Março 2016 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

Março 2016

Cristo, o modelo ansiado por Deus para cada um de nós

Por Nonato Albuquerque em Sem categoria

25 de Março de 2016

A sexta é santa mas o homem a profana, muitas vezes, com o seu vazio existencial e a sua tola ignorância em buscar aquilo que lhe é passageiro, enquanto os valores da vida, os bens eternos, estão exatamente nos ensinamentos deixados por esse líder espiritual de todos, o Cristo.
Vítima da violência absurda daqueles que o acompanharam durante três anos de pregação, esse homem sofreu todo tipo de tortura e linchamento público, depois de ser entregue à Polícia pelo expediente vil da traição de um dos seus companheiros.
A humanidade reflete ainda hoje o perfil daqueles que acompanhavam o mestre. É possível encontrar entre as pessoas, aquelas que traem como Judas; as que negam como Pedro e até aquelas que duvidam como Tomé. E olha que eles tiveram a chance de ver e ouvir, em tempo real, as virtudes apregoadas por esse luminar divino que veio dos céus para se interpor como o cordeiro humano, no lugar dos que eram sacrificados pelos judeus para a paga de suas faltas.
Ele ensinou o amor e o perdão. Sua cultura de paz revelava a grandeza de uma psicologia que, dois mil anos depois, não conseguiu ser superada. O Cristo foi o pacificador que melhor traduziu a necessidade de o homem comum se tornar melhor, não apenas para ganhar o reino dos Céus, para evitar o inferno dos nossos dias. Ele, contudo, acabou sendo a grande vítima da violência; a mesma violência que ainda hoje enluta lares; separa famílias; sacode o mundo com os homens bombas; arrasa afeições como os jovens que matam e morrem em nome de nada. Cristo é o exemplo perfeito para todos. Afinal, ele é o modelo ansiado por Deus para cada um de nós.

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Semana Santa: o jejum que se faz preciso

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

24 de Março de 2016

A quinta feira maior, véspera da celebração da paixão e morte do mestre do cristianismo, tem um significado especial de reflexão que, aos poucos, a humanidade se encarrega de alterar. Dos tempos em que os fiéis se comprometiam ao silêncio e a meditação, seguindo à risca os ditames da liturgia religiosa, hoje quase nada disso acontece.

Houve época em que se exagerava, pedindo aos católicos algumas penitências que chegavam às raias do absurdo – como passar o dia calado, de se falar apenas o necessário; de não tomar banho, cobrir as imagens dos santos e não se ouvir música a não ser a dos grandes mestres. Hoje nem o jejum e nem a abstinência parecem ser colocados em prática. Evidente que ninguém deseja a continuidade de tais sacrifícios, mas um ponto chama atenção nesses dias maiores.

Os números da violência urbana na Semana Santa, por incrível que pareça, chegam a ultrapassar as ocorrências do carnaval, numa completa disssociação com o sentido da época. É na Semana Santa, onde alguns ingerem mais vinho e acabam transformando as estradas em vias crúcis de dor e desespero, fazendo com que o calvário de suas famílias se intensifique ainda mais nesses dias maiores. Não se quer as penitências absurdas do passado; tampouco a obediência à dieta desse tempo. Se faz necessário sim, o jejum dos maus pensamentos; das ações malévolas e negativas e a abstinência total de atos que maculam a fé e o nome do grande sacrificado que é o Cristo. A Páscoa é momento de reflexão e não de desregramentos.

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Brasileiro gosta de ser enganado

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de Março de 2016

Não tem um brasileiro mais penitenciado neste País do que o antigo jogador da seleção chamado Gérson de Oliveira Nunes. Canhotinha de ouro da canarinha de 1970, seu nome acabou imortalizado não apenas por suas contribuições esportivas mas por ter batizado uma das leis que, embora não exista no papel, existe na prática da malandragem, na ação dos que gostam de levar vantagem em tudo.

Em 1976, Gérson atuou num comercial de um cigarro onde dizia que gostava de levar vantagem, o que revelava uma atitude adotada como lema de vida de muitos  brasileiros que até hoje preferem se dar bem em qualquer situação. Em muitos casos, alguém se permite enganar e ser lesado por outrem, unicamente porque tem em vista ganhar algo em troca, nem que para isso, acabe entrando pelo cano. O caso de uma senhora do Demócrito Rocha, provavelmente, possa ser incluída nesse rol. Ela foi enganada por uma dupla e acabou perdendo 12 mil reais.

Infelizmente, não foi o primeiro e nem será o último. Afinal, não é um caso isolado. Tem acontecido com alguma frequência. E só demonstra a falta de atenção que se deve a esse tipo de golpe, aplicado principalmente em pessoas, que de alguma forma, têm algum interesse em ganhar algo em troca. Sabe aquele velho golpe do baludo – o do pacote de dinheiro que só tem uma nota em cima e o resto é só papel? Só cai nele, quem pensa em levar alguma vantagem.

Quem sabe o que quer não tenta se enganar. Somos nós que, maioria das vezes, acabamos contribuindo para que o mal se estenda, principalmente quando contribuímos para que suas ações sejam aplicadas. Para ser bem claro: só se engana quem quer ser enganado. Afinal de contas, cavalo não sobe escada. Barata viva não atravessa galinheiro.

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Esporte manchado de sangue

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

14 de Março de 2016

Alguém cantou a pedra e realmente aconteceu. A volta da violência em dia de jogo. Pra variar em um clássico Fortaleza x Ceará. Mesmo com a decisão da Justiça de impedir o acesso de torcidas (ditas) organizadas ao Castelão, o que se viu foi uma multidão de irresponsáveis, dirigindo-se ao estádio armados de paus e pedras, depredando ônibus; deixando em pânico moradores ao longo do percurso, enquanto a Polícia tentava conter os ímpetos dos mais fanáticos.

Proibidos, pois, pela Justiça de adentrarem ao estádio com faixas e uniformes, esses vândalos aproveitaram-se das ruas para infernizar a vida de transeuntes, intranquilizar moradores e perturbar os verdadeiros torcedores que, aos poucos, começam a se afastar das praças de esporte por causa desse tipo de gente. Num desses atos, dois policiais foram sofreram estilhaços do que seria uma bomba caseira e uma confirmação lamentável: o temor de que essa guerra habitual nos dias de confronto tivesse um cadáver. E até isso, aconteceu.

Um torcedor da TUF – Torcida Uniformizada do Fortaleza, de nome Julian de Souza Cavalcante , acabou sendo a vítima fatal dessa malsinada temporada de ódio que tem contaminado as mentes de pessoas que, sem educação e sem auto-controle, levam para as ruas o seu tipo de comportamento ensandecido.

É preciso dar um basta nessa rotina absurda de transformar o espetáculo esportivo em pauta policial. E isso compete principalmente aos times, promovendo campanhas de orientação e esclarecimentos, para evitar o previsível esvaziamento das praças de esporte, confundidas hoje em dia não mais como templos sagrados do verdadeiro esporte, mas similares modernos da antiga arena romana, onde a inconsequência de uns mancharam de sangue a própria história humana.

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Vândalos: sem direito a complacência da Justiça

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de Março de 2016

O que leva a torcida de um time – a torcida de um mesmo time – a atos de vandalismo como os de ontem a noite no Castelão? Se fossem torcedores rivais, ainda assim não se admitiria tanta selvageria, insanidade, violência, grosseria e falta de respeito ao público e ao patrimônio. Essa raça não tem noção de responsabilidade, nem noção de comportamento em lugares públicos e age, nessas ocasiões, como se bichos enfurecidos que não conseguem ser controlados.

Esses episódios de quebra-quebra nos estádios já passaram da conta – se é que existe limite para contabilizar seus atos provocadores. É preciso identificar os cabeças dessas ações, sem causa justificada, para exercer sobre eles um controle e a necessidade de afastá-los dos lugares públicos. Nunca se viu uma punição para esses tresloucados, que se passam por torcedores mas que, na verdade, são vândalos entontecidos, não pela emoção do esporte – já que o time jogava bem, ganhava e não havia motivo para eles se digladiarem.

Resta saber que tipo de atitude é tomado pelas autoridades quando instalam câmeras nos estádios, colocam policiamento ostensivo e, mesmo assim, ainda registramos episódios que mais parecem retirados de uma época que a gente imaginava já extinta, coisa do passado.

Domingo vai ter um clássico. E se o confronto de ontem foi um ensaio, a impressão é de que vai ser preciso triplicar o número de policiais destacados para dar segurança ao estádio.

Diante de tanta insanidade, vale uma pergunta: qual a diferença desses vândalos que destroem o patrimônio público nos estádios para aqueles que destroem delegacias e incendiam ônibus? Todos podem ser colocados numa mesma cela, já que aos olhos de todos agem como meros criminosos. Sem direito a complacência da Justiça.

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VIOLÊNCIA: A PRÓXIMA VÍTIMA

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

09 de Março de 2016

Parece coisa premeditada para chamar a atenção. Parece. A violência que atingia o cidadão comum, de repente, começou a chegar às autoridades. Atingiu policiais. Houve um clamor dos companheiros de farda. Ainda assim, continuou. Semana passada, essa violência golpeou um jornalista. Homem de paz e que vive em sua coluna a propor o valor da concidadania e do respeito humano. Ontem foi a vez de um juiz.

Se fizermos as ligações iremos encontrar o que parece ser um elo significativo de coincidências. A violência que atingia o cidadão comum, aos poucos, foi se dirigindo para policiais – parte sensível nessa guerra não declarada da criminalidade e que tem por ofício combatê-la. Depois chega a um profissional de imprensa, essa mesma imprensa que relata diariamente os fatos relacionados a onda de crimes. E agora chega a figura máxima de um representante da Justiça, de quem o cidadão comum, os policiais e os jornalistas vivem a reclamar da falta da sua aplicabilidade.

Claro que os criminosos não se preocupam em selecionar suas vítimas, mas a questão da violência chegou a um ponto que é preciso ler nas entrelinhas dos fatos, essa advertência. Parece. Sim, porque parece que a natureza dos fatos vem cobrar a atenção dos responsáveis pelo controle da criminalidade, uma atenção maior ao drama que, diária e constantemente, está a sufocar a população.

Ninguém suporta mais Fortaleza ser protagonista de um indesejável ‘ranking’ de assaltos, roubos, furtos, latrocínios, homicídios, ataques a bancos, atentados a ônibus e delegacias, enquanto as autoridades parecem anestesiadas a essa dolorosa provação que sofria o povo comum. Agora essa onda malsinada de dor e sofrimento atinge membros da própria corporação militar que visa combater a violência. Mancha de sangue as páginas dos jornais que já a denunciavam. E, mais do que nunca, chega literalmente aos pés de um representante da Justiça, a quem cabe a competência de julgar os que são responsáveis por toda essa intolerância. A pergunta que surge agora é: quem será a próxima vítima nessa lista crescente onde nem as autoridades estão livres? Quem sobreviver verá.

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Fortaleza deve fazer jus a esse nome

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

04 de Março de 2016

Uma cidade com o nome de Fortaleza precisa fazer jus a essa denominação. Não pode servir de alvo a atentados criminosos que venham indispor a sua população. Uma cidade como Fortaleza, quinta entre as mais desenvolvidas do País, não pode silenciar diante do Mal que, nos últimos tempos, tem se alastrado de forma assustadora.

Como entender essa série de atentados a ônibus, a delegacias distritais e até a um prédio da Secretaria da Justiça, tendo como pano de fundo a justificativa de que tudo isso seja em retaliação à morte de um adolescente na terça feira, dia 1º, no Monte Castelo? Essa tem sido a versão que vem sendo dada pelos porta-vozes da Polícia ao explicarem a ação de bandidos na tentativa de implantar o caos na cidade.

Felizmente, em todos os atos, nenhuma vítima, mas que deixam um rastro de violência que foge aos padrões comuns da criminalidade. Nas delegacias alvejadas, não havia nenhuma pessoa detida, o que afasta a hipótese de que os bandidos desejavam libertar algum preso.

Ouvimos de fontes da Polícia Civil indícios de que, tudo isso, é apenas e tão somente uma tentativa de afrontar as forças de segurança. Bastaria isso para uma explicação mais contundente da parte de setores da própria Secretaria de Segurança, informando como o governo tem reagido a esses atentados.

Já era hora de o secretário e, quem sabe, até o próprio governador vir à público e dizer os resultados das investigações e, de forma concreta, as resoluções que estão sendo tomadas para tranquilizar a população. Saber que tudo isso acontece às vésperas da solenidade de lançamento da Operação Ceará Pacífico, nos remete a uma avaliação considerável: as autoridades de uma cidade com esse nome de Fortaleza, não podem demonstrar nenhum sinal de fraqueza diante de fatos que impõem uma resposta à altura, dentro dos princípios da legalidade, pois a omissão pode acabar estimulando a esses grupos de bandidos a continuarem agindo de forma inconsequente.

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Vai uma dose de confiança, aí?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Março de 2016

Um pensador emérito do comportamento humano analisa esse tempo confuso em que todos vivemos, marcado por distensões e tanta falta de respeito humano. Mesmo assim, ele lembra a necessidade de não desesperarmos. Muitos de nós andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a política, com a família. Inquietos em relação ao futuro; inquietos em relação ao passado; inquietos com nós mesmos. Considera o pensador que a inquietude da criatura revela a falta de confiança, a falta de fé e, também a falta de conhecimento.

O mestre do pensamento cristão recomendava ‘não andeis pois inquietos’. Ele nos pedia o combate ao pessimismo crônico. Ser pessimista é estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo começar. Ser pessimista é boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo à nossa volta para o bem ou para o mal.

Ainda vivemos os tempos de transição. Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige. Em todos os lugares há derrotistas intransigentes. Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas. Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre. Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do próximo lhes partilhasse a sombra interior.

Nós precisamos confiar… Não há treva que dure para sempre. Não há coração destinado eternamente ao mal. O tempo de escuridão é passageiro, é momento de aprendizagem, de provas necessárias. Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, barulhento, não colaboremos com seu estardalhaço desproporcional. O otimista não é aquele que se nega a enxergar o mal à sua frente. É simplesmente aquele que dá mais valor ao bem do que ao mal que alguém promova. O otimista é aquele que sempre vê uma saída, que sempre vê um aprendizado em toda experiência, por mais penosa que tenha sido. Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que estão confiando. A orientação do pensador é de que na vida, lutemos pelas causas do Bem. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre.

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Vai uma dose de confiança, aí?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

01 de Março de 2016

Um pensador emérito do comportamento humano analisa esse tempo confuso em que todos vivemos, marcado por distensões e tanta falta de respeito humano. Mesmo assim, ele lembra a necessidade de não desesperarmos. Muitos de nós andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a política, com a família. Inquietos em relação ao futuro; inquietos em relação ao passado; inquietos com nós mesmos. Considera o pensador que a inquietude da criatura revela a falta de confiança, a falta de fé e, também a falta de conhecimento.

O mestre do pensamento cristão recomendava ‘não andeis pois inquietos’. Ele nos pedia o combate ao pessimismo crônico. Ser pessimista é estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo começar. Ser pessimista é boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo à nossa volta para o bem ou para o mal.

Ainda vivemos os tempos de transição. Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar no Divino Poder que nos dirige. Em todos os lugares há derrotistas intransigentes. Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas. Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre. Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do próximo lhes partilhasse a sombra interior.

Nós precisamos confiar… Não há treva que dure para sempre. Não há coração destinado eternamente ao mal. O tempo de escuridão é passageiro, é momento de aprendizagem, de provas necessárias. Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, barulhento, não colaboremos com seu estardalhaço desproporcional. O otimista não é aquele que se nega a enxergar o mal à sua frente. É simplesmente aquele que dá mais valor ao bem do que ao mal que alguém promova. O otimista é aquele que sempre vê uma saída, que sempre vê um aprendizado em toda experiência, por mais penosa que tenha sido. Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que estão confiando. A orientação do pensador é de que na vida, lutemos pelas causas do Bem. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre.