agosto 2018 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

agosto 2018

Lei de Murphy nos anais da PM cearense

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de agosto de 2018

A famosa Lei de Murphy, aquela que acredita na tese de que “tudo o que puder dar errado, dará”, parece vigorar em alguns órgãos públicos do Estado.
Em plena crise da segurança em que estamos atolados, uma ação atabalhoada de alguns policiais acabou por vitimar um colega de farda.

O soldado Paulo Marques Albuquerque, estava à paisana trocando tiros com bandidos que tentaram assaltá-lo e ao avistar uma viatura correu em direção ao veículo na tentativa de pedir socorro, ajuda. Os policiais da viatura, ao ver aquele indivíduo com arma na mão, atiraram em sua direção, ocasionando ferimentos e consequente morte. Provavelmente, os policiais imaginavam tratar-se de um criminoso em fuga e não pensaram duas vezes.

O que poderia se caracterizar como uma terrível fatalidade, pode muito bem constar no rol dos atos em que a pressa é a verdadeira inimiga da perfeição.

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O “big brother” da Fortaleza apavorada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, Sem categoria

27 de agosto de 2018

Não sei se vocês já notaram como as guerras no mundo têm diminuído. Eu falo  de conflitos armados, sejam de origem religiosa ou política. Em relação a outros tempos, essas escaramuças até saíram das manchetes. Enquanto isso, cresce no Brasil uma guerra não oficial, patrocinada pelo mercado do tráfico, colocando em confronto facções criminosas que passaram a dominar territórios, principalmente em áreas de maior carência.

Fortaleza, infelizmente, está no rol dessa triste realidade. E se, um dia, questionava-se a terrível situação do Rio, tomado pela criminalidade, hoje em dia, a capital cearense parece ter seguido fielmente o enredo dramático da cidade maravilhosa.

Nunca se ouviu falar tanto de famílias sendo desalojadas de suas residências por ordem dos traficantes. De execuções a torto e a direito.
Quem diria que o perigo hoje mora em qualquer rua, de qualquer bairro, tomado pelos assaltantes, muito embora tenhamos uma porção de câmeras registrando esses fatos.

Vivemos a era do “grande irmão”, expressão cunhada em 1948 por um escritor americano, George Orwell, e que se popularizou na TV via programas da série “Big Brother”.

Se no cenário do ‘Big Brother’ televisivo, tudo faz parte de um jogo onde figuras anônimos buscam grana e fama, no lado real da coisa, os criminosos flagrados pelas câmeras das ruas buscam também dinheiro, enquanto fomentam a desgraça e a dor com suas ações.
Infelizmente, nessa guerra não oficial de Fortaleza, só tem como perdedor, a população. E ninguém lucra nada com isso.

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A selvageria que nos une ao homem das cavernas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de agosto de 2018

As novas descobertas da tecnologia não significam que o homem tenha evoluído em igual proporção. Em alguns casos, continuamos com as mesmas tendências comportamentais de séculos passados. Veja, por exemplo, que em plena era digital, onde temos acesso fácil a tudo e a todos pela Internet, a mentalidade humana ainda beira à dos nossos antepassados que viviam em cavernas. Vivemos um tipo de selvageria que, em nada, diferencia a dos indivíduos que desconheciam leis e normas de convivência.

Há indivíduos que se aproveitam da facilidade das redes sociais para aplicar golpes. Cometer crimes, como o desse técnico de radiologia que se utilizava do trabalho como motorista de um aplicativo para estuprar as mulheres que ele conduzia no seu veículo.

A mesma inteligência humana, que permite apressar o futuro aos nossos dias, também opera nas maquinações do mal na mesma intensidade.

Por isso, a preocupação da sociedade em buscar modos de evitar que, um meio tão importante como o da internet, seja utilizado por mentes inábeis com a era nova em que vivemos.

Tem gente publicando mentiras. Perdendo amizades. Confundindo objetivos e, principalmente, usando as redes sociais como forma de revelar suas verdadeiras faces, que ocultam intolerância, ódio, inveja, ignorância e predisposição para o mal. Em termos de desenvolvimento tecnológico demos um grande passo; infelizmente, em comportamento, retrocedemos dez.

 

 

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O bronze indesejável por todos os cearenses

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de agosto de 2018

Aconteceu o que ninguém desejava. Fortaleza disparou no número de homicídio doloso. Somos a 3ª. capital nesse tipo de mortes, posição indesejável que nos campeonatos conquista a medalha de bronze. O dia-a-dia do Barra já suspeitava isso. Agora veio o reconhecimento nacional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um órgão que contabiliza as mortes violentas desde 2009.

Os números que colocam a capital cearense nessa posição têm uma carga explosiva. Funcionam como um chega pra lá no projeto Ceará Pacífico, que nasceu com um bom propósito. O Ceará teve aumento de 98 por cento – 1.931 contra 965 casos pegando o período de um ano.

E quando se pensava ser o Rio de Janeiro o detentor dessa marca, ficamos sabendo que a violência carioca vem depois da cearense, com uma boa folga em relação às mortes em Fortaleza. Aqui subimos 98 por cento; lá, o crescimento de foi de 12 por cento.

Fortaleza, por si só, extrapolou em número de assassinatos, mais da metade das capitais brasileiras que apresentaram redução. Pra ser bem exato: foram 16 cidades onde a violência diminuiu.

A que se pode atribuir tudo isso? A uma falha na gestão de Segurança? Mas se investiu tanto? O que é que não está dando certo? É preciso se debruçar sobre esses números e buscar soluções.

O projeto do governo para barrar a criminalidade não tem conseguido minimizar o problema. E a essa altura pergunta-se se existe um plano B. Enquanto não se tem essa resposta, Fortaleza morre a cada crime que eleva o nome da cidade como uma das mais violentas do País. E morremos juntos com a intranquilidade que tudo isso move.

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A indigesta lista de matadores e mortos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de agosto de 2018

Pra não dizer que não falei de flores, temos boas notícias em relação à Segurança. O número de homicídios em julho foi menor em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 378 contra 474 em julho de 2017. Evidente que não é o caso de soltar foguetes, nem de se festejar, quando se sabe que, nos primeiros sete meses de 2018, o Ceará registrou 2.758 assassinatos – números que nem a guerra do Iraque, hoje em dia, consegue ranquear.
Mas, em meio a tanta notícia de crimes, uma reduçãozinha que se faça na selvageria desses números, importa. Principalmente se lembrarmos que houve redução dos crimes de roubo a pessoa, roubo de carga, a residência, de veículo e a banco, e nos furtos.

Claro que ainda falta muito para chegarmos a meta desejável. Ninguém aqui é louco de pensar que o Ceará vá zerar a criminalidade. Ela faz parte da individualidade humana, que precisa ser trabalhada. E desse processo, entra Educação e prevenção. O indivíduo educado para o bem consegue se distanciar das tentações de querer TER, o que não lhe pertence. De agir fora da lei. E de fugir às regras de boa convivência que orientam o homem a buscar felicidade. E não ser um número nessa indigesta lista de matadores e mortos.

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Os bons tempos que a gente reclamava

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

08 de agosto de 2018

Você se lembra do tempo em que a população reclamava dos chamados trombadinhas, que nas ruas e praças, batiam as bolsas de senhora? Das reclamações de moradores que tiveram roupas furtadas do varal de seus quintais? E quem se recorda dos golpes do baludo, aplicados por descuidistas interessados em levar alguma vantagem? Das bolsas cortadas discretamente por giletes? Claro, nessa lista não se pode esquecer os famosos ‘ladrões de galinha”. Que saudade desses bons tempos, onde a preocupação não tinha a proporção das ocorrências atuais.

Gente, os pequenos crimes ganharam uma dimensão tão incrivel que, até mesmo, sumiram dos Boletins de Ocorrência denúncias de ladras que arranjavam vagas como domésticas para furtar as residências.
uem diria que chegaria um tempo em que sentiríamos saudades do passado, à época considerado um ‘fim de mundo’ entre os muitos crimes que se aplicavam.

Tudo muda. Tudo evolui. E nesse passo, devíamos ter acompanhado a evolução do crime. Criando formas de combate, onde a inteligência do serviço público conseguisse mostrar a mesma eficiência.

Bons tempos em que haviam as duplas de Cosme e Damião, dirão alguns saudosistas na praça do Ferreira

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Como nos tempos dos ‘rabos-de-burro’ da Parangaba

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

07 de agosto de 2018

Nos últimos tempos, a violência urbana tomou um impulso tão grande, que a maioria dos noticiosos das tvs – e não falo de programas policiais, mas dos grandes jornais -, passa a maior parte do tempo só com matérias da violência. O aumento da criminalidade fez com que os telejornais do se tornassem uma espécie de ‘barra pesada do horário nobre”, com tantos registros violentos. Claro, a criminalidade aumentou. Em contrapartida, o potencial repressivo que se esperava para conter isso, parece ter encalacrado no tempo. Como se não tivesse avançado. Como se estivessemos combatendo criminosos nos tempos dos rabos-de-burro da Parangaba – como foi o famoso Ivan Paiva.

E aí dá pra se pensar: essa disparidade para enfrentar a bandidagem, seria falta de estrutura, planejamento? Não, porque o que o governo cearense gasta com equipamento, aumento do efetivo e uso de modernas tecnologias, é bem considerável. Então, por que tanto roubo, tanto furto, tanto assalto, tanta morte?

A resposta está na linha inversa do que se pensa e pratica em nossos dias. Os maiores especialistas em criminologia têm alertado de que a repressão não é suficiente; é preciso prevenir. Prevenção é tudo.

Projetos que envolvam jovens e os afastem da possibilidade serem cooptados pelo tráfico. A bandidagem cresceu sim – e é terrível dizer isso -, porque o crime organizado consegue atrair mais adeptos para as suas hostes. do que o governo com seus projetos sociais. Sem ver futuro na vida, o jovem desinformado cai facilmente na tentação de lucrar mais rápido com as ofertas do mercado do tráfico. Ainda que criminoso e arriscado.

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Palavra dada, palavra empenhada

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

06 de agosto de 2018

As convenções partidiárias, cujo prazo de realização terminou ontem, foram o pontapé da campanha de 2018. Já já, no rádio, na tv e nas ruas, a voz dos catadores de votos vai apregoar em nossos ouvidos já tão calejados, as promessas de um tempo melhor. É sempre assim, desde que se criou a importância do voto.

Eles vão prometer mundos e fundos, como se dizia no passado – mesmo que, depois de eleitos, retomem a velha rotina de esquecer o que foi prometido enquanto ganhavam a confiança do eleitor.

Este ano, um ponto será proclamado como de maior referência: o da área da segurança. A exemplo das eleições anteriores.
Em meio a tempestuosa onda de violência em que nos encontramos, eu dou um doce se não vai aparecer promessa de tornar Fortaleza, a cidade mais segura do mundo. Queira Deus, que o milagre aconteça.

Mas é bom ficar atento. O eleitor já anda tão calejado dessa lenga lenga política, onde adversários fazem coligações superficiais com seus inimigos, só para garantir a sua vidinha confortável durante mais quatro anos.

É hora de colocar as barbas de molho e renovar os votos de que, nessa campanha, a mentira, a falsidade e a posterior desonestidade não façam plantão nos palanques onde deveria reinar o antigo ditado: palavra dada, palavra empenhada.

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Respostas para se vencer a violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de agosto de 2018


Todo mundo anda atrás de respostas para acabar com a violência. Ninguém vai conseguir acabar; no mínimo, reduzi-la. Até porque a resposta para a violência é a não-violência. E muitos não estão prontos para não reagir contra os violentos. Basta uma palavra dita fora de ordem, pra gente já saltar com quatro pedras na mão, entrando no mesmo nivel dos agressores.

A paz nunca será alcançada com lutas, mas com mudança de atitudes.

Como entender adolescentes com armas? Para se livrar dos inimigos. O que o levou a ter inimigos, essa é a questão que deveria ser levada em conta.

Se a gente procurar saber entre as pessoas violentas, porque elas agem assim, vamos descobrir que elas costumam se alimentar de ódio. E até a medicina receita: ninguém tem paz se vive em conflito consigo mesmo.

Quem armazena na alma, inveja, mentira, ciúme, vingança acaba se indispondo com tudo e todos.

Por isso, não transforme sua mente em lixeira. Ela é a usina de força de seus pensamentos e de suas ações. Quem vive a remoer ideias de violência, acaba sempre se defrontando com as armas do mal.

Tudo na vida busca o alto. O aperfeiçoamento. O progresso. Se você se distanciar dessa meta, a máquina do Tempo recolherá o lixo em que você mesmo acabou se transformando. Pense nisso.

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Despreparo força ação atabalhoada de policiais

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de agosto de 2018

Episódios onde é visível o despreparo em abordagens policiais parece algo recorrente no histórico de alguns profissionais da área de segurança pública do Ceará. O mais recente, esse de Campos Sales. Lamentável, em todos os sentidos.
Um veículo é alvo de tiros da polícia. Resultou na morte de um paraibano. Outras duas pessoas, também, foram atingidas. Todos iam da Paraíba ao Maranhão, participar de um campeonato de sinuca.

A confusão toda começou quando pararam num posto de gasolina. O frentista, provavelmente preocupado com a incidência de criminosos que trafegam armados para ataques a bancos, confundiu os tacos de sinuca que estavam dentro do carro com armas. E o que ele fez? Acionou a polícia.

Durante a tentativa de abordagem, a polícia disparou diversas vezes contra o veículo. Policiais dizem que eles é que empreenderam maior velocidade, complicando ainda mais uma situação que poderia ter sido resolvida de outra maneira.

Num Estado onde a nossa Polícia precisa dar exemplos de maior competência, até para fazer frente aos avanços da criminalidade, esse é um episódio lamentável. Preocupa a todos: a população – que anda sofrendo com a violência – e aos bons profissionais da PM, sim. Aqueles que suam a farda para zelar pelo bom nome da corporação, enquanto se torna cada vez mais visível a necessidade de alguns se reciclarem em busca de aperfeiçoamento. Caso venha a ser confirmada a ação atabalhoada desses policiais, não tem outro caminho senão puni-los. Até para que os bons sejam devidamente exaltados e reconhecidos.

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Despreparo força ação atabalhoada de policiais

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de agosto de 2018

Episódios onde é visível o despreparo em abordagens policiais parece algo recorrente no histórico de alguns profissionais da área de segurança pública do Ceará. O mais recente, esse de Campos Sales. Lamentável, em todos os sentidos.
Um veículo é alvo de tiros da polícia. Resultou na morte de um paraibano. Outras duas pessoas, também, foram atingidas. Todos iam da Paraíba ao Maranhão, participar de um campeonato de sinuca.

A confusão toda começou quando pararam num posto de gasolina. O frentista, provavelmente preocupado com a incidência de criminosos que trafegam armados para ataques a bancos, confundiu os tacos de sinuca que estavam dentro do carro com armas. E o que ele fez? Acionou a polícia.

Durante a tentativa de abordagem, a polícia disparou diversas vezes contra o veículo. Policiais dizem que eles é que empreenderam maior velocidade, complicando ainda mais uma situação que poderia ter sido resolvida de outra maneira.

Num Estado onde a nossa Polícia precisa dar exemplos de maior competência, até para fazer frente aos avanços da criminalidade, esse é um episódio lamentável. Preocupa a todos: a população – que anda sofrendo com a violência – e aos bons profissionais da PM, sim. Aqueles que suam a farda para zelar pelo bom nome da corporação, enquanto se torna cada vez mais visível a necessidade de alguns se reciclarem em busca de aperfeiçoamento. Caso venha a ser confirmada a ação atabalhoada desses policiais, não tem outro caminho senão puni-los. Até para que os bons sejam devidamente exaltados e reconhecidos.