Abril 2017 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Abril 2017

A praia é do povo, sem distinção de crença, conta bancária ou cor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de Abril de 2017

A exemplo da praça, a praia é o lugar mais democrático do mundo. Ou, pelo menos, deveria sê-lo. É para lá onde convergem pessoas de todas as idades, sem levar em conta questão de raça, de credo ou de conta bancária.

Na praia todos se misturam. Gente rica, pobre, letrada e analfabeta. Entre os que a frequentam, há os que aproveitam o espaço para o ganha-pão. Sejam grandes comerciantes ou simples ambulantes. Em Fortaleza, contudo, alguns desses pequenos vendedores se viram alvo de atitudes preconceituosas. Um deles sofreu violência gratuita por parte de seguranças, por estar circulando em determinada área que se julga pertencer a uma barraca.

Por “determinadas áreas”, leia-se o espaço ocupado de forma considerada ilegal por algumas delas quando avançaram terras de marinha e passaram a ser denunciados como invasores pelo próprio Ministério Público.

Um vídeo postado nas redes sociais mostrando a violência de um dos seguranças de uma dessas barracas, nos remete a esse tipo de tratamento desrespeitoso e preconceituoso dos que privatizam o que deve ser público. A atitude provocou – como era de se esperar – uma reação em cadeia de protesto contra esse tratamento, exatamente no momento em que se discute a questão das barracas ocuparem espaços indevidos.

Atitudes politicamente incorretas, como essa, motivam reações como as que estão sendo anunciadas para o próximo fim de semana em protesto contra esse tipo de tratamento, que a direção da barraca diz não acatar e que irá tomar providências para que não se repitam.

É preciso não perder de vista essa noção de respeito à liberdade do ir e vir, a fim de garantir ao cidadão esse direito constitucional.

Parafraseando Castro Alves, a praia é do povo, como o céu é do avião. Sem distinção de crença, conta bancária ou cor.

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O exercício da cidadania passa pelo respeito às normas e leis que regem o mundo das coisas e dos homens.

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de Abril de 2017

Depois de dois dias de intranquilidade, Fortaleza começa a superar o medo que essa onda criminosa causou em todos. E, aos poucos, retoma as suas atividades rotineiras. O feriado de Tiradentes até contribui para isso, porque diminui o número dos que circulam pelas ruas -, muito embora a frota de ônibus trafegue dentro da normalidade, reduzida por conta do feriado.
Infelizmente, ainda persistem aqui e ali alguns indesejáveis casos de mau uso das redes sociais. É incrível como existem pessoas com capacidade para o mal. Utilizam-se da divulgação de notícias falsas, tentando perturbar ainda mais uma situação que já é preocupante. Pessoas assim, em nada contribuem para a cidade; são indivíduos sem escrúpulos que, se não agem como os criminosos das facções, incendeiam a calma e a tranquilidade que tanto precisamos.
Por isso, um alerta: não divuilgue boatos; não crie situações de temor; não compartilham postagens que fogem à verdade, permitindo entrar no jogo de loucura dos responsáveis pelos atentados.
Ainda bem que o governador Camilo Santana foi preciso ao dizer que o governo não acatará esse tipo de ousadia, quando criminosos tentam submeter uma cidade e sua gente ao domínio do terror. O Estado tem que ser implacável com todos eles. Os que incendeiam veículos; os que promovem atentados a bancos e delegacias, tanto quanto os que repassam boatos pelas redes sociais. É preciso ser duro duro com esse tipo de gente que se satisfaz com o caos, com a destruição. Não tem perdão para quem sai por aí disseminando violência, agindo em nome de uma causa que não tem sustentação.
Parta de onde partir, esse é um tipo de crime que precisa ser condenado por todos. Especialmente, quando se tem a suspeição de agentes da criminalidade, através de facções em litígio, querendo impor a sua marca de domínio além das paredes dos presídios onde eles estão.
Quem deseja viver bem, que o faça por onde merecer. Todo mundo tem direitos a serem atendidos; mas é preciso se portar dentro dos limites a que todos nos submetemos.
A cidade e sua população não fecham com esse tipo de protesto criminoso, sob alegação de serem retaliações por transferência de presos de uma unidade para outra.
O exercício da cidadania passa pelo respeito às normas e leis que regem o mundo das coisas e dos homens.

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Milagres existem. Explicá-los, quem há de?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de Abril de 2017

Milagres acontecem. Negá-los, pode ser pura conveniência pessoal. Mas eles estão aí. A nos revelar a grandeza da força divina. A nos querer transmitir alguma mensagem, além do que os olhos conseguem perceber e o nosso raciocínio cartesiano consiga explicar.

Uma criança encontrada num camburão de lixo chega a ser inquietante. Mas, a sua sobrevivência depois de permanecer um bom tempo soterrada entre entulhos de construção e outros componentes descartadps como lixo, parece ser a mais recente confirmação de que os céus não deixam de nos enviar sinais e, que por ignorância ou mero preconceito, ao invés de fazermos essa leitura, a primeira preocupação que nos vem à mente é condenar a mãe da criança.

O ser humano é volúvel. Em ocasiões assim, costuma emitir apressadamente juízo de valor sobre certos casos, sem levar em conta a grandeza de uma vida que se salva de forma milagrosa num mundo onde a grande maioria comunga o verbo matar de forma mais irracional.

Nessas horas, é preciso avaliar o que leva uma pessoa a agir dessa forma. Principalmente, alguém que tem a graça de gerar em si o corpo de uma alma destina a uma jornada vivencial e, por algum motivo – motivo sério, provavelmente -, se permite a esse tipo de ação.

Que tipo de pressão a levou a esse ato? Que situação extrema fez ela cometer esse descarte? Não é novidade que, muitas jovens, são impelidas a largar fora o fruto do seu ventre tão logo ele nasça, obrigadas por companheiros e pais insensíveis, diante do milagre da maternidade. Outro detalhe: que anjo é esse que chega à Terra de forma tão desconcertante? Abandonado tão logo vem à luz?

Milagres existem. E, como não há maneira mais simples de explicá-los, a Vida se encarrega de aplicá-los.

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Retrato falado de um homem chamado Jesus

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de Abril de 2017

Texto de Nonato Albuquerque

 

Um excluído, cidadão de uns 33 anos, é preso, torturado e executado de forma arbitrária. Seu julgamento durou menos de 24 horas, entre a prisão e a morte, assistida por dezenas de pessoas. O crime pelo qual foi condenado não ficou bem definido. Há suspeitas de que ele vivia à margem da lei. Que pregou uma nova ordem social, na qual as pessoas deveriam viver no Bem, na Esperança e na Caridade.”

Ousado, ele chegou a incitar as multidões a abandonarem os vícios e as maldades do ódio e da violência. Seus algozes o acusaram de andar em bando, com uma espécie de gangue que chegara a danificar um templo religioso, expulsando os comerciantes que, segundo ele, assaltavam o consumidor no peso e no no preço.

Preso pelas milícias oficiais, depois de várias tentativas frustradas, esse homem quase foi linchado pela multidão, a qual ele assistiu durante três sucessivos anos, ensinando regras de comportamento ético e de uma vida saudável para o corpo e para o espírito.

Foi a ajuda de um integrante de seu grupo, por meio do expediente da delação, que deu à polícia a chance de localizá-lo. Sua prisão não obedeceu a nenhum critério da lei ou respeito aos direitos humanos.

Sua identidade é bastante conhecida, mas há em torno dele um grande mistério. Partidários e até inimigos são unânimes em garantir que ele sempre se portou em favor dos pobres, doentes, assassinos, prostitutas e miseráveis, tendo anunciado a Justiça em defesa dos oprimidos.

Esse homem, sem residência fixa e cujo destino todos ignoravam, costumava atrair multidões às praças e aos logradouros onde pregava lições que jamais foram ouvidas da boca de alguém: o dever de amar os inimigos; esquecer pai e mãe para segui-lo; a promessa de um lugar no paraíso para os pobres de espírito; a igualdade dos povos e a sua filiação divina; a crença de que todos somos deuses, além de buscar fazer pelo outro aquilo que desejaríamos que nos fizessem.

Preso, torturado e executado em via pública, num local denominado Morro da Caveira, esse homem mereceu o registro maior de todas as violências.

Seu nome: Jesus.
Seu crime: ter amado a humanidade.

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O caso da pequena Débora

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de Abril de 2017

O caso da pequena Débora Lohany não sai da cabeça de ninguém. A sua morte incomoda a todos. E não apenas por envolver uma inocente; mas pela forma como esse caso aconteceu.

Uma criança de 4 anos, brincando na calçada, ser levada por alguém – cujo perfil descrito inicialmente era de alguém sem um braço e que a conduzira pela região do mangue – descartadas em seguida.

Buscas incessantes envolvendo todo um aparato policial e da população não conseguiram evitar o pior: a pequena Débora acabou sendo sacrificada em nome de algo que foge ao nosso conhecimento. É essa questão que anda remoendo a cabeça de todos.

Qual foi a causa, o que motivou o sacrifício de uma inocente? Deve haver algo que foge a nossa compreensão – foi apenas um ato desumano de alguém que se aproveitou para raptar a criança ou seria alguma pendência familiar que levou a consequência tanto malsã?

Questionou-se a possibilidade de dívida de drogas. Nada ficou esclarecido.

O caso da pequena Débora não sai da nossa cabeça, das nossas conversas, da nossa dificuldade em explicá-lo.

O silêncio a que a criança foi submetida é a grande questão que a Polícia deve investigar. Nada deve ficar sem resposta. Essa é uma obrigação não só para atender à família, mas à população.

O caso da pequena Débora reabre uma outra discussão relacionada à insegurança a que estão expostas nossas crianças. E mais do que isso: tenta entender esse instinto perverso de alguém que é capaz de sacrificar uma inocente, num gesto que foge a qualquer senso de racionalidade.

O caso da pequena Débora não sai das nossas cabeças.

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O caso da pequena Débora

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

10 de Abril de 2017

O caso da pequena Débora Lohany não sai da cabeça de ninguém. A sua morte incomoda a todos. E não apenas por envolver uma inocente; mas pela forma como esse caso aconteceu.

Uma criança de 4 anos, brincando na calçada, ser levada por alguém – cujo perfil descrito inicialmente era de alguém sem um braço e que a conduzira pela região do mangue – descartadas em seguida.

Buscas incessantes envolvendo todo um aparato policial e da população não conseguiram evitar o pior: a pequena Débora acabou sendo sacrificada em nome de algo que foge ao nosso conhecimento. É essa questão que anda remoendo a cabeça de todos.

Qual foi a causa, o que motivou o sacrifício de uma inocente? Deve haver algo que foge a nossa compreensão – foi apenas um ato desumano de alguém que se aproveitou para raptar a criança ou seria alguma pendência familiar que levou a consequência tanto malsã?

Questionou-se a possibilidade de dívida de drogas. Nada ficou esclarecido.

O caso da pequena Débora não sai da nossa cabeça, das nossas conversas, da nossa dificuldade em explicá-lo.

O silêncio a que a criança foi submetida é a grande questão que a Polícia deve investigar. Nada deve ficar sem resposta. Essa é uma obrigação não só para atender à família, mas à população.

O caso da pequena Débora reabre uma outra discussão relacionada à insegurança a que estão expostas nossas crianças. E mais do que isso: tenta entender esse instinto perverso de alguém que é capaz de sacrificar uma inocente, num gesto que foge a qualquer senso de racionalidade.

O caso da pequena Débora não sai das nossas cabeças.