dezembro 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

dezembro 2015

Um ano 2 mil e 16 vezes melhor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

31 de dezembro de 2015

Na cabeça de muita gente, 31 de dezembro sugere tão somente uma data que marca o fim de um ano, um limite de tempo. Para outros, é um ponto de mutação do calendário gregoriano para um novo começo. E isso é verdade. O ano que termina é tão somente o tempo de virada da folhinha, a exigir de nós todos uma repassada no que fizemos e no que deixamos de fazer. Por isso, em toda retrospectiva que se fizer, o balanço vai eleger alegrias e lamentar as tristezas. Balanço de ganhos e perdas. No entanto, para quem sabe ler nas entrelinhas dos fatos, esse é um tempo de muita esperança.

Por uma questão atávica, muitos de nós ainda nos preocupamos como iremos passar o ‘reveillon’; que tipo de roupa usar; a cor mais indicada para entrar o ano, além de outras superstições ingênuas, que só revelam como ainda convivemos no território das simpatias de nossos ancestrais.

O ano que termina é significativo por marcar uma etapa de vida da História dos homens e das mulheres. Mas nunca é demais lembrar que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta. Nada muda se não houver uma decisão firme e pessoal de cada um de mudar sua postura pessoal.

O ano somente será novo quando houver mudanças nas nossas práticas errôneas do dia-a-dia. Quando decidirmos melhorar o perfil de trato com os nossos semelhantes.

É comum, nessa época, gente dizer que vai fazer dieta para o ano novo e depois esquecer. Pois que cumpra esses propósitos. Aliás, faça dieta dos miasmas morais que infestam a nossa alma: o ciúme, o orgulho, a vaidade; o egoísmo, a falta de humildade. Que se aplique no ano novo, o propósito de deletar tudo isso da nossa mente e do nosso coração. Isso é lixo e precisa ser retirado de nosso interior.

E, para se viver realmente um feliz ano novo, reajuste e reequilibre suas ações em benefício do Planeta. Pois só mudando o homem, mudaremos o mundo.

Que o novo ano seja 2 mil e 16 vezes melhor do que fomos em 2015. Basta cumprir as promessas.

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Ano novo só tem vida nova se houver mudança individual

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

30 de dezembro de 2015

Às vésperas de uma mudança de ano, a expectativa de todos nós se volta para o significado da data. O ano termina e com ele ficam as lembranças, boas ou desagradáveis, com as quais partilhamos. Perdas são assinaladas com tristezas. Vidas que marcaram outras vidas, acabaram quebrando os laços de amizade construídos à custa de afeto e de carinho. Por isso, na mudança do calendário para um ano seguinte, é comum se deparar com pessoas contabilizando as lágrimas dessas perdas. É bom que se diga que nada morre, tudo se transforma. E o bem que se adquiriu em uma relação, tem contínua propagação na dimensão da luz.

Por outro lado, há exemplos de superação, em meio a essas crises, que nos impulsionam à crença de que estamos de pé, ralando por expectativas boas em 2016. Aliás, é sempre proveitoso lembrar que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos. Tudo isso faz parte de uma convenção.

Mudança mesmo compete a cada um de nós; no exercício diário de nosso trabalho. No cumprimento honroso dos nossos deveres. Na mudança de uma atitude benéfica, de saber respeitar o outro, sem vaidades, ímpetos de orgulho, quando na verdade todos somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém. E só podemos dizer “ano novo, vida nova”, se houver uma decisão íntima de cada indivíduo em buscar ser melhor do que foi.

Na nossa lista de propósitos, desejamos que o novo ano seja 2.016 vezes melhor do que foi 2015. A esperança é de que a paz atenue as feridas deixadas no ano que está passando. E que o Bem seja o ideal marcante durante todos os dias que estão por vir.

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Um desafio para o ano novo

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

28 de dezembro de 2015

Existe uma doença no mundo com a qual poucos se preocupam, apesar de muitos conviverem com ela. Eu falo desse mal chamado violência. A maioria das pessoas teme contrair câncer, a AIDS. Corre de uma gripe ou de uma enxaqueca qualquer. Toma qualquer tipo de remédio para combater uma simples dor de cabeça; mas poucos são as que cuidam de conter os surtos causados pela doença da violência. Ela é tão ou mais destrutiva do que os ataques do cólera ou a tragédia causada por um metástase, que é quando o câncer se dissemina por todo o organismo.

Os doentes de violência, algumas vezes, nem sempre revelam os sintomas de seu mal. Transparecem ser pessoas tranquilas. Algumas são quietas, até mesmo tímidas. Mas quando provocadas, sai da frente! O germe da doença lhes dão o impulso da intolerância, da raiva e da ira. São capazes de cometer atos inimagináveis. Nessas ocasiões, não há quem as segure. Diálogo algum consegue dominá-las.

Muitas vezes, os violentos não resistem a uma pequena provocação. Basta um olhar, um simples olhar, ou uma palavra dita fora de hora, para provocá-los, acendendo neles o estopim da vindita.

Os que sofrem de violência, pode ver, são aqueles que não costumam levar desaforo pra casa – aliás, muitas vezes nem conseguem voltar para casa, porque acabam levados para a cadeia, quando não são carregados ao cemitério.

Há os violentos que se comprazem em se mostrar durões. Se estão em um local e sofrem ameaças, a maioria não tem coragem de relevar a ofensa ou de se retirar do lugar e deixar ao ofensor que fique latindo sozinho. Quando provocados, reagem usando as mesmas táticas do agressor. Vomitam de volta a mesma carga de violência recebida. Na verdade, poucos têm a coragem de seguir o sábio conselho do médico de almas; para evitar tragédias, ele receitava que os ofendidos oferecessem a outra face quando agredidos. “Se alguém lhes bater numa face, ofereça-lhe a outra”, dizia o mestre que acabamos de lembrá-lo na última semana.

É que para muitos, isso sugere atitude de covardia, de tibieza. Na verdade não há de fraqueza nessa recomendação. É um gesto de grandeza que guarda essa lição do mestre. Qual é a outra face da violência? Claro, é a da não violência. É a de não reagir quando se é provocado. A de relevar.

Há mais compreensão em homenagear um covarde vivo, do que celebrar um herói morto.

Em Fortaleza, há um surto epidêmico desse mal chamado violência. Todo santo dia uma leva de pessoas mata e, outra maior ainda, morre por conta da violência. Até quando vamos tolerar isso? Somos capazes de investir somas de recursos e esforços humanos em planos contra a infestação do mosquito da dengue, o que é bastante elogiável, mas esquecemos de tratar a violência que todos carregamos. A vacina contra esse mal é a mudança de postura. Dominar a fera interior que nos domina. “Bem aventurados os mansos e os pacíficos porque eles herdarão a Terra”.

Que tal colocar isso como um dos desafios para o ano novo?

 

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O verdadeiro Natal cujo sentido perdemos de vista

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

21 de dezembro de 2015

Estamos a poucos dias da celebração do Natal. Embora o espírito natalino predomine na decoração das ruas e das vitrines, há uma sombra de tristeza na violência da cidade. Ainda que se escutem corais entoando louvação ao menino Deus, há vozes lamentando o pranto dos aflitos, tombados por mãos anestesiadas de qualquer gesto de compaixão. Embora Papai Noel se multiplique pelos shoppings, há desconforto nas atitudes impensadas de quem nutre ódio pelos seus desafetos; de quem busca pagar com a mesma moeda, o mal de que se viu portador.

Fala-se de Natal, uma vez seguinte, mas entre os meninos das unidades socio-educativas, só há tempo para rebeliões. Entre moradores de uma cidade do interior, o presente que a população mais deseja no Natal, é resgatar da oficina a única viatura policial que dá segurança à localidade Barreira. Ela está quebrada há oito meses e, sem outra alternativa, o que a população fez? Organizou um bingo para levantar o dinheiro, que deveria ser resposta do Estado ao que pagamos em impostos,  porque simplesmente não se deu ouvidos aos pedidos dos moradores.

Fala-se de Natal, mas há quem sofra as dificuldades de achar um atendimento na rede de saúde pública e, viva o desconforto, de buscar remédios em macas espalhadas pelos corredores, à falta de leitos.

No Natal, a exemplo de outros dias, há quem não consiga fazer que um simples B.O. possa recuperar a credibililidade perdida desse documento.

Em muitas empresas, colegas trocam presentes na tradição do ‘amigo secreto’, o que é incentivador, mas poucos são os que, realmente, conseguem afirmar-se verdadeiramente amigos.

É incrível falar de Natal e saber que foram registrados 31 acidentes, apenas na contagem de um domingo segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, confirmando a tese de que, pouco ou quase nada, aprendemos no sentido de preservar vidas. De se evitar a loucura de dirigir como l0ouco – cheirando a álcool ou até mesmo mesmo ocom reflexos de noites mal dormidas.

E é Natal! Mas tudo isso é compreensível: se até o aniversariante dessa festa anda esquecido, em termos de sua mensagem, já que ele próprio foi trocado pela figura consumista do Papai Noel, esse sim, transformado erroneamente no grande protagonista do dezembro, num evidente e claro sinal de que estamos longe de verdadeiramente celebrar o verdadeiro sentido da festa do Cristo. Ele, o ideal desejado por Deus para cada um de nós.

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Tempo de mudanças

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de dezembro de 2015

A compreensão de que vivemos dias de mudança é algo tão forte e que nos permite a ter esperança de que todos esses acontecimentos, movidos a sangue e dor, vão ter que diminuir. Se me perguntarem o que me leva a essa crença, diria que é algo que faz parte da própria natureza das coisas. Tudo muda. Tudo passa. Tudo tem um limite.

Basta olhar para si mesmo e descobrir as mudanças que, naturalmente, ocorrem com o tempo. Por ele, passamos da infância à vida adulta. E mudamos muito. Alteramos os nossos pensamentos quando éramos mais jovens e ganhamos mais consciência das coisas. Mudamos, como tudo no mundo. E tudo na vida se encaminha para a evolução, para a melhoria. Então, se a lógica e a razão nos dão essa certeza, por que não imaginar que esse tempo de violência não vá passar. Passará. Acreditamos nisso. Não há nada que exista debaixo do sol que não enfrente mudanças.

Então, esse viver desastrado dessa geração que, ainda adolescente, acha de viver na marginalidade, que se entrega ao vício, que não respeita família e nenhum superior, um dia isso passa. Seja por uma contingência pessoal de amadurecimento ou até pelo determinismo da vida, que sai excluindo aqueles que não acompanham o comum de tudo que é progredir.

É preciso largar as amarras do ‘homem velho’ que ainda nos sustenta, pela necessidade de ser melhor. É o comum de todos. Por isso, acreditamos que esses jovens rebeldes de hoje, que se entregam à mentira e a vida bandida, que não dão nada pela vida, pelo respeito às leis e que sabem pouco ou nada das virtudes do bem, um dia eles amadureção. Terão mentes e corações divisados às sagradas virtudes da vida. O tempo, que é senhor da razão, dirá o quanto estamos corretos ao pensarmos assim.

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A abstinência do whatsapp

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

17 de dezembro de 2015

Somos mesmo um país de contrastes. Onde a Justiça consegue bloquear em todo o território nacional, com a maior facilidade, um aplicativo como o whatsapp, mas essa mesma Justiça não consegue impedir que internos continuem a usar celulares do interior dos presídios para programar ações criminosas. Não é estranho isso? Há quanto tempo se fala desse problema que leva presos a comandarem assaltos, lá de dentro, usando o sistema de telefonia com mais facilidade do que a gente que precisa fazer uma ligação daqui de fora. Aliás é da cultura do povo brasileiro ser contraditório por natureza. Nunca vi gente para se contradizer mais no mundo, como nós brasileiros.

Este é o País onde se vai às ruas pedir a cabeça de dirigentes que vivem atitudes irresponsáveis e antiéticas, no que estamos coberto de razão quando nos mobilizamos, mas esse mesmo povo que cobra a moralidade dos outros, age na mesma linha de contradição do que reclamam. A gente reclama atitude correta de fulano e beltrano, mas teima em estacionar nas vagas de deficientes físicos. Se compraz em furar uma fila para garantir vantagens e, dependendo da ocasião, é capaz de agir em contradição com as regras mais simples de convivência. Quantos de nós não comete falhas de comportamento? Somos da turma do ‘venha a nós tudo e ao vosso reino nada’.

Em relação ao bloqueio do aplicativo, isso se deve à falta de cumprimento da operadora em atender a um mandado judicial, que pedia informações sobre um traficante que fazia contatos com viciados pelo sistema lá em SP. A razoabilidade da medida poderia ser entendida se fosse aplicada ao Estado em que se deu o fato; mas punir o País inteiro configura-se uma afronta à liberdade de expressão.

Uma coisa fica provada: a abstinência do uso do aplicativo a que o brasileiro se vê exposto durante 48 horas, só revela o quanto somos dependentes de tudo. Como a gente cria dependência fácil a certas coisas, capazes de alterar o nosso próprio comportamento. Nas redes sociais tinha gente hoje se dizendo perdida sem o uso do aplicativo. Isso é doentio.

No entender de um especialista, o psiquiatra Adalberto Barreto, lá da Comunidade 4 Varas, isso só revela a incapacidade de nos libertarmos das dependências que nos prendem e bloqueiam o nosso viver com mais naturalidade. Pois vejam vocês: se com um objeto da tecnologia nos comportamos desse modo, o que dizer dos que são dependentes de drogas, sejam lícitas ou não, que vivem o inferno pessoal de não poder se livrar com facilidade dos seus próprios vícios. A vida tem lições para tudo. O melhor aluno é que sabe tirar proveito delas.

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O caos e a crise nos dão consciência

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de dezembro de 2015

Anda tudo muito confuso por aí, não é mesmo? A sensação que se tem é de que o mundo anda virado de pernas por ar, que virou uma bagunça só. Mas é preciso calma. Entender que toda essa reviravolta faz parte dessa notável experiência chamada vida. Nela, a gente se dispõe a um constante aprendizado e, a exemplo de alunos em uma sala de aula, somos testados a cada instante sobre o nosso nível de desenvolvimento. São as provações que nos surgem, modificando coisas que precisam ser mudadas e que, muitas vezes, nos parecem incompreensíveis.

Como entender, por exemplo, a perda de um filho ainda jovem, com saúde e disposição para o mundo, enquanto uma parcela de indivíduos que convivem no Mal permanecem na Terra? É que a gente olha a vida apenas de uma perspectiva, a da matéria. E, na verdade, somos uma dualidade. A gente é matéria e espírito. Estamos só de passagem.

A Terra, configura-se como uma oficina de trabalho; uma escola de aprendizado e, também, pode ser vista como um grande hospital de almas em recuperação. Por isso, tantos doentes de moral e respeito. Por isso, tanta conturbação. Tanta gente se dispersando na amargura dos relações sem base; endividando-se na loucura das drogas; comprometendo-se em corromper, sem levar em conta que a Justiça maior cobra de todos até um pensamento de maldade que se tenha de alguém.

Quando tivermos consciência do que realmente somos, iremos verificar como é fácil deter a violência. Como será possível melhorar os índices de criminalidade. Porque, só cônscios de nossa responsabilidade na Terra, é que iremos despertar para o verdadeiro sentido da vida que é o de evoluir. O futuro do planeta vai pertencer aos que tiverem essa compreensão: a compreensão de que “os mansos e os pacíficos, herdarão a Terra”. O mestre que disse isso, é o modelo desejado por Deus para cada um de nós.

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Roma se penitencia com Juazeiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

14 de dezembro de 2015

A figura do padre Cícero está sendo exaltada hoje em todo o País, diante da decisão da Igreja Católica de reconciliá-lo. Tinha que partir de um homem como o papa Francisco, essa decisão que atende ao afeto e ao devotamento de tantos nordestinos pelo ‘padim’ Ciço. Isso pode ser o primeiro passo para a sua beatificação, embora se tenha ciência em todo Nordeste, que o padre Cicero já foi entronizado no altar de tantos corações que a ele fazem devoção.

Excomungado por Roma, por seu envolvimento com a política e o poder da época, padre Cícero atraiu o descontentamento de uma ala conservadora da Igreja, que sempre excelsou mais os compromissos com a elite europeia, embora a pregação do Cristo tenha sempre se voltado para a pobreza, para os desassistidos.

O padre Cícero foi um religioso que se antecipou aos movimentos eclesiais de base, emergidos na América Latina dos anos 60. Que buscou viver o evangelho com toda a sua simplicidade, entre os mais marginalizados, o povo humilde, sofrido, escorraçado socialmente. Ele não se importava nem mesmo em se misturar aos réprobos da época, no caso os cangaceiros comandados por Lampião. Assim como Cristo, que não veio para os sãos e sim para os doentes da alma, padre Cícero arregimentou mentes e corações em torno da mensagem de profundo significado cristão – que é o viver os ensinamentos do Cristo na prática.

Agora, passados mais de cem anos, Roma se penitencia, assim como já fizera com Galileu Galilei, a quem João Paulo II pediu desculpas ao mundo por tê-lo indiferenciado. A reconciliação desse ‘santo nordestino’ à Igreja Católica, promulgada em outubro e só ontem anunciada no Crato, é uma demonstração viva da prática do verdadeiro sentido do perdão, que a própria Igreja prega tanto, esquecida de que ele, o perdão, é o segundo maior ensinamento crístico, que exalta primeiro o amor com a maior fonte das virtudes celestiais.

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Cidades litorâneas ameaçadas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

10 de dezembro de 2015

Tenho afirmado em nossos comentários da terrível situação que vivem localidades próximas à Fortaleza, com a crescente onda de violência. E, por mais de uma vez, relacionei cidades como Aquiraz e Eusébio que, na última década, acrescentaram ao apelo turístico de suas áreas, um aumento populacional extraordinário. Nada que pudesse ser considerado estranho, esse tipo de expansão demográfica. Afinal, faz parte do progresso das cidades, é o destino do processo evolutivo. Mas o que mais chama atenção é que, ao lado disso, cresceram os problemas de segurança.

A violência sentou praça nesses logradouros, cuja população passou a conviver mais explicitamente com a violência. Assaltos a casas de veraneio foram se verificando. O uso da droga se estabeleceu de forma acelerada. E, entre os traficantes que eram presos pela Polícia, um dado curioso: a maioria tinha procedência de outros Estados.

Com isso, chegava-se à conclusão de uma tese argüida por analistas, de que endividados da Justiça de regiões do sudeste estavam buscando refúgio nessas localidades próximas à capital, a fim de efetuar a derrama de seus lucros criminosos. O resultado de tudo isso é que os crimes aumentaram ainda mais, fazendo com que muita gente até se desfizesse de seus imóveis, colocando-os à venda ou para aluguel. É preciso reforçar a política de segurança de localidades assim, a fim de que não se perca de vista o incentivo ao projeto turístico das cidades litorâneas, cuja população passou a conviver com uma inusitado cotidiano de temor e incertezas.

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Do tempo em que se podia confiar em tudo e em todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

09 de dezembro de 2015

A história do cidadão que ficou no prego, foi atrás de um posto para comprar gasolina e ao retornar se deparou com o carro sem o motor – porque haviam lhe roubado – é de estarrecer. Quanta falta de respeito ao alheio e quanto oportunismo.

Há algum tempo, a gente ouve falar que este País precisa ser passado a limpo. Foi o jornalista Boris Casoy quem deu curso a esse bordão, junto a um outro: “é uma vergonha”, para criticar atos que acarretem em prejuízo aos brasileiros. Pois quanto mais o tempo passa, mais se confirma essa necessidade de que este País, “gigante pela própria Natureza”, precisa mesmo criar vergonha. Que seus filhos, precisamos nos ajustar aos domínios do que é correto, do que é justo.

A gente passa o tempo criticando os políticos que tiram proveito de tudo, e na primeira oportunidade somos nós que damos o pior exemplo cometendo atos desabonadores. Foi-se o tempo em que você podia deixar algo, no meio do tempo, em qualquer lugar e ninguém tinha essa capacidade de passar a mão, de roubá-lo. Sei que é coisa do passado, mas já tivemos uma época em que os padeiros deixavam o pão na janela de casa e ninguém se atrevia a mexer. É que, no passado, tínhamos uma geração mais respeitosa, incapaz de bulir em algo que não lhe pertencesse, por um sagrado direito ao que é certo.

Hoje, o Brasil convive com uma laia de gente corrupta, desonesta, interesseira, individualista, que só quer “venha a nós tudo e ao vosso reino nada”, fazendo o possível para se dar bem, ainda que isso implique em prejuízo a outros. Como entender um povo que reclama das estripolias cometidas pelos seus representantes políticos – e não são poucas, diga-se de passagem -, mas na primeira ocasião se aproveita para, também, se revelar desrespeitosa. E olha que estamos em dezembro, o mês em que uma aura de magia e espírito natalino conseguem melhorar o astral das pessoas e elas agem de forma mais solidária. Mas isso, também, parece coisa do passado; do tempo em que um ex-presidente francês dizia que o Brasil não é um país sério. E até hoje, continuamos a dar margem a comentários como esse de Charles DeGaulle. Unica e simplesmente, como diria Boris Casoy, por falta de vergonha.

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Do tempo em que se podia confiar em tudo e em todos

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

09 de dezembro de 2015

A história do cidadão que ficou no prego, foi atrás de um posto para comprar gasolina e ao retornar se deparou com o carro sem o motor – porque haviam lhe roubado – é de estarrecer. Quanta falta de respeito ao alheio e quanto oportunismo.

Há algum tempo, a gente ouve falar que este País precisa ser passado a limpo. Foi o jornalista Boris Casoy quem deu curso a esse bordão, junto a um outro: “é uma vergonha”, para criticar atos que acarretem em prejuízo aos brasileiros. Pois quanto mais o tempo passa, mais se confirma essa necessidade de que este País, “gigante pela própria Natureza”, precisa mesmo criar vergonha. Que seus filhos, precisamos nos ajustar aos domínios do que é correto, do que é justo.

A gente passa o tempo criticando os políticos que tiram proveito de tudo, e na primeira oportunidade somos nós que damos o pior exemplo cometendo atos desabonadores. Foi-se o tempo em que você podia deixar algo, no meio do tempo, em qualquer lugar e ninguém tinha essa capacidade de passar a mão, de roubá-lo. Sei que é coisa do passado, mas já tivemos uma época em que os padeiros deixavam o pão na janela de casa e ninguém se atrevia a mexer. É que, no passado, tínhamos uma geração mais respeitosa, incapaz de bulir em algo que não lhe pertencesse, por um sagrado direito ao que é certo.

Hoje, o Brasil convive com uma laia de gente corrupta, desonesta, interesseira, individualista, que só quer “venha a nós tudo e ao vosso reino nada”, fazendo o possível para se dar bem, ainda que isso implique em prejuízo a outros. Como entender um povo que reclama das estripolias cometidas pelos seus representantes políticos – e não são poucas, diga-se de passagem -, mas na primeira ocasião se aproveita para, também, se revelar desrespeitosa. E olha que estamos em dezembro, o mês em que uma aura de magia e espírito natalino conseguem melhorar o astral das pessoas e elas agem de forma mais solidária. Mas isso, também, parece coisa do passado; do tempo em que um ex-presidente francês dizia que o Brasil não é um país sério. E até hoje, continuamos a dar margem a comentários como esse de Charles DeGaulle. Unica e simplesmente, como diria Boris Casoy, por falta de vergonha.