Páscoa, momento de reflexão e não de desregramentos - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Páscoa, momento de reflexão e não de desregramentos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Abril de 2019

A quinta feira maior, véspera da celebração da paixão e morte do mestre do cristianismo, tem um significado especial de reflexão que, aos poucos, a humanidade se encarrega de alterar. Dos tempos em que os fiéis se comprometiam ao silêncio e a meditação, seguindo à risca os ditames da liturgia religiosa, hoje quase nada disso acontece.

Houve época em que se exagerava, pedindo aos católicos algumas penitências que chegavam às raias do absurdo – como passar o dia calado, de se falar apenas o necessário; de não tomar banho, cobrir as imagens dos santos e não se ouvir música a não ser a dos grandes mestres. Hoje nem o jejum e nem a abstinência parecem ser colocados em prática. Evidente que ninguém deseja a continuidade de tais sacrifícios, mas um ponto chama atenção nesses dias maiores.

Os números da violência urbana na Semana Santa, por incrível que pareça, chegam a ultrapassar as ocorrências do carnaval, numa completa disssociação com o sentido da época. É na Semana Santa, onde alguns ingerem mais vinho e acabam transformando as estradas em vias crúcis de dor e desespero, fazendo com que o calvário de suas famílias se intensifique ainda mais nesses dias maiores. Não se quer as penitências absurdas do passado; tampouco a obediência à dieta desse tempo. Se faz necessário sim, o jejum dos maus pensamentos; das ações malévolas e negativas e a abstinência total de atos que maculam a fé e o nome do grande sacrificado que é o Cristo. A Páscoa é momento de reflexão e não de desregramentos.

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Páscoa, momento de reflexão e não de desregramentos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Abril de 2019

A quinta feira maior, véspera da celebração da paixão e morte do mestre do cristianismo, tem um significado especial de reflexão que, aos poucos, a humanidade se encarrega de alterar. Dos tempos em que os fiéis se comprometiam ao silêncio e a meditação, seguindo à risca os ditames da liturgia religiosa, hoje quase nada disso acontece.

Houve época em que se exagerava, pedindo aos católicos algumas penitências que chegavam às raias do absurdo – como passar o dia calado, de se falar apenas o necessário; de não tomar banho, cobrir as imagens dos santos e não se ouvir música a não ser a dos grandes mestres. Hoje nem o jejum e nem a abstinência parecem ser colocados em prática. Evidente que ninguém deseja a continuidade de tais sacrifícios, mas um ponto chama atenção nesses dias maiores.

Os números da violência urbana na Semana Santa, por incrível que pareça, chegam a ultrapassar as ocorrências do carnaval, numa completa disssociação com o sentido da época. É na Semana Santa, onde alguns ingerem mais vinho e acabam transformando as estradas em vias crúcis de dor e desespero, fazendo com que o calvário de suas famílias se intensifique ainda mais nesses dias maiores. Não se quer as penitências absurdas do passado; tampouco a obediência à dieta desse tempo. Se faz necessário sim, o jejum dos maus pensamentos; das ações malévolas e negativas e a abstinência total de atos que maculam a fé e o nome do grande sacrificado que é o Cristo. A Páscoa é momento de reflexão e não de desregramentos.