julho 2017 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

julho 2017

A ociosidade que produz armadilhas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

27 de julho de 2017

Mente vazia é mesmo uma oficina do capeta. O bordão é das antigas, mas o prazo de validade está bem atual. Vide a ação de presos lá de Maracanaú. Eles simplesmente bolaram um esquema de fuga, se fosse colocado em execução, poderia acarretar resultados perigosos para quem atua na área de segurança.

Os presos pegaram fios elétricos, ligaram numa tomada no interior da prisão e através dessa gambiarra fizeram uma ligação com a grade da cela, construíndo uma espécie de cerca elétrica – eletrificaram as grades da cadeia -, para evitar que os guardas pudessem prejudicar o trabalho de outros presos que escavavam um buraco. Se algum carcereiro tentasse se aproximar das grades, certamente, seria eletrocutado. Por sorte, um policial descobriu a armadilha a tempo de evitar uma tragédia desse tipo.

Isso tudo só vem confirmar que a ociosidade dos presos nessas casas de recolhimento, seja em delegacias distritais ou grandes penitenciárias, só estimula a cabeça de gente a fazer planos de fuga e a pensar em coisas que em nada ajudam a recuperação deles.

Enquanto cadeia servir apenas como depósito humano, sem um projeto que leve os internos a ocuparem o tempo com estudo e trabalho. nós iremos conviver sempre com essas iniciativas que depõem contra um sistema penitenciário totalmente falido e inconsequente. Até quando as autoridades vão tratar questões desse tipo com o descaso que tem provocado a falência do sistema penitenciário? Respostas para a autoridade que estiver de plantão no governo.

leia tudo sobre

Publicidade

O padre Ciço da não violência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de julho de 2017

Ontem, o Cariri relembrou a figura mítica do padre Cícero Romão, por conta do aniversário de morte do fundador de Juazeiro. É comum nessas ocasiões, centenas de fiéis acorrerem à meca do Cariri para agradecer e fazer preces ao padim, no intuito de alcançar as graças em favor de uma vida melhor.

Nesses tempos bicudos de crise econômica e excesso de violência, como seria bom que seguíssemos os conselhos do santo cultuado pelo povo, pregando ensinamentos simples que visam a união das pessoas em torno de uma vida tranquila e de buscarem na família o sentido real de sustentação da sociedade.

Evidente que, na época do padre Cícero, haviam preocupações com a violência que existe hoje, dada as ações criminosas do bando de Lampião e ao próprio envolvimento do sacerdote com a Política. Mas em seus sermões, o sacerdote fazia questão de incentivar as boas obras; a união das famílias e que as pessoas buscassem viver em paz, sem tantas emboanças e pega-rabos.

O padre Cícero chegou ao ponto de apregoar o perdão das faltas cometidas por aqueles que tivessem praticado algum crime, ao dizer: “Quem roubou não roube mais; quem matou, não mate mais”, exigindo dos que agiram no mal uma total mudança de comportamento.

Será que hoje em dia esse tipo de pregação encontra eco entre aqueles que optaram pela vida marginal? Será que alguém segue (ali) à risca essa doutrina de evitar o erro e viver em paz que o Padim tanto apregoou? Pense nisso.

leia tudo sobre

Publicidade

Livrai-nos de todo mal

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de julho de 2017

Na oração do Pai Nosso, todo cristão pede a Deus para se livrar da tentação do mal. Dita muitas vezes da boca pra fora, a gente nem tem a consciência plena de estar pedindo proteção aos céus para evitarmos todo tipo de ação malévola que possamos sofrer ou cometer a outros. Estou lembrando dessa passagem, diante da morte trágica de duas crianças no município de Viçosa. Elas saíram para buscar comida para um carneiro e acabaram sendo assassinadas à faca no meio do mato.

Que tipo de gente é capaz de praticar violência contra dois menores indefesos? O que pode ter motivado alguém a esse ato tão cruel? Como entender uma pessoa que cometa um crime desses e consiga, agora, estar tranquila, vivendo normalmente, sem peso na consciência – provavelmente, em meio à família que nem saiba da monstruosidade que esse indivíduo tenha cometido.

A vida de todo mundo nem sempre foi um mar de rosas como se liam nos romances. Sempre tivemos altos e baixos. Crises e derrotas. Mas havia sempre uma esperança a fortificar a certeza de que tudo voltaria à normalidade. Hoje em dia não; é uma tragédia atrás da outra. Toda sorte de crimes e atos que desabonam até mesmo a crença de que somos humanos. É preciso investigar causas desse crime. É competência das autoridades. A nossa de lamentar essas tragédias e de rezar, pedindo a Deus que não nos deixe cair em tentação. E que nos livre de todo mal. Amém.

leia tudo sobre

Publicidade

Avestruzes humanas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de julho de 2017

Até que ponto a dor do outro nos comove, mexe conosco? Como você se comporta diante do sofrimento alheio, estampado diariamente nas manchetes? Se você acha que são ‘coisas da vida’, que nada pode fazer para alterar a situação, eu posso até concordar com esse tipo de avaliação. Mas o que me leva a interpelar você é sobre essa miséria social provocada pela violência, que embora não tenha lhe atingido, pesa sobremaneira na segurança da cidade e leva dor e sofrimento a tantos envolvidos.

Amanhecer e anoitecer numa cidade onde o crime impera, onde vidas jovens são tragadas pelo efeito das drogas e onde as políticas de combate a violência se restringem ao aparelho policial, é algo que perturba. Avançamos em conquistas de tecnologia, nos aperfeiçoamentos em descobertas interessantes que facilitam o nosso conforto; fazemos reivindicações de melhoria do time que torcemos quando ele não consegue bons resultados, mas já notaram como em termos de se tocar com a dor do outro, parece algo longe do nosso compromisso?

Enquanto a tristeza de alguém que perdeu alguém de sua afeição não encontrar reflexo em nosso cotidiano, continuaremos a ser insensíveis e adotar a mesma postura das avestruzes que, diante do perigo, enterram a cabeça na areia tentando não ver a realidade que as cercam.

leia tudo sobre

Publicidade

Uma luta incansável, essa de combate às drogas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de julho de 2017

A luta contra as drogas é algo que exige esforço e continuidade. Por isso, necessita ser constante. É preciso tanto o empenho das autoridades que combatem o tráfico quanto o apoio da população.

A miséria associada a esse tipo de vício tem se revelado diariamente nas manchetes. Nos adolescentes que se vêem envolvidos na teia criminosa dos agentes do tráfico; no balanço policial dos mortos dessa guerra não declarada. Por isso, a apreensão de drogas em uma sorveteria já demonstra o quanto o tráfico se esforça para ganhar clientes, sem nenhum tipo de respeito ao universo que ele atrai: sempre jovens. Pessoas sem a devida formação de caráter e que, facilmente, entram para esse mundo por mera curiosidade ou desinformação.

Assim como existem grupos de trabalho contra o alcoolismo e as doenças nervosas, é preciso oportunizar o surgimento de mais voluntários em defesa do esclarecimento do que as drogas ilícitas causam. A partir do exemplo de ex-adictos, revelando suas experiências desagradáveis e o infortúnio que vivenciou junto à família e a sociedade, será possível reverter um drama social que, atualmente, responde pelo maior número de mortes numa capital como Fortaleza. Todos contra as drogas deve ser a convocação.

leia tudo sobre

Publicidade

Para ser a cidade do futuro como aponta o Financial Times, Fortaleza precisa vencer uma mancha do passado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

07 de julho de 2017

Fortaleza foi incluída numa pesquisa de um jornal inglês no ranking das cidades americanas do futuro 2017/18. Levou-se em conta o potencial econômico, negócios, simpatia e capital humano. Na verdade, somos detentores desses termos.

Convivemos com um bom desenvolvimento econômico. A capital é simpática aos olhos de todos. Não é atoa que somos o destino mais procurado pelos brasileiros nessa temporada. O capital humano é de uma força incalculável. Somos reconhecidamente hospitaleiros. Mas como toda cidade moderna, Fortaleza tem pecados de capital.

O crescimento desordenado. O inchaço populacional provocando crises de emprego. O abismo sócio-econômico quando se compara aldeia-Aldeota e o que é mais grave: a violência.

Se a pesquisa levasse em conta esse dado, provavelmente, estaríamos distante de qualquer perspectiva de futuro, de vez que os números do cotidiano da cidade, são indesejáveis para qualquer núcleo populacional. Precisamos urgentemente de iniciativas que nos levem a mudar esse perfil, caso contrário, não apenas o nosso futuro estará ameaçado, mas o presente em que vivemos.

leia tudo sobre

Publicidade

Procura-se alguém que fuja ao perfil desumano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de julho de 2017

Numa época de tanto individualismo e falta de atenção para com os outros, uma mensagem nas redes sociais chama atenção. Ela diz:

Procura-se alguém que seja capaz de vencer em si mesmo qualquer atitude violenta.

Alguém que saiba proteger seu nome fugindo a todo e qualquer apelo para levar vantagem sob qualquer preço.

Procura-se alguém que, a qualquer instante, consiga calar uma ofensa sob a visão de que o ofensor deva estar fora do normal.

Procura-se alguém com quem se possa falar, frente à frente, cara a cara, já que a maioria das pessoas está ocupada nas redes sociais, solitárias na multidão.

Procura-se alguém capaz de perdoar 77 vezes sete como orientava o grande mestre.

Alguém de coragem, capaz de ter medo principalmente de algum ato seu que possa ferir a outrem.

Procura-se alguém que seja capaz de emocionar-se com as coisas simples, num mundo onde a vaidade, o orgulho e o poder acabam tirando a magia dessa coisa maravilhosa que é a Vida.

Se você se acha enquadrada nesse perfil, então você é a pessoa a quem o mundo procura ansiosamente para contabilizá-la entre as criaturas do bem. Pense nisso.

leia tudo sobre

Publicidade

Procura-se alguém que fuja ao perfil desumano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

05 de julho de 2017

Numa época de tanto individualismo e falta de atenção para com os outros, uma mensagem nas redes sociais chama atenção. Ela diz:

Procura-se alguém que seja capaz de vencer em si mesmo qualquer atitude violenta.

Alguém que saiba proteger seu nome fugindo a todo e qualquer apelo para levar vantagem sob qualquer preço.

Procura-se alguém que, a qualquer instante, consiga calar uma ofensa sob a visão de que o ofensor deva estar fora do normal.

Procura-se alguém com quem se possa falar, frente à frente, cara a cara, já que a maioria das pessoas está ocupada nas redes sociais, solitárias na multidão.

Procura-se alguém capaz de perdoar 77 vezes sete como orientava o grande mestre.

Alguém de coragem, capaz de ter medo principalmente de algum ato seu que possa ferir a outrem.

Procura-se alguém que seja capaz de emocionar-se com as coisas simples, num mundo onde a vaidade, o orgulho e o poder acabam tirando a magia dessa coisa maravilhosa que é a Vida.

Se você se acha enquadrada nesse perfil, então você é a pessoa a quem o mundo procura ansiosamente para contabilizá-la entre as criaturas do bem. Pense nisso.