Janeiro 2018 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Janeiro 2018

Pena de morte, não; pena de Vida sim

Por Nonato Albuquerque em POESIA

31 de Janeiro de 2018

pena de morte, gritam nas ruas as vozes,

ante a avalanche da violência que salta

aos olhos de quem vive o estupor da malta

e se obriga a viver com a fúria dos algozes.

 

por toda a parte, só lamentos atrozes

medo do crime que a todos sobressalta

já que o poder de vencê-lo parece em falta

diante das ações que imprimem esses algozes.

 

no silêncio das igrejas, mães desfiam rosários

pelos filhos que as facções silenciaram

e que foram viver no lado oposto da luz

 

pena de vida a todos, advogam os emissários

do alto, que dos humanos nunca se separam

e repetem as lições do bom mestre Jesus.

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Há esperança por trás da provação sombria

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de Janeiro de 2018

Eu sei que você, que nos acompanha diariamente, deva estar crente de que dificilmente as coisas melhorem em relação à questão da segurança e que a maldade imposta pelos desajustados continuará a prevalecer. Acredite, isso tudo é passageiro. Não seja daquelas pessoas que acreditam que o mal nunca vai se acabar na Terra. Há saídas para tudo. Nada é eterno. Por mais que indivíduos sem escrúpulos arquitetem planos de horror, preguem e ajam na violência, nas iniciativas de corrupção e falta de moral, tudo tem um fim. É possível sim, acreditar que as forças do bem estão preparadas para agir de forma contrária ao que se vê hoje em dia.

Alguém sabe explicar por que, no mundo, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? Essa foi uma pergunta feita no século 19 por um educador e cuja resposta admirável aponta para a fraqueza dos bons. “Os maus são intrigantes e audaciosos, enquanto os bons são tímidos”. Quando os bons se dispuserem a se revelar, a agir como manda a razão e as virtudes propaladas pela humanidade, aí sim, o mal será dissipado da face da Terra e os bons preponderarão.

Na própria Natureza, nada é permanente. Há tempo de plantar e de colher. Há tempo de sorrir, assim como há tempo de chorar. Mas. na verdade, sempre é tempo de esperança. Ainda que os dias sejam de provação.

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Em Fortaleza, um dia é de guerra. O outro é para enterrar os mortos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

29 de Janeiro de 2018

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro, também. As facções criminosas dominam as ‘quebradas’ – os bairros pobres -, onde investimentos de lazer não batem ponto, restringindo-se a áreas nobres da cidade. Os manos, se associam ao tráfico e se dividem em bandos. O CV e o GDE ou 745 que é a numeração das iniciais do grupo são dois da meia dúzia que já se bandeia por aí.
Nas redes sociais eles se tratam e se destratam. Publicam fotos de quem é da facção oponente e que precisa ser eliminado. Os inimigos são tratados como pilantras, sebosos e com o indicativo de que precisam ser mortos. Cenas de execução são mostradas sem que as imagens ganhem nenhuma maquiagem.

O perfil dos integrantes dessas facções é facilmente identificado: jovens, de linguajar chulo, ausência de qualquer conceitos de moral, além da visível ostentação de poder, via cordões, relógio e anéis banhados a ouro, sem falar armas nas mãos. Sabe-se que alguém é do CV – pelo indicador e maior de todos – apontados para as câmeras. Quem é do 745 se torna visível nas redes sociais pela indicação de 3 dedos da mão. Quem imaginaria o símbolo de Paz e Amor virar propriedade de criminosos?

Há algum tempo atrás, porta-vozes do governo negavam a existência de facções criminosas. Hoje, essas facções parecem não acreditar é que exista governo capaz de freia-las, quando assumem táticas de terrorismo, matando inocentes como no forró do Gago, forçando moradores a se picarem da comunidade, buscando matricular novos sócios como faz o PCC ou invadindo fóruns na tentativa de limpar as fichas de cada um. Mas, segundo a autoridade da Segurança, tudo isso não é motivo para pânico. Até quando as autoridades irão fechar os olhos para essa realidade triste da periferia, que só reflete a falta de oportundiades, emprego e educação? Isso, provavelmente, porque não dá visibilidade política nenhuma.

Em Fortaleza, um dia é de guerra. No outro é para se enterrar os mortos, pois a guerra continua.

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Até que ponto você colabora com a segurança de Fortaleza?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

26 de Janeiro de 2018

Se você, assim como a grande maioria dos fortalezenses, considera que a cidade já não oferece as condições de segurança para conter a violência urbana, saiba que essa é uma tarefa não apenas daqueles que integram o sistema; mas de todos nós.

Os agentes de segurança, constituídos pelas forças das Polícias civil e militar, eles têm a sua importância para conter essa inflacionária onda de violência; mas segurança é algo que depende de cada um de nós.

Quando na minha comunidade, eu sou alguém que não tenho boa convivência com a vizinhança; quando vivo brigando em casa, agredindo a mulher; 0quando eu me indisponho no trânsito sem atender as mínimas regras de segurança e por qualquer coisinha eu armo um pé de briga; eu estou colaborando com a insegurança.

Quando, diante de qualquer confusão entre pessoas, ao invés de eu buscar evitar o pior, e ajo atiçando ainda mais as partes; eu estou estimulando a que a violência se amplia, se expanda.

Quando eu faço demonstrações de poder, usando da força ou do cargo que exerça para obter vantagens pessoais; eu sou um violento e estou contribuindo para o aumento do caos a que se estabelece na cidade.

Quem reclama de violência, tem que dá sua resposta efetiva: trabalhando, servindo, convivendo em paz com tudo e com todos. Fora disso, não adianta reclamar da ineficácia da polícia, se você consome drogas e colabora com todo esse mercado da morte que o tráfico abastece. Segurança é algo que começa dentro de cada um.Por isso é que os gregos diziam: conhece-te a ti mesmo. E a partir daí, é possível mudar a pessoa. A cidade. E o mundo.

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O que lhe dá segurança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

23 de Janeiro de 2018

O que lhe dá segurança? Essa é uma pergunta que, provavelmente, vá encontrar uma diversidade de respostas. Para alguns, a segurança depende muito do esforço das organizações policiais na tentativa de minimizar os crimes comuns que acontecem a três por quatro. Para outros, polícia nas ruas – e não apenas em períodos de alta estação, como se fosse apenas para atender a quem vem de fora. É necessário polícia para todos.

O que nos dá segurança é um serviço policial que funcione a partir do simples registro de boletim de ocorrência, até a rapidez com que uma viatura atenda ao chamado de alguém.

O que nos dá segurança é poder contar com a inteligência policial no desvendamento de um furto, de roubo – diante dos muitos assaltos que acontecem na cidade. Mas, também e principalmente, o que nos dá segurança é saber-se protegido por aqueles que, a serviço do cidadão, buscam corresponder a todas iniciativas que se fizer em favor da boa convivência com uma polícia cidadã.

O Brasil tem como colocar em prática, o que falamos aqui em teoria. A Polícia sabe disso. E ao cidadão compete fazer a sua parte: não infringindo as normas de segurança para que se tenha esse dispositivo.

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Segurança no Ceará: a quem muito foi dado, muito será cobrado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de Janeiro de 2018

Uma reunião do governador Camilo Santana com seus secretários, que acontece hoje, pode ser a grande oportunidade que se tem de avaliar a trajetória de cada pasta do governo, estabelecendo metas para este ano. Evidente que todas merecem atenção, mas a da Segurança, pelo aumento do número de crimes, acaba se tornando a mais visada pelo olhar crítico da população, atormentada pela escalada da violência.

Nos últimos tempos, o Ceará tem sido o Estado que se ombreou a outros do NE em números de crimes. Nunca tanta gente foi executada por conta das ações do tráfico. A capital cearense é citada em balanços da violência no mundo. Agora mesmo, um levantamento aponta o nosso Estado como o quarto colocado em crimes de mortes por homofobia.

São números que surpreendem já que o Estado tem-se prontificado a investir pesadamente com recursos nesse setor segurança, enquanto se tem um retorno muito aquém do se espera. É bíblica a citação de que “a quem muito foi dado, muito será cobrado”. O governador confia no seu secretário, evidentemente; mas o peso de um ano eleitoral, possivelmente, deve cobrar mais, muito mais respostas de quem chegou para resolver um problema. Que a cada dia se avulta mais e mais.

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Escravos de um prazer momentâneo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Janeiro de 2018

Como tem crescido o número de jovens envolvidos não apenas com o vício das drogas, mas com a venda delas. A gente sabe que, muitos desses jovens, vivem a ilusão de que podem lucrar com esse mercado criminoso. Pura ilusão.
Droga nunca deu pano pra manga de seu ninguém. O dinheiro que entra hoje da venda de maconha, crack ou cocaína, exige retorno pesado. O troco da prisão ou da morte.

Dinheiro do vício não faz ninguém viver tranquilo. Pode olhar pelos relatos dos crimes de jovens que todo dia são manchetes. As consequências desse comércio desgraçado são aterradoras. Além dos riscos à saúde, como perda de peso, transtornos para a mente e para o organismo, quem usa e vende drogas passa a ser responsável por toda essa violência que assombra a cidade.

Você perde a sua liberdade, já que passa a ser dependente não apenas do vício, mas de alguém, que passa a vigiar seus passos, suas amizades, suas andanças. Qualquer vacilo, eles lhe mudam dessa pra uma outra pior.

Você gosta de ser mandado por alguém como se fosse escravo? Os chefes de tráfico fazem isso com seus clientes. Eles ditam o que você deve fazer ou não. Por onde deve andar. E, qualquer passo em falso, a temporada na cadeia é terrível, porque lá você vai se deparar com seus inimigos mortais, além do estigma de todo viciado que é ter sua vida pautada para matar ou morrer.

Só os abestados é que se deixam passar por esse tipo de situação, ao provarem a si e aos outros que não têm direito a liberdade e a viver em paz. Pense nisso, se você anda metido com esse tipo de coisa.

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P DE PENSAMENTO

Por Nonato Albuquerque em curiosidade

17 de Janeiro de 2018

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Como pode o Estado de direito se render à pressão de criminosos?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de Janeiro de 2018

A violência no Ceará chegou a um ponto tão insuportável que até os magistrados estão sendo ameaçados pelos grupos criminosos. Em Senador Pompeu, uma facção criminosa ameaçou autoridades, caso elas não acatassem exigência de transferir um dos integrantes do grupo que estava preso na cadeia pública da cidade para outra casa de detenção. A organização promoveu dois atentados contra o fórum da comarca na última segunda-feira. Deixaram uma carta endereçada ao juiz, ao promotor e ao delegado prometendo novas ações caso as ordens não fossem atendidas. As autoridades se renderam às ameaças, transferiram o bandido e reforçaram a proteção aos agentes públicos.

Eu conversei hoje em nosso programa de rádio, na Tribuna Band News FM, com o o presidente da Associação Cearense de Magistrados, juiz Ricardo Alexandre Costa, e ele confirmou que essa rendição do Estado de direito a um apelo de criminosos, abre um perigoso precedente, caso outras facções desejem implantar no Estado esse tipo de coação. O Estado de Direito não pode se dobrar ao estado marginal.

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Ajude a diminuir a violência dessa cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de Janeiro de 2018

Você quer contribuir para diminuir a violência dessa cidade? De verdade? Pois saiba que depende de cada um de nós, essa atitude. Por exemplo, se você no trânsito é uma pessoa impaciente, que não se contém diante de um engarrafamento e aciona a buzina intermitente, você é, também, capaz de perder as estribeiras e agir violentamente diante de qualquer discussão em que sua ideias não sejam prevalecidas.

Se você, em casa ou no trabalho, não trata de forma respeitosa os seus colegas e, por qualquer motivo, se enerva e responde com palavras ríspidas alguém que se equivocou – todos somos imperfeitos -, você é violento.

Se você acha que só a sua religião é a certa e se indispõe com os fiéis de outra, porque deseja prevalecer a sua verdade, você é violento.

Se você sai num fim de semana com amigos e acha de promover tumulto num restaurante, só porque alguém pegou uma das suas batatinhas fritas e comeu sem licença, você é violento.

Se você menospreza os mais simples por achá-los pé-rachado e pobretões, só porque você usa roupa de grife. você é preconceituoso. Aliás, se você diferencia gente por cor, credo e status social, você está fora dos padrões de boa convivência. E isso resulta em violência.

Ajude a diminuir a violência da cidade, começando a agir diferentemente da forma como vem agindo. A paz do mundo começa em nós.

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Ajude a diminuir a violência dessa cidade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

12 de Janeiro de 2018

Você quer contribuir para diminuir a violência dessa cidade? De verdade? Pois saiba que depende de cada um de nós, essa atitude. Por exemplo, se você no trânsito é uma pessoa impaciente, que não se contém diante de um engarrafamento e aciona a buzina intermitente, você é, também, capaz de perder as estribeiras e agir violentamente diante de qualquer discussão em que sua ideias não sejam prevalecidas.

Se você, em casa ou no trabalho, não trata de forma respeitosa os seus colegas e, por qualquer motivo, se enerva e responde com palavras ríspidas alguém que se equivocou – todos somos imperfeitos -, você é violento.

Se você acha que só a sua religião é a certa e se indispõe com os fiéis de outra, porque deseja prevalecer a sua verdade, você é violento.

Se você sai num fim de semana com amigos e acha de promover tumulto num restaurante, só porque alguém pegou uma das suas batatinhas fritas e comeu sem licença, você é violento.

Se você menospreza os mais simples por achá-los pé-rachado e pobretões, só porque você usa roupa de grife. você é preconceituoso. Aliás, se você diferencia gente por cor, credo e status social, você está fora dos padrões de boa convivência. E isso resulta em violência.

Ajude a diminuir a violência da cidade, começando a agir diferentemente da forma como vem agindo. A paz do mundo começa em nós.