MANIFESTAÇÃO CONTRA VIOLÊNCIA NO DIA 13 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

MANIFESTAÇÃO CONTRA VIOLÊNCIA NO DIA 13

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, LEIS, SEGURANÇA

03 de junho de 2013

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Os tempos difíceis para a área de Segurança, no Ceará, têm produzido certas animosidades. Fora as manifestações de esposas de militares, tentando impedir a saída do efetivo para trabalhar em partida de futebol no estádio, a troca de ‘gentilezas’ entre políticos e o líder do movimento grevista dos policiais, agora é anunciada uma grande manifestação para o dia 13 de junho.

Denominado de “Fortaleza Apavorada”, o evento vai se concentrar a partir das 15 horas em frente ao Palácio Abolição, saindo às 17h30min para uma grande marcha pela avenida Beira Mar.

Não se tem conhecimento da paternidade do movimento, embora pela data escolhida podia-se imaginar ligado a algum partido político tentando pressionar o governo e tirar partido da situação. Mas os organizadores se dizem apartidários, sem aspirações políticas, “apenas cidadãos que pagam impostos, exigindo nossos direitos”.

É preciso dizer, no entanto, que na lista de violência que a cidade assiste, nem tudo pode ser equacionado via aparato policial. Demanda tempo e falta de princípios educacionais que foram deixados de lado através de administrações muitas.

Se é grande o número de homicídios , o de assaltos a mão armada, sequestros relâmpagos e atentados contra agências bancárias, há que se levar em conta, também, que pouco ou quase nada o cidadão tem feito para cooperar com a segurança e evitar que a violência se expanda.

Muitas ações criminosas surgem dentro de lares onde famílias se dispersaram; os filhos perderam o respeito aos pais, estes se envolveram em atitudes incorretas e a maioria da população, sequer sabe respeitar as regras mínimas de convivência social.

Vide os números do trânsito e as tragédias fomentadas pelo abuso do álcool. A incursão no mundo de outras drogas, mesmo sabendo dos efeitos nocivos que elas causam. Somos ainda muito responsáveis pelas desordens e conturbações surgidas em ambientes de lazer, como o futebol – onde as praças esportivas se transformaram em arenas de combate entre torcedores.

Que venha a marcha, sim! Mas que sirva, também, para avaliação do papel  de cada um de nós, nesse momento de transição que passa a sociedade humana, corrompendo e sendo corrompida, como se o certo fosse fazer o que é errado. Unica e exclusivamente por reinar a impunidade. Pensar assim é, no mínimo, ignorar o respeito a própria cidadania.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, LEIS, SEGURANÇA

03 de junho de 2013

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Os tempos difíceis para a área de Segurança, no Ceará, têm produzido certas animosidades. Fora as manifestações de esposas de militares, tentando impedir a saída do efetivo para trabalhar em partida de futebol no estádio, a troca de ‘gentilezas’ entre políticos e o líder do movimento grevista dos policiais, agora é anunciada uma grande manifestação para o dia 13 de junho.

Denominado de “Fortaleza Apavorada”, o evento vai se concentrar a partir das 15 horas em frente ao Palácio Abolição, saindo às 17h30min para uma grande marcha pela avenida Beira Mar.

Não se tem conhecimento da paternidade do movimento, embora pela data escolhida podia-se imaginar ligado a algum partido político tentando pressionar o governo e tirar partido da situação. Mas os organizadores se dizem apartidários, sem aspirações políticas, “apenas cidadãos que pagam impostos, exigindo nossos direitos”.

É preciso dizer, no entanto, que na lista de violência que a cidade assiste, nem tudo pode ser equacionado via aparato policial. Demanda tempo e falta de princípios educacionais que foram deixados de lado através de administrações muitas.

Se é grande o número de homicídios , o de assaltos a mão armada, sequestros relâmpagos e atentados contra agências bancárias, há que se levar em conta, também, que pouco ou quase nada o cidadão tem feito para cooperar com a segurança e evitar que a violência se expanda.

Muitas ações criminosas surgem dentro de lares onde famílias se dispersaram; os filhos perderam o respeito aos pais, estes se envolveram em atitudes incorretas e a maioria da população, sequer sabe respeitar as regras mínimas de convivência social.

Vide os números do trânsito e as tragédias fomentadas pelo abuso do álcool. A incursão no mundo de outras drogas, mesmo sabendo dos efeitos nocivos que elas causam. Somos ainda muito responsáveis pelas desordens e conturbações surgidas em ambientes de lazer, como o futebol – onde as praças esportivas se transformaram em arenas de combate entre torcedores.

Que venha a marcha, sim! Mas que sirva, também, para avaliação do papel  de cada um de nós, nesse momento de transição que passa a sociedade humana, corrompendo e sendo corrompida, como se o certo fosse fazer o que é errado. Unica e exclusivamente por reinar a impunidade. Pensar assim é, no mínimo, ignorar o respeito a própria cidadania.