julho 2016 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

julho 2016

O que Deus queria nos dizer com um Super Homem cadeirante?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

29 de julho de 2016

Num mundo imperfeito como o nosso, a existência de pessoas com algum grau de deficiência está a exigir daqueles que se acham sãos, um melhor relacionamento. Não que um deficiente precise ser considerado como uma pessoa incapaz; isso não.

Há exemplos na História de deficientes físicos que superaram as expectativas e transformaram a sua vida em lições de grandeza humana. O artífice mineiro Aleijadinho, Antonio Francisco Lisboa, mesmo não tendo as mãos, esculpiu as maravilhas dos profetas de Congonhas do Campo. Roberto Carlos, o rei da Jovem Guarda, pouca gente se lembra que é um deficiente físico. O jornalista Boris Casoy, adquiriu polio quando pequeno, e até hoje tem sequelas. O repórter Vinicius Valverde, do Big Brother Brasil, tem uma prótese ocular. O músico cearense Davi Valente, mesmo sem os braços, utiliza os pés para cumprir seu desiderato com música.

São muitos os exemplos que servem de lição para aquelas pessoas que, mesmo dispondo de um corpo são, sem nenhum problema, muitas vezes se entregam a depressão e às queixas. Se tivessemos o poder de conhecer as causas das nossas deficiências de nascença, certamente daríamos um outro rumo a cada existência.

Um caso surpreendente de deficiência era a do ator Christophe Reeve, o Super Homem do Cinema. Depois de cair do cavalo numa partida de hóckei equestre, ele recebeu a informação de que ficaria tetraplégico para sempre. A primeira reação foi pensar em morrer. Se matar. Mas  aí, valeu a força de convencimento da esposa. Donna Reeve, lhe alertou: como pensar nisso. Quem você é? O super-homem, supere-se. E aquilo mudou a vida dele.

Criou uma fundação para pesquisar células troncos; ele próprio foi cobaia e dizia que um dia ainda ia se levantar daquela cadeira. Quando estava na ONU, um jornalista indagou: “Mr. Reeve, o senhor disse que, um dia, ia se levantar dessa cadeira. E aí? Conta-se que os olhos azuis do ator ganharam um brilho e ele respondeu: “Meu filho, eu já me levantei. Dentro de mim”, para dizer que havia superado tudo, até o desejo de morrer por causa de uma deficiência.

Alguém já indagou o que Deus quis fazendo do SUPER HOMEM um cadeirante? Pense nisso.

leia tudo sobre

Publicidade

O ser humano

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

20 de julho de 2016

O mundo anda revirado. O mundo não, as pessoas. Elas se revelam cada vez mais individualistas. Orgulhosas e prepotentes. Propõem a paz e agem como se já estivessem em guerra. Por isso, o confuso momento que atravessamos. Aliás, o ser humano é estranho. Um texto que circula pelas redes sociais fala exatamente disso.

O ser humano briga com os vivos e leva flores para os mortos. Lança os vivos nas sarjetas e e pede “um bom lugar para os mortos”. É comum as pessoas se afastarem dos vivos e se agarram desesperados quando estes morrem. Fica anos sem conversar com um vivo e se desculpa, faz homenagem, quando ele morre. Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando ele morre. Não liga, não abraça, não se importa com a pessoa enquanto ela vive, mas se autoflagela quando ela morre. Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte e não na sua vida.

É tão estranho o ser humano, que embora condene a violência, mas sempre é tentado a mentalizar pensamentos de revolta e ódio contra os que erram, os que cometem falhas e crimes. Poucos são os que conseguem, nesses instantes, concentrar a mente em uma oração pedindo ao Deus de tudo e todos, forças para consertar quem erra. Por isso, é sempre relevante prezar a verdade das coisas.

Haja o que houver, nunca se distanciar do Bem. Cercar-se de ideias e pensamentos que demonstrem ser você uma pessoa afirmada nas virtudes maiores da vida. Se você se identificar com os que desejam o mal aos outros – ainda que por pensamento – você estará contribuindo para que o Mal continue avançando e faça com que a escola terrena seja um território livre para que a dor e o sofrimento se estabeleçam. Pense nisso.

leia tudo sobre

Publicidade

Os erros do mundo, são nossos erros

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

19 de julho de 2016

Muitas vezes, achamos de culpar os outros pelos erros do mundo. Ninguém nunca se inclui, como se não fosse também responsável. É que costumamos a acusar nos outros, aquilo que em nós é defeito. Acusamos as autoridades por isso e por aquilo outro. O vizinho, pelos transtornos no condomínio. O chefe da repartição pelo descaso dos serviços. E assim, vamos transferindo aos outros aquilo que também nos compete.

Os erros do mundo são frutos de nossos erros. Por isso, eu, você e todos somos responsáveis por pequenos equívocos que, somados, contabilizam enormes prejuízos. Impacientes no trânsito, fechamos os cruzamentos; paramos em cima das faixas de pedestres; não respeitamos os limites de velocidade e colaboramos com os transtornos que atrasam a vida de uma cidade. Mas, a culpa, é sempre dos outros.

Acusamos os que roubam o patrimônio público, mas sempre queremos levar vantagem em ocasiões oportunas. Na vida, todos temos uma parcela de culpa. Quando deixamos de cumprir com obrigações mais simples, acabamos multiplicando erros e desajustando o andamento correto de tudo. Os que vivem julgando os outros em demasia, pretendem ser a palmatória do mundo, quando é preciso lembrar que ninguém é perfeito. Por isso, não pretenda mudar o mundo, caso você ainda não tenha conseguido mudar a si mesmo.

O saudoso padre Antonio Vieira, o do jumento nosso irmão, costumava nos dizer na sala de aula, lá em Iguatu: não aponte o dedo acusador para ninguém, diante da falha que ele tenha cometido, porque enquanto um dedo o condena, outros três apontam em sua direção. E a maioria, é bom lembrar, sempre vence.

É preciso entender que todos os erros do mundo têm culpa: são provocados por cada um de nós que, imperfeitos, achamos de apóntar nos outros, as falhas que, também, nos pertencem. Quando cada um resolver mudar o seu comportamento, o mundo muda. Até isso acontecer, porém, demanda tempo. O tempo é senhor da razão

leia tudo sobre

Publicidade

Fortaleza sob ataques do mosquito e da bandidagem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de julho de 2016

A bandidagem decidiu deflagrar guerra à Segurança do Estado no Ceará. Não tem como pensar diferente. Como explicar essa série de atentados praticados nas últimas horas contra instituições públicas, como prédio de delegacias e Guarda Municipal, viaturas, além de balear policiais em serviço? Ainda que nenhuma facção criminosa tenha assumido a autoria desses ataques – o que seria uma ousadia se o fizesse -, nota-se que a escalada criminosa tem um objetivo comum, único: confundir as forças policiais. Desestabilizar o sistema. Confrontar o governo. Como se membros dessas organizações quisessem peitar a segurança do Estado.

Ninguém esqueça que o governador Camilo Santana chegou a ser ameaçado, através de um bilhete, caso sancionasse aquela medida de instalação de bloqueadores nos presídios para evitar o contato telefônico com o exterior. Ninguém mais falou disso, muito embora as ações desafiadoras dos bandidos se fizessem contínuas desde a descoberta de um carro contendo explosivos, localizado no entorno do prédio da Assembleia.

Uma greve desastrosa dos agentes penitenciários acabou agravando ainda mais a situação incontrolável dos presídios, onde rebeliões e fugas acentuaram ainda mais o quadro de insegurança. Detentos foram chacinados. O governo se socorreu da Força Nacional. Essa, surpreendendo até autoridades, não conseguiu alterar em nada o quadro de descontrole e apressou sua volta ao Rio, a fim de guarnecer o evento olímpico que começa daqui a 18 dias.

Uma coisa é patente em tudo isso: diante de tanta violência, o fortalezense esqueceu-se até que convive uma epidemia de dengue, zika vírus e chikungunia que assola a cidade, onde a emergência dos hospitais está superlotada e a situação endêmica se agrava mais e mais. Diante da guerra travada contra o mosquito e a ação covarde dos marginais, a cidade aguarda providências. Providências rápidas e efetivas para os problemas que matam da mesma forma e que precisam ser enfrentados com ações de inteligência e força.

leia tudo sobre

Publicidade

A guerra animal contra os animais do Alto Alegre

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de julho de 2016

Uma disputa entre voluntários do Bem que defendem animais e moradores que se dizem prejudicados com isso, está me deixando num mato sem cachorro para definir quem está com a razão.

O abrigo São Francisco, que cuida de gatos e cães, no Alto Alegre, foi alvo de um ataque com bombas caseiras. Dirigentes do abrigo acusam moradores de agir com violência em relação à causa que eles defendem. No abrigo, se faz um trabalho voluntário de cuidar de animais. Não ganham nada com isso. Cuidam dos bichos que, muitas vezes, são abandonados pelos seus donos. É um trabalho meritório, reconheçamos. No entanto, por situar-se em meio a uma área residencial, a vizinhança se ressente dos latidos, do mau cheiro, da infestação de insetos que costumeiramente são alimentados por esses ambientes e que podem acarretar doenças.

Os moradores estão no direito de reclamar – não do trabalho do abrigo, mas de sua instalação em área residencial. Acham inconveniente. Assim, a gente fica meio dividido entre definir quem tem razão. Se os voluntários que fazem um serviço importante ou a vizinhança reclamando da perda de paciência com os animais. Não se pode é apoiar a violência.

Nessa guerra surda, algumas pessoas chegaram a derrubar o muro do abrigo. Na tentativa de reerguê-lo, registrou-se um novo capítulo dessa pendenga: alguns descontentes, chegaram a jogar bombas caseiras no local. E isso não é correto.

Pra não dizer que vamos ficar em cima do muro sobre o assunto, sugerimos que as partes em litígio procurem a melhor alternativa que é a do bom senso. Em tudo na vida, uma dose de bom senso é capaz de evitar essas divergências que, se não forem atenuadas, acabam chegando às vias de fato. A sugestão é de dialogar. Conversar. Quem é o melhor mediador para isso? A Prefeitura? Que se cobre a sua parte responsável. 

A administração municipal dispõe de um canil; mas lá, não há a mesma preocupação, o mesmo zelo dos voluntários do abrigo. Geralmente, canil é a porta do inferno para cães e gatos apreendidos e que não são reclamados. Ali eles são sacrificados. A Prefeitura não disponibiliza um lugar para abrigar animais que estão à solta. Enquanto isso não acontece, que se busque uma saída: é possível a comunidade conviver em harmonia com o abrigo? Que se converse. Afinal, somos adultos e na hora de defendermos direitos, como esse dos animais, precisamos agir como todo animal racional. Até pra não causar vergonha aos ditos irracionais que, muitas vezes, agem melhor do que nós. 

leia tudo sobre

Publicidade

A vantagem dos presos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

11 de julho de 2016

O Brasil tem um povo fascinado por futebol; ainda que, ultimamente, o país das chuteiras viva numa gangorra: uma hora os times estão bem; noutras muitas, de mal a pior. Nessas ocasiões, a cultura vigente impõe a aplicação de uma atitude: quando um time começa a sofrer sucessivas derrotas, a primeira coisa que se faz é pedir a cabeça do técnico. Na maioria das vezes, ele é descartado em favor de uma melhoria em termos de rendimento. Se fizermos um paralelo entre o futebol e a questão dos que comandam a segurança em nosso Estado, nunca se viu um ‘técnico’ receber o bilhete azul por falta de bons resultados. Que o diga o sistema penitenciário.

Essas descobertas de túneis nos presídios e a onda de fugas das unidades deixa em todos nós uma impressão de que falta pulso da parte de seus dirigentes. A coisa já se tornou tão banal que, todo fim de semana que chega, já se comenta quantos presos irão ganhar a liberdade, contribuindo para resolver um dos fatores causadores das frequentes rebeliões nos cárceres: o problema da superlotação. A persistir essa evasão de internos dos presídios, já já não vai sobrar ninguém para dar preocupação às autoridades que, por sinal, mesmo diante da situação dramática das CPPLs e demais presídios, parecem não demonstrar a mesma preocupação da população. Depois de todo reboliço nessas casas de detenção, os dirigentes fazem questão de dizer que tudo está sob controle, ainda que não tenhamos o conhecimento da real situação interna. Como ‘sob controle’ se, daqui a pouco, outros levantes, outras fugas, outros túneis vêm contrariar essa afirmativa?

O sistema penitenciário precisa de pessoas competentes para dar conta de uma área que, a exemplo das demais, tem grande importância. É preciso cobrar qualidade dos seus dirigentes. Caso contrário, é bastante válida recorrer a velha tática usada pelos times de futebol: técnico que não ganha, perde a cabeça. A equipe dos que respondem pelos presídios vem perdendo essa partida já há alguns fins de semana. Os presos estão levando vantagem no placar.

leia tudo sobre

Publicidade

De pedra, pó e comprimidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2016

O ‘sonho de consumo’ de todo ser é viver em paz. Ter saúde. Um pouco de grana no bolso para saldar os compromissos. Emprego para garantir a sobrevivência. Mas de todos esses desejos ter saúde e viver em paz são as que mais se sobressaem. Porque se você tiver dinheiro e não tiver saúde, nada feito. E se você tiver saúde e não viver em paz com sua consciência, de nada adianta. Por isso, pergunte a qualquer pessoa qual é o seu maior desejo e ela, rapidamente, responderá: viver em paz. Alguns indivíduos irão citar que o maior desejo deles é ganhar na mega sena. Ter casa própria. Um carro. Ou um grande amor. Mas se você dispuser de tudo isso e não conviver em paz consigo mesmo e com os demais, de nada adianta.

Nesses tempos de tanta desordem – crise na economia, escândalo de preços altos, desemprego, falência de empresas -, nada preocupa mais do que a segurança. Já notaram? Já não é apenas a educação e a saúde que lideram os reclamos da população. É o diacho da insegurança que nos deixam impacientes e intranquilos.

Ninguém pode mais sair com um celular que se torna vítima de alguém que nem vai precisar do aparelho roubado, porque tudo que pega de roubo é para transformar em pedra, pó e comprimido. Ninguém nem diz mais “lar, doce lar”; porque a moradia se tornou uma prisão, cercada de muros altos e cercas elétricas. Não se pode ter paz num ambiente onde, também, a família se entrincheira e os seus membros brigam entre si. Não por um pedaço de pão, mas para se alistarem no exército do Mal, onde uma pedra (de crack) importa mais do que uma posta de peixe.

Vivemos dias de miséria, construídos, unica e exclusivamente, por conta de nossos malsinados desejos. Quando, realmente, desejarmos viver em paz, com tranquilidade e sem ganâncias de nenhum vício, alcançaremos os dias melhores que tanto pedimos nas rezas e orações. Enquanto não dermos motivo para isso, continuaremos reféns do medo e da violência. Porque todos somos culpados. 

leia tudo sobre

Publicidade

De pedra, pó e comprimidos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

05 de julho de 2016

O ‘sonho de consumo’ de todo ser é viver em paz. Ter saúde. Um pouco de grana no bolso para saldar os compromissos. Emprego para garantir a sobrevivência. Mas de todos esses desejos ter saúde e viver em paz são as que mais se sobressaem. Porque se você tiver dinheiro e não tiver saúde, nada feito. E se você tiver saúde e não viver em paz com sua consciência, de nada adianta. Por isso, pergunte a qualquer pessoa qual é o seu maior desejo e ela, rapidamente, responderá: viver em paz. Alguns indivíduos irão citar que o maior desejo deles é ganhar na mega sena. Ter casa própria. Um carro. Ou um grande amor. Mas se você dispuser de tudo isso e não conviver em paz consigo mesmo e com os demais, de nada adianta.

Nesses tempos de tanta desordem – crise na economia, escândalo de preços altos, desemprego, falência de empresas -, nada preocupa mais do que a segurança. Já notaram? Já não é apenas a educação e a saúde que lideram os reclamos da população. É o diacho da insegurança que nos deixam impacientes e intranquilos.

Ninguém pode mais sair com um celular que se torna vítima de alguém que nem vai precisar do aparelho roubado, porque tudo que pega de roubo é para transformar em pedra, pó e comprimido. Ninguém nem diz mais “lar, doce lar”; porque a moradia se tornou uma prisão, cercada de muros altos e cercas elétricas. Não se pode ter paz num ambiente onde, também, a família se entrincheira e os seus membros brigam entre si. Não por um pedaço de pão, mas para se alistarem no exército do Mal, onde uma pedra (de crack) importa mais do que uma posta de peixe.

Vivemos dias de miséria, construídos, unica e exclusivamente, por conta de nossos malsinados desejos. Quando, realmente, desejarmos viver em paz, com tranquilidade e sem ganâncias de nenhum vício, alcançaremos os dias melhores que tanto pedimos nas rezas e orações. Enquanto não dermos motivo para isso, continuaremos reféns do medo e da violência. Porque todos somos culpados.