setembro 2015 - MOUSE OU MENOS 
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MOUSE OU MENOS

por Nonato Albuquerque

setembro 2015

A utopia de deixar o carro em casa

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO

22 de setembro de 2015

Alguém aí lembrou-se de deixar hoje o carro em casa e pegar um ônibus ou o metrô para vir ao trabalho? É que hoje é o dia mundial sem carro. Se você torceu o nariz e achou que isso é impossível de ser atendido, saiba que a data existe para uma reflexão sobre a necessidade de diminuir a dependência do transporte particular e construir novas relações com o espaço urbano.

As cidades cresceram muito. O número de carros de forma surpreendente. Só para se ter uma ideia, Fortaleza inteira já cabe dentro da frota de carros que temos. São mais de 500 mil veículos, numa cidade que só mais recentemente despertou a atenção para o drama criado por eles nos espaços de mobilidade. Objeto de desejo de onze entre dez pessoas, o carro ainda não teve dessa massa interessada por ele, a devida atenção em termos de convivência.

A maioria dos guiadores não evoluiu na mesma proporção que a frota de veículos. Matricula-se em auto-escola, tira-se carteira, mas pouca gente tem habilidadfe suficiente para dirigir num trânsito caótico como o nosso. Falta, principalmente, educação. No trânsito, cometemos pecados que ferem as regras estabelecidas no código, como ultrapassagens perigosas, andar acima da velocidade permitida, usar a buzina sem necessidade, fechar cruzamentos dificultando o tráfego, além de dirigir de forma perigosa depois de ingerir bebida alcoólica.

O dia mundial sem carro, certamente, não consegue (ainda) mobilizar a multidão de proprietários de veículos para uma identificação com a data, talvez por não termos transporte público de qualidade e por questões de tempo, muito embora, nos dias atuais, as faixas exclusivas coloquem mais rapidez no uso deles do que saindo de casa em um carro. Por dirigirmos sem a devida atenção, o número de acidentes de trânsito ainda é grande. A esperança é de que, num futuro bem próximo, com adequação do transporte de massa às exigências dos dias atuais, possamos todos ter a chance de, num dia assim, deixarmos o carro em casa e sair para os compromissos sem a dependência dele. Pode parecer utopia, mas ai daquele que não continuar sonhando com um tempo e um mundo cada vez melhores.

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IG Nóbel: um prêmio às pesquisas estravagantes

Por Nonato Albuquerque em EXCENTRICIDADES

20 de setembro de 2015

Todos os anos sai a lista dos prêmios IG Nóbel (ignóbil), uma versão bem humorada ao Nobel mas que faz referências às descobertas e estudos que chamam a atenção pela maneira bizarra a que se destinam essas pesquisas. A versão de 2015 é a seguinte:

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Em favor dos egressos da Justiça

Por Nonato Albuquerque em JUSTIÇA

17 de setembro de 2015

Eu costumo dizer que a areia fina se espalha ao vento com mais facilidade do que a terra trabalhada. Isso, para significar que toda boa ideia só consegue resultados se houver terreno fértil  para ela vingar. Ontem tive exemplo disso, ao conhecer o projeto do Núcleo de Assistência à Família de Pessoas Privadas de Liberdade. O seu coordenador, Bento Laurindo, é uma dessas pessoas condicionadas para a missão de trabalhar com os segredados da Justiça. E ele o faz com uma convicção de quem gosta do que faz. De quem é talhado para a tarefa. Está nisso há um bom tempo. Conheço-o desde quando era diretor do IPPS e já conduzia seu trabalho com a visão humanista de buscar valorizar a pessoa por mais que tenha cometido atos equivocados.

Bento Laurindo inaugurou, ontem, uma versão da irmandade A.A., dentro da unidade operacional aos egressos. É direcionada ao esclarecimento do uso do álcool pelos indivíduos, droga responsável por 90 por cento de todas as mazelas sociais. É o álcool que leva aos crimes, aos acidentes de trânsito, à violência contra a mulher e a uma série de infortúnios.

Sob a orientação do secretário de Justiça, Hélio Leitão, Laurindo imprime aquilo que tanto almejamos em nossos comentários: o de dotar o sistema prisional, de um serviço que dê resultados objetivos. Que faça valer ao interno a possibilidade de pagar suas dívidas com a Justiça, mas que, ao final da pena, consiga devolvê-lo, senão na sua integralidade, mas pelo menos em condições de reabilitação.

Pois ali na avenida Heráclito Graça, 600, o núcleo que presta assistência à família dos presos se constitui nesse órgão social e socializante, buscando cumprir com a tarefa de readaptação desses egressos através da melhoria de sua auto-estima. É um trabalho difícil, árduo, incompreendido pela maioria das pessoas – por estar voltado a trabalhar os que erraram e ficaram estigmatizados por isso -, mas, que é preciso fazê-lo. E quando há campo fértil para isso, toda boa ideia vingará. Fosse algo sem base, sem estrutura, certamente o tempo se encarregaria de esquecer. Por isso, a terra trabalhada por Laurindo e sua equipe, tem condição de produzir bons frutos.

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Sociedade que não preza seus jovens, despreza o próprio futuro

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

16 de setembro de 2015

A violência dessa cidade é barra. O número de vidas jovens que tombam por mãos assassinas, bastaria para que a sociedade levantasse algum tipo de manifestação. Somos solidários com a criança que morreu na beira da praia lá na Hungria, mas não nos tocamos com o drama de dezenas de adolescentes que vivem sob a tutela dos traficantes. Azar deles, dirão alguns dando as costas ao problema, por acharem que todos têm cabeça e deveriam pensar no que fazem. É preciso ser mais compassivo. Ninguém nasce pra ser bandido; algum desequilíbrio moral arregimenta esse exército de meninos à serem dependentes não só do vício das drogas, mas a serem escravos de agenciadores do crime.

Os brasileiros, somos todos solidários com a dor dos refugiados lá da Europa, em busca de fugir da opressão do terror islâmico, e não temos nenhuma iniciativa para se comover com os refugiados nas cracolândias do País, a se degenerarem. Preocupada em garantir suas vantagens particulares, a maioria dos que se dizem representantes do povo, nunca se ocupam em avaliar o drama social causado pelos órfãos de pais vivos, que se armam com uma enorme facilidade e armam planos de ação criminosa que levam o medo a todos.

Pois esse grande exército de pequenos equivocados tem crescido à falta de políticas mais eficientes que possam mostrar o caminho correto para não dependerem do mal. Ainda bem que algumas organizações não governamentais, quase sempre ligadas a grupos religiosos, se atém ao projeto cristão de fazerem sua parte, embora saibamos que isso é dever de todos. Afinal, estamos no mesmo barco e a sociedade que não preza pelos seus jovens, despreza o próprio futuro.

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Até que a morte os separe

Por Nonato Albuquerque em ARTIGO, COMPORTAMENTO

10 de setembro de 2015

A frase “até que a morte os separe”, pronunciada em cerimonial religioso, nos dias de hoje parece ter perdido o seu verdadeiro significado. Há quem a leve ao pé da letra, achando que ao findar o bom relacionamento a dois, a morte de um dos pares deve ser o juízo final da questão. E, por isso, há quem mate sua companheira, seu companheiro, por não aceitar a perda, a separação.

O casamento é uma instituição secular. Ele, no entanto, sofrem os abalos e as tribulações que todo casal enfrenta. Nem sempre, casar significa encontrar o porto seguro que os casais imaginam enquanto se deliciam no namoro ou noivado. A vida a dois exige compartilhamento de ideias. Renúncia a muitas coisas. Compreensão. Paciência. E, principalmente, respeito.

Não é possível alguém viver subjugado ao poder mandatário de um sobre o outro. Nem é conveniente, os dois viverem às turras, sofrendo violências, discutindo costumeiramente, porque estão casados e, pronto, têm que aguentar tudo. Não!

Violência nenhuma impede que alguém busque se desvencilhar de quem não se respeita. Claro, as rusgas, as pequenas tribulações por conta de temperamentos diferentes, são possíveis de correção com diálogo.

Na vida a dois, quando um não quer, dois não brigam. Nada de ficar vivendo debaixo de peia ou de humilhação verbal, só porque se casou. O racional é buscarem entendimento. E se isso não for possível, a solução é sair fora, de maneira sensata, respeitosa, sadia.

Até a secular Igreja católica busca atualizar seus conceitos em torno dos descasados. Esse sábio papa Francisco, liberou recentemente a volta à igreja dos descasados que foram banidos em outros tempos e passaram a ser condenados a receber os sacramentos. Eles são filhos de Deus. E Deus, que é todo amor, jamais iria compactuar com violentos que, em nome do amor, batem, espancam, desrespeitam e até matam, porque um dia ouviram o sacerdote dizer no altar que viveriam juntos “até que a morte os separe”.

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O trem da economia emperrou; desce, vamos empurrar

Por Nonato Albuquerque em ECONOMIA, HUMOR

09 de setembro de 2015

trem15a

A Standart & Poor´s tira o grau de investimento do Brasil. Algo assim como se a locomotiva do Trem 2015 do País tivesse dado prego e a fabricante dissesse que não tem mais peça de reposição. A saída proposta pelo maquinista Levy é que os passageiros (nós brasileiros) teremos que descer e empurrar essa geringonça com o suor dos nossos impostos.
Eu heim?

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Quando o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo

Por Nonato Albuquerque em SEGURANÇA

03 de setembro de 2015

A invasão da Reitoria da UFC deixou uma marca simbólica da situação vivida pelo País. O sinal da crise. O ensino universitário paralisado por uma greve de professores. Estudantes reivindicando prioridades para as resoluções que afligem a Pátria Educadora, além do sinal mais preocupante que é o da transgressão aos limites do bom senso. Na ocupação, ficou nítida uma verdade: o que era para ser protesto descambou para um ato de vandalismo gratuito e inconsequente.

Um grupo de pelo menso 50 estudantes invadiu o local e efetuou várias pichações e depredações. Ato reprovável pela comunidade acadêmica por se inserir em violência gratuita e que não se coaduna com o nível que se espera de universitários. Foi preciso a intervenção da Polícia Federal, fato que levou algumas pessoas a lembrarem os tempos da ditadura quando a Polícia invadia os campi universitários. Embora a época seja outra, com a liberdade de expressão garantida aos estudantes, mas em tempos de crise isso soa de forma preocupante. E esse temor espalha-se pelo País.

São Paulo, semana que vem, inicia um sistema de policiamento para garantir o patrimônio e a própria segurança dos alunos da USP. Lá, a justificativa é a onda de assaltos que deixou um aluno baleado e que levou governo e universidade a colocarem em prática um modelo inspirado no sistema japonês, no qual policiais militares têm idade próxima a dos estudantes, contam com treinamento para lidar com alunos e professores e são voluntários.

Há um problema grave que o País assiste e que as autoridades não vêem como a devida importância. Falo da violência urbana que se infiltra dentro dos órgãos de ensino e, no caso de Fortaleza, ganha adeptos quando praticada pelos próprios beneficiados pelo ensino universitário. Não se pode negar aos estudantes o direito de se expressarem contra as deficiências do ensino. De reivindicar melhorias, sim; mas quando esse protesto resvala para a desordem, o ideal libertário cede lugar ao mais puro vandalismo.

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Fatos, fatos, fatos…

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

01 de setembro de 2015

Num mundo em constante transição, onde tudo acontece a todo instante, as informações chegam, são digeridas por todos e, tão rápido quanto surgiram, vão sendo atropeladas por outras informações. Faz parte desse jogo. Tudo muda a toda hora. O que era novidade ainda há pouco, pode rapidamente ser esquecido devido ao volume de informações que consumimos. Há, porém, alguns fatos emblemáticos da crônica policial, que da mesma forma que impactam quando surgem, desaparecem. Alguns exemplos: onde foi parar a maior parte do dinheiro do assalto milionário ao Banco Central? Ninguém nunca soube. O que aconteceu com os presidiários que comandaram ataques em sequência a coletivos na capital? Em que pé estão as investigações sobre os sucessivos ataques a bancos no interior? E quanto foi levado em dinheiro dessas ações que os bancos nunca divulgam a quantia levada pelos bandidos? Como é que está a investigação da pesada apreensão de drogas no circo do palhaço Motoca e que ninguém nunca mais tocou no assunto? Será que colocaram uma pedra em cima do caso da italiana Gaia Molinari, morta em Jeri? E o processo do sub-tenente do Exército, sobrevivente de uma tentativa de envenenamento, cujo filho de nove anos não resistiu? Atualmente, a população ainda comenta o crime da esposa e filha, mortas pelo gaúcho em Paracuru. Não se admire se daqui a pouco, um outro caso tão ou mais chocante, vier ocupar o espaço da crônica policial. E que vai sumir igualmente como tantos outros que ficam sem conclusão. Ainda bem que tem a mídia para fazer esse tipo de cobrança, mesmo porque a imprensa é o quarto poder a reivindicar dos responsáveis pelos esclarecimentos de tudo isso uma resposta. Faz parte do jogo.

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Fatos, fatos, fatos…

Por Nonato Albuquerque em COMPORTAMENTO

01 de setembro de 2015

Num mundo em constante transição, onde tudo acontece a todo instante, as informações chegam, são digeridas por todos e, tão rápido quanto surgiram, vão sendo atropeladas por outras informações. Faz parte desse jogo. Tudo muda a toda hora. O que era novidade ainda há pouco, pode rapidamente ser esquecido devido ao volume de informações que consumimos. Há, porém, alguns fatos emblemáticos da crônica policial, que da mesma forma que impactam quando surgem, desaparecem. Alguns exemplos: onde foi parar a maior parte do dinheiro do assalto milionário ao Banco Central? Ninguém nunca soube. O que aconteceu com os presidiários que comandaram ataques em sequência a coletivos na capital? Em que pé estão as investigações sobre os sucessivos ataques a bancos no interior? E quanto foi levado em dinheiro dessas ações que os bancos nunca divulgam a quantia levada pelos bandidos? Como é que está a investigação da pesada apreensão de drogas no circo do palhaço Motoca e que ninguém nunca mais tocou no assunto? Será que colocaram uma pedra em cima do caso da italiana Gaia Molinari, morta em Jeri? E o processo do sub-tenente do Exército, sobrevivente de uma tentativa de envenenamento, cujo filho de nove anos não resistiu? Atualmente, a população ainda comenta o crime da esposa e filha, mortas pelo gaúcho em Paracuru. Não se admire se daqui a pouco, um outro caso tão ou mais chocante, vier ocupar o espaço da crônica policial. E que vai sumir igualmente como tantos outros que ficam sem conclusão. Ainda bem que tem a mídia para fazer esse tipo de cobrança, mesmo porque a imprensa é o quarto poder a reivindicar dos responsáveis pelos esclarecimentos de tudo isso uma resposta. Faz parte do jogo.