ARTIGO Archives - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

ARTIGO

As cidades adoecem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de outubro de 2018

Quando alguém adoece, a primeira reação é buscar ajuda. Auxílio médico. Assim como as pessoas, as cidades também adoecem. E são muitos os problemas que elas enfrentam. Sofrem de inchaço populacional, como quando alguém come demais e se empanzina. E por má gestão, muitas delas se indigestam.

Grandes cidades, como Fortaleza, já conhecem o diagnóstico de seus problemas maiores. Sofrem atrofiamento de suas vias diante da infestação de veículos, ameaçando o caos com o nervosismo doentio que eles alimentam. . Da praga do desemprego, miserabilizando ainda mais a periferia.

Mas de todos os males que atacam as cidades, nenhum é mais terrível do que o da insegurança. Nas cidades atormentadas pelo mal da violência, as pessoas vivem de forma neurotizante, com medo de tudo e de todos, temendo a qualquer instante um ataque qualquer. Vivem com o coração na mão.

Fortaleza, com toda a solidez de seu nome, sofre desse mal contagioso. E toda a medicação aplicada até aqui, pela iniciativa das autoridades, parece não surtir o efeito desejável. Com isso, o tecido social vai se fragilizando, piorando cada vez mais, com a sensação de que, logo logo, ela possa ocupar uma vaga na UTI das cidades mais atormentadas do mundo. Nessas ocasiões, uma boa reza vale muito mais do que todo o receituário aplicado. E sem sucesso.

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Confabulando fábulas de ratos e gatos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

No reino dos bichos chamado Ratasil, os roedores resolveram eleger um Ratão para governá-los, por ser uma figura que sempre defendera os seus direitos na terrível ditadura dos gatos.

Durante o mandato, ele criou algumas benesses em favor da rataria mais humilde. Se fez notório no mundo todo. Conseguiu reeleger-se e indicar a sua sucessora, uma ratazana vítima no passado da ditadura dos felinos.

Mas, por acercar-se de ratos de maligna conduta, ela acabou sendo apeada do poder, sob a suspeita de seu governo ser antro de corrupção e outros atos lesivos aos cofres da ração.

Delatados por colegas na Operação Lava Rato, alguns foram pegos pelas armadilhas da Justiça, inclusive, dom Ratão. Na cadeia, ele insistia em querer voltar ao Palácio do Ranalto, àquela altura tomado via golpe por um odiento rato da espécie “víceris temer”.

Sem conseguir o intento, indicou para substituí-lo o jovem Rattad, de boa aparência e de bons propósitos. Mas como de bons propósitos, o inferno dos ratos está cheio, a campanha do roedor começou a perder espaço para o rival. Sabe quem? Nada mais, nada menos que o terrível bichano Naro, uma espécie de semente da colheita do passado e que sonhava recriar o período nevoento da ditadura. Com esse discurso, ganhou a atenção de boa parte da rataria impressionada com o furor do seu rosnado e virulência de seus miados.

O final dessa estória, contam os mais velhos, foi o temor que se apossou de muitos no reinado dos bichos, com a possibilidade de instaurar-se, de novo, um período de recessão e dor, pois diz um certo ditado: “onde quer que reine um gato, não haverá descanso para nenhum vivo rato”.

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FÁBRICA DE CRIMINOSOS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

Que brasileiro só fecha a porta depois de roubado, isso é uma realidade. Aliás, o ditado é antigo, mas o seu emprego atualíssimo. Vide o caso da menininha de 11 anos, estuprada domingo por um interno, dentro de um presídio em Itaitinga. Que coisa mais terrível! E não falo só da tragédia envolvendo esse preso que levou a menor para a sua cela e acabou abusando da criança, mas de um sistema penitenciário que não prima por dar o mínimo de segurança a quem vai a uma visita ao local. Agora, a Justiça proíbe o ingresso de menores às penitenciária. Antes tarde do que nunca.
É incrível como no Brasil, só se toma uma medida dessas, depois que a tragédia acontecida.
Ao sistema penitenciário falta gestão comprometida com o bom senso; com autonomia para tomar decisões firmes como a de proibir o acesso de menores a um local onde fervilha todo tipo de mentalidade doentia.
A fábrica de criminosos em que se constitui o sistema penitenciário, todo dia oferece maus exemplos e as autoridades parecem desconhecer essa realidade.
O preço que se paga pela incompetência é alto demais, principalmente quando a moeda de troca envolve crianças.

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A responsabilidade de quem cuida de criança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de outubro de 2018

Na corrida diária do Tempo, há uma data para se celebrar a idade de quando se é criança. É este 12 de outubro, pegando carona no feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida. Nela, a meninada é festejada pela família, por instituições sociais que zelam por ela, ao mesmo tempo em que a data serve para alertar os adultos sobre a responsabilidade que se deve aos dessa idade.

A infância representa uma época em que o espírito humano adentra ao mundo material, a fim de cumprir uma etapa de aprimoramento na escola Terra. A primeira sala de aula dessa experiência é o lar. Por isso, importante é o papel de pai e mãe. Eles representam o modelo com que os filhos apreendem os conceitos da vida.

Devido ao nível ainda primário da sociedade humana, a família vive dilemas que acabam replicando entre os pequenos; a ponto de eles serem alvo de violências dentro do próprio reduto do lar. Outros são largados no mundo, abandonados à sua sorte; quando não são usados pelo tráfico em suas ações mais terríveis.

Coitadas das crianças que se tornam vítimas dos adultos inescrupulosos. A inferioridade moral acaba por obrigar crianças a trabalhos infantis, além de vitimá-las a indesejáveis abusos.

Neste dia da criança é preciso lembrar que todos, pais e família, são responsáveis pelo destrato que derem aos filhos. Destrato que representa muito mais negativamente, do que qualquer brinquedo que possa silenciar o angustioso drama vivido por cada um deles.

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Ceará vai custodiar líder do PCC

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de outubro de 2018

Tem decisões de membros da Justiça que, às vezes, a gente não consegue entender. Como a de um juiz que resolveu mandar para o Ceará, um dos tesoureiros da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), Luís Fabiano Ribeiro Brito, o ‘Baixinho’. Ele estava detido no Complexo Penitenciário de Presidente Venceslau, em São Paulo, e vai ser mandado para o Sistema Penitenciário cearense.

Esse bandido foi preso em novembro de 2015, depois de incendiar veículos que estavam apreendidos no pátio do 8ºDP (José Walter) e atacar a tiros o prédio da 3ª Cia do 6º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Montese.

Em março de 2016, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que Luís Fabiano havia sido transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
e de lá, foi transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a ‘P2’, no Estado de São Paulo, onde são custodiados os membros da cúpula do PCC.

Fontes da Polícia, ouvidas por um jornal aqui da capital, chegam a estranhar essa mudança, já que o bandido tinha planos de agir no Ceará.

O PCC, pelo que consta, tinha feito o levantamento das oficinas mecânicas que atendiam a veículos do Governo, para atear fogo nos estabelecimentos. Dezenas de viaturas seriam queimadas ao mesmo tempo.

No celular dele também havia uma lista com nomes de policiais que deviam ser assassinados. Planejavam também fechar a BR-116 nos dois sentidos, para acentuar a sensação de caos na população.

Diante de tudo isso, fica uma indagação: por que não deixar num presídio de segurança máxima, alguém com um histórico de crimes como esse. E por que ser transferido exatamente para cá. Como dizia o antigo macaco do Planeta dos Homens: “não precisa me explicar, eu só queria entender”.

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Domingo, a urna será o sacrário do povo brasileiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de outubro de 2018

Domingo é o dia em que todo cidadão pode decidir o destino de um povo. O de eleger os seus representantes. No mundo livre, essa é a forma mais democrática que dispomos para decidir o nosso futuro político. Por isso, importa muito que o eleitor vá cumprir o seu dever, que é votar. É dessa participação popular que o sistema democrático se fortalece. Seja qual for o candidato, o brasileiro não pode fugir a esse dever cívico.

A presença no local de votação é a mais forte expressão de liberdade que alcançamos ao longo da trajetória republicana.

O eleitor é o senhor do domingo. De maneira alguma, ele deve perder esse momento histórico. Mais do que isso: ele não deve vender ou trocar o seu voto, sob pena de estar traindo a sua própria consciência.

Votar livre. E sem medo, mesmo diante dos anúncios que circulam em redes sociais de que facções estarão em alguns locais para saber em quem fulano e cicrano vai votar. Não se deixe levar por essa ou qualquer outra ameaça. O seu voto é secreto. Nem os políticos têm acesso à urna. No domingo, ela é o sacrário de cada um de nós, fazendo valer a nossa força. O nosso próprio destino.

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As outras bem-aventuranças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de outubro de 2018

 

as outras bem-aventuranças

Nonato Albuquerque
Bem aventurados, os homens de poucas letras e de muito saber em quem a Natureza expõe toda a sua maestria.
Bem aventurados, os sem esperança mas que acham motivos para derramar nos outros as chances de um tempo melhor.
Bem aventurados, os que navegam pela Terra sem bússola, sem rumo e conseguem auxiliar numa rua, a travessia dos sem memória.
Bem aventurados, os profetas que anunciam chuva e inverno e mesmo que lhe dêem as costas, sua ciência é verdade exata.
Bem aventurados, os que se acham solitários por sobre o planeta, mas abrigam em si o conhecimento de que somos uma só família.
Bem aventurados os homens e mulheres de idéias luminosas cujo facho de luz se projeta em favor não de si mas dos outros.
Bem aventurados, os que amam e embora não haja reciprocidade, magnificam a Vida com sua luminosa presença de paz…
Bem aventurados, os que auxiliam os deserdados do bem ainda que nem considerem ser possuidores dessa sagrada virtude.
Bem aventurados, sejam todos e todas!

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Para os que têm olhos de ver

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para chamá-la de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência do macho?

Uma antiga prática – absurda, diga-se de passagem -, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma lei que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres em coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções se voltam para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora, repito, existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Acontece que a Natureza não dá saltos. Tudo nela obedece à lei de equilíbrio e de bom senso.

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Há luz em meio a todo esse sombrio caos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de setembro de 2018

Apesar de tudo o que se vê de ruim no mundo, é preciso ter olhos para se enxergar as coisas boas que andam acontecendo. Um olhar realista – e não só otimista – vai apontar avanços da sociedade humana em pequenas conquistas. A certeza de que há luz em meio a esse ambiente sombrio de caos.

Quem pensaria que, um dia, as mulheres teriam uma lei para lhes chamar de sua, como a Maria da Penha, protegendo-as contra a violência dos macho?

Uma prática absurda, como a da importunação sexual nos ônibus, vai aos poucos sendo banida com a sanção de uma norma que vai punir aqueles que não têm controle de seus ímpetos sexuais e vivem pinando nas mulheres nos coletivos superlotados.

O mundo avança. Contra todos aqueles hábitos atrasados e criminosos que começam a ser expurgados do nosso meio, através de medidas simples. Vide a do Estatuto do Idoso, permitindo respeito aos mais velhos numa sociedade onde toda as atenções são voltadas para os jovens.

Sim, há absurdos ainda a serem vencidos; mas aos poucos a sociedade humana vai sendo contemplada com essas conquistas que revelam o aperfeiçoamento da Vida, embora existam ainda muitas etapas a serem vencidas. Mas a Natureza não dá saltos. Tudo obedece à leis de equilíbrio e bom senso.

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O tempo de hoje quando for lembrado no futuro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de setembro de 2018

Houve um tempo em que as pessoas viviam emburradas umas com as outras. Por qualquer motivo ficavam enraivecidas. Brigavam por nadinha, além de cometer roubos enormes.

Houve um tempo em que a bondade chegou a virar peça rara no cotidiano das pessoas. Poucas pessoas eram bondosas. Ninguém ajudava a ninguém, a não ser que fosse para garantir algum benefício em troca. Falava-se muito de Deus, mas quase ninguém se aplicava a obedecer as regras de seus mandamentos. Amar o próximo. Não matar, não roubar…

Houve um tempo no mundo em que se roubava sonhos e ideais e que as pessoas brigavam por causa de religiões. Nesse tempo, os homens do Poder faziam tudo para se tornarem mais ricos, enquanto a grande massa se empobrecia ainda mais. Com isso, a miséria imperava; o crime se organizava; o combate ao mal era inócuo e a Justiça era morosa demais para resolver os casos.

Houve um tempo em que a palavra empenhada já não valia tanto e, por isso, as pessoas desconfiavam até das suas sombras.

Houve um tempo em que a falta de segurança era tanta, que as pessoas não podiam mais sair de casa com medo de serem vítimas de assalto na esquina ou no próximo sinal. Roubava-se a granel. Matava-se a três por quatro. Sem motivo nenhum. Nesse tempo, até as igrejas perderam o sentido de formação moral da alma para se transformar em empresas de lucros e dividendos.

Houve um tempo em que as pessoas viviam infelizes, por não terem tudo o que queriam e nem serem tudo o que podiam. Por mais incrível que pareça, houve um tempo em que tudo isso aconteceu. E esse tempo, senhores e senhoras, é hoje.

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O tempo de hoje quando for lembrado no futuro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de setembro de 2018

Houve um tempo em que as pessoas viviam emburradas umas com as outras. Por qualquer motivo ficavam enraivecidas. Brigavam por nadinha, além de cometer roubos enormes.

Houve um tempo em que a bondade chegou a virar peça rara no cotidiano das pessoas. Poucas pessoas eram bondosas. Ninguém ajudava a ninguém, a não ser que fosse para garantir algum benefício em troca. Falava-se muito de Deus, mas quase ninguém se aplicava a obedecer as regras de seus mandamentos. Amar o próximo. Não matar, não roubar…

Houve um tempo no mundo em que se roubava sonhos e ideais e que as pessoas brigavam por causa de religiões. Nesse tempo, os homens do Poder faziam tudo para se tornarem mais ricos, enquanto a grande massa se empobrecia ainda mais. Com isso, a miséria imperava; o crime se organizava; o combate ao mal era inócuo e a Justiça era morosa demais para resolver os casos.

Houve um tempo em que a palavra empenhada já não valia tanto e, por isso, as pessoas desconfiavam até das suas sombras.

Houve um tempo em que a falta de segurança era tanta, que as pessoas não podiam mais sair de casa com medo de serem vítimas de assalto na esquina ou no próximo sinal. Roubava-se a granel. Matava-se a três por quatro. Sem motivo nenhum. Nesse tempo, até as igrejas perderam o sentido de formação moral da alma para se transformar em empresas de lucros e dividendos.

Houve um tempo em que as pessoas viviam infelizes, por não terem tudo o que queriam e nem serem tudo o que podiam. Por mais incrível que pareça, houve um tempo em que tudo isso aconteceu. E esse tempo, senhores e senhoras, é hoje.