Como reagir ao mal sendo manso e pacífico? - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Como reagir ao mal sendo manso e pacífico?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Abril de 2019

Num tempo em que muitos se vangloriam de ter isso, aquilo outro, de ser famoso e dono de prestígio, tem-se a impressão de que os valores morais, que são eternos, não tem nenhuma valia no mundo de hoje.

Gente que conta vive a contar vantagens, que se envaidece por nada, que pensa liderar mas não tem nenhuma ideia do que seja liderança, chegam a considerar absurda a ideia de humildade seja um fator para se vencer na vida.

Nas bem-aventuranças do grande mestre, ele dá ênfase que os mansos herdarão a Terra e que os pobres de espírito é que vão para o paraíso.
Nos últimos dois mil anos, essa promessa criou muita polêmica, com alguns críticos achando que o mestre encorajava à ociosidade mental. Se o evangelho reclama espíritos valorosos na sementeira das verdades, como acomodar essa promessa com a necessidade do destemor?

Por que atribuir aos mansos a posse final da Terra? Se o mal age de forma atrevida e contundente, como estabelecer o triunfo do bem através da incapacidade de reagir, ainda que pacificamente?
Como entender que diante de um malfeitor, de um bandido qualquer que venha nos roubar, como entender que devamos guardar mansidão?

O maior terapeuta das almas que a Terra já conheceu, ao falar que a Terra será dos mansos e pacíficos, não fez elogio da preguiça que se mascara de humildade, nem da covardia que se acomoda às conveniências humanas. Quem vive do mal sofrerá sim, os instrumentos que o mundo utiliza para reajustar as consequências de seus atos.

Diz um desses mensageiros celestiais, Neio Lúcio, que é o ponto de nosso comentário, que Jesus exaltou sim, a cortesia de que somos credores uns dos outros. “Bem-aventurados são homens e mulheres de trato ameno que sabem usar a energia construtiva entre o gesto de bondade e o verbo da compreensão! Ele mesmo, manso e brando de coração, se rebelou contra os vendilhões do templo, significando que brandura e mansidão não tem nada a ver com omissão”.

“Bem-aventurados são os filhos do equilíbrio e da gentileza que aprendem a negar o mal, sem ferir o irmão ignorante que o solicita sem saber o que pede! Bem-aventurados aqueles que sabem tratar o rico e o pobre, o sábio e o inculto, o bom e o mau, com espírito de serviço e entendimento, dando a cada um, de conformidade com os seus méritos e necessidades – e deixando os sinais de melhoria, de elevação -, bem-estar e contentamento por onde cruzam! A eles pertencerá o domínio espiritual da Terra, porque todo aquele que acolhe os semelhantes, dentro das normas do amor e do respeito, é senhor dos corações que se aperfeiçoam no mundo”.

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Como reagir ao mal sendo manso e pacífico?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Abril de 2019

Num tempo em que muitos se vangloriam de ter isso, aquilo outro, de ser famoso e dono de prestígio, tem-se a impressão de que os valores morais, que são eternos, não tem nenhuma valia no mundo de hoje.

Gente que conta vive a contar vantagens, que se envaidece por nada, que pensa liderar mas não tem nenhuma ideia do que seja liderança, chegam a considerar absurda a ideia de humildade seja um fator para se vencer na vida.

Nas bem-aventuranças do grande mestre, ele dá ênfase que os mansos herdarão a Terra e que os pobres de espírito é que vão para o paraíso.
Nos últimos dois mil anos, essa promessa criou muita polêmica, com alguns críticos achando que o mestre encorajava à ociosidade mental. Se o evangelho reclama espíritos valorosos na sementeira das verdades, como acomodar essa promessa com a necessidade do destemor?

Por que atribuir aos mansos a posse final da Terra? Se o mal age de forma atrevida e contundente, como estabelecer o triunfo do bem através da incapacidade de reagir, ainda que pacificamente?
Como entender que diante de um malfeitor, de um bandido qualquer que venha nos roubar, como entender que devamos guardar mansidão?

O maior terapeuta das almas que a Terra já conheceu, ao falar que a Terra será dos mansos e pacíficos, não fez elogio da preguiça que se mascara de humildade, nem da covardia que se acomoda às conveniências humanas. Quem vive do mal sofrerá sim, os instrumentos que o mundo utiliza para reajustar as consequências de seus atos.

Diz um desses mensageiros celestiais, Neio Lúcio, que é o ponto de nosso comentário, que Jesus exaltou sim, a cortesia de que somos credores uns dos outros. “Bem-aventurados são homens e mulheres de trato ameno que sabem usar a energia construtiva entre o gesto de bondade e o verbo da compreensão! Ele mesmo, manso e brando de coração, se rebelou contra os vendilhões do templo, significando que brandura e mansidão não tem nada a ver com omissão”.

“Bem-aventurados são os filhos do equilíbrio e da gentileza que aprendem a negar o mal, sem ferir o irmão ignorante que o solicita sem saber o que pede! Bem-aventurados aqueles que sabem tratar o rico e o pobre, o sábio e o inculto, o bom e o mau, com espírito de serviço e entendimento, dando a cada um, de conformidade com os seus méritos e necessidades – e deixando os sinais de melhoria, de elevação -, bem-estar e contentamento por onde cruzam! A eles pertencerá o domínio espiritual da Terra, porque todo aquele que acolhe os semelhantes, dentro das normas do amor e do respeito, é senhor dos corações que se aperfeiçoam no mundo”.