Comerciante cria regras para ladrões lhe assaltarem - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Comerciante cria regras para ladrões lhe assaltarem

Por Nonato Albuquerque em Crônica

12 de Abril de 2012

A que ponto chegamos: cansado de ser assaltado, um comerciante em SP criou ‘regras’ para os ladrões. Ele baixou um “decreto” dirigido aos ladrões e o fixou na porta do estabelecimento, dizendo que ‘fica proibido roubar esta loja aos sábados e domingos”. E mais: que os ladrões só terão direito a levar o equivalente a um salário mínimo.

Não é Brincadeira não. O que  mais parece uma irreverência em torno de um problema sério,  na verdade reflete o sentimento sério de angústia e medo que envolve toda a população.

O comerciante é dono de uma joalheria há mais de dez anos. Explicou que o cartaz é uma forma bem humorada de protesto contra a falta de segurança.

Tem comerciante pela periferia de Fortaleza que já perdeu a conta dos assaltos que sofreu. Pequenas mercearias, mercadinhos e as saudáveis bodegas de bairro vivem hoje gradeadas. O cliente é atendido da Porta.

Câmeras de segurança, hoje em dia estão espalhadas em locais mais humildes. Esforço inútil que o cidadão faz para evitar que os seus bens, sejam tomados pela bandidagem.

Ruas de bairros pobres, onde a miséria impera e a presença de políticos só ocorre em épocas eleitoreiras, são esvaziadas a cada início de noite e tomadas de bandidos. Andar por elas é um risco que se corre.

Há casos de gangues que chegam a cobrar pedágio do cidadão para passar de um lado para o outro da comunidade… Tudo isso é resultado da omissão dos governantes que, por muito tempo, deixaram ao léu a segurança do povo, abrindo espaço para a invasão dos traficantes que passaram a dominar áreas da cidade.

Mesmo com a melhoria do aparato policial – através da criação do Ronda, por exemplo – ainda estamos longe de oferecer respostas
eficazes ao povo.

O melhor exemplo de como as coisas não funcionam é ver que, depois de roubado, assaltado – se a vítima for registrar um B.O. ( boletim de ocorrência), tem a nítida impressão de que foi tempo perdido ir até à delegacia. a polícia não tem pessoal suficiente para atender a demanda de investigação de cada caso. E as vítimas da violência só tem uma saída: rezar para que os céus nos protejam; já que na Terra, as soluções andam a passos de tartaruga.

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Por Nonato Albuquerque em Crônica

12 de Abril de 2012

A que ponto chegamos: cansado de ser assaltado, um comerciante em SP criou ‘regras’ para os ladrões. Ele baixou um “decreto” dirigido aos ladrões e o fixou na porta do estabelecimento, dizendo que ‘fica proibido roubar esta loja aos sábados e domingos”. E mais: que os ladrões só terão direito a levar o equivalente a um salário mínimo.

Não é Brincadeira não. O que  mais parece uma irreverência em torno de um problema sério,  na verdade reflete o sentimento sério de angústia e medo que envolve toda a população.

O comerciante é dono de uma joalheria há mais de dez anos. Explicou que o cartaz é uma forma bem humorada de protesto contra a falta de segurança.

Tem comerciante pela periferia de Fortaleza que já perdeu a conta dos assaltos que sofreu. Pequenas mercearias, mercadinhos e as saudáveis bodegas de bairro vivem hoje gradeadas. O cliente é atendido da Porta.

Câmeras de segurança, hoje em dia estão espalhadas em locais mais humildes. Esforço inútil que o cidadão faz para evitar que os seus bens, sejam tomados pela bandidagem.

Ruas de bairros pobres, onde a miséria impera e a presença de políticos só ocorre em épocas eleitoreiras, são esvaziadas a cada início de noite e tomadas de bandidos. Andar por elas é um risco que se corre.

Há casos de gangues que chegam a cobrar pedágio do cidadão para passar de um lado para o outro da comunidade… Tudo isso é resultado da omissão dos governantes que, por muito tempo, deixaram ao léu a segurança do povo, abrindo espaço para a invasão dos traficantes que passaram a dominar áreas da cidade.

Mesmo com a melhoria do aparato policial – através da criação do Ronda, por exemplo – ainda estamos longe de oferecer respostas
eficazes ao povo.

O melhor exemplo de como as coisas não funcionam é ver que, depois de roubado, assaltado – se a vítima for registrar um B.O. ( boletim de ocorrência), tem a nítida impressão de que foi tempo perdido ir até à delegacia. a polícia não tem pessoal suficiente para atender a demanda de investigação de cada caso. E as vítimas da violência só tem uma saída: rezar para que os céus nos protejam; já que na Terra, as soluções andam a passos de tartaruga.