O Brasil não é (mesmo) um país sério - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

O Brasil não é (mesmo) um país sério

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Março de 2019

O carnaval passou. Agora é hora de botar o País pra funcionar. O trabalhador comum tem noção disso. E ele está a postos. Todo santo dia, mesmo quando a folia tomava de conta. Agora, uma certa classe da elite deste Brasil de mãe preta e pai joão, é que precisa ser despertada de que é hora de batente. É hora de trabalhar. São os políticos.
E
les só voltam ao trabalho (e bote aspas nesse trabalho) na outra semana. Terça feira pra ser mais preciso. Mesmo sem dar um nó em pingo d´agua durante esta semana vão receber seus benditos salários, sem nenhum desconto. Diferente do trabalhador comum que se arvorou de faltar ao compromisso na segunda e terça e, agora, vai ter cortado os dias se não fez acordo com o patrão.

Este é um país sério – indagou o então presidente francês Charles DeGaulle, em outros tempos. Onde os políticos criam leis para serem desobedecidas por eles, já que elas parece os excluírem – como se fizessem parte de uma casta superior.

Poderiam muito bem aprender com o povão. Que, no carnaval, dá lições de criatividade e inteligência, criando enredos históricos e culturais, onde os mais criticados das escolas de samba são exatamente eles, os senhores do feudo político que, não apenas no carnaval, mas no ano inteiro se festejam, vestem fantasias bem diferentes daquelas com as quais eles se apresentam nas ruas duante as campanhas eleitorais.

O Brasil, da maioria deles, não é um país sério – o que, certamente, responderia ao velho DeGaulle. Até quando? Até quando?

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O Brasil não é (mesmo) um país sério

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Março de 2019

O carnaval passou. Agora é hora de botar o País pra funcionar. O trabalhador comum tem noção disso. E ele está a postos. Todo santo dia, mesmo quando a folia tomava de conta. Agora, uma certa classe da elite deste Brasil de mãe preta e pai joão, é que precisa ser despertada de que é hora de batente. É hora de trabalhar. São os políticos.
E
les só voltam ao trabalho (e bote aspas nesse trabalho) na outra semana. Terça feira pra ser mais preciso. Mesmo sem dar um nó em pingo d´agua durante esta semana vão receber seus benditos salários, sem nenhum desconto. Diferente do trabalhador comum que se arvorou de faltar ao compromisso na segunda e terça e, agora, vai ter cortado os dias se não fez acordo com o patrão.

Este é um país sério – indagou o então presidente francês Charles DeGaulle, em outros tempos. Onde os políticos criam leis para serem desobedecidas por eles, já que elas parece os excluírem – como se fizessem parte de uma casta superior.

Poderiam muito bem aprender com o povão. Que, no carnaval, dá lições de criatividade e inteligência, criando enredos históricos e culturais, onde os mais criticados das escolas de samba são exatamente eles, os senhores do feudo político que, não apenas no carnaval, mas no ano inteiro se festejam, vestem fantasias bem diferentes daquelas com as quais eles se apresentam nas ruas duante as campanhas eleitorais.

O Brasil, da maioria deles, não é um país sério – o que, certamente, responderia ao velho DeGaulle. Até quando? Até quando?