Políticos tomam posse. E as promessas, também? - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Políticos tomam posse. E as promessas, também?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA, SEGURANÇA

02 de Janeiro de 2017

De todo falatório dos que tomaram posse ontem, choveu promessas de que esforços serão envidados para a área de segurança. Esse foi o quesito mais citado entre os desejos de ano novo feito pela população em Fortaleza. Também pudera: apesar da redução nos números de homicídios, a insegurança anda à solta pelas ruas de uma cidade que conquista o coração dos turistas do mundo todo, que por aqui vêm se gratificar com a beleza das praias, mas acaba se deparando com uma onda nada agradável de ações violentas.

O prefeito Roberto Cláudio juntou às vozes das ruas, a sua promessa de que a Guarda Municipal vai ser fortalecida para atuar junto com as forças de segurança do Estado. Um vice com cara de xerife – e não apenas a cara, mas a profissão dele – promete arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, já que vice (quase sempre) nunca apitou nada. Na maioria das vezes, vice tem sido uma figura decorativa que, no caso da Prefeitura, nunca se entendeu com o prefeito de plantão.

Juraci brigou com Márlon Cambraia; depois cortou relações com a vice Isabel Lopes, no segundo mandato. O Cambraia andou ser atritando com Marcelo Teixeira. A ‘lôra’ Luiziane Lins nunca deixou o Carlos Veneranda assumir durante suas viagens e nem deu muita bola pra Tin Gomes. Roberto Cláudio bateu de frente com Gaudêncio Lucena. Quase todos por conta de relacionamento político.

Esse estigma de prefeito não se dar bem com seus vices tem que ser revisto. A cidade acaba perdendo chances de ter uma vice prefeitura montada com um ‘staff’ de pessoas que, na realidade, não tem representatividade nem para substituir o prefeito quando esse viaja. Com o xerife Moroni, espera-se que a ‘politicagem’ de outras administrações seja banida tanto quanto se deseja acabar com a bandidagem.

Uma cidade não pode viver refém das diatribes de políticos que não sabem relevar essas questiúnculas e acabam dando mau exemplo a população. É preciso dar corpo e forma a uma política de segurança, onde Estado e município, atuem juntos em favor de dias melhores. Estamos cansados de ser relacionados, lá fora, como ”cidade bonita, mas é aquela que aparece no ranking das mais violentas do mundo?”, como ouviu durante viagem que fez à China, o governador Camilo Santana. Se querem acabar com a insegurança de Fortaleza, que se acabe com as brigas entre dirigentes e que as promessas de campanha e as feitas ontem na posse, tomem posse também junto com seus dirigentes.

Publicidade aqui

leia tudo sobre

Políticos tomam posse. E as promessas, também?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, POLÍTICA, SEGURANÇA

02 de Janeiro de 2017

De todo falatório dos que tomaram posse ontem, choveu promessas de que esforços serão envidados para a área de segurança. Esse foi o quesito mais citado entre os desejos de ano novo feito pela população em Fortaleza. Também pudera: apesar da redução nos números de homicídios, a insegurança anda à solta pelas ruas de uma cidade que conquista o coração dos turistas do mundo todo, que por aqui vêm se gratificar com a beleza das praias, mas acaba se deparando com uma onda nada agradável de ações violentas.

O prefeito Roberto Cláudio juntou às vozes das ruas, a sua promessa de que a Guarda Municipal vai ser fortalecida para atuar junto com as forças de segurança do Estado. Um vice com cara de xerife – e não apenas a cara, mas a profissão dele – promete arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, já que vice (quase sempre) nunca apitou nada. Na maioria das vezes, vice tem sido uma figura decorativa que, no caso da Prefeitura, nunca se entendeu com o prefeito de plantão.

Juraci brigou com Márlon Cambraia; depois cortou relações com a vice Isabel Lopes, no segundo mandato. O Cambraia andou ser atritando com Marcelo Teixeira. A ‘lôra’ Luiziane Lins nunca deixou o Carlos Veneranda assumir durante suas viagens e nem deu muita bola pra Tin Gomes. Roberto Cláudio bateu de frente com Gaudêncio Lucena. Quase todos por conta de relacionamento político.

Esse estigma de prefeito não se dar bem com seus vices tem que ser revisto. A cidade acaba perdendo chances de ter uma vice prefeitura montada com um ‘staff’ de pessoas que, na realidade, não tem representatividade nem para substituir o prefeito quando esse viaja. Com o xerife Moroni, espera-se que a ‘politicagem’ de outras administrações seja banida tanto quanto se deseja acabar com a bandidagem.

Uma cidade não pode viver refém das diatribes de políticos que não sabem relevar essas questiúnculas e acabam dando mau exemplo a população. É preciso dar corpo e forma a uma política de segurança, onde Estado e município, atuem juntos em favor de dias melhores. Estamos cansados de ser relacionados, lá fora, como ”cidade bonita, mas é aquela que aparece no ranking das mais violentas do mundo?”, como ouviu durante viagem que fez à China, o governador Camilo Santana. Se querem acabar com a insegurança de Fortaleza, que se acabe com as brigas entre dirigentes e que as promessas de campanha e as feitas ontem na posse, tomem posse também junto com seus dirigentes.