MOUSE OU MENOS - por Nonato Albuquerque 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

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Morrer, esse inevitável fenômeno

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2017

Nada é mais inevitável na vida do que o fenômeno da morte. Ela está presente na sociedade animal, racional ou não. Por ela passam os da espécie vegetal e até mesmo do reino mineral. Mas é algo que ainda é tabu, falar de morte – mesmo numa sociedade onde ‘matar e morrer’, não é apenas o título de um filme de Hollywood, mas um ato que se banaliza diária e continuamente

É que a sociedade humana toma a morte como um fenômeno de finitude. “Morreu, acabou”, pronto. Isso não é verdade. O que acaba é a parte material do que somos: o corpo. Somos mais do que o pó em que se transforma o físico. Somos anima, essência, alma. Circulamos em uma voltagem energética que se expande em luz e que o sentido da visão não permite visualizar.

Como a energia que precisa de uma lâmpada para se materializar, a alma humana precisa do corpo para se estabelecer visível. Mas quando a lâmpada se quebra, a energia continua – embora não percebamos. Assim são as almas que se despediram da vida física, pelo fenômeno chamado morte. Elas passam a atuar numa dimensão que é a origem de onde procedemos. Por isso, costumo dizer que hoje, 2 de novembro, é dia de lembrar os que se foram, não nos túmulos onde ficou apenas o pó de suas vestes; mas no consagrado altar dos corações saudosos. Como uma vez falou o padre Marcelo Rossi: hoje devíamos chamar Dia da Saudade e não de Finados já que a morte não existe. Ela é passagem. Mudança. Quiçá, para uma vida melhor.

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Porque sexta feira é tão ansiosamente aguardada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de outubro de 2017

As sextas feiras têm um atrativo diferente. Elas refletem lazer quando rebocam o fim de semana, com o descanso do trabalho. É, por assim dizer, a porta de entrada do fim-de-semana, celebrado por muitos como oportunidade de se dar um breque na canseira; terminar o expediente num barzinho; reunir-se com amigos; ter mais tempo para a família, etc e tal. Por isso, desde o início deste dia, se vê e ouve gente saudando a chegada da sexta feira – “demorou, mas chegou”, como uma espécie de lenitivo para a canseira da semana.

Alguns indivíduos de bílis mais corroída, acham que comemorar a sexta feira é coisa de quem torce pela gandaia, buscando fuga da responsabilidade que é o trabalho. Na verdade, o indivíduo precisa do refazimento das forças que as horas no batente nos tiram. Se elas são mau utilizadas, é outra história.

Pois bem; com a violência predominante, as sextas feiras estão deixando de ser aquela pausa que se busca na vida corrida de todos nós, porque os fins de semana vêm se transformando em tempos de preocupação. Basta ver as manchetes de cada segunda-feira.

Mas é preciso inverter essa ordem. Buscar, acima de tudo, o bom lazer. As companhias agradáveis. Os lugares seguros. O modo como nos comportamos tem muito a ver com isso. Nossa mente e nossas ações atraem ações similares. Isso quer dizer: se estivermos em paz conosco, estaremos em paz com o mundo.

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Fama e importância

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de outubro de 2017

Nesse comentário tento reproduzir uma lição que aprendi ontem com um amigo sábio, o Walfrido Carvalho, que numa palestra discorreu sobre a importância que se dá às coisas e às pessoas.

Qual é a importância, por exemplo, que você dá à sua família? E às pessoas com as quais você convive? Há indivíduos que costumam privilegiar mais a fama do que o aspecto da importância. E existe uma diferença entre fama e importância. E como exemplo, ele contava: a Byoncé, a cantora americana, é conhecida no mundo todo, é famosa. Já a pessoa que cuida da faxina da nossa casa, não é famosa, mas é importante. Importância, portanto, tem a ver com a proximidade da nossa relação.

A Byoncé tem lá sua fama, mas não é importante pra mim, tanto quanto a pessoa que ajuda na nossa casa. Vá ela deixar de cuidar da limpeza ou deixar de fazer a comida e a gente vai sentir realmente como ela faz falta. Fama e importância são duas coisas bastante diferentes. Fulano pode ser famoso, mas não me é tão importante quanto cicrano com quem divido aqui o trabalho.

Há pessoas, todavia, que dão o maior valor à fama. Precisam estar ouvindo elogios. Se sentem inseguras quando não têm reconhecimento. Mas, muitas vezes, não são tão importantes quando parecem. Por isso, entre a fama e a qualidade de um relacionamento interpessoal, eleja a importância como algo necessário.

Afinal, todas as pessoas são importantes. A fama é transitória; passageira. Já as pessoas que nos são importantes, estas serão importantes para sempre. Seja importante na vida de alguém, é a mensagem.

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Do ato de doar e de ser um doador

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de outubro de 2017

Nada é mais meritório do que o ato de doar. Se o verbo do princípio de que fala o Velho Testamento fosse doar, quão não seria fantástica a consciência nossa em torno dessa virtude. O ato de doação vem de longe, quando o primeiro homem da lenda adâmica doou uma costela para se consubstanciar a existência do eu feminino.

A força criadora nos doou a possibilidade do nascer em meio à uma natureza que é pródiga em doar-se. Tudo vive um ato de doação. As árvores nos doam frutos. Os animais nos doam da pele à carne como alimento. A generosa farmacopeia natural nos auxilia com medicamentos para a cura de nossas enfermidades.

Tudo é generoso no ato de doar. Por que essa resistência nossa, humana, em não querer doar os órgãos dos parentes que partem, depois de uma existência terrena, e que servirão a tantos outros que permanecem na escolaridade do planeta? Córneas para que outros enxerguem. Rins para sobrevivam aqueles que têm problemas relacionados. Até o dínamo da vida que é o coração, tem auxiliado muitos  na continuidade da existência.

Viver, por conseguinte, é um ato de doação. E o maior doador que conhecemos é o Mestre Jesus, que doou seu sangue pela salvação de todos nós na redenção do calvário.

Sejamos doadores. Em vida, das virtudes do bem e do amor. Depois, quando for tempo de descanso para o nosso corpo e que o nosso eu vá residir nas dimensões da luz maior, que sirvam os nossos órgãos para habilitar os que precisam viver ainda.

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A alma humana é capaz de cometer crimes inimagináveis

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

04 de outubro de 2017

Há coisas que acontecem próximo a datas significativas que parecem ter um objetivo único: servir de alerta a todos nós. Esse caso da menina que foi vítima de abuso sexual por parte do pai e do irmão, por exemplo, é algo que vem a público próximo ao dia da criança, uma data celebrada em meio a mimos e festas, mas que está a reclamar de atenção maior para o drama que vivem menores no próprio ambiente familiar.

Segundo estatísticas oficiais, é no lar de família desajustada e sem valores morais edificantes que se produzem as intenções mais sórdidas; os crimes mais odientos. É que, nessas ocasiões, pessoas da família se aproveitam da incapacidade de defesa dos menores e da própria inocência deles, para obrigá-los ao atendimento de seus impulsos sexuais. E isso é possível de acontecer até mesmo em famílias que se dizem organizadas, mas que em momentos de tentação se deixam levar pelas manobras da mente doentia, chegando a explorar os menores e impor sobre eles o medo caso eles revelem a torpeza dessa violência.

O caso da menina de Guaiúba é algo para se lamentar; mas antes disso é algo para se parar e pensar: até que ponto nos colocamos no mundo como exceção à regra? Toda alma humana é capaz de cometer crimes inimagináveis. Que atire a primeira pedra aquele que se achar imune a isso.

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Sinais de luz em meio às sombras que envolvem o mundo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de setembro de 2017

Está tudo muito caótico lá fora. O mundo invadido por sentimentos estranhos, negativos. As manchetes pingando sangue. As pessoas estressadas com tanta maldade. Políticos e bandidos se equiparando, mas… E ainda bem que tem essa conjunção adversativa MAS. Há muita coisa boa acontecendo. Gestos de amizade fortalecendo a essência da vida. Voluntários do bem associando a teoria à prática dos grandes ensinos. Fiéis que acreditam mais em religiosidade do que em religião. Grupos de pessoas interessadas em prestar serviço a outros. Homens e mulheres sensíveis à compreensão de que não se pode alimentar ódios, nem ressentimentos.

É preciso abrir os olhos e aguçar os ouvidos para ver e ouvir a música da Vida, executada por mãos de gente simples – seja no trato de doentes em hospitais; seja no simples cuidar de um jardim. Há beleza e encanto na sabedoria dos que, embora não tenham ido a uma escola, se aperfeiçoam nos fundamentos da universidade da Vida.

Há esperança rondando o caminho dos que sofrem e gratidão, principalmente, gratidão entre aqueles que passaram por dores angustiantes e conseguem superar esse momento, crentes de amor à Vida. São esses os bem aventurados do senhor.

Todos esses são sinais de luz em meio às sombras que envolvem o mundo.

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As cidades precisam respirar alegria e paz

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2017

As cidades precisam de motivação para se tornarem menos agressivas. Elas precisam respirar atmosfera de paz e de alegria. Esse fim de semana tivemos vários exemplos disso. O acesso do time Fortaleza à série B mostrou uma boa parcela da população focada na alegria e na celebração festiva. É o futebol sim, capaz de incentivar pessoas à boa convivência.

Outro exemplo: a avenida da Universidade foi fechada ao tráfego de veículos e muitas famílias celebraram o domingo com o mais sadio lazer: o da cultura. Adultos e crianças nas ruas do Bemfica harmonizados; tirando partido de lúdicas brincadeiras. Assistindo teatro, visitando museus. Com-vi-ven-do bem, que é algo visceralmente necessário para nos distanciarmos dos conflitos, das agressões – da violência.

É preciso estimular outros encontros desse tipo em outras áreas da cidade, principalmente em locais onde há carência total de movimentos assim. E essa ausência leva jovens a se limitarem a ociosa indiferença da Vida e a se entregarem ao vício.

Até o Rio de Janeiro, palco de uma guerra não declarada – mas visível – mostrou quanto o encontro de arte legitima a alegria saudável, a boa convivência e a fuga a essa estressante maneira de conviver com dor, sofrimento e tensão.

As cidades precisam de gente nas ruas para que esses espaços não sejam tomados pelo crime. Pelos marginais.

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Fortaleza, série B

Por Nonato Albuquerque em HUMOR

24 de setembro de 2017

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A torcida para que Fortaleza reverta essa crise

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de setembro de 2017

Fortaleza é uma cidade que, graças a Deus, não tem terremotos como o que destruiu cidades do México esta semana. Mas como a gente se abala e treme diariamente ao ver esse índice de violência das manchetes.

Fortaleza é uma cidade que não consta no mapa dos furacões, mas vive sob a tormenta diária que varre da vida pessoas ainda tão jovens. Não estamos na linha de fogo da Coreia do Norte, mas o que tem de gente armada faz inveja ao Kim Jong-un, o doidim que governa os norte-coreanos e ameaça a paz do mundo.

Fortaleza também não vive a tensão de metrópoles da Europa, com medo de ataques terroristas, mas vivemos quase semanalmente com a explosão de caixas eletrônicos destruindo equipamentos bancários nas cidades do interior. Não se tem ações de homens-bomba prontos a mandar pelos ares seus inimigos, mas a capital cearense convive com um bando de marginais desacatando todo mundo; assaltando carros no meio da rua, invadindo lojas e mercadinhos, deixando no vídeo das câmeras de segurança, a imagem de que estamos à mercê de um bando de renegados.

Apesar disso tudo, Fortaleza é uma cidade tão boa de se viver; de gente ordeira – população bem maior do que essa que se entrega ao crime – e que vive a enorme esperança de mudar, um dia, essa terrível situação. Mudar, quem sabe, para um patamar melhor. Essa é a torcida de quem mora na capital cearense. A outra torcida é que Fortaleza, aí já o time de futebol, possa dar amanhã um exemplo de que é possível mudar a situação que há oito anos ele persegue. Isso depende do time. A melhoria da capital, depende de nós.

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A torcida para que Fortaleza reverta essa crise

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de setembro de 2017

Fortaleza é uma cidade que, graças a Deus, não tem terremotos como o que destruiu cidades do México esta semana. Mas como a gente se abala e treme diariamente ao ver esse índice de violência das manchetes.

Fortaleza é uma cidade que não consta no mapa dos furacões, mas vive sob a tormenta diária que varre da vida pessoas ainda tão jovens. Não estamos na linha de fogo da Coreia do Norte, mas o que tem de gente armada faz inveja ao Kim Jong-un, o doidim que governa os norte-coreanos e ameaça a paz do mundo.

Fortaleza também não vive a tensão de metrópoles da Europa, com medo de ataques terroristas, mas vivemos quase semanalmente com a explosão de caixas eletrônicos destruindo equipamentos bancários nas cidades do interior. Não se tem ações de homens-bomba prontos a mandar pelos ares seus inimigos, mas a capital cearense convive com um bando de marginais desacatando todo mundo; assaltando carros no meio da rua, invadindo lojas e mercadinhos, deixando no vídeo das câmeras de segurança, a imagem de que estamos à mercê de um bando de renegados.

Apesar disso tudo, Fortaleza é uma cidade tão boa de se viver; de gente ordeira – população bem maior do que essa que se entrega ao crime – e que vive a enorme esperança de mudar, um dia, essa terrível situação. Mudar, quem sabe, para um patamar melhor. Essa é a torcida de quem mora na capital cearense. A outra torcida é que Fortaleza, aí já o time de futebol, possa dar amanhã um exemplo de que é possível mudar a situação que há oito anos ele persegue. Isso depende do time. A melhoria da capital, depende de nós.