outubro 2018 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

outubro 2018

O PAÍS QUE SURPREENDE

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de outubro de 2018

Apesar de todos os problemas que se vê por aqui, este é um País interessante. Interessante demais! Capaz de mostrar ao mundo como é possível mobilizar seu povo para eleger um presidente e conseguir dar o resultado pouco mais de uma hora do final do pleito. O mundo todo se surpreende com a velocidade com que funciona a estrutura da Justiça Eleitoral. E olha que, territorialmente, somos um país continente. A maioria das nações leva um tempo enorme para oficializar o resultado de um pleito.

Esse é um ponto que se destaca da eleição de ontem. Um outro, o de se vencer as diferenças. Quantas vezes, ao longo da campanha, se pôs em evidência o discuso da intolerância, do medo e da volta aos dias de chumbo. Só o tempo vai dizer se essas previsões andaram corretas ou na contramão da história.

Por enquanto, importa reconhecer a vocação do País para seguir o seu destino democrático. Restaurar as feridas abertas diante da pressão da campanha. Cumprir o destino de um País marcado na consolidação de seu fuituro no seio das grandes Nações. As discussões vazias e efêmeras devem ceder lugar ao exercício do trabalho prático. da vigilância dos novos representantes no Legislativo e Executivo e cumprir o roteiro que compete, não a uma só pessoa, mas a cada um de nós.

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Campanha política restringiu espaço para temas importantes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de outubro de 2018

Estamos chegando ao final da campanha política que deve eleger o novo presidente e governadores em estados onde a decisão ficou para o segundo turno, e o balanço que se faz é de que perdemos uma boa oportunidade para se discutir as questões mais sérias do País. A polarização entre esquerda e direita, acabou restringindo o espaço de temas tão importantes como o da segurança, por exemplo. Nenhuma das duas candidaturas deu visibilidade a um plano de governo que, realmente, configure um combate efetivo à violência estabelecida no Brasil.

Ficou-se na guerra intestina de fulano é isso, beltrano é aquilo – dando-se margem a um ambiente de ódio e intolerância que permeou todo o tempo de campanha. A impressão que fica é que, quem quer que vá ocupar a cadeira do Planalto, vá reproduzir a política ineficaz que se arrasta ao longo dos últimos anos, enquanto a sociedade como um todo vive à mercê de uma República genérica dominada por facções que, infelizmente, mandam mais no País do que aqueles que nos representam.

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E por falar em ciúme…

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de outubro de 2018

Uma mãe denuncia o esposo por ter raptado a filha de oito anos e de tê-la proibido ver a criança. Esse não é um caso isolado. Acontece muito. E é resultado de relacionamento desgastado, muitas vezes, pelo ciúme doentio. O ciúme é um germe terrível a desorientar até mesmo as boas convivências.

Diante de qualquer doença, o comum é a pessoa buscar recurso médico. Quando se trata de questões de ordem psíquicas – e o ciumento é um doente dessa natureza que precisa de trato -, a maioria das pessoas foge a qualquer indicativo de que precisam, sim, de ajuda.

Todo ciúme acaba com qualquer relação amorosa. Por melhor que ela seja. E, muitas vezes, na separação sobram efeitos e consequências danosas para os filhos. Eles acabam pagando por um erro do qual não são culpados.

O histórico policial narra casos trágicos de casais que, após a separação, acabaram vitimando inocentes, movidos pelo ódio. Ódio que, nessas ocasiões, parece – eu disse, parece – ser mais forte do que a força do amor. Pense nisso.

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As cidades adoecem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de outubro de 2018

Quando alguém adoece, a primeira reação é buscar ajuda. Auxílio médico. Assim como as pessoas, as cidades também adoecem. E são muitos os problemas que elas enfrentam. Sofrem de inchaço populacional, como quando alguém come demais e se empanzina. E por má gestão, muitas delas se indigestam.

Grandes cidades, como Fortaleza, já conhecem o diagnóstico de seus problemas maiores. Sofrem atrofiamento de suas vias diante da infestação de veículos, ameaçando o caos com o nervosismo doentio que eles alimentam. . Da praga do desemprego, miserabilizando ainda mais a periferia.

Mas de todos os males que atacam as cidades, nenhum é mais terrível do que o da insegurança. Nas cidades atormentadas pelo mal da violência, as pessoas vivem de forma neurotizante, com medo de tudo e de todos, temendo a qualquer instante um ataque qualquer. Vivem com o coração na mão.

Fortaleza, com toda a solidez de seu nome, sofre desse mal contagioso. E toda a medicação aplicada até aqui, pela iniciativa das autoridades, parece não surtir o efeito desejável. Com isso, o tecido social vai se fragilizando, piorando cada vez mais, com a sensação de que, logo logo, ela possa ocupar uma vaga na UTI das cidades mais atormentadas do mundo. Nessas ocasiões, uma boa reza vale muito mais do que todo o receituário aplicado. E sem sucesso.

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Confabulando fábulas de ratos e gatos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

No reino dos bichos chamado Ratasil, os roedores resolveram eleger um Ratão para governá-los, por ser uma figura que sempre defendera os seus direitos na terrível ditadura dos gatos.

Durante o mandato, ele criou algumas benesses em favor da rataria mais humilde. Se fez notório no mundo todo. Conseguiu reeleger-se e indicar a sua sucessora, uma ratazana vítima no passado da ditadura dos felinos.

Mas, por acercar-se de ratos de maligna conduta, ela acabou sendo apeada do poder, sob a suspeita de seu governo ser antro de corrupção e outros atos lesivos aos cofres da ração.

Delatados por colegas na Operação Lava Rato, alguns foram pegos pelas armadilhas da Justiça, inclusive, dom Ratão. Na cadeia, ele insistia em querer voltar ao Palácio do Ranalto, àquela altura tomado via golpe por um odiento rato da espécie “víceris temer”.

Sem conseguir o intento, indicou para substituí-lo o jovem Rattad, de boa aparência e de bons propósitos. Mas como de bons propósitos, o inferno dos ratos está cheio, a campanha do roedor começou a perder espaço para o rival. Sabe quem? Nada mais, nada menos que o terrível bichano Naro, uma espécie de semente da colheita do passado e que sonhava recriar o período nevoento da ditadura. Com esse discurso, ganhou a atenção de boa parte da rataria impressionada com o furor do seu rosnado e virulência de seus miados.

O final dessa estória, contam os mais velhos, foi o temor que se apossou de muitos no reinado dos bichos, com a possibilidade de instaurar-se, de novo, um período de recessão e dor, pois diz um certo ditado: “onde quer que reine um gato, não haverá descanso para nenhum vivo rato”.

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FÁBRICA DE CRIMINOSOS

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de outubro de 2018

Que brasileiro só fecha a porta depois de roubado, isso é uma realidade. Aliás, o ditado é antigo, mas o seu emprego atualíssimo. Vide o caso da menininha de 11 anos, estuprada domingo por um interno, dentro de um presídio em Itaitinga. Que coisa mais terrível! E não falo só da tragédia envolvendo esse preso que levou a menor para a sua cela e acabou abusando da criança, mas de um sistema penitenciário que não prima por dar o mínimo de segurança a quem vai a uma visita ao local. Agora, a Justiça proíbe o ingresso de menores às penitenciária. Antes tarde do que nunca.
É incrível como no Brasil, só se toma uma medida dessas, depois que a tragédia acontecida.
Ao sistema penitenciário falta gestão comprometida com o bom senso; com autonomia para tomar decisões firmes como a de proibir o acesso de menores a um local onde fervilha todo tipo de mentalidade doentia.
A fábrica de criminosos em que se constitui o sistema penitenciário, todo dia oferece maus exemplos e as autoridades parecem desconhecer essa realidade.
O preço que se paga pela incompetência é alto demais, principalmente quando a moeda de troca envolve crianças.

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O presente do menininho no dia que é dele

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

12 de outubro de 2018

Quando o sinal fecha no vermelho, o menininho de uns seis ou sete anos, se dirige ao veículo da frente e com um paninho esfarrapado faz gesto de limpar o para-brisa. O vidro do guiador é baixado e uma mão mandando ele afastar-se que não queria o serviço. A criança sai com olhar de quem tem medo e se dirige a outro carro. Mal faz o gesto de passar o pano no vidro e uma voz berra: “sai daí, seu peste! Vai sujar meu carro”.  Assombrado, ele deixa de lado e faz tentativa de pegar o veículo detrás e, com certa reserva e receio, vê que o motorista não se importa de que ele limpe o vidro.

De tão pequeno, ele mal consegue atingir o vidro completo; mas o faz com uma precisão e um ar de contentamento por ter recebido a permissão para dar conta do serviço, nesse 12 de outubro. Corre para trás do carro; faz a limpeza e ao retornar ao guiador na espera de um gesto de gratidão, o homem grita que não vai dar nada não. Que ele não tinha pedido a limpeza.

O garotinho não perde a ocasião e lhe diz: “o senhor não precisa pagar nada. É meu presente ao senhor pelo meu dia”

 

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A responsabilidade de quem cuida de criança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de outubro de 2018

Na corrida diária do Tempo, há uma data para se celebrar a idade de quando se é criança. É este 12 de outubro, pegando carona no feriado religioso de Nossa Senhora Aparecida. Nela, a meninada é festejada pela família, por instituições sociais que zelam por ela, ao mesmo tempo em que a data serve para alertar os adultos sobre a responsabilidade que se deve aos dessa idade.

A infância representa uma época em que o espírito humano adentra ao mundo material, a fim de cumprir uma etapa de aprimoramento na escola Terra. A primeira sala de aula dessa experiência é o lar. Por isso, importante é o papel de pai e mãe. Eles representam o modelo com que os filhos apreendem os conceitos da vida.

Devido ao nível ainda primário da sociedade humana, a família vive dilemas que acabam replicando entre os pequenos; a ponto de eles serem alvo de violências dentro do próprio reduto do lar. Outros são largados no mundo, abandonados à sua sorte; quando não são usados pelo tráfico em suas ações mais terríveis.

Coitadas das crianças que se tornam vítimas dos adultos inescrupulosos. A inferioridade moral acaba por obrigar crianças a trabalhos infantis, além de vitimá-las a indesejáveis abusos.

Neste dia da criança é preciso lembrar que todos, pais e família, são responsáveis pelo destrato que derem aos filhos. Destrato que representa muito mais negativamente, do que qualquer brinquedo que possa silenciar o angustioso drama vivido por cada um deles.

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Ceará vai custodiar líder do PCC

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de outubro de 2018

Tem decisões de membros da Justiça que, às vezes, a gente não consegue entender. Como a de um juiz que resolveu mandar para o Ceará, um dos tesoureiros da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), Luís Fabiano Ribeiro Brito, o ‘Baixinho’. Ele estava detido no Complexo Penitenciário de Presidente Venceslau, em São Paulo, e vai ser mandado para o Sistema Penitenciário cearense.

Esse bandido foi preso em novembro de 2015, depois de incendiar veículos que estavam apreendidos no pátio do 8ºDP (José Walter) e atacar a tiros o prédio da 3ª Cia do 6º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Montese.

Em março de 2016, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que Luís Fabiano havia sido transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
e de lá, foi transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a ‘P2’, no Estado de São Paulo, onde são custodiados os membros da cúpula do PCC.

Fontes da Polícia, ouvidas por um jornal aqui da capital, chegam a estranhar essa mudança, já que o bandido tinha planos de agir no Ceará.

O PCC, pelo que consta, tinha feito o levantamento das oficinas mecânicas que atendiam a veículos do Governo, para atear fogo nos estabelecimentos. Dezenas de viaturas seriam queimadas ao mesmo tempo.

No celular dele também havia uma lista com nomes de policiais que deviam ser assassinados. Planejavam também fechar a BR-116 nos dois sentidos, para acentuar a sensação de caos na população.

Diante de tudo isso, fica uma indagação: por que não deixar num presídio de segurança máxima, alguém com um histórico de crimes como esse. E por que ser transferido exatamente para cá. Como dizia o antigo macaco do Planeta dos Homens: “não precisa me explicar, eu só queria entender”.

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Ceará vai custodiar líder do PCC

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de outubro de 2018

Tem decisões de membros da Justiça que, às vezes, a gente não consegue entender. Como a de um juiz que resolveu mandar para o Ceará, um dos tesoureiros da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), Luís Fabiano Ribeiro Brito, o ‘Baixinho’. Ele estava detido no Complexo Penitenciário de Presidente Venceslau, em São Paulo, e vai ser mandado para o Sistema Penitenciário cearense.

Esse bandido foi preso em novembro de 2015, depois de incendiar veículos que estavam apreendidos no pátio do 8ºDP (José Walter) e atacar a tiros o prédio da 3ª Cia do 6º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Montese.

Em março de 2016, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) informou que Luís Fabiano havia sido transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.
e de lá, foi transferido para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, a ‘P2’, no Estado de São Paulo, onde são custodiados os membros da cúpula do PCC.

Fontes da Polícia, ouvidas por um jornal aqui da capital, chegam a estranhar essa mudança, já que o bandido tinha planos de agir no Ceará.

O PCC, pelo que consta, tinha feito o levantamento das oficinas mecânicas que atendiam a veículos do Governo, para atear fogo nos estabelecimentos. Dezenas de viaturas seriam queimadas ao mesmo tempo.

No celular dele também havia uma lista com nomes de policiais que deviam ser assassinados. Planejavam também fechar a BR-116 nos dois sentidos, para acentuar a sensação de caos na população.

Diante de tudo isso, fica uma indagação: por que não deixar num presídio de segurança máxima, alguém com um histórico de crimes como esse. E por que ser transferido exatamente para cá. Como dizia o antigo macaco do Planeta dos Homens: “não precisa me explicar, eu só queria entender”.