Consumismo tem mais fiéis do que todas religiões - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Consumismo tem mais fiéis do que todas religiões

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2018

No dia da “Black Friday”, uma constatação. O consumismo tornou-se a doutrina mais poderosa da face da Terra. Ela tem convertido mais fiéis do que o cristianismo, hinduísmo, budismo, islamismo ou qualquer outra religião.

Diariamente, os seguidores dessa nova ordem capitalista superlotam os centros de demonstração dessa fé. São os modernos shoppings, construídos intencionalmente à semelhança das antigas catedrais para atrair mais adeptos.

Afinal, que são as vitrines das lojas desses centros de compra senão nichos consagrados ao paganismo – ou seria melhor escrever, ao PREGÃOnismo -, onde indivíduos se debruçam nelas e fazem promessas ao deus-grana para obter o milagre da compra.

No interior dessa nova religião, tudo é “clean”. Tudo é limpo. Tudo sugere vitória, como se ter a chance de penetrar ali, fosse tarefa destinada apenas a alguns eleitos. Quem já viu um pedinte ou qualquer pobre circulando por lá, angariando a caridade pública? Nunca.

Há quem considere que essa nova doutrina venha cumprir a promessa do evangelista João, no texto do Apocalipse. A crer nessa tese, segundo uma interpretação ainda que sem peso de credibilidade, esses seguidores seriam reconhecidos por conduzirem na mão direita a marca da besta. Sabe como eles provam isso? Que os celulares seriam esse condutor de ligação com a besta fera. E sabe quais os números marcantes do início da telefonia móvel? O 999 que invertidos servem para os críticos mais ousados fazerem essa absurda ligação.

Como nas antigas seitas bárbaras, que tinham as sextas negras, o consumismo elegeu a terceira sexta feira de novembro, para realizar a magia de seus seguidores. A Black Friday, pelo visto, parece associar-se a essa realidade.

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Consumismo tem mais fiéis do que todas religiões

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2018

No dia da “Black Friday”, uma constatação. O consumismo tornou-se a doutrina mais poderosa da face da Terra. Ela tem convertido mais fiéis do que o cristianismo, hinduísmo, budismo, islamismo ou qualquer outra religião.

Diariamente, os seguidores dessa nova ordem capitalista superlotam os centros de demonstração dessa fé. São os modernos shoppings, construídos intencionalmente à semelhança das antigas catedrais para atrair mais adeptos.

Afinal, que são as vitrines das lojas desses centros de compra senão nichos consagrados ao paganismo – ou seria melhor escrever, ao PREGÃOnismo -, onde indivíduos se debruçam nelas e fazem promessas ao deus-grana para obter o milagre da compra.

No interior dessa nova religião, tudo é “clean”. Tudo é limpo. Tudo sugere vitória, como se ter a chance de penetrar ali, fosse tarefa destinada apenas a alguns eleitos. Quem já viu um pedinte ou qualquer pobre circulando por lá, angariando a caridade pública? Nunca.

Há quem considere que essa nova doutrina venha cumprir a promessa do evangelista João, no texto do Apocalipse. A crer nessa tese, segundo uma interpretação ainda que sem peso de credibilidade, esses seguidores seriam reconhecidos por conduzirem na mão direita a marca da besta. Sabe como eles provam isso? Que os celulares seriam esse condutor de ligação com a besta fera. E sabe quais os números marcantes do início da telefonia móvel? O 999 que invertidos servem para os críticos mais ousados fazerem essa absurda ligação.

Como nas antigas seitas bárbaras, que tinham as sextas negras, o consumismo elegeu a terceira sexta feira de novembro, para realizar a magia de seus seguidores. A Black Friday, pelo visto, parece associar-se a essa realidade.