A cidade onde as facções pintam e bordam - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

A cidade onde as facções pintam e bordam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de julho de 2018

Dia 5 de janeiro do ano passado, o governador Camilo Santana anunciava a escolha de um policial federal para comandar a Secretaria de Segurança do Ceará. Uma expectativa positiva foi criada naquele momento, diante da onda de violência que imperava na cidade. Quase na mesma ocasião, em fevereiro o Rio de Janeiro anunciava um pacote de austeridade com a presença de tropas do Exército para conter a violência carioca. Nem o Exército deu conta de barrar a violência nos morros do Rio, tampouco o Ceará viu regredir os números da criominalidade por aqui.

Um ano e meio depois da ascensão do policial federal, a situação não foi controlada e, surpreendentemente, a insegurança ganhou maiores proporções, a ponto de a capital cearense se vê refém da bandidagem.

O que aconteceu neste fim-de-semana deixa bem claro que a situação não está sob controle, como pretendem alguns. Que os criminosos têm um forte poder de ação. Que são capazes de lançar uma granada numa delegacia. De tocar fogo em bancos e órgãos públicos. De deixar a pé a população sem poder usar o transporte coletivo. Que, diante da reação policial, eles partem com todo gás para o revide. E infernizam a cidade no mês em que mais turistas a elegem como destino turístico de excelência.

O retrato falado desses dias de Fortaleza não poderia ser mais desastroso. Sabemos que a violência não é exclusividade nossa, a de Fortaleza; mas, curiosamente, não se ouve falar, em outras cidades, desse dantesco e pavoroso inferno que as facções pintam e bordam nos dias atuais.

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A cidade onde as facções pintam e bordam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de julho de 2018

Dia 5 de janeiro do ano passado, o governador Camilo Santana anunciava a escolha de um policial federal para comandar a Secretaria de Segurança do Ceará. Uma expectativa positiva foi criada naquele momento, diante da onda de violência que imperava na cidade. Quase na mesma ocasião, em fevereiro o Rio de Janeiro anunciava um pacote de austeridade com a presença de tropas do Exército para conter a violência carioca. Nem o Exército deu conta de barrar a violência nos morros do Rio, tampouco o Ceará viu regredir os números da criominalidade por aqui.

Um ano e meio depois da ascensão do policial federal, a situação não foi controlada e, surpreendentemente, a insegurança ganhou maiores proporções, a ponto de a capital cearense se vê refém da bandidagem.

O que aconteceu neste fim-de-semana deixa bem claro que a situação não está sob controle, como pretendem alguns. Que os criminosos têm um forte poder de ação. Que são capazes de lançar uma granada numa delegacia. De tocar fogo em bancos e órgãos públicos. De deixar a pé a população sem poder usar o transporte coletivo. Que, diante da reação policial, eles partem com todo gás para o revide. E infernizam a cidade no mês em que mais turistas a elegem como destino turístico de excelência.

O retrato falado desses dias de Fortaleza não poderia ser mais desastroso. Sabemos que a violência não é exclusividade nossa, a de Fortaleza; mas, curiosamente, não se ouve falar, em outras cidades, desse dantesco e pavoroso inferno que as facções pintam e bordam nos dias atuais.