LITERATURA Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

LITERATURA

Todo mundo gostaria de ser…

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

13 de Março de 2017

Tão harmonioso quanto Bach
Tão bondoso quanto Chico
Tão inteligente quanto Einstein
Tão perfeito quanto Jesus
Tão pacífico quanto Gandhi
Tão justo quanto Salomão
Tão santo quanto Francisco
Tão caridoso quanto Tereza de Calcutá
Tão belo como David de Michelângelo
Tão habilidoso quanto Dumont
Tão eficiente quanto Sabin
Tão paciente quanto Jó
Tão engraçado quanto Chaplin
Tão inspirado quanto Wagner
Tão poeta quanto Neruda
Tão sentimental quanto Romeu
Tão amorosa quanto Julieta
Tão forte quanto Sansão
Mas tão simples quanto Tolstoi
Tão musical quanto Jobim
Tão bom quanto Drummond
Tão virtuose quanto Mozart
Tão desbravador quanto Rondon
Tão famoso quanto Lennon
Tão bonito quanto Pitt
Tão sincero quanto Galileu
Tão grande quanto Alexandre
Tão sólido quanto Zé Alencar
Tão fiel quanto Abrão
Tão sábio quanto Hawkins
Tão ativa quanto Madame Curie
Tão gente como qualquer um.

Nem é preciso tanto esforço,
Basta Ser, antes de querer Ter.

(Texto de Nonato Albuquerque)

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O ANJO DECAÍDO

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

30 de junho de 2015

Nonato AlbuquerqueanjodecaidoanjoChegou àquele hospital meio chumbado. Não acreditava no que lhe dissera o irmão  mais velho. Teria que partir. Viajar com destino ignorado. Era assim que sempre  acontecia com os moradores daquela colônia. Chegavam ali, se estabeleciam, recuperando-se da longa jornada pela estrada do tempo e, quando já estavam até criando raízes, fazendo amizades mais fortes, vinha sempre alguém com a notícia de que teriam que embarcar.
Não adiantou nada embirrar, bater o pé, dizer que não ia de jeito nenhum. Contra esse tipo de comportamento, eles tinham ações bem práticas. Chegavam ao ponto de convencer ´neguim´ a aceitar, caso contrário teria que ir à força. Danielo foi um desses casos.
Quando soube que teria que ir, fugiu de casa. Mas não foi tão longe. As barreiras de som colocadas por eles ao longo dos caminhos, rapidinho denunciavam os fugitivos. E acabavam caindo nas armadilhas elétricas montadas por todos os pontos.
O pior é que Danielo descobriu que não adiantava fugir, pois haviam sensores instalados dentro do seu cérebro, denunciando-lhe os mínimos movimentos.
Foi apanhado próximo ao umbral da Costaterra, uma espécie de sítio instalado entre a camada iônica do planeta – a ionosfera – e a selva magnética de sons, onde cada morador era sempre tentado a fugir por ela. Para capturá-lo foi preciso injetar-lhe uma droga de efeitos fortes.
Levado ao hospital pelas equipes técnicas, ele foi colocado num descompressor de energia e, pouco a pouco, ele foi sendo compactado ao nível mais baixo de sua vibração. O que sobrou dele foi colocado dentro de uma proveta, mesmo instante em que da superfície da matéria, agentes iniciavam a experiência “in vitro” para a fertilização de óvulos.
Acordou “uma eternidade depois”, preso a vestimentas diferentes e, pelo que soube, passou um bom tempo numa espécie de hibernação para que a operação pudesse ser concluída a contento.
Ao perceber que estava preso outra vez num corpo, gritou, esperneou, mas o eco de sua voz parecia não responder aos impulsos de sua mente. Mãos lhe pegaram jeitosamente e se detiveram alguns minutos a acariciá-lo. Mas o que ele queria era voltar à colônia, ficar com os seus, desistir da viagem à terra nova, sentir-se livre de qualquer amarra, como aquelas vestes que lhe aprisionavam as chances de voltar à luz.
Ouvira alguém dizer que ele nascera. E a voz de uma desconhecida falando baixinho ao seu ouvido: “que bom, que você veio, minha coisa linha!”. Queria gritar que ele não era nenhuma coisa, mas sim um anjo do plano da Luz. E que por ter desobedecido as ordens do seu patrão, fora expulso do Paraíso e viera a essa dimensão, pagar sua dívida. Purgar seu pecado. Nascer homem.

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Sementes das sombras, forças de luz

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA, Sem categoria

27 de junho de 2015

Nonato Albuquerque

Antes, ator de infortúnios e de conquistas,
menti, matei, saqueei; por ideais profanos.
Hoje, entre seres de mentes altruístas,
apodreço entre os humildes hansenianos.

Antes, a lâmina do horror decapitava tiranos
ante o tropel de bárbaros quatrocentistas.
Hoje, ressurecto à vida, após malgrados anos,
somatizo dores de passados egoístas.

As faixas de carne que encobrem o que fomos
são elos da misericórdia divina e de mudança
de semente das sombras em forças de luz.

O hino de amor que, na Terra, hoje compomos
É a certeza dessa consoladora esperança
De que nunca nos abandona, o amor de Jesus

(Inspirado em Jésus Gonçalves)

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Fortaleza289.com.ce

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

10 de Abril de 2015

iracema

Fortaleza, cidade ponto com

De tribos muitas,

Com/unidades tantas;

Idades comuns quantas se achem

por suas ruas apinhadas de carros muitos

Fortaleza de caras e bocas

a ponto de cantar

e contar estórias de seu povo.

Karmas e loucas, brancos guerreiros

Bulinando as iracemas de nossa beira mar.

Fortaleza ponto com sumo,

consumida

Por quem se agita

nas praias de sol(bemol)aradas

Sintonia do canto, do conto, do quanto

amo, do cais do porto à barra da tua saia.

Fortaleza, cidade ponto comedida

Medida de alto a baixo,

Compro metida com seu tempo,

sem planos pro passado

No espaço verticalizado onde habitamos.

Cidade de idade nova,

novidade velha

É teu logo que logo vem à nossa mente

‘Loira desposada do sol’

cidade ardente de luz

Que induz desejos ponto com somente.

Fortaleza de pontos com

ver gentes

Urbana metrópole, suburbana cara

Trafegamos contigo por esse mar

De carros e carros e carros e mais carros.

Neste novo dia de tu mudar de idade

Queremos é ter na mente,

eternizar-te

Tatuando no baobá enorme do Passeio

O coração de amante

dessa bem amada, a/mor/cidade.

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A pena de talião e a sentença de Jesus

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, POESIA

03 de Maio de 2014

No dia em que trouxeram à sua presença
a mulher adúltera, flagrada em pecado,
o mestre Jesus, pelos escribas instigado,
detém-se a fazer valer ágil, sua sentença. 
 
– Qual seria a punição, segundo sua crença,
se de Moisés, o talião era o fiel legado?
Jesus escreve na areia, compenetrado,
Cada falha de quem incita essa querença
 
Ante o silêncio do Messias, a turba dividida
Quer ouvir a resposta, saber qual a saída
O mestre de Israel dará ao caso relatado.
 
Jesus para a lista, que cada vez se medra,
E diz aos fariseus “atire a primeira pedra
Aquele que se achar no mundo sem pecado”. 
 
(Nonato Albuquerque)

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Bem aventurados todos os trabalhadores

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA, Sem categoria

01 de Maio de 2014

case_construtiv1Bem aventurados os que fazem do trabalho a ferramenta de aperfeiçoamento e progresso,

enquanto transitam pela oficina da Terra.

Os que semeiam o chão e recolhem os frutos que alimentam os povos,

ainda que esses nem sequer tomem ciência do trabalho que dá para os que cuidam dessa sementeira.

Bem aventurados os trabalhadores da última hora e, principalmente, os da primeira

que madrugam no atendimento às lides mais simples, nas feiras, nos mercados,

no transportar os trabalhadores para a rotina de mais um dia.

Bem aventurados os que se sacrificam por um trabalho voluntário em favor dos que,

necessariamente, precisam.

Como também são bem aventurados todos os homens e mulheres que constituem a força de uma nação,

muitas vezes anonimamente, seja na tarefa de ensinar as primeiras letras aos peqiuenos,

ou como os mestres que transmitem ensinamentos,

sem nunca terem ido a um banco de escola.

Bem aventuraqdos somos, quando nas tarefas do dia-a-adia soubermos ser gratos à chance de evoluir;

já que é o trabalho a maior força de expressão de toda alma humana; sem o qual o mundo não seria o que é.

 

(Escrito 1.5.2014

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LIVROS. A LEITURA TRANSFORMADORA DE CORTELLA

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

21 de outubro de 2012

Devo muito a Mário Sérgio Cortella – ou ao texto de seu livro ‘Não Espere Pelo Epitáfio” – que me disciplinou a tomar a decisão de me apartar da empresa onde trabalhei por mais de 30 anos. Pinço alguns tópicos que poderão servir de estímulo a quem tem dúvidas sobre roteirizar o seu caminho na Vida.

“Há uma frase que é sempre proferida – quase beirando um chavão – quando em determinadas circunstâncias deseja-se cobrar de alguém uma postura direta, uma posição explícita ou, até, uma atitude clara: Deus vomitará os mornos. Essa ameaça vale também quando se quer amedrontar aqueles ou aquelas que seguem pela vida afora sem nunca aproximar-se minimamente dos extremos, ficando sempre no ansiado ou proclamando como seguro “caminho do meio”, evitando-se assim qualquer risco de transbordamento ou ruptura da prudencia.

Deus vomitará os mornos! Está lá no Apocalipse (último livro da Biblia dos cristãos), capítulo 3, versículos 15 e 16: “Conheço tuas obras: não és frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te da minha boca”

[…] Para não ser morno, é preciso ser radical. Cuidado! Em nosso vocabulário usual é feita uma oportunista confusão entre radical e sectário. Radical é aquele – como lembra a origem etmilógica – que se firma nas raízes, isto é, que não tem convicções superficiais, meramente epidérmicas; radical é alguém que procura solidez nas posturas e decisões tomadas, não repousando na indefinição dissimulada ou nas certezas medíocres. Por sua vez, o sectário é que parcial , intransigente, faccioso, ou seja, aquele que não é capaz de romper com seus próprios contornos e dirigir o olhar para outras possibilidades.

É preciso ter limites; mas estará o limite exatamente no meio? “

Texto: Não espere pelo epitáfio
Provocações Filosóficas
Autor Mário Sérgio Cortella
Editora Vozes

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A bienal cearense e os dez livros mais lidos no mundo

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

16 de agosto de 2012

Agora que estamos a menos 90 dias para a 10ª  Bienal Internacional do Livro do Ceará, que vai acontecer no Centro de Eventos de Fortaleza, alguém sabe dizer quais são os 10 livros mais lidos no mundo? Fácil. O topo da lista ainda é ocupado pela Bíblia. O ‘Livro Vermelho’ de Mao vem em segundo e é até explicável. Aquele mundão de gente na China.

A exceção do brasileiro ‘O Alquimista’ e ‘Quem Pensa Enriquece’, todo o  restante da lista já foi adaptada para o cinema, como Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Crepúsculo, E o Vento Levou. Aliás, o livro de Paulo Coelho é o único que aparece nessa lista dos dez mais lidos.

Com relação à bienal ela acontecerá de 8 a 18 de novembro e homenageará os 120 anos do movimento literário “Padaria Espiritual” – promovido por um grupo de escritores, pintores e músicos no final do século XIX. Outra novidade confirmada é a participação, pela primeira vez, de um Prêmio Nobel de Literatura, o escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em 1986.

 

Vamos a lista:   1. A Bíblia Sagrada 2. O Livro Vermelho 3. Harry Potter 4. O Senhor dos Anéis 5. O Alquimista 6. O Código Da Vinci 7. Crepúsculo 8. E o Vento Levou 9. Quem Pensa Enriquece 10. O Diário de Anne Frank

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A bienal cearense e os dez livros mais lidos no mundo

Por Nonato Albuquerque em LITERATURA

16 de agosto de 2012

Agora que estamos a menos 90 dias para a 10ª  Bienal Internacional do Livro do Ceará, que vai acontecer no Centro de Eventos de Fortaleza, alguém sabe dizer quais são os 10 livros mais lidos no mundo? Fácil. O topo da lista ainda é ocupado pela Bíblia. O ‘Livro Vermelho’ de Mao vem em segundo e é até explicável. Aquele mundão de gente na China.

A exceção do brasileiro ‘O Alquimista’ e ‘Quem Pensa Enriquece’, todo o  restante da lista já foi adaptada para o cinema, como Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Crepúsculo, E o Vento Levou. Aliás, o livro de Paulo Coelho é o único que aparece nessa lista dos dez mais lidos.

Com relação à bienal ela acontecerá de 8 a 18 de novembro e homenageará os 120 anos do movimento literário “Padaria Espiritual” – promovido por um grupo de escritores, pintores e músicos no final do século XIX. Outra novidade confirmada é a participação, pela primeira vez, de um Prêmio Nobel de Literatura, o escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em 1986.

 

Vamos a lista:   1. A Bíblia Sagrada 2. O Livro Vermelho 3. Harry Potter 4. O Senhor dos Anéis 5. O Alquimista 6. O Código Da Vinci 7. Crepúsculo 8. E o Vento Levou 9. Quem Pensa Enriquece 10. O Diário de Anne Frank