O sermão do Padre Cícero atualizado aos dias de hoje - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O sermão do Padre Cícero atualizado aos dias de hoje

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2018

Quem roubou, não roube mais. Quem matou não mate mais. Essa era a pregação do mais popular religioso brasileiro, o Padre Cícero Romão, para uma geração que, nos anos 30, convivia com a praga da violência do cangaço. O fundador da cidade de Juazeiro, tentava despertar entre aqueles de má índole que o procuravam em busca de penitência e perdão, a necessidade de largar a vida miserável fomentada por ódio, vingança e inveja. Já notaram como essas mazelas da alma humana continuam dando carga à criminalidade nos dias de hoje?

Agora em 2018, completam 80 anos da morte da figura a que o Padre Cícero mais buscava resgatar – Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Alguns críticos do religioso nunca entenderam como um homem de bem buscava ter encontros com um marginal como Lampião. Esquecem de que o mestre do cristianismo dizia não ter vindo para os sãos e sim para os desgarrados do redil divino.

Caso estivesse na Terra nos dias de hoje, o Padre Cícero estaria a repetir o mesmo sermão daqueles dias, diante do mar de violência que se alastra no Ceará, unica e exclusivamente porque ainda somos analfabetos das virtudes do céu.

Quando a gente vê tantos voltados para a criminalidade, roubando, matando, corrompendo como fazem muitos políticos nos tempos de hoje, que falta faz o discurso do taumaturgo de Juazeiro, para a multidão de náufragos desse oceano de miséria que assola os corações humanos.

Provavelmente, ele estaria a repetir: quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais. Isso, no entanto, não invalida a dívida com os mal feitos; mas, certamente, oferece uma oportuinidade de mudar a postura na vida de quem errou.

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Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2018

Quem roubou, não roube mais. Quem matou não mate mais. Essa era a pregação do mais popular religioso brasileiro, o Padre Cícero Romão, para uma geração que, nos anos 30, convivia com a praga da violência do cangaço. O fundador da cidade de Juazeiro, tentava despertar entre aqueles de má índole que o procuravam em busca de penitência e perdão, a necessidade de largar a vida miserável fomentada por ódio, vingança e inveja. Já notaram como essas mazelas da alma humana continuam dando carga à criminalidade nos dias de hoje?

Agora em 2018, completam 80 anos da morte da figura a que o Padre Cícero mais buscava resgatar – Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Alguns críticos do religioso nunca entenderam como um homem de bem buscava ter encontros com um marginal como Lampião. Esquecem de que o mestre do cristianismo dizia não ter vindo para os sãos e sim para os desgarrados do redil divino.

Caso estivesse na Terra nos dias de hoje, o Padre Cícero estaria a repetir o mesmo sermão daqueles dias, diante do mar de violência que se alastra no Ceará, unica e exclusivamente porque ainda somos analfabetos das virtudes do céu.

Quando a gente vê tantos voltados para a criminalidade, roubando, matando, corrompendo como fazem muitos políticos nos tempos de hoje, que falta faz o discurso do taumaturgo de Juazeiro, para a multidão de náufragos desse oceano de miséria que assola os corações humanos.

Provavelmente, ele estaria a repetir: quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais. Isso, no entanto, não invalida a dívida com os mal feitos; mas, certamente, oferece uma oportuinidade de mudar a postura na vida de quem errou.