Abril 2016 - MOUSE OU MENOS 
Publicidade

MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Abril 2016

De segurança e seus contrários

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

26 de Abril de 2016

Uma semana depois de completar 290 anos, Fortaleza assiste uma escalada de violência que vai desde a saidinhas bancárias em áreas consideradas nobres à rebeliões nos presídios que têm deixado intranquilos os moradores do entorno dessas casas de privação.

Não é que tenhamos o olhar negativista, nem que andemos em busca do pior; mas ninguém pode deixar de reconhecer uma situação grave que envolve a área da segurança pública. Nas unidades que recebem menores infratores, o pandemônio está feito. Os meninos produziram nos últimos dias, uma situação de caos total, com a destruição de tudo o que estava ao alcance deles. Nessas ocasiões, tropas de choque são chamadas a intervir e, depois do emprego de força, ouve-se dos dirigentes de que a situação está sob controle. Sob controle! Tentativa de esconder o sol com uma peneira, já que a realidade, de tão insustentável, não demora mais do que um dia para registrar novas rebeliões.

As unidades, no dizer do próprio juiz da Infância e da Juventude, estão entregues ao deus-dará. Os meninos parecem todos obsediados. São eles mandam e desmandam. Mesma impressão se tem das casas de privação provisória, onde os presos adultos estabelecem as regras de convivência. Quebram as grades das celas e estão soltos sem nenhum controle. Os agentes prisionais, sem dar conta das unidades, estão a mercê deles, reféns e vítimas em potencial de uma situação que vem se arrastando há anos, dada as condições de estruturas dos presídios e o problema da superlotação.

Do lado de fora, o governo se vê ameaçado pelos bandidos, o que revela um total descontrole da situação, a ponto de as delegacias serem alvo de atentados e, sem condições de dar uma resposta mais efetiva, o que fazem as autoridades? Apenas trocam as portas de vidro por portas de aço, numa evidente demonstração de tibieza aos avanços da violência. É preciso dar respostas efetivas. É preciso ter mais competência, sob o risco de projetos importantes como o Ceará Pacífico acabarem no limbo das boas ideias que, lançadas e não implementadas, acabam morrendo na origem. E revelando a fragilidade do governo nesse setor de segurança.

leia tudo sobre

Publicidade

P de poesia

Por Nonato Albuquerque em POESIA

23 de Abril de 2016

Eu tenho uma saudade enorme do futuro.
Dos sonhos que ambientei e não vingaram.
Da humana idade, de um viver seguro
E que esses tempos loucos não deixaram.

Tenho também a certeza que o escuro
tempo, esse que os outros nos deixaram,
Há de mudar e deixar-me mais seguro
Por saber que bons ventos aqui sopraram.

Não acredito em mal que assim perdure;
Nem tampouco em bem que nao ocorra
Afinal, somos todos filhos do Pai eterno

Espírito imortal, eu busco quem me cure
Da achar que mesmo, depois que eu morra,
Eu venha sentir saudades desse inferno.

(Nonato Albuquerque)

leia tudo sobre

Publicidade

Uma nação dividida

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, ATUALIDADE, POLÍTICA

18 de Abril de 2016

O país amanheceu hoje dividido entre os sentimentos da vitória e da derrota. A população assistiu atenta pela TV, a decisão da Câmara dos deputados, abrindo a possibilidade de a presidenta Dilma Rousseff ficar impedida de governar; isso, caso o Senado venha a confirmar o resultado de ontem. Qualquer que venha a ser esse resultado, a sessão de ontem revelou um País dividido e, pela votação dos deputados, intencionalmente disposto a mudanças. Mudanças que podem se converter em um novo rumo da Política nacional.

Embora o ‘impeachment’ tenha se sustentado na questão das pedaladas fiscais, mas há muito tempo a nação estava sobrevivendo às expensas de denúncias de corrupção por todos os lados e que já levaram à cadeia alguns nomes ilustres do mercado empresarial e do meio político. No seio do cidadão comum, isso se constitui numa prática abominável, principalmente quando se sabe que os recursos oriundos do suor dispendido através dos impostos, estava tendo destinação criminosa. Ao lado do poder contaminado, acentuavam-se os problemas agravados pela violência urbana, como se pode confirmar através das edições diárias do Barra Pesada.

Ninguém consegue conviver com a criminalidade das ruas e, portanto, esse sentimento de indignação que paira em torno de todos parece ter sido incorporado à decisão dos deputados no dia de ontem, sinalizando a necessidade de uma revisão, inclusive, dos próprios políticos que votaram a favor da mudança.

leia tudo sobre

Publicidade

A onda de violência por conta da lei dos bloqueadores

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

14 de Abril de 2016

Onde tem fumaça, tem fogo. O velho axioma cai como uma luva nesse momento em que Fortaleza assiste a uma onda de ações criminosas, ligadas possivelmente a uma retaliação de criminosos à lei que vai bloquear os sinais de celulares nos presídios. A decisão aprovada pelos políticos, já vem tarde. Os crimes cometidos de dentro das prisões mostra a face maquiavélica de quem, endividado com a Justiça, ainda desafia as autoridades no comando de ações violentas com o uso de aparelhos.
Agora, contrapondo-se a iniciativa do governo de evitar que o sinal de celulares possa dar vazão a esse tipo de coisa, os bandidos estariam por trás de fatos ameaçadores, como o do carro-bomba próximo a Assembleia. Da existência de explosivo no prédio de uma operadora de telefonia. De incendio a uma torre de transmissão em Caucaia. Da pichação no prédio da Câmara de Sobral, além de atos criminosos em coletivos, numa possível intimidação ao governo.
Não se pode compactuar com o mal. É preciso, também, definir o que é sério e o que pode ser classificado como ação de outros criminosos que, por ventura, não estejam se aproveitando da ocasião com o fito único de conturbar ainda mais a situação de segurança.
Fortaleza não é uma cidade sem dono, sem governo. Bandidos não têm direito à privilégios dentro de presídio. Tratamento humanitário, sim. Mas a prisão deve servir como estágio de recuperação daqueles que transgrediram a lei. Dos que cometeram delito.
Penitenciárias não devem mão da necessidade de restrição à privilégios de internos, como tv em cela individual, celulares para uso a qualquer instante, além de desrespeitar normas condicionais para quem é presidiário e precisa seguir o que dita a lei.
Preso tem que ter restrição de liberdade. Deve ser obrigado ao trabalho e ao estudo. Precisa obedecer normas e regras de disciplina. Não está se pedindo aqui, o retorno do tratamento medieval em que as pessoas eram lançadas em masmorras; mas uma prisão não é estância de descanso. Não é hotel cinco estrelas. Não é spa onde se possa descansar, enquanto a ordem da Vida é trabalho e ensino a todos. Estejam presos ou vivam em liberdade. Fora disso, não há tolerância.

leia tudo sobre

Publicidade

Por trás do que sugere ser fatalidade, a imprudência domina

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de Abril de 2016

Ô tempo de provações, esse que a gente vive. Para onde você se vira, dá de cara com tragédias que impactam a qualquer um. Às vezes, pensamos ser castigo dos céus; mas, na verdade, Deus não castiga. Somos nós os construtores do nosso destino. Veja, por exemplo, as loucuras do trânsito. Quantas vezes, esses acidentes não se repetem, por culpa de nossas desafortunada falta de consciência.

O desastre de ontem lá em São Benedito, onde um carro colidiu de frente com uma moto, deixando três pessoas mortas, é algo lamentável. Ao furar o bloqueio de uma blitz, o motorista tenta imprimir fuga mas, perseguido pelos agentes de segurança, acaba batendo de frente com a moto que era pilotada por um pai, tendo como garupeiros a esposa e o próprio filho. É coisa de enlouquecer qualquer um. Alguém pode indagar: por que eles? Por que não, o causador do desastre e que acabou sobrevivendo? Coisas da vida, coisas do destino. Ninguém consegue atinar para isso, apesar de sabermos que somos os culpados pelas ocorrências ditosas ou desditosas de nossa vida. O pior é que esse não é um caso isolado.

Tragédias no trânsito ocorrem todos os dias. Digo mais: ocorrem a todo instante. E, por mais desesperadoras que sejam as cenas desses acidentes, ninguém toma consciência de se resguardar para evitar que elas se repitam. Por mais que possasugerir ser uma fatalidade, é apenas resultado da nossa velha e irresponsável imprudência de achar que somos feitos à semelhança dos super-heróis, que podem tudo e tudo conseguem.

Somos nós que criamos todas essas tragédias. Somos nós que nos infelicitamos com a nossa falta de atenção. Somos nós que nos infelicitamos por conta de nossa desajuizada maneira de viver, quando temos tudo para sermos felizes. A criatura humana, em pleno século 21, parece criança que não sabe usar com responsabiliade os benefícios de sua própria criação. E continua fazendo do carro, uma arma. Esse tempo de provação, na verdade, é fruto da nossa completa irresponsabilidade para com essa bênção de Deus chamada Vida

leia tudo sobre

Publicidade

Por trás do que sugere ser fatalidade, a imprudência domina

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

04 de Abril de 2016

Ô tempo de provações, esse que a gente vive. Para onde você se vira, dá de cara com tragédias que impactam a qualquer um. Às vezes, pensamos ser castigo dos céus; mas, na verdade, Deus não castiga. Somos nós os construtores do nosso destino. Veja, por exemplo, as loucuras do trânsito. Quantas vezes, esses acidentes não se repetem, por culpa de nossas desafortunada falta de consciência.

O desastre de ontem lá em São Benedito, onde um carro colidiu de frente com uma moto, deixando três pessoas mortas, é algo lamentável. Ao furar o bloqueio de uma blitz, o motorista tenta imprimir fuga mas, perseguido pelos agentes de segurança, acaba batendo de frente com a moto que era pilotada por um pai, tendo como garupeiros a esposa e o próprio filho. É coisa de enlouquecer qualquer um. Alguém pode indagar: por que eles? Por que não, o causador do desastre e que acabou sobrevivendo? Coisas da vida, coisas do destino. Ninguém consegue atinar para isso, apesar de sabermos que somos os culpados pelas ocorrências ditosas ou desditosas de nossa vida. O pior é que esse não é um caso isolado.

Tragédias no trânsito ocorrem todos os dias. Digo mais: ocorrem a todo instante. E, por mais desesperadoras que sejam as cenas desses acidentes, ninguém toma consciência de se resguardar para evitar que elas se repitam. Por mais que possasugerir ser uma fatalidade, é apenas resultado da nossa velha e irresponsável imprudência de achar que somos feitos à semelhança dos super-heróis, que podem tudo e tudo conseguem.

Somos nós que criamos todas essas tragédias. Somos nós que nos infelicitamos com a nossa falta de atenção. Somos nós que nos infelicitamos por conta de nossa desajuizada maneira de viver, quando temos tudo para sermos felizes. A criatura humana, em pleno século 21, parece criança que não sabe usar com responsabiliade os benefícios de sua própria criação. E continua fazendo do carro, uma arma. Esse tempo de provação, na verdade, é fruto da nossa completa irresponsabilidade para com essa bênção de Deus chamada Vida