novembro 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

novembro 2015

Quem pensa igual a mim, levante a mão?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

27 de novembro de 2015

Às vezes, eu me pergunto se realmente a sociedade humana não perdeu o senso de responsabilidade e resolveu abdicar dos valores importantes, apreendidos ao longo da própria história. Diante de quadros de violência e de desamor, da falta de respeito para com o outro e da incidência de pessoas que se utilizam de meios ilícitos para promoção da discórdia e da corrupção, eu fico a me perguntar até que ponto a gente anda aplicando os ensinamentos dos grandes líderes, que nos deram lições de amor, justiça, não incidir em erros, de evitar se corromper, de ser solidário com os mais necessitados e de promover a paz que é objetivo de todos.

Como explicar que jovens saiam de casa para se divertir e percam a sobriedade a ponto de causarem acidentes que enlutam suas famílias. Alguém vai dizer que é coisa da juventude, que é gente jovem é irresponsável. Que não pensa no que faz; Age por impulso. Não é só isso, não. Porque tem adulto, cabra velho de cabelos brancos e de formação superior, como o caso desse senador Delcídio do Amaral, que comete iniquidades, em nome de interesses pessoais, atitudes que geram surpresa e que a gente sabe que, passado algum tempo, serão esquecidas diante de outros casos ainda mais escandalosos.

Todos nós, eu, você que nos acompanha aí em casa ou no trabalho, sabemos que o aprendizado humano prioriza um objetivo: melhorar o homem. Com isso, melhorar o mundo. Mas, diante do que assistimos no dia a dia, a impressão que fica é a de que, ao invés de avançarmos nas conquistas, estamos caminhando à moda caranguejo, contrariando todas as leis e os ensinos que os mestres da humanidade nos dispensaram com as suas práticas do bem.

Felizmente, ainda há tempo de mudar o rumo. De buscar acertar o passo a fim de evitar o pior. O bom senso pede isso. Você também pensa assim? Que bom que eu não estou sozinho.

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Escravo da paixão é quem mata o que dizia ser amor

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

25 de novembro de 2015

Ninguém consegue entender as consequências de uma paixão. Cega, ela pode levar uma pessoa a cometer loucuras, como se agisse em nome do amor. Intensa e emocional, ela anestesia o senso do juízo e põe a razão pra escanteio. Os que se alimentam de paixão, vivem na intranquilidade e no temor da perda. Não têm a menor confiança sobre a pessoa amada e, qualquer sinal que possa suscitar uma dúvida – a dúvida da traição -, acabam potencializando o ódio que é a outra face do amor.

Esse caso do marido que tirou a vida da esposa e, depois de deixar o corpo dela num freezer por vários dias, saiu em busca do pretenso amante em Choró para tirar-lhe a vida, é algo que foge a racionalidade. Só os que não confiam, agem por esse tipo de ímpeto, por impulso. O bom senso manda que, diante da suspeita, a pessoa pense, reflita. E deixe que, ao invés da emoção, a razão higienize sua mente e possa agir sem o instinto bestial.

Uma música do compositor cearense Petrúcio Maia, cantada por Fagner, fala desse conflito. Do coração que não entende o compasso do pensamento e, por mais que o pensamento se proteja, o coração se entrega inteiro e sem razão.

Nós todos somos sentimentais demais e, nessas horas em que descobrimos alguma suspeita de traição, nos sobe à cabeça a fúria animal, esquecidos que somos racionais. Os loucos que pensam amar e destroem em nome do amor, não param para refletir. Agem impensadamente. O que manda a razão? Que não se perca a cabeça. Que não se traia o destino. Que se alguém não cuida mais do amor como antes, é sinal de que a relação já não tem razão de ser. É conveniente que nos armemos de coragem e deixemos libertar quem pensávamos amar – para que a gente se liberte desse peso. Afinal, não era amor, mas éramos escravos da paixão.  Quem ama, liberta. Quem ama, não mata. Quem ama é capaz de gestos incríveis, como até mesmo perdoar a escolha do outro, já que se deseja a felicidade de quem se ama. É difícil, mas é o correto.

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As importantes lições das coisas que são trágicas

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

18 de novembro de 2015

O mundo passa por mudanças. Transição necessária ao aperfeiçoamento de tudo e de todos. Acontecimentos violentos nos chamam atenção, porque é da natureza do mal o estardalhaço, o alarde – bem diferente do bem que opera e trabalha em silêncio. Mas é bom lembrar que nada acontece por acaso. Essa estória de acaso não existe. Nunca ouviu falar que não cai uma só folha que não atenda a uma providência divina? E se o mundo tem domínio de Deus, é que algo se processa em favor do aperfeiçoamento e do progresso terrenos. Por isso, diante de ocorrências trágicas, seja um atentado como o de Paris, seja a matança indiscriminada de 11 pessoas em Messejana, nossa primeira reação é de achar que tudo está perdido. De que a vida não tem mais valor. De que ninguém presta. Não é assim.

A gente tem mania de ver as coisas pelas aparências, na sua superficialidade. Mas, no íntimo, elas guardam lições. E lições preciosas. Olha que foi preciso um desastre como esse da barragem da mineradora Vale, em Minas, para que se percebesse como não atentamos para a preservação do ambiente, levados pela ganância do dinheiro.

E o ser humano, hoje em dia, vive uma disputa para ter as coisas e despreza o sentido de ser bom, ser justo, ser responsável. Ninguém se atém a necessidade de melhorar o seu comportamento. A evitar a nossa postura egoísta; o nosso desleixo para com a Natureza e a não ter sentimentos de compaixão para com as pessoas. Isso tudo que acontece no mundo não é coisa do destino. É consequência de nossos atos. Quando tivermos essa consciência, iremos nos melhorar individualmente. E melhoraremos o mundo. É o efeito cascata.

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O fim do mundo não começa por Fortaleza

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

17 de novembro de 2015

 

avezNinguém aqui é ingênuo ao ponto de achar que tudo anda bem no setor de segurança pública. Não se pode apagar o sol com a peneira. Rebeliões em centro sócio-educativos. Mortes de policiais. Massacre em comunidades como as de Messejana. Execuções na noite da Maraponga. A leitura que se fizer exige, no mínimo, compreensão de que esse é um momento difícil para uma capital infelizmente ranqueada ao posto de mais violenta do Nordeste. Faltaríamos com a verdade se déssemos as costas a tudo isso. Mas há que se levar em conta aspectos que, provavelmente, não estejam bem à vista do cidadão comum.

Essa série de rebeliões e fugas nos centros de adolescentes é muito estranha. Parece algo orquestrado. Sabemos que o quadro de superlotação desses locais é antigo. Está a exigir um procedimento mais ágil e responsável por parte das autoridades a quem o caso está afeto. Existe um problema, mas também não é por isso que devemos entrar em neuras de achar que o fim do mundo está começando por Fortaleza; aí, não.

Quem se utiliza da situação para tirar partido – seja quem for – está colaborando com as forças do mal. Está sendo criminoso. E quem compartilha nas redes sociais qualquer tipo de mensagem que evoque esse tipo de boato, é tão irresponsável quanto aqueles que agem criminosamente. Volto ao começo do nosso comentário: Ninguém aqui é ingênuo para achar que tudo está bem no setor de segurança. Há algo no ar, além dos aviões de carreira – como dizia o famoso Barão de Itararé. Mas achar que tudo está perdido é loucura da grande. Vamos cuidar da nossa vida que, provavelmente, anda tão necessitada quanto a da segurança pública.

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Um dia para lembrar o quanto ainda somos intolerantes

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

16 de novembro de 2015

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No registro do calendário hoje é o dia mundial da tolerância. Algo que, provavelmente, não chame tanto atenção, mas que serve para reflexões. Vivemos uma época de muitas intolerâncias. Aquele ato terrorista da França, se for atrás tem indício de intolerância, já que praticado pelo grupo radical sunita chamado Estado Islâmico, que não tolera conviver com cristãos e semelhantes. O massacre das 11 vítimas do Curió, na semana passada, é fruto da intolerância, seja lá quem o tenha praticado.

É a mesma intolerância que leva bandidos a matarem policiais. A que faz com que judeus e palestinos se antagonizem. A mesma intolerância que fanatiza fiéis religiosos a não se respeitarem – católicos contra evangélicos, evangélicos contra as denominações afro-brasileiras. As guerras de torcidas na volta dos estádios é a intolerância que não deixa conviver em paz seus antagonistas.

Os que discriminam o negro são intolerantes. Os que abandonam os velhos, também. Quem bate em mulher, nada mais é que intolerante. Hoje em dia, há casais que vivem juntos, mas não se toleram.

É intolerante, alguém fechar o cruzamento na rua, sem dar passagem a outros veículos. É intolerante quem culpa o sistema pela demora na coleta do lixo no seu bairro, mas joga lixo na rua como se isso fosse correto.

Somos intolerantes sim, quando usamos redes sociais para ofender grupos ou difundir boatos, como os que foram feitos no final de semana, deixando a população aterrorizada.

Toda essa violência inominável nasce de algum tipo de intolerância. Quando julgamos as pessoas pela aparência. Quando humilhamos quem é pobre ou achamos que todos os ricos estão destinados ao inferno.

Os intolerantes, não se surpreendam, tanto são capazes de matar 11 pessoas no Curió, como ensanguentar uma cidade como Paris, aos gritos de que cumprem ordens do profeta Maomé. Isso é barbárie. Isso é intolerância. Por isso, hoje é o dia mundial da tolerância. Claro que todos os dias devem ser de tolerância; mas diante da nossa irresponsável forma de agir, é até explicável eleger uma data assim para lembrar daquilo que temos conhecimento em tese, mas sempre esquecemos de aplicá-lo na prática.

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A morte de mais um policial é mais um desafio

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

12 de novembro de 2015

A morte é um processo natural a que todos estamos sujeitos. Não exclui ninguém. Mas quando ela se dá de forma violenta, criminosa, ultraja. Deprime. Mesmo quando se trata de pessoas que convivem diariamente com o perigo. Um soldado, por exemplo. Faz parte da função dele correr riscos; conviver com esses desafios. Mas ninguém deseja que ele seja retirado de cena por conta da violência brutalizante.

A morte do soldado Charles Serpa, ocorrida em defesa da própria esposa que se viu ameaçada por bandidos, deve ser encarada com mais um desafio de que precisamos lutar contra a onda indiscriminada de violência que se abate sobre Fortaleza. Isso é missão de todos. E compete, principalmente, aos governantes tomar iniciativas que possam aperfeiçoar o setor da segurança – área bastante vulnerável do sistema e que está a merecer toda atenção das autoridades.

Segurança Pública se faz com pessoas que conseguem aliar boas ideias, planejamento e ação. Evidente que o governador Camilo Santana tem boas intenções. Abraça ideias importantes. Tem pessoal para esse tipo de competência. Mas não dependem só das forças de segurança, da Polícia. Há que se rever todo um programa de inclusão social que promova a melhoria das comunidades, hoje absorvidas pelos traficantes e que usam do poder das drogas para convencer pessoas a buscarem nelas o lucro.

A preocupação não é mais nem só com o consumo do baseado, mas o engajamento de pessoas de bem com o mercado das drogas, sob a promessa ilusória de que esse é um ramo de ganho fácil, mesmo sendo altamente perigoso. Há que se impor medidas outras. É preciso mudar a pedagogia nas escolas para que jovens se sintam interessados em se capacitar para o mercado de trabalho honesto e não serem cooptados pelos traficantes que, infelizmente, operam hoje em dia com mais presteza do que os próprios serviços públicos.

Estamos diante de um grande desafio. E ele só será vencido, com a união de forças da Educação, Saúde e Planejamento. Com o auxílio principalmente da família que se preservar no caminho do bem e da honestidade. Já dizia o profeta maior: “Haverá um tempo em que muitos serão escandalizados e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim, esse estará a salvo”.

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Crimes contra a mulher, como o da dançarina, tendem a cair no esquecimento

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

06 de novembro de 2015

Nada é mais absurdo do que homem bater em mulher. Pior ainda tirar a vida dela. E quando isso se cerca de premeditação, conjugados com ingredientes venenosos do ódio, ciúme e destempero, é que se pode mensurar o tamanho da loucura que leva alguém a cometer um crime como o da dançarina Ana Carolina. O comum, todavia, é que eles logo vão cair no esquecimento.

O crime da dançarina situa-se entre os casos mais escabrosos. Aos poucos, começam a surgir os detalhes desse inominável assassinato, cometido por uma pessoa que já tinha antecedentes aqui mesmo em Fortaleza – antigas namoradas confessam ser ele um ‘habitué’ em espancar mulheres ou destratá-las – além de outros crimes, que respondia em liberdade. Depois da tragédia, tem-se conhecimento de que, por onde ele passou deixou rastro de uma personalidade insana e brutal.

Mulheres com as quais ele se relacionou dão testemunho pelas redes sociais de seu trato desumano e doentio. Um cultuador do físico que, provavelmente, levava ao extremo esse detalhe de malhar o corpo, esquecendo de amadurecer a mente e de exercitar as virtudes maiores do indivíduo, que estão ligadas ao bem. Ele contou que passou três dias ao lado do cadáver – o que já demonstra o grau de insanidade desse rapaz. E que chegou a fazer a maquiagem da vítima, para deixá-la bonita depois de morta. Tudo isso só revela um comportamento anormal.

O pior de tudo, muito mais absurdo vocês haverão de concordar conosco, é saber que daqui a pouco, todos nós iremos acabar esquecendo esse crime, como já esmaecem em nossa memória os casos do subtenente Francilewdo, cuja mulher atentou contra a vida do militar e matou o filho de nove anos; o crime do empresário Rivadávio, morto pela mulher para ficar com seguro; o caso de Paracuru, onde um gaúcho matou a mulher e a filha de oito meses; e o mais recente do pretenso pastor do Conjunto Ceará que, também, logo logo, estará vinculado aos casos terríveis de violência que, inicialmente, nos causam nojo e indignação e que, aos poucos, vão sendo esquecidos.

É preciso que se aprenda com as tragédias passionais para que elas sejam evitadas. É necessário lembrar que, todo aquele que tira a vida de alguém – que chegue a levantar a voz ou bater numa mulher – não passa de alguém que desconhece o verdadeiro sentido do amor, esse sentimento, do qual eles se servem para justificar o injustificável. Quem ama não mata!

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Fazer por onde tudo melhore, amém

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

03 de novembro de 2015

É como diz a música do Chico: ‘Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu’. É tanta coisa estranha acontecendo. E quando se olha para o noticiário da área de segurança, é um vexame só. O balanço do trânsito nas estradas atropela nossa esperança de que, um dia, as pessoas se cuidem mais. O noticiário das cidades revela como o crime está banalizado. Não tem um só dia que não nos surpreendamos com a ousadia dos bandidos e a gravidade das ações criminosas. Cada crime, supera o outro em maldade. E em meio a eles, a insanidade dos que se movem pelas drogas; a teimosia dos que agem em busca de proveito pessoal, o destempero de quem não consegue tolerar a impaciência do outro.

Como entender uma cidade que tem vocação para crescer, progredirm, mas que se vê refém da marginalidade? Os fatores, todo mundo está cansado de saber, são muitos. Dizer que seja fruto da pobreza é até um acinte, como se todo pobre fosse marginal. Os ricos cometem crimes – e, muitos deles, ainda piores, principalmente, quando mexem com dinheiro público, atingem a população. Certo é dizer que isso tudo é por causa da deturpação moral dos indivíduos.

Como mudar isso tudo é a questão maior. A maioria dos especialistas aponta Educação como forma de aperfeiçoamento daqueles que têm tendências criminosas. Sem ela, não há recuperação. Aliás, o homem educado, seja pela escola ou pela família, consegue erguer-se acima dessas indesejáveis performances de maldade. Ele se nutre de ideais sublimados. Foge à esse bando de loucos que avermelham as manchetes. Por isso, depois de um feriado prolongado como o que vivenciamos, voltar à roda viva do dia-a-dia na cidade é deparar-se com trânsito louco, pessoas nervosas, criminalidade exacerbada e, tudo isso, deixa a gente se sentindo como quem partiu ou morreu. Que cada um de nós faça por onde tudo isso melhore, amém!

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O dia dos mortos deve ser o dia da saudade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2015

A tradição religiosa elege o 2 de novembro como dia de finados. Seria melhor considerar o dia da saudade, já que a crença na imortalidade da alma é uma realidade nas diversas crenças. A morte no caso está relacionada à vida da matéria. E todos sabemos que somos parte de uma dualidade corpo – alma, que muitas vezes de forma errônea falamos que temos uma alma, quando na verdade temos um corpo. É ele que reveste o ser que somos.

Viemos a esse ‘vale de lágrimas’ dos católicos e ao ‘planeta de provas e expiações’ dos espíritas, para complementar uma jornada de aprendizado. A existência humana é uma caminhada em busca da evolução. Quando terminada a missão, retornamos à pátria espiritual, à vida eterna como se caracterizou chamar.

A morte física, ainda ontem lembrava o bispo emérito Newton Gurgel em celebração na cidade do Crato, é única certeza de todos os viventes e, embora seja tão natural o ato de morrer, ele ainda é cercado de mistérios.

Uma pesquisadora da UFC, que atua num grupo terapêutico de apoio ao luto, costuma lembrar que as perdas precisam ser trabalhadas individualmente. Para que não nos sujeitemos ao desespero, culpando-nos diante da passagem de um parente ou de um amigo, como se fosse castigo.

A morte, quando se dá de forma natural, é o coroamento da trajetória de alguém que veio à escola da Terra, em busca de iluminação e conhecimento. Essa escola nos confere a sabedoria de que somos imortais; ainda que não tenhamos a visão daqueles que se anteciparam na grande viagem, mas eles sentem nossas preces; ouvem nossos apelos; choram conosco as saudades.

Por isso, devemos respeito aos chamados mortos, pois consoladoras são as boas lembranças quando lembradas de forma saudosa mas compreensiva. Afinal, o mestre maior da humanidade, certificou-nos de que morrer não é o fim. Os que acreditam na sua mensagem, ainda que esteja morto, viverá.

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O dia dos mortos deve ser o dia da saudade

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

02 de novembro de 2015

A tradição religiosa elege o 2 de novembro como dia de finados. Seria melhor considerar o dia da saudade, já que a crença na imortalidade da alma é uma realidade nas diversas crenças. A morte no caso está relacionada à vida da matéria. E todos sabemos que somos parte de uma dualidade corpo – alma, que muitas vezes de forma errônea falamos que temos uma alma, quando na verdade temos um corpo. É ele que reveste o ser que somos.

Viemos a esse ‘vale de lágrimas’ dos católicos e ao ‘planeta de provas e expiações’ dos espíritas, para complementar uma jornada de aprendizado. A existência humana é uma caminhada em busca da evolução. Quando terminada a missão, retornamos à pátria espiritual, à vida eterna como se caracterizou chamar.

A morte física, ainda ontem lembrava o bispo emérito Newton Gurgel em celebração na cidade do Crato, é única certeza de todos os viventes e, embora seja tão natural o ato de morrer, ele ainda é cercado de mistérios.

Uma pesquisadora da UFC, que atua num grupo terapêutico de apoio ao luto, costuma lembrar que as perdas precisam ser trabalhadas individualmente. Para que não nos sujeitemos ao desespero, culpando-nos diante da passagem de um parente ou de um amigo, como se fosse castigo.

A morte, quando se dá de forma natural, é o coroamento da trajetória de alguém que veio à escola da Terra, em busca de iluminação e conhecimento. Essa escola nos confere a sabedoria de que somos imortais; ainda que não tenhamos a visão daqueles que se anteciparam na grande viagem, mas eles sentem nossas preces; ouvem nossos apelos; choram conosco as saudades.

Por isso, devemos respeito aos chamados mortos, pois consoladoras são as boas lembranças quando lembradas de forma saudosa mas compreensiva. Afinal, o mestre maior da humanidade, certificou-nos de que morrer não é o fim. Os que acreditam na sua mensagem, ainda que esteja morto, viverá.