O Ceará precisa atualizar os sermões do Padre Cícero - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O Ceará precisa atualizar os sermões do Padre Cícero

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de Abril de 2018

O padre Cícero Romão Batista costumava em suas pregações dominicais, em Juazeiro, lançar uma advertência para que os fiéis, que tivessem cometido algum erro, algum pecado, buscassem evitar a repetição desses atos condenáveis. Esses sermões precisam ser atualizados nos dias atuais.

Sabe-se que, em certa ocasião dezenas de integrantes do cangaço chegavam à meca do Cariri, a fim de participar das romarias e, nessas ocasiões, o sermão do Padim Ciço parecia destinar a eles. “Quem errou, não erre mais”. “Quem pecou, não peque mais”, advertia o sacerdote, ele próprio conhecedor do perfil violento do homem nordestino.

Essa herança atávica, que é a violência, persiste nos dias de hoje. O cangaço moderno age atacando bancos no interior. Deita vítimas pelo chão das cidades, como Fortaleza que assiste o ritual das mortes de jovens provocado pelas várias facções criminosas que reincorporam a violência do antigo cangaço.

Se vivo fosse, provavelmente, o padim Ciço faria sermões, hoje em dia, voltados à conclamar que errar é humano, mas persistir no erro é burrice, como se poderia traduzir o discurso do religioso que permanece tão vivo no coração de tantos nordestinos, mas cuja mensagem parece ter sido dissipada com o tempo.

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O Ceará precisa atualizar os sermões do Padre Cícero

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de Abril de 2018

O padre Cícero Romão Batista costumava em suas pregações dominicais, em Juazeiro, lançar uma advertência para que os fiéis, que tivessem cometido algum erro, algum pecado, buscassem evitar a repetição desses atos condenáveis. Esses sermões precisam ser atualizados nos dias atuais.

Sabe-se que, em certa ocasião dezenas de integrantes do cangaço chegavam à meca do Cariri, a fim de participar das romarias e, nessas ocasiões, o sermão do Padim Ciço parecia destinar a eles. “Quem errou, não erre mais”. “Quem pecou, não peque mais”, advertia o sacerdote, ele próprio conhecedor do perfil violento do homem nordestino.

Essa herança atávica, que é a violência, persiste nos dias de hoje. O cangaço moderno age atacando bancos no interior. Deita vítimas pelo chão das cidades, como Fortaleza que assiste o ritual das mortes de jovens provocado pelas várias facções criminosas que reincorporam a violência do antigo cangaço.

Se vivo fosse, provavelmente, o padim Ciço faria sermões, hoje em dia, voltados à conclamar que errar é humano, mas persistir no erro é burrice, como se poderia traduzir o discurso do religioso que permanece tão vivo no coração de tantos nordestinos, mas cuja mensagem parece ter sido dissipada com o tempo.