MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A Fortaleza sobressaltada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de agosto de 2017

Fortaleza vive sobressaltada com tanta violência. Esse caso do assalto a uma ambulância do SAMU é impressionante. O que dizer de alguém que tem a capacidade de agir dessa maneira, assaltando pessoas vocacionadas na salvação de vidas, como os socorristas do SAMU, que acabaram vítimas de uma cilada dessas ocorrida no Parque das Nações em Caucaia? Que são indivíduos desprezíveis, quando são capazes de telefonar para o serviço de salvamento, inventando que havia passando mal e precisava do socorro do Serviço de Urgência. No local para onde a ambulância se dirigiu, a surpresa dos servidores: eram bandidos que surrupiaram os pertences do médico e socorristas.

O poeta Fernando Pessoa costumava dizer que “todos temos por onde sermos desprezíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou o crime que a alma lhe pede para fazer”; mas jamais se espera que anjos de guarda da sociedade, como são os servidores de resgate de pacientes, acabem pagando o pato por conta da violência desenfreada que assistimos.

Até mesmo entre bandidos mais desprezíveis existe um código de ética que evita que eles assaltem alguém da sua estima; que ajam na própria comunidade e que desrespeitem aqueles que prestam serviços à população. Mas hoje em dia, até isso é desprezado pelos fascínoras modernos. Que não se apiedam de nada, por não terem o menor sentimento de respeito à Vida.

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Quem poderá nos salvar? Não vale Chapolin Colorado.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

24 de agosto de 2017

Que a situação de insegurança em Fortaleza preocupa, a gente já está cansado de saber. Que apesar dos esforços do governo, não temos conseguido freiar a escalada da violência, é uma realidade. Que as execuções de jovens são indícios da situação de descaso da família, isso também é verdade. Mas o episódio ocorrido, ontem, no coração da Universidade Federal do Ceará, revela a que ponto chegamos em termos de insegurança.

Nesta quarta-feira, por volta das 11h, alunos e professores do curso de Odontologia da UFC realizavam aula de campo em uma horta comunitária nas dependências do Centro de Desenvolvimento da Família, que fica no campus do Pici, quando um jovem entrou na unidade, perseguido por vários homens armados com pedaços de madeira e ferro. Ameaçavam linchá-lo. Professores tentaram impedir e foram ameaçados também. Depois de muita discussão, evitou-se o pior; mas fica no ar a certeza de que a violência avança por espaços vitais, como os dedicados a formação profissional da universidade. Ao tomar conhecimento do caso, o reitor Henry Campos mandou fechar o centro até que se tenha condições de funcionar.

Na verdade, é lamentável o estágio a que a violência chegou. Estamos desnorteados com tudo isso. Quem poderá nos salvar, seria a deixa para o Chapolin Colorado. No nosso caso, porém, precisamos de heróis de carne e osso e não heróis de ficção.

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O eclipse do sol e a onda racista por conta da Miss Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de agosto de 2017

O Brasil, de berço luso e africano, é ainda um país com muita gente preconceituosa. Racista. Que o diga a atitude de alguns internautas criticando a eleição da Miss Brasil 2017, por ela ser negra. Mais do que isso: por ser de origem nordestina. É algo que só revela ignorância de quem considera a cor da pele como algo importante. A representante do Piauí reúne todas as condições para a disputa de qualquer título de beleza, revelando traços de brasilidade que poucas detém.

Apesar de todos os avanços da sociedade, ainda existem aquelas pessoas que ainda se mantém nos tempos da colônia e afrontam a Lei Afonso Arinos, que acena com prisão para o crime de racismo.

Aliás, esse tipo de comportamento não é exclusividade só dos brasileiros. Agora mesmo, os Estados Unidos registraram protestos da chamada “supremacia branca”, num retrocesso que revela o atraso da visão colonialista de um povo. Há uma semana, eles incorporaram as teses da famigerada seita Klu Klux Kan e, agindo por meio da violência, tentaram implantar a experiência da raça pura que gerou a tragédia nazista, como se branca fosse a cor de prestígio. Não é a aparência externa que exprime grandeza. “O essencial é invisível aos olhos, e só se pode ver com o coração”, já se lia Pequeno Principe. Ontem, no coração da América, um eclipse total do sol escureceu grande parte do País, calando fundo uma reflexão sobre a importância da luz e a necessidade da sombra na vida de todo mundo.

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Antigos cadernos escolares servem de modelo para nomear os velhos partidos

Por Nonato Albuquerque em ATUALIDADE, BIZARRICE, POLÍTICA

21 de agosto de 2017

Já que alguns partidos vão mudar os nomes para Avante e Patriota, damos a seguir sugestões de cadernos escolares – pois tudo leva a crer ter sido essa a base dos nomes anunciados – como modelo a outras agremiações.

Se o PR vai virar Podemos (ops!), bem que o PT podia chamar-se Companheiros. Ficaria dentro do tratamento dado a cada integrante.

Já o PSDB, com a figura desse Aécio Neves no comando, bem que poderia se chamar Colegial. O PMDB já vai perder o T – mas, pelo visto, vai continuar tão partido quanto depois que deixou de ser o original MDB.

Todos, aliás, poderiam indicar aos seus filiados exercícios de caligrafia para ver se eles melhoram a escrita, já que não mudam o conteúdo de seus discursos nem que a vaca tussa.

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O grande hospital em que a Terra tem se transformado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de agosto de 2017

O horror de Barcelona choca o mundo. Diferente em termos proporcionais, mas tão revoltante quanto o atentado na Espanha, as chacinas em nosso Estado, parecem gerar apenas indiferença ao invés da comoção da outra. Essa é uma reflexão que li, postada pelo presidente da CUFA-Central Única das Favelas, ao avaliar as duas tragédias e considerei bastante pertinente. Voltamos a insistir: sabemos que não há paralelo em termos de comparação, mas as tragédias que Fortaleza vem assistindo parecem não surtir o mesmo efeito  correspondente ao grau de violência que a cidade registra.

Diariamente, jovens estão morrendo e matando, por um naco de qualquer droga, uma pedra, um baseado, uma fungada – a fim de atender a uma compulsiva vontade de satisfazer a doença que os atinge: o vício. E isso parece não sensibilizar a maioria das pessoas, tampouco as autoridades que se dizem comprometidas com o bem estar do povo.

Esses jovens, por mais que tenhamos restrições ao seu modo de vida, são frutos de uma sociedade cada vez mais individualista, que parece perfeita mas não o é, quando passa a atender apenas ao bem estar de uma parcela da elite, enquanto o restante da população se entrega às consequências do desmazelo social, que são a crise econômica que provoca a falta de emprego, a péssima educação e a incontrolável insegurança.

“Os sãos não precisam de médicos”, já se referia o terapeuta das almas, defendendo a atenção aos mais necessitados e que são verdadeiramente doentes da alma num grande hospital em que a Terra tem se transformado.

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MONA LISA TRABALHOU LÁ EM CASA

Por Nonato Albuquerque em EXCENTRICIDADES, HUMOR

13 de agosto de 2017

 

Amiga minha termina namoro com português que, no Louvre, se surpreendeu com multidão em frente a um retrato (o de Mona Lisa).

– Quem é ela?
– Mona Lisa, disse T.
– E quem é essa tal de Mona Lisa?
E a minha amiga deu a resposta que marcou sua visita ao Louvre.
– Foi uma empregada que trabalhou lá em casa…

(O namoro, claro, foi pro lixo)

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Desconfiômetro Brasil

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de agosto de 2017

Eu desconfio que o ‘dia’ no Brasil está anoitecendo cedo
e que a cara amarrada tirou de vista nosso sorriso fácil.

Eu desconfio que da nossa caixa de Pandora furtaram a esperança
e que está morto o ideal de crença nos políticos que elegemos.

Eu desconfio que o amanhã ambicionado de luz e progresso
para a pátria do cruzeiro
foi solapado pelo ontem invejoso de certas criaturas
.
E desconfio até que o velho pé de briga deu lugar ao pé na cova,
que o perdão a esses desmandos não estejam entre os 70 vezes sete da bonificação crística.

Nesse mar de desconfianças em que navegam os brasileiros,
eu desconfio que o porto seguro que nos sobra ao desembatrque
é convocar o grito sufocado no abismo de nossas gargantas
para que ele desbanque esse silêncio de chumbo
que parece ter desabado sobre nossas mentes e corações indignados.

Por tudo isso, eu desconfio…

(Nonato Albuquerque)

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Bandido não pode tomar lugar de Polícia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de agosto de 2017

A descoberta de que policiais da PM cearense coordenavam uma organização criminosa, sequestrando e extorquindo traficantes, em busca de recompensa financeira, é algo deprimente e que envergonha, provavelmente, a parte boa e séria da polícia. Todos sabemos dos investimentos feitos pelo Governo para dotar o Estado de um aparelho policial à altura de suas necessidades. E o empenho dele no quadro funcional foi sempre uma constante. Ao ampliar o acesso de jovens à essa carreira, o Ceará abre chances de trabalho para muita gente, abrigando-a sob o teto de uma corporação centenária e que, ao longo do tempo, tem projetado figuras de renome servindo à cidadania.

Evidente que, a exemplo de toda instituição que depende do material humano, convive-se com a possibilidade de maus exemplos – afinal, a imperfeição humana é traço comum a todos os que jornadeiam experiência de vida na Terra. Ninguém é perfeito. Já diz o ditado que “a mulher de César não basta ser honesta; tem de parecer honesta”. Então, como querer que um policial corrupto cobre de quem erra uma postura correta, se age de forma criminosa unindo-se ao que há de pior na criminalidade?

Enquanto se tem tantos exemplos de dedicação entre os que integram os grupos de policiais, infelizmente convive-se com a má índole e a inferioridade que ainda se interpõem no caminho da elevação moral humana. Pois esse comportamento distorcido da filosofia aplicada pela Polícia, acaba por revelar aqueles que, ao invés de servirem, sintonizam-se com as forças do mal e passam a integrar a banda podre de qualquer órgão.

Descoberto o conluio desses sargentos com traficantes, necessário é que se puna; principalmente, afastando-os da corporação a fim de preservar o lado bom, que felizmente ainda é maioria na Polícia cearense. E que a detenção deles sirva de exemplo aos que tentam vestir a farda da Polícia para com isso tirar proveito para suas maquinações do mal. Não tem como ser conivente.

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A ociosidade que produz armadilhas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2017

Mente vazia é mesmo uma oficina do capeta. O bordão é das antigas, mas o prazo de validade está bem atual. Vide a ação de presos lá de Maracanaú. Eles simplesmente bolaram um esquema de fuga, se fosse colocado em execução, poderia acarretar resultados perigosos para quem atua na área de segurança.

Os presos pegaram fios elétricos, ligaram numa tomada no interior da prisão e através dessa gambiarra fizeram uma ligação com a grade da cela, construíndo uma espécie de cerca elétrica – eletrificaram as grades da cadeia -, para evitar que os guardas pudessem prejudicar o trabalho de outros presos que escavavam um buraco. Se algum carcereiro tentasse se aproximar das grades, certamente, seria eletrocutado. Por sorte, um policial descobriu a armadilha a tempo de evitar uma tragédia desse tipo.

Isso tudo só vem confirmar que a ociosidade dos presos nessas casas de recolhimento, seja em delegacias distritais ou grandes penitenciárias, só estimula a cabeça de gente a fazer planos de fuga e a pensar em coisas que em nada ajudam a recuperação deles.

Enquanto cadeia servir apenas como depósito humano, sem um projeto que leve os internos a ocuparem o tempo com estudo e trabalho. nós iremos conviver sempre com essas iniciativas que depõem contra um sistema penitenciário totalmente falido e inconsequente. Até quando as autoridades vão tratar questões desse tipo com o descaso que tem provocado a falência do sistema penitenciário? Respostas para a autoridade que estiver de plantão no governo.

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O padre Ciço da não violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2017

Ontem, o Cariri relembrou a figura mítica do padre Cícero Romão, por conta do aniversário de morte do fundador de Juazeiro. É comum nessas ocasiões, centenas de fiéis acorrerem à meca do Cariri para agradecer e fazer preces ao padim, no intuito de alcançar as graças em favor de uma vida melhor.

Nesses tempos bicudos de crise econômica e excesso de violência, como seria bom que seguíssemos os conselhos do santo cultuado pelo povo, pregando ensinamentos simples que visam a união das pessoas em torno de uma vida tranquila e de buscarem na família o sentido real de sustentação da sociedade.

Evidente que, na época do padre Cícero, haviam preocupações com a violência que existe hoje, dada as ações criminosas do bando de Lampião e ao próprio envolvimento do sacerdote com a Política. Mas em seus sermões, o sacerdote fazia questão de incentivar as boas obras; a união das famílias e que as pessoas buscassem viver em paz, sem tantas emboanças e pega-rabos.

O padre Cícero chegou ao ponto de apregoar o perdão das faltas cometidas por aqueles que tivessem praticado algum crime, ao dizer: “Quem roubou não roube mais; quem matou, não mate mais”, exigindo dos que agiram no mal uma total mudança de comportamento.

Será que hoje em dia esse tipo de pregação encontra eco entre aqueles que optaram pela vida marginal? Será que alguém segue (ali) à risca essa doutrina de evitar o erro e viver em paz que o Padim tanto apregoou? Pense nisso.

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O padre Ciço da não violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2017

Ontem, o Cariri relembrou a figura mítica do padre Cícero Romão, por conta do aniversário de morte do fundador de Juazeiro. É comum nessas ocasiões, centenas de fiéis acorrerem à meca do Cariri para agradecer e fazer preces ao padim, no intuito de alcançar as graças em favor de uma vida melhor.

Nesses tempos bicudos de crise econômica e excesso de violência, como seria bom que seguíssemos os conselhos do santo cultuado pelo povo, pregando ensinamentos simples que visam a união das pessoas em torno de uma vida tranquila e de buscarem na família o sentido real de sustentação da sociedade.

Evidente que, na época do padre Cícero, haviam preocupações com a violência que existe hoje, dada as ações criminosas do bando de Lampião e ao próprio envolvimento do sacerdote com a Política. Mas em seus sermões, o sacerdote fazia questão de incentivar as boas obras; a união das famílias e que as pessoas buscassem viver em paz, sem tantas emboanças e pega-rabos.

O padre Cícero chegou ao ponto de apregoar o perdão das faltas cometidas por aqueles que tivessem praticado algum crime, ao dizer: “Quem roubou não roube mais; quem matou, não mate mais”, exigindo dos que agiram no mal uma total mudança de comportamento.

Será que hoje em dia esse tipo de pregação encontra eco entre aqueles que optaram pela vida marginal? Será que alguém segue (ali) à risca essa doutrina de evitar o erro e viver em paz que o Padim tanto apregoou? Pense nisso.