junho 2016 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

junho 2016

Os bandidos roubaram a pauta do cidadão

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

29 de junho de 2016

Você já imaginou como a criminalidade anda se expondo? Mostrando sua cara? Desafiando a Polícia e impondo medo à população? Basta ver esse episódio aí de Sobral, onde facções criminosas resolveram sair às ruas em passeata, reivindicando, sabe o quê? União dos grupos criminosos, em favor da sua própria manutenção. Porque se eles começam a se agredir e se matarem entre si, é uma ameaça a toda a bandidagem. Eles então resolvem, através das redes sociais, se organizarem – tipo assim uma associação reguladora de criminosos -, tal como existem as agências de controle de serviços de água, telefonia, etc e tal. A polícia de Sobral mandou ver; não deixou por menos. Botou todo mundo no xilindró, sob acusação de apologia ao crime. O caso deixa a todos nós estarrecidos, pela ousadia e pela forma como tudo aconteceu.

Sobral é a segunda maior cidade do nosso Estado. A Princesinha do Norte, como costumam chamar os seus moradores, mescla aspectos de cidade interiorana, com seus becos famosos e sua gente pacata e ordeira, além de alguns traços de modernidade. E como em tudo existem prós e contras, uma das chagas desse progresso das cidades, é a indiscriminada violência que, também, se alia ao progresso.

Mas há um descaramento tão grande, nessa decisão de criminosos saírem às ruas, que se você pesquisar aí no Google, onde e quando algum grupo criminoso famoso agiu assim, você dará com os burros nágua. Nem Máfia, nem Cosanostra, nem os gangsters de Al Capone e seus inimigos figadais, jamais tiveram a coragem de se exporem tanto, desafiando o respeito à lei e à autoridade. Esse é, portanto, um ato desafiador dos criminosos à política de segurança do nosso governo que, apesar de todos os esforços, vê se tornarem insuficientes os planos em favor de um Ceará Pacífico.

É hora de reavaliar o plano de ação destinado a controlar o ímpeto desses criminosos. De unir Segurança, Justiça e população no intuito de uma cultura que nos devolva a tranquilidade e a paz – que devem ser bandeiras de luta do povo trabalhador e ordeiro. Por enquanto, os bandidos roubaram essa pauta que deve ser do cidadão.

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Preso deve pagar despesas para a própria manutenção?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

23 de junho de 2016

prisaoQuem analisa a situação dos presídios, provavelmente, já deve ter aventado com a possibilidade de o Governo implementar medidas para uma maior integração dos presos ao sistema. Eu falo de cobrar deles, uma forma de ressarcir o Estado pelas despesas que eles causam ao sistema e pela própria manutenção de cada um.

Um projeto de lei em tramitação no Senado propõe que os presos paguem despesas para própria manutenção no sistema prisional, seja em dinheiro ou na forma de trabalho. Aqui no Ceará chegou-se a aventar a possibilidade de remissão de pena pela leitura de livros. O lado moleque do cearense criou até piada, dizendo que se for pelo tamanho da obra lida, os leitores da Bíblia certamente estão mais próximos de ser liberados.

Mas há quem pense de maneira mais objetiva. Segundo o  projeto nº 580 de 2015, de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), a alteração da Lei de Execução Penal é uma forma de “o preso ressarcir o Estado”.

No texto, o autor justifica que o sistema prisional no Brasil passa por uma “grave situação”, sendo a falta de recursos um dos principais motivos.

“Se as despesas com a assistência material fossem suportadas pelo preso, sobrariam recursos que poderiam ser aplicados em saúde, educação, em infraestrutura etc.”, sugere o senador.

Se o legislador se atém ao aspecto pecuniário para reforçar o caixa da União, é preciso lembrar que todo indivíduo – em idade produtiva – deve ser responsável pelo seu sustento. Não se pode impor ao Estado a tarefa de prover com alimentação todo essa população carcerária, sem exigir dela um só centavo de retorno.

Preso que passa o dia comendo e dormindo, sem fazer nada, trocando ideias nada convincentes com seus pares, ocupando-se de aperfeiçoar mais e mais no crime, não oferece nenhuma expectativa de recuperação. É preciso urgentemente mudar essa mentalidade medieval, de que prisões são apenas masmorras para deixar até à morte os que cometem algum erro, sem chances nenhuma de retornarem ao convívio social.

É preciso dar a cada um deles, motivação para o trabalho, a fim de ressarcir o Estado. Exigência para o estudo, fortalecendo o ideal de transformação, corremos o risco de viver e conviver ‘ad infinitum’ – eternamente – com essa roda viva de rebeliões, fugas, quebra-quebra e violência.

Enquanto o tempo de prisão não servir para escolarizar essas almas equivocadas, não sairemos do lugar comum que estamos assistindo.

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A chave para a solução da crise penitenciária

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

22 de junho de 2016

rights-openness-150Costuma-se dizer que santo de casa não obra milagre. Por isso, o ranço herdado do Brasil colônia de que o que é nosso não tem valor, bom mesmo é o que vem de fora, continua valendo nos dias de hoje.

O Estado do Ceará vem convivendo com um caé de insegurança que não tem tamanho. Não há despacho, nem reza de pastor que dê jeito. Talvez por isso, alguma inteligência dos bastidores governamentais tenha se lembrado de que, se a Secretaria de Justiça e o Grupo de Apoio Penitenciário não estão dando conta da situação dos presídios, por que não recorrer à Força de Segurança Nacional. Dito e feito. Ela foi a chave para a crise durante a greve policial de 2012, então que se repita a dose.

Os homens vieram, logo em seguida àquela carnificina que matou 18 presos e se instalaram por um mês, sendo elastecido o prazo. Mas – incrível! – a Força não impediu que os presos continuem a fazer das suas. Vivem sem o controle interno. Organizam festas regada a bebidas e drogas, conforme imagem vazada para as redes sociais, por quem? por quem? Pelos próprios internos que têm acesso aos meios eletrônicos com mais facilidade do que qualquer trabalhador honesto no suor do dia-a-dia.

Não se quer dizer com isso, que a Força Nacional de Segurança não seja importante e não possa cumprir seu papel. Mas, em situação de emergência como a que vive o sistema penitenciário do Estado, esperava-se que a Força pudesse intimidar um pouco essa loucura dos presídios e dar uma resposta mais enérgica que nos devolvesse, pelo menos, a sensação de segurança que, aqui fora, anda em falta.

Nós, pobres seres humanos que pagamos impostos para viver honradamente, continuamos reféns dos bandidos que, pelo visto, não sentiram nem um pouco o impacto da presença da Força e continuam bagunçando o coreto das autoridades. Empreendendo fugas, cavando túneis e, quem sabe, a sepultura de alguém.

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A receita para superar essa tormentosa crise

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de junho de 2016

Crisis-communicationQue a vida anda cheia de atribulações, estamos fartos de saber. Temos problemas de toda ordem. Pra onde se vire, se vê gente reclamando de tudo. Dos governantes aos governados. É que são tempos de mudança. De transição.

As coisas estão acontecendo de uma forma surpreendente, porque há um ajuste na própria engenharia cósmica, a exigir de cada um de nós uma conscientização sobre a nossa conduta na vida. Por isso, tanta corrupção vindo à tona. Tanto descalabro. Tanta selvageria. Tanta gente se revolvendo no lodaçal da falta de moral e do respeito.

Mas, diante disso, não desesperar. Porque não é o fim das coisas, nem do mundo. É a limpeza. E tudo tem lá uma razão de ser.

Como diz um amigo, é tempo de aproveitar para fazer nossa reforma íntima. Não tecer crítica a ninguém, porque sobre a Terra todos somos vulneráveis. Todos incorremos em erros.

A receita é: procure auxiliar da maneira que você puder. Às vezes com uma palavra; se for um bom exemplo, melhor ainda. “A fragilidade é própria do ser humano. Habitualmente caímos naquilo que mais condenamos. Temos sempre uma palavra que justifica a falta alheia. É a ignorância que nos induz a escolhas equivocadas. Viver é um constante aprendizado. Pense nisso!

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Os surfistas de trens desafiam a Vida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de junho de 2016

Meninos costumam dar trabalho. É que eles têm a cabeça de vento; adoram aprontar travessuras. Viver no fio da navalha. Quem não tem um filho ou um sobrinho que, de repente, nos deixou de cabelo em pé por ter feito alguma coisa arrumação? Acontece com as melhores famílias.

Quando se assiste a essa reca de meninos surfando por cima de vagões de trens, disputando com a morte a primazia, a primeira impressão que se tem é de que eles não cresceram ainda. Que resiste neles, a infância mal vivida. Como se fossem peter pans a não desejarem nunca amadurecer. Claro que essas peripécias acarretam medo e consequências graves, com mutilações permanentes, quando não ocorre o pior: a morte. É um perigo.

Na cabeça dessa gente, ainda perdura a teimosia daquela criança que insiste em botar o dedo na tomada, mesmo diante dos alertas dos adultos de que aquilo dá choque; é perigoso. Na verdade, muita gente – mesmo adulta – vive a cometer certos tipos de loucuras, como se adorasse a viver desafios. Não custa nada continuar alertando.

Dizia Francisco de Assis, o santo, que aqueles que não aprendem com amor, a irmã dor vem assisti-los, no intuito de corrigi-los em favor da própria vida. Cobrar dos pais, responsabilidade é esquecer que eles – os pais – não têm o poder de vigilância permanente sobre eles. Ninguém consegue corregir ninguém da noite pro dia. Na natureza, não se transforma ouro nos cascalhos; é preciso um trabalho de lapidação. Mesma coisa com as pessoas. É tarefa que leva tempo com o auxílio da família e da escola. Educar para a Vida e não apenas para o ENEM é tarefa de todos. Viver é a melhor experiência do mundo; a falta dessa consciência é que leva meninos a subirem num trem e colocar a vida em risco. O tempo, já se disse, é senhor da razão. E ele responderá sobre o futuro de quem ignora essa verdade.

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o caso das três uvas e o furto do livro para o Enem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

15 de junho de 2016

As pessoas pensam que um pequeno furto não seja um ato tão reprovável quanto a ação criminosa de se roubar, por exemplo, a Petrobrás. Isso não é verdade. Embora de menor monta, todo furto é um furto. Uma pessoa que vai a um supermercado e consome alguma coisa, estar na obrigação de pagar – a não ser que se trate de uma degustação devidamente autorizada.

Uma senhora telefonou para a produção dizendo-se injustiçada por ter comido três uvas de um recipiente que estava na gôndola de um supermercado, quando foi abordada e repreendida pelo fiscal. Ela se julga ofendida e se defendeu dizendo que estava apenas provando o produto. O bom senso adverte que todo cidadão deve conhecer o seu espaço. Saber até onde pode ir. Na pior das hipóteses, tem que se pedir permissão.

Num outro caso, um estudante de 20 anos, furtou um livro para estudar pro Enem e foi preso. Por conta desse erro, ele ficou quase dois meses recolhido ao xadrez do 26º Distrito Policial, do bairro Edson Queiroz. Era crime afiançável; mas ele não tinha a quantia estipulada de 880 reais. Ficou detido em meio a presos de crimes mais graves, até que um defensor público conseguiu libertá-lo ontem de uma prisão que, segundo li, teria comovido os próprios policiais da unidade, por considerar que crimes maiores ficam impunes. Mas o gesto do rapaz se constitui em um erro.

E é preciso lembrar que todos nós seremos cobrados pelos nossos atos. Claro que num país onde tantos crápulas fazem o que fazem e estão à solta, fazendo tudo para atrapalhar a Justiça, esse é um fato que pode levar alguém, a achar que apenas os pequenos é que conseguem ser alcançados pelo braço da Justiça. A bem da verdade, porém, é preciso dizer que a lei é clara. Desde a que nos remete ao juizo da nossa própria consciência – considerando que retirar o que é dos outros é algo ilícito, passível de recriminação e pena -, seja do ponto de vista moral quanto penal. Quem se insurge contra esse entendimento estará apenas fugindo à responsabilidade.

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As placas da vingança

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

14 de junho de 2016

A insegurança dessa cidade tem motivado a população a socorrer-se das mais diversas formas. Começou gradeando portas e janelas. Depois passou-se a eletrificar muros. Evoluiu-se para a instalação de câmeras. Comerciantes pagam serviços de segurança particular. Tudo isso, numa tentativa de fazer frente à violência quase indomável dessa cidade. Sem ver maiores avanços nos planos adotados pelo governo para conter o rio de sangue e os ataques ao patrimônio privado, algumas pessoas passaram a adotar um método, que poderíamos qualificá-lo de arrojado mas muito perigoso: o de colocar placas e avisos pelas ruas, anunciando que reagirá de forma violenta às iniciativas criminosas que por acaso ocorram na comunidade. E o que parecia apenas aviso para assustar os ladrões e afastar a presença indesejável de bandidos, vem prevalecendo na prática, o que é inquietante.

Populares têm reagido de forma inadequada aos ataques dos marginais, quando lhes impõe a pena de talião, como se fosse essa a saída para o drama que Fortaleza vive. Além de ser uma forma arriscada e errônea – de passar de agredido para agressor -, as tentativas de fazer justiça com as próprias mãos podem acabar em erros ainda mais graves, como o de cometer injustiça a pessoas inocentes. Com isso, o objetivo das placas de advertência aos bandidos, deixa de ter apenas um efeito simbólico de amedrontamento, para a efetiva vingança pura e simples.

Por mais que se compreenda a impaciência para conter a insegurança, por mais que se lamente as perdas material e humana, o cidadão honrado e trabalhador não deve assumir nunca a figura de um mero justiceiro, quando ele já paga ao Estado tão caro pela segurança, via impostos, e essa tem se revelado muitas vezes impotente para dar conta do serviço que lhe compete.

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Intolerância responde pelo massacre de Orlando

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

13 de junho de 2016

O que é mesmo que anda acontecendo com o mundo? Você deve fazer sempre essa pergunta, diante das loucuras que incendeiam o velho Planeta, como esse massacre de Orlando, onde 50 pessoas foram mortas por um homofóbico, sem chances de defesa. 
 
A alma americana sofre mais esse revés, depois de passar pelo 11 de setembro, pelo atentado da maratona de Boston e tantos episódios de matadores que, do nada, resolvem invadir cinemas, supermercados e escolas e detonarem todos os que estiveram à sua frente. 
 
Não é preciso nenhum exercício de inteligência para se tirar uma conclusão lógica. A facilidade de alguém chegar a uma loja e comprar qualquer arma, desde um revólver a uma AR-15, mesmo sem precisar de licença alguma. 
 
Alguém vai dizer que existe o componente religioso, ligado ao estado islâmico, o que pode até ter importância; mas o que está claro desse caso da boate em Orlando, é que existem pessoas doentes, que detém algum componente ligado a preconceito – seja ele qual for! – e que os motivam a determinar quem deve ou não viver. 
 

Foi a intolerância, o ponto determinante desse episódio. E ele está em todos. Quando você professa uma religião e não respeita a do outro, por mais que você ache absurda a forma de religiosidade que a pessoa professe, isso é intolerância. Quando você torce um time de futebol e acha que a torcida oponente deve ser eliminada, isso é intolerância. Quando você considera que não deve existir pessoa porque tem uma opção sexual diferente da sua, isso é intolerância. Quando você destrata um negro preconceituosamente, por razões de pele – é intolerância. 

 
O mundo não é tão ruim; pessoas que nele vivem é que chegam ao absurdo da intolerância de determinar que aqueles que não pensam como elas, não merecem existir. Os intolerantes são tão cruéis que convivem pacificamente em nosso meio; aguardam apenas o instante de cometer na prática, o que já fazem através do pensamento.   

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Uber: o novo sempre vem

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de junho de 2016

As novas ideias sempre geram discussão. A mais recente, o ingresso no mercado do serviço de táxi Uber tem provocado polêmicas e até atos considerados de puro vandalismo. Assistiu-se no Rio e em SP, veículos sendo depredados e guiadores hostilizados pelos seus concorrentes. Fortaleza é a capital que, nesse momento, assiste a essa guerra travada entre os taxistas tradicionais e esse novo sistema, que ainda não é reconhecido oficialmente pelo governo municipal. Apoiado por essa tese, o Sinditaxi tem feito o possível para enfrentar esse novo tipo de concorrência, já que os profissionais cadastrados convivem com outra irregularidade que são os táxis piratas.

O Uber chegou ao Brasil em 2014, junto com a Copa do Mundo, quando começou a ser usado no Rio de Janeiro. Hoje, ele já existe em quase 400 cidades do mundo.

A causa principal da polêmica aberta para aceitação do sistema no País, evidentemente está ligada a concorrência. Os taxistas entendem que o Uber não tem reconhecimento oficial e que faz uma concorrência desleal com quem já atua no mercado e se obrigou às regras determinadas pela administração municipal. Nesse ponto, eles têm razão.

Mas, como já falei, essa é uma velha discussão que vem de longe provocada pelas mudanças. Dos tempos em que as carruagens perderam fôlego para os automóveis. Que os celulares tomaram à frente dos telefones fixos. De tudo aquilo que é novidade e que vem se confrontar com o que está estabelecido.

Que se leve em conta as reivindicações dos taxistas, mas é preciso lembrar que ninguém pode fechar os olhos ao que é novo. Como já cantava o nosso cantor Belchior, nessa luta do velho contra o novo – “só quem ama o passado é que não vê, que o novo sempre vem”.

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Leitura para quem acha que o mundo piora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

02 de junho de 2016

éticaAté que ponto a crise lhe afeta? Não falo só da crise do bolso; da falta de grana; da inflação desenfreada e do desemprego. Falo da crise de valores que leva você a se surpreender com essa loucura que, diariamente, surgem nas informações. Da pouca vergonha de quem rouba a sua confiança. Dos meios de se alcançar um objetivo, usando formas Ilícitas, com o fim de se dar bem. Quando menos se espera, surge uma denúncia de corrupção aqui, ali, alhures – envolvendo gente de respeito e de quem se imaginava ‘acima de qualquer suspeita’. Mas isso não acontece apenas nas altas esferas da Política, nem no mundo das grandes empresas. É algo do nosso dia-a-dia.

Quantas vezes não nos deparamos com atitudes que denotam a nossa falta de respeito ao meio ambiente, por exemplo? A falta de educação não nos permite a simples cortesia de ceder lugar a uma pessoa mais velha num banco de ônibus. Quantos de nós, quando guiadores, não fechamos o cruzamento das ruas, ampliando ainda mais os engarrafamentos?

A crise da moral é capaz de subverter a ordem de filhos inquietarem os pais com ações criminais que os levam à serem tutelados pelo Estado, nessas unidades sócio-recreativas. Isso tudo gera uma desconfiança de que o mundo anda em atraso; que estamos involuindo – ao invés de se avançar em busca do aperfeiçoamento. Nada disso.

O mundo continua na marcha em busca de tempos melhores. Passamos por uma transição, onde todos os podres da sociedade serão expostos em praça pública, até que se tomem medidas saneadoras de combate à essa desordem moral. E é bom que se diga, que isso compete não só às autoridades, mas a cada um. Tudo isso passa por uma noção de ética.

Ética, para quem não foi apresentado, é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes questões da vida: Quero? Devo? Posso? Porque, na verdade, tem coisa que eu quero mas não devo; tem coisa que eu devo mas não posso e tem coisa que eu posso mas não quero. O entendimento disso, por cada um, nos levará ao mundo melhor que tanto desejamos.

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Leitura para quem acha que o mundo piora

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

02 de junho de 2016

éticaAté que ponto a crise lhe afeta? Não falo só da crise do bolso; da falta de grana; da inflação desenfreada e do desemprego. Falo da crise de valores que leva você a se surpreender com essa loucura que, diariamente, surgem nas informações. Da pouca vergonha de quem rouba a sua confiança. Dos meios de se alcançar um objetivo, usando formas Ilícitas, com o fim de se dar bem. Quando menos se espera, surge uma denúncia de corrupção aqui, ali, alhures – envolvendo gente de respeito e de quem se imaginava ‘acima de qualquer suspeita’. Mas isso não acontece apenas nas altas esferas da Política, nem no mundo das grandes empresas. É algo do nosso dia-a-dia.

Quantas vezes não nos deparamos com atitudes que denotam a nossa falta de respeito ao meio ambiente, por exemplo? A falta de educação não nos permite a simples cortesia de ceder lugar a uma pessoa mais velha num banco de ônibus. Quantos de nós, quando guiadores, não fechamos o cruzamento das ruas, ampliando ainda mais os engarrafamentos?

A crise da moral é capaz de subverter a ordem de filhos inquietarem os pais com ações criminais que os levam à serem tutelados pelo Estado, nessas unidades sócio-recreativas. Isso tudo gera uma desconfiança de que o mundo anda em atraso; que estamos involuindo – ao invés de se avançar em busca do aperfeiçoamento. Nada disso.

O mundo continua na marcha em busca de tempos melhores. Passamos por uma transição, onde todos os podres da sociedade serão expostos em praça pública, até que se tomem medidas saneadoras de combate à essa desordem moral. E é bom que se diga, que isso compete não só às autoridades, mas a cada um. Tudo isso passa por uma noção de ética.

Ética, para quem não foi apresentado, é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para decidir as três grandes questões da vida: Quero? Devo? Posso? Porque, na verdade, tem coisa que eu quero mas não devo; tem coisa que eu devo mas não posso e tem coisa que eu posso mas não quero. O entendimento disso, por cada um, nos levará ao mundo melhor que tanto desejamos.