julho 2018 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

julho 2018

A cidade onde as facções pintam e bordam

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de julho de 2018

Dia 5 de janeiro do ano passado, o governador Camilo Santana anunciava a escolha de um policial federal para comandar a Secretaria de Segurança do Ceará. Uma expectativa positiva foi criada naquele momento, diante da onda de violência que imperava na cidade. Quase na mesma ocasião, em fevereiro o Rio de Janeiro anunciava um pacote de austeridade com a presença de tropas do Exército para conter a violência carioca. Nem o Exército deu conta de barrar a violência nos morros do Rio, tampouco o Ceará viu regredir os números da criominalidade por aqui.

Um ano e meio depois da ascensão do policial federal, a situação não foi controlada e, surpreendentemente, a insegurança ganhou maiores proporções, a ponto de a capital cearense se vê refém da bandidagem.

O que aconteceu neste fim-de-semana deixa bem claro que a situação não está sob controle, como pretendem alguns. Que os criminosos têm um forte poder de ação. Que são capazes de lançar uma granada numa delegacia. De tocar fogo em bancos e órgãos públicos. De deixar a pé a população sem poder usar o transporte coletivo. Que, diante da reação policial, eles partem com todo gás para o revide. E infernizam a cidade no mês em que mais turistas a elegem como destino turístico de excelência.

O retrato falado desses dias de Fortaleza não poderia ser mais desastroso. Sabemos que a violência não é exclusividade nossa, a de Fortaleza; mas, curiosamente, não se ouve falar, em outras cidades, desse dantesco e pavoroso inferno que as facções pintam e bordam nos dias atuais.

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O sermão do Padre Cícero atualizado aos dias de hoje

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2018

Quem roubou, não roube mais. Quem matou não mate mais. Essa era a pregação do mais popular religioso brasileiro, o Padre Cícero Romão, para uma geração que, nos anos 30, convivia com a praga da violência do cangaço. O fundador da cidade de Juazeiro, tentava despertar entre aqueles de má índole que o procuravam em busca de penitência e perdão, a necessidade de largar a vida miserável fomentada por ódio, vingança e inveja. Já notaram como essas mazelas da alma humana continuam dando carga à criminalidade nos dias de hoje?

Agora em 2018, completam 80 anos da morte da figura a que o Padre Cícero mais buscava resgatar – Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Alguns críticos do religioso nunca entenderam como um homem de bem buscava ter encontros com um marginal como Lampião. Esquecem de que o mestre do cristianismo dizia não ter vindo para os sãos e sim para os desgarrados do redil divino.

Caso estivesse na Terra nos dias de hoje, o Padre Cícero estaria a repetir o mesmo sermão daqueles dias, diante do mar de violência que se alastra no Ceará, unica e exclusivamente porque ainda somos analfabetos das virtudes do céu.

Quando a gente vê tantos voltados para a criminalidade, roubando, matando, corrompendo como fazem muitos políticos nos tempos de hoje, que falta faz o discurso do taumaturgo de Juazeiro, para a multidão de náufragos desse oceano de miséria que assola os corações humanos.

Provavelmente, ele estaria a repetir: quem matou não mate mais, quem roubou não roube mais. Isso, no entanto, não invalida a dívida com os mal feitos; mas, certamente, oferece uma oportuinidade de mudar a postura na vida de quem errou.

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O sentimento doentio da alma humana: ciúme

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de julho de 2018

Se tem um sentimento perverso, doentio, esse é o do ciúme. Esse estado emocional do ser humano, provocado pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa com quem se gosta, tem lançado no abismo da miséria, gente de boa índole e que, atingida pelo ciúme, é capaz de tudo. Parece o caso de uma escrivã da Polícia Civil, Ludmila Freitas Andrade, que foi acusada pelo homicídio de uma jovem de 21 anos, Karina Firmino de Freitas, em maio do ano passado, em Acopiara.

A vítima manteve um relacionamento amoroso, com o policial militar Thiago Martins Teixeira Florentino, que é casado com a policial civil Ludmila. Chegou a ter um filho com ele e a paternidade foi confirmada por exame de DNA. Enciumada, a escrivã contratou executores para tirar a vida da jovem e continuar com o marido.

Num episódio desses, é comum a pessoa traída lançar seu ódio em cima da rival, muito embora outra parte do caso – seja homem ou mulher – também tenha culpa no cartório pelo relacionamento infiel. Como entender que alguém tire a vida de alguém e fique tranquila ao lado do pivô do problema?

A falta de controle emocional e a cegueira causada pelo ciume explicam esse tipo de comportamento

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Um texto avalia a importância do amigo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2018

No dia internacional do amigo, que transcorreu ontem, nada melhor do que pescar um antigo texto sobre essa figura tão indispensável que eu li há muito tempo atrás. É de alguém que procura um amigo.

O texto diz:

“Procura-se um amigo. Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração. Precisa saber falar e saber calar no momento certo. Sobretudo, saber ouvir.
Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.
Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.
Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo. Se for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa.
Precisa ter qualidades humanas. Sua principal meta deve ser a de ser amigo. Deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.
Que goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver.
Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.”

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A solidária lição do resgate da Tailândia

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de julho de 2018

A grande lição que se tira do episódio com os meninos da Tailândia, entre outras, é a da solidariedade. Num mundo marcado por atitudes individualistas, onde predomina o egoísmo, como é bom a gente respirar exemplos de solidária ajuda. Poucas vezes, tantas pessoas se uniram em uma causa que significava a defesa da Vida. De vidas, diga-se de passagem.

Médicos, mergulhadores, engenheiros, empresários, bombeiros e gente de toda profissão estava reunida sem levar em conta raça, credo e cor. Buscavam de forma voluntária, auxiliar o trabalho de resgate. Conseguiram reunir mais de 90 mergulhadores de vários países, sem que nenhum cobrasse um centavo por esse gesto de grandiosidade humana para salvar a vida dos meninos do time Javali Selvagens.

Enquanto na Rússia alguns profissionais do esporte defendem as cores de seu país, mirando o lucro e a fama, um time de voluntários jogava para salvar o time dos meninos do Javali Selvagens. Um trabalho marcado pela boa coordenação de equipes. Pela integral segurança de todos. Salvar vidas é algo meritório, num mundo onde matar e morrer se tornou algo tão banal, é exemplo para todos, principalmente aqueles individuos que nunca se tocaram pelo valor da Vida.

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Reflexões para um dia de chuva

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de julho de 2018

Um dia de chuva, realimenta em cada um aquela sensação de quietude e a vontade de estar debaixo de cobertores dando vazão à preguiça.

Um dia de chuva, também, nos leva a uma introspeção; a voltarmos para dentro de si e refletir sobre coisas que, geralmente, a gente passa batido.

Pois foi a chuva de hoje que nos levou a uma reflexão sobre o sentido para se viver bem. É um texto de um livrinho de auto-ajuda que nos dá uma injeção de ânimo.

Lá diz: se a gente desanima facilmente e não encontra motivos para ser alegre… se a gente se fecha às boas ideias e sente no lugar do coração uma pedra… é preciso mudar esse jeito de ser.

Problemas existem. Mas se a gente passa a enxergar defeitos nos outros – embora eles os tenham – e tudo na vida parece sem cor e sem brilho é que você está precisando de melhorar o seu ânimo.

Se você passar a agir no bom sentido, rompendo o pessimismo e colocando positividade na sua visão, o primeiro a se beneficiar é você. Faça o teste.

Viver, apenas, uma pedra ou o inseto o fazem: mas viver bem é obra de inteligência e amor. Pense nisso.

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Puro veneno

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2018

Uma das desgraças do mundo são as drogas. Elas são capazes de mudar a vida de qualquer um, para pior. Eram os homens os seus maiores usuários. O tempo mostrou que a facilidade de acesso à maconha, ao crack e à própria cocaína, levou mulheres a esse submundo de miséria.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra duas jovens fazendo uso de maconha, ao lado de uma criança de braço. No vídeo, elas demonstram uma espécie de satisfação, que uma pessoa de bom senso sabe ser pura ilusão.

O consumo de drogas vai aos poucos dinamitando as células e fragilizando a força do pensamento, a ponto de seus dependentes se tornarem uma espécie de robôs ao comando do mal.

Pois acreditem, essas mesmas jovens que se prestaram a isso, são exatamente as que foram vítimas da violência, após fazerem uso de um carro de aplicativo. Alguém, que as aliciou à familiaridade com as drogas, provavelmente, deva ter sido lesado em algum ponto – seja dívida monetária, descumprimento de alguma promessa – e elas acabaram pagando com a vida por terem entrado nessa de horror.

Uma das desgraças do mundo são as drogas, repito. Mais desgraçado é quem delas se alimentam. É veneno puro.

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Marco da fundação de Fortaleza, a Barra é território de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de julho de 2018

Uma das regiões mais críticas em termos de violência é a que abrange ali a Barra do Ceará. Costuma-se elencar Bom Jardim, Granja Portugal, Pirambu e outros bairros, como as áreas de risco; mas quem mora naquela região vem sofrendo na pele o processo crescente de violência. Senão vejamos: onde se firmaram as primeiras gangues da capital? Na Barra e no Vila Velha. Onde mais ocorreram confrontos de jovens antes que a insegurança desandasse em toda a Fortaleza? Exatamente ali.

Nem as políticas públicas implementadas naquela região foram de inibir essa escalada e, com isso, as sementes da violência continuam a fomentar os frutos do mal. As mortes de mulheres, provavelmente, estejam ligadas a esse inferno movido pelo veneno das drogas, pela peçonha do ódio e a facilidade com que as armas transitam em mãos inabilitadas.

A Barra, que foi o marco de fundação da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, se transformou hoje num território livre onde se mata um hoje e se deixa outro marcado para a vez seguinte.

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Marco da fundação de Fortaleza, a Barra é território de violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de julho de 2018

Uma das regiões mais críticas em termos de violência é a que abrange ali a Barra do Ceará. Costuma-se elencar Bom Jardim, Granja Portugal, Pirambu e outros bairros, como as áreas de risco; mas quem mora naquela região vem sofrendo na pele o processo crescente de violência. Senão vejamos: onde se firmaram as primeiras gangues da capital? Na Barra e no Vila Velha. Onde mais ocorreram confrontos de jovens antes que a insegurança desandasse em toda a Fortaleza? Exatamente ali.

Nem as políticas públicas implementadas naquela região foram de inibir essa escalada e, com isso, as sementes da violência continuam a fomentar os frutos do mal. As mortes de mulheres, provavelmente, estejam ligadas a esse inferno movido pelo veneno das drogas, pela peçonha do ódio e a facilidade com que as armas transitam em mãos inabilitadas.

A Barra, que foi o marco de fundação da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, se transformou hoje num território livre onde se mata um hoje e se deixa outro marcado para a vez seguinte.