixo de cobertores dando vazão à preguiça.

Um dia de chuva, também, nos leva a uma introspeção; a voltarmos para dentro de si e refletir sobre coisas que, geralmente, a gente passa batido.

Pois foi a chuva de hoje que nos levou a uma reflexão sobre o sentido para se viver bem. É um texto de um livrinho de auto-ajuda que nos dá uma injeção de ânimo.

Lá diz: se a gente desanima facilmente e não encontra motivos para ser alegre… se a gente se fecha às boas ideias e sente no lugar do coração uma pedra… é preciso mudar esse jeito de ser.

Problemas existem. Mas se a gente passa a enxergar defeitos nos outros – embora eles os tenham – e tudo na vida parece sem cor e sem brilho é que você está precisando de melhorar o seu ânimo.

Se você passar a agir no bom sentido, rompendo o pessimismo e colocando positividade na sua visão, o primeiro a se beneficiar é você. Faça o teste.

Viver, apenas, uma pedra ou o inseto o fazem: mas viver bem é obra de inteligência e amor. Pense nisso.

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Puro veneno

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2018

Uma das desgraças do mundo são as drogas. Elas são capazes de mudar a vida de qualquer um, para pior. Eram os homens os seus maiores usuários. O tempo mostrou que a facilidade de acesso à maconha, ao crack e à própria cocaína, levou mulheres a esse submundo de miséria.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra duas jovens fazendo uso de maconha, ao lado de uma criança de braço. No vídeo, elas demonstram uma espécie de satisfação, que uma pessoa de bom senso sabe ser pura ilusão.

O consumo de drogas vai aos poucos dinamitando as células e fragilizando a força do pensamento, a ponto de seus dependentes se tornarem uma espécie de robôs ao comando do mal.

Pois acreditem, essas mesmas jovens que se prestaram a isso, são exatamente as que foram vítimas da violência, após fazerem uso de um carro de aplicativo. Alguém, que as aliciou à familiaridade com as drogas, provavelmente, deva ter sido lesado em algum ponto – seja dívida monetária, descumprimento de alguma promessa – e elas acabaram pagando com a vida por terem entrado nessa de horror.

Uma das desgraças do mundo são as drogas, repito. Mais desgraçado é quem delas se alimentam. É veneno puro.

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Marco da fundação de Fortaleza, a Barra é território de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de julho de 2018

Uma das regiões mais críticas em termos de violência é a que abrange ali a Barra do Ceará. Costuma-se elencar Bom Jardim, Granja Portugal, Pirambu e outros bairros, como as áreas de risco; mas quem mora naquela região vem sofrendo na pele o processo crescente de violência. Senão vejamos: onde se firmaram as primeiras gangues da capital? Na Barra e no Vila Velha. Onde mais ocorreram confrontos de jovens antes que a insegurança desandasse em toda a Fortaleza? Exatamente ali.

Nem as políticas públicas implementadas naquela região foram de inibir essa escalada e, com isso, as sementes da violência continuam a fomentar os frutos do mal. As mortes de mulheres, provavelmente, estejam ligadas a esse inferno movido pelo veneno das drogas, pela peçonha do ódio e a facilidade com que as armas transitam em mãos inabilitadas.

A Barra, que foi o marco de fundação da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, se transformou hoje num território livre onde se mata um hoje e se deixa outro marcado para a vez seguinte.

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A outra seleção que joga contra a torcida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de junho de 2018

O Brasil do futebol está começando a se reunir em casa, em locais públicos ou bares e restaurantes para, daqui a pouco, acompanhar o jogo do Brasil na Copa da Rússia.

A pátria das chuteiras e do futebol, como ficamos conhecido em outros dias, vai ficar sob intensa expectativa e só Deus sabe o que pode acontecer se o Brasil perder esse trem que sai agora às 15 horas. A esperança é de que tenhamos a melhor partida da seleção do Tite até aqui. Afinal, é de que esperança que esse povo vive. E desejar vitória é algo de bom, num país onde os problemas são mais preocupantes do que as quedas de Neymar.

No jogo do dia-a-dia dos brasileiros, tombamos com violência em demasia, saúde e educação em baixa, além de problemas relacionados ao comportamento da equipe de nossos representantes, que aí sim, não fazem um só gol em favor da Nação e jogam contra a própria torcida. Que o Brasil da seleção, nos dê um pouco dessa alegria.

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Vídeo revela perfil machista do Brasil na Rússia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de junho de 2018

O Brasil é um país onde a maioria dos brasileiros detesta violência, corrupção e desrespeito ao cidadão. Mas ao mesmo tempo em que critica e abomina isso, a maioria de sua gente aplica-se na violência, na corrupção e no desrespeito aos outros.

Agora mesmo, a Copa do Mundo está demonstrando isso. Um grupo de brasileiros que foi para a Rússia, gravou um vídeo em português com uma jovem russa que os ajudavam a gritar palavras ofensivas e que se referiam a sua vagina. Ela sem entender nada da nossa língua repetia animadamente.

O vídeo causou furor no mundo. Principalmente porque dele participam um tenente da PM; um advogado de Pernambuco e um ex-secretário de um município de Carpina, Pernambuco – pessoas que poderiam dar o exemplo de bom comportamento, evitando ampliar a crença de que, em nosso País, aquilo a que se condena é exatamente aquilo que mais se pratica.

Se todos os seres são compostos de luz e sombra, nós ainda abrigamos violência, corrupção e desrespeito ao ser humano. E tudo isso só revela a face sombria que realmentesomos

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Guia para os dias de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

13 de junho de 2018

Os dias são de violência, muito embora não tenhamos afastado a esperança de que esse quadro desolador de tantos homicídios em Fortaleza, possa mudar. Mas para se chegar a isso é necessário a colaboração de cada um.

Quando eu me irrito com alguém no trânsito e perco a paciência a ponto de ir tomar satisfação, eu colaboro com a violência. Quando qualquer um entra no mesmo nível de negatividade de outrem, eu estimulo a violência. Quando sou intolerante com quem quer que seja, porque não pensa igual a mim, estou dando asas a que o clima de violência se estabeleça. Se eu saio para me divertir e encho a cara a ponto de me alterar com os outros ou de sair dirigindo pondo em risco a vida de qualquer um, eu sou violento e ajudo a ampliar a insegurança.

Se cobramos da autoridade, a aplicação das normas de segurança, é preciso que se dê o exemplo individual a fim de que, em termos de coletividade, prevaleça a convivência pacífica entre todos.

Os dias são de violência, sim; mas vamos perder a esperança de que somos parte importante na mudança desse jogo.
Pense nisso e dê a sua contribuição para mudarmos esse quadro.

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Inscrição para o vestibular de acesso ao inferno

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de junho de 2018

Diga, honesta e sinceramente, se não dá pena ver esse bocado de jovens se entregando ao vício, assinando o nome para o listão da morte, já que o mundo do tráfico não dá futuro pra ninguém?

Dados do Atlas da Violência 2018 apontam que o número de homicídios no Ceará dobrou em um período de 10 anos. Aumento de 103 por cento.

Vamos pegar 2016, o último ano da pesquisa, e veremos que foram 3 mil 642 crimes do tipo, envolvendo jovens. Se levarmos em conta apenas homens jovens de 15 a 29 anos, a taxa vai a 280,6 por cento. Mas dito assim, esse tipo de avaliação parece fria; pois vamos direto aos números: em dez anos, de 2006 a 2016, 324.967 jovens foram assassinados no Brasil.

E diante de uma carnificina dessas, custa crer que existam jovens que são capazes de fazer festa, como a que circula num vídeo nas redes sociais, para celebrar o quê? A sua inscrição para o inferno do crime.

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Fonsequinha: humor não pode rimar com dor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de Maio de 2018

Fonsequinha, morto em meio a onda avassaladora de violência que assusta Fortaleza, era um homem de paz. De fazer rir e de conviver com uma forma lúdica, brincalhona, como se peterpanizasse a idade da irreverência.

Estivemos juntos no programa da Maísa Vasconcelos, “Na Boca do Povo”, onde eu era o produtor e ele fazia as esquetes de humor. Um humor despojado de qualquer preocupação estética, onde a graça estava no compartilhar a comicidade cearense.

Ele sabia atrair para si, a atenção da massa. Por isso, sua graça era feita nas ruas e avenidas, no meio do povo, sem pauta programada, onde valia puxar o que havia de mais expressivo da molecagem cearense.

Era um homem de pureza, como são alguns que militam no humor, e que nem sabiam definir a importância de seu trabalho. Fazer rir era a sua profissão. Alguns até estranhavam seu figurino intrigante, mas na leitura que se fazia podíamos ver homenageados nela. Do humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho da Escolinha do Professor Raimundo, ele tomou emprestado o figurino dos óculos enormes. A roupa mesclada de cores berrantes era o grande remendo das vestimentas do povo.

Fonsequinha que fazia rir, jamais imaginaria que, um dia, o humor rimaria com dor. E, na cidade que tem a molecagem como perfil mais lúdico, é preciso reinventar os espaços de paz e tranquilidade, por onde outros fonsequinhas e admiradores possam circular.

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Fonsequinha: humor não pode rimar com dor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de Maio de 2018

Fonsequinha, morto em meio a onda avassaladora de violência que assusta Fortaleza, era um homem de paz. De fazer rir e de conviver com uma forma lúdica, brincalhona, como se peterpanizasse a idade da irreverência.

Estivemos juntos no programa da Maísa Vasconcelos, “Na Boca do Povo”, onde eu era o produtor e ele fazia as esquetes de humor. Um humor despojado de qualquer preocupação estética, onde a graça estava no compartilhar a comicidade cearense.

Ele sabia atrair para si, a atenção da massa. Por isso, sua graça era feita nas ruas e avenidas, no meio do povo, sem pauta programada, onde valia puxar o que havia de mais expressivo da molecagem cearense.

Era um homem de pureza, como são alguns que militam no humor, e que nem sabiam definir a importância de seu trabalho. Fazer rir era a sua profissão. Alguns até estranhavam seu figurino intrigante, mas na leitura que se fazia podíamos ver homenageados nela. Do humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho da Escolinha do Professor Raimundo, ele tomou emprestado o figurino dos óculos enormes. A roupa mesclada de cores berrantes era o grande remendo das vestimentas do povo.

Fonsequinha que fazia rir, jamais imaginaria que, um dia, o humor rimaria com dor. E, na cidade que tem a molecagem como perfil mais lúdico, é preciso reinventar os espaços de paz e tranquilidade, por onde outros fonsequinhas e admiradores possam circular.