ARTIGO Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

ARTIGO

Suzano, Nova Zelândia, Brumadinho, Mariele. Cadê Deus?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Março de 2019

Em meio a tantas tragédias, você já reparou como Deus tem mandado recados que, para se ler, é preciso ter olhos de ver, ouvidos de ouvir? Quer exemplos? Um acidente grave na Maraponga, um veículo capotado e destroçado, uma mulher com ferimentos, mas olha que coisa incrível – o bebê de colo surge nas imagens intacto, com um ar de quem tivesse acabado de acordar de um sono tranquilo.

Já reparou, também, como tem surgido ações violentas, quando alguns países tratam de liberar armas para a população – como se fosse um aviso prévio, um alerta sobre o risco que esses equipamentos podem causar nas mãos de pessoas não habilitadas para o seu uso?

Um velho dito popular costuma lembrar que Deus escreve certo por linhas tortas.

As tragédias existem para que delas possamos aprender lições importantes. A dirigir com atenção. A achar que uma arma é capaz de solucionar o que só o amor resolve. A sermos menos intolerantes até com Deus, achando que ele nos deixou ao léu.

Depois da tragédia em Suzano, começamos a nos preocupar com a segurança dos nossos jovens em escolas.

Os casos de Mariana e Brumadinho despertam a nossa atenção para reservatórios como o de Ubajara, ameaçado de arrombar. A morte de Mariele vem revelar o terror praticados por milicianos.

Nada acontece por acaso. O acaso não existe. Deus, de forma sábia e misteriosa, utiliza-se até dos atos que, para uns parecem injustos, para aplicação da lei de ação e reação.

Ninguém está só. Não estamos perdidos. Deus está no comando, embora a nossa ignorância não permita compreender bem a forma como determinam os seus designos.

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O Brasil não é (mesmo) um país sério

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Março de 2019

O carnaval passou. Agora é hora de botar o País pra funcionar. O trabalhador comum tem noção disso. E ele está a postos. Todo santo dia, mesmo quando a folia tomava de conta. Agora, uma certa classe da elite deste Brasil de mãe preta e pai joão, é que precisa ser despertada de que é hora de batente. É hora de trabalhar. São os políticos.
E
les só voltam ao trabalho (e bote aspas nesse trabalho) na outra semana. Terça feira pra ser mais preciso. Mesmo sem dar um nó em pingo d´agua durante esta semana vão receber seus benditos salários, sem nenhum desconto. Diferente do trabalhador comum que se arvorou de faltar ao compromisso na segunda e terça e, agora, vai ter cortado os dias se não fez acordo com o patrão.

Este é um país sério – indagou o então presidente francês Charles DeGaulle, em outros tempos. Onde os políticos criam leis para serem desobedecidas por eles, já que elas parece os excluírem – como se fizessem parte de uma casta superior.

Poderiam muito bem aprender com o povão. Que, no carnaval, dá lições de criatividade e inteligência, criando enredos históricos e culturais, onde os mais criticados das escolas de samba são exatamente eles, os senhores do feudo político que, não apenas no carnaval, mas no ano inteiro se festejam, vestem fantasias bem diferentes daquelas com as quais eles se apresentam nas ruas duante as campanhas eleitorais.

O Brasil, da maioria deles, não é um país sério – o que, certamente, responderia ao velho DeGaulle. Até quando? Até quando?

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Carnaval: não confundir euforia passageira com alegria real

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de Fevereiro de 2019

O carnaval está aí às portas. O Brasil vai, uma vez mais, parar. Se a gente for somar os dias que são emendados com feriados e festas ao longo do ano, teremos mais de quinze dias parados. Sem contar com os domingos.

Desde ontem, os políticos de Brasília já decretaram folga com a marcação do ponto e a debandada geral para os seus Estados. E olha que eles só voltarão depois da semana de festa. Porque eles vão emendar quarta feira de cinzas, quinta e sexta.

É quando o País mergulha na folia. Tem gente que adora se fantasiar do que não é, para viver alegrias passageiras e que, muitas vezes, redundam em tragédias.

Há quem aproveite o carnaval para trabalho temporário, o que é louvável.

Entretanto, há os excessos na ilusão dos entorpecentes e no alcoolismo. Na sensualidade gratúita e na violência que impera de forma absurda.

Como diz um analista da festa, não se quer com isso ser tachado de moralista com relação à festa, mas nosso comentário tende a acender a luz vermelha do perigo daqueles que confundem euforia passageira com alegria real.

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Redes sociais: o mau uso e suas consequências

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de Fevereiro de 2019

Muito cuidado com o que você compartilha nas redes sociais. O mau uso dessa ferramenta tem mostrado o risco a que incorrem as pessoas, principalmente, crianças que, por imaturidade, acabam sendo vítimas de trapaceiros, como o caso desse sargento reformado da PM que usava o Facebook para atrair menores aos ímpetos sexuais.

Num mundo onde a Internet facilita a comunicação com tudo e todos, é preciso orientar os filhos a evitar todo tipo de acesso que, porventura, os coloque em risco.

É preciso deixar bem claro que não são as redes sociais a culpada disso; mas aqueles que utilizam de forma errada um invento maravilhoso, capaz de nos oportunizar a facilidade da comunicação.

Até os adultos são vítimas dos incautos. Os sites de relacionamentos têm mostrado o quanto é necessário se cuidar para evitar armadilhas aplicadas por interessados em manter amizade, além daqueles que utilizam as redes para aplicação de golpes que sempre causam prejuízo a outrem.
Tem um ditado antigo que é preciso ser resgatado nesses tempos de comunicação digital. Sabendo usar, prejuízo não vai causar. Todo cuidado é pouco.

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As palavras convencem, mas são os exemplos que arrastam.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de Fevereiro de 2019

Nada é mais contundente e eficaz do que a palavra. E, quando dita em momentos sugestivos que mereçam atenção, a palavra tem uma força inigualável. Vale como se fosse uma arma. Uma arma quente.

As palavras de alguém indignado com a violência que extrapola o seu próprio domínio, revelam inquietação. Sugerem revolta. Mesmo sabendo que ao fazer uso dela, alguém ligado a uma corporação militar pode incorrer em retaliações. Em ser chamado para as conversas. E receber punições. Falo do discurso do agente de segurança, indignado com a morte de mais um companheiro. Ele fez um desabafo, mesmo sabendo que poderia ir de encontro às regras do regimento interno da corporação. Mas que alma ferida pela dor da perda, sabe controlar as emoções? Quem no meio da angústia e da dor consegue segurar o ímpeto de reagir?

A voz do soldado sobrepujou-se a tudo isso e preferiu manter acesa a chama da indignação, usando o que melhor tem o ser humano para contrapor-se à violência que é a palavra. Ele usou a palavra com mais maestria do que os que se acovardam atrás de uma arma e, sem nenhum controle, partem para retaliações.

Toda vingança é fruto de ódio e de violência. O oficial que usou a palavra, pode até nem ter medido as consequências do seu gesto, mas equiparou-se a qualquer um de nós com direito à liberdade de expressão. A palavra dele revelou a coragem de quem deseja alertar mentes e corações e, principalmente, acordar os que têm a missão de aperfeiçoar as leis em favor de um tempo melhor. Sabemos que ele possa estar sofrendo algum tipo de retaliações, por fugir ao que determina o regimento interno da corporação, que proíbe os militares de manifestações dessa natureza; mas se ele pecou – para usar uma expressão que eu não gosto -, o fez por sentir que ninguém mais suporta essa onda de violência que deixa Fortaleza enfraquecida aos olhos do mundo.

É preciso tomar atitudes. Não apenas de usar números da morte como veículo para projeção de marketing. Mas estabelecer um plano que possa dar, real e verdadeiramente, um significado de paz.

Por enquanto, o Ceará Pacífico existe apenas no nome. E mesmo que a palavra tenha essa força do discurso, não custa nada lembrar Confúcio. O sábio costumava dizer que as palavras convencem, mas são os exemplos que arrastam.

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Morte, essa irmã indesejável

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de Fevereiro de 2019

Todo dia, a gente fala e ouve falar de alguém que deixou a vida física através do fenômeno da morte. Seja de forma natural ou não, a morte impressiona. Ainda que todos tenhamos que passar por ela, ninguém nunca está preparado para enfrentá-la. Costuma-se dizer que morremos um pouco quando se perde alguém. E isso é uma verdade.

Em nosso ‘metieur’ diário de informar sobre casos onde prepondera a violência, cada vida que cruza essa fronteira entre o físico e o imaterial, é uma lembrança de que a irmã morte, como chamava Francisco de Assis, se acerca de todos os humanos. Sem anúncio de chegada. Sem tempo de espera.

Mesmo assim, não somos e nem estamos preparados para ela. Mal se aprende a viver, quanto mais não temos tempo para o aprendizado da morte. Mas é quando ela atinge alguém do nosso círculo, familiar ou de amizade, que nos revelamos despreparados para o momento. Uns se desesperam. Outros consideram que o destino lhe pregou uma peça. Outros acham que Deus agiu injustamente.

Se a gente aprender a evitar aquilo que pode resultar em consequências funestas, provavelmente, teremos a sorte de evitar cruzar o caminho dessa senhora que, diariamente, contingencia uma enorme legião de pessoas nessa travessia. Por isso, importa muito levar uma vida tranquila. Serena. Buscando viver da melhor maneira possível para que tenhamos dias mais longos na Terra. E quando for a hora dela chegar, tenhamos a certeza de que teremos cumprido a parte que nos cabe nesse latifúndio, como dizia o poeta João Cabral de Melo Neto.

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Os cearenses sobreviventes da tragédia no Flamengo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

08 de Fevereiro de 2019

Uma tragédia. Mais uma. Mal refeita do temporal que causou grandes prejuízos e vítimas fatais, o Rio de Janeiro despertou hoje sob o impacto de uma tragédia que envolveu a vida de jovens aspirantes a carreira de sucesso no futebol.

Um incêndio no alojamento do Flamengo, causou a morte de 10 meninos entre 14 e 16 anos, além de ferimentos em três outros, dois dos quais cearenses, aqui de Fortaleza.

Cauã Emanuel Gomes Nunes – de 14 anos – e Fco. Dyogo Bento Alves, de 15 – saíram das escolinhas de base aqui do Estado do Ceará, descobertos pelo olheiro Wanderley Gonçalves Nogueira.

Eles estavam dormindo quando irrompeu o incêndio, provavelmente causado por alguma explosão – não se sabe se de um celular que estaria sendo carregado ou de um outro aparelho -, mas que acabou por interromper o sonho de jovens que, neste País, idealizam seguir a carreira de craques famosos, pensando num futuro melhor para si e para a sua família.

Essas tragédias surgem, muitas vezes, por conta da falta de medidas de segurança. Em Brumadinho, viu-se que a Vale não acatou as orientações da empresa que fiscalizou a barragem. Na enxurrada do Rio de anteontem, a falta de políticas em relação às áreas de risco. No caso do incêndio do Flamengo, a perícia deve apontar as causas. Mas qualquer que tenha sido o motivo, pesará sempre sob o capital humano a possibilidade de falha que possa alimentar essa tragédia. Mais uma, infelizmente.

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O OUTRO LADO DE TUDO

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de Fevereiro de 2019

A violência da cidade pode até deixar uma impressão ruim, a ponto de pessoas evitarem sair à noite para atender ao lazer, restringindo a ida aos compromissos. Na verdade, não podemos nos ater a esse tipo de neurose, ainda que estejamos em meio a uma violenta onda de insegurança. É necessário lembrar que a criminalidade é apenas um ponto sofrível em meio a extensa rede de bênçãos que a vida nos promove.

Diante do fato infeliz provocado por aqueles que ainda persistem no mal, há milhares de vidas buscando o bem estar de si e dos outros; seja pelo estudo; pelo trabalho; pela troca de gentilezas e pelo exercício voluntário do amor ao próximo. Isso é significativo.

Se há falhas no sistema que nos dá segurança pública e as operações de combate ao mal ainda são precárias, é preciso lembrar que o agente mais poderoso na edificação de um mundo melhor é você.Somos todos nós. Na competência do que pensarmos. E do que fizermos.

Por isso, não espere cair do céu as respostas pela melhoria da vida e do mundo, se você é peça importante na edificação desse mister. Somos nós os construtores do nosso destino. E o que fizermos em favor do bem, iremos obter os resultados satisfatórios. Porém, tudo o que se fizer em relação a sentimentos negativos, como fomentar ódio, inveja ou ciúme, teremos como resultado a expansão desse plantio do mal que tanto desagrada a tudo e a todos.

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Um chicote na cena das ruas violentas de Fortaleza

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de Fevereiro de 2019

O vídeo que mostra uma mulher de joelhos sendo chicoteada por um policial, no bairro do Lagamar, causa indignação pela forma inaceitável como agiu o agente de segurança na ocasião de uma simples abordagem.

A mulher e seu marido, retornavam de uma festa de pré-carnaval no domingo, quando foram abordados por uma equipe que passou a destratá-los, muito embora não estivessem eles cometido nenhum ato criminoso.

Compete à Polícia Militar, investigar o caso e, já se tem conhecimento de que o comando iniciou o procedimento, até por não compactuar com esse tipo de atitude inadequada a qualquer policial.

O gesto do policial depõe, principalmente, em relação ao nível de qualificação exigido pelo próprio governo do Estado em relação ao quadro de seus agentes de segurança.

No Ceará, casos assim deixaram marcas profundas no seio da Polícia Civil, como o de uma delegada que foi afastada por compactuar com atos ilícitos. No seu plantão foi descoberto a tortura a uma pessoa detida para investigação e que foi submetida a choques elétricos dentro da delegacia, sendo flagrada por uma equipe de um jornal impresso.

Claro que ninguém quer ensinar padre nosso à vigário, já que todo policial competente sabe a maneira de lidar em ocasiões em que se exige o uso da autoridade, jamais a aplicação do arbítrio, do autoritarismo que só depõem contra o zelo do bom nome da centenária corporação.

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De Brumadinhos, coqueiros e elevadores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de Janeiro de 2019

O Brasil é um país onde a preocupação com o item segurança não é levado a sério. Vira e mexe você se depara com fatos que parecem confirmar a velha assertiva de que “só fechamos a porta, depois de roubados”.

E não estou falando apenas do caso da barragem de Brumadinho, não; onde foi necessária uma tragédia para alertar as autoridades para o risco que correm outros equipamentos semelhantes pelo País afora.

Aqui mesmo em Fortaleza tem esse caso da senhora que foi vítima de um elevador, sem manutenção há pelo menos dois anos, e que acabou causando a morte dela.

Quando é que, verdadeiramente, iremos colocar entre os ítens de importância as questões relacionadas à segurança? Antes de ontem, uma senhora quase morreu na Beira Mar, por conta de um coqueiro que desabou na avenida causando-lhe ferimentos.

Depois dos acidentes é que se vai atrás do prejuízo. Barragens serão vistoriadas. Condomínios começam a se preocupar com a situação de seus elevadores. A Prefeitura vai fazer inspeção no parque verde para saber quais as árvores que estão em situação de risco.

Cobrar de cada um, essa responsabilidade é necessária. Principalmente, quando se sabe que todo ser humano, dificilmente cuida de si, quanto mais daquilo que o cerca. Olho vivo, que a vida é coisa boa de se ter.

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De Brumadinhos, coqueiros e elevadores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de Janeiro de 2019

O Brasil é um país onde a preocupação com o item segurança não é levado a sério. Vira e mexe você se depara com fatos que parecem confirmar a velha assertiva de que “só fechamos a porta, depois de roubados”.

E não estou falando apenas do caso da barragem de Brumadinho, não; onde foi necessária uma tragédia para alertar as autoridades para o risco que correm outros equipamentos semelhantes pelo País afora.

Aqui mesmo em Fortaleza tem esse caso da senhora que foi vítima de um elevador, sem manutenção há pelo menos dois anos, e que acabou causando a morte dela.

Quando é que, verdadeiramente, iremos colocar entre os ítens de importância as questões relacionadas à segurança? Antes de ontem, uma senhora quase morreu na Beira Mar, por conta de um coqueiro que desabou na avenida causando-lhe ferimentos.

Depois dos acidentes é que se vai atrás do prejuízo. Barragens serão vistoriadas. Condomínios começam a se preocupar com a situação de seus elevadores. A Prefeitura vai fazer inspeção no parque verde para saber quais as árvores que estão em situação de risco.

Cobrar de cada um, essa responsabilidade é necessária. Principalmente, quando se sabe que todo ser humano, dificilmente cuida de si, quanto mais daquilo que o cerca. Olho vivo, que a vida é coisa boa de se ter.