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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

novembro 2016

‘Herodes de toga’ decretam a descriminalização do aborto

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de novembro de 2016

O Brasil, praticamente, sentenciou à morte milhares e milhares de inocentes que deveriam nascer e que, a partir de agora, suas mães podem muito bem tomar a decisão de abortá-los, sem que isso se constitua mais em nenhum crime. A medida aprovada ontem por 3 dos cinco membros da primeira turma do Supremo Tribunal Federal, simplesmente reabre a discussão em torno desse tema tão polêmico. Evidentemente que foi uma decisão proferida sobre um caso específico, em um habeas corpus que revogou a prisão preventiva de cinco pessoas que trabalhavam numa clínica clandestina de aborto lá no Rio, mas pode ser considerada um passo à frente na descriminalização do ato, desde que no início da gravidez. Isso equivale a dizer que outros magistrados, até de primeira instância, poderão, a seu critério, adotar o entendimento da primeira turma do STF e favorecer o que consideramos ‘o mercado da morte’. Os ministros do Supremo vêm sendo chamados de ‘Herodes de toga’. por todos aqueles que defendem o direito à vida do nascituro.

Houve até um ministro, o relator Marco Aurélio, que chegou a considerar que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto no primeiro trimestre de gestação violam direitos fundamentais da mulher. E é o caso de se perguntar: mas que direitos? Os de que a mulher tem todo direito sobre seu corpo, o que é a mais pura verdade. Porém, é bom deixar bem claro, que ela tem direito sobre o corpo dela; não sobre o corpo que ela deseja abortar. Esse pertence a uma outra criatura e que deve ser protegida desde os primeiros dias da concepção.
Esse tipo de argumento falacioso tenta impor ideias de grupos interessados em oficializar o que consideramos um mercado da morte, tirando lucro de um sistema criminoso que expele do ventre materno aqueles que têm a mesma oportunidade que eu e você, de nascer e estabelecer uma experiência de vida. Há aqueles que reclamam de fetos em má formação; crianças que podem nascer com algum problema físico – esquecidos de que, quaisquer que sejam essas dificuldades, esses indivíduos podem superar-se como são os casos de cegos como Steve Wonder; de cadeirantes como o físico Stephen Hawkins; de deficientes físicos como o escultor mineiro Aleijadinho e de centenas de outras pessoas que nasceram com problemas mas que viveram para provar como é possível superar essas barreiras. A decisão dos juízes do Supremo, descriminalizando o aborto é algo lamentável. Principalmente, quando fazem numa época próxima à celebração do nascimento de um líder que sempre pautou seu discurso pela defesa da Vida. Vida plena, como Jesus costumava dizer. Aliás, já imaginaram se as mães de sábios e mestres como ele, tivessem decidido por cometer esse tipo de crime, como estaríamos órfãos de suas presenças?

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Que lições se deve tirar da tragédia com a Chapecoense?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de novembro de 2016

As tragédias, como essa que vitimou o time da Chapecoense, nos deixam embasbacados; impotentes. Sem uma explicação mais convincente diante do que consideramos ser a imponderabilidade da Vida. Imponderável é tudo aquilo que não pode ser avaliado e, que por isso mesmo, causa enorme surpresa. Quem para compreender o que rege o destino das coisas e das pessoas? Como entender que, de uma hora para outra, gente cheia de vida, convivendo com o que consideram ser um dos melhores momentos de suas existências, num segundo se defrontem com o fenômeno da morte, impactando o mundo todo com extrema consternação?

As tragédias parecem nos suscitar lições. Lições no aprendizado da vida. Parecem falar da nossa pequenez humana diante de fatos que fogem ao nosso conhecimento. Enquanto alguns indivíduos se mostram indiferentes ao drama dos seus semelhantes, carregando uma carga de orgulho por terem fama ou dinheiro, agindo como se fizessem parte de uma casta especial dos homens, esquecem que todos temos um destino comum: o do fenômeno da morte.

Ricos e pobres, brancos e pretos, letrados e analfabetos, desde que nascemos só temos uma certeza. De que a qualquer instante nossas existências ganharão um outro rumo. E quando isso acontece, a natureza humana se ressente de não termos sido mais afetuosos uns para com os outros. De termos perdido um tempo enorme em discussões sem vantagem alguma. De não termos agido em busca de contribruir para um mundo melhor – já que essa é a função, o motivo de cada um de nós na Terra.

As tragédias nos vêm alertar sobre a finitude de cada ser humano, enquanto matéria. Se apenas vivenciarmos essa dimensão do TER e não levarmos em conta a experiência do bem, dos valores morais, da vida do espírito, a qualquer hora vem a ceifadora e nos tira da Vida física, deixando entre nós esse assombro que a morte dos jogadores da Chapecoense nos faz. Que posamos tirar lições do que é inexplicável. Afinal, nada acontece por acaso. Não cai uma folha de uma árvore se não houver a permissão divina.

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A tragédia das estradas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de novembro de 2016

Uma das tragédias humanas mais comuns, a dos acidentes nas estradas, tem aumentado muito em nosso Estado. Em menos de 48 horas, várias dessas ocorrências ganharam as manchetes; deixaram famílias enlutadas e estão a exigir reações imediatas. É bem verdade que a maioria dos acidentes em estradas ocorre por imprudência de guiadores, acostumados a empurrar o pé no acelerador, desrespeitando normas de trânsito e sem levar em conta as consequências. Outras vezes, esses casos ocorrem por falhas na sinalização e que precisam ser levadas em conta como preocupante.

Quem deixa Fortaleza em demanda ao interior, por exemplo, vai notar que há uma enorme preocupação das autoridades em criar novas fontes de arrecadação, com a instalação de fotossensores, muito mais para multar os motoristas transgressores do que para coibir o abuso da velocidade. É que, também, ainda somos um povo que se educa mais pelo bolso do que pelo bom exemplo. Evidentemente que esses fotossensores são equipamentos necessários para frear a imprudência de alguns motoristas; mas não se tem conhecimento dos resultados que essas multas provocam em termos de mudança de cultura. Reincidentes em transgredir as normas de trânsito, além da punição pecuniária, são obrigados a um período de reaprendizado?

O número de acidentes causados ou por essa ou outra forma cresceu muito. Se você contabilizar as vítimas recentes vai descobrir que só num intervalo de cinco horas, ontem no Ceará, tivemos sete pessoas mortas e cinco feridas. Isso, entre a tarde e o começo da noite de ontem. Todos os acidentes ocorreram em estradas que cortam os municípios de Caucaia, Sobral,Tamboril e Mucambo. Entre essas vítimas, jovens universitários entre 23 e 24 anos.

É preciso urgentemente que se promovam campanhas de educação de trânsito para que os “donos de ruas” e de “estradas” – como se imaginam alguns guiadores – tomem consciência de que a Vida é um bem precioso. Se eles não pensam assim em relação à deles, existem vidas outras que dão o maior valor a continuar vivendo. E que são, muitas vezes, suprimidas da companhia de seus familiares e amigos por causa da imprudência de terceiros.

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O que a sociedade e o governo precisam fazer para vencer as drogas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de novembro de 2016

Se existe uma parcela da população que vive sob intenso e constante risco é a dos jovens. Deus do céu! Diariamente a gente lê notícias de dezenas de adolescentes que se viciaram e vivem sob a absoluta dependência de drogas, roubando-lhes a própria força de vida que essa idade propicia.

Entorpecidos, eles mais parecem zumbis, vagando por aí com seus olhares vítreos, como se fossem marionetes manipulados por algozes invisíveis, que parecem lhes ditar as normas de procedimento para poder manter o seu comércio do mal. A maioria acaba se convertendo em vítimas da violência – se é que viver dessa forma já não se constitui uma violência.

É comum de todo jovem viver ali no limite; aceitar desafios, correr risco – por se considerar que jovem deve tentar tudo. É nessa forçação de barra que eles acabam quebrando a cara. Virando a mesa. Entornando o caldo.

Por conta desse “viver arriscado”, eles se tornam dependentes mais dos traficantes do que das próprias drogas – e acabam vítimas de si próprios, quando perdem o afeto da família, a confiança dos amigos, culminando com o abandono da escola, a fuga do trabalho e, principalmente até das amizades mais fortuitas. Isso sempre existiu, dirão alguns; mas desde a chegada de drogas como o crack, a miséria social desses jovens se agravou bastante. A facilidade de acesso à pedra, levou muitos deles à consequências terríveis.

Hoje, o que tem de jovem superlotando cadeia é incrível. Os hospitais de doidos, como se dizia no passado, estão abarrotados. Pior é saber que outro número maior acabou no cemitério.

Se alguém me perguntar, “mas não tem cura para o drama deles com o vício”, eu lhe responderia que sim. Mas, infelizmente, muitos têm dificuldades para se tratar, por não dispor de recursos e da falta de vagas nas unidades hospitalares.

Para contornar o problema, o governo precisa ter um olhar mais conciencioso, abrindo oportunidades que atraiam os jovens à escola e ao mercado do primeiro emprego. A sociedade – estamos falando de cada um de nós – precisa ser mais tolerante; a partir da própria família que, ao primeiro sinal de descoberta de que o jovem tem um vício, simplesmente o abandona ao seu destino. Enquanto agirmos assim, indiferentes a esse drama social, iremos sofrer as consequências que a doença deles vai provocar. Ou melhor, que já vem provocando. Assaltos, furtos, violência, mortes. Pense nisso.

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Uma campanha em defesa da vida… humana!

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de novembro de 2016

A gente vive avaliando o preço disso, daquilo outro – e, quase nunca, despertamos atenção para o real valor da Vida. Você sabe quanto custa a existência de alguém que teve o seu caminho interrompido pela crueza da violência? Quanto um seguro pagaria à família de alguém tragado pelo trânsito de uma cidade onde, alguns imaginam, serem os carros mais importantes do que uma pessoa? E há quem assegure sermos nada mais do que um número, catalogado na identidade, no CPF, no cartão de crédito, na conta do banco, na habilitação, na carteira de trabalho e até na sepultura.

Não, não somos apenas números; somos bem mais do que isso. Somos criaturas valiosas, de passagem pela escola da Terra, na busca anciosa de cumprir um estimado dever, o dever da Vida para alcançar etapas de progresso. Todos nós nos destinamos à evolução, seja lá em que área for. A maioria das pessoas, no entanto, relaciona progresso unicamente à fama e a fortuna. Poder. Esquecem de que o projeto humano é para melhoria do ‘eu’. Do ser. Melhorar a convivência com seus pares, sua família, seus vizinhos, seus colegas de trabalho. Evitar o destempero que sempre acontece nas horas em que somos testados por situações adversas. De não reagir da mesma forma daquele que nos agride com a palavra ofensiva ou o gesto de quem revela comportamento doentio.

A vida, que não tem preço, pede de cada um de nós tolerância e paciência com aqueles que ainda não aprenderam o valor de cada existência; mas que estão no mundo para alcançar essa consciência. A vida não tem preço. Ela é o bem maior que temos. E quando uma só se perde por causa de nossa indigência moral, através da violência, – como a vida do policial rodoviário vítima de assalto, ou a do cidadão idoso que morreu quando circulava de bicicleta – quando isso acontece, a gente lamenta essas perdas, mas é preciso ir mais longe: evitar que caiamos no mesmo lugar comum dos que ofendem; dos que agridem.

Se já temos consciência de encampar lutas em defesa da vida animal – como a de evitar a caça pedratória; a violência dos rodeios e vaquejadas; a cruzada dos voluntários do Greenpeace para evitar a matança de baleias – é preciso constituir uma campanha em defesa da vida humana, diariamente vítima da loucura de sua próp´ria raça. Até quando iremos reclamar da violência, mas na hora de agir, nos armamos do mesmo espírito violento que os agressores?

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Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de novembro de 2016

Por que a vida na Terra é feita de tanto sofrimento? Essa deve ser a pergunta que você deva estar fazendo diante da violência que “parece” prosperar na sociedade humana. Vamos tomar algumas explicações oriundas de fontes diferentes e que buscam esclarecer esse questionamento.
Um pensador famoso indagou em obra edificante, “por que no mundo, o mal supera o bem”. E a resposta obtida é de que os maus são intrigantes e audaciosos. Eles ousam. Fazem e acontecem. Já os bons, ah! os bons são tímidos; muitas vezes, acomodados. Mas quando os bons quiserem tomar a iniciativa, o bem prosperará na Terra.
Mais adiante, ele explica que somos criados simples e ignorantes. Todos temos o chamado livre arbítrio, isto é, a capacidade de escolher entre o que é bom e o que não nos convém. A tendência normal é buscar-se o melhor. Crescer. Evoluir. Progredir. Todos somos destinados ao aperfeiçoamento. Mas uma parcela das pessoas é influenciada a seguir caminhos reprováveis. A ter iniciativas condenáveis. São os que se viciam; os que deturpam; os que roubam; os que matam; os que corrompem.
Mas queiram ou não, um dia o bem vai chegar até eles. Por mais tempo que isso demore.
Todos estamos fadados à melhoria. Os que demorarem a ter esse entendimento, podem até continuar cometendo desatinos, loucuras. Vão se atrasar na caminhada do progresso humano. Ficarão à margem do curso da Vida, que é de progresso. Mas um dia, tudo muda.
Veja o caso do fumante inveterado. Quando ele não toma consciência do mal que faz a sua saúde, vem um enfizema, um câncer, reclamar de uma mudança de atitude. Acontece com aquele bebedor inveterado. Chega um instante em que uma cirrose vem mudar o seu raciocínio. É o que se diz popularmente: “quando não se aprende com amor, aprende-se com a dor”.
Há quem duvide que pessoas erradas, consigam mudar. Que, um dia, o crime não mais prevaleça. Para evitar isso, basta que as pessoas boas comecem a tomar iniciativas e saiam da acomodação. Comecem a se revelar em atitudes solidárias – dando exemplos de cortesia; pregando a paz; ocupando os espaços onde o Mal acontece, porque os responsáveis pelo Bem simplesmente não se compromissaram a exercê-lo.
E é preciso lembrar que todos temos uma parcela de luz (o bem) e de sombra (tendência para o mal). Mas quando em cada um a luz conseguir ser mais e afastar as sombras do erro, da ignorância, das atitudes nocivas, o Bem se fortalecerá da ajuda de cada um; mostrando que é impossível deter a marcha da Vida. Que encaminha tudo para a frente. Para o alto. Para o melhor.

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Quando eu for grande…

Por Nonato Albuquerque em artes, Pensamento, POESIA, Sem categoria

11 de novembro de 2016

autism

Quando eu for grande, só quero me tornar pequeno entre os que almoçam orgulho e arrotam vantagens e prepotência.

Quero ser livre para me prender unicamente aos encantos da Vida e me apegar à crença de todos os desapegos.

Quando eu for grande, quero ser rico de consciência para empobrecer em mim, todo o egoísmo aviltante de quem apregoa o “eu sou eu, depois de mim só meu retrato”.

Quando eu for grande, que eu não perca de vista a criança que fui para não me tornar um adulto intolerante.

E que eu possa dar ainda mais cor à estrada por onde seguirão meus passos.

Quando eu for grande, quero continuar do tamanho da minha alma. Enooooorme!

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Chacina do Curió: a estupidez de eliminar o errado e não o erro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

11 de novembro de 2016

A dor de quem perde alguém é algo que só pode ser mensurado, medido, pela própria pessoa. Mas o sentimento de solidariedade que perpassa os seres em geral, contempla a comoção da perda, mesmo que a vítima não faça parte do nosso grupo social. Falamos disso em relação à morte dos adolescentes de Mecejana, cuja chacina está completando um ano. O tempo não conseguiu apagar as feridas abertas na alma de suas famílias. Nem dos amigos. E por ser algo que chamou atenção de todos, esse fato se configura em uma enorme mancha no histórico da Segurança do Estado, quando estão comprometidos como suspeitos 44 policiais reivindicando justiça pela morte de um companheiro.

Dos cinco jovens chacinados, apenas dois tinham registros na polícia. Mas eram ocorrências de menor monta, como o atraso no pagamento de pensão alimentícia de um e, outro em uma questão relacionada ao trânsito. Pelo que apuraram as autoridades do Ministério Público, nenhum teria ligações com a morte do policial. Mesmo assim, o espírito corporativo que, muitas vezes, predomina em algumas ocasiões, acabou prevalecendo e sendo o responsável direto pelo tribunal de exceção exercido por um grupo de justiceiros determinando quem devia e quem não devia continuar vivendo. Esse é o típico instrumento dos que exercem a tirania; dos governam sob o baraço e o cutelo; dos títeres e dos ditadores.

Passados 365 dias da tragédia, a comunidade convive, além da dor dessa saudade, com o sentimento de medo que cerca aqueles que acabaram órfãos de suas afeições.

A chacina veio mostrar, também, que a estultícia, a tolice e a estupidez da violência é o agravante que precisa ser erradicado do meio social. Enquanto a sociedade torcer pela eliminação do errado e não do erro, estará compactuando com a infelicidade de não usar os atributos da razão para medir as consequências que todo gesto violento atrai. A luta de todos é por uma sociedade baseada na boa convivência; nas relações harmoniosas; onde se busque construir um presente menos violento. E que se cumpram os ideais de Justiça que a Humanidade elegeu ao longo dos séculos, a fim de que prevaleçam a ordem social e o devido respeito a tudo e a todos.

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Os intolerantes governarão o mundo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

09 de novembro de 2016

dtrumpA prova de redação do exame do ENEM de domingo levou estudantes a discutirem a questão da intolerância, essa atitude mental caracterizada pela falta de habilidade de uma pessoa em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Muito dessas ações violentas que a gente assiste – e que levam pessoas às disputas, brigas e até a morte – têm como origem, a hostilidade como certas pessoas tratam as outras. Até parece ser um traço de comportamento desse momento do mundo, onde candidatos com o perfil de intolerância são guindados à postos de representatividade, deixando o mundo em suspense sobre como ele irá proceder.

Gente assim que destrata o negro, por achá-lo inferior; que tem aversão a um estrangeiro, revelando o que se chama de xenofobia – tudo isso é consequência do comportamento errôneo de quem se acha acima dos outros. Somos todos iguais. Mas a ignorância de alguns, ainda responde no mundo de hoje pelo tratamento diferenciado que se vê, por exemplo, nas salas de aula entre alunos – na prática do ‘buling’; nas discussões religiosas, onde fomenta-se o fanatismo aviltante; nas discussões políticas que dividem as pessoas; e até mesmo na hora de se torcer por um time de futebol.

Nada é mais inquietante do que uma pessoa que tem ogeriza a esse ou aquele indivíduo, seja por não pensar da mesma forma que ele na área de crença religiosa, partido político, time de futebol ou qualquer outro motivo. Da discussão verbal, muitas vezes, a coisa parte para a ação deliberada e o que se tem visto é um aumento da violência no mundo.

A intolerância é combustível que, acionado pelo fogo das discussões, acaba por incendiar relacionamento de pessoas. Impacientar o mundo, quando um político, por exemplo, se declara abertamente contra estrangeiros; que vai construir um muro para evitar a invasão de povos vizinhos; que vai expulsar quem não fizer parte de sua Nação. Ao anunciar “a América para os americanos”, ele recria na atualidade o espírito doentio de um louco que dizia no passado “a Alemanha para os alemães”.;

Se trouxermos a discussão para a realidade de cada um de nós, tem as mesmas consequências de quem tem preconceito porque fulano não é da minha religião; cicrano não torce o time que eu torço; beltrano não pensa igual a mim, por isso é preciso eliminá-lo. Isso é terrível, principalmente, porque o sol nasce para todos e não se pode diferenciar as pessoas nem por riqueza, nem por cor de pele e tampouco porque não é do meu grupo. Os que agem assim são criaturas intolerantes. E são capazes de comprometer todo o avanço de uma sociedade em busca do que há de melhor para todos. E não apenas para uma parcela de pessoas… intolerantes!

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Fortaleza discute princípios do que vem a ser uma cidade educadora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

07 de novembro de 2016

cidadefortaleza

Um encontro discute hoje em Fortaleza, os princípios do que seja uma cidade educadora. Aquela que contemple o ideal de bom relacionamento entre as pessoas e busque valorizar as boas ideias. Uma cidade modelo, exemplar.

Você há de dizer que isso mais parece utopia, sonho. Que não existe uma cidade ideal. Evidente que não; mas a tentativa de discutir esse tema entre os habitantes já é um bom sinal. Um avanço. Toda caminhada sempre começa do primeiro passo. E Fortaleza se alia às demais cidades onde o projeto de cidade melhor vem sendo discutido. Alguns devem achar que a responsabilidade de se ter uma cidade assim, deva ser apenas dos gestores. Não, na verdade, a população tem muito a ver com isso.

Quando o cidadão comum se relaciona bem com seus vizinhos. Quando você trata os moradores da sua rua, do prédio onde mora ou no trabalho, não apenas como mais uma pessoa qualquer, mas um integrante nesse processo de se melhorar o mundo, o ideal de concidadania se reflete. Quando você não discute o pensar e o viver do outro, por achar que não combina com o seu, você está dando chances a que as pessoas tenham a liberdade de expressão própria. Os problemas de violência são gerados a partir dessas visões de intolerância seja em relação a credo, cor ou visão sócio-econômica.

No exercício do fazer cidadania, os órgãos públicos operam com qualidade – ou a busca dela. As autoridades agem com justeza. Todos se permitem a vivenciar um espaço onde a gentileza seja a marca predominante. Gentileza gera gentileza. Seja no ônibus; na fila do banco; na porta da igreja ou em qualquer parte. Quem deseja o melhor para a sua vida, faz por onde merecer uma cidade educada e que sirva de modelo para que outras se empenhem em cada vez melhorar a convivência de todos. Se não há cidades educadoras, há alguns bairros que estão lançando as sementes para a colheita desses frutos. O que você tem feito no seu bairro, na sua escola, no seu emprego para que isso aconteça?

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Fortaleza discute princípios do que vem a ser uma cidade educadora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

07 de novembro de 2016

cidadefortaleza

Um encontro discute hoje em Fortaleza, os princípios do que seja uma cidade educadora. Aquela que contemple o ideal de bom relacionamento entre as pessoas e busque valorizar as boas ideias. Uma cidade modelo, exemplar.

Você há de dizer que isso mais parece utopia, sonho. Que não existe uma cidade ideal. Evidente que não; mas a tentativa de discutir esse tema entre os habitantes já é um bom sinal. Um avanço. Toda caminhada sempre começa do primeiro passo. E Fortaleza se alia às demais cidades onde o projeto de cidade melhor vem sendo discutido. Alguns devem achar que a responsabilidade de se ter uma cidade assim, deva ser apenas dos gestores. Não, na verdade, a população tem muito a ver com isso.

Quando o cidadão comum se relaciona bem com seus vizinhos. Quando você trata os moradores da sua rua, do prédio onde mora ou no trabalho, não apenas como mais uma pessoa qualquer, mas um integrante nesse processo de se melhorar o mundo, o ideal de concidadania se reflete. Quando você não discute o pensar e o viver do outro, por achar que não combina com o seu, você está dando chances a que as pessoas tenham a liberdade de expressão própria. Os problemas de violência são gerados a partir dessas visões de intolerância seja em relação a credo, cor ou visão sócio-econômica.

No exercício do fazer cidadania, os órgãos públicos operam com qualidade – ou a busca dela. As autoridades agem com justeza. Todos se permitem a vivenciar um espaço onde a gentileza seja a marca predominante. Gentileza gera gentileza. Seja no ônibus; na fila do banco; na porta da igreja ou em qualquer parte. Quem deseja o melhor para a sua vida, faz por onde merecer uma cidade educada e que sirva de modelo para que outras se empenhem em cada vez melhorar a convivência de todos. Se não há cidades educadoras, há alguns bairros que estão lançando as sementes para a colheita desses frutos. O que você tem feito no seu bairro, na sua escola, no seu emprego para que isso aconteça?