29 de novembro de 2017 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

29 de novembro de 2017

Na Fortaleza insegura até os delegados são vítimas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2017

Se você é uma daquelas pessoas que nunca sofreram um furto ou foi assaltada, certamente pode se considerar um sujeito de sorte. Porque a maioria da população, mesmo que não tenha sido vítima, tem algo a contar sobre o problema da violência em Fortaleza. São casos impressionantes que, em última análise, revelam o aumento insuportável da criminalidade e a discreta reação dos programas de combate a esse mal. Mas quando se lê notícias como essa de que três delegados foram vítimas de bandidos, meu irmão, a situação revela a quantas anda essa questão de insegurança.

Para quem não tomou conhecimento, a gente lembra: tudo aconteceu ontem, quando um grupo de três delegados foi assaltado na saída de um restaurante no Bairro de Fátima. Os bandidos chegaram a levar até a bolsa de uma delegada. O que se pode tirar desse episódio é que a coisa saiu do controle; que até  a Polícia é vítima dos bandidos e numa área da capital que detém unidades policiais e militares ali na região.

O bairro de Fátima dispõe de duas delegacias – uma na Aguanambi e outra na Eduardo Girão, além de situar o comando geral da Polícia Militar. Na mesma área existe, também, a sede central da Polícia Federal, o que já dá pra se presumir que os bandidos andam tão ousados que não demonstram o menor temor em circular por áreas tão bem vigiadas.

O assalto aos três delegados é mais um capítulo nessa onda de insegurança que lança o nome de Fortaleza, ao ranking de capital mais violenta do Nordeste, onde só os casos de homicídios levam as autoridades a considerarem que, nossa violência, se tornou caso de saúde pública.
O governo, reconhecemos, muito tem feito para evitar chegar a esse estágio; mas é que as políticas de repressão, por si só, não funcionam a contento. Falta ações preventivas. E fora delas não há salvação.

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Na Fortaleza insegura até os delegados são vítimas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2017

Se você é uma daquelas pessoas que nunca sofreram um furto ou foi assaltada, certamente pode se considerar um sujeito de sorte. Porque a maioria da população, mesmo que não tenha sido vítima, tem algo a contar sobre o problema da violência em Fortaleza. São casos impressionantes que, em última análise, revelam o aumento insuportável da criminalidade e a discreta reação dos programas de combate a esse mal. Mas quando se lê notícias como essa de que três delegados foram vítimas de bandidos, meu irmão, a situação revela a quantas anda essa questão de insegurança.

Para quem não tomou conhecimento, a gente lembra: tudo aconteceu ontem, quando um grupo de três delegados foi assaltado na saída de um restaurante no Bairro de Fátima. Os bandidos chegaram a levar até a bolsa de uma delegada. O que se pode tirar desse episódio é que a coisa saiu do controle; que até  a Polícia é vítima dos bandidos e numa área da capital que detém unidades policiais e militares ali na região.

O bairro de Fátima dispõe de duas delegacias – uma na Aguanambi e outra na Eduardo Girão, além de situar o comando geral da Polícia Militar. Na mesma área existe, também, a sede central da Polícia Federal, o que já dá pra se presumir que os bandidos andam tão ousados que não demonstram o menor temor em circular por áreas tão bem vigiadas.

O assalto aos três delegados é mais um capítulo nessa onda de insegurança que lança o nome de Fortaleza, ao ranking de capital mais violenta do Nordeste, onde só os casos de homicídios levam as autoridades a considerarem que, nossa violência, se tornou caso de saúde pública.
O governo, reconhecemos, muito tem feito para evitar chegar a esse estágio; mas é que as políticas de repressão, por si só, não funcionam a contento. Falta ações preventivas. E fora delas não há salvação.