Crônica Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Crônica

Guia de trabalho do Papai Noel

Por Nonato Albuquerque em Crônica

24 de dezembro de 2017

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Realmente, a figura de Papai Noel dá a impressão de ter usurpado mesmo a festa de Jesus. É ela quem manda e domina tudo; quem dá as cartas (no caso, brinquedos). Somando-se a  isso, o Google lançou um site para que se possa acompanhar a viagem de Papai Noel durante seu dia de trabalho. 

Em www.google.com / santatracker usuários encontram a contagem regressiva  para a chegada do ‘bom velhinho’. O aplicativo que acompanha Papai Noel também pode ser baixado para Android, ou até mesmo instalado como extensão para o Chrome. 

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O desafio de cada um no Natal

Por Nonato Albuquerque em Crônica

22 de dezembro de 2017

Enquanto o espírito de Natal acerca-se de todos, envolvendo-nos numa harmoniosa onda de solidariedade e de festa, há os que estão distanciados de toda essa magia, acometidos por algum tipo de sofrimento, físico ou mental, principalmente pela síndrome comum do final de ano. São indivíduos que vivem sufocados por algum tipo de depressão ou, simplesmente, carentes da estima e da amizade de alguém.

Enquanto as luzes de artifício brilham nas festivas decorações das lojas e das ruas, há quem se mantenha preso a uma teia de sombras de infortúnio, motivadas por suas próprias inconsequências ao longo do ano.

Enquanto sob a árvore de Natal e junto ao presépio do bom menino, acumulam-se os presentes aguardados para a troca de gentilezas na noite santa, há os que sentem extrema necessidade de obter uma simples moeda que lhes possa dar a garantia do pão que sacia a fome da família no dia a dia.
As festas de fim-de-ano para alguns desses, que não sabem ainda cultivar as excelências da humildade e da paciência, se caracterizam, muitas vezes, num instante de depressivo desencanto. Neles, a falta de fé inqueta-lhes os mais íntimos escaninhos da alma.

Por isso, as festas de fim de ano nos remetem à compreensão de que é preciso utilizar a matemática do bom senso, dividindo o que somos mais do que a soma do que temos; multiplicando o esforço de ajuda para esses necessitados e diminuindo a nossa distância egoísta do verdadeiro sentido cristão da festa e a obra redentora do menino que nasceu para nos dar Vida.

O Natal é, por isso mesmo, a resposta do homem comum ao verdadeiro amor que esteve um dia em pessoa na Terra, indicando para nós o caminho da Luz. Para que nos iluminando, iluminássemos o Planeta como um todo.

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A lenda do santo demônio

Por Nonato Albuquerque em Crônica

25 de setembro de 2014

Nonato Albuquerque   

LuciferJá disseram por aí,  que aquilo de bêbado num tem dono. Mas nem com isso os papudinhos largam a garrafa. Nem com a gota da mulesta eles param de beber. Largar do vicio, ih, é difícil! Quando isso acontece, dizem os mais encalacrados, ex-pinguço deixa de BB e se matricula no AA. “Puro retrocesso escolar”, argumentam com uma ponta de sarcasmo.

Pouca gente, porém, conhece a origem do alcoolismo entre as pessoas e o pacto firmado pelo diabo com o bicho-homem ainda nos tempos da criação do mundo.

Conta-se que Deus queria saber como andava sua obra. E anunciou uma festa no céu para todos os seres vivos. Todos os bichos podiam entrar, menos o anjo Lúcifer que andara aprontando das suas e fora banido do condomínio celestial. Quando soube dessa proibição, o diabo ficou com o cão nos couros. Jurou que iria à festa de qualquer maneira e se vingaria de Deus atraindo para as suas hostes, a melhor das suas criaturas. Pegou o “cãolendário´, informou-se sobre o dia, hora e lugar e, deu uma infernal gargalhada, ao saber que se tratava de uma festa à fantasia.

– Festa à fantasia! Uau!”, disse. Tá como o diabo gosta.

Sem que precisasse esquentar muito os miolos, teve uma idéia… como díriamos? Diabólica! Pensou: qual é a maneira mais fácil e sensata de se entrar no céu? É o individuo se tornar um santo. Dito e feito. Lúcifer vestiu uma mortalha branca, botou uma auréola de arame na cabeça, calçou uns ´cãochutes´ novos, encenou um ar de santidade e se mandou.

Passou direitinho por São Pedro, que estava no maior ronco na portaria e nem notou a entrada do demônio.

É bom dizer que das profundezas, o cão – ou melhor, o santo – conduzia um frasco com um pouco de “água ardente” e uma tocha acêsa na ponta com uma brasa retirada dos infernos.

Lá, ele ofereceu isso a todos os convivas. Nenhum bicho aceitou. O passarinho, previdente, se negou a beber daquela água. A caipora também desculpou-se, embora tivesse adorado tragar a essência da chama acêsa. Interessado em proclamar sua vingança, o diabo deu de cara com o bicho-homem, que na festa se vangloriava ser a mais inteligente das criaturas, e que aceitou beber todo aquele vaporoso líquido. Bebeu e bebeu e bebeu até cair de quatro, enquanto Lúcifer aproveitava-se para firmar com ele um pacto demoniaco.

Dali em diante, toda vez que alguém da sua linha de sucessão provasse da água ardente trazida por ele dos quintos, bastava evocá-lo com um pequeno e simples gesto que ele, prontamente, atenderia a qualquer convocação.

Dizem que é por isso que, até hoje, em qualquer botequim de beira de rua, tem sempre alguém derramando no pé do balcão a primeira dose dirigida ao santo. Que na verdade apenas se passara por ele.

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Crônica para mães ainda que não seja seu dia

Por Nonato Albuquerque em Crônica

18 de Fevereiro de 2014

Com ajuda das frases relembradas por Lucas Pamplona

Com ajuda das frases relembradas por Lucas Pamplona

Mãe é um negócio interessante: quando filha, ela nem se tocava com o papel incrível que um dia vai exercer. Quando cresce e vira mãe, aí a coisa pega. Quando pequeno, todo filho faz até desfeita quando lá vem a mãe com os pitos que se tornariam antológicos.

– Engole esse choro agora! – quando a gente mostrava birra por não conseguir aquilo que se queria.

– Juízo, hein? – Quando se ganhava dela a chance de sair com a turma.

– Vou contar até dez… – quando mandava ajeitar a cama e a gente teimava em dizer: vou já. E nunca ia.

E quando a gente ficava com a luz acesa até mais tarde no quarto. Do outro cômodo, já deitada, ela gritava:

– Você acha que eu sou sócia da Light?

Mãe era uma antena. Se, por acaso, os filhos tentava dobrá-la, dizendo que todo mundo vestia-se assim, fazia assim. Ela, na dela:

– Mas você não é todo mundo…

E quando permitia a filha, ainda de menor, sair para uma festinha, lá vinha o aviso:

– Quando chegar me liga e não aceite bebida de ninguém.

Mãe era que nem uma meteorologista. Acertava mais que a Funceme:

– Leve o guarda-chuva porque vai chover.

E chovia!…

E quando a gente queria ganhar alguma coisa e que argumentava ter feito o dever de casa, etc e tal, ela sempre relembrava:

– Não fez mais do que a sua obrigação.

Ah, toda mãe é igual. A sua, a minha. Juro que todas devem ter feito esse curso para ter sempre essas respostas na ponta da língua.

– Tá pensando que está falando com quem? Eu não sou seus amiguinhos não, viu?

Verdade, mãe. A senhora é a senhora mesmo e a gente não pode lhe comparar com nenhum dos nossos amiguinhos. A senhora só se compara com outras mães.

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Natal do menino renascido

Por Nonato Albuquerque em Crônica

12 de dezembro de 2013

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Jesus, amigo:
 
“As cidades em rumorosa festa celebram o teu Natal. Em meio ao ruído das ruas e ao brilho manifesto das decorações natalinas, registradoras multiplicam os lucros de seus donos. Vendedores aflitos se desdobram para atender ao público. Crianças rezam pela conveniência de um brinquedo. Adultos alimentam a esperança de uma lembrança qualquer. Nem que parta de um desconhecido amigo.
 
Nas ruas e avenidas do mundo, um rio de gente navega outra vez o barco da esperança. Todos direcionam seu leme para o mar de ofertas que se alojam pelas vitrines. Tudo é brilho! Tudo é luz! Tudo é festa. E no coração dessa celebração, no entanto, abandonamos-te, de forma incompreensível e sem a menor elegância.
 
Em nenhuma das peças onde teu Natal se manifesta, se ouve teu nome. Nenhuma das vozes na tevê ou no rádio revela o menor sinal de tua presença. Mesmo onde tudo lembra teu aniversário, a figura de um outro homenageado tomou a frente das homenagens. E, em meio a ela, o sonho das crianças se generaliza.
 
Mesmo com o aniversariante deslocado desse tempo, o rio de pessoas circunavega as vitrines; dá voltas em quarteirões repletos; serpenteia avenidas decoradas, como se achasse tudo isso o oceano da mais completa tranquilidade. Só o saber ser teu coração tão generoso, para compreender esse inusitado esquecimento.
 
É que, tu Jesus, te contentas simplesmente em figurar na invisibilidade de um segundo plano, deixando que a generosa força do Amor magnifique e prevaleça em tudo o seu selo. E imponha, em todas as almas ensimesmadas de Luz, a marca de teus gestos mais virtuosos. Por isso, ser o Natal a época de pessoas tão amáveis, como se o espírito da festa incorporasse ao cotidiano de todas elas.
 
Permita amigo, que os corações devotados ao Bem se transformem em manjedouras de Luz para receber a tua irradiada presença. E que eles recolham com a prática do Amor, a tua ascensional virtude. Permita mestre, que esses corações renovados pela Fé acolham a divina Esperança que és, buscando na escola terrena materializar-se como exemplo… uma vez seguinte.”

Texto de Nonato Albuquerque®

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Um apagão e um ministro das minas sem energia

Por Nonato Albuquerque em Crônica

29 de agosto de 2013

Onde é que você estava quando faltou luz?

Gente, o trânsito ficar um caos, não era novidade; porque, todo dia, isso já acontece. Com ou sem energia. Incrível é saber que temos 653 semáforos e dos 120 agentes destacados para ajudar o tráfego, ninguém viu um só da AMC – que o povo chama de Autarquia de Multar Carros.

Na via Expressa, os assaltantes fizeram a festa. E, provavelmente, agradeceram ao São  Blecaute a mãozinha de ajuda naquilo que já fazem todo dia.

O apagão fez gente subir e descer escadas de prédio xingando Dilma e o diabo. Ou seria, o diabo e a Dilmaq?

Teve mulher correndo pro telefone para gritar com o marido que teria esquecido de pagar a conta da Coelce. Mas aí, o telefone sem fio não funcionava.

No comércio, as lojas tinham mais velas acesas do que nos altares da basílica de Canindé.

E quem usa computador, aproveitou o recheio dessa palavra para descompor o ministro Lo bão, que diz ser das Minas e Energia. Ontem, só era ministro das minas dele.

Nos cinemas que exibiam o “Cine Hulliúdy”, a mundiça descarregou o verbo.

Na Assembleia Legislativa, onde a falta de luz no cérebro de muitos é comum, um bocado de aspone, tão logo pintou o blecaute gritou: oba, vamos pra casa mais cedo.

No plenário, deputados governistas, que tentavam defender outro apagão – o do funcionamento dos hospitais públicos denunciados nacionalmente – já botava culpa no Heitor. “Isso é coisa do Heitor!”.

Os médicos cubanos, coitados, depois de assistirem na TV o caos do HGF, começaram a avaliar se foi lá bom negócio a troca feita para trabalho. “Se isso anda assim na capital, imagina nos cafundós do judas para onde a gente vai”.

Mas Edson Lobão, o ministro das Minas (sem energia), garantiu que o apagão é a coisa mais normal do mundo… Normal pra ele, que é um ministro apagado.

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Retrato falado de um homem chamado Jesus

Por Nonato Albuquerque em Crônica

27 de Março de 2013

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido.  Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.”

Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.

Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.

Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.

Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.

Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.

Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.

Seu nome: Jesus.
Seu crime: ter amado a humanidade.

 

Texto de Nonato Albuquerque

para o editorial do ‘Barra’

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ANTES QUE O TEMPO NOS REMETA A OUTRO TEMPO

Por Nonato Albuquerque em Crônica

12 de agosto de 2012

Estivesse o Tempo sob o domínio das forças do Homem e, provavelmente, acrescentaria ele mais algumas horas no atendimento as suas tantas necessidades. Pelo menos é o que se vê normalmente, quando pessoas reclamam não ter Tempo para nada.

Se o amigo reinvidica nossa presença mais constante em seu Tempo, arranjamos desculpas de que nos falta Tempo, embora nos sobrem oportunidades para tantos desatinos na ocupação de nossas horas.

Por justificar a falta de Tempo, há quem se descuide da melhor relação com a família e com os amigos; da oportuna chance de aprender mais para servir-se do esforço do Conhecimento em benefício da própria individualidade.

Há os que têm Tempo para os vícios deletérios e não medem as conseqüências dos seus próprios atos, a ponto de muitos se debaterem depois nas teias do arrependimento quando a justa Lei reclamar sua cobrança.

De que forma usamos esse providencial talento que é o Tempo? Será que ao longo das 24 horas que nos reserva o dia, teremos concedido alguns minutos em favor de nossa própria evolução? E o que estamos a fazer em benefício do próximo?

O Tempo urge, como reclama a velha citação; é preciso avançar no Tempo, já que a sua passagem nos limita muito as ações que hoje poderíamos fazer em benefício nosso e dos outros, antes que a força dele nos remeta de volta a um outro Tempo.

Conheça outros escritos pessoais do Nonato. 

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ELEGIA A UM PAI MORTO QUE CONTINUA VIVO

Por Nonato Albuquerque em Crônica

11 de agosto de 2012

Ele esteve conosco por 84 anos

Quanto mais envelhecia, mais jovem se fortalecia no saber

Quanto mais sabia, menos se fazia vaidoso disso

Porque os sábios entendem de humildade 

como os humildes entendem de sabedoria. 

Assim é meu pai. Circunstancialmente transferido 

a uma dimensão de luz, de onde provém todos os humanos seres. 

Quando felicitados na missão de paternidade, 

eles adquirem uma aura de respeito – se fizerem por onde merecer – 

e recriam a Vida que a divina providência outorga-lhes 

nesse mister misterioso ato de compartilhar a criação. 

São os pais que tonificam a humanidade de novas esperanças

ao trazer da pátria de origem os novos seres. 

Estes, capacitam-se ao trabalho de aprender de novo 

a sagrada virtude da experiência terrena 

e a devotar aos seus responsáveis, o élan de gratidão pela vida. 

Meu pai Mário, hoje estabelecido em uma dimensão de luz, 

nem por isso deixou de visitar-nos. 

Em sonhos ele reaparece, quase sempre, e num deles, 

confortado e comovido, traçou-me uma ideia do além: 

“Morrer não dói”, dizia-me entre um abraço apertado 

e o cheiro dele, que filho algum deixa de lembrar. 

Neste domingo, em que os homens comercializam mais uma data, 

reitero a convicção de que ele existe. A vida é plena. O amor é eterno. 

E, mais dia menos dia, qualquer tempo desses, há um reencontro. 

É quando, uma vez seguinte, a gente vai dizer ‘obrigado’. 

Por ter sido ele o responsável por me trazer à experiência física. 

Por ter sido eu, aprendiz de tudo o que ele, mestre, me deixou. 

Paz pai. Pai, paz. 

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RUI BARBOSA PARA OS DIAS QUE VIVEMOS

Por Nonato Albuquerque em Crônica

16 de junho de 2012

A excelência da obra de  Rui Barbosa é pouco divulgada nos dias de hoje. Dela, gerações mais novas desconhecem a força da oratória desse brasileiro inconfundível e a forma com que ele enxergava a pátria. Nutrido pela ética, respeito e responsabilidade, o baiano Rui Barbosa – o ‘águia de Haia’ – deixou textos maravilhosos e um deles “Tenho vergonha de mim”, está tão atualizado que, lido nos dias de hoje, parece ter sido escrito para os dias que vivemos.

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RUI BARBOSA PARA OS DIAS QUE VIVEMOS

Por Nonato Albuquerque em Crônica

16 de junho de 2012

A excelência da obra de  Rui Barbosa é pouco divulgada nos dias de hoje. Dela, gerações mais novas desconhecem a força da oratória desse brasileiro inconfundível e a forma com que ele enxergava a pátria. Nutrido pela ética, respeito e responsabilidade, o baiano Rui Barbosa – o ‘águia de Haia’ – deixou textos maravilhosos e um deles “Tenho vergonha de mim”, está tão atualizado que, lido nos dias de hoje, parece ter sido escrito para os dias que vivemos.