13 de julho de 2017 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

13 de julho de 2017

Avestruzes humanas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de julho de 2017

Até que ponto a dor do outro nos comove, mexe conosco? Como você se comporta diante do sofrimento alheio, estampado diariamente nas manchetes? Se você acha que são ‘coisas da vida’, que nada pode fazer para alterar a situação, eu posso até concordar com esse tipo de avaliação. Mas o que me leva a interpelar você é sobre essa miséria social provocada pela violência, que embora não tenha lhe atingido, pesa sobremaneira na segurança da cidade e leva dor e sofrimento a tantos envolvidos.

Amanhecer e anoitecer numa cidade onde o crime impera, onde vidas jovens são tragadas pelo efeito das drogas e onde as políticas de combate a violência se restringem ao aparelho policial, é algo que perturba. Avançamos em conquistas de tecnologia, nos aperfeiçoamentos em descobertas interessantes que facilitam o nosso conforto; fazemos reivindicações de melhoria do time que torcemos quando ele não consegue bons resultados, mas já notaram como em termos de se tocar com a dor do outro, parece algo longe do nosso compromisso?

Enquanto a tristeza de alguém que perdeu alguém de sua afeição não encontrar reflexo em nosso cotidiano, continuaremos a ser insensíveis e adotar a mesma postura das avestruzes que, diante do perigo, enterram a cabeça na areia tentando não ver a realidade que as cercam.

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Avestruzes humanas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de julho de 2017

Até que ponto a dor do outro nos comove, mexe conosco? Como você se comporta diante do sofrimento alheio, estampado diariamente nas manchetes? Se você acha que são ‘coisas da vida’, que nada pode fazer para alterar a situação, eu posso até concordar com esse tipo de avaliação. Mas o que me leva a interpelar você é sobre essa miséria social provocada pela violência, que embora não tenha lhe atingido, pesa sobremaneira na segurança da cidade e leva dor e sofrimento a tantos envolvidos.

Amanhecer e anoitecer numa cidade onde o crime impera, onde vidas jovens são tragadas pelo efeito das drogas e onde as políticas de combate a violência se restringem ao aparelho policial, é algo que perturba. Avançamos em conquistas de tecnologia, nos aperfeiçoamentos em descobertas interessantes que facilitam o nosso conforto; fazemos reivindicações de melhoria do time que torcemos quando ele não consegue bons resultados, mas já notaram como em termos de se tocar com a dor do outro, parece algo longe do nosso compromisso?

Enquanto a tristeza de alguém que perdeu alguém de sua afeição não encontrar reflexo em nosso cotidiano, continuaremos a ser insensíveis e adotar a mesma postura das avestruzes que, diante do perigo, enterram a cabeça na areia tentando não ver a realidade que as cercam.