COMPORTAMENTO Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

COMPORTAMENTO

Do erro que se constitui burrice

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

13 de novembro de 2018

Errar é humano. Permanecer no erro é sintomático: é burrice pura. Esse dito popular não tem prazo de validade, não. Serviu pros nossos pais, como cai como uma luva para os dias de hoje, onde alguns acham normal repetir os atos equivocados de outros, porque os outros fazem. Mesmo que os outros tenham quebrado a cara. Num parece uma idiotice?

Falamos disso em relação à teimosia com que alguns jovens vivem repetindo os vícios cometidos por indivíduos descompromissados de qualquer bom senso, como os que usam as drogas, por exemplo.

Quanta gente jovem passou por experiências lamentáveis de usar drogas e quando tentou largá-las, se viu de repente, aprisionado a exigência de criminosos que bancam a venda de drogas em suas comunidades? Quantos não perderam a vida, porque entraram nessa por curiosidade – pra sentir a experiência da lombra – e quando viu que não era a praia dele, quando tentou largar – descobriu que para voltar à vida normal, de cara limpa e sem amarras nenhuma com o traficante, deu de cara até com ameaça de morte.

Então, a questão toda do viciado não é apenas se livrar do mal, mas não entrar nele de jeito nenhum. Porque é via de mão única. Só vai; não volta. Quem entra não sai. Quem deseja se limpar depois, não tem como.

Por isso, consideramos que errar uma vez, por capricho, curiosidade ou coisas da juventude, seja compreensível. Mas permanecer nesse caminho errado é, simplesmente, desprezar a razão, dar às costas à consciência que se tem da Vida e, principalmente, fugi ao destino comum de todos nós, que nascemos, crescemos e nos destinamos às conquistas maiores do mundo. Que pena, que alguns ainda não se aperceberam disso.

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Como a vida mudou na rua onde você mora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA, TEXTO

08 de novembro de 2018

A rua onde você mora é parte da história da sua vida. É nela que você convive com amigos e pode sedimentar a política da boa vizinhança. Mas, na maioria das vezes, as ruas onde vivemos têm-se se transformado em palco de cenas indesejáveis pelo avanço da criminalidade.
Em muitas delas, as pessoas temem o velho hábito de sentar-se na calçada, tirar papo com vizinhos próximos, discutir os assuntos comuns como futebol, política e vida alheia.

A rua em que a gente vive se tornou um inferno por conta do trânsito neurotizante e pela falta de respeito à lei do silêncio que, muitos pensam, deva ser obedecida só depois das 10 da noite. É engano: ninguém pode perturbar com poluição sonora em tempo nenhum.

O progresso mudou muito a cara da rua de nossa convivência. Sumiram as bodegas de esquina que nos vendiam fiado, dando-nos o crédito com a caderneta. Como se confiava nas pessoas! Os tipos característicos de ontem, como o galego, o doceiro, o pipoqueiro, todos sumiram

Hoje, dominam os bairros os integrantes de facções disputando território. E ao cidadão comum resta se safa em meio às trocas de tiros para não ser vítima das balas perdidas.

Antes era mais fácil contatar com prestadores de serviços úteis o da oficina mecânica; o encanador, o pedreiro que auxiliava rapidinho num problema. Até a bendita rezadeira que nos livrava dos males da alma, sumiu.

A rua em que você mora é parte da história de sua vida. Uma história que já teve melhores dias.

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Sou otimista, e daí?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO, SEGURANÇA

08 de Fevereiro de 2018

Dizem que eu sou otimista, por entender que, apesar de tudo o que acontece de ruim, há sobras de esperanças aguardando o instante de estabilizarem o equilíbrio das coisas. Sou sim. Basta ver, por exemplo, na vida de todos nós. Quando uma dor ou uma doença nos causa aflições, ninguém pensa em se matar por causa disso. O bom sendo recomenda recorrer-se a formas medicamentosas de combate. Um analségico consegue estancar uma dor de cabeça. Um simples chá é possível melhorar um mal estar do estômago. Algumas gotas de qualquer remédio aliviam o sofrimento que estejam se produzindo em nosso organismo.

A mesma coisa acontece com o mundo. Se lá fora a tempestade da violência arrasa ambientes e vidas, há incalculáveis recursos de se alterar esse padrão mental que leva ao medo e a insegurança. Um deles é a cultura de paz. É preciso criar uma mentalidade de pacificação coletiva, num esforço que deve reunir desde os setores públicos – governo, instituições e pessoas – quanto a atitude de cada um, em procurar preservar-se no bem comum de todos.

Um especialista em cultura da paz disse que se a sociedade se mobilizasse verdadeiramente em busca da paz, do mesmo modo que se mobiliza para os embates de guerra, seria facílimo acabar com a violência humana. Acontece que, diante do mal, a maioria das pessoas acha que a única saída é usar os mesmos recursos: Combater o mal com o mal. A violência com a violência. E aí, o velho ditado de que “só brigam dois quando um quer”, perde o seu verdadeiro sentido. Somos otimistas, porque acreditamos na inteligência humana. E a inteligência de alguns sempre tem sobrepujado a ignorância de muitos. Inclusive, a que formata toda essa violência.

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Da tentativa de suborno a um guarda municipal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

30 de agosto de 2017

A abordagem de uma equipe da Guarda Municipal, na última segunda feira, na avenida Leste Oeste, durante a apreensão de uma moto sem documentação, deu margem a várias interpretações sobre a atitude das partes envolvidas. Questionam os familiares da vítima que o guarda chegou a sugerir a possibilidade de liberar o veículo mediante pagamento de toco, no que poderia se constituir numa espécie de indução ao crime de suborno.

Depois de indagar ao jovem abordado, “o que você pode fazer pela gente”, o guarda deixa no ar a interpretações de que estaria propenso a negociar com o universitário. O interpelado, por sua vez, chega a oferecer 100 reais e depois sobe a quantia para 150 – o que já seria motivo para a prisão dele.

Nas redes sociais, internautas consideraram que a demora do guarda em obedecer ao que manda lei, a partir da primeira oferta do jovem, poderia se constituir numa forma de indução ao crime de suborno.

Divulgado no Barra, o vídeo ganhou as redes sociais, comentários de internautas, alguns considerando a necessidade de aprimoramento na forma de abordagem por parte de alguns integrantes dessa corporação.

Na verdade, num país onde a corrupção impera em todos os segmentos, não se pode mais admitir qualquer deslize que possa dá margem a esse tipo de interpretação.

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Partiu#Trump: do tamanho do seu ego

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

12 de Janeiro de 2017

Quando se vê uma pessoa como esse presidente eleito dos EUA tomando atitudes que fogem às regras do esperado, é que vemos como tem gente que se acha auto-suficiente, pensando ser melhor que as outras, como se fossem donos do mundo e da verdade.

Ninguém pode se considerar conhecedor de tudo. Por isso, quando Donald Trump desagrega as pessoas, incitando à xenofobia, que é a aversão e antipatia em relação aos estrangeiros – anunciando a expulsão de todos os latinos, a construção de um muro na fronteira do México e levando as pessoas de seu país a pensarem que só elas são as melhores -, isso nos faz lembrar que ninguém é nada sozinho. Que ninguém faz nada sozinho. Uma nação se constroi com o esforço e a ajuda de todos os povos vindos dos mais diferentes lugares.

Eu li ontem nas redes sociais, uma frase que me inspirou esse comentário: “O ser humano sabe que até pra morrer, precisa de alguém para enterrá-lo”. E é verdade. Nós todos dependemos de outros para existirmos. Dos pais para nos conceber. Da ajuda de mãos amigas para nascermos. De outras para o aprendizado. Ninguém é uma ilha para se sentir suficientemente capaz de fazer tudo sozinho.
Em todos os lugares, profissionais atuam em equipe para dar conta de suas tarefas. Aqui mesmo na tv, eu preciso do trabalho dos repórteres, dos câmeras, do diretor de imagem, do sonoplasta, da moça dos caracteres e de uma enorme legião de outros profissionais para chegar esse noticioso até você.

Quem se acha capaz de fazer tudo sozinho, é alguém ainda muito equivocado, que não percebeu da necessidade do outro para dar conta do serviço.
Quando indagado sobre qual era a maior chaga da humanidade, um sábio do século 18 revelou uma verdade: é o egoísmo. Porque impede o progresso moral.

Se pensarmos bem, toda essa desordem social de corrupção, degradação política, violência, insegurança e dor, provém unicamente de pessoas que se consideram donas de si e têm aquele mesmo pensamento tacanho de que “eu sou eu, depois de mim só meu retrato”. Como se achassem capazes de fazer tudo sozinhas.

Se você ainda pensa dessa maneira, procure mudar para se conscientizar sobre o novo tempo que já reina no mundo. Onde os valores da vida são outros. Onde o respeito a concidadania, a boa convivência, é tudo. Só mesmo os retardatários do progresso humano é que ainda sobrevivem como se tivessem um rei na barriga. Assim como alguns animais, esse tipo de gente, também, é uma espécie em extinção.

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Fortaleza discute princípios do que vem a ser uma cidade educadora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

07 de novembro de 2016

cidadefortaleza

Um encontro discute hoje em Fortaleza, os princípios do que seja uma cidade educadora. Aquela que contemple o ideal de bom relacionamento entre as pessoas e busque valorizar as boas ideias. Uma cidade modelo, exemplar.

Você há de dizer que isso mais parece utopia, sonho. Que não existe uma cidade ideal. Evidente que não; mas a tentativa de discutir esse tema entre os habitantes já é um bom sinal. Um avanço. Toda caminhada sempre começa do primeiro passo. E Fortaleza se alia às demais cidades onde o projeto de cidade melhor vem sendo discutido. Alguns devem achar que a responsabilidade de se ter uma cidade assim, deva ser apenas dos gestores. Não, na verdade, a população tem muito a ver com isso.

Quando o cidadão comum se relaciona bem com seus vizinhos. Quando você trata os moradores da sua rua, do prédio onde mora ou no trabalho, não apenas como mais uma pessoa qualquer, mas um integrante nesse processo de se melhorar o mundo, o ideal de concidadania se reflete. Quando você não discute o pensar e o viver do outro, por achar que não combina com o seu, você está dando chances a que as pessoas tenham a liberdade de expressão própria. Os problemas de violência são gerados a partir dessas visões de intolerância seja em relação a credo, cor ou visão sócio-econômica.

No exercício do fazer cidadania, os órgãos públicos operam com qualidade – ou a busca dela. As autoridades agem com justeza. Todos se permitem a vivenciar um espaço onde a gentileza seja a marca predominante. Gentileza gera gentileza. Seja no ônibus; na fila do banco; na porta da igreja ou em qualquer parte. Quem deseja o melhor para a sua vida, faz por onde merecer uma cidade educada e que sirva de modelo para que outras se empenhem em cada vez melhorar a convivência de todos. Se não há cidades educadoras, há alguns bairros que estão lançando as sementes para a colheita desses frutos. O que você tem feito no seu bairro, na sua escola, no seu emprego para que isso aconteça?

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A olimpíada da vida que todos nós disputamos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

16 de agosto de 2016

A vida humana se assemelha muito com um desafiante jogo de superações. Uma espécie de Olimpíada. Estamos constantemente vivendo uma grande disputa. A disputa pela excelência da vida. Cada um de nós, pode muito bem ser identificado como um atleta. Buscamos atingir metas. Objetivos. Os atletas desse campeonato buscam mérito de sobrevivência nesse admirável jogo de superações. A exemplo das modalidades esportivas como a das Olimpíadas do Rio, cada um de nós vem ao mundo para enfrentar os desafios do cotidiano e conseguir obter bons resultados, a partir de muito treinamento e prática. Sem esforço, nada se consegue.

Há os que nascem dispostos a potencializar suas energias físicas em favor de objetivos que envolvam, principalmente, a vitória sobre as suas deficiências. E se levarmos em conta os desafios de ordem moral, cada conquista merece medalha. Os que vencem os obstáculos da impaciência. Os que que conseguem saltar as barreiras de suas falhas morais, responsáveis por esse rastro de misérias que assolam as manchetes do dia-a-dia. Em tudo e por tudo é preciso engajamento ao que se deseja obter. Por isso, como em toda disputa, é necessário preparo, exercício. Sem cansaço, suor e lágrimas, nada se consegue.

Conta muito o esforço pessoal e, claro, a ajuda de parceiros. O pódio daqueles que detinha vícios e conseguiram se superar, só é alcançado pelos que, realmente, focam seus objetivos em vencer não os outros, mas a si próprio. Para alguns, vencer seus defeitos é tarefa dificil de ser atingida e, por isso, alguns chegam a desistir no meio do caminho. O bom atleta, porém, não foge da raia. Aprimora-se nas derrotas e humilda-se nas vitórias, por entender que todos os indivíduos buscam o aprimoramento da alma nesse jogo da vida. O tempo conta, é verdade; mas só é vitorioso os que são determinados à disputar – sem fraquejar. Por cima de todas as dificuldades.

Como um bom desafiante da natação, no jogo da vida é preciso mergulhar de cabeça no intuito de vencer esses desafios que surgem à nossa frente: o do egoísmo. O do orgulho. O da preguiça. E, principalmente, vencer o ódio – esse germe que se encontra adormecido em nosso interior e que é despertado sempre ao menor sinal de inquietação que alguém nos faça. Os que se irritam facilmente e não conseguem sustar as ameças da agressividade, são os atletas que correm em busca de vencer a violência. Quem consegue se manter pacífico diante de toda essa onda de violência, merece a medalha da superação e passa a ser um herdeiro da Terra: bem aventurados os mansos e os pacíficos pois eles herdarão a Terra, disse um mestre maior nessa caminhada terrena. É preciso vencer esses desafios. A vida é uma barra pesada, sim; mas para vencê-la basta se candidatar à modalidade do Bem. Praticando-o em favor do próximo. No Bem residem os louros da vitória. No Bem, estão as medalhas que vão honrar todo atleta que se dispuser a ser o melhor na vida.

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Pequenas advertências para engrandecer almas afins

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

03 de agosto de 2016

Como é mesmo aquele provérbio antigo? “Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe”. Na verdade, o mal é apenas a ausência do bem. O bem anda atravancado no íntimo das pessoas. Pode olhar como tem gente indisposta, falando mal das coisas, destratando pessoas, assumindo um rei na barriga como se o poder, que detenham provisoriamente, seja uma coisa eterna.
Há pessoas infelizes que vêem o mundo pelos seus olhos infelicitados. O ser humano é um projeto mal acabado, que precisa da ajuda de cada um para se aperfeiçoar.

Somos um poço de mistérios. Você pode ver, como ninguém se conhece diante de uma situação indesejável. Basta uma pessoa pisar no seu calo; dizer uma palavra fora de ordem, para que o monstro que é alimentado em nosso interior, acorde e reaja da maneira mais impensada do mundo.
Por isso, é sempre bom ter à vista a certeza de que nada é eterno. Tudo passa. Que se você sofre algum tormento, isso logo cessará quando você mesmo decidir buscar ajuda. Ninguém é um ilha para viver sozinho. Todos precisamos de auxílio.

Quando você assume um posto de trabalho, sob cuja dependência estão dezenas de outras pessoas, você não é mais importante do que os outros. Líder é o que tem humildade e sabedoria de reconhecer os seus erros, aprimorando-se e não se sustentando na impressão de que só quem sabe de tudo é você.

Você é parte de uma escrita do seu livro da Vida. E a vida tem muitas estórias. Muitas pessoas.
Não é o seu dia aziago, negativo, desordenado, que deve ser repassado aos outros. Quem tem problemas de um dia estar bem e no outro andar com a cara amarrada, precisa de cuidados. De médico. As doenças da alma são mais terríveis que aquelas que atacam o corpo.

Busque ser melhor. Busque ter vida. E não fazer da vida dos outros, uma desgraça.

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Preso deve pagar despesas para a própria manutenção?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

23 de junho de 2016

prisaoQuem analisa a situação dos presídios, provavelmente, já deve ter aventado com a possibilidade de o Governo implementar medidas para uma maior integração dos presos ao sistema. Eu falo de cobrar deles, uma forma de ressarcir o Estado pelas despesas que eles causam ao sistema e pela própria manutenção de cada um.

Um projeto de lei em tramitação no Senado propõe que os presos paguem despesas para própria manutenção no sistema prisional, seja em dinheiro ou na forma de trabalho. Aqui no Ceará chegou-se a aventar a possibilidade de remissão de pena pela leitura de livros. O lado moleque do cearense criou até piada, dizendo que se for pelo tamanho da obra lida, os leitores da Bíblia certamente estão mais próximos de ser liberados.

Mas há quem pense de maneira mais objetiva. Segundo o  projeto nº 580 de 2015, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), a alteração da Lei de Execução Penal é uma forma de “o preso ressarcir o Estado”.

No texto, o autor justifica que o sistema prisional no Brasil passa por uma “grave situação”, sendo a falta de recursos um dos principais motivos.

“Se as despesas com a assistência material fossem suportadas pelo preso, sobrariam recursos que poderiam ser aplicados em saúde, educação, em infraestrutura etc.”, sugere o senador.

Se o legislador se atém ao aspecto pecuniário para reforçar o caixa da União, é preciso lembrar que todo indivíduo – em idade produtiva – deve ser responsável pelo seu sustento. Não se pode impor ao Estado a tarefa de prover com alimentação todo essa população carcerária, sem exigir dela um só centavo de retorno.

Preso que passa o dia comendo e dormindo, sem fazer nada, trocando ideias nada convincentes com seus pares, ocupando-se de aperfeiçoar mais e mais no crime, não oferece nenhuma expectativa de recuperação. É preciso urgentemente mudar essa mentalidade medieval, de que prisões são apenas masmorras para deixar até à morte os que cometem algum erro, sem chances nenhuma de retornarem ao convívio social.

É preciso dar a cada um deles, motivação para o trabalho, a fim de ressarcir o Estado. Exigência para o estudo, fortalecendo o ideal de transformação, corremos o risco de viver e conviver ‘ad infinitum’ – eternamente – com essa roda viva de rebeliões, fugas, quebra-quebra e violência.

Enquanto o tempo de prisão não servir para escolarizar essas almas equivocadas, não sairemos do lugar comum que estamos assistindo.

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Leitura para quem acha que o mundo piora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

02 de junho de 2016

éticaAté que ponto a crise lhe afeta? Não falo só da crise do bolso; da falta de grana; da inflação desenfreada e do desemprego. Falo da crise de valores que leva você a se surpreender com essa loucura que, diariamente, surgem nas informações. Da pouca vergonha de quem rouba a sua confiança. Dos meios de se alcançar um objetivo, usando formas Ilícitas, com o fim de se dar bem. Quando menos se espera, surge uma denúncia de corrupção aqui, ali, alhures – envolvendo gente de respeito e de quem se imaginava ‘acima de qualquer suspeita’. Mas isso não acontece apenas nas altas esferas da Política, nem no mundo das grandes empresas. É algo do nosso dia-a-dia.

Quantas vezes não nos deparamos com atitudes que denotam a nossa falta de respeito ao meio ambiente, por exemplo? A falta de educação não nos permite a simples cortesia de ceder lugar a uma pessoa mais velha num banco de ônibus. Quantos de nós, quando guiadores, não fechamos o cruzamento das ruas, ampliando ainda mais os engarrafamentos?

A crise da moral é capaz de subverter a ordem de filhos inquietarem os pais com ações criminais que os levam à serem tutelados pelo Estado, nessas unidades sócio-recreativas. Isso tudo gera uma desconfiança de que o mundo anda em atraso; que estamos involuindo – ao invés de se avançar em busca do aperfeiçoamento. Nada disso.

O mundo continua na marcha em busca de tempos melhores. Passamos por uma transição, onde todos os podres da sociedade serão expostos em praça pública, até que se tomem medidas saneadoras de combate à essa desordem moral. E é bom que se diga, que isso compete não só às autoridades, mas a cada um. Tudo isso passa por uma noção de ética.

Ética, para quem não foi apresentado, é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes questões da vida: Quero? Devo? Posso? Porque, na verdade, tem coisa que eu quero mas não devo; tem coisa que eu devo mas não posso e tem coisa que eu posso mas não quero. O entendimento disso, por cada um, nos levará ao mundo melhor que tanto desejamos.

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Leitura para quem acha que o mundo piora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

02 de junho de 2016

éticaAté que ponto a crise lhe afeta? Não falo só da crise do bolso; da falta de grana; da inflação desenfreada e do desemprego. Falo da crise de valores que leva você a se surpreender com essa loucura que, diariamente, surgem nas informações. Da pouca vergonha de quem rouba a sua confiança. Dos meios de se alcançar um objetivo, usando formas Ilícitas, com o fim de se dar bem. Quando menos se espera, surge uma denúncia de corrupção aqui, ali, alhures – envolvendo gente de respeito e de quem se imaginava ‘acima de qualquer suspeita’. Mas isso não acontece apenas nas altas esferas da Política, nem no mundo das grandes empresas. É algo do nosso dia-a-dia.

Quantas vezes não nos deparamos com atitudes que denotam a nossa falta de respeito ao meio ambiente, por exemplo? A falta de educação não nos permite a simples cortesia de ceder lugar a uma pessoa mais velha num banco de ônibus. Quantos de nós, quando guiadores, não fechamos o cruzamento das ruas, ampliando ainda mais os engarrafamentos?

A crise da moral é capaz de subverter a ordem de filhos inquietarem os pais com ações criminais que os levam à serem tutelados pelo Estado, nessas unidades sócio-recreativas. Isso tudo gera uma desconfiança de que o mundo anda em atraso; que estamos involuindo – ao invés de se avançar em busca do aperfeiçoamento. Nada disso.

O mundo continua na marcha em busca de tempos melhores. Passamos por uma transição, onde todos os podres da sociedade serão expostos em praça pública, até que se tomem medidas saneadoras de combate à essa desordem moral. E é bom que se diga, que isso compete não só às autoridades, mas a cada um. Tudo isso passa por uma noção de ética.

Ética, para quem não foi apresentado, é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes questões da vida: Quero? Devo? Posso? Porque, na verdade, tem coisa que eu quero mas não devo; tem coisa que eu devo mas não posso e tem coisa que eu posso mas não quero. O entendimento disso, por cada um, nos levará ao mundo melhor que tanto desejamos.