MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Para encarnar o carnaval numa real

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de Fevereiro de 2018

O roteiro deste fim de semana da maioria do povo brasileiro passa por alguma avenida iluminada, se diverte em um baile de fantasia ou no simples fato de se deixar cair na folia, seja onde for, com quem for e haja o que houver. Reina absoluto entre nós, esse fenômeno chamado carnaval.

Nele, o comum de todos é dar asas à fantasia, viver a festa com uma identidade fora do contexto diário, esquecer as preocupações e ser mais um folião adepto do que a expressão ‘folia’ tem de mais original: folia vem do francês ‘follie’ e significa loucura. E é aí que reside a preocupação.

Achando que o carnaval é época de liberação total, de fazer o que bem quer, muitos se deixam levar pelos excessos e acabam amargando na quarta-feira as consequências de seus atos.
Carnaval sim, mas com os cuidados que tudo na vida exige; para que a alegria possa superar os problemas do dia a dia, mas sem jamais perder o foco de que é preciso muito bom senso e cuidado.

No trânsito, no consumo de bebida, na forma de brincar, evitando os excessos que, muitas vezes, transformam em tragédia o que era para ser alegria e brincadeira.

Feliz carnaval para todos.

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Sou otimista, e daí?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA

08 de Fevereiro de 2018

Dizem que eu sou otimista, por entender que, apesar de tudo o que acontece de ruim, há sobras de esperanças aguardando o instante de estabilizarem o equilíbrio das coisas. Sou sim. Basta ver, por exemplo, na vida de todos nós. Quando uma dor ou uma doença nos causa aflições, ninguém pensa em se matar por causa disso. O bom sendo recomenda recorrer-se a formas medicamentosas de combate. Um analségico consegue estancar uma dor de cabeça. Um simples chá é possível melhorar um mal estar do estômago. Algumas gotas de qualquer remédio aliviam o sofrimento que estejam se produzindo em nosso organismo.

A mesma coisa acontece com o mundo. Se lá fora a tempestade da violência arrasa ambientes e vidas, há incalculáveis recursos de se alterar esse padrão mental que leva ao medo e a insegurança. Um deles é a cultura de paz. É preciso criar uma mentalidade de pacificação coletiva, num esforço que deve reunir desde os setores públicos – governo, instituições e pessoas – quanto a atitude de cada um, em procurar preservar-se no bem comum de todos.

Um especialista em cultura da paz disse que se a sociedade se mobilizasse verdadeiramente em busca da paz, do mesmo modo que se mobiliza para os embates de guerra, seria facílimo acabar com a violência humana. Acontece que, diante do mal, a maioria das pessoas acha que a única saída é usar os mesmos recursos: Combater o mal com o mal. A violência com a violência. E aí, o velho ditado de que “só brigam dois quando um quer”, perde o seu verdadeiro sentido. Somos otimistas, porque acreditamos na inteligência humana. E a inteligência de alguns sempre tem sobrepujado a ignorância de muitos. Inclusive, a que formata toda essa violência.

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O plantio do mal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Fevereiro de 2018

A violência da cidade pode até deixar uma impressão ruim, a ponto de pessoas evitarem sair à noite para atender ao lazer, restringindo a ida aos compromissos. Na verdade, não podemos nos ater a esse tipo de neurose, ainda que estejamos em meio a uma violenta onda de insegurança. É necessário lembrar que a criminalidade é apenas um ponto sofrível em meio a extensa rede de bênçãos que a vida nos promove.

Diante do fato infeliz provocado por aqueles que ainda persistem no mal, há milhares de vidas buscando o bem estar de si e dos outros; seja pelo estudo; pelo trabalho; pela troca de gentilezas e pelo exercício voluntário do amor ao próximo.  Isso é significativo.

Se há falhas no sistema que nos dá segurança pública e as operações de combate ao mal ainda são precárias, é preciso lembrar que o agente mais poderoso na edificação de um mundo melhor é você.Somos todos nós.  Na competência do que pensamos. E do que fizermos.

Por isso, não espere cair do céu as respostas pela melhoria da vida e do mundo, se você é peça importante na edificação desse mister. Somos nós os construtores do nosso destino. E o que fizermos em favor do bem, iremos obter os resultados satisfatórios. Porém, tudo o que se fizer em relação a sentimentos negativos, como fomentar ódio, inveja ou ciúme, teremos como resultado a expansão desse plantio do mal que tanto desagrada a tudo e a todos. Pense nisso.

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Do batismo de sangue à transformadora mudança do Forró do Gago

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de Fevereiro de 2018

Depois da tempestade, diz o ditado, vem a bonança. E isso nunca foi tão atual quanto se está vendo aqui no ceará. Foi preciso uma chacina com o sacrifício de 14 vítimas para que se tomassem iniciativas referentes a botar freio na violência. Foi depois de uma tragédia numa delegacia de Itapajé que se mobilizaram entidades ligadas à questão da segurança, apesar de todos os índices alertarem para a inflação das mortes violentas.

Tudo isso levou o governo a promover encontros fora do expediente. A correr à Brasília e pedir ajuda ao presidente,. A OAB fazer pressão para que se tome pé da situação, caso contrário seria conveniente chamar a Força de Segurança Nacional. Até o Judiciário, muitas vezes tão distanciado da situação dos condenados que ela envia aos presídios, começou a sair da sua cômoda posição de inércia.

Antes tarde do que nunca. Na delegacia, onde prestou depoimento ontem sobre a chacina dop bairro Cajazeiras, o dono do “Forró do Gago”, anunciou que o imóvel onde as facções fizeram um batismo de sangue na última semana, vai se transformar num palco de orações, já que o imóvel será alugado por uma igreja evangélica. Realmente, confirma-se mais uma vez que o brasileiro só fecha a porta depois de roubado.

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Pena de morte, não; pena de Vida sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA

31 de Janeiro de 2018

pena de morte, gritam nas ruas as vozes,

ante a avalanche da violência que salta

aos olhos de quem vive o estupor da malta

e se obriga a viver com a fúria dos algozes.

 

por toda a parte, só lamentos atrozes

medo do crime que a todos sobressalta

já que o poder de vencê-lo parece em falta

diante das ações que imprimem esses algozes.

 

no silêncio das igrejas, mães desfiam rosários

pelos filhos que as facções silenciaram

e que foram viver no lado oposto da luz

 

pena de vida a todos, advogam os emissários

do alto, que dos humanos nunca se separam

e repetem as lições do bom mestre Jesus.

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Há esperança por trás da provação sombria

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de Janeiro de 2018

Eu sei que você, que nos acompanha diariamente, deva estar crente de que dificilmente as coisas melhorem em relação à questão da segurança e que a maldade imposta pelos desajustados continuará a prevalecer. Acredite, isso tudo é passageiro. Não seja daquelas pessoas que acreditam que o mal nunca vai se acabar na Terra. Há saídas para tudo. Nada é eterno. Por mais que indivíduos sem escrúpulos arquitetem planos de horror, preguem e ajam na violência, nas iniciativas de corrupção e falta de moral, tudo tem um fim. É possível sim, acreditar que as forças do bem estão preparadas para agir de forma contrária ao que se vê hoje em dia.

Alguém sabe explicar por que, no mundo, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? Essa foi uma pergunta feita no século 19 por um educador e cuja resposta admirável aponta para a fraqueza dos bons. “Os maus são intrigantes e audaciosos, enquanto os bons são tímidos”. Quando os bons se dispuserem a se revelar, a agir como manda a razão e as virtudes propaladas pela humanidade, aí sim, o mal será dissipado da face da Terra e os bons preponderarão.

Na própria Natureza, nada é permanente. Há tempo de plantar e de colher. Há tempo de sorrir, assim como há tempo de chorar. Mas. na verdade, sempre é tempo de esperança. Ainda que os dias sejam de provação.

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Em Fortaleza, um dia é de guerra. O outro é para enterrar os mortos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

29 de Janeiro de 2018

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro, também. As facções criminosas dominam as ‘quebradas’ – os bairros pobres -, onde investimentos de lazer não batem ponto, restringindo-se a áreas nobres da cidade. Os manos, se associam ao tráfico e se dividem em bandos. O CV e o GDE ou 745 que é a numeração das iniciais do grupo são dois da meia dúzia que já se bandeia por aí.
Nas redes sociais eles se tratam e se destratam. Publicam fotos de quem é da facção oponente e que precisa ser eliminado. Os inimigos são tratados como pilantras, sebosos e com o indicativo de que precisam ser mortos. Cenas de execução são mostradas sem que as imagens ganhem nenhuma maquiagem.

O perfil dos integrantes dessas facções é facilmente identificado: jovens, de linguajar chulo, ausência de qualquer conceitos de moral, além da visível ostentação de poder, via cordões, relógio e anéis banhados a ouro, sem falar armas nas mãos. Sabe-se que alguém é do CV – pelo indicador e maior de todos – apontados para as câmeras. Quem é do 745 se torna visível nas redes sociais pela indicação de 3 dedos da mão. Quem imaginaria o símbolo de Paz e Amor virar propriedade de criminosos?

Há algum tempo atrás, porta-vozes do governo negavam a existência de facções criminosas. Hoje, essas facções parecem não acreditar é que exista governo capaz de freia-las, quando assumem táticas de terrorismo, matando inocentes como no forró do Gago, forçando moradores a se picarem da comunidade, buscando matricular novos sócios como faz o PCC ou invadindo fóruns na tentativa de limpar as fichas de cada um. Mas, segundo a autoridade da Segurança, tudo isso não é motivo para pânico. Até quando as autoridades irão fechar os olhos para essa realidade triste da periferia, que só reflete a falta de oportundiades, emprego e educação? Isso, provavelmente, porque não dá visibilidade política nenhuma.

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro é para se enterrar os mortos, pois a guerra continua.

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Até que ponto você colabora com a segurança de Fortaleza?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de Janeiro de 2018

Se você, assim como a grande maioria dos fortalezenses, considera que a cidade já não oferece as condições de segurança para conter a violência urbana, saiba que essa é uma tarefa não apenas daqueles que integram o sistema; mas de todos nós.

Os agentes de segurança, constituídos pelas forças das Polícias civil e militar, eles têm a sua importância para conter essa inflacionária onda de violência; mas segurança é algo que depende de cada um de nós.

Quando na minha comunidade, eu sou alguém que não tenho boa convivência com a vizinhança; quando vivo brigando em casa, agredindo a mulher; 0quando eu me indisponho no trânsito sem atender as mínimas regras de segurança e por qualquer coisinha eu armo um pé de briga; eu estou colaborando com a insegurança.

Quando, diante de qualquer confusão entre pessoas, ao invés de eu buscar evitar o pior, e ajo atiçando ainda mais as partes; eu estou estimulando a que a violência se amplia, se expanda.

Quando eu faço demonstrações de poder, usando da força ou do cargo que exerça para obter vantagens pessoais; eu sou um violento e estou contribuindo para o aumento do caos a que se estabelece na cidade.

Quem reclama de violência, tem que dá sua resposta efetiva: trabalhando, servindo, convivendo em paz com tudo e com todos. Fora disso, não adianta reclamar da ineficácia da polícia, se você consome drogas e colabora com todo esse mercado da morte que o tráfico abastece. Segurança é algo que começa dentro de cada um.Por isso é que os gregos diziam: conhece-te a ti mesmo. E a partir daí, é possível mudar a pessoa. A cidade. E o mundo.

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O que lhe dá segurança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Janeiro de 2018

O que lhe dá segurança? Essa é uma pergunta que, provavelmente, vá encontrar uma diversidade de respostas. Para alguns, a segurança depende muito do esforço das organizações policiais na tentativa de minimizar os crimes comuns que acontecem a três por quatro. Para outros, polícia nas ruas – e não apenas em períodos de alta estação, como se fosse apenas para atender a quem vem de fora. É necessário polícia para todos.

O que nos dá segurança é um serviço policial que funcione a partir do simples registro de boletim de ocorrência, até a rapidez com que uma viatura atenda ao chamado de alguém.

O que nos dá segurança é poder contar com a inteligência policial no desvendamento de um furto, de roubo – diante dos muitos assaltos que acontecem na cidade. Mas, também e principalmente, o que nos dá segurança é saber-se protegido por aqueles que, a serviço do cidadão, buscam corresponder a todas iniciativas que se fizer em favor da boa convivência com uma polícia cidadã.

O Brasil tem como colocar em prática, o que falamos aqui em teoria. A Polícia sabe disso. E ao cidadão compete fazer a sua parte: não infringindo as normas de segurança para que se tenha esse dispositivo.

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Segurança no Ceará: a quem muito foi dado, muito será cobrado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Janeiro de 2018

Uma reunião do governador Camilo Santana com seus secretários, que acontece hoje, pode ser a grande oportunidade que se tem de avaliar a trajetória de cada pasta do governo, estabelecendo metas para este ano. Evidente que todas merecem atenção, mas a da Segurança, pelo aumento do número de crimes, acaba se tornando a mais visada pelo olhar crítico da população, atormentada pela escalada da violência.

Nos últimos tempos, o Ceará tem sido o Estado que se ombreou a outros do NE em números de crimes. Nunca tanta gente foi executada por conta das ações do tráfico. A capital cearense é citada em balanços da violência no mundo. Agora mesmo, um levantamento aponta o nosso Estado como o quarto colocado em crimes de mortes por homofobia.

São números que surpreendem já que o Estado tem-se prontificado a investir pesadamente com recursos nesse setor segurança, enquanto se tem um retorno muito aquém do se espera. É bíblica a citação de que “a quem muito foi dado, muito será cobrado”. O governador confia no seu secretário, evidentemente; mas o peso de um ano eleitoral, possivelmente, deve cobrar mais, muito mais respostas de quem chegou para resolver um problema. Que a cada dia se avulta mais e mais.

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Segurança no Ceará: a quem muito foi dado, muito será cobrado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Janeiro de 2018

Uma reunião do governador Camilo Santana com seus secretários, que acontece hoje, pode ser a grande oportunidade que se tem de avaliar a trajetória de cada pasta do governo, estabelecendo metas para este ano. Evidente que todas merecem atenção, mas a da Segurança, pelo aumento do número de crimes, acaba se tornando a mais visada pelo olhar crítico da população, atormentada pela escalada da violência.

Nos últimos tempos, o Ceará tem sido o Estado que se ombreou a outros do NE em números de crimes. Nunca tanta gente foi executada por conta das ações do tráfico. A capital cearense é citada em balanços da violência no mundo. Agora mesmo, um levantamento aponta o nosso Estado como o quarto colocado em crimes de mortes por homofobia.

São números que surpreendem já que o Estado tem-se prontificado a investir pesadamente com recursos nesse setor segurança, enquanto se tem um retorno muito aquém do se espera. É bíblica a citação de que “a quem muito foi dado, muito será cobrado”. O governador confia no seu secretário, evidentemente; mas o peso de um ano eleitoral, possivelmente, deve cobrar mais, muito mais respostas de quem chegou para resolver um problema. Que a cada dia se avulta mais e mais.