outubro 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

outubro 2015

O quebra-pau nas unidades sócio-educativas

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

27 de outubro de 2015

Embora as autoridades teimem em dizer que a situação das unidades sócio-educativas esteja sob controle, ninguém é criança para engolir certas inverdades. Ali, nada está em seu lugar. Todo santo dia tem quebra-quebra nas casas de recolhimento de menores infratores. Queimam-se colchões, destroem-se pavilhões; até um carro foi incendiado ontem, numa iniciativa de arrasa quarteirão, só controlável quando os ‘homens’ chegam. E fico a imaginar de que forma se consegue controlar uma multidão de adolescentes que não obedecem às mínimas regras de conduta.

Há algo de podre e não é apenas no reino da Dinamarca, como dizia o personagem famoso de Shakespeare. Com as últimas rebeliões, deve estar tudo destroçado nas unidades do Passaré, São Francisco, Dom Bosco, Patativa do Assaré e Aloísio Lorscheider. Afinal, é só caso de Polícia ou é falta de estratégia administrativa?

Por que os dirigentes nunca vêm a público para contar o que, realmente, anda acontecendo? O Ministério Público deixou no ar uma suspeita de que haveria tortura. Servidores dizem que os meninos se ferem em brigas entre si. Afinal o que está acontecendo? E o que fazem para evitar o pior? Estão à espera de quê? Que aconteça um carandiru e vire manchete internacional?

Agentes que atuam nas unidades falam em abandonar o emprego, porque ninguém quer correr risco de vida. E quem dá proteção à eles? E quem garante que as fugas vão ser controladas? E o que faz a Secretaria de Ação Social que não move uma palha para explicar à população de que as unidades vive, uma situação de emergência. O barril de pólvora é aceso quase todo dia. Um descontrole absoluto da situação. Até quando vão conseguir tapar o sol com a peneira da dissimulação?

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Incêndios preocupam no Ceará

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

26 de outubro de 2015

Tem causado surpresa e preocupação uma série de incêndios que vem ocorrendo em nosso Estado nos últimos dias. Além de preocupantes, eles deixam entrever que há necessidade de se cobrar maiores cuidados por parte de todos nós,  já que a vegetação, ressequida pelos anos de estiagem, facilmente entra em combustão nessa época do ano. A chapada do Araripe tem sido alvo desse tipo de coisa. Flora e fauna prejudicadas.

Afora isso, há indícios de incêndio criminoso como o que ocorreu em um terreno ao lado do abrigo São Lázaro, no Siqueira, aqui em Fortaleza. O abrigo cuida de pelo menos 300 animais e onze cães morreram sufocados pela fumaça. Fico imaginar como pode existir alguém de índole tão má, capaz de provocar um incêndio para matar os animais.

Há poucos dias, o fogo provocado por uma explosão em uma fábrica de fogos matou duas pessoas no Cariri. No mês passado, um incêndio atingiu a Delegacia Metropolitana de Maranguape e o fogo destruiu móveis e motos que estavam sob a guarda da distrital. Em setembro, também, uma fábrica de confecções na Maraponga teve destruído boa parte de seus equipamentos. Ontem em Messejana uma fábrica que explorava dióxido de magnésio foi destruída e foi preciso o esforço dos bombeiros para conter as chamas. Isso tudo, sem contar os princípios de incêndio que acontecem em prédios residenciais e comerciais e que deviam merecer preocupação maior das autoridades. Vale até uma indagação: até que ponto a segurança contra incêndio dos prédios de Fortaleza funciona? Condomínios estão em dia com essa questão? Moradores cobram dos síndicos a devida fiscalização dos extintores? São questões que passam desapercebidas e só avaliamos com atenção depois de alguma ocorrência desastrosa.

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Cadê o frentista João Paulo?

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, JUSTIÇA, SEGURANÇA

21 de outubro de 2015

Você se lembra do caso de Elisa Samújoãopaulodio, a carioca que namorou o goleiro Bruno do Flamengo e que sumiu de forma misteriosa? E do pedreiro Amarildo, que foi levado por PMs do Rio e nunca mais foi visto? Pois o Estado do Ceará já tem um caso que se situa nessa mesma linha de pensamento. O nome dele é João Paulo Souza Rodrigues, de 20 anos, um frentista, cuja última imagem que se tem notícia foi mostrada por uma câmera de rua, registrando a abordagem feita por policiais militares.

O jovem sumiu no dia 30 de setembro passado quando ia de casa para o trabalho. Era um rapaz de bem, no dizer da família e dos amigos. Trabalhador, honesto, sem vícios, nunca se meteu em coisas que pudessem comprometê-lo e que, de repente, saiu do anonimato para as manchetes da dor cotidiana. Sumiu. Não caberia aqui dizer que o sumiço foi de forma misteriosa, porque ao determinar a prisão dos três PMs que conduziram a operação, o comando denota a preocupação da corporação em investigar o fato, ao considerar que deva ter ocorrido um ato falho dos policiais, acabando por transformar o frentista numa vítima semelhante aos casos de Elisa e do pedreiro Amarildo.

O frentista, segundo se supõe, pode ter sido alvo de latrocínio, já que a moto, na qual ele se encaminhava para o trabalho, também, nunca mais apareceu – ainda que a imagem do vídeo mostre ela sendo pilotada por um militar, depois que o frentista é jogado na viatura. Isso é outro ponto crucial nessa história, por deixar no ar a dúvida de que alguém da segurança possa estar implicado em um ato errado.

Mas o que busca a família é alguma resposta sobre João Paulo. A população começa a dividir esse vazio que a família vem sofrendo, com todos querendo um esclarecimento sobre o fato. Que fim levou o João Paulo? Onde está o frentista? Afinal, para onde os policiais o levaram que ele não chegou a lugar nenhum? Por que esse silêncio absurdo a dilacerar ainda mais a dor da família e a inquietar a todos nós, que pagamos impostos para termos serviços e não desserviços públicos. O Barra Pesada se associa às centenas de pessoas que estão se perguntando sobre o paradeiro do frentista, em busca de esclarecimento. Se foi ato falho praticado de forma errônea e criminosa por alguns de seus integrantes, que se esclareça a fim de que não pairem dúvidas sobre a instituição Polícia e que se puna exemplarmente aqueles que tentam desqualificar o trabalho da corporação. Uma resposta, ainda que dolorosa para a família, poderá dissipar a dúvida sobre o paradeiro do frentista. Afinal de contas: cadê o João Paulo?

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A lei de causa e efeito em seu sentido verdadeiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

16 de outubro de 2015

A lei de causa e efeito, a que todos estamos afetos, é simples: aqui se faz, aqui se paga. Mas é mal entendida. Pois há quem julgue que aquele que cometeu uma falha deva ser punido com o mesmo tipo de ação por ele cometida. Isso é pena de talião, que no passado levava sociedades humanas a cobrarem a sua prática entre aqueles que cometessem qualquer erro.

Uma mulher cometia adultério, o marido, a família e os vizinhos tinham direito a execrá-la em plena rua e matá-la a pedradas. Incrível é que a lei só funcionava para as mulheres; homens que traíssem a esposa, passavam incólumes. O próprio Cristo veio provar que era atraso e reformou a lei ao prescrever que “atirasse a primeira pedra, aquele que não tivesse uma falta”.

Em outro episódio, quando o evangelho registra a agressão de Pedro a um soldado no Monte das Oliveiras, o mestre pede que o discípulo guarde a arma pois quem com o ferro fere, com ele será ferido. Isso motivou ignorantes à prática da pena de Talião. Na verdade, além de responder à Justiça dos homens com a prisão e o julgamento de cada culpa, a lei de ação e reação se processa pela própria Natureza. Somos nós mesmos que iremos pagar a dívida contraída junto à espiritualidade, pois mesmo aquele que tenha tirado a vida de alguém e pago seu crime na justiça dos homens, haverá de ater-se com a Justiça mais justa que é a do arquiteto do Universo

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A lei de causa e efeito em seu sentido verdadeiro

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, SEGURANÇA

16 de outubro de 2015

A lei de causa e efeito, a que todos estamos afetos, é simples: aqui se faz, aqui se paga. Mas é mal entendida. Pois há quem julgue que aquele que cometeu uma falha deva ser punido com o mesmo tipo de ação por ele cometida. Isso é pena de talião, que no passado levava sociedades humanas a cobrarem a sua prática entre aqueles que cometessem qualquer erro.

Uma mulher cometia adultério, o marido, a família e os vizinhos tinham direito a execrá-la em plena rua e matá-la a pedradas. Incrível é que a lei só funcionava para as mulheres; homens que traíssem a esposa, passavam incólumes. O próprio Cristo veio provar que era atraso e reformou a lei ao prescrever que “atirasse a primeira pedra, aquele que não tivesse uma falta”.

Em outro episódio, quando o evangelho registra a agressão de Pedro a um soldado no Monte das Oliveiras, o mestre pede que o discípulo guarde a arma pois quem com o ferro fere, com ele será ferido. Isso motivou ignorantes à prática da pena de Talião. Na verdade, além de responder à Justiça dos homens com a prisão e o julgamento de cada culpa, a lei de ação e reação se processa pela própria Natureza. Somos nós mesmos que iremos pagar a dívida contraída junto à espiritualidade, pois mesmo aquele que tenha tirado a vida de alguém e pago seu crime na justiça dos homens, haverá de ater-se com a Justiça mais justa que é a do arquiteto do Universo