18 de agosto de 2017 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

18 de agosto de 2017

O grande hospital em que a Terra tem se transformado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de agosto de 2017

O horror de Barcelona choca o mundo. Diferente em termos proporcionais, mas tão revoltante quanto o atentado na Espanha, as chacinas em nosso Estado, parecem gerar apenas indiferença ao invés da comoção da outra. Essa é uma reflexão que li, postada pelo presidente da CUFA-Central Única das Favelas, ao avaliar as duas tragédias e considerei bastante pertinente. Voltamos a insistir: sabemos que não há paralelo em termos de comparação, mas as tragédias que Fortaleza vem assistindo parecem não surtir o mesmo efeito  correspondente ao grau de violência que a cidade registra.

Diariamente, jovens estão morrendo e matando, por um naco de qualquer droga, uma pedra, um baseado, uma fungada – a fim de atender a uma compulsiva vontade de satisfazer a doença que os atinge: o vício. E isso parece não sensibilizar a maioria das pessoas, tampouco as autoridades que se dizem comprometidas com o bem estar do povo.

Esses jovens, por mais que tenhamos restrições ao seu modo de vida, são frutos de uma sociedade cada vez mais individualista, que parece perfeita mas não o é, quando passa a atender apenas ao bem estar de uma parcela da elite, enquanto o restante da população se entrega às consequências do desmazelo social, que são a crise econômica que provoca a falta de emprego, a péssima educação e a incontrolável insegurança.

“Os sãos não precisam de médicos”, já se referia o terapeuta das almas, defendendo a atenção aos mais necessitados e que são verdadeiramente doentes da alma num grande hospital em que a Terra tem se transformado.

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O grande hospital em que a Terra tem se transformado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de agosto de 2017

O horror de Barcelona choca o mundo. Diferente em termos proporcionais, mas tão revoltante quanto o atentado na Espanha, as chacinas em nosso Estado, parecem gerar apenas indiferença ao invés da comoção da outra. Essa é uma reflexão que li, postada pelo presidente da CUFA-Central Única das Favelas, ao avaliar as duas tragédias e considerei bastante pertinente. Voltamos a insistir: sabemos que não há paralelo em termos de comparação, mas as tragédias que Fortaleza vem assistindo parecem não surtir o mesmo efeito  correspondente ao grau de violência que a cidade registra.

Diariamente, jovens estão morrendo e matando, por um naco de qualquer droga, uma pedra, um baseado, uma fungada – a fim de atender a uma compulsiva vontade de satisfazer a doença que os atinge: o vício. E isso parece não sensibilizar a maioria das pessoas, tampouco as autoridades que se dizem comprometidas com o bem estar do povo.

Esses jovens, por mais que tenhamos restrições ao seu modo de vida, são frutos de uma sociedade cada vez mais individualista, que parece perfeita mas não o é, quando passa a atender apenas ao bem estar de uma parcela da elite, enquanto o restante da população se entrega às consequências do desmazelo social, que são a crise econômica que provoca a falta de emprego, a péssima educação e a incontrolável insegurança.

“Os sãos não precisam de médicos”, já se referia o terapeuta das almas, defendendo a atenção aos mais necessitados e que são verdadeiramente doentes da alma num grande hospital em que a Terra tem se transformado.